Faz hoje 50 Anos...

Capela de Nosso Senhor do Bonfim
Em 8 de Abril de 1960
A Vendedeira de Peixe
A atitude da vendedeira de peixe que interrompe momentaneamente o trabalho para olhar o espectador leva a pensar que o retrato tenha sido encomendado pela própria mulher. Suposição ue não é de modo algum descabida se pensarmos que o interesse pela pintura alastrara por todas as classes da população e que entre os coleccionadores havia também alguns de condição mais modesta.
Cfr. Marco Valsecchi
José Sócrates - "primeiro ministro"...
"Câmara da Guarda afastou José Sócrates da direcção de obras nos anos 90 e repreendeu-o por desleixo profissional".
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"Duas repreensões por unanimidade, ameaças de sanções legais e severas críticas dos serviços camarários foram o resultado dos últimos anos da actividade de José Sócrates como projectista de edifícios na Guarda, entre 1987 e 1991"
"José Sócrates foi afastado pela Câmara da Guarda, em 1990 e 1991, da direcção técnica de obras particulares de cujos projectos era autor, depois de ter sido várias vezes advertido por causa da falta de qualidade dos seus projectos e da falta de acompanhamento das obras - chegando a ser ameaçado com sanções disciplinares. Num dos casos, a saída de cena do então engenheiro técnico, que era deputado em regime de dedicação exclusiva há mais de dois anos, foi imposta pela autarquia socialista como condição para o desembargo da obra que projectara e dirigia."
No conjunto de 26 processos de licenciamento encontrados pelo PÚBLICO, no Arquivo Municipal da Guarda, em que Sócrates esteve envolvido como projectista e responsável de obra entre 1987 e o final de 1990, em acumulação com a actividade de deputado num período em que era presidente da Federação do PS de Castelo Branco, avultam três em que o seu nome foi substituído na direcção dos trabalhos sem que ele ou o dono da obra o tenham requerido.Em dois destes casos o actual primeiro-ministro foi substituído por outros técnicos depois de ter sido repreendido por escrito pelo então presidente da câmara, Abílio Curto.
As repreensões em causa foram enviadas pelo correio a José Sócrates, na sequência das deliberações camarárias, aprovadas por unanimidade, que o admoestaram pelo "pouco cuidado posto na elaboração do projecto" (1987) e pela "falta de fiscalização das obras de que é autor dos projectos devendo fiscalizá-las rigorosamente" (1990).
Anteriormente às advertências aprovadas pelo executivo já alguns técnicos camarários tinham subscrito diversas críticas à falta de cumprimento dos regulamentos em vigor por parte daquele projectista, nestes e noutros processos, redigidas em termos mais severos do que as deliberações do executivo.
Quanto à informação que deu origem à primeira das repreensões aprovadas pela câmara, o então chefe da repartição técnica da autarquia, já falecido, escreveu textualmente: "O senhor eng. técnico José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa foi já advertido pelo pouco cuidado que manifesta na apresentação dos trabalhos apresentados nesta câmara municipal e continua a proceder de igual forma, sem o mínimo respeito por ela e pelos seus técnicos (...) Deverão solicitar-se mais uma vez os elementos nas devidas condições e adverti-lo que não se aceitarão mais casos idênticos, sob pena de procedimento legal." A informação conclui, observando que se Sócrates "não pode ou não tem tempo de se deslocar à Guarda para fazer os trabalhos como deve ser só tem um caminho que é não os apresentar."
É este homem que o PS entendeu promover a primeiro ministro... Será que no PS é difícil encontrar homens honestos?!... Não!...Eu não acredito...
Será que, dentro do PS, todos continuam a aceitar isto?!... Será que continuam a ver a política como se se tratasse de um "clube" de futebol???!!!...
Sou do Benfica desde que nasci... independentemente do "pantomineiro" que o dirige!!!
Será que nem sentem um mínimo de vergonha de terem um dirigente máximo com este curriculum?!!...
E a Procuradoria Geral da República?!... Depois desta notícia e do que nela se relata, vai de novo "assobiar para o lado"?!!!...
NB - Independentemente da "cor política", gosto cada vez mais do JAC. Faz-me lembrar aqueles "cães que não chateiam ninguem"... mas que, quando lhes batem sem fundamento "arreganham a carduça" e ferram os dentes... para nunca mais largar! Possuidor deste nome - "Cerejo" - sou levado a pensar que o Jornalista José António Cerejo deve ter origens no Rosmaninhal, na Beira Baixa, de onde é natural o meu colega e Amigo de infância e juventude João Maria Gerejo Goulão que conheço desde a época em que frequentámos o Jardim Escola de Castelo Branco, em 1939... época essa em que havia apenas um Sócrates, o Filósofo, com quem, uns anos mais tarde, o Dr.Duque Vieira nos "atazanava" as meninges nas aulas de Filosofia...
A Bela e a Ana Paula
"Todas se dirigiram lá mais para trás onde tomaram lugar na ala esquerda daquela ruidosa “assembleia”... A Olga com a Ana Paula e a Luisa com a inseparável Isabel.
O autocarro rumou ao Alentejo profundo via Águas de Moura e Pegões… pela estrada antiga! Para pouparem uns miseráveis tostões não foram pela auto-estrada! E a viagem foi insuportável levando quase três horas para chegar a Monsaraz!
Tudo isto apesar dos esforços do Fernando Fidalgo, que é um “entertainer” de muito mérito...
Passámos por Reguengos de Monsaraz e nem parámos porque o atraso era grande.
Subimos a Monsaraz, quinze quilómetros mais além, e percorremos a pé as ruas da povoação. É uma terra muito bonita, talvez mais virada ao turismo do que Óbidos no que respeita a Restaurantes e locais para dormir, com ruas muito curiosas calcetadas com pedra xistenta, por vezes muito íngremes... mas gostei mais de Óbidos!
Saídos da Igreja, que acabávamos de visitar, já de novo na rua principal de Monsaraz, demos de caras com algumas caras conhecidas que não tinham vindo connosco.

A rua principal de Monsaraz
Era a gente nova a fazer a sua aparição. Era a Marina, era a Glorinha era a irmã da Glorinha, era a Amiga da Glorinha que uma noite, em Janeiro, apareceu para observar as estrelas numa sessão, amplamente fotografada, que realizámos no Liceu. O anfitrião Carlos Marques guiava aquelas Pleiades cheias de vida, feito um Hércules que não se sentia propriamente um Pai... E logo ali fizemos algumas fotografias para que a posteridade possa vir a ter a grata felicidade de testemunhar este encontro.
A Glória, o Carlos e a Marina
Durante a estadia em S.Pedro do Corval esta constelação teve fugazes períodos de visibilidade... O céu estava de facto bastante nublado neste Alentejo profundo que hoje visitámos...
Junto ao castelo, um grupo onde podemos identificar a Manuela (Serra) a Isabel Lopes, a Rosa Capela, a Fernanda Machado Pinto, a Eduarda Gonçalves, a Antonieta Gil, a Fernanda Canto, a Clara Lopes com a filha, o Gil e o Lima.

A Marina e a Maria da Glória
A Celeste Celejo e a Rosa Maria Capela
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O Ernesto Vitorino, agora mais visível à esquerda, e, no lado direito, o Carlos Marques, a Maria da Glória, o José Flórido, a Marina Silva e o Fernando Fidalgo.
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O José Flórido, a Luisa Neto e a Zulmira Ribeiro
A Isabel Lopes e a Olga
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A Isabel Lopes e a soprano Teresa Inácio
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A Ana Paula e o painel de pratos pintados
"Com a data da visita assinalada e com o nome da povoação em letras pretas pintadas, os proprietários não quiseram deixar de oferecer, a cada um de nós, um pequeno cinzeiro. Mesmo para quem não fumava... Foram simpáticos."
A Isabel, a Celeste e a Zulmira seguem com a
atenção devida o trabalho do oleiro.
A Eduarda Gonçalves, a Fernanda Vitorino e a Aline observam também com rigor a formação daquela peça. Mas não foi por isso que todas puseram os óculos…
"Pouco depois de iniciada esta visita, e enquanto a maioria dos coralistas envolvia o local em que os dois artesãos trabalhavam, o Carlos Marques, naquele seu jeito simples e tímido, mas orgulhoso nas suas palavras, aproximou-se de mim junto da “parietal” exposição dos pratos, para discretamente me segredar no meio de um sorriso que antevi cheio de ternura e admiração:
“Aquele... lá no canto... é o meu Pai!“ Se um facto tivesse de ser escolhido para relembrar o dia 4 de Abril de 1998, para mim, esse facto seria o que acabei de contar...
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Fomos dali para a Igreja e o Sarau decorreu com a normalidade prevista...Umas fífias “imperceptíveis” umas entradas a destempo... uma coisa aqui outra acolá, tudo sem perderem pergaminhos!

O concerto na Igreja de S.Pedro do Corval
À direita, o pianista e antigo aluno, Miguel Matos e a Teresa Inácio.
Um pormenor muito positivo que diz alguma coisa sobre a alta qualidade do Grupo Coral da nossa Escola é o facto de todos terem acabado ao mesmo tempo... Ah!... Ah!... Ah!... Puxa! Já não se pode brincar!...
Os dois antigos alunos do Liceu, Miguel Matos e Teresa Inácio.
"O Miguel Matos fez a primeira parte do programa interpretando a solo, no órgão, cinco peças musicais de fundo monástico e acompanhou depois o Maestro Cantor João Paulo Reya em dois trechos, um dos quais era a Avé Maria de Bach/Gounod.
Quanto eu não teria dado para ter ouvido ali e naquele momento, esta mesma Avé Maria de Gounod, interpretada pelo trompete de oiro de Eddie Calvert num arranjo de Stott, feito em 1956... Com certeza, sem dúvida com toda a certeza, teria sido muito melhor... mas adiante!
Não podemos deixar de referir a voz maravilhosa da soprano Teresa Inácio que actuou como solista e que, sendo uma miúda de 17 ou 18 anos, tem uma figura muito bonita, mas não tanto como a voz..."
Um solo da soprano.
Retribuindo os aplausos
"O maestro instalou a banqueta ali quase ao nosso lado e tapava a ala esquerda do Grupo. Tive de mudar de poiso e, por momentos instalei-me na primeira fila onde, mais próximo, pude trabalhar mais à vontade."
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O jantar/ceia decorreu bem.
Uma sopa de cação leve, com o caldo fumegante a entornar-se sobre umas lascas de pão vulgar, sem predicados, e com as postas do seláceo descascadas e cosidas no caldo, servido à parte, como é dos livros...
Depois um “ensopado” de borrego, que não fedia muito... e, para quem possuía umas papilas gustativas demasiado sensíveis e uma pituitária afinada... foi servido, em alternativa, um prato costeletas de porco com as respectivas batatas fritas preparadas em palito um pouco grosso...
O vinho, claro, da Região! Da Adega Cooperativa de Reguengos... Reguengos, tinto, DOC (Denominação de Origem Controlada) de 1997, com uma graduação de 12,5ºvol.
Umas águas minerais e uns refrigerantes para quem não é... bom português!
No final, antes do café, um docinho que, para mim foi de arroz... e que não estava mau apesar de não ter canela.
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A camioneta esperava-nos ao virar da esquina. Passava um pouco da uma da manhã quando acabou o repasto. Faltavam duas horas e meia para me deitar...
E foi por isso que, comentando com a Calejo a fobia do motorista pelas auto estradas , esta, cheia de genica, achou por bem dirigir-se ao “dono da viatura” para lhe sugerir que devia tomar a auto estrada quando chegasse a Montemor o Novo. No que foi bem sucedida!
Sempre podíamos chegar meia hora mais cedo a casa...
Vasco Pulido Valente
A carta:
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A Ana Máxima (2ªfila - 1ª à esq.), a Maria de Lurdes Macedo (última fila - 3ª, com óculos), a minha colega Maria do Amparo Silva (abraçando o candeeiro) e, entre muitas outras, a Directora Madre Margarida Moreno.
A localização do Lar das Doroteias - no Largo da Paz, nº10




Rosa da Conceição Guerreiro Lopes
Apontamento poético de Valper:
“Diz-se que as rosas têm espinhos....
Eu sei duma que os não tem!
Vai seguindo nos caminhos
Da vida, sem destinos
Serena e firme no Bem!!"


Maria Filomena Pires Leite Gomes
Apontamento poético de Valper:
“ De vez em quando
Lá faz o seu banzé…
Mas no geral
Vive na tranquilidade,
Não tem pressa
E faz esperar a maninha
(Não é por mal…)
Uma eternidade!"
. A Ana Máxima não está nesta fotografia mas também foi finalista durante esta ano.

A Ana Máxima Romão de Melo Machado
Apontamento poético de Valper:
“No coração – uma Fé.
Na vontade – um só querer.
É sempre aquilo que é.
E nada mais quer parecer.”
A Ana Máxima era a bondade em pessoa. Era de uma bondade activa.
“Tinha um amor pelos pobres e por todos aqueles a quem a desgraça visitava que chegou a atingir os cumes do heroísmo.”
“As pedras, as vielas do Barredo e muitas “ilhas” do Porto, podem contar o que viram quando a menina “Aninhas” por lá andava.”
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A Ana Máxima era uma das nossas “primas” de Oleiros, filha da prima Clotilde Romão, também ela licenciada em Farmácia, no Porto e farmacêutica em Viseu. Tal como o marido, Dr. Arnaldo de Melo Machado.
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A Ana Máxima licenciou-se no Porto, no dia 29 de Julho de 1958. Casou em Fátima em 8 de Agosto e faleceu em Viseu, na manhã do dia 19 de Janeiro de 1959. Tinha acabado de fazer 26 anos… Deixou-nos uma saudade imensa.
A "prenda" que a Filomena acaba de me oferecer, ficou um pouco para o fim…
Mas ainda há tempo e espaço para dizermos alguma coisa sobre o livro de que é autora a Irmã Maria Rita Valente-Perfeito (Valper)
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Obrigado, Filomena!
Nota: Por lapso tinha trocado o nome do Liceu Normal D.Manuel II (actual Rodrigues de Freitas) com o do Liceu Alexandre Herculano... Agradeço ao leitor Zé_Lucas a chamada de atenção para tal êrro.
O hidro-avião "Lusitânia".
A primeira etapa da viagem foi concluida no mesmo dia, em Las Palmas.
No dia 5 de Abril, partiram para a Ilha de S.Vicente, em Cabo Verde, percorrendo 850 milhas e em 17 do mesmo mês rumaram para o arquipélago de São Pedro e São Paulo. já em águas brasileiras, onde chegaram a 18 de Abril.
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O "Lusitânia" sofreu então alguns estragos devido ao mar revolto e chegou a perder um flutuador. Os dois aviadores foral levados num cruzador português que os deixou na ilha de Fernando de Noronha.
O governo português enviou então um outro Fairey, com o nome de "Pátria".
Depois de uma tentativa falhada em 11 de Maio, com a sequente destruição do segundo hidro-avião, surhe uma terceira aeronave cujo nome era Santa Cruz.
Só em 17 de Junho de 1922, o "Santa Cruz" amarou em definitivo na baía de Guanabara.
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O "Santa Cruz"
Foi no dia 22 de Junho de 1972, cinquenta anos depois desta viagem épica, que a Câmara Municipal de Setúbal promoveu um acto público comemorativo desta primeira Travessia do Atlântico Sul pelos dois brilhantes aviadores portugueses.
Rui Agostinho, Director do OAL
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...- Esta noite, os relógios vão voltar a adiantar uma hora e assim entrar na hora de Verão. Faz sentido, actualmente, manter esta alteração horária?
...- Actualmente, temos de pensar em termos do espaço europeu, já não é só de Portugal. A partir do momento em que entrámos na União Europeia [UE] já não somos nós a decidir, é a própria UE, que, conciliando a vontade dos 27 Estados membros, decide se existe a hora de Verão ou não. Quando há dois anos o Estado português foi chamado a dar parecer, os vários parceiros sociais que fazem parte da Comissão Permanente da Hora [integra representantes de todos ministérios e entidades com interesses nesta área, incluindo o Observatório Astronómico de Lisboa (OAL)] disseram que era positivo manter a hora de Verão ou, pelo menos, não havia desvantagens.
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Era assim que se iniciava a série de perguntas a que o Director do OAL respondeu na citada entrevista.
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O Prof.Rui Agostinho é um bom Amigo do nosso Liceu. Desde a época (1998) em que o Núcleo de Astronomia do Liceu frequentava as sessões das "Últimas sextas-feiras do mês" no Observatório da Ajuda...
Na noite de 6ªfeira, 30 Jan 1998, o Núcleo de Astronomia esteve no OAL

A DrªFilomena Rodrigues apresenta o Prof.Rui Agostinho

Algumas professoras da área das Físicas entre os alunos
Outro aspecto da assistência docente.
Não os maço mais!... Estou quase no fim...
Um albicastrense atento...No final desta Palestra proferida pelo futuro Director do Observatório da Ajuda
estava programada uma sessão de trabalho com as Dirigentes do Núcleo de Astronomia.

A DrªMarina, o Prof. Rui Agostinho e a DrªFilomena