31 janeiro 2017

Liceu Bocage 6

Liceu Bocage
Ano da Inauguração
1 9 4 9


Liceu Nacional de Setúbal


1ºAno – Turma B

Presidente: Alfredo Betâmio de Almeida
Secretária: Maria Clélia Simões

nº 1 Álvaro Olindo das Neves Preto
nº 2 António Eduardo Mendes Belo Panelas
nº 3 António Gonçalves da Costa de Jesus
nº 4 António João Rodeia Grosso
nº 5 António Joaquim Marques da Silva
nº 6 António Luis Pereira de Almeida
nº 7 António Maria Cardoso de Almeida
nº 8 Bruno Rafael Maranca Osório Castro
nº 9 Fernando Chaves Tavares da Silva
nº10 Fernando Eduardo Mata da Paixão
nº11 Fernando José Manita Pereira
nº12 Henrique José Sales Rocha Pinto
nº13 Honorato Maldonado Coelho
nº14 João Abel Carvalho Batista
nº15 João António Palmela Faria
nº16 João Manuel Alves Palmela
nº17 João Manuel da Luz Capela Bolina
nº18 João Ricardo Páscoa Belo
nº19 Luis Alberto Tavares dos Anjos
nº20 Luis Artur Pereira de Faria Blanc
nº21 Luis Lopes Fonseca Ribeiro
nº22 Manuel dos Santos Simões
nº23 Mário Alberto Fernandes Ferreira
nº24 Reginaldo Fernando Guerreiro Álvaro
nº25 Rui Francisco Trindade Alves
nº26 Rui de Oliveira Parrinha
nº27 Vitor Manuel Pronto Florindo

Professores do 1ºB :
Amália Ferreira da Costa - Português
Josefina Noronha Gamito - Francês
Maria Clélia Vasconcelos Simões - CGNaturais
Betâmio de Almeida - Desenho
Álvaro Sequeira Ribeiro - Tr.Manuais

Nesta turma B, do 1ºano, foram feitas menos reuniões do que as que se fizeram na turma anterior, provavelmente pelo facto de os professores serem os mesmos e a coordenação ser feita em reuniões conjuntas cuja acta era escrita no livro de Actas da turma A, com excepção da primeira, realizada em 3 de Dezembro e cuja acta consta no livro da turma B.

A primeira realizou-se em 3 de Dezembro de 1948 e teve início às 16h 10m e nela se tratou da coordenação do ensino e do andamento dos programas. Parece não ter havido problemas de maior. Apenas podemos assinalar que os senhores professores de Trabalhos Manuais afirmaram que têm feito “trabalhos de papel, cartolina e cartão” visto que, no Liceu não há possibilidade de fazer outros.

Estiveram presentes os Professores Alfredo Betâmio de Almeida que foi o Presidente do Conselho de Turma, Maria Clélia Simões que secretariou a reunião, Amália Costa, Josefina Lopes, Mendonça e Costa e Sequeira Ribeiro, estes dois últimos regendo Trabalhos Manuais, embora fossem professores de Ciências Naturais e Matemática, respectivamente.

A segunda realizou-se em 22 de Dezembro de 1948 e teve início às 14 horas. Serviu para se fazerem os lançamentos das notas referentes ao 1º período lectivo e para avaliar o comportamento dos alunos.

Estiveram presentes os Professores Alfredo Betâmio de Almeida que foi o Presidente do Conselho de Turma, Maria Clélia Simões que secretariou a reunião, Amália Costa, Josefina Lopes, Mendonça e Costa e Sequeira Ribeiro, estes dois últimos regendo Trabalhos Manuais.

Os alunos António João Rodeia Grosso, João Abel Batista, João Manuel Alves Palmela, Manuel dos Santos Simões e Rui de Oliveira Parrinha viram o seu nome figurar no Quadro de Honra.

No entanto esta turma viu também bastantes dos seus elementos ser contemplados com “comportamento regular”, provavelmente por não terem justificado as faltas dadas durante este primeiro período. Estão nestas circunstâncias os alunos Álvaro Preto, Manita Pereira, João Bolina, Luis Anjos, Reginaldo Guerreiro Álvaro, Rui Alves e Vitor Florindo.

Em 7 de Abril de 1949, pelas 16h e 55 m, o Conselho de turma reuniu, pela terceira vez, com a presença de todos os Professores para anotar as classificações correspondentes ao 2ºperíodo escolar.

Foi presidido pelo Dr. Betâmio de Almeida, mas desta vez secretariado pala DrªAlice Fogaça.

Os alunos António Eduardo Mendes Belo Panelas, António João Rodeia Grosso, Fernando Eduardo Mata da Paixão, João Abel Baptista, João Manuel Alves Palmela e Rui de Oliveira Parrinha foram inscritos no Quadro de Honra.

Do mesmo modo obtiveram “comportamento regular” os alunos Álvaro Preto, António Eduardo Mendes Belo Panelas, António Luis Pereira de Almeida, Henrique José Sales Rocha Pinto, João Manuel da Luz Capela Bolina, Luis Alberto Tavares dos Anjos, Mário Alberto Fernandes Ferreira e Vitor Manuel Pronto Florindo, provavelmente ao abrigo do ponto 3. do Artº361, do Decreto nº36508, (Estatuto do Ensino Liceal) aprovado em 17 de Setembro de 1947 que rezava o seguinte: “ O aluno que dê alguma falta não justificada não pode ter classificação de bom em comportamento.”

Talvez por isso conste na acta da reunião que o aluno nº2, António Eduardo Mendes Belo Panelas, apesar das notas que obteve não podia figurar no Quadro de Honra em virtude de ter tido “comportamento regular”. Mas na acta da reunião seguinte, em 2 de Junho de 1949, ”a tempo se declara” que o mesmo aluno teria justificado as faltas “a tempo”, pelo que sempre acabou por figurar no “Quadro de honra” da turma!!

Este aluno, Mendes Belo Panelas, morou numa casa da Avenida Todi, junto ao Banco de Portugal e faleceu, relativamente novo, há já alguns anos. Constava que era sobrinho neto do antigo Cardeal Mendes Belo, Patriarca de Lisboa.

A última reunião do ano realizou-se também em 17 de Junho de 1949, pelas 9h e 5 m e foi presidida pelo Reitor Dr.António Manuel Gamito que teve como secretária a DrªMaria Alice Fogaça.

Serviu para se fazerem os lançamentos das notas referentes ao 3º período escolar e para avaliar o comportamento dos alunos.

Neste último período inscreveram o seu nome no Quadro de Honra, os alunos Álvaro Olindo das Neves Preto, António João Rodeia Grosso, António Maria Cardoso de Almeida, Fernando Eduardo Mata da Paixão e Vitor Manuel Pronto Florindo.

Por faltas não justificadas tiveram “comportamento regular” os alunos Fernando Chaves Tavares da Silva, Fernando José Manita Pereira.

Perderam o ano por falta de aproveitamento em mais do que uma disciplina, ao abrigo no disposto no ponto 1. do Artº 371º, do Estatuto do Ensino Liceal ( Transitam ao ano imediato os alunos que em todas as disciplinas, ou em todas menos uma, obtenham média final não inferior a 10 valores) os alunos números três, onze e dezassete.

O aluno nº27 “perdeu o ano por ter excedido o número de faltas, na Mocidade Portuguesa”. Este subterfúgio das faltas dadas em excesso teria sido o modo mais airoso “utilizado” para evitar uma reprovação que se adivinhava já no final do 1ªperíodo e se confirmava antes das férias da Páscoa...

Parece oportuno mencionar as médias obtidas nas várias disciplinas por alguns dos alunos desta turma.

O melhor aluno desta turma, António João Rodeia Grosso, era de Alcácer do Sal e vim a conhecê-lo em Setúbal uns anos mais tarde, já na década de sessenta. Faleceu muito novo, quando não tinha ainda trinta anos. Foi um aluno muito bom, diria mesmo excepcional, se formos levados a fazer a sua avaliação com a mesma “bitola” com que actualmente se classificam os nossos alunos actuais.

Mantiveram-se ligados a Setúbal por desenvolverem as suas actividades aqui na cidade o João Ricardo e o Luis Ribeiro.

O Álvaro Preto vive aqui próximo, em Azeitão, e nunca perdeu o contacto com Setúbal. O João Alves Palmela visita-nos de longe em longe. É Engenheiro e está ligado à indústria do vidro na Marinha Grande onde vive há largos anos. E é meu compadre! Não é Nelinha?... O Engenheiro Palmela não é o padrinho de casamento do teu marido?... Bem me parecia que não estava enganado...

O Rui Francisco Alves vive há muito tempo fora de Setúbal e creio que raramente aqui se desloca. As Famílias vão desaparecendo e os laços vão ficando cada vez mais ténues... Voltei a ver o Rui Alves, aqui em Setúbal, no princípio deste Agosto que passou, no dia em que acompanhámos pela última vez, o ex-Governador Civil de Setúbal, Dr. José Cardoso Ferreira, que era seu tio.

30 janeiro 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

.
A Lua esconde a face
Por detrás de um Sol dolente...       
Ela tem medo que eu passe   
Um passo à tua frente!                    

29 janeiro 2017

Disse-lhe adeus. Era tarde...

...num poema de 
Pedro Homem de Mello
intitulado
"Apartamento"
.
Pedro Homem de Mello
.
Lembrava seu corpo, ao longe, 
Um navio naufragado...
Disse-lhe adeus. Era tarde.
Já vinha a sombra ao meu lado!
Como quem, morta a esperança,
Entra em silêncio no mar,
Vi seu corpo entrar na treva...
Quis-me deitar a afogar!
Levei os lábios aos dedos.
Caiu-me a noite no peito.
Disse-lhe adeus. Era tarde.
Estava o sonho desfeito!
Tudo era noite e segredo.
Noite de pedra pesada.
Disse-lhe adeus.Era tarde.
E não lhe disse mais nada!
.
Pedro Homem de Melo
in. "Grande, grande era a cidade..." 
1955

28 janeiro 2017

Escrito no vento...


"Nunca se é velho demais para ter um novo objectivo ou para sonhar um novo sonho".
.
C.S.Lewis

27 janeiro 2017

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada"8
de Maio de 1961
com o traço de Kiraz
.
- Vim festejar um duplo aniversário: cinco anos de casamento... três meses de fidelidade!...

26 janeiro 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

.
Anda o Sol atrás da Lua                 
Num desespero sem fim
Nunca tu hás-de ser minha
Oh! que castigo!... Ai  de mim...     

25 janeiro 2017

Hoje há pintura...

Vincent van Gogh
1853 - 1890
Pintor holandês.

.

Montmartre (1886)

24 janeiro 2017

Uma ONU do ultra-congelado...


Este texto, assinado por João Quadros já foi escrito há "um par de anos" mas adapta-se perfeitamento à actualidade, na sequência de uma notícia semelhante, publicada hoje na primeira página do "Público":
   "Continente e Pingo Doce com
   melhores vendas desde 2010"
.
João Quadros
(Licenciado em Gestão)
.
"Os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE) demonstram que o Pingo Doce (da Jerónimo Martins) e o Modelo Continente (do grupo Sonae) estão entre os maiores importadores portugueses."
Porque é que estes dados não me causam admiração? Talvez porque, esta semana, tive a oportunidade de verificar que a zona de frescos dos supermercados parece uns jogos sem fronteiras de pescado e marisco.
Uma ONU do ultra-congelado. Eu explico.
Por alto, vi: camarão do Equador, burrié da Irlanda, perca egípcia, sapateira de Madagáscar, polvo marroquino, berbigão das Fidji, abrótea do Haiti?
Uma pessoa chega a sentir vergonha por haver marisco mais viajado que nós. Eu não tenho vontade de comer uma abrótea que veio do Haiti ou um berbigão que veio das exóticas Fidji. Para mim, tudo o que fica a mais de 2.000 quilómetros de casa é exótico. Eu sou curioso, tenho vontade de falar com o berbigão, tenho curiosidade de saber como é que é o país dele, se a água é quente, se tem irmãs, etc.
Vamos lá ver. Uma pessoa vai ao supermercado comprar duas cabeças de pescada, não tem de sentir que não conhece o mundo.
Não é saudável ter inveja de uma gamba. Uma dona de casa vai fazer compras e fica a chorar junto do linguado de Cuba, porque se lembra que foi tão feliz na lua-de-mel em Havana e agora já nem a Badajoz vai. Não se faz. E é desagradável constatar que o tamboril (da Escócia) fez mais quilómetros para ali chegar que os que vamos fazer durante todo o ano.
Há quem acabe por levar peixe-espada do Quénia só para ter alguém interessante e viajado lá em casa. Eu vi perca egípcia em Telheiras.
Fica estranho. Perca egípcia soa a Hercule Poirot e Morte no Nilo. A minha mãe olha para uma perca egípcia e esquece que está num supermercado e imagina-se no Museu do Cairo e esquece-se das compras. Fica ali a sonhar, no gelo, capaz de se constipar.
Deixei para o fim o polvo marroquino. É complicado pedir polvo marroquino, assim às claras. Eu não consigo perguntar: "tem polvo marroquino?", sem olhar à volta a ver se vem lá polícia. "Queria quinhentos de polvo marroquino" - tem de ser dito em voz mais baixa e rouca. Acabei por optar por robalo de Chernobyl para o almoço. Não há nada como umas coxinhas de robalo de Chernobyl.
Eu, às vezes penso:
O que não poupávamos se Portugal tivesse mar.
.
João Quadros
in."NEGÓCIOS ONLINE"

(Este texto foi publicado em 05.Abr.2012 e escrito em completo desacordo ortográfico.)

23 janeiro 2017

Eles foram professores do Liceu...

6. Carlos Alberto Faria
Era professor do 7ºGrupo (Físico-Químicas)
O seu primeiro registo surge no ano lectivo de 1905/06, tendo tomado posse, como professor interino, em 7 de Novembro de 1905. Curiosamente foram-lhe entregues neste seu primeiro ano de serviço, as turmas de Desenho e de Inglês.
Manteve-se em exercício até ao final do ano lectivo de 1915/16 como professor provisório regendo a disciplina de Sciencias.

22 janeiro 2017

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº8
de Maio de 1961

.
- Desculpa acordar-te mas... é apenas para te dar as boas-noites!

21 janeiro 2017

Mais um ano que passou...

...a somar a tantos outros!
21.Jan.1935
jjmatos
.
Que tolo!...
Ainda se os desfizesse...

20 janeiro 2017

Parabéns!... 20 de Janeiro

O meu neto João IV faz anos hoje
Um abraço forte do Avô Matos
.
João Gonçalves Mendes de Matos

19 janeiro 2017

Escrito na pedra...

In. “Público”
19.01.2017
.
A diferença entre a literatura e o jornalismo é que o jornalismo é ilegível e a literartura não é lida
.
Oscar Wilde
1854-1900
escritor irlandês

18 janeiro 2017

"...se na alma houver ainda espaço..."

...num poema que
António Salvado 

escreveu em 2004
.
António Salvado
.
"...se na alma houver..."
.
Deixa preencher-t'a alma.
Moldar-lhe graças, desejos,
as crenças, a liberdade,
os enleios, a lhaneza.
.
Modelar, fundo, os sentidos
em cada instante cruzados:
o tacto dentro do ouvido
e o perfume no olhar.
.
Depois se na alma houver
ainda espaço, permite
que também eu entre nela
e aí me queira feliz.
.
António Salvado
in. "Se na alma houver" (2004)

17 janeiro 2017

Liceu Bocage 5

Liceu Bocage
Ano da Inauguração
1 9 4 9

.
Liceu Nacional de Setúbal

Ano lectivo de 1948/49
.
1ºAno - Turma A
Presidente: Alfredo Betâmio de Almeida
Secretária: Maria Clélia Simões
.
nº 1 Cesarina Cordeiro de Carvalho
nº 2 Eufêmia Adelaide da Cunha Bensabat Ferraz
nº 3 Eunice Pêgo Mendes
nº 4 Isaura de Almeida Proença
nº 5 Loide Ferreira Martins Franco
nº 6 Margarida Maria dos Santos
nº 7 Maria Antónia Ramalho Serrano da Silva
nº 8 Maria da Assunção Paiva Teixeira Botelho
nº 9 Maria Batista Nogueira Alberto
nº10 Maria Cristina Parreira Gago da Silva
nº11 Maria Elisabeth Vaz Nunes Moita
nº12 Maria Fernanda Claro Gonçalves
nº13 Maria Fernanda Mourão Marques
nº14 Maria Gertrudes do Estanque Trindade
nº15 Maria Isilda Cebola de Almeida
nº16 Maria Josefina de Castro Correia Figueira
nº17 Maria Júlia Carrajola dos Santos
nº18 Maria Júlia da Costa Cabral Sartóris
nº19 Maria Lisete Vieira dos Santos
nº20 Maria de Lurdes Meleiro
nº21 Maria Manuela Cruz dos Santos
nº22 Maria Manuela Fernandes Ferreira
nº23 Maria Manuela Matos Lopes Pedrosa
nº24 Maria Margarida Soveral Rodrigues da Costa
nº25 Maria Paula Cabral Graça
nº26 Maria dos Prazeres Grade Ribeiro
nº27 Maria Rosete Marques Rosa
nº28 Maria Túlia Basso Borrêlho
nº29 Maria Vitória Nobre Lança
nº30 Venília Rodrigues Isabelinho
nº31 Vera Malhador dos Santos
nº32 Maria Helena Alves Coelho Marques
nº33 Maria Olga Oliveira Pereira

Professores do 1ºAno - Turma A
Josefina Lopes - Francês
Amália Ferreira da Costa - Português
Maria Clélia Vasconcelos Simões - CGN
Maria Alice Fogaça - Matemática
Betâmio de Almeida - Desenho
Mendonça e Costa - Trab.Manuais
Sequeira Ribeiro - Trab.Manuais

A primeira reunião do Conselho de Turma realizou-se em 22 de Dezembro de 1948 e teve início às 14 horas. Serviu para se fazerem os lançamentos das notas referentes ao 1ºperíodo lectivo e para avaliar o comportamento dos alunos.

Estiveram presentes os Professores Alfredo Betâmio de Almeida que foi o Presidente do Conselho de Turma, Maria Clélia Simões que secretariou a reunião, Amália Costa, Josefina Lopes, Mendonça e Costa e Sequeira Ribeiro, estes dois últimos regendo Trabalhos Manuais, embora fossem professores de Ciências Naturais e Matemática, respectivamente.

Vários alunos viram o seu nome figurar no Quadro de Honra, como a Maria Júlia Carrajola dos Santos ( a Julinha do Mourinho ), a Maria Manuela Fernandes Pereira, a Maria Helena Coelho Marques e a Maria Olga Pereira.

A aluna nº14, Maria Gertrudes Trindade, obteve “comportamento regular”, provavelmente por não ter justificado a única falta que teve neste primeiro período, em Ciências Geográfico-Naturais.

Na verdade, e de harmonia com o preceituado no Estatuto do Ensino Liceal, “o aluno que dê alguma falta não justificada não pode ter a classificação de “bom” em comportamento”.


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A segunda reunião do conselho de turma realizou-se em 20 de Janeiro de 1949 e teve início às 15h e 15m. Nela se tratou da coordenação do ensino e do andamento dos programas. Parece não ter havido problemas de maior.

Estiveram presentes todos os professores. A Dr.ª Josefina Lopes que leccionava Português, a Dr.ª Amália Ferreira da Costa, professora de Francês, a Dr.ª Clélia Simões, de Ciências Naturais, o Dr. Betâmio de Almeida, de Desenho e o Dr. Mendonça e Costa, de Trabalhos Manuais.
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Reunião idêntica teria havido no dia 22 de Fevereiro de 1949 pelas 16h e 35m e ainda uma outra, passado um mês, no dia 21 de Março de 1949. Em ambas foi já a professora Maria Alice Fogaça que secretariou as reuniões e foi Secretária da turma até ao final do ano.
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Em 7 de Abril de 1949, pelas 16h e 15m, o Conselho de turma reuniu, com a presença de todos os Professores, para anotar as classificações correspondentes ao 2ºperíodo escolar. Apenas faltou o Professor Mendonça e Costa.

O rendimento da turma melhorou no 2ºperíodo, tendo ficado no Quadro de Honra as alunas Eunice Pêgo Mendes, Margarida Maria dos Santos, Maria Antónia Serrano da Silva, Maria da Assunção Paiva Teixeira Botelho, Maria Júlia Carrajola dos Santos, Maria Lisete Vieira dos Santos, Maria Helena Alves Coelho Marques e Maria Olga Oliveira Pereira.
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A aluna número doze obteve “por força da Lei, comportamento regular”.
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No terceiro período houve duas reuniões. A primeira, que reuniu os professores das duas turmas do primeiro ano, realizou-se em 17 de Maio. Apenas a professora Josefina Laura Lopes não compareceu por “não ter tido conhecimento prévio da reunião do Conselho”. Nesta reunião foram tratados os problemas da coordenação do ensino e do andamento dos programas. Voltou a não haver problemas a tal respeito, mas... “Nesta altura do ano, os professores crêem que os alunos números onze, vinte e vinte e sete não têm aproveitamento para transitar para o segundo ano”
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A última reunião do ano realizou-se em 17 de Junho de 1949 pelas 9h e 5 m e foi presidida pelo Reitor Dr. António Manuel Gamito.
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Serviu para se fazerem os lançamentos das notas referentes ao 3º período escolar e para avaliar o comportamento dos alunos. Faltou apenas o professor de Trabalhos Manuais, Dr. José de Mendonça e Costa que, no entanto, entregou as suas classificações ao colega de Desenho e Director de Turma, Dr. Alfredo Betâmio.
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Muitas alunas ganharam o direito a figurar no Quadro de Honra. Nele se inscreveram as alunas Eunice Pego Mendes, Margarida Maria dos Santos, Maria Antónia Ramalho Serrano da Silva, Maria da Assunção Paiva Teixeira Botelho, Maria Júlia Carrajola dos Santos, Maria Júlia Costa Cabral Sartoris, Maria Lisete Vieira dos Santos, Maria Rosete Marques Rosa, Maria Túlia Basso Borrêlho, Maria Helena Alves Coelho Marques e Maria Olga Oliveira Pereira.
Algumas alunas não obtiveram aproveitamento em uma disciplina.

No final do ano, as melhores classificações foram obtidas pelas alunas Maria Antónia Ramos Serrano da Silva e Maria Olga Oliveira Pereira que tiveram a média de 14 valores, logo seguida pelas alunas Eunice Mendes, Maria da Assunção Teixeira Botelho, Maria Júlia Carrajola dos Santos, Maria Lisete dos Santos e Maria Túlia Basso Borrelho, todas elas classificadas com a média de 13 valores.
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A aluna nº 2 Eufêmia Bensabat Ferraz foi transferida para o Liceu Infanta D. Maria, em Coimbra, em 9 de Outubro de 1948.
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A aluna Maria Elisabeth Vaz Nunes Moita, foi transferida para o Liceu de Castelo Branco, em 2 de Dezembro de 1948. (três mais nova do que eu, conheci-a por essa altura no Liceu de Nun'Álvares; morava com os pais bem próximo da minha casa. (a Mãe, D.Chiquita Moita, tornou-se cliente da modista Maria Matos...)
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A aluna nº12, Maria Fernanda Gonçalves anulou a matrícula, em 10 de Maio de 1949, por falta de pagamento da última propina... e por falta de aproveitamento...
A aluna Maria de Lurdes Meleiro foi transferida para o ensino particular em 6 de Junho de 1949.
A aluna nº26, Maria dos Prazeres Grade Ribeiro, natural dos Cebolais de Cima, foi transferida para o Liceu de Castelo Branco, em 6 de Setembro de 1948.
A aluna Maria Helena Alves Coelho foi transferida para o Liceu D.João de Castro, de Lisboa, em 10 de Setembro de 1948.

Esta primeira turma do primeiro ano não revelou alunos de excepcionais capacidades. Em todo o caso alguns nomes merecem uma referência.

Cremos que têm mantido contactos com a cidade onde estudaram muitas das alunas aqui mencionadas.

A Isaura de Almeida Proença, agora Pescadinha, por aqui casou com o colega um pouco mais velho, o Aníbal de Brito Pescadinha, do 5ºB daquele ano, e por aqui se mantêm. Aqui teve os filhos e depois os netos. A ela poderei agradecer algumas informações sobre colegas e amigas com quem manteve alguns contactos desde então.

A Cristina Gago da Silva também se tem mantido por cá. Casou com um colega mais velho, o Gil Correia Figueira que, naquele ano da mudança para o Liceu novo, frequentava a Turma A do 3ºAno. É professora da Escola Superior de Educação.

A Maria Júlia Carrajola foi professora do Ensino Básico até há bem pouco tempo. Foi tirar o Curso do Magistério lá bem longe, em Castelo Branco, mas bem depressa regressou às margens do Sado onde exerceu o magistério. Casou com o José Manuel Mourinho, desportista de mérito e teve dois filhos que tiveram destinos diferentes. O rapaz, meu aluno durante dois ou três anos, nos “idos de oitenta” tornou-se célebre e tem um futuro à sua frente que pode ser brilhante, como treinador de um Barcelona qualquer... A filha, a Teresa, se é que Deus existe, Ele foi muito injusto com ela... Não foi Maria Júlia?

Das restantes alunas creio que apenas a Maria Paula Graça viveu sempre e se mantêm vivendo em Setúbal. Com a frequência do Instituto Britânico dedicou-se ao ensino da língua inglesa até ao momento em que resolveu dedicar-se de alma e coração à resolução de alguns problemas autárquicos, na sua terra natal.

A Assunção Botelho vive em Lisboa e é casada com o Carlos Costa cunhado da Paula Graça anteriormente citada.

A Isilda Almeida vive em Tomar. Era prima do João Manuel Alves Palmela que frequentava a outra turma do 1ºAno e, actualmente, engenheiro ligado à indústria do vidro e a residir na Marinha Grande.

A Lisete Santos é farmacêutica no Barreiro e a Manuela Santos reside em Azeitão casada com o Álvaro Olindo Preto seu colega da outra turma.

A Manuela Pedrosa manteve-se em Setúbal e aqui lhe cresceram os filhos e aqui os educou com a ajuda do Manuel Pereira, seu marido desde os tempos da Calypso, ali na rua Luis de Camões...

A Margarida Soveral Rodrigues da Costa, filha do nosso Amigo Sr. Afonso Ramos da Costa, é médica em Coimbra e por lá vive há bastante tempo.

A Venília vive no Pinhal Novo e a melhor aluna da turma, a Maria Olga, vim a sabê-lo só agora, é a Mãe da Teresinha Pires dos Reis (Té Té), minha tão saudosa quão traquina aluna em 1977/78 e do José Miguel, meu aluno também no mesmo ano lectivo, este no 2ºano complementar, um ano à frente da irmã, e foi casada com um bom Amigo que a Feira de Sant’Iago tão bem conhecia e dava pelo nome de Pires dos Reis

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NB - este trabalho foi executado em 2006 (?)

16 janeiro 2017

Parabéns!... 16 de Janeiro

O João Miguel faz anos hoje.
Um grande abraço e um dia bem passado.
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João Miguel Macedo Mendes de Matos

15 janeiro 2017

Hoje há pintura...

Pablo Picasso
1881 - 1973
Pintor espanhol
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Auto retrato (1906)

14 janeiro 2017

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº8
de Maio de 1961

com o traço de Kiraz.
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- Tenho o espelho retrovisor, tenho sim senhor!... Nunca mais deixei de o trazer comigo depois de ter partido a caixa do pó de arroz!

13 janeiro 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Quando ao Poço da Cidade
Descemos no outro dia...
Era tão terna a saudade
Que nos teus olhos se lia...             

12 janeiro 2017

Eles foram Professores do Liceu...

5. António Ignácio Marques da Costa

Regeu as disciplinas de Português na 1ª e 2ª Classes e de Sciencias Naturais na 1ª, 2ª e 3ªClasses.
Tomou posse como professor interino em 15 de Outubro de 1904 e apenas leccionou no ano lectivo de 1904/05.
Regressando no ano lectivo de 1906/07, António Ignacio  toma posse em 22 de Outubro de 1906, como professor interino do 6ºGrupo (Sciencias Naturais)



António Ignácio Marques da Costa
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Era natural de Leiria onde nasceu em 1857.
Além de professor, Marques da Costa foi arqueólogo de renome.
Em 1917, como militar, foi nomeado comandante interino de Reserva do Regimento de Infantaria 11.
Antes de 1906, teria sido professor na Escola Popular a partir de 1873. Depois da implantação da República, em Outubro de 1910, desempenhou funções executivas na Câmara Municipal de Setúbal.

11 janeiro 2017

Não foi o melhor...

Na sua Coluna "O respeitinho não é bonito"
João Miguel Tavares
escreve sobre Mário Soares.
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João Miguel Tavares
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Quando comecei a ouvir fado e a gostar de fado, no final dos anos 80, Amália Rodrigues era já uma sombra da extraordinária artista que revolucionara a canção de Lisboa nas décadas de 50 e 60. Os seus espectáculos ao vivo eram penosos e o que a minha geração conhecia dela eram as paródias nos programas do Herman – cabeleira postiça, braços abertos, queixo levantado, “palminhas, palminhas”. A grande Amália, a maior artista portuguesa do século XX, tinha de ser procurada nos discos antigos.

Quando comecei a escrever artigos de opinião, em 2003, Mário Soares era já uma sombra do extraordinário político que esteve na primeira linha da luta pela democracia e pela liberdade nos anos quentes da revolução, e que nunca abdicou de sonhar com um Portugal europeísta. A guinada à esquerda da década final da sua vida é tão penosa quanto os últimos espectáculos de Amália, e tenho muita pena que tudo o que eu próprio escrevi sobre Soares tenham sido textos ácidos e críticas virulentas. Ele incomodava-me tanto mais quanto o seu presente me parecia em total contradição com o seu passado. O grande Soares, o maior político da democracia portuguesa, pertence a uma História à qual já pouco assistimas é lá que ele tem de ser procurado.

Não digo isto por desrespeito à sua memória. Bem pelo contrário: é para que a minha geração, e as gerações mais novas do que a minha, que apenas conheceram ao vivo o fervoroso defensor de Hugo Chávez e de José Sócrates, mais os discursos apocalípticos sobre o Portugal da troika, a caminho de uma nova ditadura (dizia ele) e onde já havia mais pobreza do que no tempo do Salazar – o Soares da Aula Magna, enfim, e de tantos artigos inconcebíveis no Diário de Notícias –, esse Mário Soares não é aquele que mais importância tem, nem aquele que vai ficar nos livros de História. Pelos jornais, pelas rádios e pelas televisões só têm praticamente desfilado pessoas que o conheceram nas décadas de 60, 70 ou 80. Abaixo dos 40 anos de idade, e muito em particular à direita, aquilo que eu noto é uma cortina de silêncio incómodo, composta por gente que não está para o elogiar porque não suportou os seus últimos 20 anos de vida, mas também não o quer criticar por respeito à sua morte.

Ora, Soares merece muito mais do que esse silêncio compungido, atitude que sempre declinou. Há que recusar a tese idiota de que Soares teve sempre razão, mesmo quando não o compreendíamos – porque Soares nem sempre teve razão, e no final da vida quase nunca teve razão –, tal como há que recusar a menorização do seu papel histórico, como se não tivesse sido ele a construir a primeira linha de resistência ao comunismo. Soares não teve sempre razão, mas teve razão nos momentos fundamentais, e essa é uma dívida inestimável que o país tem para com ele. Claro que é possível compor uma longa lista de amigos desagradáveis, favores suspeitos e casos mal explicados, tal como é possível considerar que Soares sempre agiu como pai do regime, e que – pioro regime sempre o tratou como pai, dispensando-o de um escrutínio que reservava aos outros. É triste, mas é humano. O mais importante está longe de ser isso. O mais importante é aquilo que está escrito na nota que o Partido Comunista Português escreveu acerca da sua morte. Soares, lamenta o PCP, destacou-se “no combate ao rumo emancipador da Revolução de Abril”. Acreditem: não há mais belo obituário. É por causa desse combate que todos devemos tanto a Mário Soares.

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in."Público"
de 10.Jan.2017

10 janeiro 2017

Recordações...

Faz hoje 11 Anos
que a Gi nos deixou...
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GI

09 janeiro 2017

Um destes dias...

... Marcelo acaba a falar sozinho
é o título escolhido por 
Vasco Pulido Valente
na sua crónica de 7 de Janeiro
no Observador
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Vasco Pulido Valente

Marcelo não é um produto político, é um produto da RTP e da TVI. 
Entra dia a dia pela nossa casa adentro, sempre com a mesma fita e futilidade. 
Um destes dias, o homem acaba a falar sozinho.
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Janeiro, 2017
Sempre gostava de saber quanto pagaram as Câmaras deste abençoado país, que se queixa como de costume de não ter dinheiro, pelos denominados “festejos natalícios”: iluminações, fogo de artifício, festivais, concertos, marchas, policiamento (porque certos prazeres não vão sem policiamento) e outras folias. Na Madeira parece que só o fogo de artifício custou um milhão e oitocentos mil euros e custou de certeza muito mais por Portugal inteiro. As pessoas precisam de se divertir, claro. Mas não estava ainda estabelecido que o Estado devesse fornecer felicidade e entretenimento à cidadania. Agora, ninguém escapa a essa dolorosa obrigação. Por causa do turismo? As receitas não chegam para as despesas; e nada mais melancólico do que o espectáculo de 100 ou 200 mil indivíduos no Terreiro do Paço, que precisam de se juntar para se sentirem um pouco menos tristes. Se o Estado confiscasse às Câmaras o dinheiro que gastaram nestas futilidades, não faltariam maneiras de o usar inteligentemente. O ano acabou mal.
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Quando o papel se tornou mais barato, por volta de 1860, apareceram por toda a parte milhares de jornais. Em Portugal também, e isso ao princípio foi um escândalo de grandes proporções. Em Lisboa e no Porto, havia dezenas. Mas cada distrito e quase cada concelho tinha um, ou por iniciativa local ou pago pelos partidos políticos. Pior ainda, para se atrair o público da pequena imprensa da província, os jornais de grande circulação passaram a contratar correspondentes nos mais remotos cantos do país. Milhares de pessoas enchiam diariamente toneladas de papel. De longe em longe, com boa prosa e notícias fiáveis; diariamente, com calúnias, impropérios e demagogia, em prosa de taberna. Como um todo, a imprensa era a versão primitiva de uma “rede social”. Ninguém se incomodava com isso, excepto os jornalistas que se davam excessiva importância. Num regime liberal (ou democrático), a necessidade de participar era geralmente reconhecida e até certo ponto respeitada. As “redes sociais” cobrem hoje muito mais gente. Ainda bem. O mal seria um público indiferente ou apático.
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Marcelo não é um produto político, é um produto da RTP e da TVI, mas não percebeu ainda uma das regras básicas da sua verdadeira profissão ou confundiu o papel de Presidente da República com o seu antigo papel de entertainer. As pessoas gostavam das conversas com Judite de Sousa porque queriam passar um bom bocado a ouvir dizer mal dos senhores que nos pastoreiam e que todos nós detestamos do fundo do coração. O dispensador de “afecto” (seja lá o que isso for), com os seus beijinhos, as suas selfies, os seus beberetes, a sua falsa naturalidade e o seu falso sorriso, também diverte e também não explica. E pior do que isso faz com que Marcelo entre dia a dia pela nossa casa adentro, sempre com a mesma fita e futilidade. Esta over-exposure, que o mais mesquinho cómico tenta evitar para não perder a graça, não incomoda Marcelo. Para ele, quanto mais melhor. Não calcula quanto tempo vai a populaça achar graça ao espectáculo, nem mede a dificuldade de mudar de pele, quando tiver de dizer à populaça: “Hoje, minhas senhoras e meus senhores, não estou aqui como o Marcelo do Afecto, estou aqui como Presidente da República. Ninguém acredita. Mas, fora isto, o quê? E é precisa uma solução porque a cidadania resolveu ignorar, e bem, o discurso de Ano Novo de Marcelo (?), do Presidente (?), de quem ao certo? Só 637.000 pessoas o ouviram, a mais baixa audiência de sempre, tirando as de Cavaco em 2013 e 2016, e longe das dele próprio na TVI (entre um milhão e meio e dois milhões). Um destes dias, o homem acaba a falar sozinho.
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Nota da Redação: O que precede já estava escrito e entregue quando foi conhecida a notícia da morte de Mário Soares. Vasco Pulido Valente tenciona escrever longamente sobre a pessoa e o papel de Mário Soares na próxima semana.


Parabéns... 9 de Janeiro

Luisa Todi faz anos hoje.
   9 de Janeiro de 1753
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Luisa Rosa de Aguiar Todi

08 janeiro 2017

Setubalense - 1970 - Abril

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01 Abril
Vitor Manuel dos Santos Raposeiro, 
furriel miliciano, partiu para o Ultramar em comissão de serviço, no dia 25 de Março, despede-se dos amigos.
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06 Abril
Falecimento
António Marques da Costa
Com 70 anos de idade, faleceu ontem em Lisboa, o considerado industrial setubalense António Marques da Costa.
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06 Abril
A Federação Portuguesa de Futebol constituiu o elenco directivo da Selecção Nacional que será formado por: José Gomes da Silva, seleccionador, Fernando Pedrosa, coordenador e José Maria Pedroto, treinador.
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08 Abril
Foi nomeada a nova Comissão de Festas de Setúbal.
Presidente – Eng. António Barroso
Vice-Presidente – Eng. João Rodrigues Aleixo
Secretário-Geral – José Cândido
Tesoureiro – João Augusto de Oliveira
Vogais:
António Maldonado Gonelha
José Eduardo Martins
José Marcelino de Sousa Fidalgo
Alberto dos Santos Silva
Rogério Miguens Gonçalves
Manuel Martins Caro Marquilhas
Adão Rodrigues e
Arlindo Fernandes Pinto
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08 Abril
Novo Vice Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
À hora a que o nosso jornal começa a circular, está a realizar-se no Governo Civil, a posse do Sr. Dr. João José Mendes de Matos, no cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
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11 Abril
“Interessa sobremaneira dar uma oportunidade à juventude consciente da Nação”, afirmou o Vice-Presidente da Câmara de Setúbal, na cerimónia da sua posse.
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15 Abril
Exposição de Pintura
Uma exposição do Pintor Estêvão Soares, no Museu de Setúbal.
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18 Abril
Falecimento
Faleceu o Conde da Covilhã, Sr. Dr. Júlio Anahory de Quental Calheiros, 3ºConde da Covilhã, de 70 anos, natural de Oliveira do Hospital.
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18 Abril
Chegou a Setúbal o iate “Apollo”, de 3278 toneladas, com bandeira panamiana.
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18 Abril
Cultura
Estiveram há dias na Academia de Música e Belas Artes Luisa Todi, a Presidente da Academia de Santa Cecília, de Lisboa, Sr.ª D. Vera Franco Nogueira, acompanhada da Directora Artística D. Angeles Presutto da Gama, do Director da Secção Literária, Dr. Delfino Viseu e esposa, assim como os professores e concertistas Vasco Barbosa, Grazi Barbosa e Ema Lisboa.
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20 Abril
Cabral Adão escreve um artigo, com entrevista a “João Augusto Mendes – arrumador e poeta” (João Calceteiro)
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22 Abril
Até 1975, entrarão em serviço os lanços da auto-estrada Fogueteiro-Setúbal e o acesso ao novo aeroporto.
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29 Abril
Serões de arte em Setúbal
Ontem à noite, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, o pianista Fahrad Badalbeily, laureado com o 1º prémio do concurso internacional Viana da Mota de 1968, brindou-nos com uma das mais extraordinárias execuções musicais a que, no género, ainda nos foi dado assistir.
Contrariamente ao que tem acontecido (…) o Salão Nobre da Câmara Municipal estava completamente cheio.
Estiveram presentes o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. Manuel José Constantino de Goes, acompanhado pela esposa, o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr.João José Mendes de Matos e o Vereador do pelouro da Cultura, Sr. Manuel Pacheco Wengoróvius.
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29 Abril
O Cora da Academia dos Amadores de Música, sob a direcção do grande maestro português Fernando Lopes Graça, actuou na Sociedade Capricho.