30 novembro 2017

Helena Matos e as cheias de 1967


Como viver uma catástrofe sem poder dizer Salazar?


As cheias de 1967 tornaram-se a tragédia que Salazar quis esconder. A imagem é poderosa mas falsa: a tragédia foi mostrada. Nas cheias de 67 a censura foi claramente ultrapassada pelas circunstâncias.
Os incêndios de 2017 foram provavelmente a primeira tragédia em que os portugueses se viram livres de Salazar. E esse vazio causou-nos uma espécie de desconcerto: como era possível acontecer-nos algo de tão medonho, tão cruel e dramático sem termos ali à mão aquela muleta do salazarismo, do Salazar que quis ou não quis, que fez ou não fez, que conseguiu ou não conseguiu?
Na verdade o estereótipo do taxista que perante o trânsito caótico da capital invocava a falta de “um Salazar” (que por sinal não tinha carta de condução) tem o seu reverso no Salazar omnipresente das elites. Tragédias, deficiências do sistema de ensino e de saúde, carências na habitação, costumes que se pretendem alterar tudo remontava a uma vontade de Salazar que a democracia ainda não tivera tempo para resolver.
Esta salarização das nossas vidas levou a tragédias como a acontecida com a fuga dos portugueses de África, subestimada e ignorada durante meses porque aqueles que a referiam caíam logo no espectro do salazarismo. Levou também a ficções como a de uma I República feminista versus um Estado Novo que excluiu as mulheres da vida política. E produz anedotas como a do fado-futebol que de símbolos do salazarismo bafiento, passaram a representar o Portugal moderno e progressista do século XXI.
A ditadura salazarista, como todas as ditaduras, cultivou a desresponsabilização do povo: o governo dava, o governo fazia, o governo sabia. Para nossa desgraça a democracia não só não mudou este paradigma da desresponsabilização de cada um de nós como até lhe acrescentou dois outros pilares: o primeiro passa pela identificação entre a bondade dos governantes e aquilo que eles “dão” – Salazar não dava porque era mau e atrasado, nós damos porque somos bons e modernos; o segundo é personificado pela figura do morto sempre presente quando algo corre mal – tragédias, erros, questões de época… tudo leva invariavelmente a Salazar. Ou levava pois, como descobrimos perante os corpos carbonizados pelos incêndios deste ano de 2017, já não faz qualquer sentido invocar Salazar para explicar os nossos falhanços.
Esta constatação tornou-se ainda mais perturbante porque ao mesmo tempo que se procede ao balanço dos incêndios se assinalam cinquenta anos sobre as cheias de 1967.
Invariavelmente apresentadas como um momento de falhanço do regime de então – e são-no de facto – as cheias de 1967 tornaram-se uma espécie de corpo bizarro e incómodo neste ano de 2017 marcado por outra tragédia: afinal os desastres acontecem independentemente da natureza dos regimes e, o que de modo algum esperávamos que viesse a repetir-se, o falhanço das respostas e do socorro imediato aconteceram de novo.
Em 2017, tal como em 1967, quando os portugueses mais precisavam do seu Estado descobriram-no ausente. O que sobrava então: Salazar. Tinha de ser. Sem Salazar tudo era demasiado parecido. E assim Salazar voltou aos títulos. Para todos os efeitos as cheias de 1967 tornaram-se na tragédia que Salazar quis esconder. A imagem é poderosa mas falsa. Porque a tragédia foi mostrada. Na noite de 25 para 26 de Novembro de 1967 e nos dias seguintes, a censura foi claramente ultrapassada pelas circunstâncias: a censura era um exame prévio a notícias enviadas atempadamente para os censores. Perante a dimensão do acontecido nessa noite as redacções começaram a trabalhar a um ritmo frenético: os jornais fazem várias edições por dia. As tiragens com novas informações sucedem-se a um ritmo tal que se chega a escrever a hora a que aquela edição foi para a rua pois já outra se estava a preparar. Para mais as cheias aconteceram na zona de Lisboa – onde estavam as redacções – e não em Trás-os-Montes ou em Moçambique. E as vítimas e a destruição espalham-se por quilómetros. Quilómetros esses percorridos por jornalistas, repórteres e estudantes. Há câmaras de filmar, fotografar e gravadores. Ouvidos e olhos. Canetas e blocos de apontamentos. Que entram no que sobrou das casas, nos quartéis de bombeiros, nas morgues oficiais e improvisadas, nas urgências dos hospitais…
Certamente que o regime gostaria que a tragédia fosse relatada doutro modo (ou quiçá de modo algum) mas na verdade a censura não conseguiu impedir a torrente de informação quer sobre as cheias de 1967, quer sobre as condições de vida nos bairros de barracas que a água e a lama tinham destruído.
A forma quase mântrica como agora se refere a intervenção de Salazar no controlo da informação sobre as cheias de 1967 não trouxe um maior rigor na abordagem ao acontecido em Novembro de 1967 mas mostra à evidência como em 2017 gostaríamos de continuar a ter um papão a quem pudéssemos responsabilizar por tudo o que aconteceu e acontece. E assim como certamente teria agradado à censura da época continuam a ser praticamente ignorados os roubos e pilhagens que tiveram lugar após as cheias de 1967. Mais, a politicamente muito embaraçosa explosão do Forte do Carrascal caiu no esquecimento: na noite de 25 para 26 de Novembro a água entrou num dos paióis desse forte próximo de Linda-a-Velha que explode na manhã de 26. Não houve mortos mas milhares de pessoas entraram em pânico em Oeiras, Paço de Arcos, Algés… e abandonaram as suas casas. No dia seguinte voltarão a fugir porque há indícios de uma nova explosão. Na época os jornais limitaram-se a transcrever os comunicados militares e não deram mais que a versão oficial dos acontecimentos. As fotos são escassas. Os relatos dos fugitivos quase nenhuns. Meio século depois a explosão do Carrascal continua a ter muito para contar.
Igualmente mantém-se a tendência para tratar os números como um reflexo da nossa vontade e não um produto da realidade: os mortos das cheias de 1967 passaram de uns oficialmente subestimados 462 (no próprio dia em que esse número é dado a conhecer apareceram mais dois cadáveres) para um número redondo –700 – mais repetido do que fundamentado.
A catástrofe de 2017 passou finalmente a certidão de óbito a Salazar como argumento-desculpa para os problemas do presente. Mas subitamente desprovidos desse Salazar até agora omnipresente constatamos como as versões simplificadoras são más conselheiras.
Agarrada à caricatura do Salazar que mandava a censura cortar, a sociedade portuguesa continua a apreciar um jornalismo acomodado – “jornalismo de sarjeta” foi a expressão que se tornou quase consensual em 2007 para classificar os jornais que então revelavam alguns dos procedimentos de José Sócrates – e mostra-se perigosamente desatenta em relação à proliferação de poderes censórios entre entidades que ao contrário do poder político não são escrutinadas e não têm rosto como é, por exemplo, o caso da Comissão Nacional De Protecção De Dados que ao mesmo tempo que não levanta entraves à constituição da maior base de dados que Portugal já conheceu – a informação que as finanças detêm sobre nós a partir do e-factura – intervém na divulgação de relatórios como o dos incêndios de Pedrogão. E a lista dos maiores devedores da CGD que não podemos conhecer?
A isto junta-se o espírito do tempo em que tudo é assédio, violação da privacidade e infracção do direito a isto e àquilo que no limite leva a estas paradoxais perguntas: as fotografias das cheias que a censura cortou em 1967, como aconteceu com as dos funerais das crianças levadas pelos seus colegas de escola, seriam publicadas hoje? E as dos mortos que então foram publicadas sê-lo-iam hoje?
Este Salazar que mantemos vivo pode ser psicanaliticamente um caso interessante mas politicamente é um desastre. Os governantes que lhe sucederam, seja na ditadura ou na democracia, demoraram a habituar-se a não o invocar na hora de assumir responsabilidades e fazer opções difíceis.
Muita da nossa mediocridade, da nossa incapacidade de fazer reformas e do nosso constante adiar das escolhas difíceis passam precisamente por fazermos de conta que continua a tutelar o país e a determinar as nossas vidas esse homem enterrado há 47 anos no cemitério de Santa Comba Dão.

29 novembro 2017

Romagens de Saudade...

... do Liceu de Castelo Branco
Em 16 de Junho de 1979
nu último jantar da 7ªRomagem
.
Olímpio Mendes de Matos, António Lobato de Faria
e António Lopes Dias
(Finalistas no 7ºAno, em 1949/50)

28 novembro 2017

Amanhã no Salão Nobre...

...da Reitoria da Universidade de Lisboa.
.
O lançamento de um livro sobre 
"Ramalho Eanes - O último General"
da autoria de
Isabel Tavares
.
Em 29.Nov.2017, às 18h 30m

27 novembro 2017

Hoje há pintura...

Pablo Ruiz Picasso
pintor espanhol
1881 - 1973
cubismo
.
Retrato de Dora Maar

26 novembro 2017

São quadras, meu bem...São quadras...

.
"A tua saia travada
quando vou dançar contigo
fica logo destravada
com as coisas que eu te digo.

.
José Correia Tavares 

Castelo Branco."

25 novembro 2017

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Dezembro/1959

- Tem um fósforo?

24 novembro 2017

Setubalense - 1971 - Fevereiro

03 Fevereiro
Eng. Humberto Ferreira da Cunha
25 anos ao serviço da Junta Autónoma do Porto de Setúbal.
.
03 Fevereiro
Na cidade
Iniciaram-se os trabalhos para o alargamento da Travessa da Alfândega (esta manhã).
.
06 Fevereiro
O Presidente da Câmara conversou com Azeitão, no magnífico Solar da Casa do Povo, em Vila Nogueira
.
06 Fevereiro
Um grande estaleiro de construção naval vai ser instalado em Setúbal?
.
06 Fevereiro
Ten. Coronel Jacinto Frade
Tomou posse do cargo de chefe do Distrito de Recrutamento e Mobilização nº11.
.
08 Fevereiro
“O deslumbramento do cargo!”
Artigo de Henrique Costa Lima
“Por alturas de 1924, afirmou-nos um dos mais discutidos vultos da política portuguesa da época, residente como nós em Paris, que um dos maiores males que tinha encontrado durante a sua vida de governante, tinha sido o chamado “deslumbramento do cargo…”
.
15 Fevereiro
Recordando Sebastião da Gama dezanove anos após a sua morte.
Um artigo assinado por Manuel Gonçalves Martins.
.
17 Fevereiro
Tróia será em breve grande centro de turismo europeu.
.
17 Fevereiro
Na cidade
A Câmara vai pedir autorização para utilizar o Forte de Albarquel para alojamento de desportistas e de estudantes.
.
22 Fevereiro
Cultura
Álvaro Perdigão expõe na Galeria do Diário de Notícias, em Lisboa, a partir do dia 25.
.
22 Fevereiro
Vitor Cláudio faz reportagem sobre “o Ciclo Preparatório” – uma realidade que importa considerar.
.
24 Fevereiro
Machado Pinto foi nomeado chefe de secção do Instituto Nacional do Trabalho e Previdência (INTP)
.
24 Fevereiro
O Município de Setúbal vai oferecer pequenas bibliotecas.
Por sugestão do Dr.J.Matos, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, o município propõe-se oferecer pequenas bibliotecas às Sociedades existentes no concelho, promovendo-se uma selecção de 170 0bras literárias ou de divulgação científicas.
As bibliotecas serão oferecidas com as respectivas estantes.
.
27 Fevereiro
A Câmara Municipal vai construir mini parques desportivos em vários locais da cidade tendo em vista os Jogos Juvenis de Setúbal.

23 novembro 2017

Não chores, Rui...

Brinca com o Infarmed.
... é o título de um artigo de 
João Miguel Tavares
na sua coluna do "Público" denominada
"O respeitinho não é bonito"
.
João Miguel Tavares
.
Como é possível que um político tão habilidoso como António Costa esteja a acumular erros atrás de erros desde o Verão? Há asneiras para todos os gostos. Erros políticos calamitosos, como a gestão dos fogos; erros ridículos de comunicação, como o tweet do Panteão; erros de tibieza e falta de estratégia, como nas negociações com os professores. E agora, isto: o primeiro-ministro hesitante e teacher friendly da semana passada resolveu travestir-se de macho man da descentralização. Vai daí, embrulhou o Infarmed e os seus 350 trabalhadores em papel de Natal e foi ao Porto oferecê-los a Rui Moreira, que tinha ficado triste por perder a Agência Europeia do Medicamento para Amesterdão.

A gente esfrega os olhos e nem consegue acreditar no que vê. A quem pensa António Costa agradar? Mistério. Tirando Rui Moreira, que teve uma reação tão infantil quanto a de Costa, aparecendo em frente aos jornalistas com a felicidade de quem recebeu o carro da Barbie depois de ter perdido a casa da Barbie, não há ninguém que consiga perceber o racional disto. Qualquer pessoa olha para esta transferência e fica chocada com a absoluta discricionariedade da decisão. O Porto tinha concorrido e perdido um concurso europeu e ninguém estava a culpar o Governo. Aliás, ninguém estava sequer a falar nisso. De repente, aparecem António Costa e Adalberto Campos Fernandes a oferecer ao Porto aquilo que o Porto não pediu, e envolvendo na negociata a vida de 350 pessoas, mais as suas famílias, que souberam da decisão pelas televisões. Não há outra palavra: isto é chocante.
Não está em causa a necessidade de descentralizar o país, nem o excessivo poder do Terreiro do Paço, nem a forma como o Estado podia, e devia, espalhar a sua estrutura megalómana pelo território. Só que enviar o Infarmed para o Porto não faz parte de uma qualquer descentralização planeada, de uma reforma administrativa mínima ou de uma simples necessidade técnica. Costa achou que devia dar um prémio de consolação ao Porto, e foi isto que ele arranjousem estudos, sem envolvimento dos trabalhadores, sem anúncio prévio. Calhou a fava ao Infarmed, simplesmente porque sim. E, desconfio eu, por ter pouca gente sindicalizada na CGTP.

A par do regresso às 35 horas na função pública, é bem possível que este anúncio seja uma das mais vergonhosas decisões tomadas por António Costa desde que é primeiro-ministro. Se em termos económicos a gravidade é muito diferente, em termos estritamente políticos as duas medidas são sintomáticas da capacidade que Costa tem de recorrer ao populismo mais irracional se achar que obtém ganhos imediatos, independentemente do número de pessoas que atropele. Contudo, se no caso das 35 horas a medida é absurda mas eleitoralmente eficaz, no caso do Infarmed nem isso. Parece uma coisa à Santana Lopes — nem se percebe a lógica da decisão.

Pergunto: estará o primeiro-ministro a perder o mojo? Ter-se-á eclipsado a magnífica intuição política que o trouxe até aqui? Com Passos Coelho fora de jogo e o PSD entregue a dois candidatos que não entusiasmam um único hominídeo desde a invenção do iPhone, era bom que a legislatura chegasse ao fim. Tal como o soldado que é um exemplo de coragem até quebrar de vez e passar a assustar-se com a própria sombra, António Costa anda desde Outubro de cabeça perdida. Convinha que se recompusesse, para bem do país. Talvez possa perguntar ao Infarmed se tem por lá algum medicamento para isso.
.
By João Miguel Tavares
in. "Público"
23.Nov.2017

22 novembro 2017

Não houve nada de novo...

... num "pequeno poema" de 
Sebastião da Gama
a que o autor deu o nome de
Pequeno poema
.
Sebastião da Gama

.
Pequeno poema

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.

Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais…
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.

Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém…

Pra que o dia fosse enorme.
bastava,
toda a ternura que olhava
nos olhos da minha Mãe…
.
in. "Poemas de amor"
Serra - Mãe
Junho/1957

21 novembro 2017

Não há professores...

Cada professor é um professor...
... é o título de um artigo de 
João Miguel Tavares
na sua coluna do "Público" denominada
"O respeitinho não é bonito"
.
João Miguel Tavares
.
Eu sou um produto, para o bem e para o mal, da escola e da universidade públicas. Nunca andei em instituições privadas. Três dos meus quatro filhos frequentam a escola pública, e a mais nova só não frequenta porque ainda tem cinco anos. Há razões financeiras para esta escolha, pois os filhos são muitos, mas há sobretudo razões de princípio: acredito na importância do ensino público; frequentei-o numa época em que era menos exigente do que hoje e não me dei mal; prefiro que os meus filhos cresçam longe das bolhas elitistas (sem desprimor) que são os melhores colégios privados; acho até que certas limitações próprias da escola pública têm vantagens em termos de autonomia e de resiliência (se os pais desempenharem bem o seu papel); e prefiro investir o dinheiro que poupo na mensalidade dos colégios em actividades extracurriculares, ou a viajar com os miúdos para fora do país nas férias do Verão ou da Páscoa, para ganharem mundo
Este primeiro parágrafo serve dois objetivos: demonstrar que sei do que falo quando falo da escola pública, e tentar afastar o preconceito de que quando critico Mário Nogueira, os sindicatos ou certos privilégios da classe estou a atacar cada professor em particular. Deixem-me ser claro quanto a isto, correndo o risco de parecer foleiro: não há mais belo, nem mais nobre trabalho do que o de professor. De nenhuma outra profissão tanta gente algum dia disse “graças a ele, a minha vida mudou” ou “nas suas aulas, descobri a minha vocação”. Tive professores extraordinários, tal como os meus filhos tiveram professores extraordinários. Mas, como é óbvio, também existe o outro lado: tive péssimos professores, tal como os meus filhos já tiveram péssimos professores.
Há décadas que se reconhece a importância de tentar distinguir uns dos outros, para que os extraordinários possam ser devidamente premiados, e os péssimos necessariamente penalizados. Há décadas que esse exercício é um fracasso. Continuamos a alimentar este paradoxo: os professores são a corporação mais poderosa do país, embora poucas profissões estejam tão radicalmente dependentes do carisma individual de quem a exerce. Ser professor é estar sozinho, durante infindáveis minutos, à frente de uma plateia heterogénea e resmungona, que necessita de ser diariamente conquistada. Não existe, nem nunca existiu, essa entidade abstrata chamada “os professores” – existem dezenas de milhares de indivíduos a desempenhar uma função singular e complexa, que de forma alguma podem ser confundidos com um grupo profissional homogéneo, como se fossem mineiros, estivadores ou trabalhadores numa linha de montagem.

Romagens de Saudade...

... do Liceu de Castelo Branco
Em 16 de Junho de 1979
nu último jantar da 7ªRomagem
.
Carlos Robalo, Matilde Pinto de Paula e Maria Gil

20 novembro 2017

Alcedo atthis...

...numa homenagem de 
Miguel Torga
feita em 28 Set 1942
em Barril de Alva.
com o título de 
Saudação.
.
Miguel Torga
.
.
Saudação
.
Não sei se comes peixe, se não comes.
Irmão poeta Guarda-Rios:
Sei que tens céu nas asas e consomes
A força delas a guardar os rios.
.
É que os rios são água em mocidade
Que quer correr o mundo e conhecer;
E é preciso guardar-lhe a tenra idade,
Que a não venham beber...
.
Ave com penas de quem guarda um sonho
Líquido, fresco, doce:
No meu livro te ponho
E eu no teu rio fosse...
.
Miguel Torga

19 novembro 2017

Hoje há pintura...

Francisco de Goya e Lucientes
1746 - 1828
Pintor espanhol
Romantismo.   
.
S.Gregório

18 novembro 2017

Escrito na pedra...

In. “Público”
24.05.2015
.
“Olha à direita e à esquerda do tempo, e que o teu coração aprenda a estar tranquilo.”
.
Federico Garcia Lorca
1898-1936
Poeta e dramaturgo espanhol

17 novembro 2017

Parabéns!... 17 Novembro

A Maria Regina faz anos hoje.
Um beijinho e um chi-coração
.
Maria Regina Bidarra Gomes

16 novembro 2017

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Dezembro de 1959
.
- A minha mulher nunca se atreve
a intimidar-me... eu desmaio!

15 novembro 2017

Uma parábola...

...escrita por
Miguel Torga
em 30 de Agosto de 1942
no Gerês
.

Miguel Torga
.
Parábola
.
No silêncio do parque abandonado
O repuxo prossegue a sua luta;
É um desejar alado
A sair duma gruta.
.
Ergue-se a pino ao céu como uma lança;
Ergue-se a pino, e sobe na ilusão;
Até que a flor do ímpeto se cansa
E cai morta no chão.
.
Mas a raiz do Sonho não desiste;
Subir, subir ao céu, alto e fechado!
E o repuxo persiste
Na solidão do parque abandonado.
.
Miguel Torga

14 novembro 2017

Escrito na pedra...

In. “Público
0
1.11.2017
.
A soberba nunca desce de onde sobe, mas cai sempre de onde subiu.”
.
Francisco Quevedo
1580 - 1645
escritor

13 novembro 2017

Parabéns!... 13 de Novembro

O Luís faz hoje anos...
Deixo aqui um abraço grande.
.

Luís Joaquim Carrega Marçal Grilo 

Parabéns!... 13 de Novembro

A Carol Diaz Tapíá
faz hoje 38 anos...
.
Carol Diaz Tapiá

12 novembro 2017

Eles foram professores do Liceu...

António Aires de Abreu
.
Era natural de Galafura, Peso da Régua onde nasceu em 17 de Dezembro de 1893. Tinha uma licenciatura em Ciências e era diplomado pela escola Normal Superior de Coimbra.

António Aires de Abreu
.
Foi professor efectivo do 8ºgrupo (Matemática) tendo sido nomeado, no ano lectivo de 1928/29, por despacho de 13 de Outubro de 1928, publicado no Diário do Governo nº247, II Série de 25 de Outubro de 1928. Assinou o seu primeiro auto de posse em 25 de Outubro de 1928 e manteve-se no Liceu até30 de Setembro de 1957.
Veio transferido do Liceu Fialho de Almeida, em Beja.
A partir de 7 de Janeiro de 1939 exerce durante dois anos lectivos o cargo de Vice-Reitor mas no ano lectivo seguinte, exerce o cargo de Director de Ciclo. Como curiosidade devo referir que, pela primeira vez, surge neste auto de posse, lavrado em 25 de Outubro de 1940, a referência ao cargo de “Director de Ciclo”
Em 8 de Janeiro de 1941 regressa ai cargo de Vice-Reitor;
Em 17 de Novembro de 1941 volta a ter a seu cargo uma Direcção de Ciclo, situação que repete no ano seguinte, com posse registada em 9 de Novembro de 1942.
No ano letivo de 1943/44 exerce as funções de Secretário do Liceu, tendo assinado o respectivo auto de posse em 22 de Novembro
Em 17 de Janeiro de 1957 é nomeado Diretor das Instalações de Física, apesar de ser professor do 8ºGrupo.

11 novembro 2017

As Romagens de Saudade...

...no Liceu de Castelo Branco,
em 16 de Junho de 1979
.
.
A Dr.ª Ludovina Barroso descerra a placa toponímica
da Rua Antigos Estudantes de Castelo Branco

10 novembro 2017

Recordações...

...na "Quinta dos Xendros"
Santarém
em 03.06.2001
.
GI

09 novembro 2017

Setubalense - 1971 - Janeiro

.
04. Janeiro
Foram eleitos os Corpos Gerentes da Sociedade Musical e Recreativa União Setubalense.
Mantiveram-se os mesmos elementos.
.
06. Janeiro
Veiga Simão comunica ao País a sua reforma geral do ensino.
.
06. Janeiro
Começaram os trabalhos para a ligação da rua Gen.Daniel de Sousa com a Avenida Todi.
.
09. Janeiro
EICS
Domingos Ramos Carrilho do Rosário foi empossado no cargo de sub-director da Escola Industrial e Comercial de Setúbal.
.
11. Janeiro
A Cidade
Começaram os trabalhos para alinhamento da Avenida Portela com a Estrada dos Ciprestes.
.
13. Janeiro
A Cidade
Entrou em funcionamento a sinalização luminosa para o trênsito. (no cruzamento da Avenida Duarte Pacheco com a rua Camilo Castelo Branco.)
.
18. Janeiro
Um buraco no Ribeiro do Livramento impede o trânsito na rua Joge de Sousa
A abóbada da Ribeira do Livramento cedeu, deixando um buraco no pavimento da Av.22 de Dezembro.
.
18. Janeiro
Jovem pianista setubalense na Televisão
Apresentou-se no passado dia 10, preenchendo o programa "Os Jovens e a Música", a aluna da Academia de Músics Luisa Todi, Isabel Maria Pinho Duarte.
.
18. Janeiro
A Comissão de Festas de Setúbal promoveu uma reunião de elementos de Colectividades Recreativas e Desportivas, com o Presidente da Câmara a que assistiram também o deputado Rogério Claro e o Presidente da Comissão de Festas, eng.António Barroso.
.
18. Janeiro
Major Pinto de Sousa
No Café Central realizou-se na passada 6ªfeira à noite, um jantar de homenagem ao Sr.Major Pinto de Sousa, que vai partir para o Ultramar.
.
21. Janeiro
Os novos Corpos Gerentes do Clube Setubalense
Assembleia Geral -
Presidente - Dr.Estêvão Moreira
Vice-Presidente - Dr.António Emílio Sendas
1ºSecretário - Dr.José Caldeira Areias
2ºSecretário - José Cândido Arôcha
.
Direcção:
Presidente - José Luis Silva Ahrens Novais
Vice-Presidente - Leonardo Neto Pereira
Secretário - José António Telles Duarte Gomes
Vice-Secretário - Francisco Lacasta Nascimento e Oliveira
Tesoureiro - António O´Neill
Suplente - Dr.José Martins Soveral Rodrigues
Suplente - Avílio de Barroso e Rebelo Neves
Suplente - José Eduardo Lança da Silva Gomes
.
25. Janeiro
Serviços de Limpesa
Máquina varredora-aspiradora nas ruas da nossa cidade.
.
25. Janeiro
Andréa
Encontra-se há cerca de 2 meses na Itália
.
27. Janeiro
Reportagem sobre o Liceu Nacional de Setúbal, com mini-entrevistas a alunos e funcionários (D.Tomásia, Sr.Agostinho e Francisco José Silva (o sr."Chico Caramelo") e com o reitor Dr.Armindo Gonçalves.
A preocupação de comparar o Liceu de hoje com o de ontem...

08 novembro 2017

Coisas do passado...

Em 29 de Setembro de 1970
No barco, caminho de um almoço em Troia no restaurante da Torralta
.

O Rui Crespo de Oliveira (Rui Carmona), NN e António Cardoso Ferreira

07 novembro 2017

São quadras, meu bem...São quadras...

.
A Lua oculta a face
Por detrás de um Sol sem chama.
Também te escondes de mim...
Não gostas de quem te ama!...

06 novembro 2017

Velha varina...

Esposende
Setembro/1977
.
Varina na lota de Esposende

05 novembro 2017

Hoje há pintura...

Amedeo Modigliani
pintor italiano
1884 - 1920
Fauvismo
.
Modigliani 
auto retrato

04 novembro 2017

Escrito na pedra...

In. “Público
3
1.10.2017
.
Não conspira quem nada ambiciona.”
.
Sófocles
496 a.C.- 406 a.C.
Poeta 

03 novembro 2017

São coisas do passado...

Em 15 de Agosto de 1970
Na travessia do Sado, um grupo de amigos do Café Central,
a caminho de um almoço no restaurante da Torralta.
.

Rui Crespo Carmona, Mário Costa e Machado Pinto.
Lá atrás, de óculos escuros, o Manuel Tavares, o dono da
empresa dos barcos que faziam a travessia do rio.

02 novembro 2017

São quadras, meu bem!... São quadras

.
"A cada pancada tua                   
vibrando no céu aberto                          
sinto mais longe o passado
sinto a saudade mais perto".  

fernando pessoa

01 novembro 2017

Parabéns, Luciano...

Nasceu em
1 de Novembro de 1927
Comemora hoje 90 anos...
mas ninguém lhos dá!...
Está óptimo...
.
Luciano dos Santos Costa