05 julho 2008
Pensamentos perversos...
Autor desconhecido
04 julho 2008
As minhas turmas... 2ºB - 1968/69
em 1968/69
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Fui professor desta Turma
em Ciências Geográfico Naturais
Alfredo Octávio Santos RodriguesAntónio Carlos Rodrigues Ramos
António João Parreira Carvalheiro
António José de Matos
António Manuel Marcelino da Silva
Augusto José Reis Pereira Campos
Carlos Alexandre Nascimento
Carlos Jorge Rocha Alves Aleluia
Carlos Manuel Batista de Góis

Eduardo Dinis do Carmo Duarte Correia
Fernando Mimoso Negrão
Filipe Luis Cândido Macieira
Francisco Januário Rodrigues Picanço
Gabriel Jorge Mendonça de Moura Leite
Helder Silva Cravo Negrão
Jonas Ferreira da Silva
João Manuel Carvalho Nogueira
Jorge Manuel Borges da Cruz
José Joaquim dos Santos VieiraLuis Manuel Costa Caetano
Manuel Francisco Prata de Matos
Manuel José Ribeiro Vieira da Rocha
Rui Manuel Felício
03 julho 2008
Beira Baixa - Notícias de 1956 Nov/Dezembro
Doente
D. Margarida Abreu Riscado
Foi há poucos dias submetida a uma intervenção cirúrgica, na Casa de Saúde de S. João de Deus, a Srª. D. Margarida Abreu Riscado, esposa do nosso prezado assinante Sr. José dos Santos Riscado e mão dos também nossos prezados assinantes Srs. Eng. Manuel Abreu Riscado e Capitão do Estado Maior do Exército Francisco Abreu Riscado.
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4 de Novembro
Falecimento
D. Joana de Jesus Pardal Dias Ferreira
Faleceu na sua residência em Setúbal, no dia 28 do passado mês, a Srª. D. Joana de Jesus Pardal Dias Ferreira, de 81 anos de idade, viuva do Sr. José Dias Ferreira e mãe das Srs. D. Maria de Jesus Pardal Dias Ferreira, Leonor Dias Ferreira (falecida), D. Maria do Carmo Dias Ferreira, D. Emília Dias Ferreira, D. Isabel Dias Ferreira e D. Maria Lídia Dias Ferreira e dos Srs. Victor Dias Ferreira, Comandante Dias Ferreira, Henrique Dias Ferreira e Dr. José Dias Ferreira, sogra das Sras. D. Maria de Jesus Santos. Maria Eugénia Júdice, D. Maria Virgínia Pires Moura e D. Amélia Bulha e dos Srs. António José de Carvalho, Pedro da Silva Roxo, Vicente José de Sousa, Luís Nogueira de Matos, Júlio Magalhães Lopes (falecido), e João Moniz Botelho Borba e irmá dos Srs.João Baptista Pardal e D.Joaquina Pardal dos Santos.
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11 de Novembro
Pároco de Castelo Branco
Foi carinhosamente recebido no domingo passado o novo pároco de Castelo Branco, Revº Cónego Anacleto Pires da Silva Martins.
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2 de Dezembro
Falecimento
D.Maria Celeste Nacho Candeias Martinho
Vítima de um colapso cardíaco faleceu inesperadamente em sua casa, na madrugada de 3ªfeira passada, a srª D. Maria Celeste Nacho Candeias Martinho, de 51 anos de idade, esposa dedicada do nosso prezado amigo e colaborador sr. Severino Martinho, ilustre vereador da nossa Câmara Municipal e sócio da Nova Empresa de Moagem de Castelo Branco, Ldª a mãe amantíssima das sras.D. Maria Helena Candeias Martinho Rolo, D.Maria da Graça Candeias Martinho, professora oficial do Ensino Primário em Lisboa e do sr. Francisco Candeias Martinho, aluno da Escola de Medicina Veterinária.
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2 de Dezembro
Na Capela dos Padres Redentoristas (Cultos)
Novena solene a N ª Sr.ª da Conceição, de 30 de Novembro a 8 de Dezembro, às 17h 30m. Constará de um breve ensaio de cânticos, da reza do terço, pregação, exposição solene e bênção do SS Sacramento. No dia 8, festa da Padroeira de Portugal e dos Redentoristas, far-se-á também a consagração das Mães a Nossa Senhora após panegírico da Imaculada Conceição.
Tríduo das vocações redentoristas nos dias 14, 15 e 16, às 17h 30m.
Haverá também Missa da Meia Noite no Natal.
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9 de Dezembro
Falecimento
D.Maria da Graça Grilo Seabra
De idade já bastante avançada finou-se no dia 28 do passado mês, no Porto, a Srª D. Maria da Graça Grilo de Seabra, viúva do M.mo Juiz de Direito, Sr. Dr. Antero Falcão Leite Pereira Seabra, mãe do nosso prezado amigo e colaborador Sr. Dr. Jorge Leite Pereira de Seabra e do Sr. Dr. José Leite Pereira de Seabra e irmã dos nossos prezados amigos Srs. Possidónio Marçal Grilo e José António Marçal Grilo. À ilustre família, de luto ainda recente, pelo falecimento da extremosa esposa do Sr. Dr. Jorge de Seabra, renova “Beira Baixa” a expressão muito sentida do seu mais vivo pesar.
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9 de Dezembro
Falecimento
D. Elisa Virgínia Moreira Rúbio Lopes
Na última segunda-feira, dia 3, faleceu na sua casa em Castelo Branco, a Srª. D. Elisa Virgínia Moreira Rúbio Lopes, viúva, de 81 anos, mãe das Sras. D. Ângela Rúbio Lopes Alvim, D. Maria Elisa Ginez Lopes Porlan, D. Manuela Rúbio Lopes Conde e do nosso prezado amigo Ginez Rúbio Lopes e sogra dos Srs. Dr. Frederico da Costa Conde, José Urbano Leite Pereira de Mello e Alvim, José Rúbio Porlan Vaz e da Srª. D. Berta Brandão Pereira de Mello Rúbio Lopes.E extinta era muito conhecida e respeitada na nossa cidade onde tinha as melhores relações e, pelas suas muitas virtudes, gozava de justo e elevado apreço.No funeral, realizado no dia seguinte, incorporaram-se algumas centenas de pessoas das mais elevadas às mais modestas categorias sociais, prestando assim, à excelsa senhora falecida sincero preito de homenagem.“Beira Baixa” apresenta à ilustre família enlutada sinceras condolências.
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16 de Dezembro
Diocese de Portalegre e Castelo Branco
Por Decreto de Sua Santidade, a nossa Diocese passa a designar-se oficialmente, por Diocese de Portalegre e Castelo Branco.
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23 de Dezembro
Falecimento
No dia 15 de Dezembro, faleceu o sr. José da Silva Pereira de Albuquerque, com 72 anos. Era pai do sr. Jorge Ferraz de Albuquerque ("Padre" Jorge)
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23 de Dezembro
Falecimento
No dia 18 de Dezembro, faleceu o sr. Capitão de Infantaria Alberto da Costa Ferreira, pai do sr. Tenente de Cavalaria Alberto Mourão da Costa Ferreira, casado com a srª Drª. Emília Pinto da Costa Ferreira
02 julho 2008
Parabéns!... 2 de Julho de 1990
Oh! Madalena... Quem me dera!
Parabéns e um beijinho do Avô.
em 27 deJunho de 2008
em Galapos
01 julho 2008
de hoje
01.07.2008
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Polícias, professores e juízes
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Os polícias sempre ganharam mal e sempre trabalharam sem as condições que a sua actividade exige. Contudo, seria de esperar que, pelo menos, fossem respeitados pelos cidadãos e pelos governantes, mas isso não acontece. Manifestam-se, mas não lhes dão ouvidos. São agredidos e não podem utilizar a força para se defender. A autoridade está desprovida de autoridade. Polícias agredidos (às dezenas!) "são casos isolados"; diz quem nos governa que não há caso para alarme.
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Os professores deixaram de ter a consideração devida por serem transmissores de conhecimentos para as novas gerações se prepararem para o futuro, que se quer sempre melhor. Quem governa trata-os por bandidos, assim como alguns fazedores de opinião. Manifestam-se, mas quem devia não lhes dá ouvidos. Também são desrespeitados e agredidos (às centenas, no mínimo!), quer por alunos, quer por encarregados de educação. Diz quem nos governa que "são casos isolados", nada que possa gerar preocupação.
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Recentemente, foram agredidos dois juízes (só dois!). Aqui sim, a coisa apresenta-se feia! Juízes agredidos... é coisa impensável, que não pode acontecer num estado de direito. Mas, quem trata os polícias e os professores como tem tratado não se devia admirar com as agressões aos juízes, até porque são só dois "casos isolados". Ironia, claro!Que dirá quem nos governa quando os políticos forem alvo de agressões idênticas? Provavelmente vai dizer que os polícias não garantem segurança, que os professores não sabem educar e que os juízes não sabem aplicar a justiça, e que tal se reflecte na sociedade. Não está mal pensado, não senhor. Quem semeia ventos, está à espera de colher o quê?
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António Galrinho,
professor, Setúbal
Boa! Galrinho... Gostei desta!...
Galleria degli Uffizi - Florença
Albrecht Dürer
1471 - 1528
O apóstolo Filipe
O Apóstolo Filipe
Dürer, carregando o desenho minuciosíssimo de uma força explosiva, atinge expressões de uma pujança amarga e terrível: como neste Apóstolo Filipe, de 1516, e no de Tiago que o acompanha, nos quais Wölfflin sentiu o espírito dolorosamente severo d Reforma. Veio enfraquecê-lo, nos últimos anos, a viagem aos Países Baixos (1520 – 1521). onde adquiriu uma nova frescura e novas harmonias de cor, mas só para projectar numa esfera de maior desapego a concisa, indómita pujança da sua dramática visão.
Cfr. Roberto Salvini
In “Grandes Museus do Mundo”
Ed. Verbo - Setembro/1973
30 junho 2008
29 junho 2008
28 junho 2008
As minhas turmas... 7ºD - 1967/68
em 1967/68
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais
Arminda Borginho CecílioCecília Bravo Pinto Cruz
Elisabete da Costa Saraiva
Ermelinda de Moura Pais
Fernanda Maria Mansinho Batista
Isabel Inácio Cordeiro
Lucrécia Mendes Cravinho
Mabel Maria Oliveira Mota
Maria Aida Costa e Silva
Maria Antonieta Nogueira ValidoMaria Bárbara Santos Silva
Maria Fernanda Cabrita Lopes
Maria Helena Mira António
Maria Irene Batista Neto
Maria Julieta Rosa da Silva
Maria Luisa Rala Acabado de Sousa
Maria Manuela Ferreira Martins
Maria Manuela Marinho de Carvalho
Natália Maria Guerreiro Viegas Barroso
Rosa Dulce Pires Estevens
Virgínia Jesus Rufino Buchinho
Vitória Soares Tomás
27 junho 2008
A Balança de Joly
A densidade é uma relação entre o peso de um corpo e o seu volume:
. O funcionamento da Balança de Joly é baseado na Lei de Hooke que nos diz:
"Dentro dos limites da elasticidade, a deformação sofrida por um corpo elástico é directamente proporcional à força deformadora."

A balança de Joly possui um sistema de pratos suspensos numa mola da aço, em forma de hélice, que se deforma proporcionalmente ao peso dos corpos que neles se colocam.
Um dos pratos, o superior, situa-se acima do nível da água enquanto o inferior fica sempre mergulhado na água de um copo de vidro colocado na plataforma do aparelho.


1ªleitura - L1 Com os pratos da balança vazios

2ªleitura - L2 Com o Corpo no prato superior - O valor da deformação da mola é proporcional ao peso.


no caso presente,
L2 - L1 = 23,0 - 21,5 = 1,5 (valor proporcional ao Peso)
L2 - L3 = 23,0 - 22,0 = 1,0 (valor proporcional ao Volume)
ou seja D = 1,5/1,0 = 1,5
Foi "isto" o que um grupo de alunos do 7ºAno do Liceu de Castelo Branco, após um treino de "dissecação de animais" que durou uma manhã quase inteira, foi pedir à DrªJulieta Neves que voltasse a explicar-lhes...
Estávamos a 24 de Junho de 1953... A Prova Prática do exame de Ciências Naturais estava mesmo à porta!... Realizou-se na manhã do dia 26 de Junho e para nada me valeram os treinos da ante-véspera... No entanto não deixei de ter sorte. Saíu-me a identificação de um Pica peixe (Alcedo hispida, Lin) e a identificação de uma lâmina com "tecido ósseo". Foi canja!...
26 junho 2008
Museu Cargaleiro
Manuel Cargaleiro "Na passada terça-feira, chegou à cidade albicastrense uma pequena parte do espólio de Manuel Cargaleiro, depois de devidamente catalogado e embalado e que virá ocupar a casa em frente ao seu Museu, na Rua dos Cavaleiros, na Praça Académica."
Manuel Cargaleiro referiu que tem a certeza de que aqui as suas peças vão ser tratadas com o devido respeito e vai dar-se uma lição a muitos museus do país.
A Fundação, segundo o seu presidente Tomás Corrêa, conta entre sete a oito mil peças, entre pinturas, tapeçarias, cerâmicas, azulejos, pratos ratinhos… enfim, uma infinidade de obras que aguardam o respectivo tratamento para rumar a Castelo Branco. Claro que este número elevado não permite que as peças sejam mostradas todas de uma vez. Haverá exposições rotativas, para que a colecção possa ser apreciada na íntegra, mas de forma faseada.
“Esta colecção da Fundação, que fui fazendo ao longo da vida, tem um sentido didáctico e a fundação foi criada, também, com essa ideia”, disse o Mestre,(…) mostrando a sua satisfação por este primeiro transporte das suas peças.
(…) em pouco tempo tudo aconteceu … Fez-se o Museu, que teve um sucesso não só nacional, como internacional (…) e depois, quanto ao resto “Joaquim Morão disse-me: você quer, nós fazemos”, contou.
Para marcar este nova etapa de Cargaleiro na cidade albicastrense, o Mestre fez questão de abrir uma das peças, por sinal sua, que vai ficar na Galeria. E afinal era um quadro com história. E contou-a.
“Um grande coleccionador português, que também tem uma Fundação, um dia encomendou-me uma peça minha. Levou vários anos a fazer e, no final, pensei, se é bom para ele, também é bom para a minha fundação… e fiquei com ele”, e o quadro ali estava, já desembrulhado. A primeira peça ‘oficial’ da Galeria do Mestre Cargaleiro.
Toda a obra de Manuel Cargaleiro, aquela que está em Sobreira da Caparica e espalhada por França e Itália, tem como destino futuro a cidade de Castelo Branco.
“O que nos está aqui a acontecer acontece uma vez na vida, ou nunca acontece”, disse o Presidente Joaquim Morão. E acrescentou que “as cidades também se fazem com espaços culturais de grande qualidade. E este será um grande atractivo da nossa”,
Cfr: Cristina Mota Saraiva


The GeometricalFoto obtida em 3 de Junho de 2006
O cartaz da Exposição
Tapeçaria/1977
Tapeçaria
Tapeçaria
Manuel Cargaleiro nasce a 16 de Março de 1927, em Chão das Servas, Vila Velha de Rodão.Em 1945 dá-se a primeira experiência de cerâmica na Olaria de José Trindade. Em 1949 participa no primeiro Salão de Cerâmica , organizado por António Ferro, no SNI – Lisboa.Em 1952 tem a sua primeira exposição em Lisboa no SNI.
Em 1954 realiza uma exposição na Galeria de Março em Lisboa, e conhece Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szènes. É lhe atribuido o Prémio Nacional de Cerâmica. Inicias as funções de Professor de Cerâmica na Escola de Artes Decorativas António Arroio. Realiza a sua primeira viagem a Paris.
Em 1957 recebe uma bolsa do Governo Italiano, por mérito do instituto de Alta Cultura que lhe permite visitar a Itália e estudar a técnica da Cerâmica em Faenza, Roma e Florença. Fixa a sua residência em Paris.
As "bonecas" de Don Flowers
com o traço de
Don Flowers
25 junho 2008
Um artigo de Luís Miguel Cintra
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"A ex-ministra e a Cinemateca"
Luís Miguel Cintra *

Luís Miguel Cintra
"A obra de Bénard da Costa é um dos poucos aspectos da política cultural de que nos podemos sentir orgulhosos.
A patética ignorância, inconsciência e arrogância com que a dra. Isabel Pires de Lima, a pretexto da defesa da criação de um pólo da Cinemateca na cidade do Porto, insulta o dr. João Bénard da Costa, como director da Cinemateca Portuguesa (…) obriga-me a duas palavras em sua defesa.
(…)
Por estranho que pareça, a nossa Cinemateca é uma das melhores cinematecas da Europa e talvez do Mundo. A sua programação e os critérios que lhe presidem, a função que tem desempenhado na preservação dos filmes, é um modelo de defesa e preservação de uma Arte de suporte técnico particularmente frágil e delicado. Mas essa obra, financiada pelo Estado, tem uma cara, um autor, o dr. João Bénard da Costa. Só porque existe essa pessoa com a inteligência, o saber, o amor pelo Cinema e os conhecimentos técnicos que tem ou que conseguiu reunir através da equipa que tem escolhido para o ajudar, a nossa Cinemateca é assim. Parece-me inacreditável que uma pessoa que há tão pouco tempo era responsável pela condução da política do Estado para a Cultura tenha a veleidade, e passe pela vergonha, de pôr em causa a acção do dr. João Bénard da Costa…
(…)
Não passará pela cabeça da antiga ministra que talvez as razões do dr. João Bénard para não aceitar fazê-lo possam ser mais responsáveis, mais sabedoras e menos superficiais que a conclusão a que chegou olhando para uma qualquer estatística? A dra. Pires de Lima será tão ignorante que não tenha sequer consciência da sua incompetência para falar destes assuntos perante a autoridade de uma pessoa como o dr. Bénard da Costa? E não esteve nas suas mãos como ministra obrigar o dr. João Bénard a fundar o tal "pólo"? Porque não o pôs na rua como fez ao dr. Pinamonti e não arranjou outro director capaz de fundar o "pólo" da Cinemateca para exibir filmes antigos para os portuenses? Porque não fez obra e não fundou a Cinemateca do Porto? Não terá a dra. Isabel Pires de Lima consciência de que pôr a funcionar uma Cinemateca a sério não consiste apenas em ir a um catálogo e pôr filmes antigos a correr? Achará que é a mesma coisa ver um filme nas mais próximas condições possíveis daquelas em que foi concebido pelo seu autor, como a Cinemateca "do" dr. João Bénard faz, que ver DVD projectados num ecrã? Não terá consciência do que é a responsabilidade de "programar"?
Não tem vergonha de confundir uma Cinemateca com "oferta" de cinema? Se o que pretende para o Porto é uma sala onde possa ir sair à noite e conviver com o pretexto da projecção de um filme antigo, para depois ir beber um copo, é fácil. Basta fazer uma sala confortável, arranjar um projeccionista, máquina de projectar e um programador que faça uma escolha variada para todos os gostos. Há tanto filme "clássico" à venda em formato DVD na Internet! E para isso não precisa do dr. Bénard da Costa.
(…)
Não preferia que a sua cidade e todas as outras cidades de província gerassem Cultura? Não terá ainda sentido como é difícil criar na população uma verdadeira prática cultural inteligente, responsável? E que mais do que transformar a Cultura em mercado o que importa é formar, é não perder a oportunidade de ainda aprender com quem sabe, não baixar a fasquia? Se assim é, envergonha-me profundamente ser cidadão de um país que a teve como ministra da Cultura.
(…)
O seu irresponsável ataque ao dr. Bénard da Costa a reboque de uma saudável petição para a criação de uma Cinemateca no Porto não será apenas uma patética tentativa de ficar bem vista na cidade a que voltou depois do passeio de camelo?
O Porto está por certo mais vivo culturalmente do que a dra. Pires de Lima esteve como ministra. Assim o Estado ou a própria cidade lhe dessem meios para existir. Já se esqueceram do que aconteceu ao Rivoli? Oxalá se consiga transformar a prometida Casa Manoel de Oliveira na Casa do Cinema de que o Porto precisa. Com a defesa, a preservação, o respeito, a exaltação do Cinema como Arte a que a obra de um tão grande cineasta obriga a sua cidade. E a verdadeira prática cultural que daí possa advir.Como talvez dissesse, e infelizmente já não pode dizer, outro grande cineasta português, João César Monteiro, à dra. Isabel: "Sois belle et tais toi!".
* Actor e encenador
..................(Excertos de um artigo)
Sem "protectores" de imagem... a verdade vem sempre ao de cima!
De facto, a Dona Isabel foi um "equívoco" que passou pela "Cultura"...
Escrito no vento...
num dia de S.João...
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Despontava o dia de S.João... e às 6h 30m da manhã, já estava à porta da casa do "Velho Isidoro" em casa de quem moravam o Júlio Casaleiro e o Aprígio Meireles. Devíamos estar muito cedo na Quinta da Polida. O Manuel Boleo também já estava acordado e também foi connosco.
Dirigimo-nos então para a quinta da Zezinha, deixando para trás o Largo da Sé, o Liceu Velho e a estrada da Mina. Quando ali chegámos à Polida, já lá estavam com a Zé, a Júlia Costa e a Ildinha do Carmo Silva. Logo a seguir chegaram a Conceição Faria, a Susana e a Marília.
Dos rapazes apareceram também o Paralta de Figueiredo, o Armando da Conceição e o José Joaquim Delgado Domingos.
A aula prática combinada teve a adesão esperada.
Com a mesa preparada, que a Zezinha tinha colocado ao ar livre no espaço em frente da casa dela, com as tesouras, bisturis, pinças, alfinetes, algodão e outro material necessário às dissecções e com as “vítimas” à espera do sacrifício em nome da ciência, coube-e a mim iniciar o “ritual”…
Fui eu quem iniciou a operação e começamos por dissecar primeiro o Pombo. O Júlio Casaleiro tinha-se colocado à minha esquerda, tendo ficado à minha direita a Júlia Costa. No outro lado, à minha frente, postaram-se a Susana Vaz Oliveira, a Conceição Faria e a Zezinha.
A ausência da “Tia Anica” (era a professora de Ciências Naturais, D. Julieta Neves) deu azo a que aquela aula se processasse com alguma picardia por parte de algumas daquelas assistentes… com a Zezinha “comandando” as piadas que o “operador” de serviço, e a “assistente” colocada à sua direita, tiveram de “suportar”…
Correu muito bem a dissecação do pombo e ali foi recapitulado tudo o que havia a saber sobre as “entranhas deste animal”… que apareceria, com grandes probabilidades, numa das bancadas da sala do laboratório que seriam tiradas à sorte no dia do exame…
Atacámos depois a Rã e tudo correu normalmente com o estudo prático da sua anatomia…
Foi no fim desta dissecação que o Zé Joaquim Domingos, o Paralta, a Marília e a Maria da Conceição desandaram de ao pé de nós, provavelmente fartos da carnificina… ou de não terem podido, eles próprios, executar a tarefa de “operador” principal…
Apenas com quatro ou cinco à roda da “bancada de trabalho”, era agora a Júlia Costa que me dava os bisturis, as tesouras, os alfinetes quando eu fazia menção de os procurar. Até parecia uma competente “enfermeira” auxiliar de um “grande operador”… Esta “parelha médica” ouviu então algumas boas piadas, em especial da Conceição Faria e da Zezinha e conseguiram pôr-me nervoso. A mim e à Maria Júlia… A ponto de a ter magoado com a ponta do bisturi ou das tesouras por uma ou duas vezes quando lhe pedia ou lhe entregada aqueles instrumentos de trabalho… Aceitava sempre as desculpas com muita simpatia… Da última vez que tal sucedeu a Julinha chegou a dizer-me: “Vê-se mesmo que está com vontade de me fazer mal…”
Passámos depois à dissecação da “barata” e, a seguir, ao "coelho".
Quando abri a segunda “barata”, a minha assistente afastou-se por uns momentos... mas depois voltou ao trabalho quando iniciámos o a dissecação de um Coelho!
Na verdade, quer a morfologia externa quer a anatomia da barata… são nojentas!!!
No início do trabalho de dissecação do coelho, quando eu ia pegar numa tesoura que por ali estava à mão de semear, ouvi a Júlia dizer-me que pegasse noutra porque aquela não prestava… Ao mesmo tempo que a pousava, para pegar numa outra, perguntei-lhe quem era a dona da tesoura ao que ela respondeu:
“É minha.”
“Logo vi…” respondi eu e notei que a Júlia quase perdeu a fala… Ficou calada, mas logo voltou à carga.
“Mas porque é que você disse isso?”
Não lhe dei troco. Estava trabalhando com as vísceras do coelho. A um passo de iniciarmos a revisão daquela anatomia, fingi que não a ouvi.
Mas pouco tempo depois ela insistiu na pergunta:
“Está a ouvir?!... Porque é que disso aquilo há bocado?”
Nesta altura parei o trabalho, pousei o bisturi e voltei-me para a minha esquerda onde ela estava sentada, à minha beira e de onde me fazia aquelas perguntas quase ao meu ouvido, olhei para ela com um sorriso “malandro”… lavei as mãos num alguidar com água limpa que a Zezinha ali tinha mandado colocar e, com a maior das calmas, continuei o trabalho… sem nada lhe dizer.
Tínhamos começado muito cedo a recapitular os temas do Exame Prático. Eram 10h 30m quando todos fomos para a cidade, direitos ao Liceu para que a Tia Anica nos explicasse o funcionamento da “Balança de Jolly”... (do físico alemão Philipp von Jolly - sec19)
...... (escrito no vento há 55 anos... em 24 de Junho de 1953))
Beira Baixa - Notícias de 1956 Ago/Setembro
Falecimento
No passado dia 25, faleceu na sua residência, o sr.Cónego Ventura. Tinha 72 anos.
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12 de Agosto
Casamento elegante
Com brilho desusado realizou-se no passado domingo, na vetusta ermida de Nossa Senhora de Mércules, de tanta e tão entranhada devoção das gentes de Castelo Branco, o casamento da Srª. D. Maria do Carmo Severino Beirão, gentilíssima filha da Srª D. Maria de La Sallete Severino Beirão e do Sr. Dr. Augusto Duarte Beirão, ilustre presidente da Câmara Municipal e nosso querido director, com o distinto oficial do exército, Sr. Tenente Rui Eduardo Soares Miguel. Filho da Srª. D. Bárbara Soares Miguel, já falecida, e do Sr. Capitão Eduardo Miguel.
A ermida apresentava aspecto muito interessante, com passadeira vermelha na coxia ladeada de alecrim e muitos vasos ornamentais com arbustos e plantas de estufa e o altar mor com castiçais, toalhas e jarras novas, estava florido de lindos cravos brancos que recendiam o seu aroma aristocrático pelo devoto ambiente.
Foi celebrante o nosso querido e velho amigo, Revº Dr. Padre Manuel da Silva Ribeiro que aos noivos fez uma prática brilhante. Depois da cerimónia nupcial teve lugar missa rezada, tendo comungado os noivos e alguns convidados. Ao órgão esteve o Revº Padre Redentorista Patrício que tocou magistralmente várias melodias de alto espírito litúrgico.
Foram padrinhos, D. Hermínia Severino Silva, D. Izabel Capelo Gonçalves Miguel, e os Srs. Agostinho Beirão Gomes Belo e o pai do noivo.
No final, foram os noivos e seus pais muito cumprimentados pelos assistentes em número superior a duzentos e cinquenta.
À saída da veneranda ermida, junto ao seu portal gótico, um grupo de raparigas formado por creadas dos pais dos noivos e por filhas de trabalhadores camarários cobriram os noivos de flores ao mesmo tempo que os camaradas do noivo terçavam suas espadas em arco, num lindo gesto de camaradagem para o noivo e de respeito e protecção à noiva.
Organizou-se seguidamente um extenso cortejo formado por 43 automóveis, pela estrada e rua da Srª de Mércules, Avenida do Marechal Carmona, Campo da Pátria, Alameda Salazar, Praça do Município até à entrada principal do Hotel de Turismo onde foi servido um explêndido almoço volante o qual decorreu sempre com a maior distinção e num ambiente de requintada elegância, dançando-se animadamente.
Os noivos que seguiram em viagem de núpcias foram vivamente felicitados por todos os circunstantes.
Foi uma festa inolvidável que os noivos bem mereciam pelos seus dotes de bondade e de inteligência e irradiante simpatia.
“Beira Baixa” deseja cordealmente aos noivos todas as venturas e felicidades de que são merecedores e apresenta respeitosamente a seus pais as mais sinceras felicitações.
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12 de Agosto
2ª Romagem de Saudade
...........Contas
Receita:
Inscrições . . . . . . . . 475 x 25$00 . . . . . . . . . . . .11.425$00
Almoços . . . . . . . . . .334 x 50$00 . . . . . . . . . . . 16.700$00
Pôr do Sol . . . . . . . . 367 x 10$00 . . . . . . . . . . . . .3.670$00
Sarau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . 9.035$00
Desconto feito pelo Hotel . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 500$00
………………………………………....................….……………… 41.330$00
Despesa:
Aquisição de emblemas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3.019$10
Almoços no Hotel de Turismo . . . . . . . . . . . . . . . . . 7.500$00
Iluminação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4.500$00
Orquestra “Império” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 2.000$00
Bandas de música . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .2.000$00
Selo para licença no Governo Civil . . . . . . . . . . . . . . . . .20$00
Placas para o Liceu . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 961$00
Transporte das bancadas para o Orfeão . . . . . . . . . . . . . 50$00
Papelaria Feijão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .415$00
Gráfica de S. José . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 372$50
Arranjo das bancadas (Cruz Cardoso) . . . . . . . . . . . . . . 429$80
Papelaria Semedo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .127$50
Serviço de Bombeiros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 187$00
Selagem de programas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23$00
Foguetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .395$00
Despesa com Sarau . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.176$80
Franquias postais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 98$20
Despesas de Secretaria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 377$10
Fotografias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 330$00
Devolução a Romeiros . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 535$00
Vestidos para crianças do Sarau . . . . . . . . . . . . . . . . . 261$70
Serviço de Bar para a Orquestra . . . . . . . . . . . . . . . . . 100$00
Aquisição de uma fita para o estandarte . . . . . . . . . . . 126$00
Homem dos foguetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40$00
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ... . . . . . . 35.106$60
Saldo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6.203$40
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41.330$00
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Castelo Branco, 20 de Maio de 1956
O Secretário Geral – Albertino Vaz Álvares de Carvalho
O Tesoureiro – Francisco Pires Marques
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O Saldo da 2ªRomagem teve o seguinte destino:
203$40 - para os Bombeiros
Os restantes 6 contos a depositar na Caixa Geral de Depósitos à ordem do Sr. Reitor são para os prémios: “2ª Romagem e Saudade” a entregar durante estes próximos 5 anos ao aluno e à aluna mais classificados, entre os mais necessitados, conforme inquérito a realizar. Cabem, portanto, 600$00 a cada um, em cada ano, devendo o remanescente constituir fundo a acrescentar ao prémio da 3ªRomagem de Saudade, a realizar em Maio de 1961.
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9 de Setembro
Inauguração do Estádio Municipal
Um dia de festa e de entusiasmo em Castelo Branco.
"Já na noite de sábado era extraordinária a animação em Castelo Branco. Esperavam-se as caravanas desportivas do Sport Lisboa e Benfica e do Sport Grupo Sacavenense, bem como uma delegação do Sporting Club da Covilhã. A estação do caminho de ferro regorgitava de gente, subiam ao ar foguetes e os estandartes emprestavam à manifestação todo o calor de uma entusiástica recepção.
(...)
No domingo, depois da chegada do Director Geral dos Desportos e das autoridades locais ao magnífico Estádio, dava-se início às cerimónias da inauguração com um imponente desfile de atletas vindos de todo o Distrito.
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Discursaram os Srs.Severino Martinho que contou um pouco da história do Campo de Jogos e o Dr. Adelino Robalo Cordeiro, Presidente da Direcção do Clube Desportivo local
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Seguiu-se o desafio de futebol entre o Sport Benfica e Castelo Branco e o Sport Grupo Sacavenense que terminou pela vitória do primeiro por 3-1
(...)
"Minhas senhora e meus senhores
Esta é a hora maior do desporto albicastrense.
Uma só palavra -- tão poderosa e aliciante que ao seu apelo se erguem as multidões -- uma só palavra é alavanca geradora deste fogo alto de entusiasmo.
Desporto.
E já não apenas o desporto como ideia abstracta, o desporto-imagem de uma literatura de horas vagas, mas o conceito materializado, vazado na realidade palpável de um Estádio.
Temos um Estádio..."
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Foi assim que o Presidente do Sport Benfica e Castelo Branco, Dr. Adelino Robalo Cordeiro iniciou o seu discurso no Acto de Inauguração do novo estádio.
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9 de Setembro
Doente
Foi submetido a uma operação cirúrgica na Casa de Saúde de S.João de Deus o sr.António da Silva Trigo, filho do nosso prezado amigo sr. José de Sousa Trigo, comerciante na nossa praça. Do coração lhe desejamos o seu completo restabelecimento.
O seu estado, ao que parece, é bastante satisfatório, com o que nos congratulamos.
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16 de Setembro
Dr.Francisco Ligório Morcela
Foi agora nomeado profesor efectivo e colocado no Liceu de Vila Real, o sr. Dr. Francisco Ligório Morcela, deixando por isso de ministrar o ensino no nosso Liceu.
24 junho 2008
O Diário da Daniela...
A coluna da Daniela no Público de hoje.o ensino que se pratica na Escola Secundária de Bocage.
José de Sousa Fidalgo
Com 93 anos, faleceu no passado domingo
o Sr. José de Sousa Fidalgo que foi
funcionário da Câmara Municipal de Setúbal
tendo dirigido durante anos, como Chefe de Serviços,
o Matadouro Municipal de Setúbal.
José de Sousa Fidalgo, em 3 de Julho de 1993.
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Foi um jornalista competente e sóbrio do jornal "Setubalense".
Em 11 de Novembro de 1973
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Em 11 de Novembro de 1973, a Comissão de Festa realizou o
Raly de São Martinho
Sousa Fidalgo foi um dos organizadores e aqui o vemos, com a braçadeira de fiscal da prova, ao lado de alguns elementos da Comissão de Festas.
Da esquerda para a direita, José Luís Rocha Lourenço (Benjamim), Fernando Pereira Alves, Victor Hugo Delgado (de óculos), Carlos Frias Monteiro e José de Sousa Fidalgo.

Um adeus sentido e que a terra lhe seja leve...
Setubalense - 1955 - Ago./Setembro
Exposição de Pintura
O Pintor setubalense Fernando dos Santos e sua esposa Sr.ª D. Alda Machado dos Santos inauguraram ontem uma exposição no Salão Nobre da Câmara Municipal.
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03-08-1955
Notícias Pessoais
O lar do Sr. Rafael Emídio Croner Torres e da Srª D.Maria Manuela Gomes Rodrigues Croner Torres está de parabéns pelo nascimento de uma menina.
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08-08-1955
Exames no Liceu de Setúbal
Na Secção de Ciências do 5ºAno é aprovada na prova oral com 16 valores, Maria Madalena Correia Botelho.
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11-08-1955
Tribunal
Tomou posse do cargo de Juiz de Direito do 2º Juízo da Comarca de Setúbal, o Sr.Dr. Agostinho Antunes Campos de Carvalho.
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11-08-1955
Notícias Pessoais
Ernesto de Castro era o Presidente do Grémio da Lavoura de Setúbal.
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11-08-1955
Era Delegado da Direcção Geral dos Serviços Pecuários o Sr. Dr. Pereira de Matos.
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11-08-1955
Exames na Escola Técnica
Terminou o Curso Geral do Comércio o aluno Júlio Henrique Neves c/12 val.
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16-08-1955
Notícias Pessoais
O Dr. Alberto Fialho Jr. e sua esposa D.Maria de Lurdes da Cruz Fialho são professores da Escola Industrial e Comercial de Viseu.
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16-08-1955
Notícias Pessoais
O Dr. José Marques da Costa é Professor da Escola Industrial e Comercial de Setúbal .
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20-08-1955
Pintor Celestino Alves
Foi colocado na Escola Industrial e Comercial das Caldas da Rainha, deixando o seu lugar em Faro.
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20-08-1955
O Dr. Quirino Mealha é o Presidente da FNAT.
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22-08-1955
Cidade
Foram distribuídas 120 moradias económicas que estavam vagas em vários bairros, entre os quais o Bairro da Conceição.
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24-08-1955
Vitória F.C.
Parte amanhã para a Itália o árbitro Fernando Valério, para tomar parte no curso de arbitragem em San Remo.
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24-08-1955
Museu
Quadros de Jesus
Seguiram para Lisboa dois dos quadros do Retábulo de Jesus que fazem parte do nosso Museu dos "Primitivos". O "Calvário" e o "Cristo a ser pregado na cruz" vão integrar a Exposição de Arte que em Outubro se realizará em Londres.
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24-08-1955
Óbitos
Realizou-se o funeral dos Srs. Jean León Delpeut (27 anos e empregado superior do Banco Burnay) e seu irmão Georges André Delpeut (21 anos, estudante) filhos do Secretário-geral da SAPEC, Sr. Pierre Adolphe Joseph Delpeut, que foram vítimas de acidente, na Dinamarca.
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24-08-1955
Militar
Foi promovido a Major, o Sr. Capitão António Pereira Santana.
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27-08-1955
Militar
Regressou ontem a Setúbal o Capitão de Artilharia, Sr. Ernesto Carrilho do Rosário que durante 17 meses prestou serviço militar nos Açores.
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31-08-1955
Era Delegado da Direcção de Desportos de Setúbal, o Sr. Eng. Nascimento e Oliveira (Júlio?).
07-09-1955
Falecimento
Teócrito Constantino
Faleceu ontem o Sr. Teócrito Constantino considerado industrial de panificação, de 43 anos, natural de Setúbal. Era casado com a Srª D.Maria Madalena Morgado de Oliveira Constantino, pai da SrªD.Adelina de Jesus Oliveira Constantino e do Sr. Henrique de Oliveira Constantino e cunhado do Sr. Manuel José de Goes, presidente do Grémio do Comércio.
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07-09-1955
É Delegado de Saúde em Setúbal, o sr.Dr.José Timóteo Montalvão Machado.
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10-09-1955
Aniversário
Passa hoje o seu 2º aniversário natalício, o menino José Manuel Vairinhos Gonçalves, filhinho do nosso prezado amigo e anunciante Sr. Rogério Miguens Gonçalves.
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12-09-1955
Rev. Dr. Mário de Carvalho
O Sr. Cardeal Patriarca acaba de nomear para Prior da nova freguesia de S.João de Brito, em Lisboa, cuja paróquia será criada no próximo dia 15.
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19-09-1955
Casamento
Na Igreja de Santa Maria, realizou-se no sábado, o casamento da Sr.ª Maria Luisa Ferreira Nogueira de Matos... com o Sr. José de Carvalho Pinheiro.
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21-09-1955
Falecimento
Morre em Setúbal o Sr. João Ferreira Couto, dono da empresa das Águas da Bela Vista.
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24-09-1955
Liceu
A frequência do Liceu de Setúbal aumentou este ano, atingindo os 388 alunos.
1º ano – 116 alunos – 3 turmas
2º ano – 90 alunos – 3 turmas
3º ano - 73 alunos - 2 turmas
4º ano - 60 alunos - 2 turmas
5º ano - 49 alunos - 2 turmas
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24-09-1955
Major António Santana
Com sua esposa seguiu ontem viagem para Luanda, no vapor Moçambique, onde foi colocado numa unidade de Infantaria.
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26-09-1955
Notícias Pessoais
O Sr. José Estrela Leão, que exerce actividade na Dinamarca, tem estado em Setúbal, no gozo de licença.
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28-09-1955
Cidade
“É necessidade premente a construção de um novo mercado na zona oriental da cidade" (Artigo de Sousa Fidalgo, na 1ª página)
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28-09-1955
Cidade
Arronches Junqueiro
Faz hoje 15 anos que faleceu. ...tendo organizado um valioso Museu que ofereceu ao Município e foi entregue ao Liceu de Setúbal.
23 junho 2008
Parabéns!... 23 de Junho


