22 outubro 2009

António Salvado ...

Foi já em 16 de Outubro que recebi, aqui em Setúbal, mais uma oferta autografada do meu Amigo António Salvado. E já vou estando em falta por não lhe ter agradecido ainda… Eu sei que me perdoa.
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Um novo livro publicado, desta vez simultaneamente traduzido em castelhano e… japonês!
Oh! António… não me digas que te andas a dedicar agora à aprendizagem de mais uma língua viva?!...

António Salvado
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A capa do novo livro, com uma gravura de Koutsei Takenaka.
... e uma dedicatória de Amigo para Amigo

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A "Reconquista" de hoje dá o realce devido à nova obra de António Salvado:

Com texto do nosso antigo colega de liceu, o jornalista Fabião Batista, a Reconquista não deixou passar em claro o acontecimento que interessa a todos os albicastrenses que porventura se sentirão mais orgulhosos das gentes e da terra onde nasceram...
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"O consagrado poeta albicastrense António Forte Salvado não cessa de surpreender com sua veia poética e talentosa inspiração.
Com efeito, na sequência da sua nomeação para Membro Honorário da Associação Cultural Takenaka-Basho, associação esta que congrega destacados poetas, pintores e amigos do Japão, António Salvado acaba de publicar uma obra literária, com o título ”Outono”. Aqui reúne um acervo de poemas da sua autoria, constituído por tercetos de versos soltos ou brancos, onde sobressai uma sensibilidade poética de lirismo e sentimentalidade.”
(…)
Todos os poemas estão escritos em português e, na mesma página, estão traduzidos para a língua castelhana por Alfredo Perez Alencart e, simultaneamente, vertidos para o ideográfico léxico, japonês, por Na Oshiro..

Páginas 16/17

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Outono. Como restam
Ainda nesta árvore
As verdes ilusões?
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Páginas 54/55
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Chovendo na memória do que fui,
Como evitar que os ecos do passado
Nada mais sejam que cerrada lama?

Páginas 84/85

Cobre-lhe a alma o sangue
que transbordou do corpo
Uma e outro extirpados.


(…)
O volume encontra-se prefaciado por Alfredo Perez Alencart, que se refere a António Salvado dizendo que é um notável humanista e um dos mais destacados poetas portugueses, dos tempos contemporâneos, que observa, olha e vive o mundo, tal como o faziam as antigos poetas orientais!
Alheando-se do ruído ensurdecedor das grandes cidades, refugia-se em Castelo Branco e Monsanto, onde a cerimónia das horas é diferente, pois a velha brisa emociona as almas dos poetas, qual Parnaso lusitano, até cobrir de razão essa necessidade imperiosa do afastamento das grandes urbes, o que permite erguer altares às musas, com inspiradas palavras de humildade poética.

Parabéns, António!

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