23 outubro 2009

Eduardo de Noronha

Foi a EngªTeresa Maria Gamito quem fez chegar até mim este convite que muito lhe agradeço.
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"Caro JJMatos
No próximo dia 26 de Outubro comemora-se o 150º Aniversário do nascimento do escritor e jornalista Eduardo de Noronha (meu bisavô e pai da minha avó Josefina Laura).
O ano de comemorações, inicia-se nesse dia com a inauguração do projecto cultural dedicado ao 150.º Aniversário do Nascimento do Escritor e Jornalista Lisboeta Eduardo de Noronha (1859-1948), organização conjunta da Hemeroteca Municipal e da Biblioteca Municipal Central de Lisboa e que inclui, um ciclo de conferências, intitulado EDUARDO DE NORONHA, VIDA E OBRA (1859-1948) e duas mostras bibliográficas (Hemeroteca Municipal e Biblioteca Municipal Central), sobre a sua actividade jornalística e literária.
Como “velho conhecido” da família, tenho muito gosto em lhe enviar este convite para a conferência “Eduardo de Noronha: Presença no Jornalismo Português”, por António Valdemar, e inauguração da mostra bibliográfica.



José Eduardo Alves de Noronha, nasceu em Lisboa a 26 de Outubro de 1859.
Foi autor de mais de uma centena de obras, na maioria, romances históricos e biografias e algumas monografias, como (cronologicamente): O Distrito de Lourenço Marques e a África do Sul, a História das Touradas, José do Telhado e José do Telhado em África, A Ambição d'um Rei, No Brasil - Uma Epopeia Marítima, O Herói de Chaimite - Mousinho de Albuquerque, Da Madeira ao Alto Zambeze e Do Minho ao Algarve (escolhidos em concurso para prémio aos alunos das escolas primárias; foi o primeiro livro de Ferreira de Castro), O Último Marquês de Nisa, À Porta da Havanesa, O Conde de Farrobo e a sua Época, Estroinas e Estroinices, O Remexido, Pina Manique, O Rei Marinheiro (D. Luis I), Afonso de Albuquerque, História de Portugal para os Pequeninos, Mousinho de Albuquerque e Augusto de Castilho.
Na sua carreira de jornalista Eduardo de Noronha foi redactor do “Novidades”, convidado em 1895, por Emídio Navarro, colaborador do Jornal de Notícias, desde 1897, tendo-se responsabilizado, a partir de 1929, pelas colunas Cartas de Lisboa e Revista Internacional, colaborador do Diário de Notícias, desde 1903, como crítico de teatro, iniciando, em 1906, as funções de redactor que desempenhou até 1923, director literário de “Os Serões” em 1909 e 1910 e ainda colaborador do Século e de outras publicações.
Foi também um dos fundadores em 1925, da então denominada Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses, hoje Sociedade Portuguesa de Autores e exerceu as funções de professor na Escola Industrial Rodrigues Sampaio, desde 1898 e durante quase 40 anos.
Eduardo de Noronha faleceu em Lisboa, no dia 26 de Setembro de 1948.

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Pai da DrªJosefina Laura Alves de Noronha, professora de Português e Francês no Liceu Nacional de Setúbal, nos Anos 40 do passado século, Eduardo Noronha foi sogro do antigo Reitor António Manuel Gamito.

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