19 janeiro 2018

Mais um amigo...

...que desaparece.
José Correia Tavares foi meu vizinho em Castelo Branco, cidade onde nasceu.
Andou comigo no Jardim Escola João de Deus e mais tarde no Liceu de Nuno Alvares.
Esta manhã quando folheei o "Público" dei com a notícia da morte do Correia Tavares que era actualmente vice-Presidente da Associação Portuguesa de Escritores.

Era mais novo 3 anos do que eu.
Em 1941/42, estava eu de saída do Jardim Escola (na última fila) e acabava ele de entrar no "Viveiro" daquela instituição (na 1ªfila). teria então 4 anos...
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José Correia Tavares é o 7º a contar da direita, na primeira fila.
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O poeta José Correia Tavares, autor de uma extensa bibliografia inaugurada no início dos anos sessenta com títulos como Dádiva (1961) ou A Flor e o Muro (1962), morreu esta quinta-feira em Lisboa, no Hospital Egas Moniz.
Nascido em 1938, em Castelo Branco, foi nesta cidade que publicou os seus primeiros livros, em edições de autor, início de uma obra que se caracteriza pelo uso recorrente da quadra e por um registo coloquial, com uma frequente dimensão política, mas também satírica.
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Ficou-me sempre na memória uma quadra que lhe deu um prémio em 1957 quando, ainda no Liceu, já colaborava com o semanário "Beira-Baixa".

“A tua saia travada
Quando vou dançar contigo,
Fica sempre “destravada”
Com as coisas que eu te digo…”
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(“Beira Baixa” – 1ºPrémio / 1957)
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Descansa em paz.

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