19 agosto 2016

Um caso de "isenção"...

Com um grande destaque de 1ªPágina,
o "Público", que já foi um jornal de referência... apresentou ontem, na sua primeira página, uma notícia relativa às contas da Campanha das Legislativas de 2015 a que deu um título 
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Brasileiro André Gustavo, especialista em comunicação política, ganhou quase meio milhão na campanha para as Legislativas de 2015. PS pagou 751 mil euros a um militante pela decoração de salas.
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Porquê aquele destaque?!... Ambas as verbas serão um exagero mas porque se deu a primazia de todo aquele espaço aos membros da coligação (onde aquela verba pode ser reduzida a metade, dividida por cada um dos partidos) e se deixa numa letra minúscula a verba de 751 mil euros, oferecida a uma só pessoa ( ainda por cima militante do partido...). A ter de haver um "destaque" qual das notícias merecia ali  figurar?!
O que teria levado a redacção do Público a colocar este destaque na primeira página e não o referente ao partido do governo!!... Provavelmente, este teria mais impacto já que a verba é bem mais elevada...
A Redacção do jornal lá deve saber porquê...
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NB - Há 9620 dias que compro, e leio, o Público. Tantos quantos os dias em que foi publicado... A perda de valor que o meu jornal vem acumulando já não é de agora. Há já uns anos que a "queda" se iniciou... A influência política neste jornal parece ser resultante dos "maus momentos" que parece atravessar. Há uns anos atrás era a imprensa que costumava pôr em sentido as políticas e... os políticos, no seu lugar.
Sem querer, acabo por lembrar os nomes de Vicente Jorge da Silva, de Francisco Sarsfield Cabral e de José Manuel Fernandes. Deram nome ao "Público" e fizeram dele um jornal de referência.

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