13 dezembro 2015

O futuro nos dirá...

...no Editorial do Jornal i 
publicado no dia 12 de Dezembro 
por Vitor Raínho,
director do jornal.

Vitor Raínho

Praticamente todos os dias surgem notícias da Assembleia da República segundo as quais foram aprovadas medidas que mais não são do que o fim do que estava em vigor.

Foi assim com os exames do 4.º ano, com as provas de avaliação de conhecimentos e competências dos professores, com o regime de requalificação dos docentes ou com o fim dos julgamentos sumários para crimes graves. A ideia que passa é péssima, já que não se constrói nada, apenas se destrói.

Nas notícias que vão surgindo não vejo qualquer preocupação em melhorar o que estava em vigor, pois se se acaba com os testes de avaliação aos professores, e admitindo que eram mal feitos, onde estão as ideias brilhantes para louvar os bons professores e correr” com os maus? Ou nos milhares de professores não há quem esteja a mais no ensino? Esta saga de arrasar tudo o que foi feito pelo anterior governo ainda vai acabar mal e dá uma péssima imagem ao país. A do facilitismo e de que estamos a ser governados pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, que não foram seguramente os partidos mais votados nas últimas eleições. O futuro nos dirá onde vamos parar e o que teremos de sofrer para recuperar outra vez as finanças.

Percebo que os partidos que apoiam o governo lutem pelo aumento do salário mínimo nacional. Alguns economistas podem dizer que é insustentável, mas não creio que assim seja, até pelas contas que têm sido apresentadas. E mesmo a meta dos 600 euros até ao final da legislatura não me parece exagerada, mas para que isso seja posto em prática é preciso tomar medidas que o possibilitem. Por exemplo, cortando nos falsos rendimentos mínimos ou seja lá o nome que tiver, não acabando com as portagens nas auto-estradas que têm alternativas ou não acabando com taxas moderadoras para quem as pode pagar... Claro que algumas dessas medidas são impopulares e como já percebemos temos um governo que governa com a rua à vista. Não vão os sindicatos ficar zangados e o PCP e o BE passar para as escadarias de S. Bento a liderar essas manifestações.

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