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06 novembro 2006

Um Jornal no Cinquentenário do Edifício do Liceu - 1999.04.30


Será que existe arquivado na Biblioteca?

Mais uma dica me veio recordar uma publicação que "eu quase tinha esquecido"...

Como se fosse possível esquecer-se uma coisa a que se deu vida, com alguma canseira é certo, e que "nasceu com fim à vista"...

Eram dez as turmas existentes no nosso Liceu em 1949 quando foi inaugurado o novo Edifício do Liceu Nacional de Setúbal. Foram dez os números desta publicação previamente determinados.

Mesmo com o pouco empenho que sentimos por parte de quem nos devia ajudar neste empreendimento (e que tinha a obrigação de nos ajudar!...), achamos que foi uma ideia que teve algum êxito por entre os Antigos Alunos do Liceu.

Ainda agora é procurado... não é verdade, Ricardo Jorge?

Transcrevo o "artigo de fundo" deste primeiro número do Jornal "50 Anos" que viu a luz do dia em 1 de Dezembro de 1999 e foi dedicado ao meu primeiro Reitor, Dr.José de Mendonça e Costa:

MEMÓRIA
Quando em Outubro de 1959, me apresentei no primeiro dia de aulas, na Reitoria do Liceu, para tomar posse de um lugar a todos os títulos precário, como professor eventual, o então Reitor desta Casa, Dr. José de Mendonça e Costa, um algarvio de Marmelete com o coração ao pé da boca, meio a sério meio a brincar, mas sempre muito desconfiado com a verdura dos anos do candidato a professor que lhe aparecia pela frente, foi tecendo comentários sobre a vida difícil que nos esperava. E foi dizendo, alicerçado nos anos da sua experiência, que, para os novos, para aqueles que se “arriscavam” a seguir tão ingrata profissão, mais do que estar preparado sob ponto de vista científico, importava estar preparado para estabelecer um forte relacionamento afectivo com os alunos. Só assim se poderiam desenvolver fortemente os laços de Amizade e de Respeito que iriam ligar, para toda a vida, a vida do professor à vida dos seus Alunos.
Ao fim de todos estes anos recordo com saudade o humanismo e a bonomia do Dr. Mendonça e Costa, e agradeço-lhe os conselhos que fez o favor de me dar e ainda os ensinamentos que fez gala em fornecer-me a mim e a todos aqueles que, como eu, acreditámos poder ser possível modificar com algumas ideias novas, e a partir de dentro, algumas estruturas que pareciam, já então, estar a ficar ultrapassadas.
Para o Homem simples que foi o Dr. José de Mendonça e Costa aqui fica esta Homenagem, também ela muito simples.

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