20 julho 2018

Maria José Morgado...

...foi ontem entrevistada pelo
"Público/Verão".
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Desta entrevista cheia de interesse, deixamos aqui alguns excertos.
Mas vale a pena perdermos alguns minutos com a sua leitura integral.

Maria José Morgado

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Maria José Morgado, 67 anos, magistrada, procuradora distrital da comarca de Lisboa, um dos nomes mais activos no combate à corrupção, é também uma ex-revolucionária grata pela revolução não ter acontecido, uma leitora de ficção que gosta muito de ler poesia. Diz que traz uma libertação do mesmo tipo que lhe trouxe a música que ouviu nos clubes de jazz em Nova Iorque onde o marido, o fiscalista José Luís Saldanha Sanches, o “Zé Luís”, a levou. Ele morreu em 2010 e ela continua a falar dele como parte da vida. Conta as viagens, a ida a museus, as conversas e a procura mútua de uma transcendência, do que está para lá do banal. “Lê-se um poema e podemos ficar assim com umas asinhas pequeninas e adormecer melhor.”


-- Pouco depois da morte do seu marido, escreveu um texto de despedida e referia um quadro que viram juntos como símbolo de uma busca permanente pelo conhecimento e superação de materialidade...
Sim, o Império das Luzes, do [René] Magritte. 

-- O que teve esse quadro de especial entre tantos que viram juntos?
Essas interpretações são tão subjectivas. Para mim é uma obra-prima. O contraste entre luz e escuridão é muito atraente. O quadro é uma noite, mas é uma noite em que há uma luz a surgir por trás. Pode ser uma metáfora do contraste entre algum desespero e alguma esperança, entre as coisas espirituais da vida, as impalpáveis. É empolgante, é bonito. E as circunstâncias em que o vi contam e as recordações tornam tudo mais especial. Foi num fim de tarde em Veneza, no Guggenheim, uma mistura entre a luz do quadro e aquela luz muito prolongada de fim de dia. Havia uma grande languidez no ar. É um quadro bonito de se recordar.

-- Conversaram sobre o quadro?
Não. Não falávamos assim sobre quadros. Nenhum de nós era especialista. Ele sabia alguma coisa e gostava, eu gosto à minha maneira. Podíamos ocasionalmente falar deste ou daquele quadro na altura em que víamos. Não foi pela conversa. Foi pelo apego. Na memória escolhem-se momentos e aquele é um momento de que fui à procura mas é também uma construção. É um momento irrepetível. 

-- Não foi a última viagem que fizeram juntos.
Não,
a última foi a Florença, na passagem de ano de 2009 para 2010, já o Zé Luís estava doente e sabia a gravidade da doença. Eram sempre viagens a sítios de arte, uma coisa gratificante, porque passávamos os dias em coisas burocráticas e porventura estúpidas, e a arte e a literatura são sempre libertadoras. Gostávamos muito de viajar para conviver com a arte, era a viagem de libertação dos sentidos, de sonho, de um imaginário longo e real; o mundo que não se pode ter todos os dias, mas do qual se pode trazer um bocadinho na cabeça e aquilo que se pode guardar na cabeça é o mais desafiante. O impalpável, coisas que não se fotografam. Aliás, nunca tirávamos fotografias. A ideia era conseguir recordar, esforçarmo-nos por ter um pensamento sobre a coisa. Acreditávamos que a fotografia matava a ideia. Hoje, se calhar, já não pensaria assim. Se tivesse determinadas fotografias elas iriam avivar-me a memória e ser boas para a recordação. Mas havia sempre um grande desejo de pôr a cabeça a funcionar e assimilar através dos neurónios, do espírito. 


Do Zé Luís. Eu detesto viagens. A viagem em si, a programação, a deslocação. Sou muito sedentária. O Zé Luís gostava, queria ver uma determinada exposição, por exemplo, e depois tudo girava à volta disso. Ficávamos bem instalados. Só começámos a viajar quando começámos a ter algum dinheiro para poder pagar um hotel confortável. Eram viagens pequenas, três, quatro, cinco dias no máximo. Não era para andar a correr. Era para relaxar, comer bem, dormir bem também. E para sonhar. 
Já falou aqui muito mais do lado espiritual...
É o lado mais importante da vida. 
(…)
“Vejo criminalidade em quase todo o lado. Não há aqui 
uma espécie de fanatismo ou obsessão. É perceber a vida; 
há as coisas boas e as coisas más e também há o crime


Sete vezes.
-- Como?
Gosto muito de andar em transportes, sou muito distraída. A última vez foi há cinco anos. 
-- Não está atenta a sinais?
Às vezes estou. A última vez, eram rapazes que andavam num carro a fazer roubo por esticão e eu percebi, “estes gajos andam no esticão”, e a seguir o alvo fui eu, eu que estava a reparar neles!
-- Como reagiu?
Fiquei quieta, se resistisse era arrastada e seria perigoso. A seguir fui à esquadra fazer queixa à polícia para evitar o uso fraudulento dos cartões. Para isso é preciso uma prova de como fora assaltada. É o que aconselho que as pessoas façam. Não era acreditar que os autores do roubo fossem identificados. Isso nunca foi possível. Nos milhares de fotografias que me mostraram, não consegui. Não é fácil. Os documentos nunca foram encontrados. 



Sim. E riram-se, como eu ri.
--Ri facilmente de si própria?
Sim. Temos de ter sentido de humor. Não me levo a sério, isso seria um sintoma de mediocridade
-- Ver o mundo através do crime é um filtro normal para si?
Sim. É como o ar que respiro. Vejo criminalidade em quase todo o lado, mas também percebe-se que não é exagero. Não há aqui uma espécie de fanatismo ou obsessão. É perceber a vida; há as coisas boas e as coisas más e também há o crime. 


Nunca se sabe muito bem. É um bocado como disse o Gabriel García Márquez, que a vida não é bem o que se vive, mas o que se recorda e como se recorda para se poder contar. Eu estava na faculdade [de Direito de Lisboa] e o movimento estudantil naquele tempo era muito activo. Pensei, ou estou do lado do fascismo ou do lado da Associação de Estudantes, que era onde estavam os antifascistas.
-- Para si era evidente situar-se politicamente.
Nem era politicamente, era socialmente. Estou do lado dos bons ou dos maus? Os fascistas eram os maus, a ditadura, a opressão, a guerra colonial. Os outros eram os que queriam libertar o povo e fazer a revolução. Eu queria a revolução. Para mim não havia dúvidas, era um mundo a preto e branco. Seria mais difícil tomar posição se fosse agora. E corria os riscos que fossem necessários para ir para o lado da revolução. Era a minha luta, ia travá-la. Ainda bem que não fizemos a revolução, porque éramos completamente doidos e só faríamos disparates.
-- Essa consciência só viria anos depois.
Sim, mas naquela altura... era o tal método marxista-leninista, a luta de classes, a luta de massas, para construir um mundo novo, embora coincidisse também contra a ditadura fascista, contra a guerra colonial e assim estivemos até ao 25 de Abril. 
-- Nasceu numa ex-colónia, filha de alguém que pertencera ao lado que combatia.
Nasci em Angola e o meu pai era um representante da opressão colonial, era do quadro administrativo e circulávamos pelo interior de Angola de acordo com os postos que ele ocupava. Vivia no mato e era uma vida desenraizada. Mais ou menos de cinco em cinco anos tínhamos de mudar. Quando eu gostava muito de estar num sítio e tinha feito amigos, largávamos tudo e íamos embora. Isso marcou-me muito e daí, talvez, a minha alergia a viagens. Viajar parece que é sempre uma separação. É deixar, nunca mais ver. Eu sofria com isso. Deixar de ver os meus amigos com quem eu brincava.

-- E tinha então consciência de que o seu pai — para seguir a sua linguagem — estava do lado dos maus?
Tive consciência de que se exercia opressão sobre os negros. Nas roças de café havia, no fundo, trabalho escravo, pessoas que vinham do Sul de Angola e eram exploradas. Eu percebia que havia uma população pobre, que era oprimida e isso causava-me infelicidade. Eu não gostava. 
-- A sua ideia de injustiça, ou de fazer justiça, surge daí?
Mais uma vez sinto que nunca sabemos bem como. O meu pai era uma pessoa justa dentro da missão dele. Quando chegava construía uma escola e uma igreja, por exemplo, mas representava a administração colonial e para ele isso não tinha problema, era a profissão dele e não cometia barbaridades. Só que aquele mundo era deprimente. Havia os miúdos ricos, com grandes casas, e os meninos que andavam descalços e não tinham bonecos.
-- O seu mundo era o dos ricos.
Era e isso fazia-me um bocado de impressão. Quando vim para Portugal, fui para Trás-os-Montes e lá era a mesma coisa. Antes do 25 de Abril as crianças andavam descalças, havia uma taxa de mortalidade infantil horrível. A ideia de pobreza permaneceu, continuava à minha frente.
(…)
-- E mais uma vez estava do lado dos privilegiados.
Sim, e eu sentia-me um bocado culpada por isso. E procurava, se calhar, diminuir a minha culpa dando coisas aos meninos que eu achava que não tinham nada, chamando-os para minha casa para brincar. A pobreza, estar por baixo na escala social, não ter nada, sempre me fez impressão; viver em casas com frio e chuva, essas coisas que eu senti muito. Quando cheguei à faculdade, vi ali um terreno fértil para aderir àquelas ideias maoistas e marxistas-leninistas; as ideias revolucionárias. Parecia possível acabar com a pobreza e com a desigualdade. Não é possível! 
-- Como é que o seu pai reagiu?
Teve as suas dificuldades. Ele era muito conservador. A minha mãe reagiu muito bem, sempre teve um espírito um bocado revolucionário, muito à esquerda. Com o apoio dela, o meu pai lá foi aguentando. A pior altura foi quando fui presa. Uma miúda com 19 anos ser presa pela PIDE era uma coisa para a qual a família não estava preparada, ainda mais uma família conservadora. 
-- Nessa altura da prisão já tinha uma relação com José Luís Saldanha Sanches, uma espécie de herói estudantil.
Já o tinha conhecido. Foi na Faculdade de Direito, nessas militâncias. Era a segunda vez que ele estava preso. Nessa altura estivemos presos ao mesmo tempo.
-- A história já foi muitas vezes contada. Sofreram tortura, estavam dispostos a morrer, e depois do 25 de Abril ele foi o primeiro a abandonar o “sonho”.
Começámos a achar aquilo tudo um bocado caricato [o MRPP], e atrás do caricato começámos a ter uma posição muito crítica em relação ao marxismo-leninismo, ao maoísmo. O facto de eu ter estado presa pela segunda vez, então pelo COPCON, depois do 25 de Abril, ajudou-nos a perceber que aquilo não era nenhuma maneira de mudar o mundo, e entrei em grandes pessimismos. Mas lá está, eu nunca conseguia cortar.
-- Porquê?
Porque a separação, para mim, é um trauma. Prefiro sofrer a ter uma separação. Ia falando com o Zé Luís, tínhamos a mesma interpretação das coisas, a mesma descrença, e um dia ele chega a casa e diz: “Não volto mais.” Fiquei aterrada. Pensei que ele iria dormir e quando acordasse tudo ficaria na mesma. No dia seguinte mantinha-se irredutível e tive de decidir. Se saísse receava que as pessoas dissessem que eu ia sair só por servilismo feminino, por dependência em relação a ele, por não ser capaz de pensar sozinha. Mas o curioso é que eu tinha posições muito mais críticas em relação ao que se passava do que ele. Eu sabia que não podia voltar embora tivesse um grande desgosto. Não voltei. Os primeiros meses foram horríveis. Nessa altura começámos a correr. Todos os dias nos levantávamos e corríamos quilómetros. Estávamos viciados na adrenalina da revolução que nunca iríamos fazer, era até uma ideia ridícula, mas aquilo produzia adrenalina. Andar de um lado para o outro, distribuir comunicados, fazer comunicações, pinturas... 

“No país perdeu o sentido ser-se de esquerda ou de direita. 
Se calhar tem mais sentido ser-se honesto”

-- E de repente o vazio.
Vazio e ressaca. Essa ressaca tinha de ser combatida. Fisicamente e intelectualmente. Fisicamente, com exercício físico intenso. E intelectualmente lendo e estudando muito, regressando à faculdade. Foi o regresso a uma normalidade.
-- Que não era até então a vossa normalidade.
Não. E tínhamos cortado com o mundo normal, as pessoas todas contra nós. Aquele estilo de intervenção pública tão radical afastava-nos das pessoas normais. Depois foi ler o jornal ao sábado de manhã, ter horários, ganhar a vidinha. Foi uma grande ressaca. É quando nasce a Laura [a filha de ambos]. Ela é produto do 25 de Abril e do refluxo revolucionário. Aliás, a cada 25 de Abril digo sempre, “Olha, Laura...”. E ela: “Já sei, se não fosse o 25 de Abril eu não existia porque o pai estava preso.”
-- O que ficou do tempo revolucionário na sua vida normal?
Inevitavelmente sou produto disso. Eu era muito miúda. Lembro-me que no processo da PIDE a única atenuante que eu tinha era ser menor de 21 anos. Mas ficou um sentido de ética, de responsabilidade, de disciplina, cumprir com o que se espera de nós. Mas eu se calhar já era assim antes. Não sei. Não vale a pena estar a romancear muito a coisa.
(…)
in "Público"
19.07.2018

19 julho 2018

Mais uns corninhos...

… do sr. Manuel Pinho, a todos os portugueses.
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João Miguel Tavares
publicou esta crónica
no "Público" de hoje,
e deu-lhe como título: 
"Manuel Pinho foi ao Parlamento gozar connosco" 
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João Miguel Tavares
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Manuel Pinho foi ao Parlamento fazer-nos corninhos. Outra vez. Não por gestos – mas por palavras. Ele não deu uma única justificação em relação àquilo de que é suspeito: ter continuado a receber salário do BES enquanto era ministro da Economia; ter recebido uma casa em Nova Iorque em troca de certos favores; ter recebido um lugar na Universidade de Columbia em troca de outros favores. Sobre isso, nada. Mas a sua intervenção foi muito instrutiva. Demonstrou não só a mais descarada falta de ética de tantos governantes da era Sócrates, como ajudou a clarificar aquilo que tem sido uma das mais perniciosas tendências da nossa democracia: a confusão lastimável (e propositada) entre responsabilidade criminal e responsabilidades políticas, morais ou disciplinares, numa barafunda de planos distintos, com o argumento de que se os tribunais não condenaram, então toda a gente deve ser tida por inocente. Politicamente inocente. Moralmente inocente. Disciplinarmente inocente.

Não, não deve
– e Manuel Pinho fez o tremendo favor de demonstrar ao país porque é que não deve. Esta questão tem sido recorrentemente abordada por mim, e ainda há pouco a invoquei a propósito de Domingos Farinho. No caso da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa,
confunde-se responsabilidade disciplinar e ética com responsabilidade criminal. No caso de Manuel Pinho, confunde-se responsabilidade ética e política com responsabilidade criminal. O mesmo Pinho que de manhã arranjou um incidente processual para não responder às questões do Ministério Público, à tarde estava a queixar-se de nunca ter sido confrontado pelo Ministério Público com os indícios daquilo de que é acusado. Se isto não é fazer-nos corninhos, é o quê? Vivemos no país em que um ex-ministro da Economia acha que pode ir ao Parlamento falar de tudo menos daquilo que importa. Na terça-feira, o país assistiu a um show de impunidade.

Manuel Pinho foi passear a sua pose professoral diante dos senhores deputados. Foi dizer-nos o que fazer para diminuir a conta da electricidade. Propôs baixar o IVA e eliminar a taxa do audiovisual. Trouxe um Powerpoint que demorou tempo a compor, e que segundo ele continha dados magníficos, que ofereceu ao Parlamento
com generosidade e sapiência. Disse que talvez fosse publicar um livro com aquela informação, tão útil ela é. Partilhou a sua mundividência e as suas inúmeras viagens. Disse maravilhas sobre a China, e de como a sua economia, juntamente com a da Índia, Japão e Coreia, já é maior do que as economias americana e europeia juntas.
E no meio de tanta sabedoria vertida, quando lhe perguntaram pelo BES disse que não podia responder. Sobre a sua colecção de offshores disse que não podia responder. Nem sobre as declarações ao Tribunal Constitucional. Há tempos, afirmou que não respondia porque era arguido. Agora, afirmou que não respondia porque já não era arguido. E assim sucessivamente. Manuel Pinho até achou conveniente dar sermões aos deputados mais insistentes, afirmando que não foi para isso que tinha sido convidado. Anunciou que tinha imposto as suas condições para ir ao Parlamento e que elas tinham sido aceites. Declarou que quando convidamos uma pessoa para ir ver futebol a nossa casa não a pomos a esfregar o chão. Para Manuel Pinho, responder sobre suspeitas gravíssimas na casa da democracia portuguesa é semelhante a esfregar o chão. Por uma vez, a boca fugiu-lhe para a verdade. Inocente, só se tiver sido aí.
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João Miguel Tavares
in. "Público"
19.07.2018

Pensamentos...

"Só se deve dar um conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou de morte"
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William Shakespeare
1564 - 1616
dramaturgo e poeta inglês

18 julho 2018

Hoje há pintura...

Peter Paul Rubens
1527 - 1640
pintor flamengo
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Andrómeda libertada por Perseu
Museu do Prado

17 julho 2018

Humor antigo...

...com o traço de
Jean Bellus


- Não faças essa cara, homem. Deixa lá que daqui 
a dezasseis horas já estás outra vez a dormir...

16 julho 2018

Escrito na pedra...

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In “Público
13.07.2018
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Todo o partido existe para o povo e não para si mesmo.
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Konrad Adenauer
1876 – 1967
estadista alemão

15 julho 2018

Uma maioria absoluta...

…é o título que 
João Miguel Tavares
escolheu para a sua crónica
de sábado, dia 14 de Julho
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João Miguel Tavares
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Hoje deixo apenas o começo:
"Ao ouvir António Costa discursar sobre o estado da nação, senti-me transportado para os Alpes suíços, cercado de bonança existencial, fragâncias primaveris, brisa fresca, cabrinhas a balir e vacas voadoras. Só faltou aparecer a Heidi, mais o seu avozinho. O país descrito por António Costa é magnífico, sem dúvida alguma -- o meu problema é não saber onde ele fica. Alguém me arranja um mapa que vá dar àquele Portugal?
(…)
Fica apenas este pequeno excerto… 
mas vale a pena ler todo o resto.
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In. "Público"
14.07.2018

14 julho 2018

O Frey Roy...

agora apenas conhecido por 
João Alberto Ferreira da Silva,
Veio dar-me um abraço,
passados 23 anos.
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Voltámos a encontrar-nos em 15 de Dezembro de 1973
na inauguração do Bairro da Urbissado, aqui em Setúbal. 

13 julho 2018

O "Young Boys"...

… um clube organizado pelo Frey Roy
quando andávamos no 5ºAno do Liceu.
Havia, na Argentina, um clube famoso que dava pelo nome de Old Boys.
Havia no Brasil, um "tio do Frey Roy" que devia ser um "mãos largas"...
A data desta fotografia é de 5 de Outubro de 1950.
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O "quinteto avançado" do Young Boys,
com jjmatos, António dos Santos Tavares, José Amaral Branco dos Santos, Armindo Marques Taborda e Tó Zé Pires Antunes.
Um tio que tinha no Brasil "foi na conversa" do Frey Roy e enviou-lhe 11 camisolas bonitas, azuis com uma faixa amarela (as cores que, 24 anos mais tarde, o CDS escolheu como suas…). Quanto a calções… o tio do Frey Roy fechou-se em copas.
Um dos campos em que treinávamos tinha lá pelo meio alguns "afloramentos graníticos"... mas, mesmo assim a gente jogava! 
Frey Roy era o "nome de guerra" por que era conhecido em toda a parte, o nosso colega João Alberto Ferreira da Silva , oriundo da Covilhã.

12 julho 2018

Memórias...

Em Abril de 1970
No Vale dos Caídos
Espanha
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As professoras Drª Alcina e a Drª Regina.
 Naquela época, as excursões dos alunos do 7ºAno,
ainda eram acompanhadas pelos Professores.

11 julho 2018

Memórias...

Os Professores do Liceu, no pátio central.
Setúbal, em 1 de Junho de 1966.

1ªfila - jjmatos, Idalino da Silva Ramos, Fernando Monteiro, Estêvão Ferreira Moreira, Alfredo Farto, NN, NN, Doutel, Domingos Neves e Ernesto Vitorino
2ªfila - António Condeço da Silva, Odete São Marcos, Teresa Sousa Uva, Maria Antónia Nicolau Espadinha, Antonieta Granzina, Isabel Vicente, NN, NN, Ana Maria Beato Covas, Conceição Vitorino, Ausenda Costa, Teresa Mota Tavares, Adelaide Fernandes, Maria Joana Meira, Maria Virgínia Fialho, NN, Maria Helena Costa, Natércia Vaz, Elda Quintão Lages, Maria Fernanda Martins e Maria Irene Rito.

10 julho 2018

09 julho 2018

Fotos de outros tempos...

Em 3O de Abril de 1950
numa excursão do 5ºAno
na primeira paragem.
 em Abrantes
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O Zé Amaral parece um "vampiro"...
Às janelas da camioneta, o António Tavares, o António Lopes Dias, a Maria Regina Bidarra, NN, a Raquel Alexandre de Moura, a Maria Alice Lalanda Batista e a Maria Onémia Cardoso Carmona.
Lá em cima, no tejadilho, o Tó Zé Pires Antunes também quis ficar na fotografia...

08 julho 2018

Humor antigo...

com o traço de
W e n z e l
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- E estávamos nós a falar do "amor à primeira vista". Eles ainda nem tinham sido apresentados um ao outro!!!...

07 julho 2018

Pensamentos...

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"A melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha."
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William Shakespeare
1564 - 1616
dramaturgo e poeta inglês

06 julho 2018

O passeio a Oleiros...

...ainda no Centro Geodésico de Portugal,
na Serra da Melriça.
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Um dia com sol mas com temperatura "áspera"!...

05 julho 2018

Setubalense - 1971 - Dezembro

01.Dezembro
No aniversário de São Francisco Xavier
Anuncia-se o programa do Concerto Espiritual e a Câmara Municipal de Setúbal faz um convite à população para assistirem.
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04.Dezembro
O arranjo urbanístico do Largo de Jesus
Um artigo de Victor Cláudio, com destaque na 1ªpágina.
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04.Dezembro
Setúbal tem novos vereadores.
Anteontem à noite, na Sala das Sessões da Câmara Municipal de Setúbal, reuniu-se o Conselho Municipal, recentemente eleito, sob a presidência do Dr.Manuel José Constantino de Goes. Compareceram os seguintes membros:
Capitão de Fragata Gabor Albert Ziegler Ferdinand Patkoczy
Dr. Antero Bernardino Torres
José Alves
António de Almeida Alves
Duarte Silveira Bernardes Benavente
Delfim da Costa Veloso
José Domingo Grácias
João da Conceição Costa
Eng. António Barroso
Eng. Artur Manuel Parreira da Gama
Dr. Luís Gonzaga Machado
Rui Carvalho Vitorino.
No que respeita à eleição de vereadores para 1972-75, o Conselho Municipal elegeu como efectivos:
Eng.Artur Fernando Senteeiro Marques (director de Fábrica)
José Fernando da Silva Rosa Mendes (empregado de escritório)
Fernando César Batalha Pedrosa (despachante oficial)
José Maria da Silva Belo (industrial de camionagem)
Dr. Luís da Conceição Serra Pinto (médico cardiologista)
Maria Ângela Alves de Sousa Parreira da Gama (assistente social)
São substitutos:
Dr. Amadeu Rodrigues da Costa
António Manuel Fernandes Alves
Leonardo Neto Pereira
Luís Filipe dos Santos Lança Gomes
Drª Maria Manuela David Gomes e
Rui Cândido.
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06.Dezembro
Um novo esquema viário na Cidade de Setúbal (com foto)
Penetração Poente da cidade de Setúbal que passará a fazer-se por onde termina a EN 10 (antes da Estação de Serviço Shell) e entrará pelos actuais terrenos do Rio da Figueira. Ao centro pode admirar-se a futura e bela Praça que será constituída ao cimo da actual Estrada dos Arcos.
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09.Dezembro
O julgamento em Seul, de Vitor Ventura
O joelheiro Vitor Ventura está a ser julgado em Seul.
Pedidos 10 anos de cadeia para o setubalense que fez contrabando de jóias.
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09.Dezembro
Recital de Música
No próximo dia 10, realiza-se no Salão Nobre da Camara Municipal de Setúbal, um recital pelo violinista Manuel Afonso da Silva e pela pianista Olga Prats.
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09.Dezembro
Dr.ª Ivone Cabrita
Com a elevada classificação d 15 valores, defendeu tese de Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Sr.ª Dr.ªIvone Cabrita, funcionária da Câmara Municipal de Setúbal.
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11.Dezembro
Sociedade União Setubalense
Novos Corpos Gerentes:
Assembleia Geral
Presidente – José Augusto Santana da Silva
Vice-Presidente – Luís Lopes Fonseca Ribeiro
Direcção
Presidente – Eugénio Moreira Rodrigues
Conselho Fiscal
Presidente – José Andrade
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11.Dezembro
Falecimento
António Ahrens Novais
Faleceu ontem, com 71 anos de idade, o Sr. António Ahrens Novais, casado com a Sr.ª D. Idalina Rau Novais.
Foi figura de relevo na vida social setubalense e era gerente da Agência Marítima Novais, Lda.
Foi vereador da Câmara Municipal de Setúbal e Vice –Presidente da Junta Autónoma do Porto de Setúbal.
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13.Dezembro
Desde há muto que se impõe a instalação de um posto dos CTT e outro da Previdência para o Bairro da Conceição.
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15.Dezembro
Celestino Alves expõe na Galeria de Arte Moderna, da Sociedade Nacional de Belas Artes, à rua Barata Salgueiro, em Lisboa.
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18.Dezembro
Helder Pereira e Luís Tibúrcio assinam o artigo “Que se lê hoje?” – “O público perante a leitura.”
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20.Dezembro
José de Matos e Helder Pereira assinam uma reportagem no Sindicato da Indústria de Conservas de Peixe que intitulam de “Cheques, promessas e Boas Festas…”
…”obrigadinho “sor” doutor, Deus lhe pague”
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23.Dezembro
O Plano de Urbanização de Setúbal é debatido em sessão pública, na Câmara Municipal.
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23.Dezembro
Vai ser criada a Federação dos Municípios do Distrito de Setúbal,
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23.Dezembro
Na página “Natal na Poesia”, os poemas:
Natal – de António Gedeão
Natal – de Fernando Pessoa
Natal – de David M. Ferreira
Natal – de Guerra Junqueiro
Soneto – de Manuel Maria Barbosa du Bocage
Ao menino Jesus – de Sebastião da Gama.
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27.Dezembro
Museu de Setúbal –Dignidade e valor.
“O museu deve ser um centro vivo de cultura e não um depósito estético da obra de arte.” – afirma o eng. João Botelho Moniz Borba em entrevista a Vitor Cláudio.
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30.Dezembro
Duda agradou a Pedroto.