31 janeiro 2018

As redes sociais...

...democracia e taberna".
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Este é o título que a 
Ana Sá Lopes
deu hoje ao seu
Editorial, no jornal "i"
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Ana Sá Lopes


Na segunda-feira fui jantar a casa de uns amigos dos tempos analógicos. Foi maravilhoso.
Deixei o telemóvel na mala – nunca tocou – e estivemos algumas horas a falar. Éramos quatro e ninguém tinha o telemóvel à mão. Quando, por volta das duas da manhã, regressei a casa e finalmente olhei para o telemóvel, Facebook, etc., vi que tinha duas mensagens absolutamente não urgentes. Tinham-se passado seis deliciosas horas analógicas, despojadas da loucura digital que faz com que em muitos lugares de convívio várias pessoas estejam com o nariz enfiado nos seus próprios chats do Facebook, WhatsApp, etc.
Claro que o facto de sermos todos maiores de 40 – e pertencermos à última geração que viveu a vida analógica – contribuiu para a tranquilidade da noite. Nas últimas semanas, vários co-inventores do Facebook vieram denunciar que tinham criado um monstro viciante.
É evidente que o Facebook, e todas as redes sociais, fizeram muito pela democracia – hoje todos, mesmo todos, podem ter voz, de uma forma fácil e barata. Mas o Facebook é feito à imagem e semelhança dos seres humanos, conseguindo milagrosamente exponenciar o pior de cada um – que a velha vida analógica, com os seus rituais, pelo menos fora da taberna, conseguia conter.
Se a procura da validação social é um sentimento humano, a cultura do like veio torná-la obsessiva, ou ainda mais obsessiva, consoante o caso.
Se a inveja ou a vaidade são humanos sentimentos, o Facebook veio aumentar o peso dos “monstros”. Já não vale a pena falar dos prejuízos que traz à vida sentimental um like insistente e alegadamente suspeito. Ser saudosista é sempre uma coisa malvista mas, no tempo em que éramos analógicos, talvez a nossa vida nos trouxesse mais surpresas. Fazíamos coisas diferentes de acariciar o telemóvel em busca da última e genericamente inútil novidade. Falávamos cara a cara. Não ficávamos ansiosos quando alguém importante estava “desligado”.
É muito difícil explicar aos nascidos digitais a vida como ela era. Mas era boa e tinha vantagens relativas.
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Editorial "i"
31.01.2018

Romagens de Saudade...

...Vinte anos depois em Castelo Branco
em 1 de Junho de 1973
Comemorando o 20ºAniversário
do Curso de 1953
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Não é fácil fazer uma legenda... embora ainda estivessem todos muito reconhecíveis. A presença de algumas "consortes" cujos nomes já não lembro, dificultaram também esta "tarefa".
Resolvi então como nos "ensinou" o nosso antigo Reitor Dr.Joaquim Sérvulo Correia: meninas para um lado e meninos para o outro!
No que respeita às "meninas" (e avançando da esquerda para a direita.) podemos identificar e Stela Monteiro (lá em cima à esquerda, casada com o José Castilho), a esposa do Victor Manuel Martins da Conceição (na 1ªfila), a Maria Gil do Pires Antunes, a esposa do Eugénio Chambel, a Ilda do Carmo Silva, a Maria da Conceição Faria de Sousa, a Maria Luiza Pinto Garcia (Mia), a Isabelinha casada com o José Moura Nunes da Cruz, a Célia Maltez, a Belinha do Vergílio Lopes Vaz
Um pouco mais atrás, surgem a esposa do Vicente Pardal e a Ilda Pina Guerra; as esposas do Júlio Casaleiro e do Santos Luiz encerram à direita.
No que diz respeito aos "meninos" e utilizando o mesmo critério, vamos encontrar os seguintes componentes daquele Curso de 1953:António José Pires Antunes, Victor Manuel Martins da da Conceição (Saludes),José Castilho Monteiro, António Forte Salvado, António Afonso Ascensão, jjmatos, Eugénio Chambel, Joaquim Pires Simão, Ilídio Alexandre da Mesquita Nunes, João Correia Barata, Vicente Pardal, Amândio de Azevedo  Robalo, Aristides da Fonte Alpendre, Jorge Tropa, José Moura Nunes da Cruz, Domingos Morgado Duarte, José Serrano Raposo , Manuel de Sena Boléo, Virgílio Lopes Vaz, Júlio Casaleiro Torres da Cruz, Manuel Tavares Monteiro e Manuel dos Santos Luiz.
Dois professores também aqui estão presentes: o Dr.Catanas Diogo, professor de Geografia e Reitor do Liceu em 1973 e o nosso professor de Desenho (Geometria descritiva), Dr.José Nunes Parro.

30 janeiro 2018

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Julho/1960
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- Considerando que o corpo humano tem 90% de água...
é admirável o que ela consegue fazer com os 10%. não acha?

29 janeiro 2018

Sabedoria indígena...

"Não andes atrás de mim, talvez eu não saiba liderar.
Não andes na minha frente, talvez eu não queira ser seguido.
Anda a meu lado, para podermos caminhar juntos."
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Provérbio Ute.

28 janeiro 2018

Romagens de Saudade...

...Castelo Branco
em 10 de Junho de 1994
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Num almoço ao ar livre
Na primeira fila a Luiza Cardoso Justo, o Daniel Pires Lourenço, o Domingos Morão Correia e o João Romão Esteves. Na segunda fila, o Sebastião Morão e a Rosa Justo.

27 janeiro 2018

Escrito na pedra...

In. “Público
13.01.2018
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Podemos pretender ser quanto queiramos; mas não é lícito

fingir que somos o que não somos."
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José Ortega y Gasset
1883 - 1955

filosofo

26 janeiro 2018

Romagens de Saudade...

...Castelo Branco
em 7 de Junho de 1991
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Entraram no Liceu na década de 40.

O Armindo Marques Taborda e a Rosalina, o
Pires Antunes e a Maria Gil, o Armando da Conceição,
o Rui Versos, o Domingos Morão, o Luís Grilo e o Rui Costa Ferreira.

25 janeiro 2018

A flor de tudo...

...num poema que 
Miguel Torga
escreveu em 05.03.1943

e a que deu o nome de 
O Poeta.
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Miguel Torga
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O Poeta

Triste, lá vai à ronda dos segredos
O maluco que rouba quanto vê.
Branco, do coração aos dedos,
É todo antenas onde apenas lê.
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Murcha-lhe nos pés o rosmaninho
E a própria rosa, de o sentir, descora:
Mas é um Deus que passeia o seu caminho
A beber a amargura de quem chora.
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Magro, lá passa, e lá se vai consigo
A luz das coisas e a flor de tudo.
É um bruxo lento, tenebroso e antigo,
Pálido, sério. solitário e mudo.
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Miguel Torga
in. "Diário II"

24 janeiro 2018

Eles foram professores do Liceu...

José de Sousa Dourado 
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Era natural de Ponta Garça, Vila Franca do Campo, Açores, onde nasceu em 25 de Outubro de 1906. Esteve matriculado na Escola de Farmácia de Coimbra mas acabou por licenciar-se, na mesma Universidade, em Ciências Biológicas, no ano de 1933, onde ficou como assistente contratado, no ano lectivo de 1933/34;


Foi professor agregado do 6ºgrupo (Ciências Naturais) e teve o primeiro contacto com o liceu no ano lectivo de 1941/42, na posse que lhe foi conferida pelo Reitor Manuel Gamito, no dia 24 de Outubro de 1941; exerceu o cargo até ao dia 29 de Julho de 1942.
No ano seguinte, 1942/43 ainda se manteve no liceu,tendo voltado a tomar posse, seguida de exercício, em 19 de Outubro de 1942 até 31 de Julho do ano seguinte.

Terminou a carreira como professor efectivo no Liceu D. João III em Coimbra.

23 janeiro 2018

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Julho/1960
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- Bem sei que está calor, mas vá já vestir as calças!

22 janeiro 2018

Escrito na pedra...

In. “Público
12.01.2018
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O único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.

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Albert Einstein
1879 - 1955 

21 janeiro 2018

Parabéns... 21 de Janeiro

Hoje
 ...sou eu quem faz anos!
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João de Castelo Branco
(1935)

20 janeiro 2018

Parabéns!... 20 de Janeiro

O meu neto João faz hoje 16 anos...
Deixo-lhe aqui um abraço grande
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João Gonçalves Mendes de Matos

19 janeiro 2018

Mais um amigo...

...que desaparece.
José Correia Tavares foi meu vizinho em Castelo Branco, cidade onde nasceu.
Andou comigo no Jardim Escola João de Deus e mais tarde no Liceu de Nuno Alvares.
Esta manhã quando folheei o "Público" dei com a notícia da morte do Correia Tavares que era actualmente vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores.

Era mais novo 3 anos do que eu.
Em 1941/42, estava eu de saída do Jardim Escola (na última fila) e acabava ele de entrar no "Viveiro" daquela instituição (na 1ªfila). teria então 4 anos...
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José Correia Tavares é o 7º a contar da direita, na primeira fila.
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O poeta José Correia Tavares, autor de uma extensa bibliografia inaugurada no início dos anos sessenta com títulos como Dádiva (1961) ou A Flor e o Muro (1962), morreu esta quinta-feira em Lisboa, no Hospital Egas Moniz.
Nascido em 1938, em Castelo Branco, foi nesta cidade que publicou os seus primeiros livros, em edições de autor, início de uma obra que se caracteriza pelo uso recorrente da quadra e por um registo coloquial, com uma frequente dimensão política, mas também satírica.
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Ficou-me sempre na memória uma quadra que lhe deu um prémio em 1957 quando, ainda no Liceu, já colaborava com o semanário "Beira-Baixa".

“A tua saia travada
Quando vou dançar contigo,
Fica sempre “destravada”
Com as coisas que eu te digo…”
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(“Beira Baixa” – 1ºPrémio / 1957)
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Descansa em paz.

Que Descance em Paz...

... deixou-nos na 3ªfeira passada.
O João Vasco Fernandes
foi meu aluno em 1964/65

   
João Vasco de Almeida Fernandes
quando passou pelo nosso Liceu
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O João Vasco esteve presente no último almoço
do seu Curso Liceal, em 23 de Setembro.
Sempre bem disposto, e sempre cheio de bonomia,
nada fazia prever a sua morte, tão prematura.
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Para a Clotilde e restante Família
vai todo o meu sentido pesar...
R.I.P.

Setubalense - 1971 - Maio


03.05.1971
Passa amanhã o aniversário natalício do alferes miliciano Sr. José Manuel da Silva Fernandes que se encontra em serviço algures nas nossas províncias ultramarinas.
05.05.1971
Regressaram de Lourenço Marques os presidentes das Câmaras de Setúbal, da Moita e de Alcacer. Respectivamente, Manuel José Constantino de Goes, Vitor Brito de Sousa e Xavier Amaral, onde participaram num colóquio sobre municípios.
08.05.1971
Bandas de música na Avenida
… o assunto está a ser tratado pelo Sr.Dr. João Matos, vice-Presidente da Câmara, o qual tem já um plano elaborado no sentido de que algumas das melhores bandas do distrito se desloquem à nossa cidade nos meses de Junho a Setembro…
08.05.1971
Clube Naval Setubalense
Novos corpos Gerentes
Assembleia-Geral:
Presidente – Dr. Manuel Mário M.Tomé Carqueijeiro
Relator – José Fernandes Alves Cândido
1ºSecretário – Lomelino da Costa Gil
2ºSecretário – António Henriques Quaresma Rosa
Direcção:
Presidente – Manuel José Tavares
Vice-Presidente – José Maria da Silva Belo
Tesoureiro – Aurélio Lino da Conceição Fernandes
Secretário-Geral – Manuel de Jesus Caparica
Secretário Adj. – António Manuel Fernandes Júnior
Vogal – João de Almada Contreiras
Vogal – Manuel Mendez Fernandez
Vogal – Vagner Fidalgo Pinto
Vogal – Fernando Sobral Rodrigues
Vogal – Vinício Ferreira de Carvalho
Suplente – João Santana Inácio
Suplente – Rui Francisco Crespo Martins de Oliveira
Suplente – Custódio de Carvalho Pinto
Conselho Fiscal:
Presidente – Dr. José Blasco Mousinho Lopes
Vice-Presidente – Fernando dos Santos Castanheira
Relator – Álvaro Guerreiro Machado Semião
Vogal – Vitor Fernandes Sequeira Cabeçadas
Vogal – Hélio Ramos Santana
10.05.1971
Na cidade
Será aberta ao trânsito, esta semana, a via dupla a norte da Avenida Portela.
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10.05.1971
Sociedade Capricho 
Novos Corpos Gerentes
Assembleia-Geral:
Presidente – Dr. Amadeu Rodrigues da Costa
Direcção:
Presidente – João Batista Medeiros
Conselho Fiscal:
Presidente – Carlos Vieira dos Santos
10.05.1971
Inauguração do Templo Adventista
No último sábado (8 de Maio), numa Sessão Solene a que presidiu o Sr. Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Dr. João José Matos.

12.05.1971
Assembleia-Geral do Vitória
Continua por solucionar o problema da sucessão directiva.

12.05.1971
Música
Raúl Calado conduziu uma sessão sobre jazz, no Círculo Cultural de Setúbal.

12.05.1971
Desporto
Por anúncio é posto a concurso a obra de construção dos edifícios dos novos campos de ténis.
17.05.1971
Cultura
O concerto do pianista Jorge Moyano Marques realizou-se no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, no passado dia 11 de Maio.
19.05.1971
Comissão de Festas de Setúbal
Por proposta do Sr.Dr. Constantino de Goes, a Câmara nomeou a Comissão de Festas de Setúbal para o ano corrente:
Presidente – Dr. João José Mendes de Matos
Vice-Presidente – Dr. António M.Pinto da Costa
Vice-Presidente – António Maldonado Gonelha
Tesoureiro – Dr. José Augusto da Luz Gomes
Secretário-Geral – José Fernandes Alves Cândido
Vogal – D. Margarida Cabral Elias
Vogal – D. Margarida Sobral Costa
Vogal – Dr.ª D. Maria Manuela David Gomes
Vogal - D. Paula Costa
Vogal – Dr.ª Octávia Alcoforado
Vogal – Profª Zaida Albuquerque
Vogal – Alberto Santos
Vogal – António Alves
Vogal – Arlindo Pereira
Vogal – Fidélio Barrocas
Vogal – Dr. Gustavo Corte Real
Vogal – Dr. Jorge Coelho
Vogal – José Eduardo Ferreira
Vogal – José Luís Rocha
Vogal – José Rodrigues dos Santos (Azoia)
Vogal – José de Sousa Fidalgo
Vogal – Josué Monteiro
Vogal – Luís Santana
Vogal – Arq. Renato Nogueira
Vogal – Rogério Miguens Gonçalves
Vogal – Rui Crespo de Oliveira
Vogal – Manuel Martins Caro Marquilhas, em representação da Comissão Regional de Turismo, da Serra da Arrábida.
21.05.1971
Luta contra as barracas
"Terrenos baratos com o projecto aprovado pelo Município de Setúbal, para que todos tenham a sua casa."
Numa entrevista com o Dr. Manuel José Constantino de Goes.
24.05.1971
Toma hoje posse a nova Comissão de Festas.
29.05.1971
Foi nomeado Director de Estradas, do distrito de Setúbal, o Sr. Eng. Joaquim da Silva Mendes Bragança

18 janeiro 2018

Férias em Oleiros...

... um campo de futebol, na Torna, nas imediações do local onde se ergueu há poucos anos o Hotel de Santa Margarida.
A fotografia tem a data de 20 de Agosto de 1947.
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Em cima do "risco de baliza", dá para ver os dois postes da "dita cuja"... e os jogadores... das duas equipas!
Num primeiro plano, o Quim e o jjmatos
De pé, o Acácio e o Zeca Rodrigues.
Não sei já quem "ganhou"...

17 janeiro 2018

Humor antigo...

in "Almanaque"
Julho/1960
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- Sem dúvida, amo-te! e o que é o jantar?!...

16 janeiro 2018

Parabéns!... 16 de Janeiro

O JMiguel faz anos hoje.
...e desta vez é um número redondo!
Parabéns...
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João Miguel Macedo Mendes de Matos

15 janeiro 2018

Escrito na pedra...

In. “Público
09.01.2018
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Só quem nunca pensou chegou alguma vez a uma conclusão.

Pensar é hesitar. Os homens de acção nunca pensam”
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Fernando Pessoa
1888 - 1935 

poeta