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18 abril 2007

Os Livros de Despedida - 1952

O Curso de 1951/52
A capa do Livro

Os "poetas" deste Livro de Despedida foram bastantes, mas destacamos o Carlos de Castro, com uma duzia de versos a outros tantos colegas, o Geraldes de Carvalho com cinco e o António Vinagre com quatro colegas a quem dedicou os versos.

Devo assinalar que pela primeira vez, o António Forte Salvado, que andava no ainda no 6ºAno, surge com uns versos dedicados ao nosso comum Amigo Armando Rocha.
Muitos anos depois o António Salvado... fez-se o grande Poeta que é hoje!

As Caricaturas são todas do Adelino Robalo Cordeiro!

Vamos mostrar hoje, apenas um grupo de Alunos deste grupo de Finalistas que estavam nas alíneas das Letras. Num próximo dia falaremos dos alunos deste ano que enveredaram pela área de Ciências.


A Manuela das Santos Monteiro
Cabeleira loira qual sol fulgente
Lá no cimo duns saltos de respeito
Falando alto e pelos cotovelos...
E está o esboço da Manuela feito!


Sempre a sorrir e muito bem disposta!
Não julguem que exagero... e mesmo assim

Só lhe desaparece esta alegria
Quando vê diante um livro de latim...

A Manuela Monteiro, em 3 de Maio de 1980

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A Maria Leonor Romão Dias Carreiro

Não gosta de Castelo Branco
Acha isto do pior...
Afirma que Salvaterra
É trinta vezes melhor!

.
A Maria da Luz Romana Galvão
Aí vem ela, a esbelta figurinha
Sempre arranjando a negra cabeleira
Pois não sabem quem é? Eu lhes direi:
É a Luzinha, a nossa companheira

Mas olhem que além dos caracóis
A Luz tem preocupações mais elevadas
Daqui a uns anitos conta ser
A Drª Galvão advogada…

A Maria da Luz não foi Advogada… mas foi uma boa Professora de Inglês!
Faleceu há pouco tempo…

A Maria da Luz Romana Galvão, em 15 de Maio de 1993
.

O António Campos Monteiro Romão Nasceu em Salvaterra este primor
E de lá veio um dia p’ró Liceu
E com tal sobretudo apareceu
Que o rapaz causou logo algum furor


(…)
Menina:

Você gosta do Romão?
E acha que ele deve ser
Para si um partidão?
Se assim é, vá procurá-lo:
Certamente deve estar,
Repimpado no cinema
Ou a jogar o bilhar!

António Monteiro Romão, em 9 de Maio de 1986
Foi meu colega de Estágio no Liceu Pedro Nunes e foi Professor de História no Colégio Militar

.

O Mário Coelho Ferraz de Oliveira
Quer seguir magistratura
E de forte não lhe falta…
Mas se um dia “calha à malta”
Responder no Tribunal
Lembrará com amargura(?)
Este colega fatal…


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O Armando José Rocha Ribeiro

Armando Rocha Ribeiro
Que ao lado está retratado
Nasceu em Castelo Branco
Tocando e cantando o fado…


São versos do Anforsal (António Forte Salvado)

.

O Carlos Garcia de CastroSilêncio! Vai entrar em cena o trovador.
Os olhos traz errantes, o coração em dor.
A voz é magoada, ou forte qual trovão.
O gesto é largo e abrange o firmamento e o chão.

(Os versos são do Geraldes de Carvalho)

.

Faziam parte deste Curso outros nossos amigos de que vamos deixar apenas os Nomes e as Caricaturas respectivas:

A Maria Doroteia Dias Coutinho (Tateia)

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O António Vinagre da Silveira

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O Joaquim Chito Rodrigues


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O João Maria Serejo Goulão

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O Vasco Maia Aguiar Almeida Esteves

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O Rui de Oliveira Costa

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O Júlio Martins Ascensão


17 abril 2007

Os "exames" do sr.Sócrates

Do Semanário Sol, on line 17 04 2007, às 16h 40m

Sócrates foi aprovado com trabalho de Inglês feito em casa
Por Graça Rosendo e Felícia Cabrita

José Sócrates foi aprovado na cadeira de Inglês Técnico com um trabalho feito numa folha A4 e enviado para o reitor da UnI, acompanhado de um cartão com o timbre do seu gabinete de secretário de Estado.
José Sócrates terá feito a cadeira de Inglês Técnico ­– uma das cinco que realizou na Universidade Independente para concluir a licenciatura em Engenharia Civil – através de um pequeno trabalho entregue numa folha A4, que fez chegar ao reitor acompanhado de um cartão do seu gabinete de secretário de Estado.
O cartão e a folha A4 foram encontrados no processo do aluno José Sócrates pela nova equipa que está à frente da Universidade Independente.

(...) o dossiê escolar de Sócrates, nesta cadeira, não contém qualquer outro elemento de avaliação.Um destes documentos é, então, um cartão de José Sócrates (subscrito enquanto secretário de Estado adjunto do ministro do Ambiente e que tem o timbre do seu gabinete), em que este escreveu, pelo seu punho:
«Meu caro, como combinado aqui vai o texto para a minha cadeira de Inglês».
Agrafada a este cartão, está uma folha A4, com um pequeno texto em inglês, que corresponderá à resposta a menos de uma dezena de alíneas.
Segundo apurou o SOL, este «trabalho para a cadeira de Inglês» é o único documento escolar de Sócrates desta cadeira e terá servido para concluir a sua avaliação final a Inglês Técnico.

Leia e medite!

Setubalense - 1951 - Abril

31-03-1951
Cultura
A visita do Orfeão Académico de Coimbra a Setúbal revestiu-se de grande imponência.
...É o Dr. João Cavalheiro, antigo universitário e advogado nesta cidade que, em recorte académico, fez a apresentação do Orfeão, tendo palavras de louvor para aquele punhado de rapazes que, cantando espalham o bem por toda a parte.

09-04-1951
Novo prior da Anunciada
O Reverendo Manuel Neves foi nomeado prior desta freguesia.


09-04-1951
Beiras
Oleiros, uma vila admirável. (Título na 1ªPág.)
Em artigo assinado por José Martins Ferreira

18-04-1951
Óbitos
Morre o Marechal Óscar Fragoso Carmona.

30-04-1951
Notícias Pessoais
João Lúcio
Brevemente deverá prestar provas no Eden Teatro, no concurso da APA, para o que já está apurado como finalista na modalidade de "Cançonetista" e de "declamador", do campeonato de vedetas.


30-04-1951
Liceu Bocage

Visita de Estudo à SAPEC
As alunas das turmas A e B, do 5ºAno do Liceu Nacional de Setúbal, acompanhadas do sr. Vice Reitor, Dr. Mendonça e Costa e da professora D. Zulmira estiveram, no sábado, nas instalações da SAPEC, tendo admirado a preparação do ácido sulfúrico, o movimento dos teares mecânicos, etc,etc.

À saída do Liceu esteve presente o sr. Reitor Dr. Mendes Dordio que fez votos para que da visita fossem colhidos os melhores ensinamentos.

16 abril 2007

Banda desenhada

Banda desenhada
In, "Les Aventures de Paulette"

Paulette no traço inconfundível de Wolinski
.
Militante de esquerda, George Wolinski considera que "não há cartunistas de direita, uma vez que a direita não tem dúvidas". Wolinski acordou para a política no Maio de 68, época em que se assumia como anarquista, contra a burguesia e a sociedade de consumo. Antes, tinha no sexo o seu campo de trabalho preferido. Sem nunca esquecer as mulheres, o desenhador que publica semanalmente na Paris Match diz que hoje em dia a "emancipação feminina está ultrapassada" e o sexismo "já não existe".

Um "Guia de Portugal"

De Raúl Proença (1924) e
Fundação Gulbenkian (1983)


O "Guia de Portugal", de Raúl Proença
.
“Há-os para todos os gostos, dos Routards aos Vuittons, dos Michelins aos Wallpapers. Mas, para mim, quando viajo, o guia que levo sempre é outro. O meu Guia de Portugal está-se nas tintas para a sua letra minúscula, pouco se importa com o seu peso incomodativo e concede raríssimas fotografias, aliás sempre muito pouco nítidas.


Foto do Portal do Convento de Jesus
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Quanto a traduções para qualquer outra língua que não o português, bem podem procurá-las. O primeiro volume foi editado, imagine-se, em 1924.
(…)
No entanto, graças à Fundação, eles continuam inteiramente disponíveis para gáudio de quem os souber encontrar. Vale a pena, pois este é o melhor de todos os guias e aquele que mais nos ensina não apenas a olhar mas a saber ver Portugal.
(…)
Entre os seus colaboradores contam-se nomes como Raul Brandão, Aquilino Ribeiro, Jaime Cortesão, António Sérgio, Matos Sequeira, Teixeira de Pascoaes, Reynaldo dos Santos, José de Figueiredo, Raul Lino, Orlando Ribeiro, Francisco Keil do Amaral ou Sant"anna Dionísio. Mas o seu primeiro mentor foi mesmo Raul Proença e alguns dos seus textos são prosa de minuciosa originalidade e fulgurante poesia.”


Estas são palavras de Catarina Portas, na sua Coluna de Sábado, no Público, a que deu o título “Ler o céu”.
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Nos finais do ano lectivo de 1945-46, quando foi inaugurado o novo edifício do Liceu Nun’Álvares, em Castelo Branco, eu estava no primeiro ano do Curso liceal.

Instalações magníficas com aquecimento central a lenha, espaços ajardinados, pátios assombrosos, um ginásio enorme e bem apetrechado, anfiteatros, salas de música, cantinas, laboratórios de Química, de Física e de Ciências Naturais “dernier cri” e… uma Biblioteca memorável!

Acabara de tomar posse como Reitor, no início desse ano, o Dr. Sérvulo Correia (uma “fera”) que, em 1950, nos deixou para ir “tomar conta” dos alunos do Liceu Camões, então carentes de uma disciplina que não conheciam…

A disciplina era férrea e “jesuítica”… Andávamos todos na linha! Por vezes era um tanto exagerada toda aquela “ordem”. Mas ao fim de tantos anos sabemos melhor, agora, como foram eficazes aqueles anos de disciplina…

Quase não havia feriados… Os professores não faltavam… É claro que uma vez por outra havia um feriado! E nessa altura, a ordem dada aos Contínuos era conduzir os Alunos para a Biblioteca…

De início aquilo custou!... Mas como não havia qualquer alternativa para além das “aulas de substituição” (que já existiam naquela época!) desde que houvesse algum Professor disponível para as dar, os alunos entravam na biblioteca e, para passar o tempo, viam-se obrigados a pedir livros à D.Antónia, a contínua da Biblioteca, que tinha “pelo na venta” e não admitia quaisquer brincadeiras extra, para além da leitura na enorme sala da “sua” Biblioteca…

Tudo isto para dizer que foi por essa altura que me interessei pela obra original a que se refere Catarina Portas no seu artigo de sábado.

Tinham um aspecto antigo, uma boa impressão, letras de boa leitura, fotos e gráficos e mapas desdobráveis com as plantas das cidades de Portugal que eu só conhecia apenas por ouvir falar…

Algumas cidades eu passei a conhecer apenas pela leitura dos textos agradáveis e muito bem escritos que apresentavam e da análise das suas ruas e praças nas plantas desdobráveis que continham.

Os anos foram passando… Mas a recordação pelo gosto da leitura, em geral, que ganhei naquela Sala, e a memória que me ficou daquele velho Guia de Portugal, de Raul Proença, marcaram muito a minha vida.

Foi por isso que rejubilei quando, em Janeiro de 1983, a Fundação Gulbenkian anunciou a publicação do “texto integral que reproduz fielmente a 1ªedição publicada pela Biblioteca Nacional de Lisboa em 1924”

Exactamente com o mesmo aspecto saiu, em Fevereiro de 1983, uma edição de 7000 exemplares, em tudo semelhante ao original de Raul Proença.

E no decorrer dos anos seguintes, a Fundação Gulbenkian foi publicando todos os outros.

Tenho agora todos os volumes desta Obra que comecei a “consultar” quando tinha apenas 10 ou 11 anos… porque o Reitor, um “tirano”, nos mandava passar os feriados na Biblioteca do Liceu…

A planta de cidade de Setúbal, num desdobrável do Guia

Figuras ilustres de Setúbal

Já não os conheci assim, tal como se mostram nesta fotografia.
Em 1960, eram já bastante mais idosos do que aqui aparentam...
Faziam ambos parte da "tertúlia" que, no princípio dos Anos Sessenta, tomava conta das duas mesas que, no antigo Café Central, de dispunham à esquerda de quem entrava pela "porta giratória" daquele espaço.
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Mário Piteira e João Borba
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Com um feitio brincalhão, Mário Piteira não deixava que alguém, à sua beira, tivesse tempo para estar triste. Sempre bem disposto, com uma piada ou "a última" anedota do momento, ele era a imagem da boa disposição.
Tive o condão de o ter como vizinho nos primeiros dez anos que vivi em Setúbal. Com ele me encontrava diariamente, mesmo que algum de nós não pudesse estar presente no convívio do Café Central.
O Eng.João Moniz Borba , filho do médico Dr.Paula Borba, foi Director do Museu de Setúbal e esteve ligado por várias vezes à Mesa da Santa Casa da Misericórdia.
Possuia uma Bocageana de enorme valor.

15 abril 2007

A Drª Odete Santos

A blogosfera dedicou algum espaço à Drª Odete Santos que assinou ontem, pela última vez, o livro das presenças, na Assembleia da República, após 26 anos de uma actuação que eu considero honesta e de acordo com as suas ideias. Que não são as minhas... O que não impede que a considere uma boa e coerente deputada.

Odete Santos

Aqui ficam duas opiniões de entre as muitas que podem ser lidas no Público, de hoje:

Primeira:
Não sou comunista; é conhecida a minha posição sobre este partido: não é democrata! Não aprecio o estilo da Drª Odete Santos; tem uma postura que de quando em quando me irrita! Respeito a convicção com que luta pelas suas ideias; mas, quase sempre, as ideias que a Drª Odete Santos defende, são as que eu combato! Dito isto, vou ao essencial: admiro as pessoas que lutam abnegadamente por aquilo que genuinamente acreditam! E nesse sentido, reconheço que a Drª Odete Santos foi uma excepcional deputada! Mais do que tudo: irrita-me solenemente o hábito de vários partidos de substituírem os deputados que os portugueses elegeram, por estafermos que ninguém conhece, sem a menor competência (sim, chamei estafermos a alguns deputados!)Acho vergonhoso a Drª Odete Santos não terminar o seu mandato! Mas comoveu-me ter tido a possibilidade de sair com a dignidade que merece!
(http://ireflexões.blogspot.com)
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Segunda:

A deputada Odete Santos, do PC, despediu-se hoje do Parlamento, com um discurso emocionado… É talvez a última das verdadeiras comunistas, daquelas que não vacilam nas suas convicções, não abdicam do que acreditam nem “metem os ideias na gaveta”. (…) Nunca fez tanto sentido a frase dita de forma emocionada “Até amanhã Camaradas!” Ficou o Parlamento mais pobre, mas Odete Santos saiu da forma que quis, coerente consigo própria como não podia deixar de ser(http://atlanticoplantado.blogspot.com)


Como exemplos bastam...
O O O

A Drª Maria Odete Santos foi aluna do nosso Liceu. Uma óptima aluna, diga-se de passagem!
As médias com que terminou os vários anos que frequentou aqui no Liceu atingem os 15 valores!
Devo fazer uma breve mas firme advertência… Os 15 valores na década de 50… não têm comparação possível com os 15 valores que por aí abundam agora.

A sua primeira matrícula no 1ºAno foi em
Outubro de 1951.
E, sem falhar um só ano que fosse, lá lhe vamos seguindo o percurso até ao dia em que terminou o 5ºAno, em Julho de 1956, sempre mantendo aquela média e sempre classificada no Quadro de Honra de que ela, com certeza, e apesar das ideias que acumulou depois disso, deve sentir bastante orgulho.

Rostos e nomes conhecidos, lá os vamos encontrar como seus companheiras de turma, ou de ano. Como bem podemos imaginar só em raras excepções
encontramos naquela época turmas mistas…
Mas já as havia em muitos Liceus do país. E até no nosso!

A aluna Odete Santos esteve sempre em turmas femininas e no decorrer dos cinco anos podemos encontrar como suas colegas a Carlota Landeiro, (que era filha do Prof. Landeiro que ensinava no Montijo e fazia jornalismo no jornal lá de terra), a Fernanda Valido (professora de Biologia em Setúbal), a Catarina Perienes (que casou com o Eng. Franco e Silva, da Socel e vive há muitos anos em Aveiro), a Conceição Fialho (professora de Biologia em Setúbal), a Fátima Cabral Adão e a nossa colega professora de Física no Liceu, Helena Rodrigues (Marcelino). Faziam todas parte da Turma B, do 5ºAno.

No 5ºA, a turma dos rapazes, lá poderemos descortinar, como colegas de ano da Odete Santos, alguns alunos bem conhecidos:
o António Salgado Soares, o malogrado Carlos Maldonado Machado, o Francisco Canana, o Cândido Revez, o Orlando Valadas, o Eurico Garrido, o Valter Marcelino. o Carlos Clérigo.

Apenas como curiosidade, posso acrescentar que ambas as turmas tinham o mesmo Director de Ciclo, o Dr.Fernando Pinho de Almeida, mas enquanto o Secretário da turma masculina era o Prof. Cristóvão Silva, de Ed.Física , a feminina tinha como Secretária a Profª de Educação Moral, D.Maria Virgínia Fialho.

Julgo que teria sido no Colégio Frei Agostinho da Cruz, do Coronel Augusto de Carvalho, que ela fez o Curso Complementar dos Liceus que não tinha chegado ainda ao Liceu Setúbal. Ou então, se eu estiver equivocado, a Odete Santos ter-se-ia matriculado num dos Liceus de Lisboa onde terminavam o curso Complementar, a maioria dos alunos de Setúbal que queriam ter acesso a um Curso Superior: o Passos Manuel, ao fundo da Calçada do Combro ou o D. João de Castro, lá para o alto da Ajuda.

Quando vim para Setúbal em 1959, a aluna Odete Santos estudava em Lisboa, já na Faculdade de Direito (ainda no campo de Santana?...). Mas uns anos mais tarde regressou a casa dos Pais, no Bairro da Conceição, e tornou-se, em Setúbal, uma excelente advogada. E não estou a dizer isto com qualquer intuito obtuso! Ouvi, e recordo muito bem, as palavras do comum Amigo Dr.José Carlos Sequeira Lopes, um Monárquico com quem ela se dava às mil maravilhas, que “em qualquer acordo judicial que tivesse com a DrªOdete Santos, podia não ficar nada escrito e selado… Bastava-lhe a palavra da Odete!...
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Ao fim destes anos todos não tenho a certeza de quem teria sido o “patrono” que teve a Drª Odete Santos como estagiária. Por um lado, creio ter sido o José Carlos Sequeira Lopes… mas, por outro, atendendo à pouca diferença de idades que ambos teriam e ao facto de haver em Setúbal, por essa altura um “velho”, mas muito bom causídico que dava pelo nome de Dr.Manuel Antunes… talvez eu esteja enganado e a DrªOdete teria “aprendido” a sua profissão com este outro Setubalense ilustre… que morou muito tempo no prédio onde se situa o Restaurante Caravela, aqui no bairro do Liceu.
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Pelo que conheço dela, a DrªOdete nunca deixou mal vistos, do ponto de vista profissional, qualquer um destes dois enormes advogados que eram naturais de Setúbal.
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Foi por esta altura, de 1962- 1964 (?) que comecei a conhecer mais de perto a, agora, ex-Deputada de Setúbal. Começou a aparecer no nosso círculo no café Esperança, que se reunia nas duas mesas ao pé da tabacaria, junto ao posto telefónico.
Tornou-se uma “habituée” naquele convívio diário, quer a seguir ao almoço quer à hora do jantar. Por vezes estas reuniões davam até bastante tarde. O seu sentido de humor e a sua “teimosia” a defender as ideias que tinha, fizeram dela uma pessoa de quem nos habituámos a gostar.
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Passou algumas vezes por situações bem pouco agradáveis. Numa delas, tanto quanto me lembro, por questões que se relacionavam já com a sua posição política, foi agredida por um “pide” sem escrúpulos, em plena esplanada do Café Esperança.
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Numa outra, nada tendo a ver com situações políticas, e como resultado do “feitio” de ambos os interlocutores, ela e um comum Amigo daquela tertúlia do Esperança, foi obrigada a atravessar a cidade desde o Bairro do Liceu até ao Bairro da Conceição… a pé e às duas da manhã! Um pouco de orgulho ferido. à mistura...

Após terem deixado duas colegas do Grupo do Esperança em casa, no Bairro do Liceu, uma qualquer teimosia resultante da conversa que vinham tendo, levou a que ela, toda “empertigada” tivesse dito ao "condutor", que se tinha disposto a deixá-la também em sua casa, no Bairro da Conceição:
“Oh! Fulano… se você continua a ” bater nessa tecla” eu saio aqui mesmo!…”
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A estas palavras da Odete, cheias de humor, respondeu o amigo que a conduzia, também gracejando, ao mesmo tempo que encostava o Austin 1100 ao passeio da Avenida…
“Se quer sair… é só dizer!...”

E não é que a Odete abriu a porta do carro e deixou o Amigo a falar sozinho, ali quase em frente do Liceu?!... À espera, claro, que aquilo não passasse de uma pequena cena teatral com um final muito aplaudido e um regresso ao “palco” com grande ovação…
Só que o Amigo não aplaudiu aquela “saída pela esquerda baixa”… Carregou no acelerador e só parou na Praça do Brasil…onde morava!
A pobre da Odete viu-se obrigada a descer a pé toda a Avenida, a atravessar a pé todo o Parque do Bonfim, a caminhar até ao Quebedo e a subir a pé toda a antiga Duarte Pacheco até à casa dos Pais no Bairro da Conceição…
Tudo por um “pedaço de teatro”, quase às duas da manhã!
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Anos mais tarde, uns meses após a revolução dos cravos que, como todos sabem, foi bem “dura” aqui em Setúbal, tive conhecimento através de uma pessoa amiga que assistiu à conversa entre os dois, da defesa que de mim fez perante as afirmações maldosas proferidas por um “vereador” da primeira Comissão Administrativa da Câmara de Setúbal, que aqui caiu, feito “paraquedista“...

A pessoa que me conta este episódio, faz-me uma pergunta-afirmação:
“Olhe lá! A Drª Odete é comunista mas deve ser muito sua Amiga… Assisti a esta conversa entre ele e o vereador Fulano…“
E contou-me a defesa que a Odete fez de mim colocando o bancário a pensar que não devia acreditar em tudo o que se diz… Principalmente naquela época de “caça às bruxas”… ao contrário!

Sem nunca ter contado à DrªOdete Santos que soube deste episódio, passado numa viagem oficial, a caminho de Lisboa... fiquei-lhe grato pela defesa que de mim fez naquela época tão atreita a "linchamentos" políticos...

14 abril 2007

As garotas de Oziouls

In "O Mundo ri" - nº109 em Julho de 1961

Eram assim, "inocentes", as piadas naquela altura...

Estás a sair-me caríssima... A mais de 22$00 o quilo!

Muitos anos mais tarde, o humorista françês Oziouls também evoluiu...

in, "net Oziouls" - 13 Abril 2007

O traço é ainda o mesmo...

13 abril 2007

Cavalos e cavaleiros... 03.Ago.1963

Na segunda-feira seguinte, ou seja, no dia 5 de Agosto de 1963, o Setubalense fazia referência à Gincana Hípica realizada no Sábado, na Feira de Santiago.

Num espaço situado na placa central da Avenida Todi, já a poente do Parque das Escolas, com a Tasca do Duarte ali mesmo ao pé, a Comissão da Feira de Santiago delimitou um terreiro onde a prova se realizou.
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Os obstáculos na Gincana Hípica.
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Da Comissão, que teve a seu cargo a realização desta Prova Hípica, teriam feito parte o Vereador Dr. Caldeira Areias, o Dr. David Gomes, ambos Médicos Veterinários e o Manuel Caro Marquilhas, funcionário do Governo Civil, todos eles afeitos à organização deste tipo de espectáculos.

A notícia do Setubalense é escassa e apenas diz que na Feira de Santiago, se realizou uma Gincana Hípica e dá-lhe como título o seguinte:
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O cavaleiro António Luis Castro e o jovem Francisco de Sepúlveda foram os vencedores.”
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Depois fala nas classificações.
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“A Classificação dos concorrentes séniores ficou assim ordenada:
1º. António Luís de Castro
2º. Pedro Madeira Rodrigues
3º. Luís Filipe Madeira
4º. Amândio Afonso Marques
5º. João Carlos Piteira
6º. José Gomes Mateus
7º. D.Isabel O'Neill
8º. Afonso Oliveira Marques
9º. Vasco Fonseca Gomes
10º. Carlos Reis
11º. D.Ana Correia de Sá”
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Lembro-me vagamente dessa realização pelo facto de dois dos seus “astros” mais notados estarem nessa altura ligados ao Liceu de Setúbal.
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O vencedor da prova tinha feito o 7ºano há pouco tempo aqui no Liceu.
Era o António Luís Fernandes de Castro, filho do lavrador Ernesto de Castro, de Cabrela.
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O vencedor Luís Castro
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O 6º classificado, o Dr.José Gomes Mateus, tinha sido professor no nosso Liceu, no ano lectivo anterior e estava naquela altura a frequentar, como Professor Estagiário, o Liceu de Pedro Nunes.
Constituiu comigo e com o Dr.Maurício, um trio inseparável aqui no Liceu e todos saímos na mesma altura, para o Estágio Pedagógico.
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No Liceu Pedro Nunes: jjmatos, a Dr.Salomé, o Dr.Mateus e o Dr.Maurício
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Esta prova realizou-se nas férias grandes que se seguiram ao nosso primeiro ano de Estágio no Pedro Nunes.

O Mateus tinha ficado “preso” a Setúbal… mas já não me lembro se, durante aqueles dois anos, ele se manteve por cá e se deslocava todos os dias para a Avenida Pedro Alvares Cabral, como eu e o Maurício fazíamos, ou se arranjou residência em Lisboa. Mas que ele ficou preso a Setúbal…lá isso ficou!

E foi mais por esse motivo e também por um "orgulho pessoal" que ele se inscreveu naquela Prova Hípica… recordando a sua juventude, lá na Aldeia Velha, do concelho do Sabugal, próximo da Guarda.

Todos estávamos à espera que ele fosse chamado a prestar a sua prova.
O nervoso, que ele fazia esforço por não mostrar…era visível!
Muita gente sabia da inscrição do Dr.Mateus...Havia muita gente à volta daquele espaço na Avenida Todi que ali se deslocou para ver o Professor...

Os cavaleiros e as “amazonas” inscritos lá iam sendo chamados, à vez, para disputarem as suas provas com a galhardia possível!
Quando chegou a vez de o nosso Amigo actuar… houve uma “falta de conjugação” entre a vontade do Dr.José Gomes Mateus e a vontade da “alimária” que lhe disponibilizaram para ele montar!
E o resultado foi desastroso como se pode ver nas fotos que então lhes fiz!...

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A primeira nega... O Dr.David Gomes o dr.Areias testemunham.

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Mesmo assim, o Dr. Mateus classificou-se em 6ºlugar. A meio da tabela…

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Aqui, a luta é já ao mesmo nível... mas o "bicho" não quis brincar!

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Há quarenta anos que não vejo o Mateus… Sei que “parou” muito tempo no Liceu Gil Vicente, em Lisboa… Sei que em determinada altura ele teve problemas oculares, tendo-se deslocado a Barcelona, à consulta do Prof. Barraquer… Mas nunca mais deu de si! Não sei se mais alguma vez teria vindo a Setúbal… Tal não teria sido o desgosto!!... Não pela figura que fez em 3 de Agosto de 1963…mas outro desgosto que não é para aqui chamado!

Um abraço, Mateus Amigo! Onde quer que estejas hoje...

12 abril 2007

Comentários à entrevista do sr.Socrates

In "Público"
12.04.2007

"A minha ignorância não me permite contestar explicações tão, por assim dizer, "transparentes". Claro que nunca ouvi falar de um professor que "desse" quatro cadeiras no mesmo ano ao mesmo aluno, nem num reitor que ensinasse "inglês técnico", nem num conselho científico que fabricasse um "plano de estudos" para "acabar" uma licenciatura. Falha minha, com certeza. Se calhar, agora estas coisas são normais."

Vasco Pulido Valente


"Simplesmente patético! Um primeiro-ministro a defender-se como um arguido! Um primeiro-ministro a considerar insinuações as mais legítimas dúvidas da imprensa e da opinião pública! Um primeiro-ministro que acha normal que um deputado, ministro depois, se matricule em curso superior e obtenha diploma académico de recurso (feito em três universidades diferentes), ainda por cima em estabelecimento não reconhecido pela respectiva Ordem profissional!

Um primeiro-ministro que considera normal e desculpável que os seus documentos oficiais curriculares sejam corrigidos e alterados ao gosto das revelações públicas! Era tão melhor julgar os políticos por razões políticas e não por motivos pessoais ou de carácter
(...)
Ter tentado exercer pressões sobre a imprensa e os jornalistas foi igualmente uma imperícia infantil. Ter a necessidade de mostrar diplomas na televisão revela uma situação em que a palavra já vale pouco e a confiança se esvai. Ter tentado justificar o facto de se matricular, como "humilde deputado", e de se graduar, como ministro, é inútil. Mas revela uma crença perigosa: a de que acha natural e legítimo que um deputado e um membro do governo possam fazer tudo isso!

É possível que este homem seja Primeiro-ministro mais dois anos ou até que consiga ser reeleito. Mas uma coisa é certa: a confiança está ferida. Ora, enquanto a utilidade pública vai e vem, a confiança, quando quebra, não tem cura. As feridas de carácter não cicatrizam."

António Barreto


"A legitimidade de um primeiro-ministro vem dos votos, não dos títulos académicos. Mas utilizar um título que não se tem, fazer passar-se por aquilo que não é revela uma falha de carácter, mina a credibilidade e afecta a sua autoridade".

Luís Marques Mendes

Setubalense - 1951 - Março

03-03-1951
O Novo Secretário Nacional de Informação.
Foi empossado pelo sr.Dr.Oliveira Salazar, o sr. Dr.José Manuel da Costa.


17-03-1951
Comissão Municipal de Turismo
A Comissão Municipal de Turismo recentemente constituída tem a seguinte constituição:
Presidente - Dr. José Cardoso Ferreira
Pelo SNI - Eng. Carlos Manito Torres
Delegado de Saúde - Dr. Domingos José de Carvalho
Pela Indústria Hoteleira - sr. Manuel Fernandes
Pelo Comércio - sr. José Veríssimo Abrantes
Pelos Proprietários - sr. Leonardo Pereira
Comandante do Porto - sr. Com. Celestino da Costa

19-03-1951
Baptizado
Foi baptizado ontem, na Igreja da Anunciada, o filhinho do comerciante sr. João de Sousa Lança e de sua esposa D. Celeste Esguita Lança. O neófito recebeu o nome de João Álvaro.


26-03-1951
Delivrance
Deu à luz uma interessante menina, a ExªSrª D. Maria Adelaide Pedrosa Forte Silva Duarte, dedicada esposa do estimado médico Dr. Silva Duarte.

31-03-1951
Tribunal
Era Juiz do Tribunal do Trabalho, o sr. Dr. Henrique Justino Rocha Ferreira.

Era Chefe da Secretaria do Tribunal do Trabalho, o sr. Mário Ferreira Barreto.

11 abril 2007

Gonçalves Crespo

O Juramento Árabe

Baçus, mulher de Ali, pastora de camelas,
Viu de noite, ao fulgor das rútilas estrelas,
Vail, chefe minaz de bárbara pujança,
Matar-lhe um animal. Baçus jurou vingança,
Corre, célere voa, entra na tenda e conta
A um hóspede de Ali a grave e inulta afronta.

“Baçus, disse tranquilo o hóspede gentil.
Vingar-te-ei com meu braço, eu matarei Vail”.

Disse e cumpriu.
Foi esta a causa verdadeira
Da guerra pertinaz, horrível, carniceira
Que as tribos dividiu. Na luta fratricida,
Omar, filho de Anru, perdera o alento e a vida.

Anru, que lanças mil aos rudes prélios leva,
E que em sangue inimigo, irado, os ódios ceva.
Incansável procura – e é sempre em balde – o vil
Matador de seu filho, o tredo Mualhil
Uma noite, na tenda, a um moço prisioneiro,
Recém-colhido em campo, o indómito guerreiro
Falou, severo, assim:
“Escravo, atende e escuta:
Aponta-me a região, o monte, o plaino, a gruta,
Em que vive o traidor Mualhil, diz a verdade;
Dá-me que o alcance vivo, e é tua a liberdade!”

E o moço perguntou:
“É por Alá que o juras?”
“Juro” – o chefe tornou.
“Sou o homem que procuras!
Mualhil é o meu nome, eu fui que espedacei
A lança de teu filho e aos pés o subjuguei!”

E, intrépido, fitava o atónito inimigo.

Anru volveu: “És livre, Alá seja contigo!”

De “Nocturno



Gonçalves Crespo foi o primeiro e mais conhecido parnasiano da literatura portuguesa.
Nasceu no Rio de Janeiro em 1846, de mãe negra e, vindo para Portugal, formou-se em Direito.
Pelo seu talento e delicadeza insinuante, sempre teve à sua volta muitas admirações, entre elas a de Maria Amália Vaz de Carvalho, com quem casou.
As suas poesias Miniaturas (1870) e Nocturnos (1872) revelam “essencialmente um poeta de efemérides, um repórter em verso, um cinzelador de miniaturas, um pintor de mulheres” (Urbano T. Rodrigues)

09 abril 2007

Vai haver eleições...

Em Maio vai haver eleições na Escola!

Fui encontrar no “miolo” dos meus arquivos, umas quantas fotografias que nos lembram alguns momentos que marcaram a História recente da nossa Escola!

Em 26 de Maio de 1987, numa Sala dos Professores que já ninguém recorda, foi instalada a Mesa da Assembleia Geral dos Professores que elegeu o Conselho Directivo para o triénio seguinte.

Já nem sei quantas listas se apresentaram a sufrágio… Nem sei se houve mais do que uma! Quase sempre a luta que se estabelecia era entre uma Lista única e o "voto contra"… ou a abstenção!...

O “frete” de se passar um dia inteiro junto da urna dos votos era atenuado pela entrada dos suplentes que, de vez em quando, substituíam os “titulares” naquela função de Mesários da Assembleia de Voto.

Também muitos professores por ali apareciam para se inteirar das percentagens da votação, para conversarem, para largar umas larachas e contar as últimas “anedotas” … E o tempo ia passando até às 20 horas, o momento em que terminavam as votações e se iniciava o escrutínio.

Em 25 de Junho de 1987 faziam parte desse “grupo interessado” alguns Colegas nossos de quem temos uma saudosa memória como o Chico Albuquerque e o Maurício e outros, felizmente ainda por cá, mas, na altura, um tanto mais novinhos…
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Não se vê a "urna dos votos" mas reconhecem-se com alguma facilidade, da esquerda para a direita, a Carla Canelas, o Domingos Farinha, o jjmatos, a Ema Nice, o António Maurício e o Francisco Albuquerque.

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Outro momento junto da Mesa da Assembleia, com as professoras Carla Canelas, corrigindo testes(?) e Helena Cabeçadas trocando impressões com o Ernesto Vitorino.

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Mais recentemente, em 13 de Maio de 1996, realizou-se uma Reunião Geral de Professores que decidiu a data das eleições e elegeu uma Mesa da Assembleia Geral, a realizar no dia 22 de Maio, na Sala dos Professores, para proceder à eleição do Novo Conselho Executivo. (não sei se era esta a designação própria, naquela altura.)
A constituição da Mesa que foi proposta, e eleita rapidamente por unanimidade, era constituída pelos Professores jjmatos, Zaida Albuquerque, José Manuel Andrade, Celeste Calejo e Francisco Torres.

Recordo um "apontamento" da Memória que na altura escrevi::

“Passou-se depois à constituição da mesa eleitoral para a votação das listas a apresentar a sufrágio. Como não havia listas pré formadas, nem individualmente surgiram voluntários, a Raquel propôs a lista que se segue e foi aprovada por aclamação, com muitas... palmadas.
João Matos
Zaida Albuquerque
José Manuel Andrade
Celeste Calejo
Francisco Torres”
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Como estava previsto a Eleição decorreu no dia 20 de Maio de 1996.


Os Professores José Manuel Andrade, jjmatos, Zaida Albuquerque e Francisco Torres. Desta vez vê-se bem a urna que recolheu os votos ao longo de todo o dia.
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Já não me lembro como era constituía a lista única que concorreu e ganhou... depois de uma luta de bastidores bastante animada, no decorrer do dia, para evitar uma abstenção muito elevada que transformasse aquele acto apenas numa vitória moral.... Mas isso nem interessa agora...

"Às 20 horas encerraram as urnas... e verificou-se, após escrutínio rápido, o seguinte resultado:

Número total de eleitores . . . 202
Número total de Votantes . . . 145 -- 71,78 %
Abstenção . . . . . . . . . . . . . .
57 -- 28,22 %
Número de votos expressos . . 145
Número de votos Sim . . . . . . 115 -- 79,31 %
Número de votos Não . . . . . . . 19 -- 13,10 %
Número de votos em Branco . . . 9 -- 6,21 %
Número de votos Nulos . . . . . .. 2 -- 1,38 %

Quando quisemos fazer a Acta da Sessão, já tinha fechado a Reprografia e não havia os impressos próprios, pelo que a Acta só amanhã será afixada."

Nas próximas eleições de Maio/07, provavelmente não haverá continuidade... Os Professores da Escola parece terem deixado de acreditar no presente. O actual Conselho Executivo sente como ninguém esse "afastamento" do "povo que vota"... Mas o que é certo, é que ninguém quer arriscar o mínimo de nada... E já se fala, à boca fechada, que um grupo recem chegado à nossa Escola irá tomar, de mão beijada, as rédeas do seu comando.Para vergonha de todos nós...

Cipriano Dordio... Mendonça e Costa... Armindo Gonçalves...devem dar voltas na sepultura! Raquel Cardoso...Luis Capela... devem "sorrir" com algum desdém, mas também com alguma pena...

Vamos confiar na "meditação" que os bons Professores/as da nossa Escola terão de fazer ao analizar este problema. Que parece grave!... Devemos ter fé no destino da nossa Escola!... Abaixo, o desinteresse!

Espero que a crise seja superada da melhor forma...

08 abril 2007

A Páscoa de Vasco Polido Valente

"Ainda por cima, as festas seculares ou cívicas perderam qualquer espécie de sentido ou, se quiserem, nunca o chegaram a ter. O carácter político do "5 de Outubro" e do "25 de Abril" levou pouco a pouco a que o próprio Estado os preferisse comemorar discretamente para não irritar ninguém: Portugal é uma república sem republicanos, como é, de resto, uma democracia sem democratas. Mesmo o "1.º de Maio" vai morrendo por falta de "trabalhadores"... "

No "Público",
08 04 2007
Vasco PV

A Páscoa de João Bénard da Costa

Um breve “apontamento” de João Bénard da Costa, neste Domingo de Páscoa, cheio de evocações de outros tempos:


(...)
Ouvia histórias de espantar. Familiares ou amigos mais distantes contavam-me como na província era bom: a visita do padre a todas as casas, ou um calicezito para o senhor abade, a roupa a corar, as casas todas a cheirar a enceradinho e a lençóis doces. Muitos bolos com nomes apetitosos. Hoje, ainda, pessoas com grandes talentos manuais passam a semana a amassar folares. Trago-os para ao pé de mim, mas sem grande sucesso…

Em Lisboa, não havia nada disso. A tarde da Páscoa era tarde triste e o coração apertava-se a pensar no terceiro período, normalmente tão pequenino.”

No “Público”.
08 04 2007


Dias que eu não esqueço, por saber não terem volta…

…Pendurado lá no alto da Torre da Sé de Castelo Branco, com a corda do badalo bem presa numa mão, sincronizado com o que se passava na cerimónia litúrgica, lá em baixo, esperava que às 10 horas se soltassem as Aleluias para então começarem o repenicar dos sinos, nas igrejas, por toda a cidade… Depois, era deixar passar o tempo até que a hora do almoço nos chamava para casa…
Num tempo em que ainda se festejava o “Sábado de aleluia”… Onde é que isso já vai?!...
(...)
Um tapete de flores assentava no chão da rua junto à porta das casas que o padre devia visitar com o crucifixo nas mãos… E após a cerimónia que terminava com um beijo na cruz, as pessoas ficavam “ofendidas” se o Senhor Prior não comesse um docinho ou não bebesse um cálice de um bom e generoso vinho… E quando as ruas eram compridas… o "pobre" Padre sentia alguma dificuldade em chegar até ao fim…

Não resisti à tentação de pedir à minha memória que se lembrasse de alguns Sábados de Aleluia, em Castelo Branco, no início dos anos 40...

As minhas fotos preferidas

Menina Hippie

Foto obtida em 15 de Março de 1970

07 abril 2007

A Coluna de Pacheco Pereira

Com a devida vénia transcrevemos alguns "passos" do apontamento de hoje, escritos no Público por José Pacheco Pereira.


José Pacheco Pereira - Historiador


"O silêncio e isolamento forçado do Público são uma face negra da situação da nossa comunicação social.

À espera que o assunto morra por si...

(…)
É exactamente por ser assim que nos podemos perguntar por que razão demorou tanto tempo, dois anos, até se ver a questão tratada num jornal de referência, o PÚBLICO.

A resposta a esta questão diz-nos muito sobre os males do jornalismo português, a sua complacência e deslumbramento com o poder, quando não a sua dependência dos "poderes", a começar pelas "fontes amigas" tão importantes para a carreira de um jornalista, a sua falta de coragem cívica…

(…)
O PÚBLICO quebrou esse muro de silêncio e fez jornalismo como deve ser. Não é "jornalismo de sarjeta", como afirmou o ministro que "tutela" a informação, que só é poderoso porque tem um largo sector da comunicação debaixo da sua "tutela", é jornalismo.

E o PÚBLICO foi imediatamente sancionado por ter violado o pacto de silêncio: durante vários dias contavam-se pelos dedos de meia mão só, os órgãos de informação que ousavam sequer reproduzir a notícia maldita do PÚBLICO.

(…)
Foi preciso esperar uma semana até que o Expresso acrescentasse mais achas para a fogueira, tornando o assunto, como se costuma dizer, "incontornável", coisa que ele não era desde 2005.

(…)

Estes dias de silêncio e isolamento forçado do PÚBLICO são um revelador e uma face negra da situação da nossa comunicação social e dos seus compromissos invisíveis com o poder socialista, o seu Governo e o primeiro-ministro.

Seria interessante saber, porque se trata de política no seu verdadeiro sentido, se houve ou não conflitos nas redacções entre quem queria e quem não queria dar sequência às notícias do PÚBLICO. Seria interessante saber por que critérios jornalísticos tal não foi feito, em particular pela parte da comunicação social que os portugueses pagam com os seus impostos e está sujeita ao governo, a RTP. Mais uma vez, a análise da cobertura televisiva da RTP, primeiro censória, depois desculpatória, revela a governamentalização do "serviço público".

(…)

Sabe-se hoje que foram dias de intensa actividade telefónica do primeiro-ministro e dos membros do seu gabinete com objectivos muito claros:

primeiro impedir que a história aparecesse (falhou no PÚBLICO);
depois que alastrasse (sucesso relativo durante alguns dias isolando o PÚBLICO);
depois que não chegasse à televisão (sucesso relativo);
depois que a forma de tratamento fosse a menos gravosa para o primeiro-ministro (conseguido na Renascença, desconhece-se o efeito nos outros órgãos de informação).
A chuva de comunicados e declarações oficiais revela também os mesmos objectivos, contendo inverdades e sugerindo distracções, tentando lançar confusão e apontando pistas falsas.

(…)
A não existir dolo, nem facilitação gravosa e excepcional no processo académico do primeiro-ministro, o que sobrará de toda esta questão é bem mais grave do que saber se José Sócrates é ou não engenheiro, agente técnico, ou estudante finalista: é o modo como a comunicação social se coloca perante o poder socialista.

É por isso que a grande esperança governativa é que o assunto morra por si, mesmo indo-se os anéis (os títulos académicos), mas ficando os dedos e os seus fios visíveis e invisíveis, os mecanismos que do poder chegam às redacções, explicando muita e muita coisa que escapa ao olhar do cidadão desprevenido destes meandros vitais do poder dos nossos dias."

Beira Baixa - Notícias de 1952 - Março

8 de Março
Inauguração da Garagem Avenida
Com a presença do Secretário do Governo Civil sr. Dr. Fernando Ivens Lobo da Costa, em representação do Governo Civil, do Comandante distrital da Polícia sr. Capitão Manuel Domingues Carreto, do Pároco de Castelo Branco Revº Padre João Assunção Jorge, muitas senhoras, numerosos convidados da nossa melhor sociedade, foi inaugurado no dia 5 do corrente, a Garagem Avenida sita na Avenida Marechal Carmona e propriedade do sr. Joaquim Nunes Morão.

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8 de Março
Homenagem ao Dr.Frederico da Costa Conde
Transcrevem-se depoimentos do Governador Civil, Presidente da Câmara, Comandante da Polícia, Delegado de Saúde e do Vice-Reitor do Liceu.
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Depoimento do Dr. Almeida Esteves:
"Associo-me de todo o coração, como se cumprisse um indeclinável e grato dever deconsciência, à justa homenagem que vai prestar-se ao Dr.Frederico da Costa Conde.O mérito real deste beirão insigne dispensa adjectivos mais ou menos gastos pelo uso. Afirma-o eloquentemente a sua vida de cidadão exemplar, devendo destacar-se a benemerente e gigantesca obra que realizou no curto espaço de 4 anos, como Provedor da Misericórdia. E só por isso, bem merecia a gratidão e o mais alto apreço de todos os beirões."
Dr. Almeida Esteves
Vice-Reitor do Liceu de Castelo Branco.

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15 de Março
Para o Seminário Diocesano
No dia 19 de Março, dia do Padroeiro da Igreja Universal, S.José, iniciar-se-á nesta cidade o peditório para a construção do Seminário Diocesano.Pede-se à cidade, compreensiva já do largo alcance deste peditório, que esteja à altura de si mesma e abra as portas em generosidade, àqueles que constituem a Comissão à qual preside a Excelentíssima Senhora Dona Maria de Lencastre de Almeida Garrett.

Constituem a Comissão de Honra:
Dr.José de Carvalho, Governador Civil
Dr.Alberto Trindade, Presidente da Junta de Província
Dr.Augusto Duarte Beirão, Presidente da Câmara Municipal
Dr.Albino Resende Gomes de Almeida, Mmº Juiz Corregedor
Dr.Manuel José Carvalho Fernandes, Mmª Juiz da Comarca
Dr.Fernando Quesada Pastor, Mmº Juiz Ajudante do Procurador da República
Cap.Manuel Domingues Carreto, Comandante da PolíciaDr.
José Lopes Dias, Delegado de Saúde
Dr.Augusto Gomes de Pina, Reitor do Liceu
António Manuel da Silva, Director Provincial dos CTT
Dr.Manuel Duque Vieira, Presidente Diocesano e local da LIC
Júlio Hermano Pedro, Pres.Junta Paroquial da Acção Católica
José Pires Antunes, Inspector Escolar
Francisco Pinto Mouro, Director Escolar
Dr.António Ramos Proença, Presidente do IAF
Abílio TavaresAdriano Godinho Mendes Guerreiro
Amadeu Garcia PereiraD
r.António de Figueiredo e Sousa
Dr.António Gonçalves
Dr.Augusto Russo
Domingos Morão
Domingos dos Santos Pio
Elísio Nogueira Cardoso
Dr.Francisco José Palmeiro
Dr.Francisco Ligório Morcela
Francisco Mateus Vilela
Dr.Frederico da Costa Conde
Dr.João Frade Correia
João Marçal Carrega
Joaquim Nunes Morão
José Castanheira
Dr.José Maria Proença de Almeida Garrett
José de Paiva Morão
Dr.Luis Laia Nogueira
José Rubio Lopez
Ten.Manuel Dias Catana
Eng.Agrónomo Manuel Valente
Dr.Mário Pardal
Martinho Dias Coutinho
Dr.Ulisses Vaz Pardal
Vitor Vaz Gomes
Prof.Gonçalves,
Presidente da LEC
José Nascimento Costa,
Presidente local da LOC
Carlos Castro, Presidente da JEC
Eng.Dr.Alexandre Proença de Almeida Garrett
Padre João Assunção Jorge, Vigário Arcipreste de Castelo Branco.

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15 de Março
Dr.Frederico da Costa Conde
A Comissão de Honra da Homenagem ao Dr.Frederico Conde é constituida pelos senhores:
Dr.José de Carvalho, Governador Civil
Dr.Alexandre Proença de Almeida Garrett, Provedor da Misericórdia
Dr.António Correia, Procurador à Câmara Corporativa
Monsenhor Santos Carreto, Deputado da Nação
Dr.Alberto Trindade, Presidente da Junta de Província
Dr.Augusto Duarte Beirão, Presidente da Câmara Municipal
Ten.Cor. Braziel, Comandante Militar
Ten.Cor.Júlio Rodrigues da Silva, Comandante Distrital da legião portuguesa
Cap.Manuel Domingues Carreto, Comandante da Polícia
Dr.José Lopes Dias, Delegado de Saúde
Dr.Fernandes da Costa, Juiz de Direito da Comarca
Dr.José Augusto Gomes de Pina, Reitor do Liceu
Dr.António Trindade, Director Clínico do Hospital da Misericórdia
Dr.Pedro Geraldes Cardoso, Sub Delegado de Saúde
Eng.Mário Albuquerque, Director Distrital da JAE
António Manuel Silva, Director Provincial dos CTT
Francisco Pinto Mouro, Director do Distrito Escolar
Dr.João do Nascimento Mansinho, Director do Asilo Distrital
Padre João da Assunção Jorge, Arcipreste e Vigário da Sé
Dr.Domingos Martins Romão, Director da Secretaria Notarial
Dr.António Ribeiro do Amaral, Conservador do Registo Civil
Dr.Manuel Duque Vieira, Editor da Reconquista.


22 de Março
Dr.Jorge Seabra
Recordando o passado "Uma Imagem."

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22 de Março
Maria de Lurdes Tavares
Atelier de Alta Costura
Av.Marechal Camona
Castelo Branco.

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29 de Março
A Homenagem ao Dr.Frederico Conde realizou-se no Sábado passado pelas 17 horas.

06 abril 2007

Raquel serrana bela...

Luís de Camões

Soneto

Sete anos de pastor Jocob serviu
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
mas não servia ao pai, servia a ela,
e a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
passava, contentando-se com vê-la;
porém o pai, usando de cautela,
em lugar de Raquel, lhe dava Lia,

Vendo o triste pastor que com enganos
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se a não tivera merecida

começa de servir outros sete anos,
dizendo:”Mais servira se não fora
para tão longo amor tão curta a vida!”


Diz o Prof. Costa Pimpão que “ da personalidade de Camões, a característica mais importante, a que mais devemos apreciar, porque ela foi a condição da existência do próprio poema, é a sua independência”.

05 abril 2007

Beira Baixa - Notícias de 1952 - Fevereiro

2 de Fevereiro
Centro Artístico Albicastrense
Em reunião da Assembleia Geral de sócios, realizada no passado dia 20 do mês findo, foram eleitos para os Corpos Gerentes de 1952:


Assembleia Geral:
Presidente: Severino Martinho
Vice Presidente: António Matos
1ºSecretário: José Maria Ferreira Guilherme
2ºSecretário: Carlos Caetano


Direcção Administrativa
Presidente: José Pereira
Vice Presidente: Francisco Louro
1ºSecretário: José Esteves Duarte
2ºSecretário: António Milheiros
Tesoureiro: Augusto Nunes Garrido
Vogal: José dos Santos Mingote


Conselho Fiscal
Presidente: Adrião Nunes Miranda
Relator: Francisco Parreira
Vogal: José Filipe Perquilhas
Suplente: Joaquim Ribeiro



9 de Fevereiro
Clube de Castelo Branco
A Direcção do Clube, recentemente eleita, é assim constituida:
Vasco Correia de Sá
Carlos Manuel Ferreira de Carvalho
António de Deus Gonçalves
Carlos Manuel Fradique de Sousa
Alberto de Jesus Morcela

04 abril 2007

D.Maria Manuela David Gomes

Que descanse em Paz...

O “Setubalense” de hoje dá-nos a triste noticia da morte da Drª.Maria Manuela David Gomes que foi uma referência como Professora de Filosofia, no Liceu Nacional de Setúbal.

D.Maria Manuela David Gomes

Após um sofrimento enorme por que passou nos últimos anos da sua vida, a D. Maria Manuela deixou de estar entre nós.

A sua Memória vai perdurar em todos quantos lhe conhecemos as suas qualidades de Carácter, a sua Bondade e a Seriedade que punha em todas as suas actividades.

Que tenha um Repouso mais descansado do que aquele que teve nos últimos anos da sua vida!

Setubalense - 1951 - Fevereiro

03-02-1951
Escola Industrial e Comercial de Setúbal
Está escolhido o Parque do Bonfim para construção do novo edifício da Escola do Ensino Técnico e, assim, os respectivos trabalhos começarão dentro em breve. (em título de 1ª página)


07-02-1951
Câmara Municipal de Setúbal
Foi adjudicado o trabalho de pavimentação do Bairro dos Pescadores, pela importância de 114.850,50


10-02-1951
Câmara Municipal de Setúbal
A Câmara Municipal de Setúbal encarregou os Serviços de Viação e Obras de procederem ao estudo de transformação do pavimento da rua Dr. Paula Borba, o que implicará a proibição total de circulação de veículos.

10-02-1951
Câmara Municipal de Setúbal
Vai ser presente à Câmara o esboço de projecto da construção da Central Rodoviária, da Empresa J.C.Belo,CªLdª

19-02-1951
Liceu Bocage
Foi nomeado Vice-Reitor do Liceu Nacional de Setúbal, o Professor do mesmo Estabelecimento de Ensino, sr.Dr.José de Mendonça e Costa.

21-02-1951
Câmara Municipal de Setúbal
Na Reunião Ordinária da C.M.S., em 01.02.1951...
...Ficou definitivamente resolvido que o edifício da Escola Industrial e Comercial de Setúbal, será implantado no talhão do Parque do Bonfim, do lado Sul, compreendido entre a Estação dos C.T.T. e a Av. Alexandre Herculano, isto é, no talhão compreendido entre a Av. Alexandre Herculano, a nascente, o edifício dos C.T.T. a poente, Av. Mariano de Carvalho a Sul e Avenida compreendida entre a Avenida 22 de Dezembro e Avenida Alexandre Herculano...

21-02-1951
Tribunal
Cargos Era Juiz de Direito, o Dr. Santos Rocha.


28-02-1951
Notícias Pessoais
Da Maternidade Monjardino, em Lisboa, onde teve o seu bom sucesso, regressou há dias a Setúbal, a Srª D. Jesuína da Conceição Fernandes Rosado Pinto, licenciada em Farmácia, extremosa esposa do sr. Dr. António Gabriel d' Almeida Simal Rosado Pinto.

Um fim anunciado...

"Meu Deus, se eu tivesse um pouco mais de vida... não deixaria passar um só instante sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas."

Gabriel Garcia Marquez

03 abril 2007

Piadas de F.Neyd

O que ele não sabia...

Bem!... Agora ele já sabe o que uma mocinha como eu faz num lugar como este...

Momento de Poesia

Diário de bordo

Cá estou eu a julgar que estou remando…

Cá vai Deus a remar
e eu a ser um remo com que Deus
rasga caminhos pelo Mar…


Sebastião da Gama
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