31 outubro 2015

Sonho e aguarela...

...num poema a que 
Isabel Monteiro 
deu o nome de 

"recordando as palavras"
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Isabel (Bébé) Monteiro
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recordando as palavras...

Faz-se de palavras a poesia inteira
Bordada nas pérolas que enfeitando vão
Palavras fechadas, cheia a prateleira!
Outras bem sabemos a rolar no chão

Connosco as palavras ao amanhecer
Colho-as na janela que rasgo a escutar
E são chilreadas, novo acontecer
Ao vento e à chuva ficam a bailar

Palavras que gritam, silêncio da alma
Fumo do cigarro ondeando vão…
Do jardim as colho ardendo na calma
Deixo-as repousar tão lindas que são

Palavras sofridas cravejando o peito
Desenrolam mágoas tristes a saber
Ficamos com elas muito ao nosso jeito
Das rosas os espinhos são também querer

Palavras de amor sonho e aguarela
Tão feliz singelas o mundo abarcando
Pudesse deitada cobrir-me com elas
Dessas mais antigas quanto mais sonhando

um dia chegará, te direi das palavras
com sulcos no rosto tão doces amargas...

Lx:28/10/2011
Isabel Monteiro

30 outubro 2015

A obra artística dos escultores...

...Isabel Carriço e Fernando Branco...
Em 1975, comemorando o Ano Santo
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Anverso - Reconciliação  do Homem com Deus 
Reverso - Renovação em cada Homem - Em todos os Homens
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Executado em Prata, Cobre e Bronze.
Ed. Gravarte 1975

29 outubro 2015

Em Oleiros vai encontrar...

...os melhores medronhos e as melhores castanhas!...
Aproveite este fim-de-semana e dê por lá uma volta...
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É a 9ª Mostra do medronho e da castanha
31/Outubro e 1/Novembro

28 outubro 2015

Ou mesmo 6 ou 7 %...

"E se 4% dos piores professores 
fossem afastados das escolas?"
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Este é o título do artigo elaborado por 
Andreia Sanches 
que surgiu na edição do "Público", editada hoje.
na coluna "Educação"


Em conferência da Gulbenkian, Eric Hanushek, especialista 
em Economia da Educação, apresentou cálculos sobre o 
impacto que teria afastar os professores “menos eficazes”

Eric Hanushek
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Ordenem-se todos os professores portugueses, do “mais eficaz” para o “menos eficaz”. “Depois pensem em substituir os menos eficazes por professores médios.” Não precisam de ser excepcionais, para o impacto ser grande. O desafio é do norte americano Eric Hanushek, especialista em Economia da Educação, que esteve ontem na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. 

As contas estão feitas para países como os Estados Unidos ou a Inglaterra. E Hanushek apresentou vários gráficos: substituir apenas 4% dos professores — os “menos eficazes” — significaria um ganho, em termos dos resultados dos estudantes de 15 anos, a Matemática e Ciências, que colocaria os Estados Unidos (que, em termos de performance dos alunos desta idade, não se tem afastado de Portugal) ao nível da Polónia. No ranking internacional das competências dos alunos, a Polónia está, como se verá à frente, bem acima quer de Portugal, quer dos Estados Unidos

Um dos gráficos mostra mais: o impacto de afastar entre 6% e 10% dos professores “menos eficazes” colocaria o país deste investigador do Instituto Hoover, na Universidade de Stanford, ao nível da Finlândia, uma das nações ou regiões que têm melhores resultados educativos do mundo (só atrás da Coreia do Sul, Hong Kong, Singapura e Xangai). 

E, em Portugal, também seria assim como mostram os gráficos? Eric Hanushek sorri quando se lhe pergunta, no final da sessão na Gulbenkian. “Também em Portugal os professores são muito diferentes uns dos outros”, responde. Mas as contas apresentadas, diz, são apenas um “incentivo” para que se pense se não faria sentido saber, tal como nos EUA, na Inglaterra e noutros países, qual a composição do corpo docente, tendo “no pensamento” esta questão do impacto nos alunos. E quais seriam os efeitos económicos da melhoria dos resultados dos alunos? O norte-americano vale-se uma vez mais dos testes PISA (o estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico que regularmente avalia os conhecimentos e competências dos jovens de 15 anos, nomeadamente a Matemática e Ciências, e os compara cerca de 60 países). 

Se Portugal conseguisse que os seus alunos atingissem, nos próximos 15 anos, mais 25 pontos, em média, nesses testes do que nas últimas duas avaliações internacionais, feitas em 2009 e 2012, aproximando-se assim dos resultados da Polónia, isso reflectir-se-ia numa “taxa de crescimento [do PIB] 0,5% mais alta a cada ano”. E “0,5% é muito, a longo prazo”, diz o norte-americano.

Mais exames 
Os trabalhos daquele que é considerado “um grande especialista em análise de desenvolvimento económico de questões educativas”, como o apresenta a Gulbenkian no programa da sua Conferência Internacional sobre Educação de 2015, que ontem aconteceu, têm sido bastante debatidos nos últimos anos, em vários países. 

Eric Hanushek considera que a qualidade e a eficácia dos professores devem ser avaliadas através da análise da progressão do desempenho escolar dos seus estudantes e pelo “valor acrescentado” que introduzem. Tem ainda defendido que a qualidade de quem ensina é mais importante do que o tamanho das turmas, por exemplo — na verdade, sustenta, se se reduzir o tamanho das turmas, isso terá pouco impacto. 

Para isso, na visão de Hanushek, é preciso, desde logo, ter sistemas educativos onde os alunos sejam avaliados com exames centralizados — para que se tenha noção do que sabem “à entrada de um ciclo de ensino e, depois, à saída do ciclo de ensino” —, de forma a medir a eficácia dos professores. Sugestão para Portugal: “Manter e até aumentar o sistema de exames.” 

Na Gulbenkian, sublinhou ainda a importância de valorizar os directores de escola, dando-lhes margem para escolher o corpo docente. "Se o salário dos directores não tiver a ver com o desempenho dos alunos, eles não têm de se preocupar com a escolha dos professores. No México, até se pode comprar o cargo de professor."

Compromissos precisam-se

Então e os outros factores que supostamente também influenciam a qualidade da educação - a precaridade laboral dos docentes ou a forma como são pagos, por exemplo? Foi a pergunta de uma das participantes na conferência. Resposta: "Se aumentarem os salários dos professores em Portugal, vão ter 120 mil pessoas a sorrir, mas os que não são eficazes vão continuar a dar aulas."

“Se a qualidade de quem ensina é mais importante do que o tamanho das turmas Em conferência da Gulbenkian, Eric Hanushek, especialista em Economia da Educação, apresentou cálculos sobre o impacto que teria afastar os professores “menos eficazes” desempenho de maus professores”. Hanushek é antes partidário dos “incentivos directos ao desempenho”, recompensando quem se sai melhor. E de uma maior autonomia dos estabelecimentos de ensino — que só pode existir se houver “prestação de contas”. 

Regresso ao PISA. Nos cálculos do investigador, com base nos resultados das avaliações feitas em 2009 e 2012, ao nível das competências dos alunos a Matemática e Ciências, Portugal está em 30.º lugar, em 63 países. Os EUA estão em 28.º. A Polónia — um dos escolhidos para a comparação feita na Gulbenkian — em 12.º. E a Finlândia em 5.º. 

Portugal tem melhorado, diz, mas mais é possível — e desejável, já que “o crescimento económico está intimamente relacionado com as competências da população”. Hanushek recomenda, assim, ao país que “continue” a promover a melhoria da qualidade das escolas, tarefa “que requer compromissos que durem algum tempo”. 

Terminada a sua intervenção, seguiu-se uma mesa-redonda com a cientista Maria de Sousa, a artista plástica Ângela Ferreira e o escritor Mário de Carvalho. Todos convidados a falar do seu percurso formativo. Mário de Carvalho lembrou um seu professor de Inglês que tinha “uma pronúncia que não seria a de Oxford”, mas que conseguiu pôr os alunos, mesmo os mais fracos, “a ler textos complexos”, a “interessarem-se” e a melhorar as notas. “Tem-se instalado uma visão técnico-burocrática do ensino”, criticou, uma “obsessão pelas quantificações, os mapas, os gráficos”, quando “a cidadania é o conceito-chave”. E defendeu: “A nobre profissão de professor” deve ser “prestigiada”. 

Na parte da tarde, Miguel St. Aubyn, catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, era um dos outros convidados. A ideia central da sua intervenção: “A educação e a formação em capital humano surgem não tanto como causa imediata do crescimento [económico], mas como a sua condição necessária.” 

Acrescentou, no final, um breve retrato dos professores portugueses — os tais que Mário de Carvalho quer ver “prestigiados” — e sintetizou assim o que se passa. “A percentagem de professores com menos de trinta anos diminuiu de 15% em 2000/2001 para 1,1% em 2013/14. Ou seja, não se encontram praticamente jovens professores na escola, com tudo o que isso significa na falta de renovação em termos das práticas científicas e pedagógicas. Um professor do ensino básico ou secundário ganhava, em média, um pouco menos de 2000 euros brutos em Outubro de 2014.” No seu conjunto, diz, esta caracterização da profissão, “cada vez menos e mais velhos, sem possibilidade de progressão na carreira, sofrivelmente remunerados, faz temer pela evolução qualitativa do sistema educativo português”.
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"Publico"
27.10.2015

Pergunto ao vento...

Um poema de
Isabel Monteiro
in Fb - 20 10 2015

Bébé Ribeiro

Pergunto ao vento
Se me leva
Com ele a qualquer lugar
Sopra o vento e suspirando
Corre voando voando
Não me quer ver chorando
Pergunto ao sol
Se me eixa
Nos meus olhos seu raiar
Que a distancia confundiu
O sol esconde-se nas nuvens
Desaparece emudece
E nem sequer me sorriu
Pergunto ao mar
Se me leva
Nas quilhas leves das ondas
Ou no seu leito de espumas
Rumo ao sul e rumo ao norte
Aliviando o tormento
Fez-se logo o mar cinzento
Com aves negras voando
Serpenteando os escolhos
Perderam-se os horizontes
Na cascata dos meus olhos
A Distancia tem distancias
Minha distancia um deserto
Que temendo vou tecendo
Sem nunca mais ter lugar
E não sei mesmo, não sei
Se há um céu onde me encontre
Se há um mar onde me perco.
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Bébé Ribeiro
In Facebook
20 Out 2015

27 outubro 2015

Vasco Pina Cabral disse...

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Exº Senhor

Nunca tive o prazer de o conhecer, mas definitivamente, a partir do momento em que 'encontrei' o Senhor na Net, passei a venerá-lo, pois acho glorioso recordar as pessoas e os tempos idos de Castelo Branco.
Permita-me que me apresente: Sou Vasco Alexandre Almeida Esteves de Pina Cabral, neto do Dr. Eduardo Almeida Esteves, filho da Maria Luisa e do dr. José Tudela de Pina Cabral, que foi estomatologista durante vários anos no andar por cima da papelaria Semedo.
Adoraria saber se tem mais informações sobre o meu Avô ou meus Pais.
Se eventualmente me quiser contactar, o que seria para mim um privilégio, o meu mail é:xxxxx-xxxxxx@hotmail.com
Estou absolutamente deliciado com o seu blogue! Por favor continue!
Bem haja!

Com os melhores cumprimentos,
Vasco Pina Cabral

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26 outubro 2015

Não fazem sentido nenhum...


Num artigo de Opinião
de Vasco Pulido Valente, 
publicado no Público de hoje,
domingo 25 de Outubro de 2015
com o título  "E depois do recreio?"

Vasco Pulido Valente
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Depois de terem espremido tudo o que puderem de António Costa, ou seja, do Estado, ou seja, do contribuinte, onde ficarão o Bloco e o PC? Deixaram pelo caminho as causas e os símbolos que os distinguiam (a hostilidade à NATO e à Europa) a troco de alguns ridículos remendos na interminável miséria do país. Fizeram grandes discursos para desabafar. Insultaram o Presidente e a direita. Espalharam um bom saco de calúnias. E o resultado? O resultado não foi nenhuma espécie de libertação e eles, como os portugueses, continuarão presos ao mecanismo que tanto odeiam. A “esquerda” acabará por pagar este recreio que o dr. Costa inventou. Saíram das suas cavernas, respiraram fundo e conseguiram mesmo uma vaga impressão de poder, que de certeza os regalou muito.

Mas, fora isso, não chegaram a parte alguma e, entretanto, produziram um desastre, que imediatamente lhes baterá à porta. Não admira que não ligassem nenhuma a Yanis Varoufakis que por cá apareceu a pretexto de uma conferência. Mais sóbrio e sorridente, Varoufakis disse três coisas que, na sua actual excitação, a “esquerda” não queria ouvir

Primeira: que Portugal estava tão falido como a Grécia e que não se podia salvar com um pequeno conserto. 
Segunda: que é preciso uma “conversa” séria para eliminar esta “crise” e “acabar a austeridade”.
E terceira: que Portugal deve rasgar os “compromissos” que não é capaz de cumprir
Para Varoufakis, o problema, no fundo, só se resolve com uma revolução europeia, mais precisamente com a “democratização” da Europa.
A ideia não é boa, mas não é tão má como a “interpretação inteligente” dos tratados, congeminada por António Costa (o Bloco e o PCP, que se saiba, não pensam). Varoufakis copia nesta matéria um dos gurus da “esquerda” o filósofo Jürgen Habermas. Habermas também acha que a sobrevivência da Europa está numa democracia radical, que transforme cada cidadão num actor político, desde a rua ou aldeia em que vive até aos soleníssimos píncaros do Estado. A privacidade sempre se dissolveu (e o terror prosperou) nessas fantasias, mas não me parece que o filósofo se importe muito. O que lhe falta, e é pena, é um povo europeu para “democratizar”; uma cidadania devota que sustente um “patriotismo constitucional”, como ele julga que sucede na América. De qualquer maneira, Varoufakis e Habermas fazem algum sentido. O Bloco e o PCP não fazem sentido nenhum.

25 outubro 2015

Mais uma "estrela" no Céu...

Morreu Maureen O’Hara,
estrela da era de ouro de Hollywood
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Era a última grande vedeta, e grande actriz, sobrevivente da época clássica de Hollywood
memória viva dessas longínquas décadas douradas.
Faleceu em sua casa em Boise, no estado norte-americano de Idaho, rodeada pela família e a ouvir "a sua música preferida", do filme "O Homem Tranquilo" 
Maureen O’Hara

Maureen O’Hara, conhecida pelos seus papéis de mulheres intempestivas - nomeadamente ao lado de John Wayne nos filmes de John Ford -, morreu ontem, dia 25 de Outubro. Tinha 95 anos. 
Esta linda ruiva nascida na Irlanda era uma das últimas estrelas da era de ouro de Hollywood, contando com papéis em O Homem Tranquilo (1952) ou O Vale Era Verde (1941).
Descoberta pelo actor e mais tarde produtor e realizador Charles Laughton - que lhe mudou o nome de família Fitzsimons para o artístico O'Hara,- a actriz estreou-se no cinema britânico com pequenos papéis, chegando a Hollywood com uma participação em "A Pousada da Jamaica", de Alfred Hitchcock, em 1938 e, depois, dando nas vistas como a Esmeralda de "O Corcunda de Notre Dame", de Laughton (1939).

Setubalense - 1968 - Novembro

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02 Novembro
Governo Civil
Realizou-se no dia 31 de Outubro a posse do Sr. Governador Civil, Dr. José Cardoso Ferreira.
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02 Novembro
Taça das “Cidades com Feira”
Com uma exibição de bom rendimento, o Vitória castigou duramente uma grande equipa de futebol francês
Vitória, 5 – Lyon, 0
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06 Novembro
Na Página “Tribuna Feminina”, coordenada por Annabela, mencionam-se os nomes das nove Musas:
1ª. Urânia que preside à Astronomia.
2ª. Cléo, musa da História.
3ª. Calíope, que preside à Eloquência.
4º. Thalia, deusa da Comédia
5ª. Melpomena, deusa da Tragédia.
6ª. Erato, musa da Poesia Lírica
7ª. Euterpe, que inspira a Arte Musical.
8ª. Rolímnia que preside à Retórica.
9ª. Terpsicore, musa da Dança.
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06 Novembro
Segundo a imprensa Suíça,
Há uma nova “pérola negra” no futebol português.
Chama-se Jacinto João.
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11 Novembro
UEFA
O major Carrilho do Rosário foi eleito membro da União Europeia de Futebol.
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11 Novembro
Exposição de pintura
Álvaro Perdigão expõe na Galeria Nacional de Arte, à Praça Marquês de Pombal.
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13 Novembro
Governo Civil.
Vitor Brito de Sousa é o novo Governador Civil substituto.
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13 Novembro
Novo Engenheiro
Terminou o seu Curso de engenheiro Electrotécnico, o Sr. Eng.Luís Filipe Lemos Ferreira.
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13 Novembro
A venda de espaço aéreo.
… a nossa Câmara deliberou providenciar de modo a poder efectuar-se a venda de parte do espaço aéreo sobre a referida Travessa (de Jesus) de harmonia com o plano de aproveitamento dos prédios contíguos.
Se bem percebemos, a travessa em causa não desaparecerá mas sobre ela virá a ficar o tal novo edifício.
Ora, já temos uma passagem de sub túnel ali na rua Daniel de Sousa; ao que se diz, identicamente acontecerá, em breve, com a Travessa de S.Caetano
…O grande inconveniente da moda é a facilidade com que se generaliza. Se a moda passa…
… Se os americanos que fundaram companhias para vender terrenos na Lua, ainda não viram qualquer resultado no negócio, Deus nos livre de que , qualquer dia, se lembrem de construir empresas para transaccionar “espaço aéreo”, em grande, em Setúbal.
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16 Novembro
Carlos Ferreira entrevista Augusto Cabrita.
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18 Novembro
Corpos Gerentes da Sociedade União
Assembleia-Geral:
Presidente – José Augusto Santana da Silva
Direcção:
Presidente – Eugénio Moreira Rodrigues
Conselho Fiscal:
Presidente – José Andrade
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23 Novembro
No “France Football”
O Vitória a par do Barcelona na classificação europeia.
É o melhor clube português, com 10 pontos, a par do Barcelona, Munique, Hamburgo, Saint-Etienne e Standard de Liége.
Sporting e Guimarães, com 8 pontos, encontram-se em 14º.
O Benfica com 5 pontos ocupa o 30º  lugar com 5 pontos.
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25 Novembro
Campeonato Nacional da 1ª Divisão, em Futebol.
O “Holiday on ice” do futebol português realizou um espectáculo na gala da Tapadinha.
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25 Novembro
O Comandante-Geral da Legião Portuguesa, General Fernando de Oliveira entregou ontem a medalha “Dedicação Prata”, ao Sr. Dr. Constantino de Goes.
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30 Novembro
Clube Naval Setubalense
O Clube Naval Setubalense nomeou uma comissão para coordenar as actividades do seu pavilhão gimnodesportivo, cuja composição é a seguinte:
José Ferreira Albuquerque
Rui Crespo de Oliveira
Vinício Ferreira e Carvalho
Alfredo Alberto Massano Delicado
Fernando José Pedro de Sousa Vasco
João de Almada Contreiras
Élio Ramos Santana
Manuel Mendez Fernandez
Jorge Manuel da Silva Costa
António Manuel Fernandes Alves.

O Sr. Presidente Manuel Tavares conferiu-lhes a posse.

24 outubro 2015

Fátima Bonifácio...

...lá tem as suas ideias.
Com as quais muita gente concorda!
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Fátima Bonifácio

Excerto do texto "Costa no seu labirinto"
no "Observador" de 11 de Outubro, pp.

(...)

Parto para a análise da intrincadíssima situação em que o País mergulhou, pela mão traiçoeira de Costa, de quatro dados que ou têm sido omitidos ou pouco valorizados. São, para mim, dados essenciais e decisivos. Essenciais significa essenciais. Decisivos significa que determinaram tudo até agora e continuarão a determinar no futuro. Apenas não sei qual é o limite temporal deste futuro, nem qual será o seu desfecho. Esses dados são:

1º. Costa é um homem absolutamente desesperado.
2º. Costa já não tem nada, mas mesmo nada de nada a perder.
3º. Tudo o que não seja chegar a primeiro ministro não basta para o salvar.
4º. Costa não tem carácter, não é homem de palavra, não olha a meios.

O desespero é mau conselheiro em todas as circunstâncias. No caso de Costa, em que o desespero ainda por cima se conjuga com o vexame pessoal, a primeiríssima prioridade do ex-Messias é salvar a sua pele, custe o que custar, doa a quem doer, pague quem pagar. País, partido, eleitores e simpatizantes foram banidos do perímetro das suas preocupações, no interior do qual ele esbraceja como um náufrago para se salvar. Está disposto a tudo, a renegar tudo, a arrasar tudo, desde que ele se erga dos escombros – e escombros já há – e possa anunciar: venci todos, ganhei tudo! Da plateia do seu palco imaginário, o PCP e o Bloco soltarão uma sonora gargalhada. O triunfo anunciado por Costa repousa por inteiro nas mãos deles. No momento propício e oportuno para cada um destes dois adversários entre si, cada um deles lhe puxará o tapete para que todos possam ver que “o rei vai nu”.

Costa já não tem nada a perder. Jogou tudo, apostou tudo naquele fatídico dia em que escarneceu da vitória “poucochinha” por que Seguro ganhara as europeias à Coligação. Ficou obrigatoriamente comprometido com o imperativo irrevogável de lhe contrapor um triunfo esmagador nas legislativas de 2015. Durante um ano andou levado em ombros, empunhando a taça dos vencedores, muito antes de ter vencido e de a batalha começar. Perdeu abjectamente. A muito ténue esperança que lhe restava (ou já nem isso ?) a poucos dias do 4 de Outubro transmutou-se num ápice numa tormenta. O vexame era insuportável. De uma penada, perdia um curriculum de décadas, o sonho de uma vida, um presente triunfal, e diante de si abria-se um futuro vazio. É formado em Direito, mas não é jurista, e teria de recomeçar a advocacia por um segundo estágio. Não exerce profissão para que se possa virar. Aos cinquenta e quatro anos já não se pode começar nada. Sem um passado sobre o qual se continue a construir para a frente, o resto da vida não passará de um frustrante remedeio. Ou seja, não é vida. A solução para este desastre pessoal surgiu rápida: não vencera as eleições, mas ainda podia vencer o eleitorado.
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Fátima Bonifácio
in.Observador

Já era assim...

...há 125 anos.
Eça de Queiroz
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A Única Crítica é a Gargalhada

A única crítica é a gargalhada! Nós bem o sabemos: a gargalhada nem é um raciocínio, nem um sentimento; não cria nada, destrói tudo, não responde por coisa alguma. E no entanto é o único comentário do mundo político em Portugal. Um Governo decreta? gargalhada. Reprime? gargalhada. Cai? gargalhada. E sempre esta política, liberal ou opressiva, terá em redor dela, sobre ela, envolvendo-a como a palpitação de asas de uma ave monstruosa, sempre, perpetuamente, vibrante, e cruel – a gargalhada! Política querida, sê o que quiseres, toma todas as atitudes, pensa, ensina, discute, oprime – nós riremos. A tua atmosfera é de chalaça.
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Eça de Queirós, 
in 'Uma Campanha Alegre'
1980/1981

23 outubro 2015

Humor antigo...

in. "CanCan" nº6
de
20.AGO.1959
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- A ver se assim acordas!... Ou vieste passar 
o dia comigo ao campo para descansar?...

22 outubro 2015

A obra artística dos escultores...

...Isabel Carriço e Fernando Branco

Os autores
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Em 1975, numa homenagem a 
Maria Helena Vieira da Silva
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Representação escultórica do quadro a óleo
"Conseil du Nombre, 1967"
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Diâmetro - 40 mm
Executada em prata, cobre e bronze.

21 outubro 2015

Parabéns!... 21 de Outubro

A Luísa Abreu faz anos hoje.
Beijinhos, muitas prendas e um belo dia de anos.
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Maria Luísa Duarte Gomes Abreu 

20 outubro 2015

As Flores de Lótus...

... é o título do próximo romance de
José Rodrigues dos Santos
cujo lançamento de realizará em Lisboa,
na Sociedade de Geografia,
às Portas de Santo Antão
no próximo dia 24 de Outubro.
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José Rodrigues dos Santos

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19 outubro 2015

Já foi há uns dias...

...que Viriato Soromenho Marques 
emitiu estas suas opiniões
cfr. "Observador" (11 10 2015)
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Viriato Soromenho Marques
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"Em equipa que ganha não se mexe é uma máxima que se aplica geralmente aos vencedores. O seu inverso também costuma ser verdade. E é isso que começa por dizer Viriato Soromenho Marques. “Quando há uma derrota muda-se de treinador. António Costa assumiu a liderança do partido com o objectivo de conseguir a maioria absoluta e perdeu. Não pode continuar à frente do PS“.

Para Soromenho Marques, a saída de Costa da liderança do partido seria a chicotada psicológica num partido que “está escavacado e precisa de ser renovado. Um dirigente que não consegue sequer controlar o seu partido não pode continuar”, insiste.

Até ao congresso extraordinário, o “PS e António Costa têm um dever: contribuir para que haja um governo estável” e não caírem na “estupidez” de insistirem no bloqueio. O professor universitário acredita que o PS tem a obrigação de ser “inteligente” e abster-se na votação do programa do Governo e na discussão sobre o Orçamento.

No futuro, “é pouco provável” que António Costa “venha a ser reeleito” se o partido se abrir novamente a primárias. “Não haverá grandes possibilidades. Não acredito que os partidos sejam masoquistas“, resume Soromenho Marques.

18 outubro 2015

O arzinho repolhudo...

...do Dr.Costa.
Num artigo de Opinião
de Vasco Pulido Valente, 
publicado no Público de hoje,
domingo 18 de Outubro de 2015
com o título "Sem desculpa"
.
Vasco Pulido Valente

O PC, o Bloco e o PS discutem agora presuntivos pontos de um “programa comum”. Pelo que se tem sabido só discutem medidas que aumentam a despesa e medidas que reduzem a receita. Isto não parece impressionar António Costa, que anteontem foi à televisão garantir que os deveres de Portugal com a Europa (e os credores) serão rigorosamente cumpridos. Não se percebe como. Mas não nos devemos preocupar com esse pequeno pormenor: ou Costa mente ou planeia uma tremenda “austeridade” para os “ricos”, que infelizmente não existem ou tendo a fama não têm o dinheiro. De qualquer maneira, como não se cansam de dizer os peritos da televisão, as coisas estão muito divertidas. Para eles, pelo menos. Para nós, que, segundo o dr. Ulrich, “aguentamos tudo”, fica o prazer de contar os tostões.

Há ainda algumas dificuldades. Parece que não passou despercebido ao PC que no resto da Europa o apoio ao PS acabou por desfazer os partidos comunistas. E que o próprio Bloco, num ou outro intervalo lúcido, desconfia que lhe pode acontecer o mesmo. Uma desconfiança histórica leva essas duas meritórias congregações da nossa “esquerda” a não quererem negociar com Costa mais do que um programa mínimo para a investidura de um governo minoritário do PS. Costa, com o seu arzinho repolhudo de estadista, rejeita isto. Primeiro, porque a ideia de se tornar refém dos seus companheiros de caminho não o atrai especialmente. Depois, porque passar uns meses na rua da Imprensa à Estrela acabaria com ele. A lógica de Costa implica um contrato de legislatura ou, em última análise, uma coligação.

Até hoje não se resolveu nada. Mas bastaram meia dúzia de reuniões para provocar a indignação dos “puristas” do PS e da “esquerda”. A indignação no vazio não incomoda ninguém e é particularmente estimada pelas capelas do progresso. O caso muda de figura se ela se manifestar a propósito de actos do governo ou da sua omissão. O PS e o Bloco não se distinguem pela sua particular disciplina; e o PC é guiado por interesses completamente estranhos ao “bom funcionamento” do regime. O papel que Costa pretende equivale a tomar o comando de um grupo de guerrilhas, na esperança de o transformar no exército prussiano. Fora do mundo da fantasia as guerrilhas continuarão guerrilhas e Costa precisará de uma entrevista permanente na televisão para desculpar o que não tem desculpa.

Sob a forma de poema...

a Bebé Ribeiro
disse o que pensa desta "coisa"...
Escreveu em 13 de Outubro... quase a 14.
Gostei!
.
Isabel Monteiro.
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Nunca tal assisti na minha vida
Ganha a Coligação e o perdedor é que se mexe para "roubar" o lugar ao ganhador,
ONDE É QUE EU JÁ VI ISTO?
Como é que é?!...
Senhor Presidente da República?
(são permitidos estes golpes baixos e traiçoeiros em que medida?!)
sou uma descrente da política mas apesar de tudo, permitam-me a minha análise que é mais um desabafo ...
pois é.
A política é porca! Foi sempre assim. Já no tempo da D.Urraca o simbolo da política de então, era o rabo de uma porca. Não só pelos desmandos da D.Urraca, infidelidade praticada em vários sentidos mas por tudo o que acontecia na política de então
O que distancia a política de ontem com a de hoje?
Rigorosamente nada! Continua a ser porca
a política
vejamos o QUADRO FINAL:
Costa corre com Seguro
o Seguro riu-se agora de Costa
Costa não se conforma com a derrota das eleições
nem do riso do Seguro e seus companheiros
o PC e o BE passam a vida a zurzir António Costa
Costa não lhes quer dar ouvidos e manda-os calar
e desdenhosamente...passear! (Calem-se! gritava)

mas Costa quer apesar de tudo SER Ministro... à Força!
não interessa a politica e os princípios que regem um PC e BE
vai-se a eles como gato a bofes...
já não quer saber das ideias enraizadas nos partidos da esquerda
do mal que lhe fizeram, atacando-o sempre
do melhor para o país? Não!
quer o melhor para ele, o Costa
ser Ministro!
vai-se a eles com lágrimas e sorrisos
os "outros" põem os ideais de lado...
abanam o rabo e extravasam as emoções
querem poder e esquecem as raízes dos rígidos princípios
afinal ninguém os prenderá
e amanhã será a esquerda acostumada...
querem é poder sem olhar a meios
todos querem poder
o Costa também
alguns amigos do Costa afiam os dentes
outros as bocas mal cheirosas
mas o delírio é tamanho
que faz desta gente estranha
a estranha gente
sem moral nem princípios
a esquerda sugará o Partido socialista
este derramará soluços e sangue sobre a "dita"
e quando der por isso
já será tarde!
e teremos a bancarrota outra vez!!!
e nós as vítimas de sempre!
o partido socialista que está esfrangalhado
ficará num frangalho
(Os muitos e são muitos socialistas também o preconizam)

Oxalá eu me engane...
mas que a política é porca, é!
e será sempre enquanto os Homens
não se afirmarem como tal
na sua honestidade e dignidade
a SER!
isabelmonteiro

17 outubro 2015

Humor antigo...

in. "Histórias Francesas"
Col. por José Vilhena
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- Tenho uma coisa a confessar-lhe: eu não sou pintor...

16 outubro 2015

Escrito no vento...

"As sardinhas dormem?
Não. As sardinhas não dormem, apenas passam pelas brasas."

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Cfr. Manuel Vitorino
in. Facebook 14.10.2015

15 outubro 2015

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Não é fácil descobrir
A maneira como mentes.
Tens à vontade a mentir!
Nunca dizes o que sentes...

14 outubro 2015

Mãezinha!... Já sou quase primeiro-ministro...


Vale tudo? Vale, pois!...

Na edição de 14 de Outubro 
do jornal "O Diabo"
(corre na net).
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Para António Costa, manter-se na liderança do PS justifica todas as promessas, todas as denegações, todas as jogadas de bastidor, todas as tropelias. não admira que, como se costumava dizer de Sócrates, seja difícil encontrar alguém disposto a comprar-lhe um carro em segunda mão…
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Mao Tsé Costa

Portugal assiste ao espectáculo escabroso de um político que, para se manter na ribalta, não olha a meios. Não apenas àqueles meios a que, dando o desconto, os eleitores estão dispostos a fechar os olhos como truques do ofício – mas também a meios e a truques que surpreendem e chocam os próprios oficiais do ramo.

Entre boquiabertos e incrédulos, os portugueses vêem revelar-se perante os seus olhos, sem peias nem vergonha, sem eufemismo ou sequer disfarce, um político que tenta enganar, ao mesmo tempo e em directo, todos os parceiros de um jogo que devia ter um mínimo de limpeza. Politicamente criado no mundo amoral das “Jotas” partidárias, ele talvez pense que não há limites para aquilo que um homem público pode fazer. Mas engana-se. E se os portugueses pudessem ter adivinhado o espectáculo triste que ele hoje oferece, a derrota “poucochinha” que lhe deram no dia 4 de Outubro teria sido bem mais expressiva.

Para além do vento...

...num poema de 
Sophia de Mello Breyner Andresen
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Sophia de Mello Breyner Andresen
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A memória de ti calma e antiga
Habita os meus caminhos solitários
Enquanto o acaso vão me oferece os vários
Rostos da hora inimiga
Nem terror nem lágrimas nem tempo
Me separarão de ti
Que moras para além do vento.
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Sophia de Mello Breyner Andresen 
in "Mar Novo" - 1958

13 outubro 2015

Humor antigo...

in. "Histórias Francesas"
com o traço de Oziouls
Col. por José Vilhena em 1962
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- Não me diga o que tem. Deixe que eu descubra 
por mim próprio. Dispa-se.

12 outubro 2015

O desespero é mau conselheiro...

... quando, ainda por cima, se conjuga com o vexame pessoal.
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Num texto de 
Fátima Bonifácio 
publicado no 
"Observador"
de 11 de Outubro
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Maria de Fátima Bonifácio

“Costistas” no PS são todos aqueles que se servem de António Costa para que usurpe o poder contra o eleitorado e lhes devolva a “importância”, os “lugares”, as prebendas e o acesso ao “spoils system”.
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Parto para a análise da intrincadíssima situação em que o País mergulhou, pela mão traiçoeira de Costa, de quatro dados que ou têm sido omitidos ou pouco valorizados. São, para mim, dados essenciais e decisivos. Essenciais significa essenciais. Decisivos significa que determinaram tudo até agora e continuarão a determinar no futuro. Apenas não sei qual é o limite temporal deste futuro, nem qual será o seu desfecho. Esses dados são:

1º. Costa é um homem absolutamente desesperado.
2º. Costa já não tem nada, mas mesmo nada de nada a perder.
3º. Tudo o que não seja chegar a primeiro ministro não basta para o salvar.
4º. Costa não tem carácter, não é homem de palavra, não olha a meios.

O desespero é mau conselheiro em todas as circunstâncias. No caso de Costa, em que o desespero ainda por cima se conjuga com o vexame pessoal, a primeiríssima prioridade do ex-Messias é salvar a sua pele, custe o que custar, doa a quem doer, pague quem pagar. País, partido, eleitores e simpatizantes foram banidos do perímetro das suas preocupações, no interior do qual ele esbraveja como um náufrago para se salvar. Está disposto a tudo, a renegar tudo, a arrasar tudo, desde que ele se erga dos escombros – e escombros já há – e possa anunciar: venci todos, ganhei tudo! Da plateia do seu palco imaginário, o PCP e o Bloco soltarão uma sonora gargalhada. O triunfo anunciado por Costa repousa por inteiro nas mãos deles. No momento propício e oportuno para cada um destes dois adversários entre si, cada um deles lhe puxará o tapete para que todos possam ver que “o rei vai nu”.

Costa já não tem nada a perder. Jogou tudo, apostou tudo naquele fatídico dia em que escarneceu da vitória “poucochinha” por que Seguro ganhara as europeias à Coligação. Ficou obrigatoriamente comprometido com o imperativo irrevogável de lhe contrapor um triunfo esmagador nas legislativas de 2015. Durante um ano andou levado em ombros, empunhando a taça dos vencedores, muito antes de ter vencido e de a batalha começar. Perdeu abjectamente. A muito ténue esperança que lhe restava (ou já nem isso ?) a poucos dias do 4 de Outubro transmutou-se num ápice numa tormenta. O vexame era insuportável. De uma penada, perdia um curriculum de décadas, o sonho de uma vida, um presente triunfal, e diante de si abria-se um futuro vazio. É formado em Direito, mas não é jurista, e teria de recomeçar a advocacia por um segundo estágio. Não exerce profissão para que se possa virar. Aos cinquenta e quatro anos não se pode começar nada. Sem um passado sobre o qual se continue a construir para a frente, o resto da vida não passará de um frustrante remedeio. Ou seja, não é vida. A solução para este desastre pessoal surgiu rápida: não vencera as eleições, mas ainda podia vencer o eleitorado.

Nos dias que se seguiram ao tétrico veredicto das urnas, Costa entrou na sua, muito dele, “espiral labiríntica”. Em abono da verdade, já antes dera sinais: anunciara que chumbaria qualquer Orçamento de Estado que a Coligação apresentasse, no caso, enunciado como mera hipótese académica, de o “seu” PS não vencer com a maioria absoluta que diariamente implorava aos portugueses. Na noite televisiva, Costa apresentou-se amarelado e com ar grave. Declarou que não faria “coligações negativas”, das que servem só para bota-abaixo. Mas não tardou a ser ele mesmo: com sorriso aberto e ar galhofeiro, garantiu à audiência que não se demitiriaPercebeu-se que se extinguira nele qualquer vestígio, ténue ou remoto, da mais elementar dignidade. E logo a partir de 5 de Outubro percebeu-se também, à medida que muitos socialistas começavam a rosnar, que em seu entender havia uma única coisa que o poderia ainda salvar: chegar, efectivamente, a primeiro-ministro de Portugal. Tudo o que fosse um milímetro menos disto não bastava, não dava para as necessidades. Tornar-se o mero líder de uma bancada comprometida com um “entendimento” com o governo Passos Coelho/Paulo Portas? Nem pensar.

Vamos então pôr mãos à obra e vencer o eleitorado. Um político honrado não faz uma coisa tão feia? Mas Costa já fizera coisas feíssimas!
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NB - É apenas um excerto do texto de Fátima Bonifácio. Que diz tudo...