12 maio 2017

São dois braços abertos...

Num poema que 
Miguel Torga 
escreveu em 
em 4 de Abril de 1936
em Vila Nova
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Miguel Torga
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Imagem
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Este é o poema de uma macieira.
Quem quiser lê-lo,
Quem quiser vê-lo,
Venha olhá-lo daqui a tarde inteira.
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Floriu assim pela primeira vez.
Deu-lhe um sol de noivado,
E toda a virgindade se desfez
Num lirismo fecundado.
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São dois braços abertos de brancura;
Mas em redor
Não há coisa mais pura,
Nem promessa maior.
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Miguel Torga
in."Diário I"

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