25 abril 2023
23 abril 2023
Recordações...
22 abril 2023
Escrevi estas linhas...
... em 07/09/2003
porque hoje é a
primeira lição do resto das nossas vidas.
Beijos e abraços,
Margarida
.
"No primeiro dia de
aula o nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos
apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.
Eu fiquei em pé
para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.
Olhei para trás e
vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim.
.
Um sorriso lindo
que iluminava todo o seu ser. Ela disse:
"Ei, bonitão.
Meu nome é Rosa.
Eu tenho oitenta e
sete anos de idade.
Posso te dar um
abraço?"
Eu ri, e respondi
entusiasticamente:
"É claro que
pode!", e ela me deu um gigantesco apertão.
Não resisti e
perguntei-lhe:
"Por que você
está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu
brincalhona:
"Estou aqui
para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me
aposentar e viajar."
"Está
brincando", eu disse.
.
Eu estava curioso
em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela
disse:
"Eu sempre
sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"
.
Após a aula nós
caminhamos para o prédio da Associação dos Estudantes, e dividimos um milkshake de
chocolate.
Nos tornamos amigos
instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula
juntos e falaríamos sem parar.
.
Eu ficava sempre
extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua
experiência e sabedoria comigo.
.
No decurso de um
ano, Rosa tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos
facilmente, onde quer que fosse.
Ela adorava
vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela
estava curtindo a vida!
.
No fim do semestre
nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de fim de curso.
Jamais esquecerei o
que ela nos ensinou.
Ela foi apresentada
e se aproximou do pódium.
.
Quando ela começou
a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão.
Frustrada e um
pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:
"Desculpem-me,
eu estou tão nervosa!
Eu não conseguirei
colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês
sobre aquilo que eu sei."
.
Enquanto nós
ríamos, ela limpou sua garganta e começou:
"Nós não
paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos
de jogar.
.
Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso. Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!
Terceiro, há uma
enorme diferença entre envelhecer e crescer.
Se você tem
dezanove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer
nada de produtivo, você ficará com vinte anos.
Se eu tenho oitenta
e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com
oitenta e oito anos.
.
Qualquer um, mais
cedo ou mais tarde ficará mais velho.
Isso não exige
talento nem habilidade, é uma consequência natural da vida.
A ideia é crescer
através das oportunidades.
E por último: Quarto, não
tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram,
mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer.
As únicas pessoas
que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos."
.
Ela concluiu seu
discurso cantando corajosamente "A Rosa".
Ela desafiou a cada
um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.
.
No fim do ano Rose
terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.
Uma semana depois
da formatura, Rose morreu tranquilamente em seu sono.
.
Mais de dois mil
alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que
ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo
que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.
.
Quando você
terminar de ler isto, envie esta palavra de conselho para seus amigos e
familiares.
Eles realmente
apreciarão!
Estas palavras têm
sido divulgadas por amor, em memória de "Rosa".
Uma grande mulher.
Na verdade um grande ser humano.
.
Lembre-se:
Envelhecer é inevitável, mas crescer é opcional.”
21 abril 2023
Pensamento...
do que abrir a boca e confirmar!”
.
Autor desconhecido
19 abril 2023
18 abril 2023
Associação de Estudantes...
Nesta fotografia está reunida a maioria dos elementos da Direcção da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências de Lisboa, no ano lectivo de 1955-56.
Reconhecemos todos eles. A partir da esquerda, o madeirense José Barbeito, nado e criado na rua da Carreira no Funchal (Oh! Barbeito... isto é que é memória!), o Quaresma da secção de Xadrês, o Vice-Presidente jjmatos, o Crespo Joaquim, a Francisca Mendes do Carmo Dionízio (a Chiquinha), o alentejano Luis Moura, o Presidente Fernando António Pinto Alves Martins e a "eminência parda" do PCP na Faculdade de Ciências, o impecável e eficiente Alfredo Noales Rodrigues de quem nunca mais ouvi falar... nem sequer nas últimas décadas da "era moderna"...
16 abril 2023
Miguel Esteves Cardoso dixit...
15 abril 2023
O poeta é um fingidor...
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
.
in, "Cancioneiro"
13 abril 2023
São quadras, meu bem... São quadras!...
“A tua saia travada
Fica sempre “destravada”
Com as coisas que eu te digo…”
12 abril 2023
O Sousa Tavares... e o Expresso!
No número 1784 do Jornal Expresso, publicado no passado dia 6 de Janeiro, o colunista Miguel Sousa Tavares desferiu um violentíssimo ataque contra os professores (que não queriam fazer horas de substituição), assim como contra os médicos (que passavam atestados falsos) e contra os juízes (que, na relação laboral, pendiam para os mais fracos e até tinham condenado o Ministério da Educação a pagar horas extraordinárias pelas aulas de substituição).
Em qualquer país civilizado, quem é atacado tem o direito de se defender. De modo que a professora Dalila Cabrita Mateus, sentindo-se atingida, enviou ao Director do Expresso, uma carta aberta ao jornalista Miguel Sousa Tavares. Contudo, como é timbre dum jornal de referência que aprecia o contraditório, de modo a poder esclarecer devidamente os seus leitores, o Expresso não publicou a carta enviada.
Um aparte meu:
... e quem seria o sr. Miguel de Sousa Tavares se não fosse filho de quem é?!!!! Alguma vez na vida fez algo que o tornasse assim tão mediático?!
Aqui vai, pois, a tal Carta Aberta, que circula pela Net. Para que seja divulgada mais amplamente, pois, felizmente, ainda existe em Portugal liberdade de expressão.
Carta de uma professora:
«Não é a primeira vez que tenho a oportunidade de ler textos escritos pelo jornalista Miguel Sousa Tavares. Anoto que escreve sobre tudo e mais alguma coisa, mesmo quando depois se verifica que conhece mal os problemas que aborda. É o caso, por exemplo, dos temas relacionados com a educação, com as escolas e com os professores. E pensava eu que o código deontológico dos jornalistas obrigava a realizar um trabalho prévio de pesquisa, a ouvir as partes envolvidas, para depois escrever sobre a temática de forma séria e isenta.
O senhor jornalista e a ministra que defende não devem saber o que é ter uma turma de 28 a 30 alunos, estando atenta aos que conversam com os colegas, aos que estão distraídos, ao que se levanta de repente para esmurrar o colega, aos que não passam os apontamentos escritos no quadro, ao que, de repente, resolve sair da sala de aula. Não sabe o trabalho que dá disciplinar uma turma. E o professor tem várias turmas.
O senhor jornalista não sabe (embora a ministra deva saber) o enorme trabalho burocrático que recai sobre os professores, a acrescer à planificação e preparação das aulas. O senhor jornalista não sabe (embora devesse saber) o que é ensinar obedecendo a programas baseados em doutrinas pedagógicas pimba, que têm como denominador comum o ódio visceral à História ou à Literatura, às Ciências ou à Filosofia, que substituíram conteúdos por competências, que transformaram a escola em lugar de recreio, tudo certificado por um Ministério em que impera a ignorância e a incompetência. O senhor jornalista falta à verdade quando alude ao «flagelo do absentismo dos professores, sem paralelo em nenhum outro sector de actividade, público ou privado». Tal falsidade já foi desmentida com números e por mais de uma vez. Além do que, em nenhuma outra profissão, um simples atraso de 10 minutos significa uma falta imediata. O senhor jornalista não sabe (embora a ministra tenha obrigação de saber) o que é chegar a uma turma que se não conhece, para substituir uma professora que está a ser operada e ouvir os alunos gritarem contra aquela «filha da puta» que, segundo eles, pouco ou nada veio acrescentar ao trabalho pedagógico que vinha a ser desenvolvido. O senhor jornalista não imagina o que é lecionar turmas em que um aluno tem fome, outro é portador de hepatite, um terceiro chega tarde porque a mãe não o acordou (embora receba o rendimento mínimo nacional para pôr o filho a pé e colocá-lo na escola), um quarto é portador de uma arma branca com que está a ameaçar os colegas. Não imagina (ou não quer imaginar) o que é leccionar quando a miséria cresce nas famílias, pois «em casa em que não há pão, todos ralham e ninguém tem razão». O senhor jornalista não tem sequer a sensibilidade para se por no lugar dos professores e professoras insultados e até agredidos, em resultado de um clima de indisciplina que cresceu com as aulas de substituição, nos moldes em que estão a ser concretizadas. O senhor jornalista não percebe a sensação que se tem em perder tempo, fazendo uma coisa que pedagogicamente não serve para nada, a não ser para fazer crescer a indisciplina, para cansar e dificultar cada vez mais o estudo sério do professor. Quando, no caso da signatária, até podia continuar a ocupar esse tempo com a investigação em áreas e temas que interessam ao país. O senhor jornalista recria um novo conceito de justiça. Não castiga o delinquente, mas faz o justo pagar pelo pecador, neste caso o geral dos professores penalizados pela falta dum colega. Aliás, o senhor jornalista insulta os professores, todos os professores, uma casta corporativa com privilégios que ninguém conhece e que não quer trabalhar, fazendo as tais aulas de substituição. O senhor jornalista insulta, ainda, todos os médicos acusando-os de passar atestados, em regra falsos. E tal como o Ministério, num estranho regresso ao passado, o senhor jornalista passa por cima da lei, neste caso o antigo Estatuto da Carreira Docente, que mandava pagar as aulas de substituição. Aparentemente, o propósito do jornalista Miguel Sousa Tavares não era discutir com seriedade. Era sim (do alto da sua arrogância e prosápia) provocar os professores, os médicos e até os juízes, três castas corporativas. Tudo com o propósito de levar a água ao moinho da política neoliberal do governo, neste caso do Ministério da Educação.
Dalila Cabrita Mateus,
professora, doutora em História Moderna e Contemporânea».
.
Insisto na minha pergunta de há pouco:
"Se não fosse filho de quem é... quem seria o senhor Miguel Tavares ??!!!...
11 abril 2023
Citações...
10 abril 2023
08 abril 2023
Senhor Alzheimer...
.
Gosto cada vez mais de ler o "espaço" de Graça Franco. A "Crónica" de hoje, no “ Público”, a que deu o nome de Senhor Alzheimer fez “soltar as águas dos meus olhos”…
Com a provável permissão de Graça Franco e do Director do Público deixo aqui algumas das linhas que ela nos guardou para hoje…
(…) Olho à minha volta e sei que não os conheço. Excepto a Rita. Uma morena esguia que sorri sempre. É bonita a Rita. Sei que se chama assim. Embora nunca consiga pronunciar-lhe o nome. É a língua que foge entre a dentadura e o céu-da-boca e se enrola nas letras. Rita nunca me sai. Chamo-lhe amiga. Amiga, sai-me sempre. Ontem virei-me para ela e saiu-me bem:- Então amiga? E ela: "Estou bem, pai. E o pai?"
(…) E ela, amável, como se eu lhe tivesse respondido que me sentia bem, continuou sorrindo, como sempre." Esta, pai? É a Inês, pai. Não se lembra...? Está tão grande pai, não está?" É curioso o facto de, à medida que o tempo passa, as medidas se tornarem tão importantes como o clima. Reservam-nos dois únicos tipos de conversa: o estado do tempo e o estado dos netos. Eles estão sempre "mais altos, não é?" e o tempo está sempre "mais frio, não está?" e esperam de nós um assentimento entusiástico do tipo: "Pois é!" Às vezes faço-lhes a vontade. E eles, felizes, pensam que não morri.
(…) Os netos são uma pequena multidão ruidosa, exactamente igual à dos outros miúdos. (…) têm em comum o facto de serem seres que ou me ignoram, ou fogem de mim. Às vezes, na pressa, tropeçam nas minhas pernas ou nos meus olhos. Então, murmuram, adiando a fuga, um apressado: "Bom dia, avô! (mesmo que seja noite!). Hoje, como é que está?" O hoje deve-se ao facto de não saberem como me sentia ontem e anteciparem que isso não lhes vai interessar amanhã. Excepto, claro, se voltarem a tropeçar em mim.
(…) Reconheço que não me esforço por os conhecer. Excepto um. Decidi que era filho da Rita, mas, se calhar, é filho de outra qualquer, da loiraça espampanante ou da matrona afogueada. Talvez nem seja meu neto. Pouco importa. Chamo-lhe Zé para dentro, mas, para fora, não lhe chamo coisa nenhuma, porque nunca me sai. Tem fraldas como eu, o que ajuda a nossa proximidade. Não foge de mim. Pelo contrário. Olha-me fixamente à espera de uma resposta qualquer. E não se cansa. Começa de manhã ao pequeno - almoço e, às vezes, pela tarde, ainda anda por ali. Noutro dia veio dar-me um chocolate! Gostei. Comi-o todo, enquanto ele espreitava pelo cantinho do olho a saboreá-lo também, como se, de repente, tivéssemos ido os dois à pastelaria comer um bolo. Ao Zé não lhe saem as frases como a mim. Parece que também não tem grande memória. Acho graça pensar que tem as gavetas do cérebro trocadas como as minhas…
No Verão andava ele à volta do lago e apareceu a Rita. E eu, aflito, gritei alto e bom som: "Cuidado com o lavatório!" Ela esperta ouviu e correu para o miúdo. Mas, ele, não me perdoou a traição. Olhou-me com a raiva que se reserva aos denunciantes. No regresso, atirou-me a língua de fora, à socapa. Apeteceu-me correr atrás do diabrete, para lhe agradecer a façanha de ter continuado vivo. Não queria vê-lo transformado em peixe. Foi então que tropecei nos próprios pés e se soltaram as águas. Não é novo. Passam a vida a soltar-se. Mas, dessa vez, foram as águas dos olhos. Ele apavorado começou a gritar: "O avô está a chorar!" Mentira. Soltar águas é outra coisa... mesmo as águas dos olhos. Mas não voltou a fugir. Ficou uns dias a cirandar ao meu lado e a limpar-me as águas da cara.
.
(…) Sei que já não sou novo. Às vezes, encontro-me, cá em casa, com um outro velho que não conheço e me faz lembrar o meu pai, mais gasto e mais cansado. Já não tem conversa. Fica ali em silêncio a olhar para mim como se eu fosse um espelho. Não me arrelia. Dou comigo a pensar como será o mundo? O Zé é pequeno de mais para essas conversas. Mas o velho, coitado, não responde, deixa-me falar sozinho sem dar uma para a caixa. Mesmo nos dias em que se abre a janela do mundo há coisas que já não percebo. Tenho saudades de uma boa discussão sobre livros, sobre arte, sobre religião, sobre política. Até sobre mulheres. Um dia destes, deve ter sido dia de limpeza no cérebro e de repente abriu-se a gaveta das letras. Há muitos anos que não consigo ler. Foi desde aí que esqueci o meu nome: só sei que sou Pessoa. Ou melhor, tenho a certeza que já fui Pessoa, mas não me lembro se António, ou se Alberto. Fernando é que não, que esse também não sabia quem era, mas não era eu...Um dia destes consegui ligar as letras outra vez, quando vi na mesa da cozinha o Correio da Manhã. Num ápice vi, na última página, a foto de uns bombeiros a levar um morto embrulhado num lençol. Tinha um título a negro "Homicídio" e li, e percebi perfeitamente que havia um homem que tinha morto a mulher, ou o contrário. Uma mulher que tinha morto aquele homem, porque estava desesperada com a doença dele, ou dela, e depois vinha o meu nome... Alzheimer. Eu não era o morto, por isso não percebi por que falavam de mim.
Mas gostei de reencontrar o meu nome através do jornal. Alzheimer. Tenho a certeza que é isso que me chama todos os meses o doutor, quando se vira para a Rita para dizer que eu só preciso que falem comigo, e não fujam, porque "isso é muito melhor do que dar mais remédios ao senhor Alzheimer…
Jornalista
07 abril 2023
No recanto de um "Diário"...
06 abril 2023
04 abril 2023
Esta noite no "Liceu Nacional de Setúbal"...
Citações...
03 abril 2023
Memórias...
15/03/1952
...andei com o Salvado que me mostrou um seu poema que foi publicado na "Reconquista"... e fomos até ao Jardim do Paço onde encontrámos a Belinha mais o Virgílio. Tinham dois "paus-de-cabeleira"...a prima da Belinha e a Vitória. Esta noite fui à JEC, mas como não houve reunião, fui mais o Pires Antunes e uma grande malta, dar a "Volta dos tristes" e, depois, sentámo-nos num dos bancos do passeio a falar sobre o "crime de Cascais".
02 abril 2023
São quadras, meu bem... são quadras.
Meu santinho milagreiro
Faz com que este Governo
Não me roube mais dinheiro...


.jpg)

.jpg)
.jpg)

.jpg)

