30 setembro 2007

Num baile...

...no Clube Setubalense
São alunas da minha primeira turma do 7ºAno
no ano lectivo de 1961/62

Da esquerda para a direita:

A Dilete Angelo, a Glicínia Gustavo Maia, a Eugénia Catraio,
a Cristina Grilo, a Maria de Lurdes Almeida e Silva, a Margarida Gonçalves,
Maria Isabel Duarte Correia (? meio encoberta), NN,
Maria da Anunciação Couto, Maria da Graça Afonso Batista, Natividade Maria Angelo e Maria de Lurdes da Cruz Tavares.
(foto cedida pela Maria Eugénia Catraio)

29 setembro 2007

Eles foram meus professores...

Ano lectivo de 1953/54
Desenho Biológico
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cadeira do 1ºano do
Curso de Ciências Biológicas
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Seomara da Costa Primo
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Seomara da Costa Primo - 1985/1986

Seomara da Costa Primo distinguiu-se como professora do Ensino Liceal e do Universitário, investigadora nas áreas das Ciências Naturais e da Educação, e como activista do movimento associativo do professorado do ensino liceal.

Filha de Maria Luísa Buttuller e de Manuel da Costa Primo, nasceu em Lisboa, na freguesia do Socorro, no dia 10 de Novembro de 1895 e veio a falecer na Amadora, onde viveu cerca de meio século, no dia 2 de Abril de 1986.
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Frequentou como aluna o liceu Passos Manuel, enquanto vivia com seu pai na Rua de S. João da Praça. Nesse liceu, terminou o Curso Complementar de Ciências em 1913, entrando de seguida na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa onde concluiu o Curso de Ciências Histórico-Naturais em 1919.
No decurso do ano lectivo de 1917-18 frequentou na Faculdade de Medicina as cadeiras de Histologia e Embriologia.
Exerceu o cargo de preparadora do Instituto de Histologia e Embriologia sob a orientação do Prof. Celestino da Costa.
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Em Fevereiro de 1922 fez o Exame de Estado, com 18 valores e integrou o núcleo de professores do Liceu Almeida Garrett que mais tarde se transformou no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho

A professora e um "fiel amigo" (1930 ?)

Seomara da Costa Primo acumulou a docência universitária com a função de professora do Liceu, no período que vai de 1921 a 1942.
Em 1942 defendeu a Tese de Doutoramento, tendo sido a primeira mulher a doutorar-se em Ciências, o que lhe valeu a divulgação do ocorrido na Imprensa quotidiana bem como o acesso à cátedra de Botânica na Faculdade de Ciências de Lisboa em 1943.

Regeu as cadeiras de Morfologia e Fisiologia Vegetais, Botânica Geral e Botânica Sistemática e, a partir de 1949, a de Desenho Biológico.



Fui aluno da Professora Seomara na cadeira de Desenho Biológico em 1954. Estava ela já com 68 anos mas perfeitamente capaz de desempenhar as suas funções. Tínhamos aulas no primeiro andar, numa sala que se sobrepunha àquela onde tínhamos aulas de Matemáticas gerais com o Doutor Peter Braumann ( * ), no início do corredor grande do edifício, no piso de entrada.
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Lembro-me da Doutora Seomara, já com muita idade,mas sempre simpática e pronta a aconselhar e a corrigir muitas vezes, as “obras-primas” que desenhávamos para que ela pudesse classificar-nos. Umas folhas de “Ficus elástica” ou de “Castanea sativa” quase sempre acompanhadas com um ou dois “ouriços”… ou ainda as belas folhas de Plátano com aquele tom castanho dourado que antecede a época da queda… Havia colegas nossas que desenhavam maravilhas com um pormenor meticuloso que a maioria de nós invejava… O único desenho de que me orgulhei, feito nas aulas da professora Seomara da Costa Primo, foi o de um tigre, feito a carvão, que mantive em casa durante anos… Agora que precisei de o rever de novo, não consegui encontrá-lo!
São da nossa colega de estágio, no Liceu Pedro Nunes, a Professora Salomé Soares Pais, que pisou os corredores daquela Faculdade de Ciências na rua da Escola Politécnica, uns anos mais tarde, as palavras com que se refere à Professora de Desenho:
Deslocava-se habitualmente junto de cada aluno que, em pé, no seu estirador, passava as aulas de Desenho Biológico, no 1º andar da Faculdade de Ciências de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, tentando por vezes com dificuldade, fazer ressaltar um pormenor da folha ou da flor de uma Angiospérmica ou dar expressão ao bico do mais simples dos pássaros.
Quando necessário, a Prof. Seomara pegava no lápis e, como boa desenhadora Biológica que era, rapidamente corrigia a perspectiva ou exprimia o rigor da nervação ou recorte da folha desenhada
”.
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Seomara da Costa Primo publicou um grande número de livros para o ensino liceal. Eu próprio estudei no 2ºCiclo do Curso dos Liceus por um seu Compêndio de Botânica que anos mais tarde era ainda adoptado para os meus alunos do 4º e 5º anos.

Uma aguarela de Seomara Costa Primo

O morangueiro bravo (Fragaria vesca)

Segundo Helena Antunes e Cecília Galvão, autoras de um trabalho sobre esta professora, “entre o início da década de 30 e a década de 60, publicou um apreciável número de manuais para o ensino liceal – Botânica, Zoologia e Biologia – aprovados em concursos e oficialmente adoptados que, ao longo de aproximadamente quatro décadas , acompanharam sucessivas gerações de alunos.”

Na cidade da Amadora, onde viveu os últimos 50 anos, a Comissão de Toponímia atribuí o seu nome a uma das suas ruas. Também a uma Escola Secundária da Amadora foi dado o nome de "Seomara da Costa Primo".

“Aposentou-se em 1962 e, os seus últimos anos de vida foram passados com grandes dificuldades de subsistência”…

Faleceu em 2 de Abril de 1986.

Alguma da informação que recolhi foi retirada da obra "Memórias de Professores Cientistas", ed.FCUL- 2001

( * ) Apenas um apontamento histórico:

Na ausência de Vicente Gonçalves, em Outubro de 1953, foi o professor alemão Peter Braumann quem regeu o Cadeira de Matemáticas Gerais, o que fez muito à base do Cálculo de Probabilidades e Estatística… Para meu próprio espanto, e para o espanto de muita gente que me conhecia, a primeira cadeira que fiz na Faculdade de Ciências de Lisboa foi... a Matemática!
Este professor, a quem por chalaça tratávamos por "Pedro Castanho", era um “refugiado” alemão e, também,um “crânio” em Xadrez…
Quando no início de 1940, o Dr.Alexandre Alekhine esteve em Portugal, disputou algumas “simultâneas” no Estoril e em Lisboa.
Alekhine é a referência mundial do Xadrez de todos os tempos. Em 1 de Fevereiro daquele ano, disputou na Sociedade de Geografia, perante uma assistência de mais de 600 pessoas, uma simultânea com 40 dos melhores xadrezistas nacionais.
Ao cabo de oito horas e meia de luta, o campeão encontrava-se visivelmente cansado. Os seus formidáveis recursos ainda lhe valeram em bastantes partidas, entre as quais é digna de citação a jogada pelo novel xadrezista Peter Braumann: um gambito letão que desorienta o campeão do mundo. Braumann chega a jogar com duas damas mas, apesar disso, Alekhine obtém um empate.”
In, “Recordações da primeira visita a Portugal. Dr.Alexandre Alekhine, Janeiro de 1940”



28 setembro 2007

Santana vs Mourinho

Ainda no Público de hoje.

Na secção Cartas ao Director aparece um "título" um pouco descabido já que Mourinho é alheio ao que se passou nos estúdios da Sic Notícias.
Devo dizer que, por motivos que nada têm a ver com o futebol, gosto mil vezes mais do Zé Mário Mourinho do que do Pedro Santana Lopes.
Devo, no entanto, felicitar a atitude de Santana Lopes e acho que o incidente ocorrido ontem na Sic devia ser o ponto de partida para um debate e para a "revolução" que urge ser feita na "informação" a que temos direito!

Diz o leitor João Nuno Arroja Neves:
"Santana Lopes abandonou ontem um debate na Sic Notícias por ter sido interrompido por um directo sobre a chegada de Mourinho ao Aeroporto de Lisboa. A reacção talvez tenha sido exagerada, mas pode ser que tenha o efeito de lançar a discussão sobre a realidade do nosso jornalismo televisivo.
Lembro-me de telejornais na RTP1 em que a duração era de 30 minutos. A informação essencial era dada e o desporto só chegava pelas 20h 25m. Hoje temos telejornais de 90 minutos, onde 2/3 são constituídos por informação tipo "encher chouriços", directos que nada acrescentam, informações irrelevantes, sensacionalismo bacoco e comentadores da treta.
E o poder dos media já é tão grande que quem quiser ser notícia a sério tem de fazer uma declaração logo a seguir às 20h! Caso o faça pelas 19h, terá direito a uma peça de 2 minutos... Assim, enquanto não disser o fundamental da sua mensagem, terá o seu tempo de antena... que poderá demorar longos minutos.
José Mourinho deu uma entrevista na semana passada perto das 19 h a vários órgãos de informação e como não tiveram tempo de montar a peça, a SIC transmitiu a entrevista, na íntegra, das 20h às 20h 25!
A submissão de todos às directrizes dos media é inquietante. Os órgãos de informação é que lideram a agenda política em Portugal. E ninguém se opõe. Criam heróis e destroem-nos com a mesma facilidade. Por tudo isto pode ser que a atitude de Pedro Santana Lopes ponha o país a reflectir. Infelizmente, penso que se vão centrar no episódio em si, nos seus antecedentes mediáticos, que o que ele pretende é protagonismo, etc. É o país que temos...
João Nuno Correia Arroja Neves"

Hoje no Público...

Num Tribunal... lá no Norte, o único facto apurado acabou por sair da boca do juiz-presidente que, ao fim de inquirir três funcionárias da autarquia, todas elas com 20 anos de serviço e solteiras, afirmou:
"Ali na câmara, é só solteiras!"
Ao que a testemunha respondeu:
"É bom sinal! Somos inteligentes..."

Escusava de ter ouvido isto, Meritíssimo Juiz!
Quando se perde a compostura e se esquece o lugar que se ocupa... não há "moral" que nos valha!

As minhas turmas 4ºB - 59/60

4ºAno – Turma B
em 1959/60

Fui professor desta turma
em Ciências Naturais


nº 01 – Alda Antunes Inácio Barata
nº 02 – Anabela dos Reis Loução
nº 03 – Décia Cercas de Jesus
nº 04 – Dinorete Rita Marques Rodrigues
nº 05 – Elisabete Pinto Maurício da Costa
nº 06 – Helena da Conceição Lino Ribeiro
nº 07 – Hélia Maria Amado Rocio dos Santos
nº 08 – Jacinta Maria Cardoso Marques da Rosa
nº 09 – Liberta Luísa Marques da Mata


nº 10 – Lília Maria Ribeiro Loução
nº 11 – Maria Amália Valero Bornay
nº 12 – Maria Beatriz Diogo de Matos
nº 13 – Maria Beatriz Fernandes Castelo Branco
nº 14 – Maria Cândida Raposo Guerreiro (Chefe de Turma)
nº 15 – Maria Cristina Firmo Farto
nº 16 – Maria da Conceição Ribeiro Lopes dos Santos
nº 17 – Maria das Dores Oeiras Pinto Pontes
nº 18 – Maria Fernanda Raimundo Correia
nº 19 – Maria Fernanda Guerreiro Basso
nº 20 – Maria Fernanda de Sousa Pardelhas
nº 21 - Maria Fernanda Machado Pinto
nº 22 – Maria Helena Rosa Cardoso
nº 23 – Maria Isabel Nunes de Oliveira
nº 24 – Maria Ivone Esteves da Clara
nº 25 – Maria Júlia Gomes da Costa
nº 26 – Maria Lídia Mendes Rosa Lopes
nº 27 – Maria Luísa da Purificação Simões

nº 28 – Maria de Lourdes Runa Sequeira
nº 29 – Maria Manuela Augusta Caldeira
nº 30 – Maria Manuela da Conceição da Silva Covas
nº 31 – Maria Margarida Amaro do Rosário
nº 32 – Maria de Lourdes Gomes da Costa
nº 33 – Otília Isaura Ferrão Serra
nº 34 - Rosa do Carmo Leandro Ferreira (sub chefe de turma)
nº 35 – Rosa Maria Viegas Rogado
nº 36 – Zerlinda da Cruz Arrebenta

27 setembro 2007

Na National Gallery

Frans Hals (1585-1666)
Retrato de uma família


Retrato de Uma Família
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É uma composição que foi muito seguida na arte holandesa, e por mérito próprio de Franz Hals, o pintor do bem-estar burguês, o cronista fiel da via optimista. São realmente célebres os seus grupos, de militares ou de artífices, de notáveis ou de famílias inteiras como é o caso desta.
Pintor de ímpeto realista, foge de toda a preocupação intelectual, longe das angústias que perturbam Rembrandt. É uma esplêndida pintura não só pelo vigor do traço como pela beleza dos negros a que se contrapõem, como timbres sonoros, as pausas dos brancos.
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Cfr.Marco Valsecchi
in "National Gallery"
Ed.Verbo - 1973

26 setembro 2007

As "bonecas" de Jean Bellus

No Diário Popular
em 25.04.1974

- Pensei que te agradaria, Guilherme:
a Brigitte Bardot tinha um robe do mesmo tecido...

Escrito na pedra

Esta "sentença" podia ser "escrita na pedra"...

"Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo de quem você não gosta."

Nikka
6 anos

25 setembro 2007

Oktoberfest - Munique

A Festa da Cerveja de 2007
foi inaugurada no sábado passado.
A notícia é tirada do Público do dia 23 de Setembro e vem acompanhada por esta fotografia.
Muita genta animada... em 22 de Setembro.

Faz hoje 20 anos eu estava em Munique e vi o que era a Oktoberfest!...
Um "acontecimento" que não se pode esquecer... Um "acontecimento" que só visto...

A "entrada" da Feira da Ceveja de 1987

Dois pavilhões de "marcas consagradas" de cerveja

A "entrada" de um outro pavilhão


Um desfile na Oktoberfest

O aspecto exterior do Pavilhão da Löwenbräu (2ºpiso)


As fotografias mais disputadas tinham como centro das atenções as “meninas” que nos serviam… A sua habilidade para transportarem as canecas de cerveja, por vezes a enormes distâncias é conhecida em todo o mundo…
E quando falo em “enormes distâncias”… não exagero nada! Alguns destes pavilhões são quase do tamanho de meio campo de futebol!! E cobertos…
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Num dos pavilhões que visitei, havia um “recinto de equitação” para os jovens se entreterem enquanto os pais se dedicavam às “loirinhas”… ( loirinha = cervejas )


Gente jovem... ao ataque!


Eu também era... mas atacava pouco...

Um bávaro todo contente...


Esta foto foi tirada a cerca de 40 m de distancia!
Uma orquestre bávara num palco sobre-elevado situado a meio do recinto

Um ramo de rosas separa duas alemãs divertidas

Um estrangeiro no começo da noite...

Outro "estrangeiro" a cumprir!...

Uma mesa de amigos, no piso inferior do pavilhão da Löwenbräu

24 setembro 2007

O que se fazia em Castelo Branco…

…em 1952
(nos horizontes de um aluno do 7ºAno do Liceu)

…íamos tomar banho ao Ocresa e às Passadouras, nos dias quentes de Verão.
…íamos assistir às provas orais dos exames onde só se podia entrar com casaco e gravata!! Como o calor era imenso, o sacrifício seria ainda maior... Por isso, muitas vezes não assistíamos...
…líamos “O caso do cão uivador” da Colecção Vampiro
…líamos “O mistério de Belona Club” da Colecção Vampiro


...o António Salvado oferece-nos o livro “As Poemas da Alma”, em 11 de Julho de 1952.

…líamos “Almas sem rumo” de Manuel Campos Pereira
…as máquinas dos comboios que passavam em Castelo Branco eram a carvão e vapor.
…no Verão, à noite havia baile no rink de patinagem do parque
…líamos “Férias com Salazar” de Christine Garnier
…líamos “Cândido” de Voltaire
…líamos “Os Grandes Filósofos”


…jogava-se “snooker” no Café Nicola, em frente da casa do Tó Zé Proença
…líamos a revista de cinema “Plateia”
…líamos a revista “O Cavaleiro Andante”
…líamos “Maria Antonieta” de Stefan Zweig
…passeávamos pelo Jardim do Paço para vermos “os Eternos Pares de Namorados”
…passeávamos até ao Colégio das Freiras para vermos as namoradas.
…assistíamos a “guitarradas” em casa do Salvado.
…jogava-se dominó no Café do Teodósio.

...ah! também se estudava um pouco!...

23 setembro 2007

Eu vi actuar este génio...

Marcel Marceau
1923/2007
Marcel Marceau

O mímico francês Marcel Marceau morreu hoje, aos 84 anos, e será sepultado nos próximos dias no cemitério parisiense Pére Lachaise.
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Marcel Marceau era particularmente conhecido pelo seu personagem Bip, inspirado em Charlie Chaplin.
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Nascido em Estrasburgo. em 22 de Março de 1923, tornou-se um dos artistas franceses mais conhecidos no mundo, em especial nos Estados Unidos, onde o seu movimento da "marcha contra o vento" marcou uma revolução na cena teatral, que inspirou por exemplo "Moonwalk", de Michael Jackson.
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No início da década de 60, actuou em Lisboa, no Tivoli que encheu até ao último lugar. lá de cima, na última fila da Galeria... Um êxito retumbante que se transformou em muitos minutos de aplausos no final do espectáculo. Uma actuação que não mais se esquece... Aquela "borboleta" desenhada com as mãos foi fabulosa!!!!...

As minhas fotos preferidas

17 de Agosto de 1985
Setúbal

Tita

22 setembro 2007

A "menistra"...

A Semana que passa
In, Expresso
22.09.2007

Má educação

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Lurdes Rodrigues não gostou dos sindicalistas num debate televisivo e disse que não lhes reconhecia representatividade. Não gostou de um estudo da Deco sobre a existência de amianto e sobre a qualidade térmica de algumas escolas e negou à Defesa do Consumidor “capacidade técnica” para fazer estudos. Não admitiu erros na repetição dos exames de Química do Secundário – no ano passado – e agora tem um acórdão do Tribunal Constitucional e outro do Supremo Tribunal Administrativo provando que lesou 10 mil alunos.”

Ela já tem ao patins calçados há mais de um ano! Só motivações de orgulho político têm impedido o Primeiro Ministro de lhe dar o necessário empurrão…

Escrito na pedra

Pessoas brilhantes falam sobre ideias.
.Pessoas medíocres falam sobre coisas.
.Pessoas pequenas falam sobre outras pessoas.”

...Dick Corrigan

21 setembro 2007

Beira Baixa - Notícias - Setembro/1953

5 de Setembro
Piscina em Castelo Branco?!
Após se ter feito eco da construção de uma piscina em Castelo Branco, a Beira Baixa apresenta hoje uma exposição, subscrita por 250 assinaturas, apoiando e tendo esperanças nas diligências da Câmara Municipal.
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19 de Setembro
Oquei patinado
Carta aberta ao "Senhor Director do Jornal Beira Baixa" elogiando um grupo de jovens que têm elevado bem alto o nome da Cidade.
Apresentaram-se no Torneio de Alpedrinha com equipamentos pobres sendo destacada a "pobreza e modéstia do equipamento da nossa equipa, em relação às outras, ricamente apetrechadas..."
Pedem a colaboração da população albicastrense. Esta "pobre equipa" acabava de vencer, por 4 a 3, a forte equipa das Minas da Panasqueira, que era a favorita do torneio que estava a realizar-se em Alpedrinha...
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19 de Setembro
Casamento elegante
No dia 12 do corrente uniram-se nesta cidade pelos sagrados laços do matrimónio, a srª D.Maria Teresa de Ordaz Caldeira Pinto Cardoso, gentil filha da SrªD.Maria José de Ordaz Caldeira Pinto Cardoso e do sr.Macário José Pinto Cardoso, com o sr.José Luis Rúbio Lopes Leite Pereira de Melo Alvim, funcionário da filial do BNU nesta cidade.
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19 de Setembro
Casamento elegante
Na Igreja da Sé desta cidade, uniram-se pelos sagrados laços do matrimónio, no dia 3 do corrente, a srª D.Maria Angélica Salavisa Salazar, gentil filha da srª D. Ilda Salavisa Salazar Antunes e do sr. Augusto Salazar d'Eça Antunes, com o sr. António Manzarra Franco.
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19 de Setembro
Casamento elegante
Também no dia 5 do corrente realizaram o seu casamento nesta cidade, a srª D. Clara da Conceição Batista Nogueira com o sr. João Beato Fevereira.
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26 de Setembro
Alexandre A. Marques Maia
Em Sessão Solene no Gabinete do ExºCorreio Mor, em Lisboa, foi há dias prestada homenagem ao Sr.Alexandre A. Marques Maia, chefe de serviços dos CTT, pelos seus bons serviços durante cerca de 45 anos.
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26 de Setembro
Eng.Leite de Morais
Tomou posse do lugar de Director de Estradas do Distrito de Castelo Branco, na vaga aberta pela aposentação do Eng.Mário de Albuquerque, o sr.Eng.Eugénio Leite de Morais.

20 setembro 2007

Uma medida acertada!...

Uma medida acertada?!... O tempo o dirá.

Nem tudo é triste em Oleiros...


No semanário "Reconquista", que recebi hoje, pode ler-se na primeita página,
em título de caixa alta e bem visível com letras vermelhas,
uma notícia que agradará por certo
a toda a gente do concelho de Oleiros.

O Presidente da Câmara de Oleiros esclarece que, deste modo, os residentes no Concelho passarão a beneficiar de uma medida que exige um grande esforço.

O Presidente José Marques

"Felizmente temos outros financiamentos, como a energia eólica, os quais nos ajudam a colmatar as verbas que não iremos receber desses impostos."

E se os Senhores Autarcas do Concelho de Setúbal pusessem aqui os olhos?! Decerto não irão dizer que Oleiros é um Concelho mais rico que pode dar-se a estes luxos...

As minhas primas de Oleiros

A Família de Artur Romão


Esta é única fotografia que tenho do Primo Artur Romão
Artur Romão é o segundo a contar da direita, num grupo onde só identifico o médico Dr.Acácio (o primeiro à esquerda), o sr.Artur Rei (o homem baixo ao centro) e o meu Pai (o número dois,a contar de... cima). Esta fotografia deve ter sido tirada em 1930.

Artur Romão era um abastado proprietário de Oleiros casado com uma professora primária, Teresa Martins Romão de quem teve sete filhas e um único filho, Francisco José Romão que se licenciou em Direito na Universidade de Coimbra, em 1935 e exerceu o cargo de Notário em Gondomar, a partir de 1947 (?)

De todas as filhas, apenas a Clotilde, uma das mais velhas, se licenciou em Farmácia na Universidade do Porto, fixando-se em Viseu. Das restantes filhas, a Gracinda fez o magistério primário e seguiu a carreira da Mãe, tendo-se fixado em Oleiros. onde casou (1951?) com um colega professor, o "primo" Francisco Matos.
Todas as restantes, desde a Celestina, a mais velha, até à Guiomar dedicaram-se às lides da casa com as tarefas perfeitamente bem definidas.

Já depois do 25 de Abril, a prima Guiomar tornou-se uma figura histórica ao ter sido eleita, nas primeiras eleições autárquicas, Presidente da Câmara de Oleiros, em representação do CDS.


Foto obtida, em Oleiros, no Verão de 1951

Em Agosto de 1951, quando esta foto foi obtida, o patriarca da Família Artur Romão já havia falecido. Então, a Chefe do Clã era já a prima Teresa, professora aposentada, viúva de Artur Romão, que aqui se vê sentada na primeira fila, comigo ao lado.
A "criatura" pequena que está ao meu colo... não me lembro quem seja! Mas não errarei muito se arriscar que se trata do filho da prima Gracinda que não está presente na foto porque, provavelmente teria sido ela quem tirou esta fotografia
.Identificados que estão os componentes da primeira fila, vamos tratar da fila de trás. A partir da esquerda vamos encontrar a prima Aura, a prima Arminda e a prima Guiomar. Depois aparece a tia Lagrifa e o marido Dr.José Maria Mendes que era irmão da "chefe do clã", a Dona Teresa Romão. Depois, a prima Hermínia e a prima Celestina, a mais velha dos irmãos.

De todas as primas Romões, apenas não estão presentes na foto, a prima Clotilde e a Gracinda. A primeira, era farmacêutica em Vizeu e proprietária de uma Farmácia e de um Laboratório; nesta altura, estaria na Figueira da Foz onde, por tradição, passava parte das suas férias com o marido, Dr.Arnaldo de Melo Machado e com a filha Ana Máxima. A Gracinda era professora primária, tal como a Mãe e o marido Francisco de Matos... que familiarmente, apesar do nome, nada tinha a ver connosco.

A Prima Gracinda com o marido Francisco de Matos

Falta também o único filho da família, o Dr.Francisco Romão, licenciado em Direito na Universidade de Coimbra, que foi notário em Gondomar.
Estive com ele há cerca de oito ou dez anos em Oleiros quando tomei coragem e fui vizitar os sobreviventes daquela Família, onde a idade imperava. Encontrei um homem a rondar os 90 anos... mas perfeitamente lúcido e com conversa coerente.
Conversei também com a Guiomar e com a Hermínia. A Celestina também estava ali mas apenas presente de corpo...


Em 1937, no quintal da casa de Oleiros


Lá no alto, a Prima Hermínia e a Prima Arminda; depois a minha Mãe e a Prima Celestina, ambas da mesma idade; e no primeiro plano a Guiomar que teria nesta altura una 11 ou 12 anos...e tomava conta de mim que teria então um ou dois anos!


Como curiosidade, devemos assinalar que o Dr.José Maria Mendes viveu em Setúbal quando foi Médico Escolar no nosso Liceu, onde tomou posse em 23 de Março de 1951, a qual lhe foi conferida pelo Reitor Cipriano Dordio.

O Dr.José Maria Mendes e a sobrinha Guiomar enquadram a "tia"Lagrifa (1951)

.Uma meia dúzia de anos antes daquele em que foi tirada esta foto, Federico Garcia Lorca publicava "A casa de Bernarda Alba"... Não sei porquê sempre que me recordo daquela casa de Oleiros, onde viviam, vem à minha mente este título de Lorca! Cada uma das minhas primas desempenhava a sua função dentro do casarão onde viviam. A Arminda era a "dona" da cozinha, a Hermínia tinha a seu cargo as limpezas... ela era obcecada pelas limpezas... A Aura toda etérea auxiliava a Arminda, enquanto a Celestina, a mais velha organizava com a Mãe a área da produção agrícola. Guiomar, a mais nova e a mais bonita de todas elas, era uma relações públicas muito eficiente. A seguir ao 25 de Abril, foi a primeira Presidente da Câmara do Concelho de Oleiros, eleita pelo CDS.


A Celestina, a Arminda, a Hermínia, o meu irmão Olímpio, a Aura(?), a minha Mãe, de pé e eu...no Verão de 1937

A Guiomar e os dois "maninhos" pequenos... (em 1937)
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Nas janelas do Salão (Verão de 1946)
O jjmatos, o Olímpio, a Hermínia, uma amiga do Porto, a Guiomar e a Aura

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O jjmatos, o Olímpio, a Guiomar, a Hermínia e a Aura.
A égua escura era a Catita
.Em primeiro plano, a Gracinda com o Olímpio e o jj
Ao fundo, a Hermínia, a Aura e a Guiomar.


As quatro primas mais novas: Hermínia, Gracinda, Aura e Guiomar, com o Olímpio (no Verão de 1946) Ainda todas de negro, num luto recente pelo falecimento
do Pai, o primo Artur Romão
A Gracinda teve um fim de muito sofrimento e o primo Francisco de Matos não suportou ficar sozinho. Faleceram com alguns meses de intervalo, no princípio da década de noventa. Estive com todas as outras, em Oleiros, em Julho de 2000... e não sei se teria sido melhor se eu as não tivesse visto... Adivinhava-se o fim.

Sete anos depois, não resta ninguém daquela geração que tão boas e gratas recordações deixou na minha memória antiga.

19 setembro 2007

Miguel Carvalho

Vale a pena ler este artigo que Miguel Carvalho publicou na sua coluna da revista "Visão", à qual deu o título de "A Devida Comédia".

Miguel Carvalho


Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.


Entretanto, a criancinha cresce.
Faz-se projecto de homem ou mulher. Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária.
E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora.
Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor "que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu".

A criancinha cresce. Cresce e cresce.
Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles.
Provavelmente, não terá um emprego.
«Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha?
Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me.
Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

Não acha que valeu a pena ler este Miguel Carvalho ?!...

18 setembro 2007

Molière

Escrito na pedra
in Público
18.09.2007

"As árvores que crescem devagar são as que dão os melhoes frutos"

Molière
dramaturgo e actor françês
1622-1673

Setubalense - 1952 - Junho

08-06-1952
Misericórdia
Movimento do Hospital do Espírito Santo, na semana de 02 a 08 de Junho de 1952.

1. Doentes entrados. . . . . . . . 64
2. Doentes saídos com alta . . . 52
3. Doentes falecidos . . . . . . . . .
2
4. Doentes hospitalizados. . . .155
5. Operados c/alta cirurgia. . . .10
6. Socorridos na Urgência. . ..121

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09-06-1952
Casamento
Na paroquial de S.Sebastião casa o atleta do Vitória sr.Fernando Marques com a srªD.Olímpia do Carmo Santos.

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14-06-1952
Vitória F.C.
"As homenagens do povo de Setúbal ao Vitória F.C."
com duas fotos da recepção na Praça de Bocage e uma com a equipa do Vitória campeã.
"A equipa que tão gloriosamente conquistou a Vitória, no jogo de passagem, em Torres Vedras." (Título na 1ªpágina, com fotografia e legenda)

De pé, da esquerda para a direita, Carvalho, Galaz, Graça, Vaz, Jacinto, Primo(cap.), Henrique Silva (massagista); em baixo: Dimas, Nunes, Inácio, Melão e Serra."
"Setúbal, com o reingresso do Vitória F.Club ao Nacional da 1ªDivisão, viveu um dos maiores momentos da sua história" (Título na 2ªpágina)
"Foi no meio do maior entusiasmo e do estralejar constante de foguetes que mais de 20.000 pessoas receberam entusiasticamente a equipa de honra do Vitória." (Título na 2ªPágina)
"A Direcção do Vitória apresentou o seu pedido de demissão" (Título na 2ªpágina)

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14-06-1952
Not.Pessoais
"Um nobre e leal exemplo de amor, cooperação e auxílio ao Vitória que por todos deveria ser seguido" referência , com fotografia, ao sr. José Fernandez Diaz (o Freitas, da Brasileira).

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14-06-1952
Tribunal
Era Juiz do 2ºjuizo o sr.Dr.José de Vilhena.

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21-06-1952
Óbitos
Efectuou-se ontem o funeral do sr.João Carrilho, antigo funcionário da Polícia aposentado, pai de D.Margarida Carrilho do Rosário e avô dos Srs.Ernesto Carrilho do Rosário, tenente de Artilharia, Joaquim Bento Carrilho do Rosário e Domingos Carrilho do Rosário, industriais.

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23-06-1952
Desporto
Xadrês
Pela 1ªvez o "Alekhine" venceu em Setúbal (3-1)
O ponto setubalense foi obtido por José Gomes.

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28-06-1952
Desporto
Xadrês
Na Sociedade de Geografia, em disputa do troféu Estoril, o Vitória defrontou a fortíssima equipa do Benfica.
José Gomes (1/2) - Leonel Pias (1/2)
Aurélio Rogado (1) - G.Russel (0)
Bernardo Coelho (0) - A.Pereira (1)
N.N. (0) - Carlos Pita (1)

Vitória (1 1/2) - Benfica ( 2 1/2)

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28-06-1952
Tribunal
O Presidente do Supremo visitou o Tribunal da Comarca.
Aproveitando a sua estadia nesta cidade, o Juíz Conselheiro Dr.Miguel Homem de Sampaio e Melo percorreu as instalações do Tribunal.
Perante os juizes do 1º e do 2ºJuízos, respectivamente, Drs.Miguel Pinheiro e Vilhena Pereira, e o Ajudante do Procurador Geral da República Dr.Santos Vitor, o Juiz Corregedor Dr.Barbosa Viana proferiu um breve discurso.

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28-06-1952
Câmara Municipal de Setúbal

Limites do Concelho
Numa das últimas sessões camarárias foi presente o processo respeitante à delimitação do Concelho de Setúbal.
A Câmara, depois de apreciar devidamente, o assunto, deliberou:
1. Enviar ao Exmº Governador Civil um mapa com os limites actuais do Concelho.
2. Considerar que os actuais limites do Concelhode Setúbal estão mal estabelecidos, numa zona marginal da estrada Lisboa-Setúbal e na chamada Baixa de Palmela.
3. Sugerir a constituição de uma Comissão para o estudo dos novos limites do Concelho.

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28-06-1952
Vitória F.C.
A Assembleia Geral do Vitória elege uma Comissão Administrativa para dirigir os destinos do Clube, à qual ficou presidindo o conhecido industrial e desportista, sr.Mário da Ascenção Ledo.

17 setembro 2007

As minhas turmas

3ºAno - Turma C
em 1959/60

Fui professor desta turma
em Ciências Físico-Químicas e
em Ciências Naturais


nº 01 – Abílio Manuel Ferreira
nº 02 – António Manuel Cunha Bento
nº 03 – António Manuel Ventura Marques
nº 04 – António Policarpo Santos Costa
nº 05 – Carlos Manuel Trindade Gross
nº 06 – Fernando Joaquim Pinto Lopes
nº 08 – George Manuel Marques Vales
nº 09 – Henrique Augusto Nortadas Alves
nº 10 – João António Almas Imperial

nº 11 – João Manuel Santos Gomes Pereira
nº 12 – Joaquim Manuel Rolão Alferes
nº 13 – José Alberto Pereira
nº 14 - José António Guerreiro Solá da Cruz
nº 15 - José Custódio Sanchez Antunes
nº 16 – José Francisco Martins Luz
nº 17 – José Manuel Costa Dias Duque
nº 18 – Luís Fernando Palma Lopes de Carvalho
nº 19 – Manuel António David Castelo Peres (chefe de turma)

nº 20 – Nelson Manuel Pilar Joaquim
nº 21 – Aida Maria Alcobia de Morais
nº 22 – Ana Maria Torres Ferreira da Cunha
nº 23 – Angelina Moreira de Almeida Carvalho
nº 24 – Benvinda Duarte Santos
nº 25 – Cesaltina Maria Afonso Lopes
nº 26 – Elvira Sanchez Valseiro
nº 27 – Isabel Maria Piteira Ferreira Pena
nº 28 – Jorsina Pereira Costa


nº 29 – Leonor Perpétua da Silva Casanova
nº 30 – Maria Beatriz Biscaia da Silva Macedo
nº 31 – Maria Fernanda Fernandes Guerreiro Álvaro
nº 32 – Maria Fernanda da Luz Caineta
nº 33 – Maria de Jesus Batista Nascimento
nº 34 - Maria João Costa Madeira
nº 35 – Maria Luísa de Sousa Uva
nº 36 – Maria Joaquina Nunes Ratão
nº 38 – Mariana Simplício Mendes Coelho
nº 40 – Mavíldia Pereira José

Faziam ainda parte desta turma os alunos:
nº 37 – Maria Manuela de Figueiredo Isabelinho
nº 41 – Rosa Fernandes e
nº 42 – Carlos Alberto Coelho Simplício (sub-chefe de turma)
(de quem não tenho fotografias)

16 setembro 2007

António Salvado

No Natal de 1994,
recebi como oferta um livro recém publicado pelo
António Salvado .

António Salvado, um bom Amigo, um grande Poeta.

..Com a capa "iluminada" por uma bonita pintura de Artur Bual e uma primeira página onde escreveu uma dedicatória sentida e simpática, o livro "Antologia" repõe dois poemas escritos em 1971, dedicados às estátuas do Jardim do antigo Paço Episcopal.

A capa da "Antologia" - 1994




A dedicatória

É o primeiro daqueles dois poemas que aqui deixo reproduzido.


Morte

Mas não o fim:
. . . . . .. a obra
é bem mais firme, exacta,
e a força que a manobra
causa terror: não mata.

Mas existe. Deixá-la
viver e persistir:
a nossa fé lhe cala
a persistência, a rir.

O que se faz alcança
o futuro maior!
E, apesar d'Ela, a esperança
vence e ultrapassa a dor!