11 outubro 2014

António Salvado...

...continua a sua "tarefa".
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António Salvado

Recebi esta semana o novo livro que acabou de editar.
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sempre com a simpática e amiga dedicatória:

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António Salvado deixa-nos dois "apontamentos" na página inicial, o segundo dos quais nos toca também de perto, ao recordar um bom Amigo que naqueles tempos era "apenas" o Padre Aurélio...
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Para a nossa 'leitura' servimo-nos de: PRUDÊNCIO, Obras, I e II, introducción, tradicción y notas  de Luis Rivero Garcia, Editorial Gredos, Madrid, 1997; SINÉSIO DE CIRENE, Himnos, Tratados, introducción, traducción y notas de Francisco António Garcia Romero, Editoriam Gredos, Madrid, 1993.  

"        À memória do Senhor
D. Aurélio Granada Escudeiro, Emérito Bispo de Angra do Heroísmo, que, ainda simples sacerdote, foi professor do autor no Liceu Nacional de Nuno Álvares, em Castelo Branco."
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António Salvado diz de Prudêncio:
"Aurélio Prudêncio Clemente nasceu em 348, na Hispãnia Tarraconense, possivelmente em Calagurris (actual Calahorra). Considerado um dos maiores (senão mesmo o maior) poetas cristãos dos primeiros séculos da Era, Prudêncio (nome com o qual passou à posteridade) teve esmerada educação com estudos alargados, o que lhe permitiu alcançar uma carreira administrativa superior (em Roma e Milão), conseguindo até alto posto junto do imperador Teodósio (hispânico como ele). Resultado da sua crença profundamente religiosa e cristã, os seus poemas íntimos (e outros textos, tudo somando um extraordinário número de versos) têm como tema central a exaltação da figura de Cristo e da religião cristã, tema aliás bem de acordo com a personalidade do poeta cujo percurso existencial se norteava, acima de tudo, por vivenciada consagração a Deus.
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De entre outros poemas que o autor nos mostra, escolhi um que aqui vos deixo: 

Feliz aquele que sabe...
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Feliz aquele que sabe fazer
um uso moderado dos seus dons
que com ele nasceram e traçar
limitada fronteira ao seu desfrute;
aquele a quem as ricas aparências
do mundo e o seu encantamento ameno,
a quem dele a abundância desbordante
e enganadora em seus vãos ouropéis
não atrai como a um dócil menino,
nem se consagra a um amor nocivo;
Aquele que é capaz de perceber
que sob uma doçura imaginada
arrasta-se um veneno aterrador
disfarçado de bem enganador.
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Quanto a Sinésio de Cirene voltaremos com ele um dia destes...
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Parabéns, António!... Soube hoje que foste escolhido para "Autor de Outubro", no programa promovido pela "Alma Azul" e que dá pelo nome "Património Cultural da Beira Baixa".
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Vais ser a primeira figura cultural desta série agora iniciada contigo... Também vou ter de enviar os Parabéns ao "Autor de Novembro"... um "patrício meu conhecido" que dá pelo nome de Padre António de Andrade e nasceu em Oleiros.

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