25 setembro 2012

Senhores membros do Governo...

...não brinquem com coisas sérias!
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Farmácias entram em "período de luto" e temem o fecho de 600 no próximo ano.
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A maioria dos associados da ANF vai estar de luto até. pelo menos. dia 13, como forma de protesto contra as medidas do Governo.
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Faixas negras com as palavras "Farmácia de luto" acolhem os clientes que entram nestes estabelecimentos.
A maioria das 1763 associadas da Associação Nacional de Farmácias (ANF) iniciou ontem um período de luto com forma de protesto contra as dificuldades que atravessam, devido às medidas governamentais, e que poderão levar ao fecho de 600 estabelecimentos em 2013.



"Ainda não há dados definitivos, mas a maioria das farmácias aderiu", revela fonte da ANF, liderada por João Cordeiro, adiantando que "nos próximos dias se saberá um número preciso".
Paralelamente a esta iniciativa ... a ANF lançou uma petição onde defende o acesso de qualidade aos medicamentos e condições necessárias  ao normal funcionamento das farmácias. O objectivo é entregá-lo ao Presidente da República, Parlamento e Governo.
(...) a iniciativa envolve, além da Associação, estudantes de Farmácia, jovens farmacêuticos e sindicatos do sector e visa "explicar junto da população as dificuldades que, actualmente, as farmácias vivem".
A situação actual deve-se a "alterações na política do medicamento e à penalização das farmácias, não só pela degradação dos preços dos medicamentos como pela degradação da sua margem".
Os farmacêuticos estão a informar os utentes acerca de resultados de avaliações e estudos realizados sobre o sector, para demonstrar que a s farmácias estão a funcionar com uma margem negativa, ou seja, "sempre que dispensam um medicamento, o que recebem não é suficiente para suportar os seus custos". Porr isso, "se nada for feito, o risco é que um número significativo de farmácias, cerca de 600, possa vir a encerrar". (...) apontando o impacto a nível de emprego, pois "há cerca de 100 mil famílias que dependem directa ou indirectamente, das farmácias.
Estas iniciativas foram decididas em Assembleia-Geral da ANF, já depois de ter sido apresentado o estudo da Universidade Nova sobre o impacto das medidas tomadas pelo Governo.
Na altura, João Cordeiro afirmou que "o sector da farmácias está em colapso. pelas medidas discricionárias e não avaliadas tomadas pelo Governo" e sustentou a sua posição com os seguintes dados: "Desde 2010, o valor das vendas nas farmácias  reduziu-se em 20%, a margem bruta caiu 26%, a rentabilidade operacional das vendas diminuiu 100% e a rentabilidade líquida diminuiu 200%"
Em Junho, havia 1131 farmácias com os fornecimentos suspensos nos grossistas e 457 com processos judiciais para pagamento de dívidas.
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Este é o teor de um artigo, que João d' Espiney assina hoje, no "Público".
Oxalá o Senhor Primeiro-Ministro e os "homens da saúde e das finanças" que o rodeiam, possam recolher daqui alguns dados que os levem a "arrepiar" caminho, no sentido de não verem apenas, nos medicamentos, uma "fonte de poupanças"... Toda a população do país, especialmente os muito idosos e todos os carenciados de saúdeserá afectada por resoluções, não devidamente pensadas (ou pensadas à pressa), do Governo que apenas tem na mira poupar o máximo que puder, através de uma população já indefesa e sem capacidade de revolta...


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