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02 novembro 2020

Morreu James Bond...

O actor escocês Sean Connery morreu aos 90 anos. 
Seu papel mais famoso no cinema foi o do espião James Bond. Connery foi o primeiro a interpretar o agente 007. Ao longo de sua carreira, o artista acumulou diversos prémios, incluindo um Oscar e três Globos de Ouro.
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Sean Connery
(1930 - 1920)
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Sean Connery, o actor que foi 7 vezes 007, faleceu em casa, enquanto dormia...
Foi no dia passado dia 31 de Outubro, em Nassau, nas Bahamas.
O primeiro trabalho que Connery teve foi de leiteiro, antes de se ter juntado à marinha, com apenas 16 anos.
Nascido num bairro da classe operária escocês, Thomas Sean Connery dificilmente aspiraria, nos anos da sua infância, à ideia de vir a tornar-se um ícone do charme e elitismo britânico.
Membro do Partido Nacional Escocês e feroz defensor público da independência da Escócia , Connery era considerado por muitos "o maior escocês vivo".
Foi em 1951 que chegou a participar no musical "South Pacific", mas não seria antes da década seguinte que a carreira deslocaria, quando em 1962 estreava o primeiro filme da saga 007. Ao todo, deu vida ao agente secreto James Bond em sete filmes.
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Ficam na memória alguns dos seus OO7:
Dr. No, em 1961, 
Ordem para Matar, em 1963
Contra Goldfinger, em 1964
Só se vive duas vezes, em 1967
O assassinato no Expresso do Oriente, em 1974
Fora da série 007, fez também o inesquecível "Em nome da rosa", em 1986.
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No ano 2000, Sean Connery foi nomeado Cavaleiro pela Rainha de Inglaterra, após enorme controvérsia dado o seu apoio à independência da Escócia.  
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Para o papel do agente dos livros de Ian Fleming, os produtores estavam a ponderar candidatos como Gary Grant, David Niven, Richard Burton, Trevor Howard, Peter Finch, James Mason, Roger Moore, mas foi o jovem actor de 30 anos com o seu andar carismático -- que mais tarde Albert Broccoli descreveria como "a ameaçadora elegância de uma pantera a deambular em busca de presa"... 
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Faleceu no dia na passada 6ªfeira
Que descanse em paz.
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NB:
cfr. Jorge Mourinha e Isabel Salema, no "Público" e Diogo Vaz Pinto, no "Jornal i".

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