31 maio 2014

Escrito no vento...

“Errei mais de 9 mil cestas e perdi quase 300 jogos. Em 26 diferentes finais de partidas fui encarregado de jogar a bola que venceria o jogo e falhei. Eu tenho uma história repleta de falhas e fracassos na minha vida.
E é exactamente por isso que sou um sucesso.”
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Michael Jordan

30 maio 2014

Humor antigo...

in. "Mundo ri", nº 139
em Junho de 1965
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- Minha querida... Faz-me mal ao coração ver-te trabalhar tanto!... Fecha a porta!

29 maio 2014

Escrito no vento...

"O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio..."
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autor desconhecido.

28 maio 2014

Fotografias de Setúbal...

A zona ocidental de Setúbal com o rio Sado e a península de Tróia...

...vistos a partir do Castelo de Palmela.

27 maio 2014

Humor antigo...

...in "Mundo ri", nº 136
de Janeiro de 1965.
Com o traço de Vilhena
As tentações do diabo...

26 maio 2014

Memória breve...

...de um texto, escrito por Laurinda Alves, em Dezembro de 1998, numa coluna que mantinha, aos domingos, no Público. Já lá vão uns bons quinze anos....
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Laurinda Alves
(fotografada por Mariana Sabido)
"Laurinda Alves escreve hoje um texto muito bonito sobre Fernando Assis Pacheco. Durante meia hora, teria ouvido uma entrevista que, no Canal 2 da RTP, fizeram com o João Assis Pacheco, um filho de 17 anos daquele outro. Numa altura em que um tal Mário Lindolfo "arreia" forte e feio no Prof. Daniel Sampaio, por quem a Laurinda tem muita admiração e de quem é muito amiga (ambos tiveram um programa comum na TV) e num dia em que um tal Alberto Salvador, de Espinho, diz dela cobras e lagartos, a rapariga esmerou-se.
      Há coisas, nesta descrição que Laurinda A. hoje nos oferece, que me tocam e me batem na alma porque também por vezes assim me sinto. Como o Fernando Assis Pacheco se sentia...
      Diz a autora da Crónica: "Sem nunca pretender comparar-se ao Pai, João admite que, tal como ele, também é capaz de andar mais de cem quilómetros para ir jantar a uma tasquinha."
      "As pessoas também são feitas de sítios onde se sentem bem e com os quais se identificam"...
      ...Agradece ao Pai o exemplo  que lhe deu em vida e, especialmente, todos os livros que lhe ofereceu. "Eram sempre para a idade certa. Adorei os do Salgari. Não conseguia parar de ler: lia no autocarro, a caminho da escola, nos intervalos e à noite, na cama, mesmo quando já estava a morrer de sono. O meu Pai nunca me leu nada do que tivesse escrito e só descobri a sua poesia depois de ter morrido. Se calhar ele achava que eu não percebia."
      "O pudor com que Fernando Assis Pacheco guardou para si a sua obra é eloquente do amor que tinha pelos filhos(...) João não se lembra sequer de o ter visto escrever na sala nem de o ouvir ler em voz alta aquilo que escrevia. Guardava para si o acto de escrever por sentir que lhe pertencia inteiramente. O resto, que era quase tudo, partilhava com os outros, especialmente com aqueles de quem verdadeiramente gostava.
      (...) Aposto que lá no lugar onde está, Fernando Assis Pacheco também viu e se comoveu porque, na verdade, o seu filho é um poema."

25 maio 2014

Escrito no vento...

"Um banco é um estabelecimento que nos empresta um guarda-chuva, num dia de sol e o pede de volta quando começa a chover."
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Robert Frost

24 maio 2014

Parabéns!... 24 de Maio

A Gabriela faz anos hoje!...Muitos parabéns e um belo dia cheio de prendas.
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 Maria Gabriela Peladinho da Costa

23 maio 2014

Um almoço de memórias...

Foi no sábado passado, em 17 de Maio de 2014 que se reuniram mais uma vez os "Antigos Alunos do Liceu Nacional de Setúbal de 1960 ("mais ano menos ano"), como eles próprios dizem...
Realizado num Restaurante da Quinta do Anjo resultou num êxito e numa "aproximação" de Amigos e Colegas, muitos deles que se não viam há uns anos largos. Eu próprio, logo no início, falei com um "senhor" durante cerca de dez minutos... e só quando calhou ler o seu nome, que trazia pendurado no peito, me apercebi que tinha à minha frente um aluno que tive em 1959/60, frequentando, nesse ano-lectivo, o 3ºAno do Curso Liceal... Era o João Carlos Matoso que eu nunca mais vira desde então! Feita a "tradução mental" a partir das fotos que tenho nas "cadernetas" de então, foi mais fácil reconhecer o actual "João Matoso", a partir da foto que dele guardo...e que já tem 54 anos!
Apareceram algumas dezenas de antigos alunos... Apareceram ainda 4 (quatro) professores!...

Sem mais conversa, neste momento sem grande interesse, vamos tentar mostrar algumas fotografias deste evento.
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A Dr.ªAlice Rocha, uma professora de Portugês e Latim que deixou nome e a "aluna" Fernanda Ramos (Pina de Abreu) há muitos anos que não estavam juntas.
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Alice Rocha e DrªAusenda Pereira
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Conceição Alves e Fernanda Abreu (7ºano, em 1959/60)
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João Canário, Rui Farinho, Cunha Bento, Jorge Paúl e Eduardo Silva.
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O Padre Fernando Martins acaba de chegar
e cumprimenta uma velha amizade - a Drª Ausenda
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O António Cunha Bento, o Júlio Silva e o José Marcelino
foram todos meus alunos entre 1960 e 1965...
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Isabel do Carmo e Paulo Machete Eusébio
Já não estavam no Liceu quando ali cheguei em 1959.
O Rui Farinho (7ºano, em 1961/62) e o José Luis Rocha Lourenzo (3ºano, em 1959/60) estão "levemente" diferentes, passados 50 anos...
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O Jorge Paúl (5ºano, em 1954/55) e o Eurico Garrido (7ºano, em 1957/58)
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Fernando Carlos Fuzeta da Ponte (7ºano, em 1960/61) e
Ricardo Seabra Gomes (1ºano em 1954/55)
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João José Canário e Francelina Mendonça
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Os irmãos Margarida e Eduardo Meneses Patrício Correia.
Só ele, o mais novo, foi meu aluno em 1961/62, no 6ºano.
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Mário Manuel Piteira e o José António Barbosa
7º ano, em 1961/62
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Amadeu Batel (1º ano, em 1954/55) e
Francisco Mendes Fernandes (5º ano, em 1960/61)
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O Padre Fernando Martins e a Drª Alice Rocha
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Jorge Paúl e Eurico Garrido
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José Miranda Andrade, o "organizador-mor"
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O Rui Paninho Souto e mulher.
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Francisco Coelho Mendes Fernandes e Dr.ª Alice Rocha
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Eduardo Machado da Silva e António Manuel Cunha Bento
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Jorge Fernando Patrício Paúl e Eurico Nuno Magalhães Garrido
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Maria Isabel Cortes do Carmo
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Jorge Fernando Castro Patrício Paúl
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José Andrade e Fernanda Abreu
Carlos Cardoso Alves e José Andrade
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João Barbas de Oliveira e Jorge Fernando Santos
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Júlio Silva e João Barbas de Oliveira
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Ricardo Jorge Reynaud,
muito bem "enquadrado", observando uma foto de 1962
tirada no Estádio de Chamartin
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Jorge Santos, João Carlos Matoso, Rui Farinho, Padre Martins,
José Luís Rocha, Júlio Silva e João Barbas de Oliveira
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Rui Manuel Torres Farinho, Padre Fernando Martins
e José Luís Rocha Lorenzo
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Francelina Mendonça, João Matoso e Rui Farinho
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O Ricardo Jorge e a Luisa Reynaud da Silva
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A Drª Ausenda e a Isabel do Carmo fazem as despedidas
sob o olhar da Maria Ivone Esteves da Clara.
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Com a atenção devida, a Luisa Gago da Silva e o Ricardo Jorge Reynaud
ouvem o que o Jorge Fernando tem para lhes dizer...
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Todos tínhamos um "crachá"...

...que se revelou bastante útil, em alguns casos de "falta de memória".

22 maio 2014

Hoje é o dia do abraço...

Já abraçou hoje alguém?!...
... ainda estamos a tempo!...

Com palavras ou sem elas aqui deixo os meus abraços
para todos os Amigos.
(fico grato à Margarida Carriço Monteiro Grillo pela lembrança.)

Um século antes de Copérnico...

Ciência moderna nasceu com os Descobrimentos portugueses, antes de Copérnico e Galileu

A Universidade do Porto anunciou, há dias, que o investigador Walter Alvarez, que confirmou a teoria da extinção dos dinossauros devido ao impacto de um asteróide no planeta Terra, participa na quinta-feira numa conferência, na Fundação de Serralves.

Walter Alvarez
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Nesta visita a Portugal, a convite do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, em parceria com a Fundação de Serralves, Walter Alvarez irá explorar dois aspectos da relação histórica de Portugal com os continentes e os oceanos, que tiveram lugar a escalas temporais distintas.
No encontro, apresentar-se-á uma nova perspectiva, desenvolvida em colaboração com o historiador de ciência Henrique Leitão, sobre as fronteiras que separam os continentes dos oceanos traçadas pelos portugueses. Esta defende que "as viagens de exploração empreendidas pelos portugueses foram a primeira manifestação do que se veio a definir como ciência moderna, podendo, assim, admitir que os portugueses inventaram a ciência, e que a primeira ciência moderna foi a geologia, um século antes de Copérnico.
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(in."Público" - 22.05.2014)

O Grupo Coral da Escola Secundária de Bocage...

...vai exibir-se em Castelo de Vide, no dia 25 de Maio.
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Em Castelo de Vide
no dia 25 de Maio pelas 18 horas,
na Igreja da Santa Maria da Devesa
(Igreja que foi do Padre Albano Vaz Pinto,
que era natural da Póvoa de Rio de Moínhos,
no Concelho de Castelo Branco)

21 maio 2014

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Quantas vezes o perigo
Surge da falsa amizade
De quem temos por amigo
Mas que o não é, de verdade.
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João Calceteiro
in. "Asas de gaivota"

20 maio 2014

Mas o anjo não voltou...

... num poema de António Gedeão
intitulado "Anjo incolor"
António Gedeão
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Anjo incolor

Abri o livro na altura
em que o Anjo me sorria
e em vez de mel prometia
amor, descanso e ternura.

Falava como que a sós.
E as palavras flutuavam.
Eram pombas que poisavam
no fio da sua voz.

Escutei-o de olhos no chão
como se fosse o culpado,
como se o mundo enredado
estivesse na minha mão.

Abri o peito e mostrei-lhe
a areia, a pedra britada,
os planos da grande estrada
onde o Anjo se ajoelhe.

Ele fitou-me de frente,
de olhos frios como brasas.
E abrindo e fechando as asas
rasgou o céu, lentamente.

Sobre a folha imaculada
por longo tempo nevou.
Sentei-me à beira da estrada
mas o Anjo não voltou.
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António Gedeão
in. "Movimento perpétuo" . 1956

19 maio 2014

Deus nos valha!...

... se calhar até já lá estão.
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Com o título "Foleiros & doutores",
Manuel António Pina
publicou este artigo de opinião em 11 05 2009.
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Manuel António Pina
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Terminaram as chamadas "Queimas das Fitas" e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade+Quim Barreiros+garraiadas+comas alcoólicos. No antigo regime, os estudantes universitários eram pomposamente designados de "futuros dirigentes da Nação". Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas "jotas" a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente "Quero cheirar teu bacalhau" andam na Universidade e são "jotas". E a esses, vê-los-emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!)
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António Manuel Pina já nos deixou há uns tempos mas as suas "previsões" têm acertado em cheio... na "mouche"!!...

18 maio 2014

Setubalense - 1967 - Maio

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06 Maio
D.Maria Cecília Anjo Barros
Na sua residência, na Av. Eng.Rodrigues Manito, 55, faleceu na 4ªfeira,(3 de Maio), acometida de doença súbita, a Sr.ª D. Maria Cecília Pereira Anjo Barros, de 26 anos, professora da Escola Industrial e Comercial de Setúbal, natural desta cidade. Deixa um filho de 3 anos.
Leccionou Desenho durante cerca de 4 anos e deixa o seu nome ligado à Arte em trabalhos de cerâmica, havendo alguns quadros premiados a dizerem da sua capacidade, nomeadamente o que se encontra na Sala dos Professores daquele estabelecimento e outros no edifício dos “courts” de ténis, junto aos CTT.
Foi aluna da Escola Industrial e Comercial de Setúbal e cedo revelou o seu valor artístico, sabendo, naturalmente, transmitir aos seus alunos o melhor que há imprimir para a valorização da Arte.
A sua morte não podia portanto deixar de causar sentimento geral, acentuadamente naquela escola.
Colegas e alunos participaram em grande número no funeral realizado anteontem, constituindo sólida manifestação de pesar.
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06 Maio
Casamento
Na Capela das Irmãs da Apresentação de Maria, na Baixa de Palmela, celebrou-se hoje, na maior intimidade, o casamento da Sr.ª D. Madeleine Aimée Paulette Perron… com o Sr. Henrique Augusto Rocha Ferreira, Assistente de Missões da Junta da Acção Social.
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08 Maio
O “Ribalta” vai apresentar no dia 11, no Cine Teatro Luisa Todi, a comédia de Romeu Correia, “Céu da minha terra”
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10 Maio
Palmira Bastos morre esta madrugada, em Lisboa. Com 92 anos.
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17 Maio
Novo médico anestesista no Hospital de S.Bernardo
A Mesa Administrativa da Santa Casa da Misericórdia deliberou contratar para médico anestesista do Hospital de S.Bernardo, o Sr. Luís António de Matos Sá Pereira.
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17 Maio
Atletismo
As jovens do Vitória FC ganharam 8 medalhas das 14 que foram disputadas, no Estádio das Antas.
Maria Adelaide Marques – Comprimento com (4,69m) e 70 metros:
Maria Adelaide Pereira – 80 e 150 metros.
Amélia Carriço
Célia Ezequiel
Maria Adelaide Marques
Maria Adelaide Pereira, em 4 x 80 metros
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20 Maio
O Banco de Portugal declina a responsabilidade pelas notas de 1000 e de 500 escudos roubadas na 4ªfeira, na sua Agência na Figueira da Foz. (Num caso que ficou conhecido no país por “Palma notas Inácio”)
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22 Maio
Setúbal foi distinguida com um magnífico Sarau integrado na Semana Nacional da Educação Física, no Ginásio do Liceu Nacional de Setúbal.
… Uma classe das alunas do 3ºano, do nosso Liceu, dirigida pela Professora D.Maria Estrela Ferreira realizou alguns números de Ginástica rítmica com bolas, saindo-se com perfeição. 

17 maio 2014

Tenho uma grande constipação...

... um poema de Álvaro de Campos.
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Álvaro de Campos
"alter ego" de Fernando Pessoa

Tenho uma grande constipação,
E toda a gente sabe como as grandes constipações
Alteram todo o sisema do universo,
Zangam-nos contra a vida,
E fazem espirrar até à metafísica.
Tenho o dia perdido cheio de me assoar.
Doi-me a cabeça indistintamente.
Triste condição para um poeta menor!
Hoje sou verdadeiramente um poeta menor
O que fui outrora foi um desejo; partiu-se.
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Adeus para sempre, raínha das fadas!
As tuas asas eram de sol, e eu cá vou andando.
Não estarei bem se não me deitar na cama.
Nunca estive bem senão deitando-me no universo.
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Excusez um peu... Que grande constipação física!
Preciso de verdade e de aspirina.
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Álvaro de Campos
in. "Poemas"