31 dezembro 2011

E é bom que não esqueçamos…

Na sua Coluna, na última página do Público,
Vasco Pulido Valente deixou hoje a sua Opinião,

num texto a que deu o título
Heróis do nosso tempo”.


Vasco Pulido Valente

Apenas transcrevo alguns excertos do texto com que nos brinda neste último dia do ano…Penso que "isso" chega…
Vasco Pulido Valente disserta sobre o que algumas personalidadese o que por aí chamam troika” fizeram do nosso ano de 2011.
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"José Sócrates – O que admira neste homem é ele ter chegado a chefe de um grande partido e a primeiro-ministro. Tudo o resto se explica: a ignorância, a irresponsabilidade, o autoritarismo e a noção de que a política era uma forma de teatro. Mesmo assim, ganhou a confiança de
gente que devia saber mais e os portugueses só correram com ele no último momento. Irá com certeza ficar como o emblema da decadência do regime.”

Cavaco – Depois de um primeiro mandato que se distinguiu pela patriótica ambição de ganhar um segundo
(…) para não perder um voto, evitou prevenir o país do estado em que de facto estava e da catástrofe que lhe preparavam. Continua a ser o que sempre foi: um discípulo menor de Marcelo Caetano, com uma vaguíssima inclinação para a social-democracia.. Num aperto, não se pode contar com ele.

Pedro Passos Coelho – Simpático, bem intencionado, relativamente instruído e muito bom aluno, tenta cumprir o programa da troika… Mas, no meio disto, até agora não mostrou que tinha a sombra de uma ideia própria e do destino que pretendia dar a Portugal. Alguma retórica “liberalizadora”, ainda por cima obscura e ambígua (…) não chega para convencer ninguém. Os portugueses continuam brandamente a acreditar nele. Sem grande confiança.
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António José Seguro – Veio do nada, não fez nada, vai voltar para o nada. Perfeito produto de uma escola partidária (…) não merece mais. Hoje mesmo é difícil ouvir com atenção as vacuidades, que ele, provavelmente, toma por pensamento político.
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(e depois, VPV fala da…)
Troika – Apareceram por aqui uns funcionários que não conhecem Portugal e não falam português. Mas que por inspiração doutrinária já traziam a receita para nos reformar. Que o país não seja exactamente o que eles pensam, nem reaja exactamente como eles querem, nunca certamente lhes passou pela cabeça. Livros são livros e o que vem nos livros vale muito mais do que a realidade. Se as coisas se estragarem, paciência. Eles não se importam. Há no mundo outras freguesias para irem pregar. Esta é a “Europa” onde nos meteram."
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C’est tout…
Bom ano de 2012, pessoal... Um Bom Ano Novo, Vasco Pulido Valente...

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