28 fevereiro 2011

National Gallery

Triunfo de Vénus
Ângelo Bronzino
1503 - 1572

Alegoria do Triunfo de Vénus
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Mais conhecido por Bronzino, seu nome era Agnolo Tori e era também conhecido com os nomes de Ângelo di Cosimo di Mariano ou Agnolo Bronzino.
Pintor italiano predominantemente palaciano, foi um dos maiores representantes d o maneirismo.
Existem bem poucas informações acerca da sua infância. É justamente por essa falta de dados que os seus biógrafos supõem que tenha nascido de família bastante humilde, como também a dificuldade encontrada para se estabelecer seu sobrenome verdadeiro - tendo o mesmo adoptado como tal o epíteto (Bronzino) que lhe deram os contemporâneos.
O apelido Bronzino significa bronzeo, e possivelmente deriva do seu semblante carregado, que seria "como de uma estátua de bronze".
Ele foi essencialmente um pintor palaciano, devotado ao gosto da Corte. Provavelmente por este motivo seu estilo foi particularmente preciosista, de tal forma excessivo que o resultado faz-se frio e impessoal - mais preocupado no cálculo do seu resultado.
Também, como representante do maneirismo, Bronzino apóia-se no uso de cores irreais, muitas vezes contrastantes. Seu quadro alegórico Triunfo de Vênus é um evidente precursor do barroco.
Este quadro de Ângelo Bronzino chama-se Alegoria do Triunfo de Vênus e deve ter sido pintado entre 1540 e 1545.
Cada detalhe foi pintado com extremo cuidado, e não é incomum encontrarmos esses mesmos detalhes mostrados sem referência ao todo original, assim como ocorre muito comummente com o Ciúme, que aparece ao fundo, à esquerda, também identificado por alguns como o Arrependimento.A mulher que domina a cena é Vénus, a deusa do amor, que beija Cupido, seu filho, com lascívia, figurando o Incesto, tolerado entre os deuses e condenando entre os homens. Ela segura uma maçã, fruto que aqui representa o pomo da discórdia. Cupido corresponde ao beijo e toca o peito da mãe, passando de filho a amante. A figura do menino que espalha pétalas de rosas com ambas as mãos, parecendo dirigir-se ao casal, é uma personificação da Loucura. Observem que no tornozelo da criança há uma cascavel com a qual ela parece não se importar. Atrás deste menino-loucura, aparece uma linda menina com corpo de cobra e escorpião. Ela oferece um favo de mel, ao mesmo tempo em que esconde um ferrão. Esta linda menina representa o Engano. O Tempo aparece afastando a cortina que expõe a cena. O Esquecimento também aparece, faltando a parte de cima da cabeça, em disputa com o Tempo por causa da cortina. Pensam alguns que isso poderia significar o efeito retardado da sífilis que naquela época estava se espalhando. Daí a figura do ciúme também, neste quadro, ser identificada com a sífilis. Seja como for, o quadro é uma impressionante alegoria.
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In. "Wikipédia" & “Traças, Ácaros & Cia” - blogosfera

1 comentário:

Suely disse...

Compartilhei seu texto... no meu facebook - no album sobre esta obra.
Obrigada pela sua postagem!!!!