19 junho 2018

Escrito na pedra...

Escrito na pedra…
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In “Público
01.03.2018
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Não existirá justiça enquanto um homem com uma faca ou uma arma puder destruir aqueles que são mais fracos do que ele.
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Isaac Singer
1902 – 1991
Nobel da literatura

18 junho 2018

Mesmo que fujas...

Um poema que
António Salvado
publicou no seu último livro
"A desejada margem".
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António Salvado 
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Mesmo que fujas…
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Mesmo que fujas… sairás de mim?
Se incauta te esconderes,
será que a tua ausência peregrina
aqui virá erguer-se?
Porque de igual relógio
somos ponteiros algo diferentes
num mostrador girando… em permanentes
e contínuos acordes?
Nesta paisagem de sombrias árvores,
de sinuosos rios,
existirá p’ra sempre o teu lugar:
não queiras ir além dos desafios
que te farão gelar,
que poderão ferir-te.

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António Salvado
In. “A desejada margem
Ed. Fevereiro/2018
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NB - Meu caro António, 
       Quis contactar contigo no dia 9 de Junho…
       O número do teu telefone que tenho agendado já passou 
       à história!... 
       Envia-me o actual quando puderes, por favor.
       jjmatos

17 junho 2018

Fiquei emocionado...

...quando esta tarde li a Homenagem póstuma que o 
Jorge Paulino Pereira 
dedicou ao
Ronald,
seu Amigo de infância, recentemente falecido:

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Ronald e Jorge Paulino Pereira
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AINDA (E SEMPRE) O RONALD

Companheiro,
É triste ver-te partir tão cedo.
Vou sentir muito a falta do “Máámen” que gritávamos como crianças sempre que atendíamos as chamadas telefónicas um do outro!
Para além da família, deixas uma multidão de amigos que te viam como uma referência. Não tanto pela irreverência dos tempos de juventude, nem só pela alegria de viver ou pela força que tinhas em contornar com sucesso as contrariedades da vida. O que fazia realmente a diferença era a maneira como só tu sabias relacionar-te com os outros, estabelecendo elos entre toda a gente que te conheceu e te admirava. Eras como um catalisador das relações humanas, eras o ponto de encontro entre novos, velhos ricos ou pobres, humildes ou eruditos. Bem me lembro, tanto da forma eloquente como discursaste na Gulbenkian frente ao Primeiro Ministro, como da mesma forma conseguias falar ao coração dum quase sem abrigo prestes a ser transplantado: eles precisaram de ti, e do teu exemplo.
Nunca vou esquecer como nos divertias a contar o comentário do funcionário da emigração no Aeroporto de Miami, quando te carimbava o teu passaporte americano dizendo “Welcome home, son”, ou nos relatavas as diversas peripécias da tua longa estadia laboral na Arábia Saudita. Ou, mais de tudo isso, a maneira preocupada e eficaz com que cuidaste do teu irmão, e o teu empenho pelas tuas filhas de quem tu genuinamente te orgulhavas.
Enfim, a tua melhor qualidade foi talvez fazer de cada um de nós um melhor ser humano, depois de conviver contigo.
Infelizmente, não vou estar presente na tua despedida (eu nunca gostei de despedidas), mas qualquer crente como eu tem a certeza de que, onde quer que estejas, alguém que vela por nós todos te segredará ao ouvido, em todas as línguas do Universo e com um sorriso:

“Bem-vindo a casa, meu filho”.
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em 17/06/2018
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NB - Comovi-me e dei comigo a limpar umas lágrimas 
que surgiram… e a lembrar-me de ambos quando 
ainda eram uns miúdo. Mas o tempo passa, mais 
depressa para uns do que para outros.
JCB. 

O humor de Neymar...

...num excerto de um artigo do jornalista
Tiago Pimentel
publicado hoje, 17 de Junho, no jornal
"Púbico"
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Neymar
o mais caro do mundo
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De resto, o futebolista mais caro de sempre (trocou o Barcelona pelo Paris Saint-Germain, poe 222 milhões de euros), mostrou-se inabalável em entrevista a um canal de televisão:
"Modéstia à parte, sinto-me o melhor jogador do mundo. Messi e Cristiano Ronaldo são de outro planeta, então eu sou o melhor."
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… e depois do jogo de ontem disputado pela Argentina, até o nome de Messi poderia "desaparecer" desta "graçola" do Neymar...

Ser livre...

"Ser livre não é um estado, é uma condição permanente, eu tenho de pensar na minha liberdade todos os dias."
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António Barreto
in. "jornal i"
15.06.2018

16 junho 2018

Humor antigo...

...com o traço
de René Caillé
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- Ó senhora professora: os meus camaradas e eu  preferíamos que nos falasse àcerca da Marilyn Monroe, da Sofia Loren e doutras que tais. em vez da D.Maria I  do D.Afonso Henriques…

15 junho 2018

São quadras, meu bem!... São quadras.

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Muitas das coisas que dizes
Afinal não são verdade.
Mas, se nos fazem felizes,
Não podem ser por maldade...

14 junho 2018

Morreria contente...

...num poema que
Fernando Pessoa
escreveu com o heterónimo
Alberto Caeiro
e a que tem como título
Quando vier a Primavera,

       
                                Alberto Caeiro                           

Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

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Alberto Caeiro,
in "Poemas Inconjuntos"


13 junho 2018

Hoje há pintura...

Jean-Honoré Fragonard
1732- 1806
pintor francês

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Psiché mostra às irmãs as prendas de Cupido (1753)
in. "National Gallery"