25 março 2016

Parabéns aos autores...

... pela nova homenagem que prestaram à nossa Cidade de Castelo Branco. Isabel Carriço e Fernando Branco merecem o aplauso de todos nós.

Isabel Carriço e Fernando Branco
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Acabo de receber uma mensagem sobre a nova Medalha de Castelo Branco que me foi enviada pelos autores, a Isabel Carriço e Fernando Branco.
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Bons amigos
Aqui vai a medalha de CASTELO BRANCO
o nosso último trabalho e a moeda das Colchas.
Beijos e abraços Isabel e Fernando
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Soube ontem, através de Reconquista, que “ O aniversário da cidade serviu de mote para o lançamento de nova medalha de Castelo Branco. Da autoria de Isabel Carriço e Fernando Branco, autores da primeira moeda produzida em Portugal com motivo de cor e que teve por base o bordado de Castelo Branco, a nova medalha é numerada e teve uma produção limitada e numerada de 100 unidades. A primeira ficará depositada no cofre da autarquia e a segunda e a terceira foram entregues aos ex-Presidentes da Câmara César Vila Franco e Joaquim Morão.
A medalha tem a particularidade de ter nomes de ilustres albicastrenses numa das faces, o bordado de Castelo Branco na outra e ao centro um módulo que gira dentro da medalha, tendo o brasão do concelho de um lado e a nova imagem gráfica da cidade no outro.”
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Na mensagem que recebi esta manhã, Isabel Carriço apresentou alguns dados que pesaram na escolha das individualidades cujos nomes figuram nesta sua recente obra medalhística.
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A medalha:


O anverso e o reverso  da Medalha de Castelo Branco 
podem ser vistos de duas maneiras distintas
devido à mobilidade a placa circular central.
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E, num apontamento informativo, os autores dão-nos a conhecer algo mais sobre a Medalha agora dada a público:
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"Quando em 2015 aqui viemos, na qualidade de autores da Moeda Colchas de Castelo Branco, a primeira moeda com cor em Portugal, da série Etnografia Portuguesa, para o seu lançamento pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, tivemos o gosto e a honra de ser convidados pelo Senhor Presidente da Câmara para criarmos uma Medalha que representasse Castelo Branco.

Representar Castelo Branco numa medalha não é fácil, sendo o seu percurso histórico e o seu presente indubitavelmente recheados de factos e entidades tão notáveis que é impossível caberem todos numa peça tão pequena."

Assim, tivemos em atenção e propusemo-nos incluir três elementos que, de certo modo a pretendem definir:

1 – Ao centro o seu Brasão – símbolo da sua identidade como Autarquia. Mas, este símbolo tanto se refere ao significado do conteúdo duma das faces da medalha, como da outra. É pertença de ambas as realidades. Por isso, resolvemos inclui-lo numa pequena peça centrada que, rodando em torno dum eixo vertical, vai marcar a sua presença no lado para que esteja virada.

2 – Numa das faces, um desenho do bordado das suas Colchas, seu Património, inspirado na barra de uma colcha existente no Museu Machado de Castro, em Coimbra.

3 – Na outra face, estão inscritas quinze Personalidades nascidas em Castelo Branco com excepção de D. Pedro Alvito e do seu primeiro Bispo que, de qualquer modo, deram o seu contributo a esta Cidade para sua História e de Portugal ultrapassando muitas vezes as suas fronteiras.

Escolher e seleccionar esse conjunto torna-se difícil e sempre incompleto; será sempre controversa a sua escolha mas tivemos o privilégio da ajuda de três investigadores que nos deram as hipóteses da selecção para incluirmos na medalha.

Queremos por isso, deixar aqui o nosso agradecimento ao Senhor Dr. José Martins, ao Senhor Arquitecto José Afonso e ao Senhor Dr. Alberto Tavares Barreto por essa indispensável contribuição.

Daremos assim o Nome e uma pequena resenha das personalidades aqui incluídas, com limite no início do século XIX:
  
1 – D. PEDRO ALVITO – (séc. XIII) 11º Mestre da Ordem do Templo e dos Três Reinos concedeu em 1213 a primeira Carta de Foral à povoação de Vila Franca da Cardosa, na qual é já designada por Castelo Branco.

2 – AFONSO DE PAIVA – (c.1443-c.1490) Incumbido por D. João II, para juntamente com Pêro da Covilhã, tentarem obter notícias no Oriente sobre as rotas comerciais para a Europa, da Índia e do mítico Preste João.

3 – JOÃO ROIZ DE CASTELO BRANCO, nasceu no século XV, Cavaleiro nobre, Fidalgo da Casa Real das Cortes de D. Manuel I e D. João III. Contador da Fazenda da Beira e Almoxarife da Guarda. Humanista, é mais conhecido pelos poemas incluídos no “Cancioneiro Geral” de Garcia de Resende, entre eles a sua cantiga “Partindo-se”

4 – João Rodrigues, mais conhecido por AMATO LUSITANO – (1511-1568) Cursou Medicina na Universidade de Salamanca. Exerceu clínica em Lisboa. Em 1534 partiu para Antuérpia onde permaneceu 7 anos. Foi depois para Ferrara e, em 1550, é chamado a Roma para tratar do Papa Júlio III. Fugindo de perseguições vai instalar-se em Ragusa (hoje Dubrovnik). Mais tarde fixa-se em Salónica onde morre e aí enterrado no cemitério judeu. Escreveu vários Tratados de Medicina e as 7 Centúrias.

5 – Frei BARTOLOMEU DA COSTA – (1553-1608) Doutorou-se em Teologia na Universidade de Coimbra. Em Lisboa ocupou o cargo de Tesoureiro-mor e Coadjutor da Sé, onde está sepultado. Muito ligado à Misericórdia de Castelo Branco foi homenageado com um monumento quando das Comemorações do V Centenário.

6 – FILIPE ELIAS DE MONTALTO – (1567-1616) Estudou Filosofia e Medicina em Salamanca. Casou em Castelo Branco mas resolve emigrar e segue para Livorno onde se estabelece como médico. Maria de Medicis convida-o para seu médico; ele aceita na condição de poder praticar a religião judaica. Em 1614 publica em Latim “Archipatologia” a sua obra mais importante e pioneira onde se estudam doenças mentais. Após a sua morte o seu corpo já embalsamado é levado para cemitério de Oudekerk da Comunidade Judaica, em Amsterdão.

7 – ANTÓNIO SOARES DE ALBERGARIA – (1581-1639 ou 1640?) Ordenado presbítero, sendo Beneficiado da Colegiada da Igreja de Santo Estêvão, em Lisboa. Notabilizou-se como heraldista, genealogista e pelas suas célebres obras “Tropheos Lusitanos” e “Livro de Armaria”.

8 – MIGUEL ACCIOLY DA FONSECA LEITÃO – (c.1609-c.1674) Estudou em Coimbra. Desembargador da Casa da Suplicação, Juiz dos Órfãos do Porto e Cavaleiro da Ordem de Cristo. Genealogista escreveu “Famílias de Castelo Branco”, “Famílias do Reino de Portugal” e “Árvore de Costados de Títulos de Portugal”. Sindicante Geral dos Estados do Brasil.

9 - PADRE ESTÊVÃO CABRAL – (1734 – 1811 ou 1812?) Nasceu em Tinalhas. Em Coimbra, ingressou na Companhia de Jesus em 1751. Foi, no Curso de Matemáticas que desenvolveu o seu entusiasmo pelo estudo da Hidráulica. Esteve em Itália e regressou a Portugal a pedido de D. Maria para estudar os leitos dos rios de Portugal.

10 – JOSÉ PESSOA TAVARES DE AMORIM – (1738-1815) Sargento-Mor da Companhia de Ordenanças de Castelo Branco; Vereador da Câmara, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo. Um dos homens mais ricos da Beira, como disse o Engº Manuel Castelo Branco, no tempo do Marquês de Pombal.

11 - D. Frei José de Jesus Maria Caetano - 1º Bispo da Cidade de Castelo Branco entre 1771 a 1782. Nomeado pelo Rei D.José e associado à elevação da vila a Cidade. Pôs cobro ao terror da Inquisição em Castelo Branco.

12 – MANUEL JOAQUIM HENRIQUES DE PAIVA – (1752-1829) Estudou Medicina, Filosofia e Farmácia. Doutor em Medicina, Lente de Química em Coimbra. Fidalgo e Médico da Casa Real. Faleceu no Brasil.

13 – JOSÉ ANTÓNIO MORÃO (1786-1864) Licenciatura em Medicina. Deputado por Castelo Branco e depois Governador do Distrito. Provedor da Misericórdia. Reitor do Liceu de Castelo Branco. Dramaturgo e Tradutor. Legou a sua vasta Biblioteca à Cidade de Castelo Branco.

14 – RAFAEL JOSÉ DA CUNHA (1791-1868) Grande proprietário, notável lavrador e criador do gado português. Com ele começou um longo processo para a construção do chamado Palácio dos Cunhas na Praça Velha, só acabada após a sua morte.

15 – MANUEL VAZ PRETO GERALDES (1828-1902) Bacharel em Direito pela Universidade de Coimbra e Deputado do Partido Constituinte. Teve grande influência na construção da linha de Caminhos de Ferro da Beira Baixa.
Director da Infância Desvalida de Castelo Branco, e intitulado Patrono da Beira Baixa.
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NB - Espero que uma tiragem tão curta não dificulte a aquisição de alguns exemplares.

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