17 abril 2012

Dádiva...

... um poema de Sebastião da Gama

Sebastião da Gama

Dádiva
.
Coisa nenhuma
foi tão verdadeira
como a tua alma
quando tu ma deste.
.
Deste-ma inteira…
.
Tua mão, que a dava
nem me perguntava
se eu a merecia.
Dava-a e sorria,
como quem recebe.
.
Por que graça rara
ficaste florida
mesmo assim despida
dessa flor tão pura?
.
in. “Cabo da Boa Esperança
Ed. Ática – Outubro de 1959

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