30 novembro 2010

Escrito na pedra...

No "Público"
em 29.11.2010
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"Se comprares aquilo de que não careces, não tardarás a vender o que te é necessário."
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Benjamin Franklin
político e inventor
1706 - 1790

Nem uma flor pelos montes......

Um Poema de
Fernanda de Castro
1900 - 1994.
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Ela foi a primeira, neste país de musas sorumbáticas e de poetas tristes, a demonstrar que o riso e a alegria também são formas de inspiração, que uma gargalhada pode estalar no tecido de um poema, que o Sol ao meio-dia, olhado de frente, não é um motivo menos nobre do que a Lua à meia-noite”. David Mourão Ferreira

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Fernanda de Castro
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Fim de outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
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Tudo seco pelas hortas,
Grandes lágrimas no chão
Nem uma flor pelos montes,
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Tudo numa quietação
Soluça numa oração
O triste cantar das fontes.
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Fim de outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...
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A terra fechou as portas
Aos beijos do sol ardente,
E agora está na agonia...
Valha à terra agonizante
A Santa Virgem Maria!
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Fim de Outono... Folhas mortas...
Sol doente... Nostalgia...

29 novembro 2010

Fotografias de Castelo Branco...

O Lago, a Cascata da Praça das Laranjeiras
e a entrada na Avenida Humberto Delgado

Foto obtida em 01 Nov 2010

28 novembro 2010

Eles foram meus alunos...

... em 1959/60, no 4ºano do Liceu.

Mário Batista Cardoso Martins e Auta Barbosa Quintas
numa Reunião de Antigos Alunos do Liceu de Setúbal
realizada em 7 de Maio de 1994


27 novembro 2010

Uma entrevista no "Expresso"...

Passos Coelho garante que está pronto para Governar num cenário que inclua o Fundo Monetário Internacional e afirma que o país precisa de mudar de rumo.

Pedro Passos Coelho
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Pedro Passos Coelho quer mudar o país e define-se como "realista e preparado para tudo". Ainda assim, diz que espera governar num quadro em que o país não precise de recorrer a ajuda externa.
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Crê que as medidas orçamentais aprovadas pelo Parlamento e a saúde do sector bancário dão confiança, mas caso seja necessário trabalhará com o FMI.
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Na entrevista dada hoje ao Expresso, deixa ainda críticas a José Sócrates, pelo nível de endividamento do país e por ter engordado ainda mais o sector público.
Diz que o PS não teria feito este mandato se o primeiro-ministro fosse outro e acrescenta que José Sócrates "será julgado pelas decisões que tomou".
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Passos Coelho considera que o Estado Social foi posto em causa e que é uma questão de tempo até o Governo começar a cortar na Educação e na Saúde, um sistema que para o líder do PSD não é sustentável e que os portugueses não têm capacidade para pagar.
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Passos Coelho é a favor das polémicas parcerias público-privadas, mas só se forem bem utilizadas. Diz que houve um abuso deste instrumento e que acabou por ser o Estado a ficar com a totalidade dos riscos. O líder dos sociais-democratas defende por isso que Portugal precisa de mudar de orientação, de um governo não socialista, e acredita que o PSD pode ser essa alternativa.

Kunsthistorisches Museum

O pecado original
Hugo van der Goes
1435 - 1482

O pecado original
(do Díptico do Pecado original e da Redenção)
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"Hugo van der Goes é, entre os mestres dos Países Baixos, o que deixa transparecer com maior vigor, nas personagens representadas, o sentimento religioso. Cada momento é representado de modo demonstrativo ao obsrevador, convidado a participar no episódio sagrado. A oferta dos frutos proibidos e a apresentação dos instrumentos da Paixão assumem expressões-limite da contemplação devota."
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Cfr.Günther Heinz
in, "Grandes Museus do Mundo"
Ed.Verbo - Dezembro/1973

26 novembro 2010

Romagens de Saudade... 1971

5ª Romagem de Saudade
em 22 05 1971

Sessão de Boas Vindas, no pátio do Liceu Velho.
Manuel Tavares, Luis Grilo (encoberto), jjmatos, Amado Ramos Estriga e Leonardo Cardoso

25 novembro 2010

Eles foram meus alunos...

...em 1961, no 7º e 5º anos, respectivamente
Fernando Marcelino e Zerlinda Cruz Arrebenta
numa Reunião de Antigos Alunos do L.N.Setúbal
realizada em 21 de Maio de 1994, em Grândola

24 novembro 2010

Quadras de António Nobre...

"Para as raparigas de Coimbra"

António Nobre
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1
Tristezas têm-nas os montes,
Tristezas têm-nas o céu,
Tristezas têm-nas as fontes,
Tristezas tenho-as eu!
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2
Ó choupo magro e velhinho,
Corcundinha, todo aos nós:
És tal qual meu avôzinho,
Falta-te apenas a voz.
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3
Minha capa vos acoite
Que é p'ra vos agazalhar:
Se por fóra é cor da noite,
Por dentro é cor do luar...
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4
Ó sinos de Santa Clara,
Por quem dobraes, quem morreu?
Ah, foi-se a mais linda cara
Que houve debaixo do céu!
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5
A sereia é muito arisca,
Pescador, que estás ao sol:
Não cai, tolinho, a essa isca...
Só pondo uma flor no anzol!
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6
A Lua é a hostia branquinha,
Onde está Nosso Senhor:
É d'uma certa farinha
Que não apanha bolor!
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7
Vou a encher a bilha e trago-a
Vazia como a levei!
Mondego, qu'é da tua agoa?
Qu'é dos prantos que eu chorei?
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8
A cabra da velha Torre,
Meu amor, chama por mim:
Quando um estudante morre,
Os sinos chamam, assim.
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9
- E só porque o mundo zomba
Que poes luto? Importa lá!
Antes te vistas de pomba...
- Pombas pretas tambem há!
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10
Terezinhas! Ursulinas!
Tardes de novena, adeus!
Os corações ás batinas
Que diriam? Sabe-o Deus...
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11
Ó boca dos meus desejos,
onde o padre não pôs sal,
São morangos os teus beijos,
Melhores que os do Choupal!
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12
Manoel no Pio repoisa:
Todos as tardes, lá vou
Ver se quer alguma coiza,
Perguntar como passou.
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13
Agora, são tudo amores
A roda de mim, no Caes,
E, mal se apanham doutores,
Partem e não voltam mais...
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14
Aos olhos da minha fronte
Vinde os cantaros encher:
Não ha, assim, segunda fonte
Com duas bicas a correr!
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15
Os teus peitos são dois ninhos
Muito brancos, muito novos
Meus beijos os passarinhos
mortinhos por porem ovos.
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16
Nossa Senhora faz meia
Com linha branca de luz:
O novelo é a Lua-Cheia,
As meias são pra Jesus
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17
Meu violão é um cortiço,

Tem por abelhas os sons
Que fabricam, valha-me isso,
Fadinhos de mel, tão bons...
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18
Ó Fogueiras, ó cantigas,
Saudades! recordações!
Bailae, bailae, raparigas!
Batei, batei, corações!
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António Nobre, in ''

23 novembro 2010

As "garotas" de René Caillé...

Humor antigo
com o traço
de René Caillé

- Parece mentira mas é verdade! Depois de
a menina ter sido admitida na secção do senhor Diogo,
não calcula como ele se tornou optimista!...

Fez-me bem à alma...

Da Hélida... recebi, há dois dias, uma "carta" que me emocionou muito.
Não creio que esta antiga aluna do "nosso Liceu" me leve a mal se eu aqui a deixar publicada.
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"Sr.Dr. Matos
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Muitos de nós que estiveram neste jantar não foram seus alunos mas, naquele tempo, todos tinhamos referências do Sr. Dr. Matos como um professor extremamente competente, sociável e justo. Foi muito agradável revê-lo a si, com excelente aspecto, e aos meus antigos colegas já que, de alguns, nos distanciavam mais de 40 anos. É obra. Deu direito a gargalhadas, a abraços fraternos, a muita alegria e emoção.
A ideia de colocar as fotos dos "seus" meninos/as foi brilhante e só atesta a elevação de um professor que, após tantos anos, ainda conserva nos pertences e no coração as memórias destes miúdos que ajudou a crescer.
Não posso igualmente deixar de lhe agradecer as palavras que dirigiu à minha cunhada Teresa, bem merecidas, pois essa aluna brilhante é, sem dúvida, uma grande mulher. Uma competência sem limites jamais afectada pela presunção e pela vaidade. Enquanto família, orgulhamo-nos muito dela."
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A Hélida Maria numa reunião de Antigos alunos do Liceu de Setúbal
realizada em tem 07.05.1994

"Ainda uma palavra de muita saudade para todos os grandes professores que, no Liceu Nacional de Setúbal, através dos tempos, nos formaram com valores e princípios que hoje, homens e mulheres, a maioria já com estatuto de avós, muito nos honram e enobrecem.
Neste lote ficaram no meu coração nomes e figuras de qualidade superior como o meu querido amigo Dr. Maurício, a Drª Joana Meira, a Drª Clotilde Botelho, a Drª Ausenda, a Drª Maria José Condeço, o Dr. Monteiro, a Drª Manuela Gomes e tantos outros cujos nomes a memória já atraiçoou.
Lá estaremos, se Deus quiser, no próximo dia 4 de Fevereiro para o abraçar de novo a si, tal como aos colegas agora presentes e a muitos outros que, seguramente, irão aparecer. Uma das grandes certezas que a vida me ensinou é que a amizade, cúmplice e fraterna que construímos com os colegas do liceu nunca ficou perdida no tempo e seguirá connosco até sempre.
Mais uma vez muito obrigada pela agradável romagem de saudade que nos tem permitido fazer através do seu Blog e que já correu meio mundo, onde estiver um aluno do LNS."

Hélida Maria Santos Pais
em 21.11.2010

É bonito... e faz bem à alma!

22 novembro 2010

O Dr.Pereira de Almeida...

...através da memória do Dr.José Soveral Rodrigues,
em Dezembro de 1995, durante um almoço,
no Restaurante do Hernâni, na Lagoínha.
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A história que se conta, passada com o Dr.Pereira de Almeida, sobre as satisfações que lhe foi tirar um indivíduo de Setúbal, a quem contaram que aquele clínico lhe "punha os cornos" na sua ausência, e teve como resposta: "Tire isso da cabeça!...Tire isso da cabeça!!...", conta o Dr.Soveral Rodrigues que se teria passado com um indivíduo que que tinha a profissão de "Estafeta".
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Ao mesmo Dr.Pereira d'Almeida, que era um homem distinto e usava uma barbicha branca, sempre bem aparada, foi dito, de passagem, por um sujeito de Setúbal que com ele se cruzou, e aludindo à referida barba...
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"...A VªExª, para ser bode, só lhe faltam os cornos!..."
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ao que o Dr.Pereira d'Almeida, sem perder o norte, retorquiu:
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"...E a si só lhe falta a pêra..."

21 novembro 2010

As "bonecas" de René Caillé...

Humor antigo
com o traço
de René Caillé

- Pronto, João! Já reflecti!...
Não vou para casa da minha mãezinha!

Parabéns!... 21 de Novembro

A Carla faz anos hoje.
Um abraço, um dia feliz e boas prendas...

Carla Maria Castelo Branco Ramalho

20 novembro 2010

Escrito na pedra...

No "Público"
em 19.11.2010
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"A velhice é uma tirania que proibe, sob pena de morte, todos os prazeres da juventude".
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La Rochefoucauld
escritor francês
1613 - 1680

Romagens de Saudade... 1979

7ª Romagem de Saudade
em 15 06 1979

No restaurante "Piri-piri"
O Joaquim Semedo Toco com a Maria Amélia
Dois sorrisos que não voltam...

19 novembro 2010

Faleceu Dulce Cabrita

A mezzo-soprano Dulce Cabrita, faleceu ontem, no Barreiro
vítima de uma septicémia. Tinha 82 anos.
A cantora do Barreiro integrou o elenco do Teatro de São Carlos
e o Coro da Academia dos Amadores de Música,
de Fernando Lopes-Graça.
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Dulce Cabrita com Fernando Lopes-Graça e Michel Giacometti .
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Em 5 de Novembro de 1971, Dulce Cabrita actuou no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, num Recital de Canto e Piano, levado a efeito pelos Serviços Culturais do Munícípio setubalense, acompanhada ao piano pelo Maestro Fernando Lopes-Graça.


Dulce Cabrita era irmã do saudoso fotógrafo e amigo Augusto Cabrita com quem muito aprendi nas artes em que ele era um Mestre.

Uma Carta de Henrique Raposo...

Foi no dia 5 de Novembro de 2010
que Henrique Raposo respondeu a
Jorge Coelho...
... no Blogue "Clube das Repúblicas mortas"


Jorge Coelho, o rosto da "Mota Engil"
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Caro Dr. Jorge Coelho, como sabe, V. Exa. enviou-me uma carta, com conhecimento para a direcção deste jornal. Aqui fica a minha resposta.
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Em 'O Governo e a Mota-Engil' (crónica do sítio do Expresso), eu apontei para um facto que estava no Orçamento do Estado (OE): a Ascendi, empresa da Mota-Engil, iria receber 587 milhões de euros. Olhando para este pornográfico número, e seguindo o economista Álvaro Santos Pereira, constatei o óbvio: no mínimo, esta transferência de 587 milhões seria escandalosa (este valor representa mais de metade da receita que resultará do aumento do IVA).
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Eu escrevi este texto às nove da manhã. À tarde, quando o meu texto já circulava pela internet, a Ascendi apontou para um "lapso" do OE: afinal, a empresa só tem direito a 150 milhões, e não a 587 milhões.
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Durante a tarde, o sítio do Expresso fez uma notícia sobre esse lapso, à qual foi anexada o meu texto. À noite, a SIC falou sobre o assunto. Ora, perante isto, V. Exa. fez uma carta a pedir que eu me retratasse. Mas, meu caro amigo, o lapso não é meu. O lapso é de Teixeira dos Santos e de Sócrates. A sua carta parece que parte do pressuposto de que os 587 milhões saíram da minha pérfida imaginação. Meu caro, quando eu escrevi o texto, o 'lapso' era um 'facto' consagrado no OE.
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V. Exa. quer explicações? Peça-as ao ministro das Finanças. Mas não deixo de registar o seguinte: V. Exa. quer que um Zé Ninguém peça desculpas por um erro cometido pelos dois homens mais poderosos do país. Isto até parece brincadeirinha.
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Depois, V. Exa. não gostou de ler este meu desejo utópico: "quando é que Jorge Coelho e a Mota-Engil desaparecem do centro da nossa vida política?".
A isto, V. Exa. respondeu com um excelso "servi a Causa Pública durante mais de 20 anos". Bravo. Mas eu também sirvo a causa pública. Além de registar os "lapsos" de 500 milhões, o meu serviço à causa pública passa por dizer aquilo que penso e sinto. E, neste momento, estou farto das PPP de betão, estou farto das estradas que ninguém usa, e estou farto das construtoras que fizeram esse mar de betão e alcatrão. No fundo, eu estou farto do actual modelo económico assente numa espécie de new deal entre políticos e as construtores. Porque este modelo fez muito mal a Portugal, meu caro Jorge Coelho.
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O modelo económico que enriqueceu a sua empresa é o modelo económico que empobreceu Portugal.
Não, não comece a abanar a cabeça, porque eu não estou a falar em teorias da conspiração. Não estou a dizer que Sócrates governou com o objectivo de enriquecer as construtoras. Nunca lhe faria esse favor, meu caro. Estou apenas a dizer que esse modelo foi uma escolha política desastrosa para o país. A culpa não é sua, mas sim dos partidos, sobretudo do PS. Mas, se não se importa, eu tenho o direito a estar farto de ver os construtores no centro da vida colectiva do meu país. Foi este excesso de construção que arruinou Portugal, foi este excesso de investimento em bens não-transaccionáveis que destruiu o meu futuro próximo.
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No dia em que V. Exa. inventar a obra pública exportável, venho aqui retratar-me com uma simples frase: "eu estava errado, o dr. Jorge Coelho é um visionário e as construtoras civis devem ser o Alfa e o Ómega da nossa economia".
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Até lá, se não se importa, tenho direito a estar farto deste new deal entre políticos e construtores.
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Henrique Raposo

18 novembro 2010

Escrito na pedra...

No "Público"
em 17.11.2010
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"O casamento é o fim do romance e o começo da história."
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Oscar Wilde
escritor irlandês
1854 - 1900

Jantar no "Zé do Nabo"

Desta vez fui convidado com tempo e não me esqueci!...
Às 20h, entrei no parque de estacionamento do "Zé do Nabo" e deparei com muita gente que, ali de pé, conversava enquanto aguardava a chegada dos amigos e colegas de outros tempos que eram recebidos com abraços e saudades... Muitas saudades...
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Não conheci ninguém quando cheguei!... Assim, às primeiras, nem um... Talvez por ser de noite e as luminárias incidirem sobre os olhos de quem chegava dificultando uma melhor visibilidade.
No meio de todos vejo surgir o "homem que me convidou"... Um "rapaz" quase do meu tempo... que veio ter comigo e me "apresentou" a maioria dos presentes.
Era o Zé Eduardo Martins... o Zeca Martins que organizou esta magnífica reunião.

José Eduardo Martins

O Zé Eduardo Martins, em 1965
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Na "sessão de apresentações" que se seguiu, eu limitava-me a perguntar-lhes os nomes... e, de facto, a minha boa memória lembrou-se de alguns! Mas as imagens que me apareciam através dos neurónios da "memória antiga", não correspondiam bem àquilo que estava a ver agora... O que eu via ali era a imagem que todos eles tinham a meio da década de sessenta quando, muitos deles, foram meus alunos a frequentar o 4º ou o 5º anos....E tive ali, uma enorme satisfação quando, ao falar com um dos presentes, que até nem tinha sido meu aluno, me disse ser irmão da Teresa Pais... E não é que, mesmo ali, se pôs em contacto com a irmã, a aluna mais brilhante que tive em 1960/62 quando regi pela primeira vez o 6º e o 7º anos do Curso Complementar dos Liceus! E não apenas se pôs em contacto com ela, como me passou logo o telélé para as mãos...

A troca de palavras com a Teresa Pais foi inesquecível! Depois de a ter "castigado" durante os momentos, não lhe dizendo logo com quem é que ela estava a falar, seguiu-se uma conversa que, a esta distância, marca bem a diferença e nos diz como também os alunos terão motivos para ter boas recordações do passado.
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Em Abril de 1985, fiz uma Visita de Estudo ao Aquário Vasco da Gama com os meus alunos do 10ºAno. A Dr. Maria Teresa Coelho Pais era, naquela época, a Directora daquela Instituição e, simpaticamente, aceitou dirigir umas palavras aos nossos alunos, não apenas como profissional e técnica em Biologia Marítima, mas destacando que também ela tinha estudado na mesma Escola que os alunos presentes frequentavam agora.

A lição que lhes deu foi um êxito!...
Êxito que fica expresso na extrema atenção com que
os alunos “beberam” as suas palavras”.
Reconheço, entre as alunas presentes, a Dora Manuel, a Ana Cristina Correia, a Inês Ricardo e o aluno João Pedro Reis Horta

Uns anos mais tarde, em Maio de 1994, creio que já depois de se ter Doutorado na Sorbonne, em Ecologia e Biossistemática, a Profª. Doutora Maria Teresa Coelho Pais voltou a estar presente numa reunião de Antigos Alunos do Liceu de Setúbal.
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Aqui a vemos num momento de descontracção, ao lado de outra antiga aluna da nossa escola, a Maria Helena Horta. No que respeita a boa disposição, “juntou-se a fome com a vontade de comer”…
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Mas voltemos ao nosso jantar de saudade... e de memórias.
Já devidamente acomodados, e num à vontade que a noite amena permitia, iniciei a minha ronda à volta daquela mesa que não era tão pequena assim... E vi alunos conhecidos, alguns mais do que outros, por terem sido meus alunos... Mas também não "atinei" com alguns de quem tinha a obrigação de atinar. Até porque um deles, que não reconheci logo, se apresentou mencionando o seu nome, antes de tudo... Os 45 anos que entretanto passaram, alteraram muito as fisionomias. E alteraram também, um pouco, a minha memória. No entanto, ao ouvir aquele nome, lembrei-me logo de um bom aluno que tive então, num 4ºA, de boa memória e do qual saíu um lote de bons cidadãos que fizeram obra digna e ajudaram a dar nome ao nosso Liceu.

Se não mencionei ainda o nome desse aluno aqui fica! Para a posteridade... É o José António Romão Eusébio!

José António Romão Eusébio
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E quem é que me poderá apontar o dedo pela minha "falta" se, do Romão Eusébio que me ficou na memória, a imagem que tenho é esta...

O Romão Eusébio de 1965
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Façamos agora uma "chamada" dos presentes... mesmo sem livro de ponto.

A Maria Deolinda Bréu Neves com o marido Vitor Oliveira
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O Luis Manuel Pinton e o Luis Samora
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A Hélida Maria Duarte Santos (Pais)
e a Maria Carolina Pena Mendes (Tomás)
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O José Bofill, o João Canudo e o João Carregosa disseram “presente”!
E parece estarem divertidos…

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O Justo e o Carlos Daniel
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O Justo Tavares, de agora...
. ... e o Justo de 1965.
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O Carlos Daniel actual

O Carlos Daniel... Como ele era.
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A Maria Leonor Xavier e o Walter Contreiras
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O Walter não mudou muito...
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O José Rodrigues e o Manuel Alves Lisboa
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Manuel Francisco Lisboa... um pouco mais novo, em 1965
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A Carolina Mendes Tomaz e a Maria Avelina Moura
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A Carolina Pena Mendes toda risonha...

O Carlos Pais ouve atentamente a Leonor Xavier
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O José António Estreia Cabrita e o Joaquim Diamantino Rodrigues
.O José Cabrita actual...
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... e o Estreia Cabrita, do 5ºAno do Liceu
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O Joaquim Diamantino Rodrigues, da agora...
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... e o Diamantino Rodrigues de...outrora!
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A Maria Avelina e a Lídia Almeida
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João Jorge Pinto era conhecido pelo Pelé
e o José António Gomes Pereira por Zé Tofa
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O António Luis Claro Correia, de hoje...

... era assim, em 1965.

O Carlos Daniel e a Leonor Xavier
vêem fotos no telélé...

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O João Canudo dirige a conversa para o José Bofill e o Romão Eusébio
João Carregosa alheou-se um pouco...

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O casal Maria José/Justo Tavares com o Carlos Pais
.O "organizador" José Eduardo Martins proferiu algumas palavras
no final do jantar e fez a marcação do próximo encontro.
A Hélida Pais e a Carolina Tomaz deram um colorido simpático ao momento.

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Este "encontro da memória" terminaria dentro de alguns minutos... Muitos ainda tinham bastantes quilómetros a percorrer até chegarem a suas casas.
Mas creio que teriam dado por bem empregado o tempo que durou esta jornada!