A Manta religiosa é um animal Artrópodo, da Classe dos Insectos e da Ordem dos Ortópteros, tal como a barata e o gafanhoto e a sua espécie tem a designação científica de “Mantis religiosa”. Apresenta normalmente uma coloração esverdeada.
16 outubro 2022
Manta religiosa
15 outubro 2022
Parabéns!... 15 e Outubro.
O Cipriano da Vela...
Esta manhã, numa Brasileira sem
ninguém, sentou-se na mesa ao lado da minha, um estranho personagem, “artista”
habitué por aquelas paragens e que me tem chamado a atenção pela maneira como veste e se comporta. Por vezes sozinho,
escrevendo ou pintando ou gravando os mais diversos materiais, de pequena
dimensão, estilo postal ilustrado. Deve viver de expedientes...
Acompanhado por
um outro indivíduo, ficou só passado algum tempo. E logo a seguir dirigiu-me a
palavra:
“O Dr. desculpe... não quer ficar-me com um destes desenhos?” e passou-me para a mão
alguns daqueles postais, todos eles com um desenho de flor com um poema escrito
por cima...
Antes que eu me
“encolhesse” acrescentou:
“É para ver se dá para o
almoço...” e aí, avancei com um postal mesmo depois de ter mencionado como
“preço” uma nota de quinhentos.
“Se é para a ajuda do almoço
está bem! Devem ajudar-se os “artistas...”, acrescentei à medida que lhe
entregava a “nota” combinada.
Só então se deu a conhecer...
“Eu fui aluno aqui no Liceu...
Não fui seu aluno, mas lembro-me muito bem de si. Tirou-me uma vez, a mim e ao
meu cunhado Zé Augusto, uma fotografia num barco que, mais tarde, esteve
ampliada e exposta na Feira de Santiago...”
Era o Cipriano!... O Cipriano
da Vela, o Cipriano lourinho e gorducho
de quem fui Director de Ciclo nos finais da década de sessenta... Bons e velhos
tempos... O Cipriano não tem agora nada de gordo, antes pelo contrário... e de
loiro só parecenças... Está alto, está magro e parece não viver com muito
desafogo.
Disse-me que esteve imigrado mais de 12 anos, na Suíça. E que a vida lhe foi madrasta. Não entrei em pormenores, achei que não devia...
Mostrou-me alguns trabalhos
dele. E os manuscritos de dois livros de poemas que diz querer publicar.
Não resisto a transcrever o
poema que coube no postal que lhe valeu metade do almoço de hoje...
Sobre uma “Rosa vermelha”
desenhada em lápis de cor, escreveu o seguinte Poema que assinou num rabisco
onde não me seria possível, por mais boa vontade que tivesse, descortinar a
palavra Cipriano...
Prenda Rosa
Rosa Rosa
Rosa Cor
Cor de Rosa
Branca Rosa
Rosa Flor
Primorosa
Rosa em Flor
Meu Amor
(segue uma assinatura feita um rabisco)
14 outubro 2022
O aroma subtil das violetas...
13 outubro 2022
A menina mais linda,
Parabéns!... 13 de Outubro
12 outubro 2022
Faleceu Angela Lansbury...
11 outubro 2022
Vasco Pulido Valente...
Quinze dias depois, o telefone
toca em minha casa. Atendi. Era o Vasco Pulido Valente a perguntar-me se eu não quereria ir
trabalhar com ele no recém-criado Departamento de Programas Político-Sociais na
RTP, do qual ele fora nomeado coordenador ou chefe ou outra coisa qualquer.
Fiquei estupefacta! Mas não levei mais do que dois ou três segundos a perceber
que ele tinha apreciado a minha irreverência. Ao longo da vida, nunca mais esta
qualidade me serviu de trunfo para nada – bem pelo contrário, serviu-me para
arranjar sarilhos e inimizades. Este episódio, à primeira vista tão
banal, revelou-me que encontrara uma pessoa muito especial e peculiar.
Eu lá entrei para a Televisão, e o Vasco bateu a porta
duas ou três semanas depois. Déramo-nos bem, estabelecera-se entre nós uma
espécie de amizade e dentro de pouco tempo já tínhamos amigos comuns. Mas
mantive sempre com o Vasco uma relação à parte. Almoçávamos ou jantávamos
juntos com regular assiduidade. Começámos pelo “Isaura”, que frequentámos
bastante tempo; daqui passámos para o “Polícia”, onde jantávamos quase
quinzenalmente; e, num upgrade final, mudámo-nos para o “Gambrinus”: já
tínhamos subido na vida o suficiente para sustentar este luxo.
Mas foi ainda no tempo do “Isaura” que o Vasco um dia
me deixou completamente desconcertada. Falávamos sobre as pessoas, as suas
qualidades e defeitos. Eu disse qualquer coisa como – “Ninguém fala dos seus
defeitos mais graves ou feios”. Resposta: “Pois eu falo”. Pergunta: “Então diz
lá um defeito teu daqueles que as pessoas não mencionam.” Resposta: “Olha, por
exemplo, sou mentiroso.” “Repete lá isso!”. “Eu sou mentiroso”. Fiquei atónita
e sem palavras: tanta coragem moral! Desde esse dia passei a olhar para o Vasco
com muita admiração e muito respeitinho. Quantas pessoas haverá capazes de se
exporem com tanto desassombro? Só conheci uma. Chamava-se Vasco Pulido Valente.
Não tem fim o que lhe devo. De todas as vezes que
estivemos juntos aprendi sempre alguma coisa com ele; ou levava para casa uma
questão para pensar. Principalmente, foi com o Vasco que aprendi a escrever
história, num tempo em que a produção
historiográfica portuguesa, esmagada entre o academismo e o marxismo, era
praticamente ilegível. Sobre isto, o Vasco era
divertidíssimo, mormente quando dedilhava as suas cordas mais cáusticas e
mordazes, que eram as minhas preferidas. Estas duas qualidades, sobretudo,
irritavam os leitores das suas inúmeras crónicas: que era um pessimista
crónico, talhado para só ver o lado sombrio da existência. De facto, esta não
lhe aparecia pelo lado solar, e ele não estava disposto a dourar a pílula da
vida ou o mundo. Vasco Pulido Valente sempre foi o implacável escritor de uma
justificada desesperança.
10 outubro 2022
09 outubro 2022
Se bem que seja Outono...
08 outubro 2022
São quadras, meu bem... são quadras!...
07 outubro 2022
A pintura de Graça Lagrifa...
Foi Graça Lagrifa quem escreveu:.
"Blue shadows.06 outubro 2022
“Summer’s Lease”
05 outubro 2022
Carlos Macedo...
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Muitas profissões exigem uma “vocação”. Dizia-se, há uns anos, que a profissão de professor, para alem de exigir “vocação” teria de ser exercida como “sacerdócio” ...
Ao ver o entusiasmo de uma minha colega, cuja face se transfigurou quando me deu esta novidade, envolvida ela própria na nota de uma sua aluna num exame, nota que também a ela pertence, lembrei que a vocação não é exclusiva de médicos... Esses, ao menos, sempre foram melhor compensados que os professores... Não será bem por sacerdócio... que exercem a medicina!
Vocação e sacerdócio é isto! É sentirmos nossos os êxitos dos nossos alunos. É ficarmos contentes, é sentirmo-nos leves e capazes de voar, acompanhando o voo desses mesmos alunos...
Faz bem à alma ver estampada na cara das pessoas uma felicidade que recompensa muitos momentos de angústia... muitas horas de descrença... e por vezes, muitas incompreensões...
04 outubro 2022
O Beija-Flor...
Estão suspensos num desejo
Teus olhos negros rasgados...
Fecho os meus olhos e vejo
Dois olhos apaixonados...
Um beijo aqui, ao de leve
Outro acolá, com Amor...
Fico parado no espaço
Como faz o beija-flor
Quando beija, o Colibri
Beija com tanto vigor
Que, envergonhada, eu já vi
A Rosa ficar sem cor...
Se um Colibri te pareço
E tu a Flor num jardim
Beijo a flor e bem mereço
Que me beijes só a mim...
O Beija-flor quando beija
Deixa a flor ruborizada
O tudo que se deseja
É um tudo... quase nada...
Gostaria de voar
Em “sur place”... p’ra te ver
Pairar no mesmo lugar
Ter-te à mão... e não te ter...
As tuas asas abertas
Ao vento, para voar...
Deixam, de sombras, cobertas
Minhas penas... a penar...
Se sinto o bem que me fazes
Sonho com a liberdade...
Só os sonhos são capazes
De mudar o que é verdade...
As asas do Beija-flor
Batem depressa demais
Tuas asas que não vejo
São mil abraços fatais...
Tu voas atrás do vento
Com vontade de o prender
Fechas a mão num momento
Mas nada fica p’ra ver...
Atrás de ti ando eu
Com vontade de te ter...
O vento corre no céu
Tu corres p’ra me não ver...
Para seres o que eu desejo
Dava-te um beijo primeiro...
P’ra te abraçar... outro beijo
E p’ra te ter... um terceiro!...
02 outubro 2022
01 outubro 2022
São quadras, meu bem... são quadras!...
30 setembro 2022
No "Independente"... de hoje.
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José Tomás de Sousa Martins foi um médico e professor catedrático da Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, antecessora das Faculdades de Medicina de Lisboa, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a Faculdade de Ciências Médicas da UNL - Universidade Nova de Lisboa.
São quadras, meu bem... são quadras!...
A pintura de Graça Lagrifa...
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