30 novembro 2008

O espírito da coisa...

Rui Silvares, da Cova da Piedade, é um “remetente” assíduo das
“Cartas ao Director”.
Escreve com brilho… e é mordaz nas suas críticas.
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"Aliviado pelo consenso alcançado dormi muito melhor nas noites seguintes. Mas, naquele domingo, a ministra da Educação trabalhou até mais tarde para poder explicar ao país, em geral, e aos pais, em particular, que os professores não tinham compreendido o espírito do estatuto. Eles liam o que estava lá escrito mas, almas simples, não conseguiam perceber o que se pretendia dizer com aquilo. Ou seja, estavam a ler correctamente mas a interpretar erradamente, mostrando que, para este ministério, a Lei é um estado de espírito e legislar é mais ou menos o mesmo que escrever sonetos ou cartas de amor a uma pessoa imaginária."

In, “O espírito da coisa”
Cartas ao Director
Pequeno excerto

Um Natal diferente...

Num artigo a que Bárbara Wong deu o título:
Mecenas invisíveis lançam rede contra a solidão no Natal”, a jornalista do “Público” acrescentou o seguinte “destaque”, nesta edição de domingo:

O que é bom presente para um idoso? Receber uma visita. Um grupo de pessoas quer cumprir esse desejo. Vão dar uma manta e ouvem uma história
(…)
Ausenda Sancho tem 86 anos e uma vida imensa de histórias para contar. Adora conversar e salta de uma história para outra, com algumas décadas de diferença, para regressar à primeira que não havia concluído.
(…)
Rita Melo, psicóloga, com uma especialidade em gerontologia, teve uma ideia para este Natal: "Gerar uma corrente mas centrada nas pessoas com o Natal mais frio, aquelas que não têm a família por perto, os idosos". Uma ideia que cresce…
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Rita não foi a única a ter uma ideia para fazer a diferença neste Natal. São muitos os chamados mecenas invisíveis, pessoas que ajudam os outros sobretudo nesta época e dentro do contexto da crise económica.
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Para os mais idosos, o que é que seria um bom presente, perguntou-se. Receber uma visita, alguém com quem falar. Essa visita poderia oferecer uma manta e em troca ouvir uma história. Rita Melo considera que cada idoso é uma biblioteca e que quando contam histórias se reinventam, que a sua expressão muda, ilumina-se.
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(…)
Rita Melo está espantada e feliz com a adesão que tem conseguido à sua ideia, (…) quer em Setúbal, onde mora, quer em Lisboa, onde trabalha. O ideal é que a conseguisse alargar a todo o país, exclama.
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(…)
"Há muitas pessoas carecidas, não só de coisas materiais, mas de atenção, de acompanhamento. As pessoas não têm tempo para estar umas com as outras", lamenta o padre (Miguel) Ponces de Carvalho, pároco da Basílica da Estrela.
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Todos são mecenas invisíveis, caracteriza Ponces de Carvalho, que conhece muitos que contribuem com quantias avultadas e que não o fazem para ter contrapartidas fiscais. "Há bastante investimento anónimo", diz.
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(…)
Desde que o segundo bisneto nasceu, há seis anos, que Ausenda se tem dedicado a ele - "é o homem da minha vida", confessa -, vai buscá-lo à escola, dá-lhe o almoço e às vezes o jantar. Um destes dias, decidiu convidar o outro bisneto e pôs a mesa com outro cuidado. Quando os meninos entraram ficaram espantados. "Que bonito!", exclamou o mais pequeno. "Foi um pequeno gesto que fez a alegria deles".
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Há muito tempo que eu não tinha notícias do Miguel Ponçes de Carvalho, meu colega nas "andanças" que antecederam o lançamento dos programas de Biologia, nos primeiros cursos do 12ºAno, em 1980/81.
Padre Miguel Ponces de Carvalho
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Fiquei encantado ao saber que é, actualmente, o pároco da Basílica da Estrela e que ainda não perdeu o "vício" de se dedicar, de alma e coração, ao bem estar de terceiros.
Daqui lhe envio um abraço amigo.

Beira Baixa - Notícias de 1958 - Junho

1 de Junho
Aniversário
Faz anos no dia 7 o estudante finalista da Faculdade de Letras de Lisboa, Vicente José Sanches Vaz Pardal.
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1 de Junho
Pedido de casamento
Pelo Sr. Eng. Armando Pereira Nina, tio do noivo, e Sr.ª D. Maria Ilda Nina de Oliveira, mãe do noivo e viúva do falecido industrial José Paulo de Oliveira, industrial de lanifícios da Covilhã, foi pedida para o Sr.Paulo Nina de Oliveira, a mão da gentil menina D. Maria Hermínia Salavisa Salazar d'Eça, filha do nosso Bom amigo Sr. Augusto Salazar d'Eça Antunes e de sua esposa Sr.ª D. Ilda Salavisa Salazar.
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1 de Junho
Sociedade Columbófila de Castelo Branco
Classificação da prova de Portimão
1º - Joaquim Lopes Barreiros
2º - José Santos Farias
3º .- Dr. Alexandre de Almeida Garrett
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Classificação da prova de Lisboa
1º - Alberto de Jesus Morcela
2º - Dr. Alexandre de Almeida Garrett
3º - Rui Jorge Carrondo

Classificação Geral
1º - Dr. Alexandre de Almeida Garrett – 292 pontos
2º - Alberto de Jesus Morcela – 226 pontos
3º - Joaquim Lopes Barreiros –217 pontos
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1 de Junho
Última aula
No dia 24 de Maio de 1958, o Prof. Doutor Vieira de Almeida proferiu a sua última lição.
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29 de Junho
Pedido de casamento
Para o Sr. Eng. Agrónomo José de Oliveira Araújo, residente em Lisboa, filho do Sr. Adelino dos Santos Araújo e da Sr.ª D. Maria de Jesus Romana de Oliveira Araújo, foi pedida em casamento, no dia 22, a mão da gentil menina Maria da Graça Pires Carreto, filha do Sr. Capitão Manuel Domingues Carreto, comandante da PSP, e de sua esposa Sr.ª D. Patrocínia Pires Carreto.
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29 de Junho
1621 Alunos fazem exames no nosso Liceu sendo 539 internos e 1022 externos.
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29 de Junho
Dr. Frederico da Costa Conde
Tomou posse do lugar de Presidente da Comissão Municipal de Assistência.

29 novembro 2008

Quando o silêncio vale mais...

Na "Semana política"
de 2008.11.29
no "Público"
São José Almeida
escreve sobre a relação entre Dias Loureiro e Cavaco Silva

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Dias Loureiro, então ministro da Administração Interna e um dos braços-direitos de Cavaco Silva, dava a cara, em nome do chefe, para assegurar a ordem pública e o poder do Estado. E fê-lo num momento crucial, ficando aliado à defesa do poder vigente no episódio que entrou na história com o nome de "buzinão" e que é apontado como o princípio do fim do cavaquismo.

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(…)
Dias Loureiro é um dos principais correligionários políticos de Cavaco e Silva.

Dias Loureiro foi um dos principais obreiros da rede de poder político que dominou o país durante dez anos (Novembro de 1985 a Outubro de 1995) e que teve como líder Cavaco Silva. Dias Loureiro é uma das pessoas em que Cavaco Silva mais confia. Tanto que até o levou para o Conselho de Estado.
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(…)

Dias Loureiro não é assim um gestor de empresas qualquer, nem um político qualquer. Dias Loureiro é uma figura de primeiríssima linha no poder em Portugal.
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(…)

...por muito que possa parecer estranho um político do gabarito, da inteligência e da argúcia de Dias Loureiro ter tido uma atitude tão cândida, crédula e estupidamente confiante no presidente da Sociedade Lusa de Negócios e do Banco Português de Negócios, José Oliveira e Costa. Isso não significa que Dias Loureiro possa ser prejudicado ou punido por eventuais actos que garante não ter cometido.
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(…)

… se do ponto de vista legal não há nada que aponte a necessidade de Dias Loureiro se demitir de membro do Conselho de Estado, do ponto de vista político há todas as razões. Mais: Dias Loureiro deveria tê-lo feito e logo no primeiro momento em que o seu nome foi referido, de modo a evitar arrastar atrás de si e da onda de suspeitas e desconfianças que sabia que se iriam gerar, o nome e a figura do homem que sempre seguiu e apoiou politicamente e que hoje ocupa a cadeira de Presidente da República, Cavaco Silva. Por solidariedade política com aquele que foi o seu líder político e que ainda hoje serve - tanto que tem assento no Conselho de Estado por indicação deste -, Dias Loureiro deveria ter evitado a exposição e o constrangimento público que provocou e provoca a Cavaco Silva. Mesmo estando juridicamente inocente, como garante estar.
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(…)
Resta-lhe, como homem da sua absoluta confiança política e pessoal, Dias Loureiro. Por isso não o pode deixar cair. Há entre eles uma relação que vai para além da amizade. Agora, isso não quer dizer que Cavaco não queira que Dias Loureiro se demita. Há na actuação do Presidente da República, em todo este caso BPN, sinais claros de que teme a lama que pode inundar Belém com esta investigação.
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(…)

...mas é tarefa dos serviços que apoiam o Presidente da República alertá-lo para os riscos de que as precipitações para sacudir a lama possam tornar-se atractivas para essa mesma lama. Assim como é obrigação de uma personalidade com a experiência política de Cavaco Silva saber manter a calma, quando sente que pode ser colocado numa posição de eventual fragilidade. Há momentos em que o silêncio é de ouro.
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São José Almeida

Jornalista

Uma manhã de Domingo...

Junto à Capitania do Porto de Setúbal...

jjmatos com o Dr. José António Constantino de Goes, o Dr. António Maurício, o Maj.José Lemos Ferreira e o Prof. Domingos Carrilho do Rosário, com o filho do prof. José Páscoa ao colo.
Fotografia obtida em Novembro de 1967

28 novembro 2008

As minhas fotos preferidas...

Clube Naval - Setúbal
em 6 de Setembro de 1968

Gi

Beira Baixa - Notícias de 1958 - Maio

11 de Maio
Aniversário
Faz anos no dia 15, a menina Maria Manuela da Fonseca Duque Vieira.
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11 de Maio
Doentes
Teve uma crise de saúde, encontrando-se graças a Deus melhor, o sr. Dr. Eduardo Almeida Esteves.
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11 de Maio
Nascimento
Na sua residência nesta cidade, deu à luz uma menina, a Sr.ª D. Maria Rosa Dias Lopes dos Santos Rijo, esposa do Sr. Dr. Domingos dos Santos Rijo, professor do nosso Liceu e actualmente estagiário no Liceu Normal D. João III, em Coimbra.
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11 de Maio
Uma visita de alto nível
Peritos da Organização Mundial de Saúde num Colóquio Internacional em Castelo Branco
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11 de Maio
Reunião
Os Finalistas do 7ºAno de 1932/33 festejaram nesta cidade as suas Bodas de Prata.
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25 de Maio
Cidade
Estão a ser demolidos alguns edifícios na rua João Carlos Abrunhosa (no bico junto da casa do Zé Amaral?)
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25 de Maio
Homenagem ao Dr. Duque Vieira
“ A meu ver, a imprensa religiosa do País está errada.
Está errada pelo excesso de temas religiosos que tornam essa literatura enfadonha, pesada, que se lê por amor de Deus.” . São palavras do brinde do Sr. Dr. Duque Vieira.
“Peço desculpa por saltar por cima de todos os protocolos, mas eu sou um meio inválido, estou numa convalescença prolongada e, não sei se Tomás Ribeiro, se outro antes dele, disse que os velhos têm o jus da sua idade – eu penso que os enfraquecidos e os convalescentes devem ter o tristíssimo jus da sua condição. Já neste mês, no 1º de Maio, assisti a uma sessão exactamente igual a esta, e na altura em que eu devia falar, já não tinha forças para isso, se bem que tinha o dever de o fazer e até porque um dos oradores se tinha referido a mim. Também um destes domingos estive numa sessão onde eu tinha voto e devia pronunciar-me, mas chegada a altura própria já não consegui dizer nada e vim para casa. E escrevi uma carta ao Presidente. Por isso desculpem-me que eu fale antes de todos. Em primeiro lugar para saudar esta brilhante assembleia que é sinal de triunfo. Há 13 anos, nós éramos muito poucos, não éramos nada nesta terra; fomos hostilizados por vários, até por aqueles que eram nossos. Numa “terra tradicionalista onde frequentemente há chefes e dependências, nós, uns simples homens sem função nenhuma considerável, aparecíamos como independentes, separados de todas as dependências. Essa independência não era aquela independência de uma pessoa que não toma partido, porque precisa de conviver com todos. A nossa independência era esta independência que consiste num esforço para encontrar a verdade e encontrar a justiça, e depois ter a coragem para as aponta e para as dizer.”
(…)
A “Reconquista” era um jornal que não estava à altura da Província. Creio que todos, por fora, o sentiam e eu próprio o sentia talvez mais que nenhum porque lhe pertencia.
Era um pequeno jornal de 4 páginas e na altura em que os jornais estavam já mais desenvolvidos. Faltava-nos um chefe; não tivemos esse chefe. O único que poderíamos ter era o Padre Albano que desapareceu. Foi preciso esperar pelo Dr. Ulisses, para empurrar o jornal de 4 páginas para 12, para 14, para 16. Faltava-nos um chefe, um empresário, um homem que fosse capaz, como ele, de fabricar uma “mercadoria” , atirá-la para o público e fazê-la acreditar. A ele se devem as maiores homenagens pelo trabalho nestes últimos tempos.
E também concluo com uma certa melancolia:
Foi necessário que eu saísse de Castelo Branco para que a “Reconquista” viesse a ser um grande jornal
(estas últimas palavras do Sr. Dr. Duque Vieira foram recebidas com vibrantes “não apoiados”.)
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25 de Maio
Regresso
Voltou de Macau, onde estava em serviço militar, o Sr. Vasco Maia Aguiar Almeida Esteves.

27 novembro 2008

Desmentido...

Um artigo de
Constança Cunha e Sá
in "Público"
27.Nov.2008
Constança Cunha e Sá
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A crónica de Constança Cunha e Sá, no Público de hoje é demolidora para o sr.Sócrates e para os seus apaniguados…
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Com o título “Desmentido
, a jornalista “desanca” os autores da campanha organizada contra a presidente do partido da oposição, que lhes pode fazer frente, e contra o Presidente da República.

Desse artigo, respigámos alguns passos…
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Há uns tempos, enquanto andava, por aí, a vender o Magalhães, o primeiro-ministro, confrontado com uns dados desagradáveis avançados pelo FMI, decidiu explicar ao mundo que não comentava previsões de uma instituição que, na sua douta opinião, estava "desacreditada".
(…)
Vivíamos, na altura, por obra e graça do Governo, num verdadeiro oásis, imunes aos efeitos da crise internacional, com uma banca à prova de qualquer subprime e um crescimento económico que fazia inveja a qualquer país europeu.
Uma semana depois, o Orçamento do Estado, apresentado, em capítulos, pelo ministro das Finanças, previa para o país um crescimento "fantástico" de 0,6, fruto, claro, da "determinação" e da "coragem" com que o eng. Sócrates tinha enfrentado uma crise que - convém lembrar - de acordo com o discurso oficial, não se reflectia entre nós. Mistérios da propaganda!
(…)
Como se depreende, as forças vivas da nação, pastoreadas pelo dr. Santos Silva, em vez de se questionarem sobre o "milagre" do Orçamento, caíram em cima da dra. Ferreira Leite, escalpelizando, com um zelo inexcedível, todas as suas declarações.
(…)
Curiosamente, os indignados do costume indignam-se muito pouco (ou nada) com o autoritarismo provado do eng. Sócrates ou com a máquina de propaganda que o Governo tem, neste momento, ao seu dispor. A dra. Ferreira Leite foi ridicularizada por referir a forma como o PSD é tratado pela comunicação social.
E o que dizem, agora, todos os que a ridicularizaram, quando se sabe, entre outras coisas igualmente graves, que na Lusa é proibido usar a palavra "estagnação", numa altura, em que o país está à beira da recessão? Ninguém liga? Vai ficar tudo na mesma? A censura passou a fazer parte do dia-a-dia da comunicação social? Vamos ver!Enquanto isso, o país foi confrontado com mais um relatório internacional que desmente o optimismo do primeiro-ministro e as contas apresentadas pelo seu ministro das Finanças. Desta vez, as más notícias vêm da OCDE e apontam para um aumento desastroso do desemprego e para um crescimento de 0,1 para o ano de 2009.
(…)
Ontem, a notícia do dia era o financiamento da campanha eleitoral do prof. Cavaco Silva, irremediavelmente ligada à história do banco, através de uma contribuição de 15 mil euros feita pelo dr. Oliveira e Costa. Nem o facto de a campanha eleitoral do dr. Soares também ter sido contemplada pela generosidade do antigo presidente do BPN foi suficiente para estragar uma boa história.
(…)
Esta subtil tese esconde, no entanto, objectivos bastante mais comezinhos, ocultando essencialmente a necessidade de fragilizar a única figura de Estado que goza de algum prestígio. Não por acaso, ainda esta semana, o dr. Lello, esse maître à penser do primeiro-ministro, se sentiu obrigado a negar a participação do PS na campanha de rumores e de insinuações que foi criada à volta do prof. Cavaco Silva. E por que haveria o PS de estar envolvido numa campanha destas? Para disfarçar a incompetência do seu governador do Banco de Portugal, que se considera alvo de um "linchamento público" só porque não foi capaz de exercer as suas funções? Para desviar as atenções dos péssimos resultados da sua política? Para que não se saiba que o fabuloso Teixeira dos Santos foi considerado o pior ministro das Finanças da Europa pelo Financial Times? Para silenciar a crise na Educação e os protestos dos professores? Ou, voltando ao princípio, para fragilizar uma das poucas vozes deste país que o Governo não consegue controlar?
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Se a resposta não fosse óbvia, o dr. Lello não se teria sentido obrigado a desmenti-la.
Há desmentidos que se desmentem a si próprios.
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Constança Cunha e Sá
Jornalista


Alte Pinakothek - Munique

Auto-Retrato de peliça
Albrecht Dürer

1471 - 1528

Auto retrato de peliça


Datado de 1500 e assinado com o monograma AD. Inscrição com indicação da idade. A pintura de Dürer representa uma formulação particularmente avançada na evolução do auto-retrato. Há já algum tempo que as investigações histórico-artísticas descobriram em Dürer uma tendência programática para identificar o auto-retrato com o tipo iconográfico do Redentor, no desenho de frente do rosto descarnado e nos cabelos caindo direitos, em madeixas ordenadas. O artista, enquanto criador, chega ao ponto de identificar-se com o filho de Deus, numa intrépida interpretação das teorias renascentistas sobre o homem. Os grandes artistas renascentistas italianos não tinham chegado a tanto quando afirmavam a existência do artista de “faculdades divinas” que referiam a uma esfera do divino mitológico e clássico.

Cfr. Hermann Bauer
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

As minhas turmas… 4ºD – 1975/76

4ºAno – Turma C (curso nocturno)
em 1975/76
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais
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Neste segundo ano pós revolução de Abril, ninguém apresentou fotografias
Uma afirmação de liberdade…
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Augusto Pereira Dâmaso
César Luís Pedro Rogueiras
Deolinda Maria Costa Santos
Eduardo Jorge Duarte Rebelo
Maria Amélia Mendonça Figueiredo
Maria do Carmo Antunes Costa
Maria da Conceição Pereira
Maria Isabel Marques Guerreiro
Maria Manuela Nogueira

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Mariana de Matos Fragoso Pereira Dâmaso
Natália Maria Antunes Trindade
Rosinda Rosário Rouça
Maria Margarida de Jesus Alves
Maria Manuela de Sousa Branco
António José Carrasco de Melo Saião
António Joaquim Pontes Comenda
Isabel Maria Neves Ferreira
Emília Adelaide Gonçalves Ribeiro

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Neide Remígio Martinho
José Cândido Armando
José Manuel Ferreira

26 novembro 2008

O melhor do mundo...

Liberdade

Fernando Pessoa

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.
Estudar é nada.
O sol doira sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa…

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca,

O mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca…

25 novembro 2008

Memória recente... 25 Out 2008

Em memória
de MLMacedo
25.Nov.2008

1 de Novembro de 1973

24 novembro 2008

Nas minhas aulas...

... Foto obtida em 20 de Maio de 1980
junto ao Laboratório de Ciências Naturais
......Turma G - 10ºAno -- Biologia


1ºplano: Alda Raposo, Manuel Silva Ramalho, Arminda Dias de Matos e Isabel Almeida
2ºplano: Vitor de Jesus, Dulcinda Damas, João Gaito Marrafa, Fátima Marques, Maria Fátima Carrilho Correia, Cristina Rodrigues, Sara Helena Correia e NN.
3ºplano: Paulo Brito, NN, Carlos Moura Alves, Ferrão de Sousa, Helena Gonçalves, Maria de Jesus Ferreira, António Carvalho, João Carlos Luz dos Santos, Luis da Fonseca Santos, José Manuel Gonzaga Machado e o Sr.Ribeiro (assistente de Laboratório)

As "bonecas" de René Caillée

Humor antigo
com o traço de
René Caillé
in. "Anedota ilustrada" nº22
Julho/1962

- Desde que nos divorciámos, vem pagar-me a pensão
de alimentos ...em trabalhos domésticos!

23 novembro 2008

O Centro de Castelo Branco...

...em finais da década de 20, do século passado.
A fotografia é deficiente mas dá para entender.


A "baixa" da cidade de Castelo Branco em 1925 (?)

“Há anos, era assim o centro de Castelo Branco.
Vê-se na gravura o Edifício do Banco de Portugal e, ao lado, um terreno com algumas árvores onde, nas cálidas noites, o velho Policarpo, ali a dois passos, instalava mesas e servia refrigerantes. Era o luxo daqueles tempos patriarcais e austeros. Nesse terreno foi mais tarde, em 1933, construída a casa em cujo rés-do-chão esteve instalado o Café Arcádia (e em cujo 1ºandar viveu o médico militar Dr.Seabra de Almeida).
A rua estava a ser reparada e as carroças e juntas de vacas, que naquele tempo substituíam as camionetas, carregavam pedra e materiais."
À direita vemos o edifício, que ainda hoje existe, onde funcionava a firma “José António Grillo, Filhos, Ldª (fundada em 1858).”

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Cfr."Reconquista"
14.12.1958

Augusto Gil

Mater puchra filia pulchrior...

Entraram na conversa a filha e a mamã.
A mãe era bonita. A filha era-o também.

- Esta senhora é sua irmã?

Disse eu, interrogando a mãe.

E a mãe teve um sorriso de contente,

E a filha um sorrisinho de quesília...

- Que coisa comovente

É o amor de família!...


Augusto Gil
in "O Canto da Cigarra"

22 novembro 2008

Um belo grupo...

Férias em Castelo Branco
Abril de 1956

Em 1º plano: Gracinha Candeias, Maria Helena Pereira e Maria Manuela Monteiro.
Em 2º plano: José Galvão, Maria Irene Crespo, a irmã da Lena Pereira, Zézinha Pereira e Maria Júlia Costa

21 novembro 2008

Seria trágico...

O “espaço” ocupado hoje pelo Professor Carlos Fiolhais, no meu jornal, é mais uma vez digno de ser lido de ponta a ponta…

Carlos Fiolhais

Deixo apenas alguns apontamentos “em sublinhado”… mas convinha que o lessem na íntegra pois tem muito para meditar.
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Deu-lhe o título de “O monstro da 5 de Outubro”.
Não!... Não!... o “monstro” a que o Professor se refere… não é propriamente o mesmo em que o meu leitor estará a pensar… Carlos Fiolhais é um Homem inteligente e educado. Seria incapaz de tal vileza…
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Como sub-título, provavelmente da responsabilidade do jornal, aparece o seguinte:
Seria trágico se um processo que pretende assegurar
a qualidade acabasse afinal com ela.”

“A palavra "monstro" para designar o Ministério da Educação é muito anterior ao mandato dos actuais ocupantes da 5 de Outubro.”
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“Os professores, que, na sua esmagadora maioria, marcharam em protesto em dois fins-de-semana sucessivos (num com e no outro sem sindicatos) pelas ruas de Lisboa, vieram dizer uma coisa muito simples: querem ensinar sem o monstruoso sufoco de que são vítimas. De facto, ensinar é o que sabem e gostam de fazer e é, aliás, o que é preciso que eles façam. O ministério devia querer isso deles, mas a palavra parece banida do seu vocabulário. Se ele quisesse ensino, então precisaria mesmo deles, pois não há, obviamente, ensino sem professores.”
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Entre os professores, os melhores são os mais precisos. Para o seu apuramento é mister um processo de destrinça e de recompensa. Quero crer que a maioria dos docentes aceita um método de avaliação sério e competente, mas esse método terá pouco a ver com o caos que, burocraticamente, o monstro está a instalar nas escolas.”
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“Por outro lado, parece-me claro que os sindicatos não querem avaliação nenhuma, quanto mais não seja porque muitos dos seus dirigentes já não ensinam há muito tempo, e ficariam decerto chumbados se a qualidade do ensino fosse o factor decisivo na avaliação. O Governo tem todo o direito de combater os sindicatos. Mas já não tem o direito de confundir os sindicatos com os professores e de agredir indiscriminadamente os segundos descarregando a sua raiva aos primeiros. Governo e sindicatos são dois monstros em luta pelo poder e nem professores nem alunos deviam ser vítimas dessa luta.”
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Muitos dos melhores professores, para preservar a sua saúde mental, estão a abandonar a profissão, com manifesto prejuízo da qualidade do ensino público. O ministério, ao deixar que os melhores se afastem, comete um erro que irá custar caro a todos nós.
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“ De realçar que, ao arrepio de falsas divisões que foram cultivadas, os pais confiam nos professores e estão com eles. A Associação de Pais do D. Maria foi bastante clara: "Não queremos que esta escola perca a qualidade que tem".
Seria trágico se um processo que pretende assegurar a qualidade acabasse afinal com ela.
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São palavras sábias de um Professor universitário

Parabéns!... 21 de Novembro.

A Carla Ramalho faz anos hoje.
Parabéns!... e muitas prendas...
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Carla Maria Castelo Branco Ramalho

As minhas fotos preferidas...

Em Sesimbra
10 Nov 1969

Graça Araújo Teixeira

20 novembro 2008

Um depoimento a ter em conta...

Da autoria de António Galrinho, professor em Setúbal.


"Nos últimos dias recebi SMSs de diversos colegas alertando para a presença do Jorge Pedreira, secretário de estado da educação, numa palestra a realizar em Setúbal, no dia 16 de Novembro às 17h.

A palestra era subordinado ao tema “Política de Educação”, foi promovida pela distrital do PS mas era aberto a não-militantes. Eu lá apareci, pensando que ia encontrar vários colegas da nossa escola, mas fui o único…
No auditório da Estalagem do Sado, estávamos oitenta pessoas, o que corresponde a cerca de metade dos lugares. Esperava ver lá mais gente...
Quase todos os presentes eram militantes do PS e percebi mais tarde, pelas intervenções, que cerca de metade dos presentes eram, também, professores.

Eu, que sou apartidário e feroz crítico de quase tudo o que seja políticos e seus comportamentos, e nada habituado a estas lides, ali fiquei sentado ao lado de um colega de outra escola, na última fila.
Na mesa estava o secretário de estado, ladeado pelo ex-deputado, actual presidente da distrital do PS (e também pintor) Vítor Ramalho, e por um indivíduo que nunca falou e que desconheço. Na plateia reconheci de imediato o Humberto Daniel, ex-presidente da junta de freguesia de S. Sebastião e o Paulo Pedroso, deputado do PS.
A palestra foi um misto de operação de charme e de apalpar o pulso aos militantes sobre o assunto em causa. O secretário de estado falou durante 50m, ininterruptamente e sem recurso a qualquer tópico escrito. Trazia, natural e obviamente, a lição mais do que sabida. Disse essencialmente disparates, mentiras e até ofendeu os professores...
Depois houve inscrições para expor opiniões. 27 pessoas se inscreveram, entre as quais eu, que falei mais ou menos a meio.
Pensei que a generalidade dos militantes aproveitasse a ocasião para tecer elogios às virtudes do ECD e do seu modelo de avaliação, mas não foi isso que aconteceu.

Começou por falar o militante Chocolate Contradanças (é esse o seu nome) que foi professor e se disse desgostoso por ver o estado de desmotivação em que a sua mulher está, ela ainda professora, e referiu que o PS iria perder a maioria absoluta devido a esta ME; foi aplaudido.
O Humberto Daniel teve uma intervenção bombástica ao começar por dizer que “por muito menos o Correia e Campos foi para a rua”; foi aplaudido.

Outros militantes se seguiram.
O Paulo Pedroso teceu críticas ferozes, também preocupado com os resultados eleitorais. Disse “a Escola está agora pior” e, referindo-se a uma passagem do discurso do secretário de estado em que este dizia que os últimos dez anos foram uma barafunda (não me lembro se a palavra foi esta ou outra idêntica) nas escolas, Pedroso lembrou que “o PS esteve 7 desses 10 anos no governo”; foi muito aplaudido.
(…)
Chegou a minha vez e quis partir mais alguma loiça, pois estava revoltado sobretudo com uma frase dita pelo secretário de estado e que não havia sido ainda comentada por ninguém. No final do seu discurso ele havia dito, referindo-se às negociações com os sindicatos, que não estava na disposição de ceder nem de renegociar. Coroou o seu raciocínio com o provérbio chinêsQuando se dá uma bolacha a um rato, a seguir ele quer um copo de leite.” Assim, sem tirar nem pôr!
Depois de me apresentar, esclareci que sabia o que era uma metáfora mas que não podia ficar indiferente à contextualização dada àquele provérbio, onde os professores eram comparados aos ratos, e salientei:
Um professor pode até aceitar uma bolacha e pode até beber um copo de leite, mas também sabe desmontar uma ratoeira.
Tensão na sala, com muitos olhos em cima de mim, de pé, com o microfone na mão. Mas não fraquejei e achei que devia ser ainda mais contundente. Depois de referir as fraquezas deste modelo, a má-fé e as reais intenções que estão por trás dele disse:
Isto é uma palhaçada!
Continuei dizendo que o ME está sempre a passar à opinião pública que os professores trabalham poucas horas e que têm muito tempo de férias. Lembrei que:
— Em relação às horas, não sei como chegam a essa conclusão, pois eu nunca trabalho menos de 40h por semana, e é frequente trabalhar bem mais. Quanto às férias e às paragens, como nos podem atirar isso à cara se nos limitamos a cumprir o calendário estipulado pelo ministério? Até parece que os professores andam a roubar alguma coisa a alguém.
Sabia que estava a pisar terrenos argilosos, mas arrisquei de novo:
Isto é uma palhaçada!
Às tantas o Vítor Ramalho interveio e disse que não podia admitir esta linguagem, que se tratava de um encontro de militantes do PS onde as pessoas se respeitavam. Eu, que vejo na generalidade dos políticos pessoas que são tudo menos sérias, estive-me nas tintas para os seus pruridos. Perguntei-lhe se os não-militantes não podiam intervir. Ele disse que sim. Perguntei-lhe se me deixava continuar e concluir a minha opinião. Disse de novo que sim, e eu continuei. Para concluir lembrei-me de uma série de ataques que o secretário de estado fez aos professores e às suas formações. A esses ataques respondi:
Todos os professores têm formação média, superior ou equiparada, alguns têm mestrado, outros têm doutoramento. Fizeram profissionalização dentro dos moldes estipulados superiormente. Fazem acções de formação e actualização com regularidade. Como nos podem atirar também isso à cara? Lembro que mais de 90% dos professores têm habilitações académicas superiores às do primeiro-ministro.
Aí é que foram elas! Não se podia falar mal do ai-jesus de todos eles, ali. Pateadas da mesa e de muitos dos presentes na plateia. Ainda perguntei, por duas vezes:
Estou a dizer alguma mentira?
Ninguém me disse que não. Sentei-me; ninguém bateu palmas. Ouvi atentamente as intervenções seguintes, que pouco adiantaram ao já dito…
Foi assim a minha aventura de quatro horas.

António Galrinho

Beira Baixa - Notícias de 1958 - Abril

6 de Abril
Aniversário
Faz anos no dia 9 de Abril, o Sr. Carlos Alberto Barroso Ribeiro Costa.
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6 de Abril
Cultura
É já na 6ªfeira o espectáculo dos Estudantes da Universidade de Coimbra (Teuc) --- Grande procura de bilhetes.
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6 de Abril
O Teuc será apresentado pelo Sr. Dr. José Lopes Dias que aceitou o convite que lhe fez o Dr.José Vasco Mendes de Matos, delegado do Teuc nesta cidade.
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20 de Abril
Aniversário
Fez anos ontem o Sr. Dr. Carlos Bento, Professor na Escola Comercial e Industrial.
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20 de Abril
Aniversário
Faz anos amanhã a Sr.ª D. Fausta Falcão Castanheira, esposa do Sr. Mário Castanheira.
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20 de Abril
Aniversários
Faz anos no dia 26, a Sr.ª D. Maria da Piedade Pinto Cardoso da Costa Salema.
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20 de Abril 676

Círculo Cultural em Marcha
Realizou-se na 2ªfeira, na Assembleia, a segunda reunião da Direcção do Círculo Cultural, sob a presidência do primeiro presidente em exercício, Snr. Dr. José Lopes Dias, na qual se pretendeu estruturar, a máquina administrativa do Círculo, primeiro passo para a consolidação do mesmo.
Tratou-se também da instalação provisória da sede do Círculo, esperando-se que este assunto seja em breve resolvido, com a boa vontade das entidades oficiais. E oxalá essa solução provisória passe rapidamente a definitiva, para o que daqui lançamos o nosso apelo no sentido de todos se unirem para a realização de um projecto que anda no ar e que já tem sido agitado nestas colunas.
Trata-se da possível construção no local do actual mercado – logo que este dali seja retirado – dum edifício que englobasse o Museu Tavares Proença – pessimamente instalado, como sabemos -- , a Repartição do Turismo, um amplo Salão para Conferências e Concertos e outros reputados necessários para a valorização cultural e turística da nossa cidade.
Este assunto foi também ventilado na sessão já referida dos Corpos Directivos do Círculo, que podem contar com o nosso jornal para a defesa e explanação dos seus anseios e iniciativas.
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Sócios para o Círculo
A Comissão angariadora de Sócios começou já a percorrer a cidade e arredores, esperando ainda colher inscrições para o Círculo entre as pessoas ausentes da cidade e da província.
Que todos a recebam bem e marquem a sua presença, inscrevendo-se como sócios do Círculo Cultural.
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20 de Abril
Novo Lar
Em Idanha-a-Nova, no dia 16, realizou-se o casamento da Sr.ª D. Maria da Graça Sanches de Melo Campos, gentil filha do Sr. João Torres Campos, comerciante e proprietário e de sua falecida esposa Sr.ª D. Maria Margarida de Melo Campos, com o Sr. Silvério Neves Grilo, comerciante, em Castelo Branco, filho do proprietário Sr. Júlio Ribeiro Grilo e de sua falecida esposa Sr.ª D. Maria Salomé Neves Grilo.
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20 de Abril
Cultura
Embaixada de Coimbra
O “Velho e Moço Gil Vicente” no Teatro de Estudantes da Universidade.
“O público albicastrense reagiu inteligentemente" disse-nos o Sr. Prof. Doutor Paulo Quintela.
O Sr. Dr. José Lopes Dias fez o discurso de apresentação.
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20 de Abril
Militar
750 recrutas nas duas unidades de Castelo Branco, sendo 80 voluntários.
A incorporação de recrutas provoca sempre certo interesse. Animam-se os Quartéis talvez mesmo os oficiais que têm à frente a dura prova de instrução, e as famílias dos novos soldados vêm com eles à cidade, como quem leva um menino à escola.
Este ano, em Caçadores, entraram cerca de 290 mancebos e, em Cavalaria, 380. Há ainda 80 voluntários, entre eles, alguns que frequentaram os Seminários, outros que se aborreceram da vida rural e têm em mira, depois da tropa, uma farda de polícia ou guarda-fiscal.
Que tudo lhes corra bem.
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20 de Abril
Vice Presidente da Câmara
Foi nomeado, conforme se esperava, vice presidente da Câmara Municipal, o sr. Dr. João Sequeira Faria e Sousa que desempenhou até há pouco, interinamente, o cargo de secretário do Governo Civil.
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20 de Abril
Bodas de prata do Curso de 1932/33, do Liceu de Castelo Branco

"Os rapazes – hoje respeitáveis chefes de família – que frequentaram e concluíram o 7º ano, no Liceu desta cidade, em 1932/33, vão festejar as Bodas de Prata do curso, reunindo-se em Castelo Branco, nos próximos dias 3 e 4 de Maio."

19 novembro 2008

Jeu de Paume - Paris

Le Déjeuner sur l’herbe
Édouard Manet
1832 – 1883


Le déjeuner sur l'herbe
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Recusado no Salon, "Le Déjeuner sur l’herbe" acaba, ainda em 1863, nos Refusés. Mais do que nunca, Manet é agora atacado por ter ousado pintar um nu feminino que não era uma alegoria, O moralismo hipócrita domina a cena parisiense: Manet aflige-se, mas nada faz para ganhar os favores da corrente. A firmeza da sua atitude é exemplar. Sente que, para além da temática, só a liberdade poderá gerar uma renovação concreta da linguagem. Os indícios desta renovação são já claramente manifestos no Déjeuner. É evidente que, para ele, o nu é, antes do mais, uma zona de cor clara, necessária no contexto da representação cromática.
O Déjeuner situa-se entre os antecedentes mais significativos da futura poética impressionista: note-se, por exemplo, a trama que a luz tece, sobre o fundo, com a sua vibração mutável entre as copas das árvores e o esfumar das águas, que por sua vez se tornam levemente densas pelo fluir luminoso; e note-se também a diferente modulação da perspectiva, que já anuncia uma óptica nova.
Observado sob outro ponto de vista, este quadro é igualmente importante como documento de uma época, subentendendo-se o ideal da vida no campo, a exigência da integração na natureza que, na segunda metade do século XIX, voltam a ser propostos como um retorno ao éden original, no mito do paraíso terrestre: reacção, talvez inconsciente a princípio, à civilização industrial, que violentou a cidade e a vai transformando em grande metrópole.

Cfr. Carlo Munari
In “Grandes Museus do Mundo”
Ed.Verbo – Setembro/1973

As minhas turmas... 7ºN - 1975/76

7ºAno – Turma N
Em 1975/76
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais
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Estávamos no segundo ano da revolução de Abril.
Talvez por necessidade de se afirmarem em liberdade, os alunos deixaram de entregar as suas fotografias no início do ano, na Secretaria do Liceu.
Tenho pena de não poder mostrar as fotos dos alunos desta turma, muitos dos quais foram belíssimos alunos e por quem tenho uma estima especial.
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Adriano António Almeida Costa
António Ângelo Pinhão Lopes Cruz
Arcelina Maria da Rocha Brás
Carlos Manuel Gomes
Célia Maria Pereira Calado
Célia Santana Paulo
Filomena Maria Almeida Santos
Helena Maria de Sousa Gonçalves
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Idalina Maria Bonito Carvalho
Isabel Maria Azinhais Vicente
Jorge Manuel Pinhão Lopes Cruz
José Fernando Pinto Marques
José Manuel Valente Cabeçadas

Manuel Henrique Costa Domingos
Maria do Carmo Mendes Faria Mourato
Maria da Conceição Lousada Silva
Maria de Fátima Coelho Rodrigues
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Maria Filomena Bento Azougado
Maria Isabel Batista Couceiro
Maria José Almeida Santos
Maria de Lurdes Almeida Quitoles
Maria de Lurdes Soares Lucas
Maria Margarida Palhinhas Leite Mendes

Maria Matilde Parente Vale Silva
Maria Teresa Fernandes Chitas
Ricardo José Chora Carvalho Pinto
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Rui Manuel Albuquerque Foles
Rui Manuel Chagas Ramusga
Sílvia Maria Costa Sousa Cunha
Suzete Maria Gomes Lourinho
Teresa Maria Carrapeta Leal
Lígia Maria Ribeira de Carvalho
Pedro Manuel Coelho Oliveira Sousa
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Desta turma guardo algumas fotografias obtidas numa Visita de Estudo à Arrábida.

Entre os presentes, a Matilde Vale Silva, o Pinto Marques, a Guida Leite Mendes e a Filomena Azougado.

Uma estrada da Arrábida sem movimento nenhum... em Junho de 1976. Aqui aparece também a Célia Calado.

Também eu fiquei para a posteridade...O José Manuel Cabeçadas ofereceu-me, em Julho passado, esta foto que me tirou naquele dia cheio de sol.

18 novembro 2008

Setubalense 1957 Fevereiro

06-02-1957
Casamento
Realizou-se no domingo, por procuração, o casamento da srª D. Maria Susete Figueiredo Pereira Rica... com o sr. Altinino Fernandes Gonçalves, tenente de Artilharia, em serviço em Luanda.

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06-02-1957
Óbitos
Faleceu em Lisboa, com 94 anos, tendo-se realizado ontem o seu funeral para o cemitério de Setúbal, a srª D. Maria Inocência Pombo Ahrens Teixeira viúva, natural desta cidade, mãe das sras. D. Berta Ahrens Teixeira Pissarra, D. Ana Ahrens Teixeira Esteves e dos srs. Mário, José e Luis Ahrens Teixeira. Era irmã da srª D.Ana Ahrens Novais e tia dos srs. Francisco, António e Fernando Ahrens Novais.
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09-02-1957
J.A.P.S.
O Porto de Setúbal ultrapassou um milhão de toneladas

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13-02-1957
Associações Sociedade Histórica da Independência de Portugal
Novos Corpos Gerentes eleitos em 29-01-1957
Assembleia Geral
Presidente : Capitão Luis Vila Verde
1ºSecretár : Alberto Carlos Alcobia Carriço
2ºSecretár : Francisco Henriques de Jesus
Suplente : Manuel Lourenço Carqueijeiro Jr.
Direcção
Presidente : Coronel Augusto de Carvalho
Secretário : Ten.Cesar Paz Segurado
Tesoureiro : Ten.Manuel Simões Rosa
1ºVogal : José Veríssimo Abrantes
2ºVogal : Manuel Vidigal Biscaya Alves
Suplente : Hugo Arôcha Quintans
Conselho Fiscal
Presidente : Eng.Humberto Ferreira da Cunha
Relator : Leonardo Neto Pereira
Suplente : João Manuel da Costa Teixeira

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13-02-1957
Era Juiz do 2º Juizo, o sr. dr. Agostinho Antunes Campos de Carvalho

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16-02-1957
S.M.Isabel II, Rainha dos Ingleses, Soberana da Simpatia dos Portugueses
A chegada de Sua Magestade Britânica.
Às 7h 30m da manhá, o iate real "Britânia" vindo de Gibraltar devia entrar no nosso porto. À entrada da barra, subiram para bordo o capitão do porto de Setúbal, sr. Capitão de Fragata Laurindo Henrique dos Santos e o Piloto Mor sr. Cândido Bogarim que, com a sua comprovada perícia, conduziu o navio real até ao fundeadouro.

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16-02-1957
Núcleo Académico
O Núcleo Académico de Intercâmbio Cultural de Setúbal elegeu a Mesa da Assembleia Geral que ficou assim constituida:
Presidente : Dr.Manuel Mendes Carqueijeiro
V.Presiden : Manuel Maria Poirier Brás
1ºSecretário: José Fernandes Alves Cândido
2ºSecretário: Artur Ribeiro
3ºSecretário: Aníbal Pinho de Brito Pescadinha
Administrador do património : Rui Cândido

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18-02-1957
Cidade
Milhares de pessoas aclamaram ontem a Rainha da Inglaterra no seu passeio pelos arredores de Setúbal.

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18-02-1957
Falecimento Dr. Henrique de Machete
Na sua residência da Praça da República, faleceu ao princípio da madrugada de ontem, vitimado por um ataque cardíaco, o médico sr. Dr. Henrique Chancerelle de Machete, director dos Serviços de Medicina do Hospital da Misericórdia desta cidade. Foi presidente da extinta Junta Geral do Distrito e, ultimamente, pertencia à Vereação da Câmara Municipal de Setúbal.

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18-02-1957
Cultura
Poema "Real Arrábida". de Medronho da Mata.

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25-02-1957
Era Chefe da Secretaria da Câmara Municipal de Setúbal o sr. Dr. Francisco Guimarães.

17 novembro 2008

Parabéns!... 17 de Novembro

A Maria Regina faz anos hoje!...
Mil parabéns e um xi-coração grande.

Maria Regina Bidarra Gomes

16 novembro 2008

Fenómeno...

in "Correio da Manhã"
31.Out.2008
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...José Sócrates acompanhou com três anos de idade as presidenciais norte-americanas.
Bebés assim só em Vilar de Maçada...

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As palavras são do primeiro-ministro José Sócrates na extensa entrevista que concedeu no último fim-desemana:
"Sou, digamos assim, da geração Kennedy. Essa eleição representou já um momento histórico. Lembro-me do debate que houve na América quando, pela primeira vez, um católico se candidatou a presidente. O próprio Kennedy teve de vincar bem que nunca receberia ordens do Papa enquanto presidente dos EUA. Lembro-me bem do que isso significou."

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Nos meios socialistas, e não só, estas palavras causaram espanto ou perplexidade. O caso não é para menos: se a biografia oficial está correcta, José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa nasceu no dia 6 de Setembro de 1957 em Vilar de Maçada, concelho de Alijó, distrito de Vila Real. E John F. Kennedy foi eleito presidente dos EUA em Novembro de 1960, com uma vantagem de 112 881 votos sobre o republicano Richard Nixon. Isto é, nesse tempo José Sócrates tinha três anos de idade. Perante estes factos, há quem entenda que o primeiro-minitro é um sobredotado. Mas há quem tenha outra explicação para este facto extraordinário. A certidão de nascimento pode ter sido adulterada por alguém ou o registo ter sido feito mais tarde e Sócrates ser mais velho do que pensa.
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by António Ribeiro Ferreira

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Um homem credível, este que preside ao actual Governo!...

Uma entrevista…

José Manuel Fernandes e Graça Franco
conversam com
João Lobo Antunes

in. "Público"
16.11.2008

Prof. Dr. João Lobo Antunes

Leu o Estatuto do Aluno e ficou apavorado.
Tem falado com muitos professores e percebeu que o seu desconforto tem motivos que vão muito para lá das guerras da avaliação.
Defende ainda que educar não quer dizer que os estudantes sejam obrigatoriamente felizes nas escolas, antes que recebam os instrumentos para construírem a sua felicidade.
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Apenas escolhi alguns excertos sa entrevista que merecem reflexão.
No entanto, a entrevista merece ser lida na íntegra.
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…e se entendo que é um princípio fundamental o respeito por qualquer profissão, o respeito pelos professores é ainda mais importante, pois o futuro do país depende da educação dos seus cidadãos.
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… a questão era muito mais funda e não podia ser reduzida ao problema da avaliação. Depois, como médico, recebo muitos professores no meu consultório, conheço muitos professores, e nos últimos meses ainda não vi um feliz. Isso é altamente preocupante. As pessoas não estão satisfeitas, sentem-se muito limitadas no que fazem, até na capacidade de preparar as aulas, sentem-se encerradas numa "gaiola de ferro" burocrática. Encontro professores que, por doença, ficaram limitados, que são excelentes professores mas a quem dizem que ou trabalham de uma determinada maneira ou não podem entrar na escola. Como o consultório de um médico é um pouco como um confessionário, percebi que havia uma grande insatisfação que, agora, explodiu.
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Acho que a palavra-chave é sensibilidade. E também afecto. É preciso olhar para isto de outra forma. Não vai à força, nunca foi. É necessário perceber as causas do descontentamento. Quando não há realização profissional, quando os professores não se sentem bem com o que estão a ter de fazer, nunca poderão dar o seu melhor à escola e aos alunos. Isto é uma verdade auto-evidente.
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Ora, o que tenho sentido é que os alunos estão a ser esquecidos nesta discussão. Os professores tinham um trabalho a fazer, e basta ver como o processo dos exames do ano passado correu bem para ver que o fizeram. Mesmo não sendo fácil: sempre que me convidam, vou falar às escolas, e quando olho para aquelas turmas, para aqueles alunos, vejo como é difícil tê-los na mão.
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Os professores sentem que alguns instrumentos que tinham para controlar as turmas lhes foram retirados...Eu li o Estatuto do Aluno e aquilo é absolutamente mirabolante. Até o português que utiliza é de uma complexidade artificial, é o "eduquês" oficial, pelo que quando vejo aquela escrita desconfio do pensamento que a gerou, de como essas pessoas entendem a Educação
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A escola não serve para manter alunos felizes. Já o Presidente Wilson, dos Estados Unidos, que antes era reitor da Universidade de Princeton, dizia que a preocupação de que os meninos têm de ser felizes na escola não faz sentido.
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…primeiro que tudo, é necessário olhá-los nos olhos. Depois não se pode ter medo. Este ano dei duas aulas aos alunos do primeiro ano, a uma assembleia larga que bateu palmas no fim, e disse-lhes que tinham uma obrigação moral pelo simples facto de terem entrado para Medicina, até porque à porta tinham ficado muitos, se calhar alguns melhores do que eles. Disse-lhes que, quando se entra para uma universidade, assume-se um compromisso moral que tem de ser respeitado. E que isso implica muito trabalho. É importante que isto lhes seja dito sem medo.
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A palavra-chave é sensibilidade. E também afecto.
.É preciso olhar para isto de outra forma.
.Não vai à força, nunca foi.

O respeito pelos professores é ainda mais importante,
pois o futuro do país depende da educação dos seus cidadãos.”
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Talvez a DrªMaria de Lurdes Rodrigues possa ter tempo para ler o pensamento de João Lobo Antunes... e os seus dois "auxiliares" também...
Só lhes faria bem!...

As "bonecas" de Oziouls

Humor antigo
com o traço de
Oziouls
no "Mundo Ri", nº 107
Março-Abril/1961
- Não tenhas "peneiras"... Se me sento nos teus joelhos é
só porque o banco está molhado!...

15 novembro 2008

Museu do Louvre

Susana no Banho
Jacopo Robusti
dito O Tintoretto
1518 – 1594


Susana no Banho

"O quadro representa uma jovem nua, de perfil, sentada sobre os seus próprios vestidos, que estão por terra, e com o rosto completamente voltado para o observador. Acaba de sair da água e entrega-se aos cuidados das servas: a uma, vestida de granada, estende o pé esquerdo; à segunda confia os cuidados da cabeleira. A cena passa-se ao abrigo de um bosque sombrio, percorrido por inesperados raios de luz, que valorizam a escultórica alvura do nu. À direita, ao fundo, numa espécie de loggia, em parte escondida pela verdura, surgem os dois velhos de que fala a Bíblia. As moduladas alternâncias de luzes vivas e ligeiras sombras, a riqueza de vegetação, os matizes, a lânguida atitude de Susana atestam maravilhosamente a técnica, a audácia, a arte movimentada do Tintoretto. Este quadro fora adquirido por Luis XIV."

Cfr. Maximilien Gauthier
In “Grandes Museus do Mundo”
Ed.Verbo – Setembro/1973

14 novembro 2008

Escrito no vento…

Recordando…

Maria Irene Crespo
em Maio de 1960

“A sexualidade (características morfológicas, fisiológicas e psicológicas relacionadas com o sexo) apresenta na sua definição uma larga amplitude de conceitos, quer no campo biológico, afectivo, ou comportamental, evoluindo ao longo dos níveis etários e, dentro do mesmo nível, de modos diferentes.
Fortes emoções e sensibilidades vão disparando, sendo marcantes e orientadoras de todo o processo evolutivo biológico, mas que se vão dissipando ao atingir a estabilidade emocional, deixando sempre um rescaldo de recordações que nenhuma lágrima apagará e que ficará retido no nosso subconsciente.
Pode suceder que, após longos anos de ausência, em circunstâncias perfeitamente normais ou ocasionais, o rescaldo, que ficou moendo, avive e toda a vivência do passado, que parecia esquecida e esgotada, emane sem constrangimentos, mas repleta de alegria, com manifestações exteriores controladas, que nos coloca num patamar muito mais forte de emoções, de recordações mais saudosistas do que quando éramos jovens.
É um despertar harmonioso, às vezes um pouco fantasista, mas enquadrado numa área cujos limites estão bem definidos por uma profunda, pura e sincera amizade.”

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A recordadora,
MªIrene Crespo

13 novembro 2008

Última hora...

Alunos de Chelas lançam tomates contra secretários de Estado
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Valter Lemos e Jorge Pedreira estiveram esta tarde ‘debaixo do fogo’ dos alunos da Escola Secundária de D. Dinis. A polícia de intervenção foi chamada para proteger os dois secretários de Estado de Maria de Lurdes Rodrigues
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Uma reunião dos secretários de Estado da Educação com a direcção da Escola Secundária de D. Dinis, em Chelas, transformou-se em mais um protesto contra a política do Governo. Os alunos insultaram e alvejaram com tomates os dois governantes .
A polícia de intervenção foi chamada ao local para proteger Valter Lemos e Jorge Pedreira, que se haviam deslocado à escola para um encontro sobre o sistema de avaliação dos professores.
O encontro, porém, foi interrompido por alunos que tentaram atingir com objectos os dois governantes.
Este incidente ocorre dois dias depois de Maria de Lurdes Rodrigues ter sido alvo de um protesto idêntico, em Fafe. O carro da ministra foi atingida com ovos, pelos alunos.
José Sócrates lamentou ontem esse incidente com a ministra.

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Cfr.Margarida Davim,
Sapo "on-line"
16:25

Carta à ministra da Educação...

...sobre a minha incredulidade.
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Fiz parte dos cerca de 100.000 a 120.000 professores que, pela segunda vez este ano, se manifestaram nas ruas de Lisboa.
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Ouvi e li com atenção as suas declarações, durante e após a manifestação, e a minha reacção só pode ser de incredulidade:
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- pela forma como pretende fazer passar para a opinião pública a ideia de que estes tantos docentes são uns ignorantes manobrados por estranhas forças ou movidos por desígnios partidários;
A “menistra” é mentirosa!

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- pela forma como diz que os sindicatos estão a incentivar os professores a não cumprir a lei, quando sabe (ou devia saber) que esta questão há muito ultrapassou o domínio dos sindicatos;
A “menistra” é mentirosa!

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- pela forma como diz que a lei tem de ser cumprida, independentemente das suas consequências e efeitos, como se o fim de qualquer política não fosse sempre melhorar as condições de vida das pessoas concretas. As leis, quando são comprovadamente más leis, alteram-se, revogam-se - acontece nas democracias saudáveis;
A “menistra” é irresponsável!

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- pela forma como diz que as escolas estão a trabalhar normalmente, quando sabe (deve saber) que milhares de professores de centenas de escolas suspenderam o processo de avaliação;
A “menistra” é mentirosa!

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- pela forma como diz que os professores avaliados só têm de preencher uma ficha, quando conhece a lei que publicou e sabe que não é assim. O preenchimento dessa ficha é o início de um longo processo de rigor muito duvidoso e que obriga a um dispêndio de energias insustentável;
A “menistra” é mentirosa!

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- pela forma paternalista como diz que compreende o descontentamento dos professores porque têm hoje muito trabalho, quando sabe ou devia saber que muito dele é desqualificado, é um trabalho de amanuense e de secretaria que desvirtua e empobrece a acção profissional;
A “menistra” não sabe o que diz!

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- pela forma como diz que são as escolas e os órgãos de gestão que complicam, quando sabe que é o modelo em si que induz a essa complicação, a uma fragmentação impossível, resultando na mais completa ineficácia.
A “menistra” não entende o que se passa !

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- pela forma "conveniente" como se agarra ao "memorando", pretendendo confinar mais uma vez este assunto aos sindicatos, quando agora já não restam dúvidas de que ele os ultrapassa largamente;
A “menistra” não entende o que se passa !

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- pela forma como tenta passar a mensagem de que os professores não querem ser avaliados, quando sabe que estes são os primeiros a exigir um modelo de avaliação sério;
A “menistra” é irresponsável !

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- pela forma como diz que este modelo de avaliação garante ao país qualidade de ensino, quando todos sentimos que o efeito é a degradação dessa qualidade;
A “menistra” não entende o que se passa !
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- pela forma como diz que este modelo de avaliação não penaliza nenhum professor, quando sabe que a questão não é essa; esgota-os e, portanto, penaliza os alunos e, portanto, penaliza também a escola pública, não trazendo nenhuma mais-valia ao ensino;
A “menistra” não entende o que se passa !

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- enfim, pela estranha concepção que tem da democracia participativa e por se arrogar o direito exclusivo de ter razão, contra 120.000 que estão enganados ou não sabem pensar... 120.000,

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que estão nas escolas todos os dias,
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que tentam ensinar bem o que sabem;
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que lutam todos os dias por uma escola pública de qualidade;
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que resolvem todos os dias questões sociais que a sociedade não resolve;
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que trabalham aos fins-de-semana, para que os seus alunos não sejam prejudicados;
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que têm o espírito de missão a que esta profissão obriga; mas que não cedem a chantagens de não progressão na carreira (há quanto tempo não progridem?);
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que não querem ser cobaias em laboratórios;
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que estão convictos de que não é assim que se defende uma escola pública de qualidade.

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Faço parte de um órgão de gestão. Pus a hipótese de me demitir. Mas não. Não sou eu que tenho que me demitir.
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Maria do Rosário Queirós
Professora da Escola Secundária Clara de Resende
Porto, 9 de Outubro de 2008.

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Cfr."Público"
13.11.2008
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Vá-se embora "senhora menistra"!!!...
Estamos fartos das suas asneiras!!!!!...
Espero que não tenha a veleidade de regressar ao ensino depois desta sua passagem pelo Ministério... Há sempre uma boa "posta" à espera de ministros incompetentes...

Parabéns!... 13 de Novembro

Parabéns!...
O Luís faz anos hoje.
Para ti um abraço amigo...

Arq.Luís Marçal Grilo

12 novembro 2008

D.Maria Amália de Sampayo Torres Fevereiro

Faleceu hoje, em Lisboa, a minha primeira Professora.
A D.Maria Amália foi fundadora e primeira Directora
do Jardim Escola João de Deus, de Castelo Branco.

D.Maria Amália Fevereiro
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Tinha festejado os 100 anos em 8 de Agosto,
rodeada de muitos amigos que com ela aprenderam
as primeiras letras ao mesmo tempo que aprenderam a ser gente.
Que descanse em paz
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O funeral realiza-se amanhã, em Castelo Branco

As minhas fotos preferidas...

Portinho da Arrábida
19 de Setembro de 1968

Antonieta

Grupo em férias

Castelo Branco
Férias do Natal,
Dezembro de 1955 (?)

Em 1ºplano: jjmatos e Luís Marçal Grilo
Em 2ºplano: José Galvão, Maria Irene Crespo, Leonor, NN, Tó Zé Proença, Maria Júlia Costa, Zezinha Folgado Pereira, Manuela Monteiro e Ilda do Carmo Silva.

11 novembro 2008

Beira Baixa - Notícias de 1958 - Março

Por não exitir o volume da "Beira Baixa" - 1958, na Biblioteca Municipal,
utilizámos a informação do Semanário "Reconquista"
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02-03-1958
Novos Lares
Na Igreja de Benfica em Lisboa, realizou-se o casamento da srª D.Isabel Marques Aniceto, professora do Jardim Escola João de Deus, com o sr. Capitão Duarte Dias Marques.
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09-03-1958
As Bodas de Ouro da Farmácia Grave.
Passou na última 4ªfeira, o Cinquentenário da abertura ao público da Farmácia Grave, desta cidade.
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16-03-1958
Acidente
Descarrilamento do combóio

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16-03-1958
Foi nomeado Secretário do Governo Civil o sr. Dr.João Baptista Alves da Costa.
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23-03-1958
Aniversários
Em 25 de Março faz anos a menina Maria Filomena Sanches Vaz Pardal.
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23-03-1958
Aniversários
Em 25 de Março faz anos a menina Maria João Vaz Preto Abrunhosa
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23-03-1958
Aniversários
Em 29 de Março faz anos a Srª D. Maria Teresa Vaz Álvares de Carvalho.
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23-03-1958
Eng.Alfredo Mota
Foi nomeado Presidente da Direcção da Associação de Regantes e Beneficiários de Idanha a Nova, o sr.EngºAlfredo Teixeira da Cunha Mota.
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30-03-1958
Falecimento
Arnaldo Seixas ( = Verniz)
Faleceu ante ontem o sr.Arnaldo Artur Seixas, de 66 anos, casado com Isabel Duarte. Deixou 5 filhos. Natural de Lisboa, viera para Castelo Branco há 37 anos onde durante os primeiros anos exerceu exclusivamente a profissão de engraxador.