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02 janeiro 2008

Os meus heróis de BD

Barelli
in
Os Agentes Secretos
de
Bob de Moor

Bob de Moor
.
Bob De Moore considerado um dos últimos mestres do estilo "linha clara" belga que foi uma das imagens de marca e de qualidade, da famosa "Escola de Bruxelas".
Após os estudos na Academia de Belas Artes de Bruxelas, Bob De Moor inicia a sua carreira de banda desenhada no estúdio de desenhos animados "Afim".
Entre 1945 e 1946, desenha para a revista flamenga "Kleine Zondagsvriend" e, em 1947, publica o seu primeiro álbum em francês, "O Mistério do velho castelo".
Mais tarde, Bob De Moor produzirá, para algumas revistas algumas séries, como "Monneke en Johnekke", "Janneke en Stanneke" ("João e Estevão"), "De Leeuw van Vlaanderen" e "Tijl Uilenspiegel". A seguir, funda os estúdios "Artec", multiplicando as suas criações e histórias que publica em várias revistas.
Entra para a revista "Kuipje"em 1949, a equivalente flamenga da revista belga "Tintin". Entretanto, cria o pequeno herói "Cori, o grumete", através do qual, Bob De Moor mostra a sua paixão por barcos e por histórias passadas no mar,
situando-se essas aventuras marítimas nos séculos XVI e XVII
. Outra série famosa criada por Bob De Moor, é personificada pelo jovem herói "Barelli", cujas histórias se passam já no século XX.Devido ao seu enorme talento artístico e versatilidade, Bob De Moor foi sempre um artista muito solicitado por numerosas revistas e editoras, sentindo-se perfeitamente à vontade, a escrever e a desenhar, quer histórias realistas, quer histórias humorísticas. Assim, não é de espantar que, em 1950, seja convidado por Hergé, para trabalhar nos seus estúdios, como assistente deste. Bob De Moor deixa, então, de trabalhar por conta própria, como até então, para passar a trabalhar, a tempo inteiro, nos estúdios Hergé, depressa se tornando num dos principais assistentes do mestre, contribuindo para a renovação do estilo da banda desenhada da revista "Tintin" e fazendo ilustrações para várias capas da revista.
Livraria Bertrand - Fevereiro de 1979

O agente Barelli conta-nos uma história...

Foi há uns meses, numa quinta-feira, um dia muito quente... As pessoas fugiam em massa da cidade, em busca do fresco nos bosques e nos parques e este fluxo constituia um maná para os estabelecimentos como "O Oásis"onde então se exibiam
"The Coconuts", cançonetistas exóticos muito em voga.


Esta cena passa-se numa filmagem de exteriores
para espanto dos próprios actores.

Perseguido pela "secreta" do seu país sul americano o
"herói" desta história, Antigua de seu nome,consegue passar pelos seus
perseguidores, assim disfarçado.

Os "agentes perseguidores" foram despistados neste labirinto...

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Barelli evita ser vítima de um atentado.
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Acossado pelos "agentes" da "república das bananas", Barelli é convidado para uma festa onde por engano entraram também os seus inimigos Coconuts.

...e é convidado para dançar... por uma balzaquiana...

Mais tarde, nos bastidores do Teatro da Ópera onde se desenrolava “O Mercador de Veneza”, as cenas de perseguição ao nacionalista Antigua, pelos polícias sul-americanos, provocou sérios incómodos.

O mau da fita, o próprio primeiro-ministro que estava envolvido no imbróglio... foi apanhado em cheio pela Justiça!

Barelli, de Bob de Moor

01 janeiro 2008

Parabéns!... 01 de Janeiro

A Dr.Antonieta Gil faz anos hoje
Muitos parabéns...

DrªAntonieta Rosa Granzina Gil

31 dezembro 2007

Amanhã de madrugada...

Do fundo do coração... desejo a todos os meus Amigos
que lhes possa suceder isto, amanhã, antes das 8 horas!

- Desculpe, mas venho buscar o vestido de "cocktail"
que emprestei à sua mulher para o "reveillon"...

30 dezembro 2007

Impressão digital

Esta poesia de António Gedeão
foi editada em 1956, no primeiro
livro que publicou:
O Movimento Perpétuo

António Gedeão
numa foto da mesma década.
.

Impressão digital

Os meus olhos são uns olhos
E é com esses olhos uns
que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não vêem escolhos nenhuns

Quem diz escolhos diz flores.
De tudo o mesmo se diz.
Onde uns vêem luto e dores,
uns outros descobrem cores
do mais famoso matiz.

Nas ruas ou nas estradas
onde passa tanta gente
uns vêem pedras pisadas,
mas outros, gnomos e fadas
num halo resplandecente.

Inútil seguir vizinhos,
querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos,
Onde Sancho vê moinhos
D. Quixote vê gigantes

Vê moinhos? São moinhos.
Vê gigantes? São gigantes.

28 dezembro 2007

O Chambel deixou-nos ontem...

O nosso 7ºAno do Liceu de Castelo Branco ficou agora mais pobre.
Eugénio Chambel
faleceu ontem à noite no Hospital de Santarém,
vítima de um ataque cardíaco fulminante.
Fica para nós a saudade...

Eugénio Augusto Fevereiro Chambel
(1935 - 2007)

Um médico respeitável...

Tinha uma figura bonita, um ar respeitável e um porte aristocrático... Tenho dele a ideia de um homem afável e simpático, incapaz de "beliscar", fosse quem fosse, no seu contacto profissional ou social. Tinha uma figura que não se esquece...
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O Dr. Pedro Geraldes Cardoso foi um médico respeitado, em Castelo Branco, nas décadas de 30 e 40 do século passado. Foi também o Director do jornal “Beira Baixa” que era impresso na rua dos Ferreiros, no rés do chão do edifício onde funcionava a sede do Sport Benfica e Castelo Branco, fazendo esquina com a rua das Constituintes, hoje de novo rua dos Peleteiros. Era ali que, na véspera da saída daquele Semanário, eu com os meus cinco ou seis anos por vezes me entretinha, sentadinho no degrau da porta, a ver como os tipógrafos eram exímios e rápidos a manusear os caracteres de chumbo usados nas matrizes. Se bem me lembro, ali ao lado, funcionava ainda a Livraria Portela Feijão que anos mais tarde abriu nos “Cafés”, como era conhecida a baixa da cidade, mesmo ao lado da entrada do Hotel Lusitânia.
Na tipografia do Senhor Feijão, o ambiente era um bocado “escuro”… as paredes, os batas dos tipógrafos, as mãos e as caras deles estavam sempre sujas daquela tinta preta e horrorosa que espalhavam na imensa máquina impressora que fazia um barulho tremendo quando funcionava e deitava cá para fora as folhas que, depois de dobradas, os assinantes liam com muito interesse. Que teriam feito daquela máquina enorme onde era impressa a Beira Baixa? Hoje ficaria bem num qualquer museu…quem sabe? no mesmo local onde sempre esteve...
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Não foi apenas ali, à porta da antiga Livraria Portela Feijão, que me habituei a ver e a respeitar o Dr. Pedro Geraldes Cardoso. Uns anos mais tarde, quando nos “intervalos” dos estudos já no Liceu da Avenida, permanecíamos na esplanada do café Arcádia, nas tardes das quintas-feiras, sempre à mesma hora, víamos passar a figura elegante do “velho” clínico, mesmo ali à nossa frente, rumo às instalações da Câmara Municipal, onde entrava através de uma porta lateral que abre agora para a Avenida 1º de Maio… Não havia então nenhuma Avenida aberta naquele local…
Era ali que o Dr. Pedro Geraldes Cardoso recebia, profissionalmente, as raparigas que integravam o prostíbulo que se situava no bairro medieval do Castelo. E quando digo “profissionalmente” refiro-me, como é evidente, à profissão dele… Não à das raparigas com quem ele se encontrava naquela sala, um dia em cada semana, às quintas-feiras, a partir das três da tarde. Sozinhas, ou às duas de cada vez, elas iam passando pela zona dos Cafés, ali à nossa frente, numa “passagem de modelos” sem espalhafatos, sem darem muito nas vistas… a caminho do encontro semanal com o Dr. Pedro Cardoso que as aguardava e tratava com a simpatia que lhe era peculiar…
Constava que, nesses dias, a casa onde viviam… era muito mais frequentada!
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O Dr. Pedro Geraldes Cardoso tinha dois filhos, o Pedro Manuel, nascido em Março de 1924 e o Vasco Miguel, em Abril de 1926. Lembro-me vagamente do mais velho porque já tinha feito o Liceu quando eu entrei em 1945. Do Vasco Miguel tenho uma ideia mais consistente pois acabava de fazer o 7ºAno, na altura em que eu prestava provas de admissão ao liceu, tendo continuado a vê-lo depois, já em Lisboa ou, uma ou outra vez, num regresso esporádico à nossa cidade.,
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Os únicos dados físicos que tenho dizem respeito ao filho mais novo que, segundo creio foi, naqueles tempos, um “adepto” do hipismo que praticava, através da Mocidade Portuguesa, no quartel do Regimento de Cavalaria 8. No Livro de Curso do seu 7ºAno, o Adelino Robalo Cordeiro caricaturou-o em cima de uma “alimária”… de madeira! É uma caricatura soberba que mostra bem o valor do seu autor. É a reprodução exacta do rosto do Vasco Geraldes Cardoso.


Vasco Geraldes Cardoso
visto por Adelino Robalo Cordeiro

.O Baile de Gala dos Finalistas desse ano de 1944/45 também teve uma “fotografia para a posteridade”. Muitas caras conhecidas aqui se encontram...

Os finalistas do Liceu, em 1944/45


O Vasco Miguel é o segundo na fila de trás.
Na foto anterior é o 5º a contar da esquerda

Todo este apontamento surgiu por ter visto o anúncio de uma missa de sétimo dia que os jornais publicaram há uns dias em nome de uma senhora “Geraldes Cardoso”. Tratava-se na verdade da D.Maria Eugénia Taveira Cid que era casada, desde Agosto 1953, com o filho mais velho daquele ilustre médico de Castelo Branco, o Dr. Pedro Manuel Geraldes Cardoso.

27 dezembro 2007

Limparam-lhe o sebo...

Benazir Butto
..1953 - 2007
Era de esperar!...

Benazir Bhutto

Benazir Bhutto, ex-primeira-ministra paquistanesa e actual líder de um dos partidos da oposição, morreu hoje num ataque à bomba, durante um comício político na cidade de Rawalpindi. Pelo menos outras 16 pessoas morreram no ataque.

Beira Baixa - 1954 - Ago/Setembro

21 de Agosto
Nascimento
Maria Helena Galião Proença dá à luz uma menina.
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28 de Agosto
Desporto
Crónica "Beira Baixa Desportiva" por Santos Pires
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Hóquei em patins
Covilhã, 3 - Castelo Branco, 1
No passado dia 16 assistimos a este jogo realizado no rink "João António", de Alpedrinha e confessamos que ficamos um tanto ou quanto desiludidos. Aquilo é tudo menos desporto. Não no que respeita aos jovens jogadores, tanto covilhanenses como albicastrenses, pois embora estejam agora, por assim dizer, no princípio, procuram ir já fazendo alguma coisa de jeito . O que não é desporto é a forma como se comportam as assistências que, pouco ou nada percebem daquele desporto e por tudo barafustam.
Também não está certo que para estes jogos não se escolham árbitros competentes pois sem estes não se pode jogar regularmente. O organizador deste torneio teria de facto prestado um grande serviço ao hóquei patinado na Beira Baixa, se tivesse deslocado até Alpedrinha um árbitro oficial. É de louvar a sua iniciativa e o seu dinamismo em prol da patinagem, podemos mesmo dizer que é o sr.Dr.Sá Pereira o seu precursor mas para a obra ser completa não deve descurar a questão das arbitragens.
O jogo foi interrompido tendo o primitivo árbitro sido substituído por um assistente. Nesta altura já os covilhanenses ganhavam por 2-1, pontos estes que foram anulados.
O jogo continuou com os grupos empatados, mas no final, os covilhanenses venceram os albicastrenses por 3-1. Depois, com espanto geral, foi anunciado que o jogo tinha sido anulado.Esta decisão foi mal recebida por um grande sector do público, pois os covilhanenses ganharam com merecimento. A arbitragem foi boa.
Dos jogadores covilhanenses o melhor é o nº5, embora os restantes sejam regulares; no conjunto, o grupo covilhanense foi superior.
Dos jogadores locais, Grilo I foi o melhor e será grande no hóquei em patins se deixar de ser tão pessoalista, seguindo-se Morão, que executou algumas defesas de valor; Grilo II, no pouco que jogou teve alguns passes a seu primo, de grande valor; Lima não parece o elemento do ano passado; o defesa foi muito fraco e o nº4, esse nada fez de útil e andou quase sempre descontrolado, pecando muitas vezes por ser violento.
O grupo local é muito mais fraco do que o da época transacta.
No intervalo e no final do jogo exibiu-se a distinta patinadora do Sport lisboa e Benfica, Edite Cruz que agradou a toda a assistência.
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4 de Setembro
Batalhão de Caçadores nº6
Juramento de Bandeira da Recruta de 1954
(palestra proferida pelo Aspirante a oficial, senhor Adelino de Amorim Robalo Cordeiro)
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18 de Setembro
Casamento
No Santuário Mariano de Nª Sª de Mércules realizou-se no dia 11 do corrente, o enlace matrimonial da srª D.Mariana Carriço Goulão com o sr.Dr. Henrique Mendes Carvalhão.
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18 de Setembro
Colégio de Nª Sª do Rosário
Rezou-se a primeira missa na Capela do novo e grandioso edifício do Colégio de Nª Sª do Rosário, na 4ªfeira, dia das Dores de Nossa Senhora. Celebrou-a Monsenhor Santos Carreto.
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18 de Setembro
Casamento Elegante
No dia 9 do corrente, uniram-se nesta cidade, no santuário de N^Sª de Mércules, pelos sagrados laços do matrimónio, a srª D. Manuela Fernão Pires Ferreira Pinto, gentil filha do sr. Dr. António Ferreira Pinto e da srª D.Lucília Fernão Pires Ferreira Pinto, com o sr.José Carrega Marçal Grilo, filho do nosso prezado amigo sr. José António Marçal Grilo e da srª D.Maria Carrega Marçal Grilo.
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25 de Setembro
Custo de Vida
Tabela de preços máximos da venda de carne de vitela ao público.
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Carne de 1ª Categoria ...............sem osso ............com osso
Perna ......................................24$00...............19$00
Cheio, agulha, sete e espelho da pá .........................19$00
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Carne de 2ª Categoria ...............sem osso.............com osso
Restos de pá, Fundo, Chambão,.......................................
Cachaço, Peito, Abas e Rabo ..................................19$00
Rim limpo ................................ 24$00 ............-------------
Rilada e gorduras .........................5$00 ............-------------
Ossos .......................... ...... ------------- .................2$00

26 dezembro 2007

Parabéns!... 26 de Dezembro

A Zézinha faz anos hoje
Um "beijão" com muitos anos de atraso...
e um abraço muito amigo aqui te deixo hoje.

Maria José Folgado Pereira

25 dezembro 2007

24 dezembro 2007

José Manuel Fernandes

O Director do "Público" escreve sobre o
tema do momento: "A sucessão no BCP"

JMFernandes

"Convém ser claro: o que se está a passar cheira demasiado mal para poder ser considerado apenas um assunto entre os accionistas do BCP. A solução Santos Ferreira-Armando Vara significa colocar à frente do maior banco privado um antigo dirigente do PS do tempo de Jorge Constâncio (hoje governador do Banco de Portugal) e que, na época, era responsável pelas finanças do partido; e um amigo pessoal do primeiro-ministro, alguém que faz parte do seu núcleo de incondicionais e, no passado, foi obrigado a sair de um governo envolvido num escândalo que abrangia uma fundação criada com dinheiros públicos..."
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Vidé "Editorial" de
José Manuel Fernandes

no "Público" - 24.12.2007
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O "espaço" que vão dar a "este rapaz"... que poderá assim agir "à vontade", com as "costas aquecidas" pelas posições da CGD e da EDP na, eventualmente próxima, Administração do maior banco privado nacional!
Aguardemos...

A "Educação" de Sócrates...

A opinião de um Prof.Universitário

Santana Castilho
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"No último debate parlamentar discutiu-se a ridícula paternidade dum diploma e pintou-se a realidade com a demagogia doutros números, os dos êxitos estatísticos: mais alunos no sistema, mais sucesso escolar, mais oportunidades novas para todos. O entusiasmo esganiçado do primeiro-ministro recordou-me a alegoria de Churchill sobre o êxito: não é mais que ir de fracasso em fracasso, mantendo intacto o entusiasmo. O país não melhora chamando profissional a um ensino de papel e lápis, sem oficinas nem laboratórios, diminuindo exigências ao nível da fraude, diplomando o analfabetismo. Um país que diz aos seus adultos que chegou a altura de ter "a escolaridade obrigatória sem frequentar a escola", aos seus jovens que podem nem sequer lá pôr os pés que não reprovam por isso e que organiza cursos de formação de jogadores de futebol com garantia de equivalência a diplomas escolares, deve pensar seriamente em reabrir a Universidade Independente. Os governantes futuros precisam dela."

Santana Castiho
hoje, no "Público"
24.12.2007

Um concerto de Natal...

Na noite de 21 de Dezembro, assisti ao
Concerto de Natal do Coral Luisa Todi
na Igreja de São Sebastião, em Setúbal.
Valeu a pena...


A capa do programa
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Numa apresentação bem ritmada e não cansativa, a maestrina Gisela Sequeira dirigiu com muita segurança e profissionalismo o seu grupo coral.
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Ouvimos bonitas canções de Natal quase todas bem nossas conhecidas. Algumas delas com o Coral Luisa Todi a acompanhar a soprano Angela Silva que foi solista em três ou quatro peças.
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O Presidente da Direcção, Eng.Luís Filipe Fernandes, que foi aluno no nosso Liceu, procedeu, em dado momento, a uma homenagem simples aos elementos que há determinado tempo cantam no Coral.
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Luís Filipe Fernandes
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De entre os homenageados distingo mais dois elementos que passaram pelo Liceu Nacional de Setúbal.
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O José Espada de Carvalho, há 10 anos no Coral
José Carvalho
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e a DrªMaria Manuela (Morgado Pereira) Palma Rodrigues
coralista há 25 anos.


Maria Manuela Palma Rodrigues
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Foi ainda homenageada uma coralista com 35 anos de casa.


O Presidente da Assembleia Geral, Dr. João dos Santos Rodrigues
cumprimentou e ofereceu um bonito ramo de flores
à D.Maria Guilhermina Santos que agora se retira do
Coral Luisa Todi
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Depois das homenagens o Coral Luisa Todi voltou a actuar.
Ouvimos algumas das mais conhecidas Canções de Natal:
O Christmas Tree, Adeste Fideles, Oh Holly Night e, acompanhando a solista Angela Silva, White Christmas, Avé Maria de Gounod, Oh Holly Night e Noite Feliz.
Um sector do Coral Luisa Todi
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Mais um ex-aluno do nosso Liceu.
Ao centro o Com.Orlando Valadas
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A solista tinha uma figura bonita e uma voz magnífica que esteve á altura da sua figura.
A esta cantora -- a soprano Angela Silva -- se deve uma boa parte do êxito alcançado pelo Coral Luisa Todi, na noite de sexta-feira.

Angela Silva, como solista.
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Nota à margem:
Em relação à autoria da letra e música de "Adeste Fidelis" sempre existiu uma grande controvérsia, sendo atribuída a portugueses, ingleses, franceses, alemães, entre outros. Sabe-se que esta música foi cantada na embaixada portuguesa em Londres, no ano de 1797.
Muitos consideram que "Adeste Fidelis" é da autoria do rei português D. João IV.

23 dezembro 2007

O "Pinhal da Azambuja"...

“E sabem porque é que estas coisas acontecem? Porque há um poderosíssimo lóbi de consultadoria instalado à mama do Estado, há anos sem fio, que dita, influencia e condiciona as decisões dos executivos. Para 2008, o Governo orçamentou 370 milhões de euros ( ! ) para gastar com eles em “estudos, pareceres, projectos e consultadoria”. Eles, quem? Pois, isso é segredo de Estado. Há um ano que o semanário “Sol” tenta obter ao abrigo da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, a lista dos beneficiários deste bodo. Em vão… É que, se viesse a público a lista das eminentes personalidades, dos ilustres técnicos e dos influentes escritórios de advogados e consultores que entre si fazem assessoria aos governos (…) uma grossa fatia da respeitabilidade pública desabaria por terra”.

Miguel de Sousa Tavares
In “Expresso
22.Dez.2007
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MST debruçava-se sobre a delapidação do erário público, ou seja, do nosso dinheiro, que é feita por quem nos governa e se sente completamente impune pelas decisões, muitas vezes irresponsáveis e perdulárias, que toma.
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Porque é que o semanário “Sol” não consegue a informação requerida?!...
Provavelmente porque oito em cada dez daquelas altas individualidades “respeitáveis”, que viriam a público com essa informação, serão tão respeitáveis como o foram, no seu tempo, o Zé do Telhado ou o Cirineu… Só que fazem dos seus “escritórios”, o “Pinhal da Azambuja” da actualidade…


Em 1846, Almeida Garrett escreveu uma "prosa" que vem mesmo a propósito relembrar. Dizia ele:
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"Este é que é o pinhal da Azambuja?
Não pode ser.
Esta, aquela antiga selva, temida quase religiosamente como um bosque druídico! E eu que, em pequeno, nunca ouvia contar história de Pedro de Malas-Artes, que logo, em imaginação, lhe não pusesse a cena aqui perto!...
(...)
E, contudo, aqui é que devia ser, aqui é que é, geográfica e topográficamente falando, o bem conhecido e confrontado sítio do pinhal da Azambuja...
Passaria por aqui algum Orfeu que, pelos mágicos poderes da sua lira, levasse atrás de si as árvores deste antigo e clássico Ménalo dos salteadores lusitanos?
Eu não sou muito difícil em admitir prodígios quando não sei explicar os fenómenos por outro modo. O pinhal de Leiria mudou-se."

É claro que Almeida Garrett não sabia para onde tinham mudado o pinhal.
...Actualmente, todos sabemos!!...

Na National Gallery - Retrato de dama

Rogier van der Weyden
1400 - 1464
Retrato de Dama

Retrato de dama

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"Conhecido em França como Roger de la Pasture, trabalhou muito em Bruxelas e em 1450 desce a Roma e a Ferrara, encontrando ali Piero de la Francesca. Provavelmente foi aluno de Robert Campin e com ele e com o Mestre da Flémalle se confundiu. As obras deste seriam para alguns críticos trabalhos juvenis de Rogier. Este retrato parece datar de 1450 ou 1460. As delicadíssimas cores dão uma subtil leveza a certos volumes da composição. Atribuída, no passado, a diversos autores, é hoje unanimemente reconhecida como sendo de Rogier, já pela procura da pureza de forma, já por aquele sentido da luz clara que se difunde delicadamente por toda a pintura e a isola quase no seu geometrismo absoluto. Em 1876 o quadro estava em Paris, na posse de Madame Blane. Foi deixado por herança à Galeria, em 1895, por Lyne Stephens."

Cfr. Marco Valsecchi
In “Grandes Museus do Mundo”
Ed.Verbo – Setembro de 1973

22 dezembro 2007

As "garotas" de Wenzel...

Humor antigo
com o traço de
Wenzel

Más notícias para ti, querido! O teu sócio
quer ficar com a sociedade completa...

In. “Anedota Ilustrada
nº7 Março/1961

21 dezembro 2007

As minhas turmas... 6ºB - 1960/61

6ºAno - Turma B
em 1960/61
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Fui professor desta turma
em Ciências Naturais

Cristina Rosa Pereira Oliveira Grilo
Glicínia Conceição Gustavo Maia
Graça Maria Castelo Marques Dias
Isabel Maria Almeida e Costa
Laíde Mendes Coelho
Lurdes Rosa Miguel
Maria Anunciação Rodrigues Couto
Maria Clara Dias Costa Correia
Maria Dilete Santos Ângelo

Maria Elisabete Setra C.Caixeiro
Maria Elisabete Sousa Amaro
Maria Emília Fidalgo Reis Mateus
Maria Eugénia Silva Catraio
Maria da Graça Catraio Rocha Lourenço
Maria Isabel Duarte Correia
Maria Isabel Monteiro da Cruz
Maria Lucinda Tomás Ribeiro
Maria Luisa do Vale Telhal


Maria de Lurdes Almeida e Silva
Maria de Lurdes Correia Tavares
Maria de Lurdes Pratas Martins Neves
Maria Manuela Matos Candeias
Maria Margarida Cristina Gonçalves
Maria dos Remédios Albino
Maria Teresa Alarcão Costa Neves
Maria Teresa Coelho Pais
Maria Teresa Gil Costa Ferreira

.Também fizeram parte desta turma as alunas:

Maria Antónia de Carvalho Pinto
Maria da Graça Afonso Batista

20 dezembro 2007

Quem morava em Castelo Branco...

Na década de 40, quem morava na rua de Santa Maria?...
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No nº125, ocupando o rés-do-chão e o 1ºandar, vivia com a esposa, D.Amélia Eugénia e com o filho Manuel Eugénio e a filha Maria Benedicta, o Dr.Manuel Duque Vieira.

D.Amélia Eugénia Duque Vieira

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Duque Vieira foi meu Professor de Filosofia, cadeira para a qual nunca foi preciso comprar um livro! As palavras proferidas durante as suas aulas, transcritas para os nossos cadernos diários fizeram de nós uns “filósofos” (sem maldade…) Foi com o Dr. Duque Vieira que aprendi a Lógica à qual vivi “acorrentado” durante toda a vida.
O Dr. Duque Vieira esteve durante alguns anos, ligado ao jornal "Reconquista" que ajudou a lançar juntamente com o Padre Albano da Costa Pinto que foi o Director quando o jornal surgiu em 1945.


A casa do Dr.Duque Vieira
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É curioso reler agora algumas palavras, por ele proferidas treze anos mais tarde, no almoço de aniversário da Reconquista.
A meu ver, a imprensa religiosa do país está errada. Está errada pelo excesso de temas religiosos, que tornam essa literatura enfadonha, pesada, que se lê por amor de Deus. Só há um país na Europa, onde a imprensa católica é muito lida. É na Holanda. Eu tive a oportunidade, há uns meses, de falar com um padre daí, um homem que esteve vários anos no Brasil, depois veio para Portugal e prestou um papel admirável, e que acabou por paroquiar uma freguesia de Lisboa, morrendo aqui há pouco como um Santo.
Pela primeira vez que o encontrei tive oportunidade de me sentar ao lado dele e perguntei-lhe:
Porque é que a imprensa católica da Holanda é muito lida?
E ele disse-me exactamente isto, sem hesitação nenhuma:
É porque não é beata!”
O Dr. Duque Vieira suscitou alguma polémica nos meios conservadores de Castelo Branco.

Duque Vieira e os seus alunos numa excursão do 7ºAno - Março/1953
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Quando os filhos se aproximaram da Universidade, o Dr. Duque Vieira concorreu ao lugar de Professor efectivo, no Liceu Normal de Pedro Nunes, em Lisboa. Foi ali que voltei a contactar com ele quando ali passei os meus dois anos de Professor estagiário, em 1963/65. Mas já nessa altura o extraordinário Professor que tive em Castelo Branco havia sofrido o “desgaste” de um AVC… que o tornou quase irreconhecível, como professor. E eu, que o conheci bem e sabia do respeito natural que todos os seus alunos tinham por si, fiquei imensamente desgostoso pela “balbúrdia” que se passava nas suas aulas, com os alunos a “contornarem”, com fracas maneiras, o respeito que lhe deviam…
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No nº116, 1º andar
Quase em frente do Dr. Duque Vieira vivia a família Proença de Almeida .

A Casa do Sr.Aires do Café Lusitânia

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O Sr.Aires era o proprietário do Café Lusitânia e era o Pai do José Fernando, o mais novo de uma série de sete irmãos. Em direcção ao mais velho deles, o Albano Proença que foi médico, passamos pela Maria de Lurdes, pela Maria das Dores, pela Maria Teresa, pela Ercília que foi casada com o Amado Estriga e com o qual morreu há uns anos num acidente quando ambos regressavam a Castelo Branco. Creio que havia uma outra irmã, casada no Fundão, mas não me recordo se seria mais velha ou mais nova que o Albano.
O sr. Aires faleceu ainda novo. A amizade e simpatia, de todos aqueles irmãos, levaram nesse dia a uma mobilização muito grande. Uma percentagem muito grande da juventude que frequentava o Liceu marcou presença e acompanhou o Pai dos nossos amigos na sua última viagem.

O Cor.José Fernando Proença de Almeida entre o Cor.Guardado Moreira e o Eng.Olímpio Matos, em 3 de Junho de 2006 - V.V.Rodão
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O Zé Fernando nunca deixou de estar presente nos nossos encontros académicos. Nunca o perdemos de vista, mesmo quando viveu durante alguns anos em Macau. Reside actualmente no Distrito de Setúbal onde contactamos com alguma frequência.
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No nº119, r/c e 1º andar
Vivia a família Oliveira Nunes.
Era a casa do Rónias, o Rui de Oliveira Nunes e da Regina, ele mais velho e ela mais nova do que eu. O pai era comerciante de artigos eléctricos e tinha o estabelecimento situado um pouco abaixo do Leão das Louças, na rua J.A.Morão.

Em 1ºplano, jjmatos e o José Trigo
no 2ºplano, o Rui e o Silva Gomes - Liceu 1948/49
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No rés-do-chão desta casa situava-se o “laboratório” do Rui. Foi ali que assisti e participei, pela primeira vez, na experiência da hidrólise da água. O Rui era um “artista” em “coisas” da química. Foi também naquele “laboratório” que ouvi pela primeira vez a Emissora Nacional, através de um “rádio” munido de um cristal de galena, um sulfureto de ferro, devidamente montado pelo Rui e munido de uns auscultadores "malandros" idealizados pelo Rui. Cada vez que por ali passo não posso deixar de recordar esses anos em que frequentávamos o 4º ou o 5º anos…

O rés do chão não mudou muito... O carro sim!

O Rui fez mais tarde o Curso da Marinha Mercante e foi um excelente profissional ligado às comunicações. Creio que morou no Barreiro (?) até ao dia em que a morte o chamou, há já um bom par de anos.

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No nº101 r/c e 1º andar era o Centro Artístico Albicastrense. Era e ainda é…mas agora com a “cara lavada” desde há algum tempo, com instalações novas remodeladas há menos de dez anos. Tenho, sobre isso, um pequeno apontamento:
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“Em 6 de Outubro de 1998, o poeta António Salvado foi homenageado em Castelo Branco, pela Câmara Municipal. A sessão desenrolou-se no Arquivo Distrital. Nesse dia escrevi que “(…) visitei, depois do jantar, o Centro Artístico que foi remodelado e recuperado há pouco tempo pela Câmara Municipal e tem a mão do Luis Marçal Grilo. Está uma pequena maravilha.”

No nº96, 1º andar moravam as senhoras Carneiro.

A casa das Senhoras Carneiros, agora recuperada

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No nº94. 1º andar era o Dr. Lívio Lopes Ferreira quem vivia. Eram solteiras ainda as duas filhas, muito bonitas, que ali viviam com ele. Curiosamente não me lembro de nenhuma delas no Liceu mas lembro que fizeram casamentos com algum “aparato”, a mais velha, Maria da Graça, com o Eng. Marques Maia e a mais nova, Maria de Lourdes com o Dr. José Pissarra Xavier Lopes Dias.

Em 1ºplano, a casa do Dr.Lívio em muito mau estado

No nº90 eram os Pais do Dr. Carriço que moravam, paredes-meias com o Dr.Lívio e quase em frente do Centro Artístico. Creio que o Dr.António Lobato Carriço ali continuou a viver durante algum tempo mesmo depois de ter casado.

Dr.António Lobato Carriço

O Dr. Carriço foi nosso Professor de Educação Física e foi o “inventor” de uma modalidade desportiva que muitas vezes praticávamos às segundas-feiras, principalmente quando a Académica perdia o jogo no domingo anterior… Enquanto nós, os alunos, jogávamos o “brutebol” o professor ocupava-se com a leitura de “A Bola” … durante a hora inteira. Partiram-se alguns braços…
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Na segunda metade da rua apenas me lembro da casa de duas famílias:

No nº70, 1º andar, que ficava muito próxima das traseiras do Cine Teatro Vaz Preto morava a Família do nosso colega Domingos Barata que ali vivia com o s pais e os irmãos. Sei que o Domingos passou muito tempo em Angola onde se dedicou à agrimensura, tendo regressado após a independência. Mas já estive com ele, de novo, há muitos anos em Setúbal, onde reside ainda um dos irmãos que ali foi funcionário da CGD.
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No nº 7, 1ºandar, já quase no largo do Espírito Santo e com um quintalão enorme que ia abrir na rua da Granja e na rua dos Chões, vivia a Família do notário Dr.João Lobato Carriço Goulão que era o pai do João Maria, da Toneta e de outras duas filhas mais velhas.

Dr.Sá Pereira, Dr.Mario Pardal(?)e Dr.Goulão

Conheci o João Maria no Jardim Escola, quando tínhamos 3 ou 4 anos.

A D.Maria Luisa Costa Pinto que era irmã do Padre Albano de quem falo mais atrás, foi a nossa professora de Aritmética. Segura no ombro da Maria Filomena Marques Vicente a partir da qual me situo eu, a Maria José Salavessa e o João Maria Serejo Goulão.

Com 13 ou 14 anos frequentei aquela casa quando o João Maria nos convidava para jogarmos…hóquei em patins num pequeno terraço que havia nas traseiras! Ele, e mais uns quantos, deslizavam bem sobre os patins mas para quem começava a aprender…aquilo era muito duro… quer dizer…o chão era muito duro!...

Dr.João Maria Serejo Goulão

Vi o João Maria Serejo Goulão em Castelo Branco quando foram homenageadas as nossas professoras do Jardim-Escola, D.Maria Amália Fevereiro e D, Cremilde, em 11 de Novembro de 2000. Não estava com ele há muitos anos. Licenciou-se em Medicina e exerce clínica na região do Porto, creio que na Senhora da Hora (?)

O casal Cerejo Goulão e os irmãos Mendes de Matos - 11.Nov.2000