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27 fevereiro 2008

Museu do Prado - Diego Velásquez

Os Bêbedos ou o Triunfo de Baco
Diego Velásquez
1599 - 1660

Os Bêbedos ou o Triunfo de Baco

"Neste quadro, Velasquez oferece-nos uma versão viva de um episódio mitológico. Ele representa um grupo de bebedores, dois dos quais seminus, para dar cor à história antiga. Não há nele traço de mitologia sublime ou retórica, e menos ainda de frieza académica. O tema é tratado com um sentido de viva actualidade e com um realismo muito mais forte do que o usado, por exemlo, por Veronese, quando veste as personagens dos seus temas bíblicos segundo a moda do Renascimento. Todos os rostos de folgazões ou mendigos são maravilhosos pelo realismo expressivo. Alguns apresentam as características cores rubicundas devidas ao abuso do vinho."

Cfr. Marco Valsecchi
In “Grandes Museus do Mundo”
Ed.Verbo – Novembro/1973

26 fevereiro 2008

As minhas fotos preferidas

Pescador nas Fontaínhas

Foto obtida em 05 09 1972

As minhas turmas... 4ºA - 1964/65

4ºAno - Turma A
em 1964/65
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais

Alfredo Manuel Francisco Martins
António Aurélio Pestana da Silva
António Francisco Nunes Santos Teixeira
António José Nascimento Ferro
António José Oliveira Almeida
António Mário Miguéns Marques Barreto
Armando Manuel Carvalheira Pedrosa
Artur José de Almeida Santos
Baltasar Manuel Caetano Mestre


Carlos Alberto Martins Costa Oliveira
Carlos Joaquim Carvalho Ganopa
Fernando Erlindo Santos Rendas
Fernando João Guerreiro Teixeira
Fernando Ziegler Raimundo
Helder Manuel Cercas Cordas
Helder Pacheco Machado
Horácio Mendonça Martins
Jean-Pierre de Portugal Trevidic


João Gabriel Fraga Loureiro Moreira
João Manuel Pinto Figueira Curado
João Vasco Almeida Fernandes
José António de Pádua Marcelino
José António Romão Eusébio
José Carlos Estevinho Fronteira
José Manuel Nunes dos Santos
José de Sousa Martins
Júlio Carlos da Silva


Luis António Martins Marques
Luis Filipe dos Santos Rosado
Luis Manuel Rocha Oliveira
Luis Manuel Rodrigues Gomes
Manuel Araújo Carqueijeiro
Manuel Pedro Gama Santos Cachão
Marçal Teixeira Gouveia
Rui Manuel Cardoso dos Santos
Sebastião Sérgio Ferreira da Gama


Walter José de Almeida Contreiras

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Estes jovens já tinham sido meus alunos no 1ºAno, em 1961/62, antes de eu ter ingressado no Estágio Pedagógico no Liceu de Pedro Nunes, em Lisboa. Passados dois anos, de regresso ao Liceu de Setúbal, consegui recuperar esta turma para mim e levei estes alunos até ao 7ºAno.

25 fevereiro 2008

Pensamentos perversos...

* Se mexer, pertence à Biologia;
se cheirar mal, pertence à Química;
se não funcionar, pertence à Física;
se ninguém entende, é Matemática;
se não faz sentido, é Economia ou Psicologia;
se não mexe, não fede, não funciona, ninguém entende e não faz sentido... então é Informática!...*

Parabéns!... 25 de Fevereiro

A Ana Figueiredo faz anos hoje.
Parabens!... e um abraço grande.
Ana Cristina Pereira Figueiredo

24 fevereiro 2008

O comunicado de um grupo económico faz apagar um texto…

Há pouco mais de uma semana, um amigo de há muito comunicou comigo, num autêntico desabafo, dando-me conta de um assunto que o tem vindo a preocupar.
Dizia-me ele:
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“Não é a primeira vez que isto me acontece. Cerca das nove da manhã quando abro o PC e vejo as primeiras páginas dos jornais, e isto já me sucedeu pelo menos umas três ou quatro vezes, alguns títulos de noticias são alterados algum tempo depois (sei lá, 2 ou 3 horas após).
Já consegui entrar em ligação com um jornal e de lá informaram-me que não era deles a notícia....Dá-me a sensação, é horrível dizer isto mas aí vai o que sinto, que os tipos terão sido obrigados a alterar o conteúdo da notícia.?.?.?.
Infelizmente não tenho ninguém ligado a jornais e como tal não conseguirei saber qual o periódico que trazia a noticia, mas ainda estou a visualizá-la " os projectos foram quase mais caros que os terrenos e ainda por cima não me passou recibos" Esta frase estava escrita numa base amarela e em letras pretas.
Bom, que o li, sem dúvida, que não me lembro de qual o periódico, sem dúvida, que foi antes do programa da Fátima Campos Ferreira na 2ª.Feira sem dúvida também!”
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No “Público” de hoje, um leitor perfeitamente identificado, dirige-se ao Provedor do Leitor sobre um assunto em tudo semelhante ao que me foi transmitido por aquele meu Amigo.
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Sob o título “O estranho caso de uma notícia desaparecida”, o provedor Joaquim Vieira dá-nos conta, no texto que apresenta, que o meu Amigo deve estar cheio de razão
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Em título:
"O estranho caso da notícia desaparecida"

24.02.2008
Joaquim Vieira
Provedor do Leitor

Joaquim Vieira

Em sub-título:
"O comunicado de um grupo económico faz apagar um texto no PÚBLICO.PT"
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O leitor Francisco Falé colocou ao provedor, já há mais de um mês, uma questão bem curiosa:"
Na tarde de sexta-feira 18 [de Janeiro], reparei numa notícia no PÚBLICO on-line acerca de umas expropriações de terrenos na zona onde será construído o novo aeroporto [de Alcochete]. Referia-se nomeadamente a família Espírito Santo com uma das expropriadas. Algum tempo depois, surgiu um comunicado do Grupo Espírito Santo (GES), curiosamente co-assinado por um ex-jornalista do PÚBLICO, dando conta de que o GES não estava envolvido, mas não negando que havia pessoas de apelido Espírito Santo no lote dos expropriáveis.Mais tarde, quando procurei a referida notícia, nada, pura e simplesmente desvanecera-se. Ainda pensei que houvesse desenvolvimentos e que se tivesse decidido transferi-la para a edição impressa - mas nada.Por conseguinte, fui assaltado pela dúvida: por que desapareceu a notícia? Era falsa? Se o era, o jornal deveria assumir o erro e corrigi-lo. Era verdadeira? Se o era, por que desapareceu? O GES exerceu ameaças e os responsáveis do PÚBLICO acataram-nas?Que sucedeu, afinal? Por mim, e por via das dúvidas, fico a acreditar que há algo que cheira a esturro nesta história. “
(…)
O provedor (…) de imediato solicitou esclarecimentos ao editor do PUBLICO.PT, António Granado. Apesar da colaboração que o jornalista foi prestando sobre a matéria (…) a resposta escrita apenas chegaria na semana finda, e por isso só agora se refere o assunto.
Explica Granado: "A notícia em causa foi erradamente "despublicada" por um jornalista, contrariando as nossas próprias regras sobre estes casos, na sequência do desmentido do GES.
Quando nos apercebemos do problema, a notícia foi novamente publicada e está desde então disponível em… (indicam o endereço electrónico).
Acontece que o provedor foi verificar o endereço electrónico indicado pelo editor do PUBLICO.PT e a notícia não estava lá - a página encontrava-se em branco. O que deu para pensar, tal como o leitor, que algo aqui não cheirava bem. Embora não acreditando em bruxas, o provedor possui aquela reserva que em matéria esotérica caracteriza os espanhóis: "Que las hay, las hay."
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Alertado de novo António Granado, que desconhece as causas da segunda desaparição da notícia, esta foi finalmente colocada, ontem, sábado, ao princípio da tarde.
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O GES é um poderoso e influente grupo económico português que já em tempos retaliou contra um semanário retirando-lhe toda a publicidade por discordância com o seu conteúdo editorial. Não querendo embarcar em teorias da conspiração, o provedor confessa que este episódio aflora inevitavelmente à mente perante o caso agora relatado."
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Este comentário, agora, é meu:
"Curiosamente, provavelmente por um fortuito acaso…, as 6 (seis) páginas inteiras de publicidade que aquela instituição bancária vinha ocupando de há uns tempos a esta parte, hoje não aparecem no Público!…"
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Parece que o mal da banca não se confina ao BCP.
Pois não, amigos?!..."

António Barreto

Com o título "Desastres"
é assim que António Barreto
termina a sua crónica hoje,
no Público
24.02.2008

António Barreto

"... por ser pública, uma entidade pode ficar a dever, falir e ter comportamentos absolutamente irresponsáveis, que nada lhe acontece. Por serem dirigentes públicos, os autarcas podem gastar o que não têm, ficar a dever, provocar a falência de cidadãos e empresas e não cumprir os compromissos e os contratos assinados. Por serem eleitos, podem fazer a demagogia que lhes dá na cabeça, gastar no que lhes apetece, contratar os amigos e subsidiar o que lhes interessa, que não são depois chamados a pagar e assumir responsabilidades. Talvez tudo fosse diferente se os políticos tivessem de responder, com os seus bens, pelas dívidas e pelos abusos de que são responsáveis. Talvez não houvesse tanta demagogia se os bancos comerciais fossem as únicas entidades capazes de avaliar a capacidade financeira de uma câmara. Uma coisa é certa: as dívidas da Câmara de Lisboa (e certamente de muitas outras autarquias e entidades do Estado central) constituem um poderoso estímulo à impunidade da vida colectiva. Mais: revelam que o Estado, em Portugal, não está submetido ao direito. Este é um verdadeiro desastre. Uma inundação é preferível."

António Barreto tocou num ponto muito importante!
Na verdade, a irresponsabilidade dos políticos deveria ser paga...através das suas contas bancárias!!!

Os médicos de Setúbal...

Nos principios da década de 60, do século passado
eram estes os médicos de Setúbal:

Da esquerda para a direita: Dr.Matias Lopes, Dr.Mário Moura, Dr.Rui Moura, Dr.Serra Pinto, Dr.Galiano de Abreu, Dr.Álvaro de Matos, Dr.Gaston de Sousa, Dr.Noronha, Dr.Gago da Silva, Dr.António Carmona, Dr.José Fialho, Dr.João Maria Silva Duarte (encoberto), Dr.José Paulino Pereira, Dr.Seabra Carqueijeiro, Dr.Blasco, Dr.Braga de Almeida e NN(médica).

Apenas cinco ou seis não estão presentes; faltam aqui os dois dentistas Dr.Sanches e Dr. Cabral Adão, o oftalmologista Dr.Eduardo Albarran, o Dr.José Cardoso e o Dr.Jaime Forreta, ambos de clínica geral e o DrJosé Soveral Rodrigues.

23 fevereiro 2008

Na National Gallery - Madame Monet

Madame Monet debaixo dos Salgueiros
Claude Monet
1840 - 1926

Colecção Chester Dale

"O facto de Monet ser indiscutivelmente um dos chefes de fila do impressionismo tem contribuído para que raramente se notem alguns outros aspectos da sua habilidade técnica. Aqui, por exemplo, a qualidade caligráfica da sua pincelada parece aprisionar a onda de calor que dança sobre o prado e tornar mais verdadeiras as folhas que sussurram à brisa estival. A senhora sentada é a segunda mulher do artista, retratada pouco depois do matrimónio, durante um dia passado nas margens do Sena, perto de Paris."

Cfr. Hereward Lester Cooke
In, “Grandes Museus do Mundo
Ed. Verbo – Setembro /1973

Setubalense - 1954 - Julho

12-07-1954
Vitória F.C.
Gincana automobilística Pró Estádio do Vitória.
José Viegas Júnior, o vencedor absoluto desta interessante prova, ganhou a Taça "Governador Civil de Setúbal"
Ordem de classificaçäo:
1º. José Viegas
2º. José Luis Novais
3º. Carlos José Pinto
4º. José Luís Nascimento e Oliveira
5º. Diogo Soromenho Junior
6º. Vitor Hugo Delgado
7º. João Lino ...
10º.Rui Palhão Cruz
12º.José Cirilo Uva
14º.Joaquim Carvalho da Silva
15º.Fernando Pedrosa
16º.Eduardo Bastos Albarran
18º.Henrique Ahrens Novais
20º.Manuel Madeira Lopes
25º.Carlos Marques dos Santos
29º.Domingos Carrilho do Rosário
30º.Dr.Artur Gago da Silva
32º.Dr.José Cardoso Ferreira
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14-07-1954
Cidade
Arronches Junqueiro
Na 5ªfeira, 22 do corrente, às 15h 30m, proceder-se-á, no edifício da Biblioteca Municipal, ao descerramento do retrato deste notável setubalense
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24-07-1954
Cidade
Inauguração da Feira de Santiago
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24-07-1954
Cidade
Hoje, pelas 21h 30m, inaugura-se no Salão Nobre dos Paços do Concelho, o 1ºSalão de Arte Fotográfica, iniciativa exclusiva do Clube de Campismo de Setúbal.
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24-07-1954
Vitória F.C.
O Estádio do Vitória já dispõe de toda a área do terreno.
Perante o notário privativo da CMS, foi assinada a escritura de venda Aquele organismo administrativo, de uma faixa de terreno, a norte do Parque do Bonfim, pertencente à Família Novais e que ficará a fazer parte integrante de toda a área do futuro Estádio do VFC. Outorgaram por parte da Câmara o seu Presidente, sr .Dr.Miguel Rodrigues Bastos, por parte da entidade vendedora, um representante da Família Novaes, servindo de testemunhas os srs. Augusto César Lopes Pedrosa e Mário Ascenção Lêdo.
O valor da transacção foi de 236.600,00, importância que foi integralmente paga.
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24-07-1954
Vitória F.C.
A Equipa de Xadrez do Vitória é constituída por José da Silva Gomes, Manuel Ventura, Bernardo Coelho e A. Rogado (Aurélio?).
No campeonato de Xadrez da zona Sul ficou classificado em 2ºlugar, a seguir ao Grupo de Xadrez de Lisboa.
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31-07-1954
Visita de Jornalistas
Ontem estiveram em Setúbal, a convite da municipalidade, os jornalistas dos jornais diários, a fim de fazerem uma visita à Feira de Santiago. Recebidos nos Paços do Concelho pelos Srs. Dr.Francisco Paula Santana, Vice-Presidente da Câmara, Dr.José Cardoso Ferreira, Presidente da Comissão de Turismo, Drs. Montalvão Machado e Joaquim Arco, Leonardo Pereira e Leitão Ferreira, membros da mesma comissão. Depois da reunião foi oferecido um almoço.
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07-08-1954
C.M.Setúbal
Foi reconduzido na presidência da Câmara, o Exmº Sr. Dr.Miguel Rodrigues Bastos, que há oito anos tão nobremente vem desempenhando este cargo.
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11-08-1954
C.M.Setúbal
Nomeação
Deixa o lugar de chefe da secretaria da Câmara Municipal de Setúbal, o Sr. Dr. João Luis Pereira e Veiga, por ter sido nomeado notário em S. João da Pesqueira.
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21-08-1954
Notícias Pessoais
O Novo Agente do Banco Nacional Ultramarino em Setúbal.
Vindo da Figueira da Foz é colocado em Setúbal o Sr. Fernando Manuel Costenla Ferreira.
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28-08-1954
Escola Industrial e Comercial de Setúbal
Eleva-se já a 1100 o número de alunos matriculados para o próximo ano lectivo.
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28-08-1954
Muitos Parabéns.
Completa amanhã dez interessantes primaveras, a prendada menina Ana Francisca Cavalheiro, extremosa filhinha do distinto advogado Sr.Dr.João da Silva Cavalheiro e de D. Mariana Cavalheiro. À Francisquinha, os nossos parabéns, que conte muitos mais... e nós a relatá-los.
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04-09-1954
Óbitos
"Da vida que passa"
Na tarde do dia 2, finou-se em Lisboa, o Sr. Frederico Augusto Pedroso, proprietário da antiga ourivesaria Pedroso, na rua Paula Borba.
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15-09-1954
Vitória F.C.
Uma Missão que gostosamente foi cumprida e da qual saiu a Monumental Taça "Recompensa".
Entrega-se hoje à tarde, no Campo dos Arcos, ao glorioso V.F.C. o lindíssimo troféu adquirido por subscrição pública... Com foto de Domingos Tavares Roque, o primeiro elemento que lembrou neste jornal a ideia da subscrição de um escudo, de José A. Gomes que teve a mesma lembrança, enviando 100,00 escudos para a possível subscrição, António da Silva Carvalho, o desenhador e Abílio Delgado Júnior que teve a ideia de denominar a taça por "Recompensa"
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22-09-1954
Cidade Setúbal tem uma dívida para com Bocage: Repor o feriado municipal.
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22-09-1954
Notícias Pessoais
Livros
O Sr. Dr.Luis Cabral Adão lançou nas livrarias o seu novo livro "Paisagens do Norte" que sucede a um outro "Flores do Rio Azul".
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27-09-1954
Oleiros e Setúbal (na 1ªpágina)


"Aos naturais do Concelho de Oleiros, residentes em Setúbal e aos setubalenses". Artigo escrito por José Marques Ferreira.

22 fevereiro 2008

Santana-Maia Leonardo

Conheci, e fui amigo do Dr. José Mendes Leonardo que, no início da década de sessenta era Secretário do Governo Civil de Setúbal e que, devido a doença degenerativa, faleceu muito novo.
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Não conheço o Dr. Santana-Maia Leonardo, de Ponte de Sor, mas é sempre com agrado que leio as suas “mensagens” nas “Cartas ao Director”, no Público.
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Tenho como certo que este “vivo e contundente” advogado era filho daquele nosso Amigo de então que foi Secretário do Governo Civil de Setúbal, na época do Governador Miguel Rodrigues Bastos.
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Com a devida vénia, permito-me transcrever algumas (todas...) das “passagens” do seu escrito de hoje, 22 de Fevereiro, nas páginas do Público:
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“Li recentemente um artigo da professora Maria Luísa Moreira em que contava, com enlevo e admiração, a sua visita a uma escola inglesa de Bristol: os alunos usavam uniforme, eram ordeiros, cumpriam os horários das aulas com pontualidade e sem necessidade de campainhas para reunir o rebanho, tinham aulas de 60 minutos e apenas da parte da manhã (8h30 às 14h40).É certo que, em Portugal, só há muito pouco tempo se passou a ter aulas de 90 minutos. Mas, neste caso, compreende-se perfeitamente a mudança. Mal parecia, num sistema absolutamente irracional, que as aulas continuassem a manter uma duração adequada e inteligente. Quanto ao resto, era bom, no entanto, que a referida professora e os professores não se convencessem de que a civilidade dos alunos ingleses deriva dos uniformes ou que foi imposta por decreto. Em Portugal, temos muito a tendência de cair nos extremos, como se entre a bandalheira e a ditadura não houvesse alternativa. Ora, para uma escola funcionar com espírito de corpo, onde haja reconhecimento da autoridade e o respeito pela hierarquia, é necessário, sobretudo, que os professores e os funcionários dêem o exemplo. Acontece que os professores e os funcionários destruíram todos os rituais e formalismos que davam uma carga simbólica de respeitabilidade aos cargos e funções que desempenham (...) Um professor não pode querer que um aluno seja pontual, se ele não for. Não pode querer que um aluno o respeite, se ele não respeita o director de turma, os outros colegas e o director da escola. Não pode querer que o aluno tenha apresentação e seja asseado, se ele se apresenta despenteado, desmazelado, de sapatilhas ou chinelos e com as calças rotas e sujas.
Por outro lado, quando uma escola tem um regulamento interno maior do que o Código Civil e uma comissão que passa o ano lectivo a introduzir-lhe alterações, não pode aspirar a que um asno a respeite, quanto mais os alunos. Sendo certo que só uma pessoa manifestamente estúpida é que lê um regulamento interno daquele tamanho e que, para mais, está sempre desactualizado. Além disso, não se pode exigir a jovens de tenra idade que sintam o mínimo respeito por professores que precisam de se socorrer do regulamento interno para os impedir de cuspir para o chão ou de partir as carteiras.
.Esta é a grande diferença entre as escolas inglesas e portuguesas que a professora Maria Luísa Moreira não viu. Os professores e os alunos ingleses não só não precisam de campainha para entrar para as salas de aulas com pontualidade como também não precisam de um regulamente interno com centenas de artigos e de páginas para saberem que não se pode deitar papéis para o chão e que se tem de respeitar os professores. E, depois, se não está escrito no regulamento interno é uma carga de trabalhos. Lá se tem de ir a fugir acrescentar mais um artigo ou mais uma alínea... Artigo esse que, invariavelmente, ninguém lê e a que ninguém continua a fazer caso. Não há dúvida que a escola nos prepara para a vida: a verdadeira vocação do português é legislar. Depois se ninguém lê as leis que fazemos, nem as cumpre, isso já pouco importa."

Santana-Maia Leonardo
Ponte de Sor

Setúbal de outros tempos...

Construção em Aranguês

Foto obtida em 23 04 1973

20 fevereiro 2008

As Bonecas de Don Flowers

Humor antigo
com o traço de
Don Flowers

- E fugi eu do Colégio por odiar as formaturas...

Beira Baixa - 1955 - Junho

4 de Junho
Doente
Há 4 dias que se encontra bastante incomodada de saúde, a menina Maria Teresa Monteiro Trindade, filha do nosso prezado amigo Dr. Alberto Trindade.
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4 de Junho
Romagem e Romeiros da Saudade.
Numa peça escrita em Lisboa, em 30/05/1955, o Engº Borges de Almeida dá conta da resposta ao primeiro apelo e cita Branca de Gonta Colaço -- "Vinte anos não são nada: um dia passado na campina em flor da nossa mocidade..."
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4 de Junho
Liceu Nacional de Castelo Branco
Convite
A Reitoria convida a assistirem a uma sessão sobre Camões, no dia 10 do corrente, às 18 horas e durante a qual a Exª Srª D.Maria Teresa Morais Pestana fará um recital de poesia.
Assina: Sebastião A. Morão Correia
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4 de Junho
Voleibol na Mocidade Portuguesa (Ver Fotocópia)
Notícia do primeiro encontro:
Infantes : Liceu vs.ISA (Instituto de Santo António)


Notícia do segundo encontro:
Vanguardistas: Liceu vs. ISA
Notícia do terceiro jogo:
Cadetes: Liceu vs.ISA

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18 de Junho
Pró Arte
O grande êxito do Concerto de Encerramento da III Temporada.
Vasco Barbosa e sua irmã Grazi Barbosa triunfaram em absoluto no passado dia 10 do corrente.
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18 de Junho
Falecimento
D. Natália da Conceição Gonçalves Cardoso
Finou-se nesta cidade, no dia 9 do corrente, após doloroso e prolongado sofrimento, a srªD. Natália da Conceição Gonçalves Cardoso, esposa do sr. Domingos Nunes Pires Cardoso, gerente do Hotel de Turismo desta cidade e irmã dos srs. Drs. Joaquim Gonçalves Machaz, gerente do Hotel Tivoli e de José Gonçalves Machaz, subdirector da Alfândega de Luanda.
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25 de Junho
Anúncio
Parque da Cidade
Noite de S. Pedro --- 29 de Junho de 1955
Às 22 horas
"Panorama Musical" exibe-se novamente nesta esplanada com novos artistas
Mimi Gaspar --- Maria Adalgisa --- Consuello Ulan
Gina Esteves --- Paula Ribas --- Tomé de Barros Queiroz
Armando Guerreiro -- Victor Lima --- Tristão da Silva
António Alvarinho --- Carlos Fernando
Locutores: Paulo de Carvalho e Álvaro Baptista Pereira
Orquestras: Miguel Oliveira e Os Rapazes do Ritmo.

19 fevereiro 2008

Uma boa dica...

"Não faça promessas quando estiver alegre.
.Não responda quando estiver triste.
.Não tome decisões quando estiver zangado.
.Pense duas vezes... Seja esperto!"

.........Autor desconhecido

As minhas turmas... 3ºE - 1964/65

3ºAno - Turma E
em 1964/65.
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais

Ana Cristina Rasteiro Relógio Tomé
Ana Maria Loureiro Pestana
Ana Maria dos Santos Pires Neves
Angela Maria dos Santos Moreira Marques
Arlete Pinto Sequeira
Aurora de Almeida Trindade
Bernardete de Lourdes Raimundo Santos
Dolores Garradas Florindo
Guida Maria Madeira Gago


Helena Maria Santana de Carvalho Fernandes
Isabel Margarida Pedroso Gonçalves Macieira
Liliana Maria Almeida Belchior
Manuela Maria Justino Tomé
Margarida Sanchez Salvador
Maria Adelaide Patrício Paúl
Maria Adélia Coelho Belchior Dias
Maria Adelaide Pedrosa da Silva Duarte
Maria Adelina Ribeiro Cardoso


Maria Conceição Araújo Carqueijeiro
Maria Fernanda Santos Pachica
Maria Helena Craveiro Pité
Maria Helena Pacheco Ovelha
Maria Helena e Silva Rebelo
Maria Isabel Castanheira
Maria Ivone Lessa da Fonseca
Maria Jerónima Pereira Bexiga
Maria de Jesus Cordeiro Mendão



Maria Leonor Brito Simões Bolala
Maria Lucília Banza Pereira
Maria Manuela Rodrigues Paulinha
Maria Manuela dos Santos Piteira
Maria das Mercês Araújo Teixeira
Maria Paula Luz
Maria Teresa Salvado de Sousa
Raquel Peres Merca
Rosália Maria Costa Gago


Maria Natalina Guerreiro Duarte
Teresa Conceição Fernandes Geraldo
Maria Helena Vicente Alves Dias
Maria Amélia Apolinário Lopes


Pertenceram também a esta turma as alunas
Maria José Andrade Oliveira
Maria Vitória Leal Cipriano

18 fevereiro 2008

Um almoço em 1955...

... e outro em em 2008!
Passaram 53 anos...
Deram por isso?!...
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A propósito deste almoço, previsto já há algumas semanas, fui pesquisar "coisas" antigas e deparei com estes episódios que, recordados agora, deixam um largo sorriso no rosto da nossa memória... Ora vejam:
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1º - "Os anos do Luís
........em 13-11-1952
"...e todos os convidados para a festa do Luis Grilo se encontraram na casa do Aprígio. Eu, o Júlio, o Aprígio, o Ascensão, o Saludes, o Ilídio, o Ernesto, o Zé Luis Nina, o Boléu e o João Meireles. Às 17horas fomos para casa do Luis onde nos foi servido um finíssimo lanche. E, logo a seguir ao repasto, fizeram-se brindes ao Luis, aos "meninos" da Covilhã e, também, às "meninas", especialmente aos "chocolates"..., aos "fixes" do Tortozendo, ao nosso "grupo", etc...etc... Depois caiu-se num período de "amolecimento" e de fumo de cigarros. Entretanto "curtiam-se" algumas pielas... Foi nesta altura que o Ascensão, branco como a cal e "tem-te não caias", se fez ouvir para perguntar ao Luis onde é que ficava a retrete... e para lá foi a "gritar pelo Gregório"!...
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2º Um "ensopado" de sável, no Pombalinho, em 1955.

Creio que foi no ano de 1955, talvez numas férias da Páscoa, que decidimos ir almoçar à Estalagem do Rei Wamba, no Pombalinho, em Vila Velha de Ródão, ali logo à entrada da ponte que nos separa do Alto Alentejo… Por três razões principais. A primeira porque se tratava de uma variante à rotina existente naquela altura em Castelo Branco que, então, não apresentava uma "oferta condigna"… A segunda era porque a Sopa de Peixe ali servida, além de ter fama em toda a Beira Baixa, era realmente boa e bem feita!... a terceira razão era porque aquela casa era da Mãe da Rosita do Pombalinho ( a Maria Rosa Ribeiro Ramos) que tinha sido nossa colega e amiga lá no Liceu.

. E aí vamos todos até Vila Velha, pela estada antiga, horrorosa e cheia de curvas que ligava Castelo Branco a Lisboa… O Condutor era de confiança e o carro, um Fiat cinzento grafite, famoso, com a matrícula BC-19-65 (era assim, não era, Luís?!...) habituado a andar com a lotação esgotada, lá fez, e bem… o seu papel.
Possuo apenas o "documento histórico" que apresento mais abaixo. Mas não me lembro de quem “disparou” esta fotografia… Talvez algum passeante que se deliciava por ali com o panorama deslumbrante das “Portas de Ródão” um pouco mais além. Da máquina fotográfica… dessa lembro-me muitíssimo bem!...Era uma Kodak, de rolo 6,5x11. com fole e um visor prismático que atenuava muito os erros de paralaxe… Uma máquina de boa memória!!!... Que eu deixei esquecida num banco de jardim, uns anos mais tarde, na Avenida dos Aliados, no dia do Cortejo das Queima da Fitas da Universidade do Porto, em 1958… A pena que eu tive dela… Nunca mais me posso perdoar!!
A máquina não tinha “flash”… ( isso era um luxo!) por isso não tenho fotos do almoço propriamente dito!... Resta para memória antiga e…futura, esta única em que o grupo se deixou fotografar sobre a Ponte do Tejo, ali mesmo ao lado da Estalagem do Rei Wamba.
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Reconhecemos quase todos; apenas tenho dúvidas sobre o Belo (que é Belo, isso é!... Só não me lembro se o nome é este…)


De pé, o José Mendes da Costa Carvalhão (já falecido), Rui Biscaia Telo Gonçalves, Joaquim Lopes Belo Correia (?) e o Luis Marçal Grilo; à frente, o Aprígio Teixeira Leão Meireles e o jjmatos.

O Aprígio e eu (pormenor da anterior) e

O Luis Grilo (idem)

Querem saber agora o que é que aconteceu no sábado passado? Anteontem, dia 16 de Fevereiro... Três destes Amigos de então, com mais outros dois que não estiveram presentes em Vila Velha de Ródão (Pombalinho), resolveram uma reunião gastronómica, aqui em Setúbal... E devo dizer-vos que foi uma almoçarada magnífica, e uma tarde que durou até às 17 horas!...

Não!... Não estivemos sempre a comer!... A partir de certa altura veio mais ao de cima a conversa... com as memórias que cada um de nós se julgava no direito de recordar.

De todos os presentes, apenas o Aprígio não estava no meu horizonte há muito tempo... para aí há 30 anos. Com os outros tenho convivido com mais frequência. E, o que é curioso, é que o Aprígio está na mesma! Os anos não lhe passaram por cima, continua a ser o Aprígio que sempre conheci. "Nenhum de nós", que nos reencontrámos na Casa das Codornizes, (de que é proprietário o Sr,Carlos Alves, um patrício de Proença a Nova), ali junto aos esteiros do Sado, "cresceu para os lados"... ou melhor, "cresceu muito para os lados"... Mas ele abusou! Não cresceu mesmo nada naquelas direcções...

O Apígio Meireles estava assim, no sábado passado! Fóra uns pés de galinha, ali ao canto do olho, ele está igual ao que era em mil novecentos e cinquentas...
Façam o favor de comparar com a fotografia a preto e branco que há pouco viram atrás e digam-me lá se não tenho razão?!...
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O José João Romana Galvão é assim que está. O Zé Galvão deu uma boa animação ao encontro que tivemos e mantem em forma muito apurada a sua bela memória.


Sem melindrar nenhum dos outros companheiros, o Arq. Luís Marçal Grilo pareceu-me o melhor de todos nós, mantendo uma bela memória e as excelentes qualidades de conversador que sempre teve. Com certeza... que também me poderia referir aqui às qualidades de trabalho, também elas excelentes, que o Luís sempre demonstrou, mas esse aspecto não tem que ser para aqui chamado! Devo apenas referir-me ao "trabalho" que tinha sido previsto para este nosso encontro, de que foi um dos mentores. Não sendo propriamente uma "reunião de trabalho"... o seu rendimento foi muito positivo!

O Rafael Gamas está em Setúbal há muitos anos. Era mais novo que nós, no Liceu de Castelo Branco mas agora já não dá para fazer grandes diferenças... Já estava aqui na nossa região de Setúbal em 1959, quando eu "acentei praça" no Liceu de Setúbal. Viemos para aqui quase na mesma altura, ele para a Moita do Ribatejo e eu para Setúbal. Pelos mesmos motivos... Quando nos encontramos, em situações destas, recorda sempre os nossos tempos de meninos, nas noites quentes de Castelo Branco, a fazer barulho á noite, na porta da "Velha Inácia"... Pobre velhota! Nunca tive a certeza de que ela tivesse possibilidade de ser incomodada pelo barulho que fazíamos. Com a idade que tinha, o mais provável era a Senhora ser tão surda que nada pudesse ouvir...

A Porta da Velha Inácia, na qual nos sentávamos à fresquinha da noite e que ficava ali mesmo perto da casa do Sr.Capitão Gamas, na Travessa da Ferradura, é um tema que vem sempre à baila quando recordamos os tempos dos meados da "Década de Quarenta". Uns dez anitos que tínhamos...

Desta vez não estamos sentados no peal da porta da rua Mousinho Magro.
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O Luis Grilo e o Aprígio Meireles em conversa amena. De que estarão a falar?!...
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O Aprígio e o Rafael conversam sobre o paradeiro de amigos comuns

Foi aqui, em Vanicelos, o ponto de encontro e o ponto de partida no final da reunião. Esta foto foi obtida ao final da tarde, pelo Aprígio. Estão comigo o Rafael Gamas, o Zé Galvão e o Luis Grilo. Ainda abancámos na Esplanada do Café de Vanicelos para tomar um café e conversar mais um pouco mas pouco depois o Aprígio regressou a Lisboa levando consigo o Zé Galvão que já tinha vindo com ele. O Luís ficou mais um pouco mas também ele teve de rumar a Lisboa levando o Rafael a seu lado o que lhe facilitaria a vida para mais facilmente encontrar a saída para a Autoestrada...

Consta já aí, nos meios automobilísticos, que o Rafael poderá ser contratado muito em breve, como "co-equipier" de um dos grandes condutores do "Raly Lisboa Dakar", no próximo ano de 2009...

Meus Amigos... Isto não acabou! Terá de haver mais encontros deste tipo...

17 fevereiro 2008

Fez ontem 55 anos...

Foi no "Algarve" que isto se passou...

Proibidas, nesse ano, as saídas para Espanha, aos alunos finalistas do Ensino Liceal, tiveram estes de resolver o "probema" com aquilo que tínhamos em casa. Em Castelo Branco decidimos passar o Carnaval no Algarve!...
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Dia 16 de Fevereiro de 1953
Fez ontem 55 anos, fizemos a viagem de Évora para Lagos

"Depois do pequeno-almoço dei uma volta pela cidade e visitei o Liceu de Évora. É um edifício muito bonito mas muito diferente em estilo, do nosso Liceu. Seriam 10 horas quando saímos de Évora para iniciar uma viagem um tudo-nada maçadora; muito por causa da estrada que era horrível e cheia de buracos... Parámos para almoçar um pouco para lá de Aljustrel e passámos depois por Odemira e Aljezur para só parármos em Sagres e S.Vicente que visitámos.
Foi aqui que se passou um episódio digno de menção.
Com o promontório de Sagres ali mesmo à mão de semear, lembraram-se os professores, provavelmente o Dr.Duque Vieira que nos acompanhava, de fazer uma homenagem breve aos navegadores portugueses de quinhentos… Vai daí, ali mesmo ao pé do precipício o professor proferiu umas palavras breves mas sentidas, com nós todos à sua volta fazendo um esforço danado para dar seriedade e compostura ao acto a que assistíamos.

Com um lindo ramo de flores, colocada ao pé do Dr. Duque Vieira, uma das nossas colegas aguardava o fim do discurso para passar o ramo para as mãos do Mestre que as lançaria no mar num gesto largo e dramático… O que sucedeu logo depois… Só que o professor não contou com o dia ventoso que decorria e as rajadas eram tão fortes que por duas ou três vezes as flores voaram alto mas regressaram aos pés do mestre, teimosas em não cumprirem o seu papel… A cada lançamento elas voltavam para trás! Regressavam aos pés do Mestre recusando-se a obedecerem fielmente àquilo que estava determinado!...
O Duque não insistiu muito e, o melhor que fez, alinhou na risota que aquela situação provocou em todos nós.



Esta foto foi tirada em Sagres nessa altura (16.Fev.1953)
Estão presentes, da esquerda para a direita, a Zezinha Pereira (encoberta), a Maria Onémia Carmona, a Mia Pinto Garcia, a Conceição Faria de Sousa, a Ilda do Carmo Silva (encoberta), a Marília Neves Pereira, a Maria Júlia Costa, a Susana Vaz Oliveira e a Maria José Morão. Uma delas era a do ramo de flores...
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Depois rumámos a Lagos onde chegámos ainda de dia. Demos uma volta à cidade e visitámos uma igreja e um museu a juntar a outros tantos que já tínhamos visto. Aí a gente começou a fazer contra vapor… a mostrar uma resistência passiva. Já estávamos a ficar fartos dos Conventos, das Igrejas e dos Museus que, a cada passo, o Duque Vieira mandava atravessar à nossa frente...
(…)
Em Lagos, à hora do jantar, sentei-me com o Zé Castilho numa das extremidades da mesa e como os professores se sentaram no outro extremo, as moças fugiram todas para a nossa banda. Mas o mais interessante sucedeu quando vi a Maria Júlia sentadinha, ali quase à minha frente, quando ainda há pouco eu a tinha visto a ocupar um lugar lá tão distante...
No nosso canto acabou por reunir-se um belo grupo de que faziam parte o Zé Castilho, a Célia, a Zezinha, a Mia, a Júlia, a Maria José Morão e eu. Foi tal o "chiqeiro" que se fez naquele local que deve ficar memorável nos anais da Pensão Costa d’Oiro, esta noite de Carnaval passada no Algarve.
À noite cederam-nos a sala do Clube chique e ali se armou uma bailação até à meia-noite. Como não havia discos, a Maria da Conceição Faria tocou piano e o Paralta mais o Proença tocaram harmónica. Deu para dançar um pouco… à falta de melhor música. A seguir ao baile fomos a um café comer qualquer coisa e recolhemos depois a
umas instalações cedidas pelo exército, onde fomos dormir e rapar um frio enorme que teve consequências desastrosas…"
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Alguém se lembra disto?

As minhas fotos preferidas

Entardecer no cais...

Foto obtida em 05 09 1972

16 fevereiro 2008

As Bonecas de Bernard Augesert

Humor antigo
com o traço de
Bernard Augesert

- Tira lá os óculos para eu ver a cara de parvo que estás a fazer!