30 junho 2009

Setúbal de outros tempos...

Vista aérea de Setúbal

Foto obtida antes de 1960

Veja os locais onde foram construídos os bairros da Reboreda, de Brancanes e Alves da Silva.
Descubra o local onde existe agora o bairro do Montalvão.
Onde está o Estádio do Vitória e o bairro do Liceu?
Onde fica hoje a praça do Brasil?
Divirta-se e descubra outras “zonas novas” da nossa cidade…

29 junho 2009

As Bonecas de Don Flowers

Humor antigo
com o traço de
Don Flowers

- Eu cada vez que emagreço 250 grs. fico tão contente que
almoço logo um bife de meio quilo e engordo quilo e meio!...

28 junho 2009

Jeu de Paume

Lola de Valência
Édouard Manet
1832 - 1882



Lola de Valência


"Singular destino o de Édouard Manet. Expoente da alta burguesia, pensa numa carreira de pintor oficial. Reconhecida e recompensada como tal. De resto, no começo, nem sequer a sua linguagem parece destinada a infringir os esquemas convencionais. Todavia, os seus quadros dão que falar em Paris, sobretudo devido aos temas que tratam, considerados moralmente condenáveis pelos Bien-pensants.
Lola de Valência, retrato de uma dançarina espanhola, foi considerado impudico, pela atitude provocante do modelo. O episódio é de 1863. Manet faz 31 anos e está terminando Le dejeuner sur l’herbe."

Cfr. Carlo Munari
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

27 junho 2009

As minhas turmas... 12ºAno 1º D

12ºAno - 1º Turma D
em 1982/83
Fui professor desta turma
em Biologia
Ana Maria Correia
Ana Teresa de Oliveira Gama
Ângela Maria Sardinha Abreu

António Augusto Ferreira
António Pedro de Jesus Caravela
Carlos Alberto Branco do Carmo
Célia Maria Fernandes da Costa
Célia Maria dos Santos Rodrigues
Celina Maria Neves Duarte


Emília Maria Martins Cardoso
Isabel Maria Lopes Mello Cardoso
José Luís da Silva Batista
José Marcelino Tavares Pontes
Lena Jorge Ribeiro Perestrello

Lino Adrião Freire
Manuela Maria Carriço dos Santos
Maria Beatriz Gonçalves Basílio
Maria da Conceição Carrilho
Maria João da Fonseca Ferreira
Maria Margarida Barreto Gomes da Silva
Maria Violante Canhão Pereira Nunes
Mário Manuel Meira Abelho Cardoso
Paulo Manuel C. Veríssimo da Silva
Vanda Raquel Varela Lima
João Luís Valente Carreto
Carlos Eduardo Góis Magalhães
Delmira da Cruz Silva Bravo
Maria do Rosário Afonso Lopes
Simone Cardoso Fava
Olímpia Manuela Ferreira Adriano

Também foram desta turma os alunos:
Maria Conceição Valido Marques
Maria Helena Lopes Escorrega
Manuel Gomes Rita
Cláudio José Aires Sousa Alves

26 junho 2009

Setubalense - 1958 - Agosto

02-08-1958
Restaurante Novo Dia
Inauguraram-se ontem, oficialmente, as novas instalações do conceituado e antigo Restaurante Novo Dia.
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02-08-1958
Notícias Pessoais
Celestino Alves

Partiu ontem para Paris onde deverá conservar-se cerca de seis meses, como bolseiro da Fundação Gulbenkian.
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02-08-1958
Óbito
Morre, com 36 anos, em Cabeço de Monchique, o Sr. Venâncio Olímpio Croner Torres, irmão do Sr. Rafael Croner Torres.
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04-08-1958
Reunião elegante
O Sr. Dr. João da Silva Cavalheiro, ilustre advogado e professor do Liceu de Setúbal, ofereceu em sua casa, pelas 18 horas de 6ª feira passada, uma recepção íntima ao Reitor e corpo docente do referido estabelecimento. A reunião, que teve a presença elegante de muitas senhoras, foi seguida de "cocktail" e decorreu num ambiente de muita simpatia e distinção, tendo-se conversado animadamente nos confortáveis aposentos do distinto anfitrião, que se encontrava acompanhado de sua esposa, filhinha e mais familiares. Encantados com a maneira afável como foram recebidos os componentes da prestigiosa classe -- que é a do professorado -- e ainda outras pessoas especialmente convidadas, felicitaram-se por esta magnífica confraternização, em ambiente tão elevado e que caracteriza o fim de todas as actividades escolares que, precisamente terminaram no referido dia. Todos tiveram para com o prezado colega e amigo, palavras de muito apreço e estima, e foram particularmente expressivos os encomiásticos termos em que o Sr. Dr. Mendonça e Costa -- também acompanhado de sua esposa e filha -- se dirigiu ao Sr. Dr. João Cavalheiro, que respondeu dizendo do seu grande prazer em receber tão distintas personalidades.
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06-08-1958
Vitória F.C.
Emídio Graça encontra-se, desde ontem, em Sevilha.
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11-08-1958
Notícias Pessoais
Iniciou auspiciosamente a sua clínica, nesta cidade, que é também aquela em que nasceu, o Sr. Dr. Eduardo Batalha Soveral Rodrigues, filho do Dr. José Soveral Rodrigues, a quem também felicitamos.
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11-08-1958
Cidade
Um moderno estabelecimento comercial abriu hoje ao público.
Abriu hoje as suas portas ao público a casa "Calipso", moderno estabelecimento comercial dos Srs. Manuel João Pereira e João da Rosa Salgueiro.

O Arq. José Luís Lacasta Nascimento imaginou as decorações e desenhou o mobiliário, de cuja execução se encarregaram respectivamente as firmas Augusto do Carmo Solho e Evaristo Carmona, Sucessores...
O Eng. Humberto Ferreira da Cunha dirigiu tecnicamente as obras.
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13-08-1958
Governo
Recomposição ministerial:
Ministérios:
Presidência: Dr. Pedro Teotónio Pereira
Defesa: General Botelho Moniz
Exército: Coronel Almeida Fernandes
Marinha: Comodoro Quintanilha Mendonça Dias
Estrangeiros: Dr. Marcelo Mathias
Ultramar: Comodoro Alves Lopes
Economia: Eng. Ferreira Dias
Comunicações: Eng. Carlos Ribeiro
Saúde: Dr. Martins de Carvalho
Justiça: Prof. Antunes Varela
Finanças: Prof. Pinto Barbosa
Obras Públicas: Eng. Arantes e Oliveira
Educação: Prof. Leite Pinto
Corporações: Dr. Veiga de Macedo
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Secretarias de Estado
Indústria: Eng. Ferreira Dias
Agricultura: Eng. Quartim Graça
Comércio: Dr. José Gonçalo Coreia de Oliveira
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Sub-Secretarias de Estado
Orçamento: Dr. José Pizarro Beleza
Exército: Ten. Coronel Gomes da Costa
Administração Ultramarina: Dr. Silva Tavares
Fomento Ultramarino: Eng. Carlos Abecassis
Indústria: Dr. João Ubach Chaves
Aeronáutica: Coronel Kaúlza de Arriaga
Obras Públicas: Eng. Saraiva e Sousa
Educação: Dr. Baltazar de Sousa
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16-08-1958
Casamento
Na Igreja de S.João de Brito, em Lisboa, realizou-se na passada 5ª feira, dia 14 de Agosto, o enlace matrimonial do Arq. José Luís Lacasta Nascimento e Oliveira... com a Sr.ªD. Maria Rosária Pereira Vaz.
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16-08-1958
Notícias .Pessoais
O Capitão Ernesto do Rosário será indigitado para Presidente da Associação de Futebol de Setúbal.
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23-08-1958
CMS
Urbanização da zona do Liceu
O Sr. António de Jesus Guerra pretende urbanizar o terreno da antiga Quinta de Santo António, junto à estrada de Algodeia, a norte do Liceu Nacional, e a Câmara Municipal, com o fim de acautelar devidamente os interesses do Município, resolveu chamar a si a execução dos respectivos trabalhos, avaliados em 300.000,00 escudos e que serão pagos pelos interessados, em 4 prestações anuais de 75 contos.
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27-08-1958
Nova fábrica de celulose em Setúbal
Vai construir-se uma nova fábrica de celulose, cuja autorização foi concedida em 1957, a um grupo que depois constituiu a Socel.
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30-08-1958
Uma fábrica de pneus
Trata-se da fábrica cujos primeiros estudos de instalação permitiram prever que seria localizada próximo de Setúbal. Tal hipótese parece posta de lado, admitindo-se segundo as notícias que correm, que seja instalada na região de Alcochete.
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30-08-1958
Hospital
Uma criança sucumbiu quando estava a ser operada.
Quando hoje... o médico oto-rino-laringologista Sr. Dr. Henrique Neves Soudo operava à garganta o pequeno Manuel António Paulino, de 8 anos, este sucumbiu a um ataque cardíaco...
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30-08-1958
CMS
Gabinete de Urbanização
Por deliberação de 15 de Abril foi criado o gabinete de urbanização cujos encargos são suportados em partes iguais pelo Município e pela Direcção Geral dos Serviços de Urbanização. Por escritura de 21 de Abril foi celebrado contrato com o Arquitecto Fernando Alberto Oliveira Casaca para prestar serviço no referido gabinete com a retribuição mensal de 3.200,00 Escudos

25 junho 2009

Escrito na pedra...

No "Público"
hoje, 25 06 2009
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"É sem dúvida mais fácil enganar uma multidão do que um só homem."
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Heródoto,
historiador grego
484 a.C. - 425 a.C.

Escrito no vento...

"Nascemos sem pedir e morremos sem querer.
Porque não aproveitar o intervalo?!..."
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Autor desconhecido

Memória recente 25.Out.2008

25 de Outubro de 2008

Maria de Loudes Macedo

24 junho 2009

José Soromenho Ramos

Foi meu aluno em 1960/61, no 6ºano do Liceu Nacional de Setúbal. numa turma (6ºA) onde pontificavam também, entre outros, o Toy Cabral Graça, o António José Nunes da Costa, o António Fráguas, o Cesário Castelo Branco, o Custódio Santana, o Fidélio, o Helder Valério. o Galamarra Curado, o Jorge Serra, o Barbosa, o Varela Castelo, o Assis de Góis, o Mário Piteira, o Paulo Reynaud e o Adriano Pisco...
Faz para o ano... 50 Anos!!! Parece ter sido ontem...

O José Viriato Soromenho Ramos era assim...
quando "assistíamos às mesmas aulas de Ciências Naturais".
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Não o vejo há mais de 40 anos!
Contactou ontem comigo através da Net. Fiquei emocionado...
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“Caro Dr. Matos,
Nos últimos dias tenho recebido várias mensagens de amigos e antigos colegas do Liceu de Setúbal, chamando-me a atenção para o seu blog.
Procuraram o meu nome no Google e encontraram-no mencionado no seu blog. Tive agora a oportunidade de ir ver e quero mandar-lhe um abraço à distância de meio século.
Claro que me lembro muito bem de si e de ter sido seu aluno. Sim, conheciam-me no Liceu como Viriato, nome de que muito me honro por ser o do meu avô paterno, mas impossível de usar fora da península ibérica. Foi com grande prazer que vi no blog as fotografias de então e de agora, de alguns professores e colegas. Por favor transmita-lhes também um grande abraço meu.
Notei também a coincidência: a minha mulher é de Castelo Branco, foi por causa dela que não só voltei a viver uma boa parte de cada ano em Portugal (partimos no fim dos anos sessenta), mais precisamente em Cascais, como nos metemos a restaurar a velha casa da família em Castelo Novo. A força das raízes...
Parabéns pelo blog. Tenho que voltar a Setúbal um dia destes.
JSR”
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Fico à tua espera... Ficamos à tua espera, pois alguns dos teus colegas ainda andam por aqui...ainda residem em Setúbal. Alguns outros partiram já...muito mais cedo do que deviam.

Homens "cortados ao meio"...

O Homem do Sabugal, o jornalista Manuel António Pina, volta hoje a "dar cartas", na sua Crónica a que deu o título de "Homens cortados ao meio"

Manuel António Pina

"Sempre gostei de Matemática. Nos primeiros anos após a instrução primária, a Matemática, juntamente com o Português, era a minha disciplina preferida, e ambas aquelas onde obtinha sempre melhores classificações. Estou convencido de que o meu amor pela Matemática e pelo Português (e, depois, pela Literatura) se deveu principalmente aos professores que tive.
Julgo que seja uma experiência comum, a de, enquanto estudantes, amarmos as disciplinas de cujos professores gostamos. É minha convicção, fundada na experiência, que o amor é o maior e mais generoso de todos os veículos de comunicação. Quando um professor ama aquilo que ensina, e ama ensinar, o que ele ensina torna-se naturalmente contagiante.
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(...) Daí que pense que talvez uma boa parte do insucesso escolar no domínio da Matemática esteja relacionado com o facto de haver por aí gente de mais a ensinar Matemática sem gostar de Matemática nem de ensinar, gente que foi parar ao ensino por, mas que sei eu?, se lhe terem eventualmente fechado outras portas.
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(...) "Para isso, para sabermos mais de nós e do mundo, se não para nos compreendermos e ao mundo ao menos para o descrevermos, a Matemática é o principal instrumento que temos, às vezes mesmo o único. A própria beleza, o inefável que tanto seduziu os românticos, os ritmos da poesia e da música, as simetrias e assimetrias, os enquadramentos, as perspectivas, das artes visuais, têm implícitas pautas matemáticas, que nos podem ajudar a compreender como (se não porque) "funciona" a beleza. Hoje, o ensino raramente estimula a curiosidade dos nossos jovens. Limita-se aos imprescindíveis "comos" sem entreabrir a porta também à interrogação, aos "porquês".
(...)
Um amigo meu, professor de uma Faculdade de Arquitectura, gasta habitualmente as primeiras aulas do curso a... ensinar a tabuada aos seus alunos e a combater o estúpido preconceito que o Secundário neles instilou contra a memorização, como se o conhecimento fosse possível sem memorização.
Sendo embora um observador distante, e apenas curioso, do fenómeno do ensino, julgo que, por razões de bom senso, tanto a Matemática como o Latim, como também a Filosofia, deveriam fazer obrigatoriamente parte dos curricula escolares durante todo o Secundário. Ora, há uns anos , até a Filosofia se quis excluir, ou limitar a uma situação residual, do ensino. O resultado está à vista: estamos a construir uma sociedade de homens, como diz Drummond, "cortados ao meio".
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Excêrtos da Crónica de
Manuel António Pina
no "Público" desta manhã
24.06.2009

Isto não foi combinado!...

...mas, na sequência do meu último post, parece ter sido.
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Na 1ªpágina do "Público" de hoje, pedemos ler em destaque central, dois pequenos textos:
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Primo - "Desafiámos uma turma de alunos do secundário a fazer um exame de 1983 e só dois tiveram nota positiva"
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Secundo - "Quando um professor ama aquilo que ensina e ama ensinar, o que ele ensina torna-se contagiante". (extraído de uma crónica de Manuel António Pina).
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Um pouco mais à frente podemos ler, dito por uma aluna:
"Menos de 16 é negativa, s'tôra!"
A Daniela lá tem as suas razões para estar satisfeita com a sua prova de Matemática... Na verdade, as escalas classificativas actuais devem ter sofrido grandes "desvios" nestas últimos anos.

A ignorância certificada...

Novas Oportunidades
A ignorância certificada

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Marta Oliveira Santos

O país encontra‐se com uma taxa muito baixa de escolaridade em relação aos países da EU (União Europeia). Logo há necessidade de colmatar esta situação e, para isso foram criadas “As Novas Oportunidades”, uns cursinhos intensivos de três meses, no fim dos quais os “estudantes”(agora com o nome pomposo de formandos) obtêm o certificado de equivalência ao 9º ou 12º anos. Fantástico, se os cursinhos fossem a serio! ...
Perante a publicidade aos referidos cursos, aqueles que abandonaram a escola ou, por qualquer razão não concluíram um dos ciclos de escolaridade, esfregaram as mãos de contentes, uma vez que agora se lhes oferece a oportunidade de obterem um certificado de habilitações que lhes poderá vir a ser útil. E como diz o ditado”mais vale tarde do que nunca”, eles lá se inscreveram. Por outro lado, três meses das 19.00 as 22.00 horas, horário pos‐laboral, uma vez por semana, era coisa fácil de realizar. Coitados daqueles que andam 3 anos (7º, 8º e 9º anos) para concluírem o 3º ciclo!!! Isso é que e difícil!
Na rua, no café, nos locais públicos em geral ouve‐se: “Ah! Agora, ando a estudar! Ando a fazer o 9º ou 12º ano! Aquilo e porreiro, pá!”
Entretanto, há pessoas com quem contactamos no dia-a-dia, mais próximos de nós, o cabeleireiro, o sapateiro, a empregada doméstica, etc. que também nos confidenciam com ar feliz: “Agora, com esta idade, ando a estudar! Ando a fazer o 9º!” E nós, simpaticamente, sorrimos, abanamos a cabeça e dizemos que fazem bem, sempre é uma mais valia… contudo, numa dessas conversas, tentei descobrir que disciplinas constavam do curso, ficando a saber que eram Português, Matemática, Informática e Cidadania para o 9º ano; e indaguei ainda como eram as aulas e a avaliação final.
E fiquei atónita. Em Português o formando teria que escrever a historia da sua vida e a razão por que se inscreveu no curso, sendo o texto corrigido aula a aula pela respectiva formadora; em Matemática consistia em efectuar cálculos básicos e apresentar, por exemplo, a receita de um bolo e duplicá‐la; para Informática apercebi‐me que seria a apresentação do trabalho escrito e, posteriormente, quem quisesse apresenta‐lo‐ia em “powerpoint”; em Cidadania, os formandos apresentavam os diferentes resíduos e diziam em que contentor os deveriam colocar. A nível de Português ainda foi pedida a leitura de um livro e seu comentário, sendo a selecção ao critério do formando o que deu origem a autores “light”, nada de autores portugueses de renome; a acrescer a este comentário teriam também de fazer a apresentação critica a um filme e a uma reportagem. Todos estes elementos seriam entregues num dossier, cuja capa ficaria ao critério de cada formando.
Três meses passaram num abrir e fechar de olhos, por isso um destes dias, enquanto aguardava a minha vez para ser atendida no consultório medico, fui brindada com o dossier do curso da recepcionista e respectivo certificado de 9º ano. Engoli em seco aquelas paginas recheadas de erros ortográficos e de construção frásica, desencadeamento de ideias e falta de coesão, (…), entremeados por bonitas fotografias; na II parte, umas contitas simples e duas tábuas de multiplicação; e em Cidadania, os contentores do lixo coloridos com a indicação dos resíduos que se põem lá dentro.
Em seguida, com um sorriso muito branco (nem o amarelo consegui!) e, como bem-educada que sou, felicitei a dona do dossier cuja capa estava realmente bonita, original, revelando bastante criatividade e ouvi‐a alegre dizer: “A formadora disse‐me que tinha hipóteses de fazer o 12º ano. Logo que possa, vou fazer a minha inscrição!
Fiquei estarrecida, sem palavras para lhe dizer o que quer que fosse. “As Novas Oportunidades” são isto? Está a gastar‐se tanto dinheiro para passar certificados de ignorância? Será que todos os formadores serão iguais a estes? E o 9º ano é escrever umas tretas e ler um Nicholas Sparks e um artigo da revista “Simplesmente Maria”?
E o 12º ano será a mesma coisa (queria dizer chachada) acrescida de uma língua?
Continuando assim o pais a tapar o sol com a peneira, teremos em poucos anos a ignorância certificada.

Marta Oliveira Santos
Licenciatura em Filologia Românica

In. Correio da Educação
Nº348 (16 a 30 de Junho)

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Se houver Justiça neste país... ela vai ter de ser julgada!!!...
Sim!... sim... a senhora D.Maria de Lurdes!...
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Após ter digitalizado o texto anterior, era anunciado na imprensa digital que:
"O Primeiro-ministro escolheu para tema do debate quinzenal "apoios aos estudantes"
23 de Junho de 2009, 15:29

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A notícia desenvolve-se:
O primeiro-ministro, José Sócrates, escolheu para tema do debate quinzenal de quarta-feira no Parlamento os apoios aos estudantes, disse hoje à Agência Lusa fonte do Ministério dos Assuntos Parlamentares.
Este é o segundo debate quinzenal consecutivo aberto pelo Governo em que o executivo escolhe temas relacionados com a educação. A 22 de Abril, o primeiro-ministro escolheu o tema "política educativa e de apoios sociais".
Nesse debate, o Governo anunciou o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos e um programa de bolsas de estudo no secundário a partir do próximo ano lectivo".

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Oh! Senhor primeiro-ministro…
Porque é que não aproveita esta próxima oportunidade para criar o 15ªano obrigatório?!... Depois é só a Senhora Ministra mandar fazer exames à maneira…

23 junho 2009

Parabéns!... 23 de Junho

O Olímpio faz hoje anos.
Parabéns!...
E um abraço grande...do irmão Amigo.


Eng. Olímpio Mendes de Matos

22 junho 2009

São quadras, meu bem... são quadras!...

Na dança que se seguiu
Dançando com salto raso...
Tive um par que me sorriu,

Com uns vinte anos de atraso...

Exames…

“O que já vimos após a primeira semana de exames é elucidativo:
o facilitismo tornou-se a norma num Ministério da Educação à deriva.”

José Manuel Fernandes
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(…) No exame de Português de 12ºano, para alunos que vão entrar no ensino superior, entendeu-se necessário colocar um apêndice com “vocabulário”, não fosse a rapaziada desconhecer o sentido de palavras como “ébano”, ”saciado”, “temor”, “carregadores”, “fardos”, “grilhetas”, ou “sumiu-se”. É de ficar estarrecido: recordo-me de, ainda na instrução primária, numa prova de ditado, me terem ensinado o significado de “certo”, que nunca mais esqueci.
(…)
É caso para dizer: ainda a procissão vai no adro, mas pela amostra prevê-se que este ano o sucesso escolar esteja garantido. As médias vão subir, o ministério vai dizer que os seus programas de recuperação funcionaram e acrescentar que, apesar da perturbação causada nas escolas pelo sistema de avaliação de professores, tudo correu bem e os meninos continuaram a aprender muito e bem.
Isto é trágico…
(…)
Esperemos pelas provas que faltam, mas o padrão já começa a ser claro. Até porque, para além das palavras, são conhecidos maus exemplos que vieram de cima.
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José Manuel Fernandes
in. “Editorial” - Público
22.06.2009

Museu do Louvre

Mulher com uma pérola
Jean-Baptiste-Camille Corot
1796 – 1875


Mulher com uma pérola

"A posição da mulher faz lembrar a de Gioconda, com as mãos poisadas
Uma sobre a outra e um vestido de tipo italiano. Grandiosa pela naturalidade e pela serenidade, esta obra representa Berta Goldschmidt na maravilha de uma luz suave, envolvente, no meio da qual a forma se impõe com tanto mais força quando contrasta com um fundo cinzento uniforme. A harmonia dos azuis discretos ao lado do amarelo-envelhecido confere à Mulher com uma Pérola uma justa celebridade."

Cfr. Maximilien Gauthier
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

21 junho 2009

Foleiros & doutores...

Talvez venha com algum atraso… mas esta Crónica de Manuel António Pina, a respeito das “cenas” relatadas pelos jornais, no início do último mês de Maio, merece ser lida por quem se interessa ainda por este “torrão à beira mar plantado”…
Foi publicada pelo Jornal de Notícias

em 11 de Maio de 2009

Manuel António Pina

Foleiros & doutores
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Terminaram as chamadas “Queimas das Fitas” e, salvo raras excepções, o balanço foi o do costume: alarvidade + Quim Barreiros + garraiadas + comas alcoólicos. No regime antigo, os estudantes universitários eram pomposamente designados de “futuros dirigentes da Nação”. Hoje, os futuros dirigentes da Nação formam-se nas “jotas” a colar cartazes e a aprender as artes florentinas da intriga e da bajulice aos poderes partidários, enquanto à Universidade cabe formar desempregados ou caixas de supermercado. A situação não é, pois, especialmente grave. Um engenheiro ou um doutor bêbedo a guiar uma carrinha de entregas com música pimba aos berros não causará decerto tantos prejuízos como se lhe calhasse conduzir o país. Acontece é que muitos dos que por aí hoje gozam como cafres besuntando os colegas com fezes, emborcando cerveja até cair para o lado, perseguindo bezerros e repetindo entusiasticamente “Quero cheirar teu bacalhauandam na Universidade e são”jotas”. E a esses, vê-los–emos em breve, engravatados, no Parlamento ou numa secretaria de Estado (Deus nos valha, se calhar até já lá estão!)
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Manuel António Pina

São quadras, meu bem... são quadras!...

Num sonho triste que sonho
Noites e noites a fio...
Gotas de água vão rolando
...Nos teus olhos nasce um Rio!...

O livro de "termos"...

Telmo da Silva Chaves, natural de Setúbal, filho de Turíbio da Trindade Chaves.
O Conselho de Ciclo em virtude das classificações obtidas em todas as disciplinas do primeiro ciclo, e nos termos do art.º43 e § 1º do Dec.º 27.084, atribui-lhe a classificação de dezasseis (16) valores, em sessão de 30 de Junho de 1937


Termo nº 83 exarado em 30 de Junho de 1937
Assinado por
Francisco Mendes da Costa, presidente de júri,
Armando Gomes, secretário
e pelos vogais
Josefina Laura Lopes (Gamito)
António Aires de Abreu e
Álvaro Sequeira Ribeiro

20 junho 2009

Falta de vergonha, senso e juizo...

Na coluna "Opinião" que mantém nos fins de semana,
Vasco Polido Valente escreve hoje, na última pagina do "Público"

Vasco Polido Valente
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Com um sub-título curioso, "Segundo fontes da maior confiança, o sr. primeiro-ministro vai deixar de ser “um animal feroz”, VPV escreve a seguir:
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O PS, como se compreenderá, anda radiante. O grupo parlamentar já ofereceu o seu “conhecimento temático” para o programa eleitoral. Alberto Martins, citando Bismarck num voo extraordinário de erudição, declarou: “O grande público é aquele que ouve por antecipação o barulho dos cascos dos cavalos da História” (“um animal feroz” não ouviria). O próprio Sócrates, com generosidade, reconheceu um erro ou dois: devia ter dado mais dinheiro à cultura… e não devia ter persistido numa avaliação “tão exigente, tão complexa e tão burocrática” dos professores. Com esta quase inacreditável humildade, como não havia o eng, Sócrates de “estar muito satisfeito” consigo. E nós com ele.
Que falta de vergonha, de senso e de juízo.

19 junho 2009

Escrito no vento...

"O mais difícil de aprender na vida é quais as pontes a atravessar e quais as ligações que devemos eliminar."
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Autor desconhecido.

18 junho 2009

Figuras que desaparecem...

António Severino Beirão
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A mesma fonte dá-me a conhecer a morte de outra figura dos "nossos" tempos em Castelo Branco. O António Severino Beirão...
Era filho do antigo Presidente da Câmara, Dr.Augusto Duarte Beirão.
Com problemas cardíacos, o António Beirão não resistiu à doença. Faleceu anteontem, dia 16 de Junho, em Castelo Branco.
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Em 4 de Junho de 1988, num Jantar da Romagem, no Restaurante da Piscina ao lado da Célia e com a irmã Maria do Carmo também aqui presente.

Um abraço sentido a toda a família enlutada, nomeadamente à esposa, minha colega de turma no 7ºAno, Célia Maltês Beirão e à irmã Maria do Carmo Severino Beirão Miguel.

Figuras que desaparecem...

A Drª Maria Amélia Afonso
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Foi através da "Reconquista" de hoje que tive a notícia da sua morte. Foi indubitavelmente um figura marcante da Cidade de Castelo Branco, onde exerceu a sua actividade com o maior dos profissionalismos.

No Livro de Despedida de 1936,
retratada por artista plástico Tomás Mateus que era seu colega de turma e com uns versos dedicados por outro dos seus colegas, Dr. Américo Dias Bento
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Sempre séria, nunca vi
Um sorriso em seu olhar
Parece passar a vida
Num constante meditar
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No dia 23 de Maio de 2008, vi pela última vez a DrªMaria Amélia. Aguardávamos o início da cerimónia da Recepção e Boas Vindas que o Sr.Presidente Joaquim Morão dedicou a todos os Romeiros da Saudade. Estávamos no Salão Nobre da Câmara Municipal de Castelo Branco.
A Drª Maria Amélia Afonso não faltava a nada que se relacionasse com o "nosso" Liceu...

A DrªMaria Amélia Afonso em 23 de Maio de 2008

Que descanse em paz...
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"Sempre gostaste de fazer viagens. Viajaste e conheceste todos os países da Europa e suas civilizações e, dizias sempre para onde e quando ias, telefonavas sempre quando aí chegavas…!
Não sabemos o que aconteceu! No dia 8, segunda-feira, já as estrelas do céu eram visíveis, partiste e não disseste para onde ias…! Até agora, nada! Não telefonaste. A gente desculpa, decidiste fazer uma surpresa e, de certeza foste dar uma volta muito maior…!
Só que desta vez, sabemos que o telefone não toca mais, estamos desolados…
( Excerto de uma “Homenagem dos sobrinhos”. In “Reconquista”.)
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Na última página da “Reconquista”, a Redacção cumpriu um seu Dever, dedicando-lhe um "título" destacado a três colunas:
Faleceu a “doutora das análises
Faleceu dia 8 de Junho a “doutora das análises”. Maria Amélia Afonso tinha 92 anos e foi ao longo de 42 analista da cidade albicastrense, tendo sido durante longos anos responsável pela Farmácia Higiene. Foi a primeira mulher a fazer análises e a trabalhar com químicos em Castelo Branco.
A política também preencheu a sua vida e participou, inclusive, na campanha de Norton de Matos
Nasceu a 26 de Dezembro de 1916
(…)
Logo aos 6 anos frequentou o Colégio das Brasileiras, na rua J.A.Morão. Mostrou ser inteligente e prosseguiu posteriormente na Escola do Castelo onde, enquanto aluna, chegou a ensinar a tabuada aos mais atrasados.
Em Outubro de 1937 iniciava o Curso de Farmácia em Coimbra e em 1943, com a licenciatura já feita na Faculdade de Farmácia, no Porto, regressou a Castelo Branco.
(…)
Agora a morte surpreendeu-a calmamente e sem grandes sofrimentos.
Paz à sua alma.

N.B.
A Drª Maria Amélia fez parte do Curso do 7ºAno do Liceu de Castelo Branco que terminou no ano lectivo de 1935/36.
Entre os seus colegas mais conhecidos podemos lembrar-nos do António Correia Botelho, dos Escalos, do Dr. Armando da Mata Boavida, do Orca, do Dr.Jaime Lopes Dias, da Idanha, do Eng. Manuel Abreu Riscado, do Dr.Raúl Marques de Andrade, de Segura e do Dr.Sebastião Morão Correia, antigo Reitor do Liceu.

As Bonecas de Don Flowers

Humor antigo
com o traço de
Don Flowers

- Vê lá se te despachas. Os bilhetes são para amanhã à noite!

Escrito no vento...

"Amar não é olharmos um para o outro, mas sim olharmos ambos na mesma direcção."
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Antoine de Saint Exupey
(...o tal do "Princepezinho".)

17 junho 2009

A DrªOctávia voltou ao Liceu...


Em 7 de Maio de 1994, realizou-se no Liceu de Setúbal, mais uma reunião dos seus Antigos Alunos. Apareceram também, como "convidados", alguns dos professores que constituiam o Corpo Docente em princípios da década de 60. A Drª Octávia Alcoforado foi um deles.


E foi um êxito a sua presença... Drª Octávia foi colocada no nosso Liceu no ano lectivo de 1960/61, como professora de Físico-Químicas... Uma "fera" de quem os seus alunos se recordam com saudade! Abandonou o ensino a partir de 1965 quando foi convidada para dirigir o laboratório de Química da empresa de celulose de Setúbal, a Socel, por proposta dos seus administradores.


Todos os alunos, mesmo os alunos mais fracos... mesmo aqueles que não tiveram grande êxito na disciplina que ela regia, tinham um certo "orgulho" em tê-la como professora...


A DrªOctávia veio confraternizar com os alunos e veio encontrar muitos dos seus colegas que aqui permaneciam ainda e, também, o Dr. António Alberto Queiroz Rebelo que, como ela, havia abandonado o ensino no ano lectivo de 1965/66


jjmatos, DrªOctávia Alcoforado, Dr.António Maurício, Dr.Queiroz Rebelo, Dr.Calado e Dr.Antero Torrres, com a DrªFernanda Calado um pouco mais atrás.
Esta foto foi obtida em 07 de Maio de 1994
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O Corpo Docente do Liceu Nacional de Setúbal, em Maio de 1962.
A penúltima figura, na primeira fila, com um saco nas mãos, é a DrªOctávia.


16 junho 2009

Lucy in the Sky with Diamonds

Lucy é o nome comum do esqueleto completo Australopithecus afarensis um espécime descoberto em Hadar, um Vale de Afar, na Etiópia.

Lucy é um Australopithecus afarensis

Em 1974, na região de Hadar, na Etiópia, foram descobertos por Don Johanson, os fósseis que constituíram quase metade do esqueleto de um mesmo indivíduo. Os ossos da bacia estavam suficientemente bem conservados para identificar o esqueleto como de mulher, a quem chamaram “Lucy”. Tinha uma capacidade craniana de cerca de 450 centímetros cúbicos, uma estatura com cerca de 1,20 metros e longos membros superiores. Não se encontraram indícios da causa da morte mas detectaram-se sinais de artritismo na coluna vertebral. Esta espécie deve ter vivido há quatro ou três milhões de anos e foi designada Australopithecus afarensis. Pensa-se que foi o antepassado comum a todos os Hominídeos.

Don Johanson, o "padrinho" paleontólogo
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Ao fim de três semanas, na noite em que ficou terminado trabalho de campo relativo à reconstituição do esqueleto deste fóssil, houve festa no acampamento! O fóssil “AL 288-1” foi baptizado com o nome de Lucy porque, nesse momento, estavam ouvindo através de um “primitivo” gravador de campo, a célebre canção dos Beatles “Lucy in the Sky with Diamonds”.
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Foram já encontrados fragmentos desta espécie pertencentes a mais de 300 indivíduos, datados entre 4 e 2,7 mihões de anos, todos na região norte do Grande
Vale do Rift incluindo este esqueleto quase completo de fêmea adulta, que foi denominada Lucy. Uma das características marcantes de Lucy é o tamanho de seu cérebro: 450 cm cúbicos. Um pouco maior que o cérebro de um chimpanzé moderno.
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Vem este texto a propósito de uma notícia que li esta manhã, no Diário de Notícias, com o título “Julian Lennon ajuda mulher que inspirou os Beatles
Lucy Vodden, a fonte de inspiração do tema 'Lucy in the Sky with Diamonds', foi amiga de infância do filho mais velho de John Lennon. Quando este soube que Lucy se encontrava gravemente doente, decidiu ajudá-la.
Lucy in the Sky with Diamonds é uma das canções mais emblemáticas dos Beatles. Reza a história, segundo o The Guardian, que John Lennon compôs este tema depois de o seu filho Julian Lennon ter chegado a casa com uma fotografia de uma amiga, Lucy Vodden.
Lucy Vodden contou à imprensa: "O Julian entrou em contacto comigo quando soube que estava doente e disse-me que queria ajudar-me." Os dois ainda mantinham contacto, mas apenas por mensagens SMS.
O filho mais velho de John Lennon, que actualmente vive em França, enviou à amiga de infância flores e um vale de compras para ela poder comprar novas plantas uma vez que, noticia o The Guardian, uma das poucas actividades que Lucy Vodden ainda consegue fazer é jardinagem.
É bonito, não é?!...
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N.B. – Eu tinha pensado não fazer, aqui no blogue, qualquer referência ao que se dizia na altura da composição desta peça musical, em 1967… Depois pensei melhor e decidi dizer alguma coisa. A História não se altera… e não se deve omitir a Verdade!
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Lucy Vodden revelou que durante a sua adolescência disse a vários amigos que ela era a Lucy, de Lucy in the Sky with Diamonds:
"Cometi o erro de contar a amigos meus que eu era a Lucy da música. Mas eles disseram-me que a canção era sobre drogas. Na altura nem sabia o que era LSD e por isso fiquei calada".
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Convém reparar nas iniciais que figuram no título escolhido por John Lennon:
Lucy in the Sky with Diamonds

As minhas turmas... 10ºAno - Turma D 1982/83

10ºAno - Turma D
em 1982/83
Fui professor desta turma
em Biologia

Alfredo Jorge M. Cruz Severino
Ana Cristina Reis Pita
Ana Cristina Silva Pereira
Ana Luisa Zeferino Gregório
Ana Paula Galamba Latourrette
Ana Paula Portela da Silva
António Manuel D. Ramos Perpétuo
António Martins da Silva Rosa
Conceição Faria Jorge

Cristina Maria Nunes da Silva
Cristina Paula C.P. Ferreira da Silva
Faisia Maria Tavares dos Santos
Fernando Manuel Santana Gamito
Helena Maria Silv. Xavier Santos
Inácia Paula Toicinho Silva
Isabel Alexandra G. Cruz Silva
João Carlos Casimiro Saramago
Leonel Ribeiro Fernandes Ratinho
Maria do Carmo Oliveira Rosa
Maria da Conceição do O'Pinhal
Maria Filomena Pimenta Machado
Maria Helena M. Francisco
Maria Isaura Pimenta da Fonseca
Maria Joana Reis Cand. Parreira
Maria Luisa Guingue Policarpo
Maria de Lurdes D. Fernandes
Maria Madalena Miranda Gago

Maria Ofélia Soares Sobral
Paula Alexandra S. Soares Lopes
Paula Mercedes Mira da Costa
Sílvia Cristina Xavier Encarnação

Também foi aluno desta turma:
Armando José Durand M. Pinto

15 junho 2009

Museu do Louvre

Retrato de Descartes
Frans Hals
1580 – 1666


Retrato de Descartes

"Nos seus retratos, sóbrios e profundos, Frans Halls renuncia ao prestigioso brio que caracteriza a Cigana ou o Bobo. Representa Descartes no seu vestuário austero, cuja gola, de perfeita alvura, contrasta com a cor térrea da face do filósofo. O bigode é ralo e grisalho, e o nariz mal feito, mas o olhar é de impressionante beleza."

Cfr. Maximilien Gauthier
In “Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo – Setembro/1973

14 junho 2009

José Eduardo Agualusa

“A última crónica”

José Eduardo Agualusa

(…) “Chegados ao fim da vida descobrimos que podíamos ter evitado inúmeros desgostos caso houvéssemos pesado melhor cada palavra. A maioria das guerras começou com uma frase a mais. A maioria dos casamentos também – e dos divórcios.”
(…)
“Acho que a minha última palavra, para a “Pública” e para os leitores que durante todos estes anos me acarinharam, não podia ser outra senão: obrigado.

José Eduardo Agualusa despede-se hoje dos seus leitores
Fui um leitor “inveterado” de Agualusa. Fico com pena do seu afastamento
Acho que o meu jornal acaba de dar mais um mau passo

Cfr. “Pública”
Domingo,
14 06 2009


Os "mistérios" da Apifarma...

... e do Governo!
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Com o título “Mistérios” e um subtítulo “Não há razão para que a indústria farmacêutica tenha em Portugal uma margem superior à que tem noutros países.”, João Cordeiro opina sobre o excessivo preço dos medicamentos a que a sua Associação é alheia e do qual discorda


João Cordeiro
Mistérios
O senhor presidente da Apifarma respondeu ao artigo que aqui publicámos recentemente sobre a megacampanha da indústria farmacêutica, sustentada em publicidade paga, contra o novo regime de preços dos medicamentos anunciado pelo Governo.
Conseguimos, com essa resposta, o nosso primeiro objectivo: obrigar a Apifarma a discutir publicamente os preços dos medicamentos, em vez de se refugiar sistematicamente atrás de classes profissionais, actividades de lobbying, meios de comunicação ou pareceres de especialistas.
O primeiro artigo (…) permite já tirar algumas conclusões importantes.
Em primeiro lugar, reconhece no seu artigo que a indústria farmacêutica se apropria em Portugal de 75% do preço dos medicamentos e não nega que essa seja a percentagem mais elevada nos países europeus.
Argumenta com os custos de investigação e de produção, como se nos outros países europeus a indústria farmacêutica tivesse custos de investigação e produção menores do que Portugal!”. Ora, como todos sabemos (…), a investigação em Portugal é praticamente inexistente e a produção de medicamentos é cada vez menor.
As empresas farmacêuticas, em Portugal, desde a adesão ao mercado único (…) livraram-se progressivamente da actividade de produção de medicamentos..
São hoje empresas com uma actividade essencialmente de marketing e comercialização de medicamentos
Não tem, por isso, o menor fundamento a alegação de custos de investigação e produção para justificar o tratamento privilegiado que a indústria farmacêutica tem em Portugal, em matéria de preços, relativamente aos países da União Europeia.
É urgente pôr termo a esse privilégio, agora expressamente reconhecido pelo representante associativo máximo da indústria farmacêutica
Não há nenhuma razão para que a indústria farmacêutica tenha em Portugal, uma margem média superior à que tem nos outros países europeus, particularmente nos países de referência – Espanha, França, Itália e Grécia
(…)
o actual regime de preços foi acordado -- repito, acordado – entre a Apifarma e o Ministério da Saúde, em protocolo assinado em 10 de Fevereiro de 2006. Esse acordo teve consequências devastadoras para o erário público e para a economia das famílias portugueses, porque permitiu preços dos medicamentos em Portugal substancialmente mais caros do que os praticados nos países de referência. Como é que explica o senhor presidente da Apifarma esta situação? Não basta dizer que é legal. É preciso que nos diga se a considera justa.
Como é que explica o senhor presidente da Apifarma que a mesma empresa farmacêutica venda o mesmo medicamento, produzido muitas vezes pela mesma fábrica, a 10 € em Portugal e a 2 € nos países de referência?
Por que razão é que o acordo celebrado entre a Apifarma e o Ministério da Saúde alterou o critério de referência para fixação dos preços em Portugal, em benefício da indústria farmacêutica?
Por que razão o critério de referência deixou de ser o preço mínimo em vigor em Espanha, França e Itália, para passar a ser o preço médio em Espanha, França, Itália e Grécia? Certamente não foram os custos de investigação e desenvolvimento
Como é que se justifica que aquele acordo tenha suspendido uma norma de uma portaria que obrigava a alinhar os preços dos medicamentos em Portugal com os preços nos países de referência?
(…) a indústria farmacêutica comprometeu-se a devolver ao Estado elevadas verbas, como contrapartida do aumento dos preços, se a despesa com medicamentos ultrapassasse determinados limites. A devolução daquelas verbas ao Estado, pela indústria farmacêutica, já teve alguma concretização prática? Qual foi o montante devolvido pela indústria farmacêutica?
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… e renovo-lhe o convite, que já fiz várias vezes em momentos anteriores e, que até hoje nunca aceitou, para um debate público sobre este tema.
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João Cordeiro
Presidente da Associação Nacional das Farmácias.
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Cfr. “Público”
14.06.2009
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É bom que se vão conhecendo os "meandros" que permitem chegar às causas que nos levam a pensar ter já chegado o último dia do mês... quando estamos apenas no dia 15!!...

A "Papelaria Semedo"

Na "Reconquista" do dia 28 de Setembro de 1958, surgia um anúncio da "Papelaria Semedo", para relembrar os seus "amigos e clientes" que há "25 Anos estava ao serviço da Cidade de Castelo Branco e do seu Distrito".

Ao comemorar este "glorioso aniversário", o Sr.Adelino Semedo Barata informa todos os seus Amigos e Clientes que "a orientação e a enorme vontade de a todos bem servir, continuam a ser a melhor recomendação para pais e educandos".
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Tem sempre ao dispor dos Estudantes um grande sortido de estojos de desenho, pastas de diversos tipos, todos os livros para o ensino primário e secundário, romances e obras literárias dos melhores autores e editores portugueses.
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Em comemoração desta gloriosa data, a Papelaria Semedo oferece durante o mês de Outubro, uma caneta de tinta permanente, Fort-Pen (seu exclusivo) em todas as compras a dinheiro, não inferiores as 500$00.
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É o único depositário neste Distrito dos Impressos e todas as publicações da Imprensa Nacional.
Ainda tem "Máquinas de escrever, somar e calcular", "Artigos religiosos, paramentos e todos os perences para o culto", "Flores artificiais em cambraia e plástico" e "Selos e valores selados".
Informa ainda que a sua "Secção Tipográfica" foi premiada com medalhas de honra e diplomas e que foi remodelada com as mais modernas máquinas alemãs".
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Já lá vão mais de 50 anos... sobre a publicação deste anúncio!
E nós cá vamos indo... Vai um abraço, Nuno!

13 junho 2009

Ai!... estas "gralhas"...

A "gralha" que diz tudo

Tanto discurso feito e tanta página escrita sobre o BPN e a actuação de Vítor Constâncio, e tudo, afinal, podia resumir-se numa curta frase. Esse prodígio de síntese e economia descritiva foi conseguido pelo site da Assembleia da República. Esta semana, na agenda da comissão de inquérito ao BPN, podia ler-se que haveria uma audição ao “Dr. Vítor Constâncio, Governador do Bando de Portugal”. Onde se prova que uma gralha pode valer mais que mil palavras.
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in. DN
13.06,2009

As "Bonecas" de Kiraz...

Humor antigo
com o traço de
Kiraz

A minha mulher manda dizer que está muito aborrecida por causa do barulho que está a fazer para baixo e eu... por causa do seu silêncio...

12 junho 2009

São quadras, meu bem... são quadras!...

Na noite de Santo António
Bem antes do bailarico,
Esperei que me oferecesses

Um vaso de Manjerico...

11 junho 2009

Sozinho... já não chega!

É João Cravinho quem o diz!
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A grande lição a retirar dos resultados do acto eleitoral é a de que "o efeito Sócrates por si só já não chega" e esta não é certamente a altura para o país se lançar nos grandes investimentos.
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O resultado das eleições europeias como uma "vontade de castigar o Governo". "Uma vontade de assinalar um cartão que nalguns casos é amarelo e noutros pode ser muito vermelho", concretizou
"Sócrates sozinho já não chega. Tem que estar com mais alguém, vários que dêem a noção de que a política que se vai seguir na próxima legislatura não é a política de um homem só"
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E Cravinho continua:
"Até Outubro, o PS tem de "mudar, de alterar, de ajustar, de modo a não dar a imagem de que, de facto, tudo se resume a Sócrates dentro do Partido Socialista".
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"O Governo deve reflectir muito profundamente sobre quais são os grandes projectos que devem seguir nos próximos quatro anos". "Não é altura de comprometer definitivamente o país por dois ou três meses de pura ânsia e sofreguidão num caminho que depois pode ser muito difícil", justificou. Em causa estão obras públicas como auto-estradas, TGV e o novo aeroporto.
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No "Público"
de 11.06.2009
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Na própria casa, já começa a festa...

Ele não entendeu nada...

Sócrates diz que “é um abuso” a oposição afirmar que o Governo perdeu legitimidade pela derrota nas europeias
Por seu lado, José Sócrates rejeitou qualquer leitura de que o Presidente tenha defendido que o Governo perdeu legitimidade na sequência dos resultados eleitorais de domingo. "O Presidente da República não é o porta-voz da oposição, bem pelo contrário, e ainda por cima no dia 10 de Junho", salientou o primeiro-ministro.Sócrates considerou ainda que, para enfrentar a crise, o Governo "tem de ter todos os poderes para responder aos problemas do país". "Era o que faltava que o Governo agora ficasse diminuído. Não. Esta legislatura termina na altura das legislativas e até lá o Governo mantém toda a capacidade, toda a legitimidade para tomar as decisões no sentido de cumprir o seu programa." M.L.

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in."Público"
11.06.2009
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Ele, de facto, parece não ter entendido nada do que se passou na noite do dia 7...

Setubalense - 1958 - Julho

02-07-1958
Tribunal Judicial de Setúbal
Anúncio
O B.N.U. requereu a execução de bens à família Salgueiro, constantes de 16 prédios. Constam no anúncio os nomes de Maria Teresa Rosa Salgueiro, Manuel Carlos Alberto Salgueiro e João Carlos Rosa Salgueiro.
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05-07-1958
"A talha dourada da Igreja do Torrão"
Tendo sido cedida por empréstimo, para ornamentar a "Nau Portuguesa", na Exposição do Mundo Português, ainda não foi removida.
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07-07-1958
Cidade
Vasco Machado inaugura as novas instalações de "A Setupal", na rua de Bocage, 29 e 29 A.
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16-07-1958
A I Exposição de Filatelia e Numismática de Setúbal
A Comissão de Honra é constituída pelos Srs.: Dr. Miguel Rodrigues Bastos, Governador Civil, que é o Presidente Major Manuel Magalhães Mexia, Presidente da Câmara, Dr. A. J. Vasconcelos de Carvalho, Presidente do Clube Filatélico de Portugal, Eng. Paulo Augusto Ferreira de Lemos, da Sociedade Portuguesa de Numismática, Prof. Dr. Manuel Heleno, director do Museu Etnológico Português.
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16-07-1958
No Liceu D. João de Castro fez exame do 7ºAno (Secção de Letras (?), com notas que vão de 16 a 20 valores, a distinta aluna menina Carlota Maria Gonçalves Borges Landeiro, filha do Sr. Prof. José Manuel Landeiro.
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21-07-1958
Inaugurou-se ontem, a I Exposição de Filatelia e Numismática de Setúbal
Na secção de numismática estiveram presentes os Srs. Dr. Álvaro de Matos, Fernando Bruno Teixeira, Francisco Finura (com antiguidade clássica e romana), Francisco Henrique de Jesus, Capitão José Alves de Carvalho Fernandes (com Portugal, Ultramar e estrangeiro) e Raul Dias Quintas.
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23-07-1958
Clube Naval Clube Naval Setubalense
Novos Corpos Gerentes
Assembleia Geral
Presidente - Cap. Jacinto António Frade
Vice Presidente - Francisco Romeiras
Secretários - Mário Jorge Mendes e
Hugo Arôcha Quintans
Suplentes –
Diogo Ramos,
Lomelino Gil e
José Pedro Pinto dos Santos
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Direcção
Presidente - Dr. Manuel Mendes Caequeijeiro
Vice Presidente - Máximo Ferreira da Costa
Tesoureiro - Ricardo Chora
Secretários - Arlindo Nogueira
José Fernandes Alves Cândido
Vogais - Joaquim Elias e
João Seabra
Suplentes - Edmundo Pedro Gomes,
Diamantino Maldonado e
Amândio Costa
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Conselho Fiscal
Presidente - Álvaro de Sousa Fortuna
Secretário - João Oliveira
Relator - Horácio Sarrico
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26-07-1958
Delegação do Instituto Nacional do Trabalho
Tomou posse como Chefe da Secretaria da Delegação do INTP, em Setúbal o sr. José Casimiro Santana
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26-07-1958
Liceu
Confraternização entre o professorado liceal
O corpo docente do Liceu de Setúbal reuniu-se, hoje, num almoço de confraternização que se realizou na cantina.
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30-07-1958
Casamento
No passado domingo, dia 22 de Julho, realizou-se em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, o enlace matrimonial da Sr.ª D. Maria Helena Sobral Costa... com o Sr. Jorge António Costa Motta Mendes.
30-07-1958
Aniversário
No próximo dia 1 de Agosto, passa o aniversário natalício da menina Isabel Maria Piteira Ferreira Pena. (Parabéns, Isabelinha!...)

09 junho 2009

A sobrevivência de Sócrates…

No Diário Económico
de hoje, dia 09.06.2009

Fernando Sobral

"O jogo de José Sócrates é, desde domingo, o da sobrevivência. Os seus olhos continuam firmemente fixados no poder do Estado, porque sabe que, sem ele, será inexistente. Sendo um político pós-moderno que tudo deve à imagem, é um produto que só vive enquanto seduz as massas. Assim, Sócrates não sobreviverá ao seu prazo de validade. Sócrates sempre se guiou por um teleponto. Só que este agora treme, como se viu nas suas palavras, atabalhoadas, após a derrota. O grande problema é que Sócrates está refém de um estilo de governação que utilizou metodicamente durante quatro anos. Arrogante, indiferente às dúvidas, ocultando as objecções. Sócrates não tem dúvidas. Mas as dúvidas deixaram de ter respostas dele. Mas o PM só sabe governar assim. Como é que poderá, em três meses, mudar? Sócrates não tem Plano B. Não fará uma higiénica remodelação do Governo, porque ela não servirá para nada. Nenhum Botox muda a aparência de Sócrates. Ele, contrariamente ao que prometeu, não deu respostas nem à classe média, nem aos que trabalham nos sectores produtivos. Agrediu-os, cercou-os de impostos e de propaganda e não os escutou. O resultado está à vista. O Governo inicia agora uma longa marcha até às legislativas, onde o PS já não tem muitas hipóteses de optar por um discurso menos arrogante e mais amável. Sócrates sempre entendeu os eleitores como consumidores. Para ele tudo o que é imagem é a realidade. E tudo é mercadoria. O que se dá, pede-se de volta. Só que Sócrates deu muito pouco para pedir votos como contrapartida
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Fernando Sobral,
in. “Jornal de Negócios”
09.06.2009