31 dezembro 2014

Com Tintim por perto...

...Deixem o Capitão Haddock beber

Da autoria de 
Alexandre Homem Cristo
in "Observador"
30 Dez 2014, 17:04
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Alexandre Homem Cristo

A obsessão pela tolerância (sob a máscara do politicamente correcto) tornou, em muitos aspectos, a nossa sociedade mais intolerante. O Capitão Haddock que o diga

Tem qualquer coisa de hipócrita esta nossa obsessão em limar os defeitos de heróis da nossa juventude, ou aperfeiçoar as suas histórias e aventuras, para que tudo esteja adequado ao consumo dos tempos modernos. Lembrei-me disto neste Natal, quando uma das crianças da família recebeu um livro de aventuras d'Os Smurfs ("O ataque da mosca Bzz"). É que, nessa aventura, cada Smurf picado pela tal mosca transforma-se num Smurf mau e vê a sua cor alterar-se de azul (cor natural dos Smurfs) para roxo (cor dos Smurfs maus). Ora, quando eu li essa história, os Smurfs maus eram negros-carvão. Mas, entretanto, alguém terá visto aí um inaceitável incentivo ao racismo.
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Basta uma leve pesquisa pela internet para constatar que, ao longo dos anos, têm sido dezenas as alterações às histórias de banda desenhada e aos filmes infantis, variando consoante o país onde são publicadas. O Lucky Luke deixou de fumar, trocando o cigarro na boca por uma palha. Os irmãos Dalton, os seus eternos inimigos, nunca mais foram alvejados pelos tiros dos revólveres. Nas aventuras do Pato Donald no Oeste, as armas deixaram de ser apontadas a outras personagens, e só aponta dedos em forma de pistolas. Nas suas aventuras na África negra, os indígenas trocaram os dentes afiados por um sorriso perfeito e, claro, deixaram de ser canibais. O Tio Patinhas viu a sua aventura na América banida porque os índios eram demasiado semelhantes entre si (o que foi viso como uma forma de racismo). E o Capitão Haddock, veterano marinheiro, alcoólico temperamental e parceiro de aventuras de Tintim, deixou de beber.

Ora, este tipo de censura dificilmente poderia ser mais hipócrita, na medida em que não é feito a pensar nos mais jovens. É feito para satisfazer (e impor) os nossos preconceitos de adultos

De facto, não é plausível que alguém comece a fumar para imitar o Lucky Luke ou anseie andar aos tiros por causa de uma ventura do Pato Donald. Da mesma forma que nenhum jovem se inicia nos shots de whisky por inspiração do Capitão Haddock ou adere ao racismo por causa de um Smurf roxo ou negro-carvão -- de resto, para uma criança há mesmo diferença?

Este tipo de censura é para nós, adultos, que vivemos obcecados com o politicamente correcto e que identificamos em qualquer pequena característica pessoal ou social a promoção de vícios morais -- racismo, violência, alcoolismo. Daí esta tentação justiceira de reescrever tudo o que está escrito, tornando-o aceitável aos nossos padrões modernos: o vilão tem de ser branco, porque se fosse negro era racismo; o herói não pode beber nem fumar, porque isso é dar mau exemplo; as minorias étnicas têm de ter bom ar, porque senão é xenofobia.

O que hoje se produz (na televisão ou na animação) é, geralmente, assim: um conjunto de clichés para não ofender ninguém. O que antes se produzia não era e, eventualmente, ofendia algumas almas sensíveis. Agora tudo tem sido alterado para reposição dos nossos valores. Na verdade, não é algo que surpreenda, visto que, com a globalização e a cultura de massas, a tentação é a de agradar a todos (evitando irritar alguém). Surpreendente mesmo é o critério: quem vê problema nos cigarros do Lucky Luke não o vê na Miley Cyrus (que tem milhões de adolescentes a seguir os seus passos)  cantar nua enquanto lambe bolas de metal.

Entre tanta hipocrisia, a maior de todas é esta: achar-se que isto é o reflexo de uma sociedade mais tolerante. Pelo contrário: a obsessão pela tolerância (sob a máscara do politicamente correcto) tornou, em muitos aspectos, a nossa sociedade mais intolerante
O Capitão Haddock que o diga.

30 dezembro 2014

Escrito na pedra...

... in. "Público"
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"As pessoas hoje conhecem o preço de tudo e o valor de nada".
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Oscar Wilde
1854 - 1900
escritor e poeta irlandês
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29 dezembro 2014

As palavras...

um poema de
Eugénio de Andrade.
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Eugénio de Andrade
por Artur Bual/50
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As palavras
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São como um cristal
as palavras.
Algumas, um punhal, 
um incêndio.
Outras 
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias  de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos, 
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
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in. "Coração do dia" - 1958

28 dezembro 2014

Humor antigo...

in."Can Can" 17
28 de Janeiro de 1960
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Saída em ombros

27 dezembro 2014

Escrito na pedra...

No "Público
em 05 01 2014
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Quanto mais violenta é a tempestade tanto menor a sua duração”.
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Séneca
04 a.C. - 65 d.C.
Filósofo e escritor da Roma Antiga

26 dezembro 2014

Parabéns!... 26 de Dezembro

A Zezinha faz anos hoje.
Um  "abração" grande e um belo dia de anos
com os meus "sobrinhos" todos ao pé de ti
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Maria José Folgado Pereira

25 dezembro 2014

Um poema de Natal...

... um tanto "naif".
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Natal de quem?
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Mulheres atarefadas
Tratam do bacalhau,
Do peru, das rabanadas.

Não esqueças o colorau,
O azeite e o bolo-rei!

- Está bem, eu sei!

- E as garrafas de vinho?

- Já vão a caminho.

- Oh mãe, estou p'ra ver
Que prendas vou ter.
Que prendas terei?

- Não sei, não sei...

Num qualquer lado,
Esquecido, abandonado,
O Deus-Menino
Murmura baixinho:

- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Senta-se a família
À volta da mesa

Não há sinal da cruz,
Nem oração ou reza

Tilintam copos e talheres,
Crianças, homens e mulheres
Em eufórico ambiente.
Lá fora tão frio,
Cá dentro tão quente!

Algures esquecido, 
Ouve-se Jesus dorido:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

Rasgam~se embrulhos,
Admiram-se as prendas, 
Aumentam os barulhos
Com mais oferendas.
Amontoam-se sacos e papéis
Sem regras nem leis.
E Cristo Menino
A fazer beicinho:
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?

O sono está a chegar.
Tantos restos por mesa e chão!
Cada um vai transportar
Bem-estar no coração.
A noite vai terminar
E o Menino quase a chorar
- Então e Eu,
Toda a gente Me esqueceu?
Foi a festa do Meu Natal
E, do princípio ao fim,
Quem se lembrou de Mim?
Não tive tecto nem afecto!

Em tudo, tudo eu medito
E pergunto no fechar da luz:

- Foi este o Natal de Jesus?!!!
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João Coelho dos Santos
in "Lágrima do mar" - 1996

24 dezembro 2014

Boas Festas...

... e 
...um Feliz Natal

Vai nascer um Menino...

...
Quem acende uma luz é o primeiro a beneficiar da claridade.
Que neste Natal e no Ano Novo, essa luz nunca se apague.

Santo Natal e Feliz Ano Novo

23 dezembro 2014

Escrito no vento...


“É isso que eu sou: solidão e solidariedade.”
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Panait Istrati
escritor romeno
1884-1935

22 dezembro 2014

Ele fez a tropa no 11...

... sim! Manuel Maria Barbosa du Bocage passou pelo Regimento de Infantaria de Setúbal.
Em 22 de Setembro de 1980, foi descerrada uma lápide comemorativa, na fachada norte do Quartel do RI 11, assinalando tal facto.
As obras ali levadas a efeito, há alguns anos, sob a égide da Câmara Municipal, deram sumiço a tal recordação e parece terem sido infrutíferas as tentativas feitas para a sua recuperação. Ninguém sabe onde foi parar aquela placa de calcário com o nome do poeta setubalense.
Em boa hora, a Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão tomou a seu cargo a sua reposição.
Foi ontem, dia 21 de Dezembro,  que decorreu, pelas 11 horas, a breve cerimónia da inauguração da "réplica" da placa perdida...
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Aguardando o início da cerimónia alguns dos membros intervenientes nesta inauguração:
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Entre eles, o General Lemos Ferreira e o Dr.Machado Luciano
presidentes da Assembleia-Geral e da Direcção da LASA 
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António Quaresma Rosa inicia esta sessão com um breve relato sobre o desaparecimento da lápide de 1980 e a inauguração da sua "réplica" neste dia em que se comemora data da morte do poeta.
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António Henrique Quaresma Rosa no uso da palavra
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...atentamente seguido por uma assistência interessada:

O Gen.Lemos Ferreira, o vereador André Martins e o Dr.Machado Luciano
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Aconteceu, de seguida, o acto do descerramento e coube ao Presidente da Assembleia Geral da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão a honra de tal momento:

Lemos Ferreira e Machado Luciano,
 a Assembleia Geral e a Direcção da Lasa.
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A terminar a sessão ainda proferiram algumas palavras, em nome da LASA e em nome da Câmara Municipal de Setúbal, os senhores:


Dr.Luís Alberto Machado Luciano
.e
André Valente Martins
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Não quero terminar este pequeno apontamento sem referir a presença de outros membros da Liga dos Amigos de Setúbal e Azeitão que me avivam bem a memória ( Recente??... Antiga??...) dos bons tempos que com eles passei no nosso Liceu de Setúbal... Não!!..Não!!... O Manuel Maria não é para aqui chamado, nem sequer frequentou aquela que foi e será sempre a nossa Escola... o nosso Liceu. Refiro-me aos membros da Lasa que ali fui encontrar: O Rui Farinho, o António Manuel da Cunha Bento, O Ricardo Jorge Reynaud, o João Martins Alves e o José Custódio Sanchez Antunes...
Alguns destes alunos tenho-os aqui:
O Ricardo Jorge Reynaud, o Rui Farinho e o João Luís Alves
Continuam uns jovens!... Mas menos traquinas agora... 
Pudera!... Já passaram 55 anos!

21 dezembro 2014

Escrito na pedra...

No Público
em 13 03 2013
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Viver é a coisa mais rara do mundo – a maioria das pessoas apenas existe
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Óscar Wilde
1854 – 1000
Poeta e dramaturgo irlandês

20 dezembro 2014

Parabéns!... 20 de Dezembro

A Célia faz anos hoje.
Beijinhos e um belo dia de aniversário.
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Célia Carvalho de Matos

Mark Twain... e a consciência

Da Consciência... segundo Mark Twain (in. Biografias - Ed. Expresso)
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Samuel Langhorne Clemens,( 1835-1910), mais conhecido pelo pseudónimo Mark Twain, foi um escritor e humorista norte-americano que tem o seu nome ligado a dois dos mais célebres (e lidos...) romances dos Estados Unidos : "As aventuras de Tom Sawyer" (1876) e  "As Aventuras de Huckleberry Finn" (1885).

Mark Twain em 1907
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"...Pode ser que a melhor consciência seja uma consciência morta...
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- " A consciência é uma chatice. A consciência é como uma criança. Se a mimarmos, brincarmos com ela e lhe dermos tudo o que pede, torna-se mal-educada e intromete-se em todas as brincadeiras e na maior parte dos contratempos e tristezas. É preciso tratar a consciência como outra coisa qualquer. Se se rebela leva uns açoites. É preciso mostrarmo-nos severos, discutir com ela, impedir que brinque connosco a qualquer momento, e assim, obteremos uma consciência em condições. Uma consciência mal educada só serve para destruir todos os prazeres da vida. Eu diria que consegui controlar a minha. Pelo menos não tenho notícias dela há muito tempo. Quem sabe se não a aniquilei com puro excesso de severidade. Não é correcto matar uma criança, mas apesar de tudo o que disse, a consciência é diferente de uma criança em muitos aspectos. Pode ser que a melhor consciência seja uma consciência morta."
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De uma entrevista feita por Rudyard Kipling, em 1889.

19 dezembro 2014

A tradicional foto...

...dos Professores e Funcionários da
Escola Secundária de Bocage,
antigo 
Liceu Nacional de Setúbal,
correu esta tarde após o também tradicional
Almoço de Confraternização de Natal.
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Estiveram presentes muitos, (mas mesmo muitos!...), 
"séniors" como é "fino" dizer-se agora.

Os votos de Boas Festas...

...do meu Bisneto Gonçalinho chegaram ontem.
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Gonçalo Maria Veloso
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"Escreveu" num postal e "assinou" da melhor maneira!...

"Com um beijinho do Gonçalinho"
Natal  2004
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Já vai sendo tempo de me começar a "babar"... por este miúdo tão lindo!
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"Deixo-te aqui também um beijinho grande e o desejo de que passes um Natal Feliz de que guardes boas lembranças para sempre."
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Bem hajas pela lembrança...

18 dezembro 2014

Está de parabéns, a Filarmónica!...

... dentro de dias, nesta Época Festiva, comemoram~se
os 120 anos da Filarmónica de Oleiros
Com uma merecida recordação do "maestro Zé do Mocho"...
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Se puder e apesar do frio... não deixe de estar presente

17 dezembro 2014

Um poema de Lope de Vega...

...in "A Dama Tonta" - 1613

Lope de Vega
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3º acto . Cena 1
Movido pelo interesse, porque Fineia é rica, Laurêncio abandona a discreta  Nise e dedica à pobre tonta os seus cuidados. Fineia enamora-se e fica a dever ao amor a sua cura.
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Fineia:
                                                                                                    
Amor, divina invenção
de conservar a beleza
desta nossa natureza,
acidente ou invenção!
Que estranhos efeitos são
aqueles que de ti nascem:
as densas trevas desfazem,
põem mudos a falar
e discernir e pensar
os rudes mais rudes fazem.
Não há dois meses, vivia,
aos animais tão igual,
que, em mim, alma racional
parece que não havia:
como animal eu sentia
e crescia como planta;
a razão divina e santa
estava eclipsada. Senti,
quando à tua luz a vi,
que és o Sol quando levanta.
Tu desataste e rompeste
o véu do meu desatino!
Tu foste o engenho divino
que me ensinou; tu me deste
a lua com que me puseste
no lugar em que ora estou.
Mil graças, amor, te dou,
pois me ensinaste tão bem,
que todos quantos me vêem
notam quão dif''rente estou!
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"Nasceu Félix Lope de Vega Carpio, filho de Félix de Vega e de Francisca Hernandez ou Francisca de Cárpio, naturais de Valle de Carriedo, na montanha de Santander, em Madrid, no sítio que se chamou Porta de Guadalajara, na Rua Mayor, a poucos passos da Torre de los Lujanes, no dia 25 de Novembro de 1562, dia de São Lope, bispo de Verona. O pai era estabelecido como bordador de ouro, ofício muito rendoso, naqueles tempos" 
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in. "Gigantes da Literatura Universal"
Ed.Verbo - Fev.1972

16 dezembro 2014

Escrito no vento...

"Ama-me quando menos o mereça, pois é quando mais o necessito."
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Provérbio chinês

15 dezembro 2014

Costa dixit...

" TAP tem a importância hoje para Portugal que as caravelas tiveram no Sec.XIV"
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"ahahahahahahahahahahahah".
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A frase é do Costa... o comentário oportuno é do Fd.
(Corre na net)

14 dezembro 2014

Parabéns!... 14 de Dezembro

O Rui Versos faz anos hoje.
Um abraço Amigo e um bom dia de anos.
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Rui Versos 

Setubalense - 1968 - Janeiro

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03.Janeiro
Secretário do Governo Civil
Um aviso no Diário do Governo convida os licenciados em Direito, com a informação mínima de bom, a requererem o provimento do cargo.
O ordenado é de 4.500$00 com um subsídio eventual de custo de vida no montante de 900$00 e da gratificação de chefia de 1.000$00.
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06.Janeiro
Associação de Socorros Mútuos
Assembleia Geral: João Augusto da Rosa Júnior
Direcção: Manuel José Goes
Conselho Fiscal: Mário Artur Pacheco Junqueiro
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06.Janeiro
Associação Instrutiva de Beneficência Familiar
Assembleia Geral: Ricardo Correia
Direcção: João Cunha Pinto
Conselho Fiscal: Mário Libertino Alberto
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08.Janeiro
A cantora Dulce Cabrita actua amanhã na Sessão Cultural de homenagem a Luisa Todi, a realizar no Salão Nobre dos Paços do Concelho.
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10.Janeiro
V Salão Nacional de Arte Fotográfica em Setúbal
No Clube de Campismo reuniu o júri encarregado de classificar os trabalhos concorrentes, o qual era constituído do seguinte modo:
Domingos Pinheiro Grão (fotógrafo profissional).
Fernando Motrena (fotógrafo amador)
Jorge Luís Almeida Serra (escultor)
José Luís do Nascimento e Oliveira (Arquitecto)
Renato Custódio Nogueira (Arquitecto).
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10.Janeiro
O Professor Domingos Carrilho do Rosário foi atropelado em frente ao Hotel Esperança, por uma motorizada que circulava com velocidade exagerada.
Um hematoma na cabeça e a suspeita de fractura da clavícula esquerda foram o resultado da ocorrência de que a PSP tomou conta,
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10.Janeiro
O furriel Vitor Manuel dos Santos Chouriço casa-se com a D. Marina dos Santos Simões, por procuração, na Quinta do Anjo, no próximo dia 14.
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13.Janeiro
Falecimento
Na tarde de 4ªfeira, faleceu em Lisboa, em resultado de doença súbita, o Sr. Joaquim Guerreiro Cabeçadas, de 67 anos, natural de Loulé. Era pai do Eng.Henrique e do Vitor Fernando Cabeçadas.
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15.Janeiro
O pintor Celestino Alves expõe na Galeria Divulgação, na rua D. Estefânia, 46, r/c, em Lisboa.
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17.Janeiro
Comissão Central do Carnaval de Setúbal
Eng. António Barroso
Dr. Rogério Peres Claro
João Adriano Teixeira de Morais
Manuel Martina Caro Marquilhas
José Fernandes Alves Cândido
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22.Janeiro
Café Restaurante com esplanada
A Câmara voltou a ocupar-se do assunto e propôs condições ao requerente Rui Francisco Crespo.
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24 Janeiro
Novo Subdelegado do Instituto Nacional do Trabalho.
O Sr. Dr. Nuno Henriques Martins Ferreira Botelho tomou posse do cargo a qual lhe foi conferida pelo Dr. Manuel Esquível.
Ficou completo o quadro que conta também com o Sr. Dr. Carlos Fuzeta da Ponte.
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24 Janeiro
Faleceu o primeiro Governador Civil de Setúbal, o Juiz Conselheiro Miguel Homem de Azevedo Queiroz Sampaio e Melo. Tinha 83 anos e era natural de Ponte da Barca.
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27 Janeiro
Junta de Crédito Público
Certificados de Aforro
Novas e mais vantajosas condições. O reembolso no fim do primeiro ano corresponde à taxa de juro de 4,6%. Os certificados estão totalmente isentos de impostos.
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29 Janeiro
As figuras mais representativas da nossa cidade estiveram presentes na inauguração dos melhoramentos no Campo da Bela Vista.
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29 Janeiro
Fernando Casaca é o novo treinador do Portalegrense
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29 Janeiro
Alinhamento da Avenida Portela
Por conclusão das diligências realizadas pela Câmara Municipal de Setúbal, em 27 de Setembro último, junto do Sr. Rafael Emídio Torres, proprietário dos imóveis da Quinta de S. João, sabemos ter sido celebrada, no sábado, a escritura, mercê da qual aquele proprietário deu à Câmara uma faixa de terreno, com a área de 1500 m2, destinada ao alinhamento da Avenida Portela junto ao cruzamento da rua António José Batista.
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31 Janeiro
O ministro da Justiça encarregou o arquitecto Rodrigues de Lima de elaborar um ante projecto  do edifício destinado à instalação dos Serviços de Registos e Notariado desta cidade.




13 dezembro 2014

Sem cura...

Eça de Queiroz escreveu isto em 1891. 
Até parece que foi há dias...

Eça de Queiroz
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    " Portugal está a atravessar a pior Crise, que fazer? Que esperar? Portugal tem atravessado crises igualmente más: - mas nelas nunca nos faltaram nem homens de valor e carácter, nem dinheiro ou crédito. Hoje crédito não temos, dinheiro também não - pelo menos o Estado não tem: - e homens não os há, ou os raros que há são postos na sombra pela Política. De sorte que esta crise me parece a pior - e sem cura."


    in Eça de Queirós, Correspondência (1891)

12 dezembro 2014

O dinheiro cheira a pobre...

...num poema a que Sophia
deu o nome de
"Pessoas sensíveis".
Sophia de Mello Breyner
vista por Bottelho

As pessoas sensíveis

As pessoas sensíveis não são capazes
De matar galinhas
Porém são capazes
De comer galinhas
 
O dinheiro cheira a pobre e cheira
À roupa do seu corpo
Aquela roupa
Que depois da chuva secou sobre o corpo
Porque não tinham outra
O dinheiro cheira a pobre e cheira
A roupa
Que depois do suor não foi lavada
Porque não tinham outra
 
"Ganharás o pão com o suor do teu rosto"
Assim nos foi imposto
E não:
"Com o suor dos outros ganharás o pão."
 
Ó vendilhões do templo
Ó constructores
Das grandes estátuas balofas e pesadas
Ó cheios de devoção e de proveito
 
Perdoai-lhes Senhor
Porque eles sabem o que fazem.
 
Sophia de Mello Breyner Andresen
(Livro sexto)

11 dezembro 2014

Rui Barbosa dixit...

... há quase 100 anos.
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Rui Barbosa de Oliveira foi diplomata, 
jurista, político, escritor e orador brasileiro.
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Rui Barbosa
1849-1923
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"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."

10 dezembro 2014

09 dezembro 2014

Parabéns!... 9 de Dezembro

A Maria Irene faz anos hoje.
Um belo dia de anos e muitas prendas...
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Maria Irene Folgado Crespo

Humor antigo...

in. "Cara Alegre", nº 157
de 15 de Julho de 1957
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A Maria João: "O papá não se assustou com o 
dragão vermelho do meu sonho?

08 dezembro 2014

Escrito no vento...

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"O pessimista reclama do vento, o optimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas."
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provérbio chinês.

07 dezembro 2014

Eça de Queiroz

A História nunca diz adeus... diz "até já".
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Eça de Queiroz
.   
    Olhem o que dizia Eça, em 1872:

     "Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."
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in Eça de Queirós, Farpas (1872)

06 dezembro 2014

Escrito na pedra...

In. “Público”
22.10.2014
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A História nunca diz verdadeiramente adeus; a História diz ‘até já’.
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Eduardo Galeano
n.1940
Jornalista e escritor uruguaio

05 dezembro 2014

Um 5 de Dezembro em Castelo Branco...

...em 1977, o meu Pai fazia 78 anos
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Eu fiz esta fotografia 
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e o Olímpio fez esta outra. 
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mas também ficámos ambos numa terceira
de que a Gi se encarregou de tirar...
5 de Dezembro de 1977