Páginas

05 fevereiro 2023

Eduardo Marçal Grilo...

 ...esta tarde em
Castelo Branco
apresenta novo livro
no "seu Liceu"

Prof. Eduardo Marçal Grilo
.
e o livro de que é autor

.
.
Eduardo Marçal Grilo, ministro da Educação no primeiro Governo chefiado por António Guterres, apresenta este domingo, pelas 17h30m,  na Biblioteca Egas Moniz, localizada na Escola Secundária Nun'Álvares, o seu último livro.
.
"Salazar e a Educação no Estado Novo" apresenta-nos uma visão, distanciada e sem constrangimentos políticos ou ideológicos sobre a educação durante aquele período da vida portuguesa..
.
"Decidi escrever este livro por um conjunto de razões (...) mas sobretudo porque tenho hoje a ideia de que só conhecendo bem o passado se consegue perceber o tempo que vivemos e ter uma noção do que será possível perspetivar para o futuro.
(...)
Marcelo Rebelo de Sousa destacou a forma como exerceu o cargo de Ministro da Educação. 
"Muitas pessoas só perceberam o grande ministro que foi, anos depois de ter deixado o cargo".
.
Em Castelo Branco, a obra será apresentada por António de Carvalho, director do Agrupamento de Escolas Nun'Álvares.
A realização desta apresentação em Castelo Branco resulta da vontade do autor, que procurou o antigo Liceu de Castelo Branco onde estudou, para concretizar a iniciativa.
.
NB 1 - O texto que aqui deixo é  um simples "apanhado"  de um artigo da autoria de João Carrega que fui "buscar" ao jornal "Reconquista".  Creio que não irá zangar-se comigo, por este meu "atrevimento".
.
NB 2 - Para o Eduardo Grilo envio um grande abraço e gostaria de estar hoje presente nessa Sala, onde ainda recordo as "malandrices" que fazíamos á "inesquecível" Dona Antónia, a funcionária que então tomava conta da Biblioteca, e de nós, quando havia qualquer falta de um Professor... Era o Reitor Joaquim Sérvulo Correia quem mandava... Passados quase 80 anos, podemos estar-lhe ainda muito gratos por tal decisão que tomou!... 
.
NB 3- Descobri agora mesmo um apontamento, que escrevi em Abril de 2007, que demonstra como estas passagens pela Biblioteca nos foram muito úteis. 
.
"Os anos foram passando… Mas a recordação pelo gosto da leitura, em geral, que ganhei naquela Sala, e a memória que me ficou daquele velho Guia de Portugal, de Raul Proença, marcaram muito a minha vida.
Foi por isso que rejubilei quando, em Janeiro de 1983, a Fundação Gulbenkian anunciou a publicação do “texto integral que reproduz fielmente a 1ªedição publicada pela Biblioteca Nacional de Lisboa em 1924

Exactamente com o mesmo aspecto saiu, em Fevereiro de 1983, uma edição de 7000 exemplares, em tudo semelhante ao original de Raul Proença.
E no decorrer dos anos seguintes, a Fundação Gulbenkian foi publicando todos os outros.
"Tenho agora todos os volumes desta Obra que comecei a “consultar” quando tinha apenas 10 ou 11 anos… porque o Reitor, um “tirano”, nos mandava passar os feriados na Biblioteca do Liceu…"
.
Setúbal,
05.02-2023
11h 00m

04 fevereiro 2023

Hoje, no "Público"...

...na "coluna"
"Importa-se de repetir?"
.
"A liberdade é como o ar: ninguém repara quando é puro. mas asfixia-se quando é rarefeito."
.
Dmitry Glukhovsky
escritor russo

02 fevereiro 2023

Humor antigo...

 ...com o traço 
característico de
Lassalvy.
.
- Que disparate! A baterem-se por causa de um binóculo!...

01 fevereiro 2023

Hoje, no "Público"...

 A economista 
Maria João Marques
também se refere a uma 
"Greve de terra queimada".
.
Maria João Marques
.
"Os professores têm motivos de queixa.
Merecem a solidariedade do país
Isto dito, também há que dizer que as greves têm limites."
.
e, mais adiante:
" O Stop tem provocado o caos. Já não se percebe se o objectivo é vergar o Governo às pretensões dos professores se é gerar um ambiente de contestação pré-revolucionário.!
.
e já no fim:
" No segundo confinamento da pandemia, as escolas mantiveram-se abertas para receber crianças sinalizadas pela CPCJ e as recetoras da Acção Social Escolar. É sabido da necessidade de vigilância pela escola dos alunos que vivem em contextos potencialmente violentos. Há alunos pobres que precisam das refeições que tomam nas escolas. E, no entanto, o Stop quer fechar as escolas, deixando crianças sem refeições e sem vigilância da violência que vivem. Os serviços mínimos foram acordados em arbitragem, garantindo que as escolas se mantêm abertas, não estando sequer abrangidos números mínimos de aulas. Ora o Stop contesta até esta decisão minimalista envolvendo o pessoal não docente.
Chegados a este ponto, a greve do Stop é uma greve indigna.
Uma coisa é uma greve. Outra coisa é terra queimada.
.
in. "Público"
01.02.2023

31 janeiro 2023

A lição da professora...

... é o título do Editorial do "Jornal i" (agora semanário...)
no dia de hoje, 31 de Janeiro de 2023,
escrito pelo jornalista Mário Ramires.
.
Mário Ramires
.
A lição da professora do António e do Pedro

A professora Gracinda está, aliás, farta de saber que um dos 
principais problemas do ensino em Portugal é a indisciplina 
e a falta de respeito pelos professores. 
Como, aliás, os manifestantes repetem 
em palavras de ordem, cartazes e tarjas país fora.

Gracinda Gaspar escreveu há dias uma carta ao diretor de um jornal diário (Público de 23 de janeiro) em que começa por dizer que, não obstante estar aposentada, ainda continua a ser sindicalizada. Professora de Matemática, deu aulas ao António e ao Pedro, entre tantos outros alunos, e numa carta com menos de 1000 carateres 
dá mais uma lição, esta de cidadania, aos professores 
que andam de norte a sul do país em reivindicações 
“aos berros na rua”.

“Até eu, que fui professora, já não percebo o que se pretende: vejo pais, alunos, auxiliares de educação 
todos ao molho sem especificarem o que se pretende”, 
escreve Gracinda Gaspar, antes de deixar o apelo: 
“Meus colegas dos sindicatos, se não pretendem o descrédito total, façam uma listinha daquilo que é essencial ao ensino e aos professores. Não arrastem os pais e os alunos e muito menos a população para uma ‘chafurdice’ que só causa descrédito à classe”.

E continua: 
“Exijam ao senhor ministro que nos ouça (ele não deve ser surdo) e conversem. 
Conversem o mais logicamente e racionalmente possível. 
Se ele não nos quiser ouvir, venham contar à comunicação social como ele se comportou. 
Mas sem berros. Ordeiramente. Darão assim uma boa lição”.

A professora Gracinda insiste que 
as reivindicações “não se fazem aos berros na rua’”.
Sabe muito. Se sabe. Basta ver como e quando escreve na primeira pessoa do plural e quando o faz na segunda e na terceira pessoas do plural. Não é, obviamente, por acaso.

A professora Gracinda está, aliás, farta de saber que 
um dos principais problemas do ensino em Portugal é a indisciplina e a falta de respeito pelos professores. Como, aliás, os manifestantes repetem em palavras de ordem, cartazes e tarjas país fora.

Andar “aos berros na rua” ou a correr entre pares com saudações infantis – 
como o responsável sindical do S.T.O.P. 
em frente ao Palácio de Belém 
na manifestação deste fim de semana – 
não é o comportamento mais adequado 
a quem quer dar-se ao respeito.
E, depois, queixam-se.
Gracinda Gaspar sabe-o bem.
E por isso 
lembra a importância que um professor deve dar à ordem, à disciplina, à exigência e à correção.

António e Pedro, dois dos seus muitos alunos, podem atestá-lo. Eles, os dois irmãos do Presidente da República a quem a professora Gracinda bem se recorda ter dado aulas de Matemática. E, pelos vistos, não só.
.
NB - Este Editorial que o "Jornal i" nos apresenta hoje devia ser posto em frente do olhos de um "sujeito" que se diz "professor" e está à frente de um sindicato que a maioria dos "nossos professores" aplaudem... Ao que "isto" chegou!...

30 janeiro 2023

Como é importante...

 ... um umbigo!...

Num dia 18 de Setembro, em 1999
deparei com uma crónica de
josé Eduardo Agualusa,
no suplemento Xis, do Correio da Manhã",
que achei curiosa.
Já lá vão quase 25 anos!...
.
José Eduardo Agualusa
.
Aqui deixo transcrita esse apontamento admirável do escritor:
(...) 
Encontraram-se numa festa de casamento.
Ele era amigo do noivo, ela da noiva, ou o contrário..  Ela ofereceu-lhe uma maçã.
"Quer uma maçã? São incrivelmente doces."
Ele fingiu-se indignado:
"Nem pense nisso. A última vez que uma mulher ofereceu uma maçã a um homem acabaram os dois nus, depois de terem sido expulsos à força do Paraíso."
Ela sorriu.
"Já estavam nus, só que não sabiam disso."
O homem aceitou a maçã. No dia seguinte acordou nu ao lado dela e pensou que estava no Paraíso. Qualquer lugar seria o Paraíso contando que aquela mulher estivesse junto dele, nua e dormindo iluminando a manhã. Reparou que ao contrário da nossa mãe Eva, ela tinha umbigo. Um umbigo doce e profundo. O homem maravilhou-se.
Como é importante um umbigo."
.
José Eduardo Agualusa
in. Correio da Manhã
18.09.1999

28 janeiro 2023

Hoje, no Público...

 ...num "editorial",
 da autoria do jornalista
Amilcar Correia.
.
Amilcar Correia
.
"Os professores e auxiliares educativos e pensionistas e reformados também terão razões para sentirem que há uma discrepância entre o país onde vivem e o país do altar do Papa."