31 março 2009

Beira Baixa - 1959 - Outubro

18 de Outubro
Imprensa
Melo Lapa passou a fazer parte do corpo redactorial da Beira Baixa
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18 de Outubro
Novo Reitor do Liceu
Tomou posse do cargo, no passado dia 3, o sr.Dr.José Catana Diogo.

Em substituição do Sr.Dr.Sebastião Morão Correia, que passou a desempenhar o lugar de Reitor do Liceu Nacional de Portalegre, tomou passr do cargo de Reitor do Liceu Nacional de Castelo Branco, no passado dia 3, o Sr. Dr.José Catanas Diogo, professor efectivo do Liceu Nacional de Portalegre e que durante o passado ano lectivo prestou serviço no Liceu de Guimarães a quem endereçamos as nossas saudações, pondo em destaque a sua actuação nos vários liceus em que tem trabalhado, bem como a homenagem que Guimarães lhe prestou no final do ano escolar, pelos relevantes serviços que aquela cidade lhe ficou devendo.
Quanto ao nosso estimado amigo Sr.Dr.Sebastião Morão Correia, que desde há seis anos exercia as funções de Reitor do Liceu da nossa cidade, não queremos deixar de destacar o muito que Castelo Branco fica devendo à sua inconfundível personalidade de pedagogo, que em 13 anos ininterruptos de Reitoria, tem dedicado toda a sua vida à educação e à cultura.
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18 de Outubro
Doente
Martinho Dias Coutinho foi submetido a uma intervenção cirúrgica apenas praticada na Alemanha e EEUU.

Regressou na passada quinta feira de avião a Portugal, o nosso prezado amigo e assinante Sr.Martinho Dias Coutinho, que foi submetido a uma intervenção cirúrgica de alta rsponsabilidade, apenas praticada na Alemanha e nos Estados Unidos, e da qual colheu os melhores resultados, pois o seu estade de saúde, segundo nos informam, é deveras surpreendente.
No entanto, tem ainda de ser submetido a uma nova operação, depois de alcançados os bons resultados que se esperam da primeira, havendo fundadas esperanças de que após esta última operação, este nosso muito estimado amigo recupere a saúde perdida há tanto tempo.
Beira Baixa faz sinceros votos pelo seu total restabelecimento.
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18 de Outubro
Casamento
Na Igreja de Santa Isabel, em Lisboa, realizou-se no passado Domingo dia 4, a tradicional cerimónia dos esponsais e benção ante nupcial do sr. Carlos Manuel Vieira de Almeida Álvares de Carvalho e da srªD.Ana Maria Casal Ribeiro Fernandes Tomaz.
O noivo é filho do nosso muito estimado amigo e Chefe de Redacção do "Beira Baixa", sr.Albertino Vaz Álvares de Carvalho e da srªD.Isolina Vieira de Almeida Vaz de Carvalho.
À cerimónia, em que os noivos prometem perante Deus total fidelidade no seu noivado, seguiu-se a Santa Missa, durante a qual comungaram, bem como seus pais e irmãos.
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25 de Outubro
Escola Industrial e Comercial -- resultados dos Exames nos vários Cursos.

Curso Geral do Comércio (aperfeiçoamento)
1ºAno:
Carlos Manuel Gonçalves Ramos, 17 valores
José Roxo Riscado, 16 valores
2ºAno:
José David, 14 valores
António Henriques Aziago, 16 valores
4ºAno:
José Lopes Faustino, 17 valores
Idalina Domingos Marques Beirão, 16 valores
Manuel Dias Passarinho, 16 valores
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Curso de Formação de Serralheiros (aperfeiçoamento)
1ºAno:
Alberto Raposo Gomes Prata, 17 valores
António Mendes Passos, 16 valores
2ºAno:
Serafim Afonso Gil, 17 valores
3ºAno:
Mário Sequeira Rafael, 16 valores
4ºAno:
Rui Nunes Blasco, 16 valores
Francisco dos Santos Pereira, 16 valores
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Foram contemplados com o livro "Princípio das Leis" da autoria do Dr.Flamino dos Santos (que era Juíz em Castelo Branco), por terem obtido as melhores classificações na disciplina de Direito Comercial, os seguintes alunos:
do Curso Geral de Comercio
4ºAno:
José Lopes Faustino, 19 valores
Manuel Dias Passarinho, 19 valores
Américo Esteves Vilela, 16 valores
José de Jesus Roldão, 16 valores
Manuel Soares Maganinho, 15 valores
do Curso Geral do Comércio
2ºAno:
José Vilela Serrano, 14 valores
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25 de Outubro
Eleições na Junta de Freguesia
Para a Junta de Freguesia foram eleitos por 7512 votos os srs. António dos Santos Leão, professor aposentado Manuel Ferreira Ramalho, comerciante João Rosa, comerciante.
e como substitutos, os srs. António Rosa, José Monteiro e Joaquim Ribeiro Russinho.

30 março 2009

Ontem como hoje

O Princípio de Peter
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"Numa hierarquia todo o empregado tende a elevar-se até ao seu nível de incompetência.”



Um livro que fez furor em 1971
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Diz, em certa altura, o autor Dr.Laurence J.Peter:
"Quando era rapaz ensinaram-me que as pessoas crescidas sabiam o que faziam. E, diziam-me:
- Peter, quanto mais souberes mais longe chegarás.
Por essa razão, continuei a estudar até me licenciar e depois, desafiei o mundo apertando contra o peito o meu precioso diploma de professor.
Durante o primeiro ano de ensino senti-me desorientado ao verificar que a maioria dos professores, perfeitos e directores escolares pareciam desconhecer as suas responsabilidades profissionais e eram incompetentes no desempenho dos seus cargos. Por exemplo, as preocupações dominantes do meu director eram e de que as persianas das janelas estivessem todas à mesma altura, que as salas de aula se mantivessem silenciosas e que ninguém pisasse os canteiros. As do perfeito eram que nenhum grupo minoritário, por mais fanático que fosse, sofresse qualquer ofensa e que os trabalhos escolares fossem entregues a tempo. A educação dos alunos parecia constituir o maior desinteresse destes espíritos tão administrativos.
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A princípio pensei que fosse uma fraqueza específica do sistema escolar do local onde ensinava e por isso, pedi a transferência para outra região. Preenchi os formulários necessários, juntei os documentos exigidos e sujeitei-me, de bom grado, a toda a burocracia. Passadas algumas semanas devolveram-me o requerimento e o resto da papelada!
Não, não havia problemas com as minhas credenciais; as minhas referências eram excelentes e os formulários estavam correctamente preenchidos; um carimbo da repartição oficial indicava que tudo tinha chegado em ordem. Vinha, porém, uma carta que dizia:
Os novos regulamentos exigem que estes requerimentos só podem ser enviados em correio registado, pois de outra forma não podem ser considerados por este Ministério. Queira tornar a enviar o requerimento por correio registado.”
Ao estudar o problema mais aprofundadamente verifiquei que todas as organizações empregam um certo número de pessoas incapazes de desempenhar as suas funções.

(…)
Um Fenómeno Universal
A incompetência no trabalho existe por toda a parte. Já deram por ela? Com certeza que sim.
Vemos políticos que se fazem passar por resolutos estadistas e vemos as “Fontes autorizadas” que se desculpam da sua ignorância nos “imponderáveis da situação”. Os funcionários públicos indolentes e insolentes são incontáveis; como são os chefes militares cujas hesitações desmentem os seus inflamados discursos, e os governantes cujo servilismo congénito impede de governar a sério. Na nossa sofisticação, encolhemos os ombros ao clérigo imoral, ao juiz corrupto, ao advogado incoerente, ao escritor sem talento e ao professor de literatura que faz erros de ortografia
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Observando esta incompetência em qualquer nível das hierarquias – política, jurídica, educacional e industrial – acabei por pensar que a causa residia em qualquer característica inerente às leis que regem a colocação dos empregados. Foi assim que comecei o meu estudo profundo sobre a ascensão dos empregados na hierarquia e o que lhes acontece depois de serem promovidos.
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Um livro que ainda hoje poderá fazer furor...
Dele disse, em 1971, quando surgiu a primeira edição, o jornal britânico "Daily Mirror":
"Neste interessante livro, os autores explicam que as pessoas tendem a ser promovidas até atingirem um posto que não conseguem ocupar competentemente. E, nessa altura, é demasiado tarde para os tirar de lá. Existe um toque arripiante de verdade por trás de tudo isto."
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Um toque arripiante, mas... muito, muito actual!!!...

29 março 2009

Mais uma "galegada"...

No "Público"
de hoje
29.03.2009
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“…ocorreu na noite de anteontem, um episódio insólito. Um espectáculo que não tinha em nenhum dos seus anúncios públicos a indicação de ser oficial ou de gala, sofreu um atraso de meia hora por causa de dois governantes: José Sócrates e José Maria das Neves, respectivamente primeiros-ministros de Portugal e de Cabo Verde. O primeiro chegou atrasado dez minutos, o segundo trinta. Entraram juntos, sob uma forte vaia.
Campanha negra? Ou falta de consideração pelo público que tinha pago bilhete e enchia a sala, com lotação esgotada há dias? As desculpas dos assessores do primeiro-ministro foram ainda piores do que o atraso: a culpa tinha sido de José Maria das Neves. Tinha? Não teriam o primeiro-ministro português ou os seus diligentes assessores pensado que a sala merecia uma explicação previa?
(…)
É que uma má desculpa teria sido melhor do que o silêncio. E talvez a vaia fosse evitável…”
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Editorial de Nuno Pacheco
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…mas teria sido melhor se pudesse ter sido evitada mais esta “galegada”…

As "Bonecas" de Kiraz...

Humor antigo
com o traço de
Kiraz
- Sempre há pessoas com muito má língua!...
Calcule que andam por aí a dizer que o senhor é um homem que
gasta toda a sua fortuna com as prendas que oferece!...

28 março 2009

O Bairro do Viso...

Os "novos blocos" do Viso

Em primeiro plano, a Lota de Setúbal
em 21 de Março de 2009

27 março 2009

Jeu de Paume

Olympia
Edouard Manet
1832-1882


Olympia
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O escândalo à volta de Manet aumenta com a apresentação de Olympia. Pintado em 1865. Com esta obra, porém, Manet deu mais um passo em frente na direcção propriamente impressionista. Dos museus nada mais resta do que uma pálida memória: talvez a da Maya Desnuda, de Goya, e da Vénus de Urbino, de Ticiano, reproduzida pelo artista uns dez anos antes, no tempo das experiências juvenis. Agora, Manet escolhe exactamente o tema da odalisca, que sempre interessara de certo modo aos artistas do século XIX, dando-lhe, porém, uma versão inteiramente pessoal. Elimina decididamente o modelado e exalta em contrapartida os contornos que, perfeitamente delineados, esfumam a consistência volumétrica. Dada a ausência da ilusória trama das sombras, as formas destacam-se com nitidez e as cores adquirem esplendor invulgar. É muito provável que Manet não tenha sido insensível à influência das estampas japonesas que nesses anos começaram a circular em Paris, sobretudo para gosto das elites. É bem verdade que considera a obra de arte como um espaço destinado a colher uma orquestração de cores. Com a Olympia impõe-se, deste modo, a concepção da art pour l’art. A introdução da criada negra, para além de revelar o gosto pelo exotismo, bastante espalhado naquele tempo, na linha de Delacroix e Baudelaire, justifica-se como mancha de cor escura necessária à economia do quadro.

Cfr. Carlo Munari
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

26 março 2009

Setubalense 1957 - Dezembro

02-12-1957
Câmara Corporativa
Foi nomeado representante da classe do professorado primário, à Câmara Corporativa, por escolha do seu ministério, o professor Sr. Manuel Gonçalves Martins.

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11-12-1957
Indústria
Última Hora
Tem-se como certeza a instalação em Setúbal de uma nova e importante unidade industrial. (Primeira referência à instalação de uma fábrica de celulose)...indica-se, como certa, a instalação em Setúbal, na Península da Mitrena, de uma grande unidade industrial que na sua primeira fase de dedicará ao fabrico de celulose (pasta de papel) prevendo-se, numa segunda fase, o fabrico de seda artificial...
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14-12-1957
A indústria da celulose
...podemos acrescentar que a autorização para a nova unidade industrial foi concedida aos Srs. Eduardo R. Mota Veiga, D. José de Melo Breyner, José Manuel Eduardo Capelo de Morais e Abílio da Silva Pires...
Deverá constituir-se, para o efeito, uma sociedade por acções.
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16-12-1957
Santa Casa da Misericórdia
Corpos Directivos da Misericórdia, para o triénio de 1958/60 (lista única) Assembleia Geral
Presidente: Dr. Luís Teixeira de Macedo e Castro
1ºSecretário : Ten. Cor. Jorge Carlos Costa
2ºSecretário : Cap. José de Almeida Cassar
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Mesa da Administração
Provedor : Eng. Agrónomo João Botelho Moniz
Secretário : Augusto César Lopes Pedrosa
Tesoureiro : António Luís Esteves
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Mesários:
Dr. Alberto Barreto de Carvalho
Luciano Angelo Rouillé
Eng. Humberto Sant'Ana Ferreira da Cunha
Substitutos :
Eng. António Jaime Batista de Sousa Fialho
Arnaldo Teixeira
José Cândido de Oliveira Santana

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16-12-1957
Cine Clube de Setúbal
Corpos Gerentes para o próximo ano
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Assembleia-Geral
Presidente : Eduardo Pedro Gomes
Vice-Presidente : José Simões Bichirão
1ºSecretário : Silvério Pereira Jones
2ºSecretário : José Alexandre Junior
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Direcção
Presidente : Álvaro de Sousa Fortuna
Vice-Presidente : Arq. José Luís Nascimento
Tesoureiro : José Francisco Marques
1ºSecretário : Eduardo de Jesus Machado
2ºSecretário : José Fernandes Alves Cândido
Vogais :
Humberto Pedro Machado
Fernando Jorge Brito Frixell
Suplentes :
Jorge Martins Rico
José Passos
Manuel Custódio
José António da Cruz
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Conselho Fiscal
Presidente : José Augusto da Luz Gomes
Secretário : Francisco de Sousa Souto
Relator: António Alberto Claro
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18-12-1957
Câmara Municipal
O Sr. Dr. Manuel Seabra Carqueijeiro foi exonerado a seu pedido, de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal, sendo nomeado para o substituir, o Sr. Dr. Eduardo da Costa Albarran (tomou posse em 21.12.1957)
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18-12-1957
Foi nomeado Chefe da Secretaria da C.M.S., o Sr. Dr. Carlos Moreira Gentil.
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24-12-1957
A festa de Natal no Liceu Nacional de Setúbal
No pretérito sábado, efectuou-se no Liceu Nacional de Setúbal, a tradicional festinha de Natal. Pelas 14h 30m, houve a visita ao Presépio e, às 15 horas, no Salão de Festas realizou-se um interessante espectáculo em que se exibiu o Orfeão menor e o Orfeão maior, tendo havido também recitação de poesias alusivas ao Natal. O espectáculo terminou com o "Autozinho de Natal", em um acto, por Maria Paula de Azevedo, do qual foram interpretes os alunos Luciano Neves, António Salgado, Ermelinda Soares Bragança, Guiomar Maria, Maria Laura Seabra, Maria de Lurdes Tavares, António Manuel Coelho, Carlos Manuel Fritz, Jorge Luís Serra e Georges Jeunehomme.

Os alunos do Liceu distribuíram, de manhã, pelas casas de muitas famílias pobres, um bodo, que com muito boa vontade e louvável espírito cristão, haviam reunido.

25 março 2009

Poema...

Reparte a Mágoa

Não queiras sofrer só!
Reparte a mágoa...
Compartilha comigo a tua dor.
De ti não tenhas dó...
Não vou abandonar-te
Tenhas tu seja o que fôr...

Se a dor que te deprime
E te comprime a alma
Se mantiver até ao fim...
Fecha teus olhos e adormece calma,
Que adormeces rodeada de ternura...
Jaz descansada... e, ai! de mim...
Vou ser teu Anjo aos pés da sepultura!

24 março 2009

Finalistas de 1944/45

No Liceu de Castelo Branco

Estes foram os últimos finalistas do Liceu Velho.
Quando eu entrei no Liceu de Castelo Branco em Outubro de 1945
todos estes alunos acabavam de frequentar o 7ºAno e ingressavam na Universidade...
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Lembro-me perfeitamente da maioria deles, antes e depois desta época.
Castelo Branco era, então, uma cidade pequena onde todos se conheciam... onde os mais novos faziam gala em colocar os mais velhos num pedestal que nos parecia inatingível...
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Tentei identificar os "finalistas de 1945". Uns, muitos, por conhecimento directo; outros através de uma pesquisa, por vezes dura de levar a cabo... Espero que não haja muitas "reclamações"... mas aceito desde já um ou outro lapso que será emendado, de imediato, logo que me sejam comunicados...
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No 1º Plano:
Ana dos Santos Ramalho
Leonor Pereira Crespo Correia
Maria Eunice Borges Leitão
Emília Ferreira Pinto
Maria do Céu Esteves de Lemos Viana
Mariana Carriço Goulão
Maria Cecília da Horta Sales Viana
Maria Luisa Maia Aguiar Almeida Esteves


2º Plano:
José dos Santos Oliveira Ribeiro
Manuel Martins Lourenço
Fernando Lopes Correia Semedo
Hermínio de Carvalho
Joaquim Pires da Silva
Gentil Neves da Silva
João Pereira Semedo
João Salavessa Rodrigues Belo
José da Silva Grilo
Adelino de Amorim Robalo Cordeiro
João Carlos Segurado S. Marques
José da Fonseca F. Pinto de Castelo Branco

3º Plano:
António Pinto Ramos Milheiro
António Carvalho Alves de Matos
Manuel da Silva Castelo Branco
Júlio Morais e Cunha Rodrigues da Silva
Vasco Geraldes Cardoso
José Paulo Castelo Lopes
Moisés dos Reis Barreto de Moura
António Duarte de Oliveira Belo
Artur Pires Marques Maia
Amândio Martins Honorato
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Há três alunos deste 7ºAno que não figuram nesta fotografia:
a Ana Escolástica da Silva
o Joaquim António de Carvalho e
o António de Guadalupe Maia Mendes,
todos eles da secção de Ciências

23 março 2009

Romagem de Saudade...

Em 22 de Maio de 1971
Missa na Sé de Castelo Branco

Na primeira Cerimónia após as Boas Vindas aos Romeiros:
Luis Marçal Grilo, jjmatos, João Ramalho Eanes e NN
Em baixo, à direita, uma figura carismática de
Castelo Branco: o Dr.Alberto Trindade.

22 março 2009

Setúbal de outros tempos...

... e Tróia destes tempos!
Foto obtida em 21 de Março de 2009

Ao fundo, o "palacete" do Conde d'Armand, na Comenda.
Em primeiro plano, a "marina" de Belmiro de Azevedo, na Ponta do Adoche

Escrito no vento...

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe!"
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Oscar Wilde

21 março 2009

As minhas turmas no Liceu 11ºE 1979/80

11ºAno - Turma E
em 1978/79.
Fui professor desta turma
em Geologia
Anabela Batista Tavares
Célia David Pereira Ventura
Celina Maria Neves Duarte
Jorge Manuel Oliveira Rodrigues Pinto
Teresa Maria Ruas Fernandes dos Reis
Filipe Jorge Acciaioli H. Mendes
Isilda Cardoso Santos Mata
Jorge Armando Encarnação Santos
José Manuel da Silva Ramos


Vitor Manuel Dias Ribeiro
Alda Maria Tavares Jesuíno
Ana Maria Correia
António João Silva Janelas
António José dos Santos Valadas
Duarte Carlos Antunes Caleiro
Isabel Maria Antunes Alface
Joaquim Manuel Silva Santos Caçador
José Manuel Trindade Vagos

Luis F.S.Castanheiro
Maria Teresa Ramires Neves
António Augusto Barros Silva
Arlinda Maria Gomes da Costa
Carlos Manuel Conceição Simão
João Carlos Bretes Rolão
Ana Paula Moreira Maia
Luís Manuel dos Santos Santana Ferra

20 março 2009

As "Bonecas" de Kiraz

Humor antigo
pela "pena"
de Kiraz
- Eu amo-a! Vamos, passe adiante!...

19 março 2009

Dr.Jorge Seabra...

"A Coimbra académica do meu tempo"
por Jorge de Seabra

O dr. Jorge de Seabra
na década de 50
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Um pequeno volume, que o carteiro deixou na minha anterior morada, chegou às minhas mãos um mês depois de me ter sido enviado… Por minha culpa, que não forneci o meu novo endereço, um livro que me foi prometido em princípios de Fevereiro… só ontem chegou às minhas mãos!
Mesmo assim, chegou a tempo, Eduardo...
Obrigado!...

São crónicas com data anterior a algumas que já aqui publiquei.

Dedicatória do Dr.Jorge de Seabra ao tio José (o Pai Zé Grilo)
"Ao querido José com um Xi do coração do sobrinho mtºamigo"
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À hora a que escrevo estas palavras já li quase metade desta obra que foi editada no Porto, em 1948. Já conhecia o estilo admirável do Dr.Jorge de Seabra através das “Crónicas” que nos deixou no jornal “Beira Baixa”, que se publica em Castelo Branco. Só que estas crónicas, aqui reunidas neste livro são anteriores àquelas de que eu tinha conhecimento. Estas Crónicas foram editadas no “Beira Baixa” entre Março de 1940 e Abril de 1947…
Fui encontrar, nas páginas que já li, nomes que conheci quando jovem, como o de Caeiro da Mata que foi Reitor da Universidade de Lisboa, ministro da Educação Nacional e dos Negócios Estrangeiros de Salazar, de Elísio de Moura catedrático da Faculdade de Medicina que deixou o seu nome ligado à Pediatria e foi o primeiro bastonário da Ordem dos Médicos, de Pacheco de Amorim catedrático de Matemática na Universidade de Coimbra e político e de Marnoco e Sousa, figura lendária no Direito de Coimbra e Mestre, que foi, de Oliveira Salazar…
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É curioso o episódio que li, onde Jorge de Seabra descreve as “Memórias privilegiadas” de Basílio Freire, Caeiro da Mata e Marnoco e Sousa. Vale a pena perderem um pouco do vosso tempo para ler esta curiosa referência…
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“Ora os três prodigiosos “lentes” em assuntos de “retentiva” eram, nem mais nem menos do que o Dr. Basílio Freire, mestre de Medicina, seu genro o Dr. Caeiro da Mata e o Dr. Marnoco e Sousa, estes dois últimos professores de Direito. Pelo que toca ao primeiro, ao Dr.Basílio, era a sua memória qualquer coisa de fantástico, de tremendo, de embasbacar metendo num chinelo o atrevido “salta-pocinhas” que, de fraque, luvas brancas e camélia ao peito, lhe quisesse fazer sombra, recitando a Lágrima, a Lua de Londres ou um desses Cantares de Amigo em que era forte o nosso Rei Lavrador. Nesta altura, o tal “salta-pocinhas” ver-se-ia grego, tendo de ouvir, a pé firme e sem pestanejar, a recitação, por parte do erudito Mestre, não só de todo o Cancioneiro da Ajuda, como ainda de cem ou cento e cinquenta páginas da horrível e desconcertante “Anatomia”.
(…)
Mas se o Dr.Basílio era considerado um ás nos domínios da “hipermnésia” , também por lá havia quem o igualasse, neste particular, sem sair da família. Refiro-me ao seu genro e meu antigo professor Dr.Caeiro da Mata, gentleman e aprumado como seu sogro e zeloso proprietário de uma das mais formidáveis memórias que me foi dado conhecer pelas margens do Mondego. Nas disciplinas de Direito Peninsular, em que o predicado inteligência tem de ceder, quer se queira quer não, o passo à indispensável memoriazinha – era o arguto Mestre duma precisão tremenda, de endoidecer o mais equilibrado dos miolos! A matéria de História do Direito Português, uma espécie de “Anatomia” da Faculdade de Direito
(…)
Um autêntico prodígio que só teria talvez, sério competidor no Dr.Marnoco, outro atleta em assuntos de memória.
(…)
Mas o Dr.Caeiro da Mata tinha também a sua vaidade, a sua vaidadezinha em saber de cor e salteado, o nome completo de todos os seus alunos! Sim, meus senhores, o nome completo, completíssimo de todos os seus alunos, que não eram poucos!
E assim, era frequente ouvirmo-lo pelas ruas e ruelas da velha cidade universitária, quando algum estudante, respeitosamente o cumprimentava, destraçando a coçada capa, - dizer com um sorriso nos lábios de liquefazer o coração:
- “Ora como vai o Sr. Carlos Armando Luís José Joaquim do Rosário Miranda?” – Ou então, “Como tem passado o sr. Francisco Lopes Azevedo Coelho Matos Castelo Branco Levita”?...
E o facto é que o Dr. Caeiro, dizendo-nos ali, nas respeitabilíssimas bochechas, o nome completo, tornava-se simpático, atraente, fino.
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Em dada ocasião, entabulando, no Porto, amena cavaqueira com o meu colega, há pouco falecido, Dr.Ramos da Silva, diz-me este, alturas tantas:
- O Dr.Seabra não quer saber uma coisa?
- Diga lá.
- Tendo ido, há dias, a Lisboa, encontrei numa das minhas peregrinações pela Rua do Ouro, o Dr.Caeiro…
- E depois?
- E, depois, como lhe tirasse a indispensável chapelada, ele aí vem todo fresco e risonho a cumprimentar-me, desfechando heróico e como se tivesse estado comigo na véspera:
- “Ora viva o colega José António de Matos Ramos da Silva!”
Imagine Dr.Seabra, que nem o… Silva faltou!
(…)
O episódio contado por Jorge Seabra sobre a “luta” entre Caeiro da Mata e Marnoco e Sousa cada um dos quais defendendo a sua memória, merece uma referência…
“Como ficou dito eram estes dois Professores de Direito detentores da mais estupenda memória que pode conceber-se, duvidando-se, no entanto, qual deles a teria maior, mais potente, mais arrasante.
Tornava-se, pois, imperioso e inadiável que o negócio se deslindasse para sossego da intelectualidade coimbrã. E, em dada altura, são os próprios Mestres, rivais em assuntos de retentiva, mas amigos e leais em tudo o mais, que deliberam, numa renhida competição, dar uma satisfação ao respeitabilíssimo público, metendo, para o efeito, nos respectivos miolos e no curto prazo de meia hora, um artigo de fundo do Século sob o título “Da Influência da Marinha Mercante nos Vários Ramos da Actividade Nacional”. E se bem o pensaram, melhor o fizeram, escolhendo para o desenrolar do prélio, um recanto da Livraria “França Amado”, encetando a ordem dos trabalhos o Dr. Caeiro da Mata que, num “elan” admirável, numa corrida vertiginosa, vai papagueando todo aquele infindável rosário de palavras, vírgulas, pontos finais e de interrogação, tracinhos e mais tracinhos de por os cabelos em pé, se os tivesse, ao seu temível antagonista que, de jornal em punho, não deixa de fiscalizar, de olhos esgazeados, a heróica cavalgada do colega, muito fresco e certo do triunfo final.
Aprovado plenamente o Dr.Caeiro, é dada agora, por este, a palavra ao Dr.Marnoco que passa, imediatamente, ao amigo e colega, o jornal para a imprescindível fiscalização.
E lá vai o Dr. Marnoco por ali fora, rápido, tremendamente rápido, como pedregulho em declive, batendo-se ardorosamente em defesa da sua dama, da sua privilegiada memória , recitando, em voz nasalada e compondo, por vezes, as lunetas que parecem esgueirar-se pelo nariz: Mais isto, mais aquilo, zás, catrapuz, vírgula, traço ponto final…
Na altura do ponto final, e quando a arenga estava prestes a terminar, prevendo-se um empate na esgotante prova – eis que intervém o Dr. Caeiro:
- Mentes tu! Não, não é ponto final!
- Então? – interroga, atónito e alagado em suor, o Dr. Marnoco.
- É… caca de mosca – retruca o Dr. Caeiro
O Dr. Marnoco, embora prodigioso no decoranço de qualquer matéria – confundindo a excrescência da mosca com um ponto final, coisas na verdade muito parecidas – perdera a partida, o que de resto, nada ou muito pouco, veio afectar a fama da sua privilegiada memória, tão potente e sólida como a do seu antagonista, e que só por um erro de visão a ele não se igualou…
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Esta leitura diverte-me, até por me lembrar da figura divertida e agradável do Dr.Jorge Seabra… Mas não posso deixar de referir aqui, depois de ler todas estas referências que o autor faz ao Prof. Marnoco e Sousa, que eu já conhecia um “bocadinho” da história deste académico do tempo da monarquia… Uma “estória” que ouvi contar há longos… longos anos, que o dava como protagonista num caso que correu de boca em boca... sob o signo da "malandrice"...
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Contava-se em Coimbra, numa tradição oral que galgou muitas gerações, que o Professor Marnoco e Sousa, um catedrático respeitável, vertical e pouco dado a “coisas menos próprias”, também tinha casado…
Numa noite em que casal resolveu beneficiar das regalias de uma união feliz, a jovem esposa, um pouco entusiasmada, permitiu-se exprimir sonoramente as delícias daquele momento…
“Chocado” com tal situação… o Prof. Marnoco e Sousa “interrompeu” o seu “trabalho”, acendeu a luz da cabeceira e advertiu a jovem esposa:
Senhora Dona Micaela!... Faça o favor de me apropinquar o órgão da reprodução da espécie!...Se esses trejeitos mundanos não são com fins altruístas mas sim motivados pelo vil pecado da concupiscência… eu desmonto… mas desmonto já!!...” Apagou de novo a luz e...continuou o serviço!...
Não sei se era Micaela o nome da jovem noiva… Não sei se era tão formal assim, o coimbrão professor… Apenas sei que ouvi, pela primeira vez, falar do Prof.Marnoco e Sousa quando me contaram esta “anedota” que corria a seu respeito e já devia correr desde os finais do século dezanove… uma vez que o professor faleceu em 1919, com 46 anos e já devia ser casado antes de 1900...
Se non é vero... é bene trovato!

18 março 2009

Beira Baixa - 1959 - Agosto/Setembro

9 de Agosto
Licenciatura - Defesa de tese
Dr. Vicente José Pestana Sanches Vaz Pardal
Na passada semana defendeu tese do fim de curso, de Histórico Filosóficas, na Faculdade de Letras, o Sr. Dr. Vicente José Pestana Vaz Pardal, filho do nosso amigo Sr. Dr. Ulysses Vaz Pardal, depois de um curso brilhante que da mesma forma concluiu.
“Beira Baixa” felicita o novo licenciado e seus pais pelo bom resultado dos seus exames desejando-lhe as maiores felicidades na vida que ora começa.
Igualmente felicitamos a menina Maria Filomena Pestana Sanches Vaz Pardal pelos bons resultados obtidos nos seus exames da 4ªclasse e de admissão ao Liceu, desejando que na sua vida escolar continue auferindo as melhores classificações.
Parabéns, pois, à menina Maria Filomena.
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9 de Agosto
Exames Finais da Escola de Enfermagem
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Enfermagem Geral
Maria Adelina Godinho Salvado
Maria Helena Proença de Oliveira
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Auxiliares de Enfermagem
Adélia Maria dos Santos Rodrigues
Ana dos Santos Leitão
António Leitão
Cesaltina Pinto Correia
Clotilde Pires Andrade
Emília Geraldes Salvado
Ernesto Ramos Gardette
Francisco Pereira Vicente
Gracinda Ribeiro Dias
Hermínia Marques Moreira
Hermenegildo Costa Soares
Idalina Martins Marcelo
Inês Conceição Marques Monteiro
Irene Ribeiro
Isilda da Conceição Barata
Jacques da Silva Nunes Amaro
Joaquim Rosário Pires
José Augusto Mendes Nabais
José Barros Solipa
José Mateus Pereira dos Santos
Judite Ribeiro Neves
Laurinda Pimenta Martins
Manuel Fernandes da Cruz
Maria Alice Mota Carlos
Maria Alice dos Santos Rodrigues
Maria Alice Silveira Cordeiro
Maria Almeida Marques
Maria Amélia Lourenço Capelo
Maria Ascensão Martins de Almeida Eusébio
Maria Cândida do Nascimento
Maria do Carmo Nave Felício
Maria da Conceição Lopes
Maria da Conceição Oliveira Campos
Maria Eugénia Rodrigues dos Santos David
Maria de Fátima Baltazar Lopes Sanches
Maria Filomena Barata Teodósio
Maria Isabel Ribeiro
Maria José Ribeiro Martins
Maria Julieta da Cunha Costa
Maria de Lurdes Martins Sanches
Maria Madalena dos Santos Cavalheiro
Maria Nabais Magro
Maria Natalina Minhós
Maria da Piedade Morgado Martins
Maria Rita da Conceição
Maria de São José Marques Monteiro
Maria Teixeira Luzio
Linda Dias Fernandes
Otília Valente Faustino
( A notícia não diz se se trata dos Alunos Admitidos a Exame ou se se trata de alunos que fizeram já o seu exame. Considerando a data do jornal, provavelmente trata-se do segundo caso, embora não haja referências a classificações,)
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23 de Agosto
Liceu Nacional de Castelo Branco
Propinas
O prazo para pagamento das propinas de inscrição começa no dia 25 de Agosto e termina em 5 de Setembro.
Importância das propinas a pagar em selos colados no impresso modêlo nº403 – Diversos:
1º Ciclo………………………………….. 180$00
2º Ciclo…………………………………..250$00
3º Ciclo – cada disciplina…….… 60$00
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Todos os alunos pagam mais, em dinheiro, 30$00 para a M.P., 20$00 para exercícios escritos e 2$50 para despesas de cinema. Os alunos do 1º Ciclo, pagam também 20$00 para trabalhos manuais.
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Castelo Branco, 12 de Agosto de 1959
O Reitor, - Sebastião Morão Correia
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23 de Agosto
Teria sido um crime! --- Deitar abaixo a Domus Municipalis

Num artigo extenso podemos ler, a partir de certa altura, as ideias anteriormente havidas sobre o futuro da Domus Municipalis:
"A actual casa da Câmara e cadeia deve demolir-se: Não tem nada que a recomende. Assim, a Praça Camões ficaria mais ampla, a bela habitação do Sr.Candido da Cunha mais desafogada, a entrada da rua do Relógio mais larga, e, no local onde agora se levanta aquela construção deselegante, pesada e tétrica, deverá construir-se um chafariz elegante (quando houver água que bem precisa é ali, no coração da cidade e onde a população é mais densa).
Isto se publicou então e por isso, não será muito de admirar que Porfírio da Silva, no "Memorial chronologico e descriptivo da cidade de Castelo Branco", em 1853, tivesse escrito sob o título"Paços do Concelho": "Os paços do concelho, ou casa da camara municipal, que está situada ao lado oriental da praça da cidade é um edifício de ordinária construção; e se bem que seja sufficiente para nele se celebrarem os actos camarários, não é com tudo(sic) uma casa municipal digna d'uma povoação rica, florescente e capital d'uma província e comarca." E remata com uma informação relativa à sua primitiva construção, que é destituida de fundamento e proveio de uma falsa persuasão como adiante se dirá, pois disse:"Pelo que se insere da inscripção que vê em uma lápida, que existe encravada na parede da camara, e mesmo pela figura das armas reaes gravadas em pedra junto da mesma lápida, teve este edifício a sua fundação há pouco mais de dois séculos, isto é no anno de 1646. quando reinava El-rei D.João IV.
A seu tempo, lhe emendou o erro(...)Tavares dos Santos.
O mesmo jornal também, em 15 de Agosto de 1889, há precisamente setenta anos, feitos há poucos dias, disse: "Parece-nos haver já dito, que a actual cadeia e casa da comarca deve ser demolida, e que no seu lugar se deve construir um chafariz".
E, neste tom de demolição e insensatez, continua o artigo sob o mesmo título - Progresso Albicastrense - que oportunamente se dará a público, dado que inclui, com relevo, uma outra ideia que bem merece se dê ao conhecimento dos albicastrenses de hoje, afim de que possam, perante os factos, avaliar o que foi esse período demo-liberal, na vida dos povos, continuado em muitos pelos próceres da república, no "bota abaixo" do muito que havia que respeitar e saber conservar, como padrões de civilização.
Passados que são 106 anos sobre o que Porfírio da Silva escreveu em Memorial Chronológico e Discriptivo da Cidade de Castelo Branco e O Distrito de Castelo Branco há setenta anos publicou, vejamos a opinião de Tavares dos Santos no seu Livro Castelo Branco na História e na Arte a páginas 143 e seguintes, opinião que é aliás a de todas as pessoas de qualidade que nos visitam. Quem por ali tiver passado com certa assiduidade - como nós o fizemos durante umas dezenas de anos - não lhe terá passado despercebido, o ar embevecido, de verdadeira contemplação e admiração pelos tão depreciados Paços do Concelho que, afinal, são um dos maiores motivos de rial valia do velho burgo albicastrense.
Ali se têm visto muitos estrangeiros, tirando fotografias e fazendo desenhos, e entre os portugueses, mencionamos por um dever de gratidão, o fundador do Museu Etnológico de Belém, o prof.Doutor Leite de Vasconcelos e o conservador do Museu Grão Vasco, de Viseu, Capitão Almeida Moreira, pelos elogios que lhe fizeram, sabido que, estes valem na medida do que valem aqueles que os fazem.
Ouçamos agora, Tavares dos Santos, no seu livro. Diz ele: "No antigo rossio da cidade, hoje denominado Praça de Camões e que é mais conhecida pela designação de Praça Velha, está situado um edifício notável pela sua magnífica frontaria, de uma concepção magistral, onde ostenta, como principal elemento decorativo, uma bem lançada escadaria cujas guardas, de barras de ferro, são apoiadas em graciosos e espaçados balaústres de cantaria de granito. Esta escadaria que, a julgar pela identidade das suas guardas e balaústres, deve ter servido de modelo às existentes no magnificente jardim do antigo Paço Episcopal, dá acesso a um amplo terraço sustentado por uma elegante arcaria. E continua o descritivo consciente, fixando a data da sua construção, dizendo em certo "passo": "O edifício construido na Praça Velha, para a instalação dos serviços municipais e judiciais, data do século XVI. A atestar este facto, apresenta a sua bela fachada uma esfera armilar e as armas nacionais da época do Rei D.Manuel I esculpidas no granito regional. Ao lado dos dois emblemas do Rei Venturoso foi colocada na frontaria, no século XVII, uma lápide com uma inscrição latina por Frei António das Chagas e cuja tradução é a seguinte: - "À eternidade sagrada da Imaculada Conceição de Maria - D.João IV Rei de Portugal" (...)
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30 de Agosto
Desporto
Joaquim Moura Pinheiro
Conquistou brilhantemente a Taça Governo Civil de Lisboa, tripulando o seu Porsche, no V Circuito Internacional de Lisboa.
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20 de Setembro
Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco
Na Junta de Construções para o Ensino Técnico e Secundário do Ministério das Obras Públicas efectuou-se o Concurso para a empreitada de construção da Escola Industrial e Comercial de Castelo Branco, com a base de licitação de 7.770.722$00
Apresentaram-se oito concorrentes e das propostas recebidas a mais alta tem o valor de 7.630.000$00 e a mais baixa de 6.759.000$00.
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27 de Setembro
Falecimento
Lúcio Ribeiro Costa
Faleceu no passado dia 19, sábado, pelas 15 horas, com 64 anos de idade, o sr.Lúcio Ribeiro Costa que era uma pessoa de boas qualidades, natural desta cidade, que deixa viuva a srªD.Cândida Barroso Costa.
Era pai do sr.Agente Técnico José Barroso Costa, funcionário dos CTT, casado com a srªD.Fernanda Mendes Costa; da srªD.Maria de Lourdes Costa, casada com o sr.Manuel Ramos dos Santos e do sr.Carlos Alberto Barroso Costa, empregado da casa, casado
com a srªD.Beatriz Marques Lopes, professora oficial em Monforte da Beira.
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27 de Setembro
Igreja
Posse do Superior da Comunidade dos Redentoristas de Castelo Branco.

No domingo passado, tomou posse do seu novo cargo de Superior dos Redentoristas de Castelo Branco, o Rev.ºSr.Pe.Gratiniano Fernandes de Labastida, que ainda há pouco estivera nesta cidade, na festa da inauguração da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, como Vice.provincial dos Redentoristas em Portugal. Com ele veio também para Castelo Branco, o Revº Pe.Manuel Cabranes, que fora o primeiro Superior da Comunidade albicastrense. Em consequência das novas nomeações de superiores para as Casas da Espanha e de Portugal (metrópole), os RevºPadres Isaias aliste e José Pires são transferidos respectivamente para o Portoe Guimarães, o primeiro como admonitor do nove Vice-Provincial e o segundo como Superior da Comunidade Vimaranense.

17 março 2009

Jeu de Paume - Paris

Busto de Mulher ao Sol
Pierre Auguste Renoir

1841 – 1919


Busto de Mulher ao Sol

Com Busto de Mulher ao Sol, Renoir define melhor as suas intenções. Guarda em si um longínquo fundo clássico que o levará em várias ocasiões, a afirmar que a sua aspiração é renovar Ingres. Quando, em 1881, for a Itália, demorar-se-á, fascinado, diante das obras de Rafael. E irá afastando-se cada vez mais dos impressionistas, para se separar definitivamente em 1883. Com efeito, não tolera o doutrinarismo de alguns dos seus amigos, as suas longas discussões sobre as teorias luminosas. Na verdade, Renoir não necessita de nada disso: aquilo que para outros se põe como resultado de uma equação, para ele é conquista obtida de improviso.

Cfr. Carlo Munari
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

16 março 2009

Escrito no vento...

"O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas viver sábia e seriamente o presente."
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Buda

15 março 2009

Uma escuta telefónica…

Hoje
15.03.2009
no Público
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Vão mas é chatear o Sócrates porque ele é que recebeu os 500 mil.”
A frase interceptada numa escuta telefónica de 17 minutos feita a um dos suspeitos do caso Freeport, consta dos oito volumes do processo de condenação, por violação do segredo de justiça, do inspector da Polícia Judiciária, José Torrão.
A escuta data de 9 de Fevereiro de 2005.
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Dois dias depois da chamada telefónica, cujos interlocutores não são identificados, o jornal “O Independente” divulgou um documento da PJ que mencionava Sócrates (…) como um dos suspeitos do caso Freeport.
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(…) No processo de José Elias Torrão é também descrita a iniciativa da procuradora adjunta do Departamento de Investigação e Acção Penal, Inês Bonina, de pedir a inclusão nos autos de investigação do Freeport de um dossier de 145 páginas com “certidões registais relativas à aquisição e venda de património por José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa e outros actos jurídicos relativos à sua vida privada”.
O pedido foi feito em 2006 e o dossier foi entregue a Maria Alice Fernandes (coordenadora da PJ, de Setúbal).
A procuradora fez notar que estes dados poderiam não ser relevantes para o processo de Torrão mas que seriam “pertinentes” para a investigação do licenciamento do

Freeport.
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Cfr.Maria José Oliveira
in. "Escuta telefónica feita em Fevereiro de 2005
envolve José Sócrates no caso Freeport!

Escrito no vento...

"O mundo não te deve nada. Existia antes de ti."
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Mark Twain

14 março 2009

Setubalense 1957 - Novembro

02-11-1957
Novos médicos
Com alta classificação terminou o curso em Medicina, o Sr. Dr. Eduardo Batalha Soveral Rodrigues.
Também com alta classificação obteve igualmente a sua licenciatura em Medicina, o Sr. Dr. Vitor Manuel Simões Dias.
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04-11-1957
Eleições
O acto eleitoral decorreu com a maior ordem e grande interesse do eleitor, tendo sido eleitos pelo distrito, os deputados propostos que são os seguintes:

Eng. Mendes do Amaral
Eng. Calheiros Lopes
Dr. José Guilherme de Mello e Castro e
Dr. Manuel Seabra Carqueijeiro.
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04-11-1957
Eleições
Mesas de voto:
Anunciada
Presidente : Manuel Joaquim Viegas
Substituto : João Manuel Costa
Secretários : Joaquim Costa Lopes Ribeiro
Eduardo Machado
Escrutinadores :
Ângelo da Rocha Felício
Adolfo Pires dos Reis
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S.Julião
Presidente : Mário Trindade Piteira
Substituto : António Henriques de Oliveira
Secretários : Manuel Francisco Palma
Carlos Silva Gomes
Escrutinadores :
Álvaro Fialho
Olindo Anacleto Preto
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StªMaria
Presidente : Eng. Luis Morais Câmara Pestana
Substituto : José Cardoso Ferreira
Secretários : Manuel Nascimento e Oliveira
Alfredo Pedrosa
Escrutinadores :
Orlando Valadas
José Fernandes Alves Cândido
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S.Sebastião
Presidente : Capitão Vila Verde
Substituto : Eduardo Machado Pinto
Secretários : António Fernando Ajú Gomes
Francisco José Sousa Forte
Escrutinadores :
Rui Justiniano Ribeiro Calçada
Duarte Augusto Reisinho
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S.Lourenço
Presidente : Joaquim António de Carvalho e Oliveira
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S.Simão
Presidente : António Coelho Belo
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06-11-1957
Banco de Portugal
Assumiu funções de Agente do Banco de Portugal, nesta cidade, o Sr. Francisco José Páscoa Júnior, que exercia idênticas funções em Guimarães.
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09-11-1957
O Dr. Fernando Falcão Machado era Director da "Gazeta Setubalense".
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16-11-1957
É novo Comandante da GNR, o Sr. Cap. António Namorado Freire.
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18-11-1957
A exposição do pintor Celestino Alves.
No SNI, foi inaugurada, no sábado (16.11.57), a exposição de quadros do pintor Celestino Alves.
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18-11-1957
Doente
Regressou à sua casa de Palmela, em via de restabelecimento, o Sr. Rui da Silva Cardoso que, em Lisboa, após uma intervenção cirúrgica a que se submeteu, esteve algum tempo em convalescença, no Grande Hotel Duas Nações.
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20-11-1957
Liceu
A festa do novo ano escolar no Liceu Nacional de Setúbal.
Realizou-se hoje a festa do novo ano escolar à qual presidiu o ilustre Governador Civil.
Foi feita a distribuição de prémios aos melhores alunos, os quais são os seguintes:
Prémio Bocage (500,00) -- Maria Helena Faria da Cruz Gargalo

-- Exame do 2º Ciclo com 16 valores.
Prémio Sociedade Amigos do Liceu (300,00) -- Maria Clara Dias Costa Correia

-- Exame do 1º Ciclo com 16 valores.
Prémio Rotary Club de Portugal (300,00) -- Vitória Maria Gonçalves Faria -- Exame do 2º Ciclo de História, com 16 valores.
Prémio Grémio do Comércio (100,00) -- Maria Fernanda Guerreiro Basso -- Melhor aluna do 1º ano com 13 valores.
Prémio Grémio do Comércio (100,00) -- Eduardo Meneses Patrício Correia -- Melhor aluno do 1º ano com 15 valores.
Prémio Grémio do Comércio (200,00) -- Maria Clara Dias Costa Correia -- Melhor aluna do 1º ciclo com 16 valores.
Prémio Grémio do Comércio (200,00) -- José Filipe Guzmão Gonç.Martins -- Melhor aluno no exame do 1º ciclo om 15 valores.
Prémio Ass. Constr.Proprietários (200,00) -- Carlos Manuel Silva Clérigo
Prémio Liga Antigos Graduados da MP -- Valter Manuel Pádua Marcelino.
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Diplomas de Honra --
5º Ano:
Alfredo do Nascimento Melo
Ermelinda Maria de Carvalho Mendes Bragança
Francisco de Paula Ferreira Moniz Borba
Nelson Jorge Nunes Neto
Vitor Hugo Gonçalves Graça
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2º Ano
Cesário Fernandes Sousa Vieira Castelo Branco
Glicínia da Conceição Gustavo Maia
Maria Alice Rodrigues Ferreira
Maria Antónia de Carvalho Pinto
Maria Teresa Ribeiro Gonçalves Sobrinho.

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23-11-1957
Liceu
A sessão solene de abertura das aulas no Liceu de Setúbal (artigo na 1ªpágina)
O Reitor Dr. Mendonça e Costa convidou o Sr. Dr. Miguel Rodrigues Bastos a presidir à sessão onde foi orador o Sr. Dr. Estêvão Ferreira Moreira.
O Sr. Dr. Mendonça e Costa explicou por que só agora se podia realizar esta sessão: o excesso de trabalho, a epidemia da gripe e a falta de professores.
... usou da palavra o Sr .Dr. Estêvão Moreira que proferiu a oração de sapiência. O orador focou o problema da crise contemporânea que levou o Homem a viver sem um ideal por ter deixado de acreditar em valores que a um tempo estão nele e o transcendem...(!) Apontou aos alunos algumas constantes do Homem de sempre: o amor pelo saber, que conduz à cultura; a humilde noção das limitações que atinge a maior simplicidade nos mais sabedores; a persistência do esforço; o sentido do dever que conduz ao sentimento da honra; o amor da justiça; o diáfano do belo; a integração do Homem na eternização do transcendente, em procura de um sentido de vida. Por último afirmou que a maior de todas as vitórias é a vitória de cada um sobre si próprio. Seguiu-se a distribuição dos prémios.
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25-11-1957
Cultura
Arcádia da Fonte do Anjo
Esta tertúlia poética realizou a sua habitual sessão de Novembro com o tema "Sol de Outono", ontem, no Salão da Casa do Povo da Quinta do Anjo.
António Fortuna é o "Louro da Serra",
António Henriques é a "Flor do Salgueiro",
Cabral Adão é o "Medronho da Mata",
Santa Rita Xisto é a "Violeta do Campo".
Da assistência aceitaram a Lira para ler poesias suas, as Exmas. Sras. D. Maria Adelaide Pinto, Alice Matos e Carmen Fortuna.
No princípio da sessão foi prestada homenagem à Memória de Venâncio da Costa Lima que foi grande amigo da Arcádia.

25-11-1957
Escola I.C. de Setúbal
Eram professores na Escola Industrial e Comercial de Setúbal:
Eng. Armando de Medeiros, que era o Director.
Dr. José Teixeira do Vale
Dr. José Antunes Teodózio
Drª Maria Helena dos Santos Montes Albergaria
Padre David Lopes Paixão
Dr. José Marques da Costa e
Eng. Abrunhosa.

12 março 2009

As minhas turmas no Liceu 10ºH 1979/80

10ºAno - Turma H
em 1978/79.
Fui professor desta turma
em Ciências Naturais
Ana Margarida Jardim Faria
Ana Maria Machete Cardoso
Anália Maria Simão Neto
António José Carvalho Vizinho
António Pedro D.Marques
Cristina Maria Nunes Martins
Cristina Maria Xavier de Matos
Dina Maria Mesquita Marques
Dina Maria dos Santos Lima


Elisa Maria Forte Santos
Isabel Maria Luís Cardoso
Isaura Vitoriano Roma
Jorge Eduardo Ruas Gomes
Judite Maria Batista Coelho
Maria Adília Afonso Rodrigues
Maria de Fátima Pereira Gaspar
Maria de Fátima Amaral Mourinho
Maria Filomena Rodrigues Coutinho


Maria Paula Louro Machado Simas
Mariana Conceição Eleutério
Mário Duarte Neves Ferreira
Marisol Rodriguez Nunez
Nuno Pedro Santana Pereira Mendes Vicente
Pedro Alexandre Ferreira Machado
Regina Maria Conceição Novais
Roberto Francisco de Abreu
Rui Manuel Morais Martins

As "garotas" de Wenzel...

Humor antigo
com o traço de
Wenzel
- Cuidado! Ela é coceguenta...

11 março 2009

Beira Baixa - 1959 - Junho/Julho

7 de Junho
Bênção e Inauguração Solenes da Igreja de
Nossa Senhora de Fátima - (Redentoristas)
10 e 11 de Junho de 1959
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Calendário
Dia 10 – Quarta-feira
Às 19 horas – Bênção Solene da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, feita pelo Venerando Bispo de Portalegre e Castelo Branco, D. Agostinho de Moura, com a presença do Digmo. Clero e Exmas. Autoridades,
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À mesma hora – Solene Trasladação do Santíssimo, da Sé para a Igreja de Nossa Senhora de Fátima, sob a presidência do Digmo. Vigário, Cónego Anacleto Pires Martins. Alocução por Sua Exª. Reverendíssima D. Agostinho de Moura e Bênção do Santíssimo.
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Dia 11 – Quinta-feira
Às 7 horas – Missa Rezada, celebrada pelo Superior da Residência do Porto, Revmo. Pe. Eulógio Ibánez de Garaio e solenizada pelo grupo coral do Seminário dos Padres Redentoristas de Vila Nova de Gaia.
Às 9h 30m – Missa Rezada, celebrada pelo Revº Pe. Vice-Provincial dos Padres Redentoristas de Portugal e solenizada pelo grupo coral das meninas do Asilo de Castelo Branco.
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Às 11h 30m – Missa Solene, celebrada pelo Provincial dos Redentoristas, Revº Pe. Lucas Perez, com a presença do Exmº e Revº Sr. Bispo de Portalegre e Castelo Branco, Digníssimo Clero, e Exmas. Autoridades
Esta Missa é aplicada por todos os Benfeitores da Igreja.
Será orador sagrado o Revº Sr. Cónego Dr. Manuel Mendes do Carmo.
A parte coral estará a cargo do Seminário dos Padres Redentoristas de Vila Nova de Gaia.
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Às 19 horas – Recepção Solene de Nossa Senhora de Fátima em Castelo Branco, vinda da Cova da Iria, no Largo do Espírito Santo.
Toda a cidade de Castelo Branco e arredores são convidados a marcar a sua presença neste dia de glória para Deus e para Nossa Senhora de Fátima.
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Às 21 horas – Nos dias 11, 12, 13 e 14, Tríduo Solene na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, pregado pelo Revdº Pe. José Maria Peras da Rocha, Redentorista.
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7 de Junho
Militar
Caçadores das Beiras
Regressou do Estado da Índia, a companhia de Caçadores nº6, aquartelada nesta cidade, que fora incorporada no Batalhão de Caçadores das Beiras, onde estiveram em missão de soberania e para defesa da integridade territorial da Índia Portuguesa.
Comandada pelo Sr. Capitão Farinha, teve nesta cidade uma recepção de muito carinho e entusiasmo, à qual assistiu toda a cidade e entidades civis, militares e religiosas.
Frente à Câmara Municipal, foram prestadas honras militares ao Sr. General Meira e Cruz, Comandante da 3ªRegião e da Divisão SHAPE, que estava acompanhado pelos Srs. Governador Civil e Comandante Militar.
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7 de Junho
Pedido de casamento
No dia 17 do passado mês de Maio, em Lisboa, foi pelo nosso prezado assinante Sr. António Rodrigues e esposa D. Maria de Jesus Chito Rodrigues, pedida em casamento para seu filho Joaquim Chito Rodrigues, alferes da Escola Prática de Infantaria, a menina Virgínia Rosa Pereira de Castro, gentil filha da Sr.ª D. Alice do Carmo Pereira de Castro e do Sr. Dr. Abel Maria de Castro, já falecido. A data do casamento será oportunamente afixada.
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5 de Julho
Na Maternidade ProMatre, em Lisboa, deu à luz uma menina no dia 26, a Sr.ª D. Julieta Godinho Heitor Marques dos Santos, esposa do Sr. João Marques dos Santos, estudante de Medicina e filha da Sr.ª D. Deolinda Godinho Dias Heitor e do Sr. Tenente Coronel Américo Chamiço Dias Heitor, actual comandante do Regimento de Cavalaria 8.

09 março 2009

Na Quintinha do Eng.Armando Dâmaso...

Estava um pouco fresco e corria um vento brando quando nos fizemos à Auto-Estrada do Sul... saindo de Setúbal em direcção de Santiago do Cacém.
No Sábado de Carnaval... os muitos "heróis de domingo" enchiam por vezes aquela via, incapazes de fazer uma ultrapassagem!
Em certa altura, já para lá de Alcácer, seguindo atrás de uma "carrinha" da Brigada de Trânsito que "abria" caminho..., uma "comitiva" governamental, na senda de qualquer "inauguração" que só podia ser divertida, naquele dia... fez-nos encostar à direita para poder ultrapassar à vontade! Assim, também eu... Aproveitámos aquela "fúria com espectáculo" e fomos um bom bocado atrás dos "governantes de sábado de Carnaval"... Só aproveitámos a "boleia"...
Depois, já na Via Rápida Grândola/Sines, utilizámos a saída de Santa Cruz para chegar a Santiago... Pois foi já dentro de Santiago que nos enganámos no caminho! Mas por pouco... Depressa chegámos à Quintinha do EngºDâmaso. E não fomos os primeiros...

A casal Dâmaso aguardava os convidados com a simpatia a que nos habituou há muito.
Apesar do frio, o sol estava convidativo e um pequeno grupo aproveitou para conversar e recordar velhos tempos do Liceu de Setúbal, de onde partiram para a vida, entre 1959 e 1962... Viram também algumas fotos tiradas em 18 de Agosto de 1993 quando o Dâmaso, ao fazer 50 anos, ali reuniu umas centenas de Amigos.
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Em 1ºplano: Ana Maria Cunha e Susana, filha do Hugo Silva
Em 2ºplano: Victor Hugo Graça, Jorge Lemos Cabral e Armando Dâmaso
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Rui Farinho, Victor Hugo Graça (Kally), António Maria Romana Barroso e Ana Maria Cunha
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Helder Santos Castro Rodrigues, Rui Farinho e Lemos Cabral, o condutor do bólide que me conduziu... algumas vezes a 180 km/h!....O Jorge Lemos Cabral tem tanto tempo de Liceu de Setúbal como eu!... Entrámos no mesmo ano (Out./1959)...Ele como Aluno do 6ºano e eu como Professor.
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O Anfitreão EngºArmando Pereira Dâmaso, a Laura Seabra e o Jorge Lemos Cabral
. Outro grupo bem disposto: o Orlando Valadas, o José António Barbosa, a Fernanda Pina de Abreu e o António Carlos Cabral Graça (Toy); o Barbosa e o Toy foram ambos meus alunos e fizeram parte da turma que constituiu o meu primeiro 6ºAno, no ano lectivo de 1960/61.
Em 1961/62, voltaram a ter de "me aturar" quando fizeram o 7ºano.
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Carlos Alves, José António Barbosa e Helder Chumbinho
(fui professor dos três, em 1962/63)
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A sala onde decorreu o encontro ainda não existia assim em 1993.
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O Rui Farinho tem sempre uma "estória" gira para nos contar e a sua memória é uma ajuda importante de que ele se socorre com frequência...
Ainda não vi ninguém que o pudesse substituir nas suas "imitações" de figuras típicas
da nossa cidade.
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Em 1º plano, o Afonso Viegas Correia, Rui Farinho e Helder Rodrigues.
Em 2º plano, Vitor Hugo Graça, Jacinto Ramalho e António Barroso
. O Jorge Lemos Cabral serve os anfitreões Armando e Beatriz Dâmaso

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Vitor Hugo Graça e Jacinto Ramalho
O "engenheiro" e o "professor de história"

. NN, a Beatriz e a Conceição Alves
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Era a "hora" do Barbosa!... O Barbosa parecia estar nas suas "sete quintas"...
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Ele deve ser sempre assim, divertido. E sabe contar as histórias...
O Jorge Lemos Cabral, o José António Barbosa e o Vitor Hugo "Kally".
Lá atrás, a Bia Castelo Branco e o José Miranda Andrade deliciados com a "novela"....
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O mesmo canto da mesa, agora com a Fernanda Pina de Abreu.
O Jorge Lemos Cabral e o Barbosa, parecem aguardar qualquer coisa tal
como o Miranda e a Beatriz Castelo Branco.
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O Rui Farinho com o casal Helder Rodrigues.
. O Dâmaso mostrando as fotos de 1994 às suas auxiliares
. A Fernanda Ramos e o Jorge Lemos Cabral
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Beatriz Dâmaso, uma excelente anfitreã
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O Armando Dâmaso e a Ana Maria Cunha
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A Fernanda Pina de Abreu, o Jorge LC, o Barbosa e a Bia Castelo Branco
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O Jorge Lemos Cabral e o Armando Dâmaso
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A Beatriz Dâmaso e a Fernanda Abreu
. 0 Helder Rodrigues
. A Ana Maria Cunha (Gonçalves Graça)
.O Jorge e a Laura Seabra
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O Vitor Hugo (Kally) Gonçalves Graça
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O Jorge Lemos Cabral
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A Fernanda Maria Guerreiro Ramos (Pina de Abreu)
.O José António Correia Barbosa
.O Jacinto José da Cruz Ramalho
.Maria de Fátima (Kally) Gonçalves Graça (Pacheco)
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Maria Beatriz Fernandes Castelo Branco
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Rui Manuel Gomes Torres Farinho
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Orlando Anselmo Valadas
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José Miranda Andrade
.Hugo Manuel da Silva
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Carlos Cardoso Alves
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Afonso Viegas

.No final, todos (e eu também!...) prometeram ao Armando Dâmaso uma nova reunião, ali naquela mesma Quintinha, no “próximo” dia 18 de Agosto de 2043para comemorar o seu 100ºAniversário!...
Cá por mim, Armando Dâmaso, bem podes contar comigo!...