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04 novembro 2019

Eles foram professores do Liceu...

Alice da Conceição Ribeiro Rocha.

Nasceu em Vilarinho de Samardã, no concelho de Vila Real.
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Era licenciada em Filologia Clássica.
Foi professora eventual do 1ºGrupo (Português, Latim e Grego) tendo sido colocada pela primeira vez no Liceu de Setúbal no ano lectivo de 1958/59 por nomeação através da portaria de 25 de Setembro de 1958, visada pelo Tribunal de Contas em 17 de Janeiro de 1959 e publicada no Diário do Governo nº23 – II Série, de 28 de Janeiro de 1959. Tomou posse seguida de exercício em 1 de Outubro de 1958 e terminou o exercício em 31 de Julho de 1959.
Alice da Conceição Ribeiro Rocha
(em Maio de 1962)
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Permaneceu no Liceu até ao fim do ano lectivo de 1964/65 com horários de serviço lectivo semanal que oscilaram entre 21 e 24 horas.
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Alice Rocha
(em 17 de Maio de 2014 num almoço que reuniu antigos alunos, 
muitos desles "seus alunos").

Alice Rocha permaneceu no Liceu até ao fim do ano lectivo de 1964/65 com horários de serviço lectivo semanal que oscilaram entre 21 e 24 horas.
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NB- 
1 -"Ao princípio da tarde do dia 1 de Janeiro deste ano de 2019, tenho ao telefone o nosso antigo aluno Carlos Alves que me dá a triste notícia de ter falecido ontem, na "Casa do Professor”, em Setúbal, a nossa antiga colega Alice Rocha que eu vim encontrar no Liceu de Setúbal quando nele entrei pela primeira vez, em Outubro de 1959. Ela tinha aqui chegado um ano antes. Não se perde na memória uma excelente professora de Português, de Latim e de Grego que dividia e alternava aquelas disciplinas com o Antero Torres". (escrito em 1 de Janeiro de 2019)
2 -"Alice Rocha foi aluna no Liceu de Castelo Branco, na década de 40. Era filha do Dr.Celestino Rocha, um professor que deixou nome no Liceu de Castelo Branco, nos anos 30/40."

02 novembro 2019

Tudo menos fingir...

... podia ser o título do artigo que
João Miguel Tavares 
escreveu esta manhã, dia 2 de Novembro,
no jornal "Público
e ao qual deu o nome de
"Quão gago pode ser um deputado?"
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João Miguel Tavares
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"A resposta é: pode ser tão gago quanto Joacine Katar Moreira, desde que não seja o único deputado do seu partido. A palavra “parlamento” vem do francês “parler”. Significa falar ou discursar. Não há democracia sem debate, e não é possível debater num Parlamento sem um mínimo de fluência discursiva. Se Joacine pertencesse a um grupo parlamentar haveria sempre outros deputados disponíveis para discursar em plenário, e ela poderia dedicar-se a escrever propostas de lei, definir orientações estratégicas ou preparar os discursos dos outros. Não existindo mais ninguém, as suas intervenções na Assembleia da República são triplamente absurdas: para ela, que deve sofrer horrores com aquela exposição; para os restantes deputados, que nem sabem para onde olhar quando ela fala; e para jornalistas e eleitores, que não percebem nada do que ela diz.
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Escrever isto é duro e é cruel. Resolvi fazê-lo por duas razões. Em primeiro lugar, porque se não o fizesse estaria a ser profundamente complacente com uma mulher que, pelo seu percurso de vida, pelas suas capacidades e pelo seu esforço ganhou o direito a ser tratada com a máxima exigência e honestidade intelectual. Joacine não merece que eu tenha pena dela, nem que adopte um registo paternalista para silenciar aquilo que é um manifesto desastre. A deputada do Livre demorou 60 segundos a fazer as saudações iniciais (“senhor presidente, senhor primeiro-ministro, membros do executivo e senhores e senhoras deputadas”) e gastou quatro minutos e meio com uma intervenção de meia-dúzia de frases. Dizer isto é humanamente desagradável; não dizer isto é politicamente inaceitável. Se queremos um país mais exigente e um Parlamento mais qualificado, temos de começar por admitir que os princípios da inclusão e da tolerância não significam que tudo passe a ser magicamente possível, só porque esse é o nosso mais profundo desejo.
Joacine disse uma excelente frase quando foi ao programa de Ricardo Araújo Pereira: “Eu gaguejo quando falo, não quando penso. O perigo na Assembleia é os indivíduos que gaguejam quando pensam.” Mas mesmo para esta formulação ter força retórica, ela precisa de ter um mínimo de fluência quando é proferida – coisa de que Joacine foi capaz na televisão, mas não no Parlamento. Claro que se pode argumentar que ela estava nervosa na estreia, e que em futuras intervenções talvez a sua gaguez diminua para níveis aceitáveis, como já aconteceu noutras ocasiões. Espero sinceramente que isso aconteça, ou que o próprio regimento da Assembleia da República passe a permitir que ela tenha um porta-voz – tudo, menos fingir que o que se passou é razoável, porque isso seria compactuar com uma fraude intelectual autoimposta, e com uma actividade política desprovida de qualquer racionalidade, em nome dos bons sentimentos.
Essa é a segunda razão para este artigo. Joacine Katar Moreira tem sido apresentada como mulher, negra e gaga, como se o seu corpo fosse apenas uma urna de desvantagens sociais e existenciais, no qual fomos convidados a depositar o voto em nome de um Portugal mais justo. Esta redução do deputado a um símbolo crístico limita o eleitorado ao papel de pietà: não há fala nem debate, porque basta o silêncio contemplativo perante uma terrível injustiça. Aquilo que as pessoas defendem e argumentam deixa de importar. As chagas do corpo são o programa político. Este é um tipo de política que mata a boa política, desde sempre feita de debate, confronto, compromisso e negociação."

Merece ser destacado...

… no Diário de 
Vasco Pulido Valente
no "Público" de hoje, 02 Novembro 2019.

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Vasco Pulido Valente
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No dia 27 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Marcelo descobriu agora, para passar o tempo, o desporto. Já andou a dizer enormidades a Rosa Mota e hoje exibiu à nação Figo e João Sousa.
É um Presidente muito cansativo."
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No dia 30 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Estive à espera. Esperei muito, mas finalmente ela foi pronunciada num discurso pesado de Augusto Santos Silva -- a palavra "traição". Bem sei que se tratava só da possível traição do Bloco e do PC ao seu eleitorado. Mas estas coisas não se dizem em vão. Se o PC e o Bloco fizeram chantagem com o PS, alegando que ele não era suficientemente de esquerda, chegou agora a altura de o PS fazer chantagem com o Bloco e o PC, acusando-os de não serem fiéis ao cadáver da "geringonça". Estas pequenas guerras religiosas são mais destrutivas do que se pensa. Como se viu durante a campanha eleitoral, o PC e o Bloco perderam qualquer espécie de racionalidade.
Felizmente, não governavam. Infelizmente, o PS governa, e facciosismo não lhe falta para alimentar esta querela. Não há aqui "traição". Nem uns nem outros têm direito a chamar-se "comunistas" ou "socialistas". Marx morreu e, se estas esquerdas não morreram ainda, foi por puro acaso."

Reuniões&Passeios... 010

31 de Março de 1996
em Sines, a caminho da
Ilha do Pessegueiro

Cortaram a cabeça do Vasco da Gama e ainda se riem...
( A equipa dos horários)

31 outubro 2019

Diários antigos... 1

11 de Maio de 1952
(estamos em Castelo Branco)
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Esta manhã, no Ginásio, o Orfeão Maior do Liceu gravou para a Emissora Nacional, mas... o "Amen" de Handel, a coroa de glória do programa ...e do Orfeão, não foi aproveitado porque, embora tivesse sido cantado sempre bem nos ensaios, saíu agora que foi uma vergonha!...
De tarde, estivemos a ouvir a gravação, no Liceu.
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Esta tarde, o futebol teve resultados fenomenais:
Benfica - Estoril 8-2
Sporting - Marítimo 5-1
Belenenses - Académica 5-1
Juventude de Évora - Atlético 5-1
Porto-Braga 10-1
Covilhã- Boavista 5-0
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Na 2ªDivisão
Vitória de Setúbal - Lusitano de Évora 1-3
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À noite, vi um dos melhores filmes que por aí têm aparecido: "Um lugar ao Sol", com a Elisabeth Taylor e Montgomery Clift.

30 outubro 2019

O novo governo...

(Esta corre na Net...)
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"Se bem entendo, temos um secretário de estado adjunto e da administração interna e uma secretária de estado da administração interna, mas não devem ser confundidos com o secretário de estado da descentralização e da administração local, e muito menos com o secretário de estado da conservação da natureza, das florestas e do ordenamento do território que, naturalmente, não se confunde com o secretário de estado do planeamento nem com o secretário de estado das infra-estruturas, sendo os dois diferentes do secretário de estado da mobilidade, mas também do secretário de estado do desenvolvimento regional, totalmente distinto da secretária de estado da valorização do interior que, em qualquer caso, em momento nenhum pode ser associada ao secretário de estado da agricultura e do desenvolvimento rural.

É agora que o território nacional vai ficar um brinquinho!

29 outubro 2019

Olha o que eu fui descobrir...

... Um diário de 1950!... 
Quando eu estava no 5ºano do Liceu, em Castelo Branco.
Deve ter "coisas" interessantes...
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Em 30 de abril de 1950, os alunos do 4ºAno fizeram uma Excursão (agora diz-se "visita de Estudo...") à Barragem do Castelo de Bode tendo passado pela Sertã, por Tomar, por Abrantes e por Nisa.
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A Maria Onémia Cardoso Carmona, a Maria Alice Lalanda Baptista, a Maria Regina Bidarra e NN.
Ao fundo, à direita, sem grande contraste, o dique da barragem 
ainda em construção. 
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 À saída de Abrantes, com o Zé Amaral, cá fora, o Pires Antunes a espreitar, lá no alto.
Nas janelas, a "fazerem-se à fotografia", o António Tavares, o António Lopes Dias, a Regina Bidarra, NN, a Raquel Alexandra de Moura, a Maria Alice Lalanda e a Maria Onémia Cardoso Carmona.
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Num jardim em Abrantes
Podemos ver
na 1ªfila:
a Maria Regina Bidarra, a Maria Alice Lalanda, a Milú, a Maria Rosa Ribeiro Ramos (Rosinha do Pombalinho), a Maria Emília Lopes Esteves ("a inconquistável") e a Susana Vaz Oliveira

Na 2ªfila:
a D.Maria Clara Gouveia, professora de Canto Coral e a DrªMaria Augusta de Carvalho, professora de Físico-Químicas.

Na 3ªfila:
NN, a Maria Onémia Carmona Cardoso, Irene Silva Lopes, Raquel Alexandra de Moura, o Dr.Catana Diogo, professor de Geografia, a Noémia Sequeira Ribeiro, Maria Júlia Torres Peixoto, o José Amaral (meio encoberto), jjmatos, Armindo Marques Taborda, António Forte Salvado, José Castilho Monteiro, António Roque Antunes e José Joaquim Delgado Domingos.
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Já em Tomar (?)...
Um conjunto onde identificamos, 
na primeira fila: o António Tavares, a Maria Alice, a Maria Regina e o jjmatos.
na zona central: o António Belo, o Tó Zé Pires Antunes, o Zé Amaral, a Maria Onémia, a Milú, NN, o Luís Milheiro e o Joaquim(?) Belo
Mais atrás: NN, o João Silva (Frey Roy) a Raquel Alexandra e a Júlia Preixoto.
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Em Tomar, no Convento de Cristo. O Sol estava a pino!
Na fila da frente, o António Belo, a Regina Bidarra, a Noémia Sequeira Ribeiro, o António Salvado, o Jorge Veríssimo e o António Tavares.

Lá mais no "miolo", descortinamos as caras do Dr.Catana Diogo, do Tó Zé Pires Antunes, da Raquel Alexandre de Moura, da Maria Alice, da Milú. Mais à direita, dá para ver que as professoras Maria Clara Gouveia e Maria Augusta de Carvalho já estão um pouco cansadas... E nem pensar que tivessem sido os alunos que... lhes "moeram o juízo"! Ai se fosse hoje... Não passavam de Abrantes... 
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Um grupo de alunos em Tomar(?)
À frente, sentados: Maria Noémia Sequeira Ribeiro, Maria Alice Lalanda Batista, Maria Rosa Ribeiro Ramos (Rosita do Pombalinho), Joaquim Belo, Jorge Veríssimo e António Roque Antunes (de boina).
Mais atrás, da esquerda para a direita, identificamos mais alguns:
o Tó Zé Pires Antunes e a Maria Regina, a Júlia Peixoto e a Maria Emília Lopes Esteves, o José Joaquim Delgado Domingos, o José Castilho Pereira Monteiro, o Luís Milheiros.

28 outubro 2019

Eles foram professores do Liceu...

António Gualberto Corvo Mendes
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Foi professor efectivo do 5ºGrupo (Geografia) que veio do Liceu Diogo de Gouveia em Beja. Tomou posse em 15 de Julho de 1958 e permanece no Liceu até ao fim do ano lectivo de 1961/62 ano em que concorre a Lisboa. Em 16 de Janeiro de 1959 é nomeado Director das Instalações de Geografia. Foi Director do 1ºCiclo nos dois últimos anos passados no Liceu.

Corvo Mendes já tinha bastante idade quando o conheci. Na ausência de material didáctico para os seus alunos do 2ºCiclo, o Dr. Corvo Mendes dava-se ao trabalho de desenhar em casa os mais variados tipos de mapas geográficos que depois mandava gravar em stencil e reproduzia para que os alunos pudessem pintar ou escrever às perguntas que ele sugeria… “Cobrava” dois tostões por cada mapa. 

Anos mais tarde costumava vê-lo na pastelaria Ateneia, ali junto ao elevador de Santa Justa, no primeiro andar na esquina da rua do Ouro, acompanhado por uma senhora, também ela de muita idade, ali passando as tardes, à espera do lanche, a observar o movimento e a ver passar o tempo… Era um bom homem, o Dr. Corvo Mendes.

27 outubro 2019

Reuniões&Passeios... 009

Em 4 de Outubro de 1996,
num jantar com "moqueca"...
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Um "cantinho das fumadoras"... sem cigarros!...

26 outubro 2019

Merece ser destacado...

… no Diário de 
Vasco Pulido Valente
no "Público" de hoje, 26 Outubro 2019.
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Vasco Pulido Valente
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No dia 20 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Estão no Governo de Costa 27 deputados socialista recém-eleitos para a Assembleia de República e substituídos pelos homens sem cara que vinham a seguir nas listas. 
Esta vergonha é habitual: os partidos põem à frente gente com algum crédito para mostrar que se importam com o povo e depois essas duas dúzias de notabilidades vão para o governo e deixam o que sobra a falar sozinho. Quem manda na Assembleia é o governo e as direcções partidárias. Devia ser o contrário"
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No dia 21 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Rui Rio recandidatou-se a presidente do PSD. Cada vez que abre a boca cria um pequeno tumulto. A estravagância deste homem vai instaurar a desordem no Parlamento e na vida política portuguesa. Aparentemente, ainda ninguém deu por esta manifesta realidade."
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No dia 22 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Vão mudar Franco, ficam os caídos. E, entre eles, o vale."
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No dia 23 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"Não param de chover asneiras sobre a composição do Governo de António Costa. Um governo pequeno de uma dúzia de notabilidades, políticas ou profissionais, podia limitar o arbítrio do primeiro-ministro; um governo de 19 ministros e cinquenta e tal secretários de Estado faz do primeiro-ministro um déspota absoluto."
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No dia 24 de Outubro, VPV escreveu no seu Diário:
"A esquerda continua a dizer que não se deve falar sobre André Ventura e continua a falar ininterruptamente sobre André Ventura."

À sua Crónica de hoje...

...Miguel Esteves Cardoso
...deu-lhe o título
A merda de Lisboa

Antes de construir novos aeroportos, para receber mais
milhões de cagadores, construam esgotos e ETAR para
Lisboa não cheirar mal. Por muito bonita que seja, o
cheiro a merda atira-a para a mais suja e miserável condição
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Miguel Esteves Cardoso
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"Morremos de saudades de Lisboa, nós, os lisboetas exilados. Não é paradoxo: quanto mais bonito o exílio, mais a saudade custa. Por muito bonito que um sítio seja só Lisboa é que é Lisboa.
Saímos do Largo do Camões pelo Chiado fora, registando melhorias, ausências, novidades e desilusões.
"Aqui era a Pastelaria Marques", digo eu à Maria João, apontando o que hoje é a Stradivarius. Mas e. la é novitas e não se lembra da Marques
Maior foi a minha melancolia: era a pastelaria favorita da minha mãe. Eu preferia a Ferrari e não era, como teimava a minha mãe, por causa da marca dos automóveis -- era por causa dos folhados de carne, dos babás de rum, dos duchaises e dos batidos de morango.
Fomos lanchar à Confeitaria Nacional, o último reduto da velha guarda, onde há bolo-rei à farta, mesas vazias, empregados exímios, clientes felizes e um mundo inteiro de delícias por provar.
Andámos pela Baixa, por cada rua, várias vezes.. Mas, desde o princípio do nosso passeio , por onde quer que andássemos, fomos acompanhados por um fedor horrendo a merda velha de esgotos sobrecarregados.
Olhámos à nossa volta para as multidões de turistas e lisboetas. Há um excesso da cagadores. Como é que o chiado e a Baixa de Lisboa não hão-de cheirar a merda?
Antes de construir novos aeroportos, para receber mais milhões de cagadores, construam esgotos e ETAR para Lisboa não cheirar mal. Por muito bonita que seja, o cheiro a merda atira-a para a mais suja e miserável condição.
Lisboa, quem vive nela e quem a visita, merece cheirar bem. Ou a nada."
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É o "estilo de MEC" que nós até lhe desculpamos...

Até nunca, Tomás Correia

... é o título do Editorial
do Público
nesta manhã de 
Sábado, dia 26 de Outubro,
assinado pelo seu Director
Manuel Carvalho.
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Manuel Carvalho
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Cito apenas um pequeno excerto:
"(...)
Ninguém consegue perceber o que leva um homem culto e inteligente como José Eduardo Martins, do PSD,  ou um homem experiente como João Soares, do PS, a apoiá-lo depois de se saber tudo o que se sabia do seu passado. Como não se percebe o que faziam na sua órbita Manuela Eanes ou o padre Vitor Melícias.
Bastava lembrar que no auge dos devaneios criminosos da banca Tomás Correia teve negócios duvidosos envolvendo Ricardo Salgado e o construtor José Guilherme para que houvesse um máximo de cautelas e um mínimo de decência para o afastar de cargos de responsabilidade. Tivemos de esperar que o Governo colocasse a associação sob o escrutínio dos seguros para que todas as queixas contra si avançassem e se concluísse  o inevitável: que Tomás Correia não tem idoneidade para desempenhar as suas funções."
(...)

25 outubro 2019

Vamo-nos perder no tempo....

É atribuído a Fernando Pessoa o texto que aqui reproduzo.
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Fernando Pessoa
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"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

24 outubro 2019

Escrito na pedra...

In “Público"
20.10.2019
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SA nação britânica é única neste aspecto: é o único povo que gosta que lhe digam que as coisas correm mal e que tem de se preparar paro o pior.
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Winston Churchill
1874 – 1965
estadista britânico

23 outubro 2019

Reuniões&Passeios... 008

18 de Junho de 2005
Grupo de Professores Europeus
que estiveram na nossa Escola em Setúbal,
num passeio em que ficaram a conhecer Lisboa. 

Na rua Augusta em direcção ao Chiado 
e a S.Pedro de Alcântara

22 outubro 2019

Eles foram professores do Liceu...

Rómulo Vasco da Gama Carvalho
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Nasceu em Lisboa, em 24 de Novembro de 1906.
Era professor efectivo do 7ºGrupo (Físico-Químicas)
Veio transferido nos termos do nº4 (*), do Artº 98, do Decº nº36508, de 17 de Setembro de 1947, precedendo concurso, do Liceu Nacional de Leiria, por portaria de 7 de Fevereiro de 1959, visada pelo Tribunal de Contas em 18 de Fevereiro de 1959, publicado no Diário do Governo nº49, II Série, de 27 de Fevereiro de 1959.
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Rómulo de Carvalho
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Tomou posse em 6 de Março de 1959 mas manteve a Comissão de Serviço no Liceu Normal de Pedro Nunes, como Professor Metodólogo de Física e Química, e durante os três anos lectivos em que foi professor efectivo no nosso Liceu, Rómulo de Carvalho manteve a Comissão de Serviço como Metodólogo no Liceu de Pedro Nunes.
Enquanto efectivo do Liceu de Setúbal, foi-lhe concedido o aumento de vencimento correspondente à primeira diuturnidade, por portaria de 14 de Dezembro de 1960, visada pelo Tribunal de contas em 21 de Dezembro daquele ano e publicada no Diário do Governo nº3, II Série, em 4 de Janeiro de 1961, com efeitos retroactivos referentes a 18 de Julho de 1960.
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(*) - Artº.98 do Decº nº36508, de 17 de Setembro de 1947:
"1. A Direcção-Geral, tendo colhido a informação da Inspecção do Ensino Liceal, ou da Mocidade Portuguesa ou Mocidade Portuguesa Feminina, tratando-se de professores contratados, fará publicar no Diário do Governo a relação graduada dos requerentes admitidos. Essa publicação terá de ser feita dentro de trinta dias , a contar do termo do prazo para entrega dos requerimentos.
4. A nomeação ou autorização para o contrato recairá no requerente graduado em primeiro lugar."

21 outubro 2019

Parabéns!... 21 de Outubro

A Luisa Abreu faz anos hoje.
Um belo dia de aniversário…
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Maria Luísa Duarte Gomes Abreu

20 outubro 2019

Humor antigo...

...com o traço de
Don Flowers.

- A ver se assim acordas!... Ou vieste passar
o dia comigo ao campo para descansar?

19 outubro 2019

A Espanha nem una nem grande nem livre

...no "Título" do Espaço Público
assinado por
José Pacheco Pereira
 no "Público" de sábado.
dia 19 de Outubro.

José Pacheco Pereira
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"Este é um artigo indignado e como eu sou de raras indignações podem parar de o ler aqui. Nestas alturas estou-me positivamente "marimbando" -- sem desculpa pelo plebeísmo porque preciso da sua força --para as nossa tricas nacionais, e para o gigantesco espectáculo de hipocrisia que é a União Europeia, capaz de se mobilizar pelas mais minoritárias causas da moda, mas indiferente ao que se passa na Catalunha.
Como cá. São todos muito liberais, todos muito preocupados pelas liberdades (económicas), todos muito tradicionais, alguns muito revoltados com a repressão (na Venezuela ou em Cuba), e chega-se à Catalunha e ficam todos muito indignados com a "violência" na rua, todos muito legalistas, , todos indiferentes a um processo político persecutório, todos olhando para o lado para não verem as multidões na rua, e acima de tudo para não verem as faces dessa multidão. Para não verem que eles são iguais a nós, velhos, mulheres, donas de casa, moradores, professores, funcionários... "
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NB - Deixo apenas este pequeno excerto mas vale a pena ler todo o artigo.

São quadras, meu bem!... São quadras...

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Um dia fui a uma feira      
E não sei como isto foi!...          
Comprei 'ma vaca leiteira
Cheguei a casa, era boi!...

O meu pai ficou trombudo
A mãe disse: "não faz mal!...
Vai mungir o animal
Que em Lisboa bebem tudo..."
 .
De uma revista do Maria Vitória há 50 anos, (agora mais 25...)
relembrada em 9 de Março de 1994 ,  no Restaurante "Os Potes",  
pelo  Dr.José de Soveral Rodrigues