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02 novembro 2020
Morreu James Bond...
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01 novembro 2020
A Varina...
Almada Negreiros
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31 outubro 2020
São quadras, meu bem... são quadras!...
mandarem fazer assim
e eles fazerem assado.
30 outubro 2020
Escrito na pedra...
In “Público”
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“Noventa e nove por cento das pessoas do mundo são tolas e o resto de nós está em grande perigo de contágio."
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Thornton Wilder
1897 - 1975
escritor
29 outubro 2020
Jorge Alberto Paulino Pereira
"Coral Luísa Todi: uma memória viva da minha infância
Quando ouço falar de "Coral Luísa Todi" a minha alma aquece, despertando-me recordações duma infância feliz, na Setúbal que quase me viu nascer.
Nos longínquos anos sessenta a nossa família vivia na Avenida 22 de Dezembro nº 94, um casarão construído em 1900 ainda de pé naquele quarteirão de habitações que fizeram uma época. Foi nessa precisa casa que nasceu o Coral Luísa Todi e onde foram redigidos os seus estatutos originais.
No então Liceu Nacional de Setúbal lecionava a minha mãe Auzenda e um professor de Canto, Américo Vieira, que se tornaria no primeiro maestro do Coral Luísa Todi. Dessa proximidade profissional nasceu a ideia do Coral, que se foi concretizando através de várias reuniões em que foram redigidos os seus estatutos.
Esse projecto teve também a colaboração de quem viria a tornar-se num dos fundadores, e também coralista: Manuel Entrudo Nascimento Lino. Com efeito, a primeira Direcção do Coral Luísa Todi englobaria, para além da minha mãe, o Maestro Américo Vieira, o Sr. Entrudo Lino e ainda o Sr. Fernando Rodrigues como tesoureiro.
Pouco tempo depois, o Coral Luísa Todi faria as suas primeiras apresentações públicas, dignificando a vida cultural da nossa cidade de Setúbal. Numa delas, nos Paços do Concelho, o meu irmão Luís, então com apenas 7 anos de idade, actuou com o Coral sob a batuta do Maestro Américo Vieira, num pequeno solo como "Menino Jesus da Lapa", perante uma sala repleta e sob o olhar ternurento da nossa mãe Auzenda, também coralista.
Decorreram anos, passando eu a ter memórias vividas do Coral, sempre uma instituição tão presente em nossa casa e no coração dos meus pais. Contavam-se histórias, planeavam-se concertos, comentava-se a música e as vozes que compunham aquele agrupamento maravilhoso. Recordo o entusiasmo do meu pai, que entretanto compunha a Direção do Coral com os Senhores Castanheira e Fernando Teixeira, com um novo Maestro: Jorge Manzoni. Como era entusiasmante cada serão de ensaios na Câmara Municipal de Setúbal, em que me deixavam assistir em silêncio à preparação de mais uma peça que encantaria novas audiências. Recordo também episódios de desespero, como a actuação perante o Presidente da República em Lisboa no Coliseu dos Recreios, em que a desastrosa acústica não permitiu uma audição condigna, com as coralistas em lágrimas que me contagiavam com a sua tristeza.
Tornei-me adulto, ouvia espaçadamente falar do Coral. Apercebi-me de que o entusiasmo dos meus pais já não era o mesmo, mesmo apesar de, em família, comentarmos fotografias antigas de actuações gloriosas. Um dia acompanhei a minha mãe a uma sessão comemorativa do aniversário do Coral Luísa Todi, em que publicamente se contou uma história muito diferente sobre as suas origens. De tal forma que a minha mãe saiu ao intervalo. A sua saída não passou despercebida a muita gente que a foi cumprimentar.
Desta forma, a propósito de mais um aniversário da instituição que recordo com tanta felicidade, personifico em mim a tristeza que os meus pais sentiriam, num momento em que foram esquecidos.
Esta é a minha verdade, a versão em que acredito, porque me foi transmitida por quem me deu o ser e me formou como ser humano. Haverá outras? Certamente. Mas, para mim, não são a mesma coisa.
Parabéns, ao Coral e à Setúbal que trago no coração!
Jorge Paulino Pereira"
28 outubro 2020
A opinião de Guilherme Valente...
"A ministra que nos trata da saúde "
" Na SIC, Ricardo Araújo Pereira notou que a ministra não consegue fixar o número de telefone da Saúde 24 (escolhido para ser imediatamente decorado). Já tinha reparado nesse tipo de disfunções da senhora. Nos encontros com a comunicação social não lê, soletra. Soletra o mais banal que devia dizer de memória ou ocorrer-lhe na altura – disfunção que, se não fosse indicativa de outras mais graves, nem teria importância.
A 23/10, noticiou o Expresso, “voltou a avisar que os números vão continuar a subir e que as medidas terão, inevitavelmente, de ser reavaliadas”. Parece que os responsáveis somos nós! Mas é a própria.
Portugal precisa de uma ministra a sério, confiante, que aja, tivesse antevisto, soubesse o que andava a fazer, que animasse, desse espírito de resistência aos Portugueses, traga esperança!
É por isso que uma diretora-geral da Saúde com afirmações irresponsáveis não lhe faz sombra – que a máscara dá um falso sentimento de segurança, que só protege o outro! E agora que o seu uso terá de ser, finalmente, obrigatório, as senhoras não se demitem? Apontem-me um único inconveniente de usar máscara. Se logo que as houve tivessem sido impostas, não teria havido necessidade de confinamento e o país não fecharia.
Com que autoridade gente assim pode liderar e comandar este combate de morte?
A saúde é apenas um exemplo. O Governo é um aglomerado de “poucochinhos” (maneira elegante como o meu amigo João Lobo Antunes se referia aos medíocres). Com a exceção de AC e três ou quatro ministros. E um já saiu. Outro, o melhor, deve ansiar por sair.
É certo que vem sendo cada vez mais difícil o recrutamento, dado o deserto geral de qualidade que se verifica em todos os domínios da vida do país nas gerações com menos de 50 anos. Desde logo na política, efeito e causa. Compare-se com a minha e as anteriores gerações. Na literatura ou no jornalismo, por exemplo.
Mas, mesmo assim, ainda era possível escolher dez ministros a sério, que mais é impedir a eficácia do Governo e desbaratar o dinheiro de todos nós. Porque preferiu AC um Governo quase de faz-de-conta? Secretárias em vez de ministros? Claro que não estava à espera do que veio mas, mesmo assim, sinceramente não compreendo.
Proponho um exercício. Comparem-se os currículos dos atuais ministros com os dos Governos de Mário Soares, Marcello Caetano e Salazar. (Note-se que a inteligência, a cultura, a competência e a seriedade não são exclusivo da esquerda ou da direita).
A titulo de exemplo, transcrevo o currículo de Pedro Nuno Santos. Ministro das Infraestruturas e da Habitação. Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares no xxi Governo. Licenciado em Economia pelo ISEG-UTL, onde foi presidente da mesa da reunião geral de alunos. Integrou o grupo empresarial da família, Tecmacal. Secretário-geral da JS. Presidente da Federação de Aveiro do PS. Deputado na x e xi legislaturas. Vice-presidente do Grupo Parlamentar do PS e coordenador dos deputados do PS na Comissão de Economia e na Comissão Parlamentar de Inquérito ao Caso BES (2015- 2019). Isto é, zero. Nem assumiu sequer a responsabilidade de gerir o orçamento de uma junta de freguesia, o que o honraria. E não anda a mentir sobre a segurança nos transportes?
E acrescento: responsável agora pela solução do complexo dossiê TAP, implicando o destino de milhões de euros dos portugueses – responsabilidade que assumiu com a frase profunda e elegante, a encher o país de confiança: “Isto agora vai ser outra coisa!”. Ver-se-á.
E por ser um posto tão relevante num Governo, transcrevo ainda o currículo de Mariana Vieira da Silva, ministra da Presidência, que substitui o PM nos seus impedimentos, nomeadamente presidindo às reuniões do CM (no Governo de Mário Soares, o MP foi... Henrique de Barros). Licenciada em Sociologia pelo ISCTE. Concluiu a parte curricular do doutoramento em Políticas Públicas na mesma instituição. Entre 2005 e 2009, assessora da ministra da Educação. Adjunta do secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro entre 2009 e 2011. Investigadora no Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Universitário de Lisboa (CIES-IUL). Isto é, menos que zero.
Mas manda a justiça dizer que MVS tem dois méritos relativamente a PNS: é polida e não integrou a JS (no que as juventudes partidárias se tornaram).
Seja qual for a orientação política dos Governos, o abaixamento de qualidade tem sido crescente – menos nos anteriores, extremo neste. Do atual Governo, fossem fascistas ou democratas, só dois ou três ministros poderiam ter integrado Governos de Salazar, Marcello Caetano ou Mário Soares.
Concluindo: não podemos surpreender-nos com o que está a ser o rumo da República, da democracia e do país. E do Partido Socialista. Não se pode fazer omeletas sem ovos. "
26 outubro 2020
No aniversário do Coral Luísa Todi...
Completam-se hoje (25.10.2020) 59 anos sobre a data da fundação do Coral Luísa Todi, data que este ano não é assinalada com a habitual Sessão Comemorativa, dada a situação que estamos vivendo.
."Em 23 de outubro de 1961, dois setubalenses, a Sr.ª D. Maria Adelaide Rosado Pinto, Diretora da Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi e o Sr. Aurélio Lino da Conceição Fernandes, elemento do antigo Orfeão Cetóbriga, encontraram-se mais uma vez na Av. 22 de dezembro, percurso que habitualmente faziam ao fim de cada dia e voltaram a falar da necessidade de se criar de novo um agrupamento polifónico em Setúbal. Entendendo que estava na hora e que não havia que esperar mais, decidiram iniciar contactos, nomeadamente na contratação de um Maestro. No dia 25 de outubro de 1961, depois de contactado o futuro Maestro, Maria Adelaide Rosado Pinto, Aurélio Fernandes e o Prof. Américo Vieira, que fora convidado para dirigir o futuro Coral, reúnem-se na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi. Nesta data e nesta reunião é fundado o Coral Luísa Todi. Na impossibilidade de comemorar a data de outra forma, deixamos aqui as fotos dos seus fundadores."
...e o Presidente do Coral,
24 outubro 2020
23 outubro 2020
O triunfo dos porcos...
Afonso de Melo
escreveu ontem,
dia 22 de Outubro,
na sua coluna
das Quintas-Feiras,
no "Jornal i"
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Ver seis polícias entrarem na Rua do Norte em formação-matilha deixa-me preocupado. Fico a pensar cá para comigo: onde irão eles, se agora só podem sentar-se cinco à mesa de cada vez? Jantar não é com certeza... Buscam a multa, como cães de caça, versão grotesca desta Lisboa de Pinochet reencarnado na figura de Medina e seus sequazes. Para qualquer lado onde olhemos vemos fardas.
O país está em clima de guerra contra a sua própria gente. O dr. Costa, que do íntimo da sua educação democrática tinha a obrigação de não deixar que Lisboa ficasse parecida com Santiago do Chile, apresta-se a propor medidas que insultam não apenas a nossa inteligência como se preparam para nos roubar a liberdade.
Temos vivido distraídos, todos nós. Deixámos que os porcos saíssem do celeiro e ocupassem a quinta, reescrevessem as leis e instalassem a ditadura do medo e da força. Por uma simples infração rodoviária, um agente ainda borbulhoso de acne mal tratada encosta um cidadão ao seu automóvel, obriga-o a virar as costas e algema-o como se fosse algum Dillinger. Não, não é uma caricatura: foi um facto e veremos que consequências se retiram deste facto.
22 outubro 2020
Mais um Amigo nos deixou...
Jorge Costa
Aonde a noite é mais forte...
Alexandre O´Neill
a que o autor deu o nome de
Há Palavras que Nos Beijam
Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.
Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.
De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.
(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
.
Alexandre O'Neill
in 'No Reino da Dinamarca'
21 outubro 2020
Parabéns!... 21 de Outubro.
Aqui deixo os meus parabéns
19 outubro 2020
Está na Bíblia e é de Salomão...
Augusto Gil
"Que enorme sandeu!"
À certa dirão.
18 outubro 2020
Humor antigo...
17 outubro 2020
A pintura de Graça Lagrifa...
16 outubro 2020
Há muito tempo...
Um dia, num pequeno hotel do Cairo, conheci um homem
curioso: Lazlo fora muito rico, tinha ainda bastante dinheiro, mas orgulhava-se
de não possuir qualquer bem material valioso, com excepção de um “laptop”.
Contou-me que herdara uma fábrica de artigos de porcelana e que a gerira
durante 15 anos com bastante sucesso. Após um divórcio tumultuoso – a mulher
acusava-o de não ter tempo para se dedicar à família nem aos amigos -, decidiu
vender a fábrica, casas e propriedades, carros, barcos, enfim tudo aquilo que,
nas palavras dele, “pudesse constituir lastro”. Hoje viaja pelo mundo inteiro,
de hotel em hotel, sem outra bagagem a não ser uma pequena pasta de couro com
documentos e um “laptop”. Chega a uma determinada cidade, instala-se num hotel, compra
alguma roupa e produtos de higiene, dois ou três livros, e ao partir oferece a
roupa, os livros, o pouco que tenha adquirido e não caiba dentro da pasta de
couro. Lembrei-me de
Lazlo ao ver “O Lado Selvagem”, filme realizado por Sean Penn. O filme é
baseado na história verídica de Christopher McCandless, um jovem americano que
decidiu partir para o Alasca com o objectivo de abandonar a civilização – e ali
veio a morrer de fome (em pleno verão e a poucos quilómetros de um estrada
movimentada). Porém, ao contrário de Christopher, Lazlo não demonstra afeição
por Thoreau nem, aliás, por nenhuma filosofia política em particular. Não é nem
um socialista utópico, nem um anarquista melancólico em semi coma alcoólico.
Apenas um tipo comum, que decidiu não ter nada, com a mesma força e a mesa determinação
com que outros decidem ter.
Perguntei-lhe se não sente, por vezes, a falta de uma casa.
- Não! – confessou, com certo espanto.
- É como se você tirasse um peixe de um pequeno aquário para o colocar no mar. Acha que ele sente a falta de um aquário?
Assegurou-me que não há nada melhor do que viver num hotel. Lembrou-me o caso de Vladimir Nabokov, que viveu desde 1959 até falecer em 1977, no Hotel Montreux Palace, na
Suiça. Menos luxuosamente, mas mais preguiçosamente, o escritor egípcio Albert
Cossery habita desde 1951 no mesmo quarto do hotel La Louisiane, situado em
pleno coração de Daint-Germain-des-Prés, em
Paris. Retorqui que viver num mesmo quarto de hotel por tanto tempo era o mesmo que fazer desse quarto um verdadeiro lar. Lazlo concordou:
- Exactamente. Além disso, um quarto de hotel é sempre o mesmo quarto, apenas muda a paisagem. O meu lar são todos os hotéis.
Lazlo é uma espécie de vagabundo elegante. Um velho senhor muito bem vestido, muito amável, sempre com um livro na mão. Costumava vê-lo a ler no bar do hotel, ou, mais raramente, a escrever no seu “laptop”. Visitei com ele o Museu do Cairo. Impressionou-me a quantidade de artefactos, animais domésticos, escravos e escravas que o faraó levava consigo na última viagem.
- Esta gente não sabia morrer, comentou.
- Quando eu me for, quero ir ligeiro. Não precisamos de gravata para atravessar o rio. Que maravilha, não acha?! A morte é despojada.
Quanto a mim confesso que simpatizo mais com Lazlo do que com Cristopher McCandless, que queimou o pouco dinheiro que tinha antes de iniciar a sua viagem rumo o norte, e à morte. O melhor é não ter nada, usufruindo de tudo; renunciar à posse, mas jamais ao conforto. Renegar o capitalismo sem todavia comprometer o capital.
14 outubro 2020
São quadras, meu bem... são quadras!...
A perguntar s'eu te queria.
O malmequer não sabia
13 outubro 2020
11 outubro 2020
À distância de 7(sete) meses...
no dia 17 de Março, (há 7 meses...)
no “Jornal i”
com um texto de
Vitor Raínho:
Quando ontem estávamos a almoçar num dos últimos restaurantes abertos aqui na zona do Beato, Lisboa, um cliente começou a exaltar-se porque queria almoçar junto a outros amigos, apesar das restrições impostas, que obrigavam o espaço a ter menos de um terço de clientes. Como o homem mostrava sinais de ter bebido uns aperitivos antes de ali chegar, foi difícil convencê-lo a aceitar as novas regras. Foi apenas um sinal do que ai vem. As pessoas estão a perder a paciência e o juízo e não se adivinha nada de bom.
Mas o que podemos esperar de um país que tem um Presidente da República que foge para casa mal sopra uma brisa de uma potencial infeção de Covid-19? E o que dizer da figura mais querida do país, nas palavras do Presidente, que só diz disparates atrás de disparates na televisão para milhares de espectadores? Cristina Ferreira, de seu nome, fala de coisas sérias com uma leviandade assustadora. Nas televisões vemos também ilustres causídicos, em causa própria, a elogiarem o canal para onde trabalham com uma ligeireza consentânea com o dinheiro que ganham.
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Falando de coisas sérias, o país vai levar muito tempo a recompor-se do período que vamos viver. Muita coisa vai mudar, a nossa vida vai alterar-se radicalmente e ninguém sabe como iremos sair deste período. As falências serão mais do que muitas, boa parte da população irá ficar no desemprego. Ou a União Europeia adopta uma política concertada ou teremos graves conflitos sociais daqui a quatro meses, altura em que se prevê que o coronavírus esteja controlado. Além das questões económicas, haverá sérias transformações sociais, pois, como tudo indica, o estado de emergência será declarado e as pessoas serão obrigadas a conviver 24 horas atrás de 24 horas na mesma casa. A maioria da população nunca passou por uma guerra e irá enfrentar um desafio assustador. O melhor é mesmo não perder a cabeça e tentar arranjar escapes para esta tragédia. Nada como aprender a viver uma nova experiência.
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in. "Público"
17.03.2020















