10 abril 2022
O Clube de Castelo Branco...
1ªFila – Sentados: sr. José Monteiro (da Gráfica de S. José), sr. Noé (Motorista de táxi) o Sr. Quilhó, o Sr. Sá, o Sr. Barata Roxo, o Sr. José Paulo, o Sr. Monteiro, o Sr. Salavisa, o Joaquim Pinto e o João José Faria de Sousa (estes dois não levam o Sr. porque são da minha geração...)
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2ªFila – De pé: o Sr. João Borges Pires, o Sr. Barata Roxo filho, o Sr. Salvado dos CTT, o Sr. António Antunes Carrega, da Casa Africana, o Sr. Vitor Pereira, da Polida, NN de gabardina, o Sr. J. Nogueira, o Sr. Meruje, o Sr. Guterres barbeiro e o sr. NN, que era proprietário da loja "Leão das Louças".
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3ªFila – De pé: o Sr. Carlos Carvalho, o Sr. Lúcio Ribeiro Costa, o Sr. Nacho dos CTT(?), o Sr. João Morcela (trabalhava no Paiva Morão), NN conhecido da JOC, o Sr. Alberto Morcela, o Sr. Alberto Morão, o Sr. Prata, o Sr. Professor Adelino Tavares, o Sr. Domingos Silva, o Sr. António Pires Preto, o Sr. Russinho e e o Sr. Blasco.
Última Fila: João Marques Graça, o Sr. João Naré, o Pedro Geraldes Cardoso, o Lúcio Ribeiro Costa (o filho mais velho). E o Sr. Vasco Sá com o estandarte.
09 abril 2022
A 1ªTravessia do Atlântico Sul...
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O "Lusitânia" sofreu então alguns estragos devido ao mar revolto e chegou a perder um flutuador. Os dois aviadores foral levados num cruzador português que os deixou na ilha de Fernando de Noronha.
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O governo português enviou então um outro Fairey, com o nome de "Pátria".
Depois de uma tentativa falhada em 11 de Maio, com a sequente destruição do segundo hidroavião, surge uma terceira aeronave cujo nome era "Santa Cruz".
Só em 17 de Junho de 1922, o "Santa Cruz" amarou em definitivo na baía de Guanabara.
Tão ou mais importante que a viagem, foi o facto de Gago Coutinho ter provado que era possível realizar voos de grande distância com precisão, utilizando um novo tipo de sextante por si inventado. Este aparelho de navegação viria a ser utilizado nas décadas seguintes na indústria aeronáutica.
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Memórias escritas...
Hoje, já vos disse, acordei um pouco triste. Olhei-me ao espelho. Os meus olhos estavam escuros como uma manhã de tempestade. As olheiras ainda mais marcadas do que o costume. O telefone tocou e ainda antes de atender já sabia que era ele. Sei sempre. Desde criança que me habituei a isso. Acho que se nos esforçássemos um pouco conseguiríamos comunicar por telepatia. Utilizamos o telefone por preguiça.
“Pai?!”
Ele riu-se. O riso dele é quente como um abraço.
“Sabes que dia é hoje?”
Também esta jovem autora tem agora o mesmo pressentimento que me atormenta, há tantos anos… Que bom saber que esta ideia é partilhada com alguém que sabe transmitir o que sente.
Este é um dos apontamentos que referi. O outro surge a seguir, na continuação do texto e levou-me a pensar na Madalena quando chegar o próximo Dia da Mãe.
“Sabes que dia é hoje?
Não me lembrei logo. O meu pai suspirou. Ficou em silêncio. Ficámos os dois em silêncio. Se fosse viva Filipa faria hoje cinquenta e cinco anos. Tenho saudades da minha mãe. Converso com ela todos os dias mas não sei se me ouve. Queria que me fizesse as tranças. Queria pousar a cabeça no seu colo para que me consolasse quando, ao fim da tarde, regresso das aulas e me atormentam as saudades de Lisboa. Todos os anos, neste dia ou no Dia da Mãe, continuo a oferecer-lhe presentes…”
08 abril 2022
No dia 8 de Abril de 1970...
06 abril 2022
Frases lindas...
"Um sábio disse-me que a vida não é mais do que uma gota de orvalho numa folha de lótus".
04 abril 2022
Humor antigo...
03 abril 2022
T.E. Lawrence
02 abril 2022
São quadras, meu bem... são quadras!...
Passa uma sombra também.
Ninguém diz que é desgraça
Não ter o que se não tem.
31 março 2022
Memórias escritas...
30 março 2022
Frases lindas...
28 março 2022
Setubalense - 1974 - Junho
26 março 2022
São quadras, meu bem... são quadras!...
Os olhos são indiscretos,
Revelam tudo o que sentem,
Podem mentir os teus lábios,
Os olhos, esses, não mentem.
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Florbela Espanca
25 março 2022
Memórias escritas...
...em 29/04/2006
No suplemento do Público de hoje, no Mil
Folhas, um título chamou a minha atenção para uma época distante em que Manuel
Bandeira estava muito em voga… “Vou-me embora pra Pasárgada.” Foi uma época, a
de 1958-59 passada em Lisboa quando, com apenas uma cadeira para fazer na
Faculdade, eu tinha muito tempo livre e frequentava o Martinho do
Rossio com a companhia do José Figueiredo e com o Francisco Relógio ali por
perto desenhando aquelas figuras características, a tinta da china… o que me trás à lembrança as conversas sobre tudo o que cheirava a cultura e proibições…
Os Poemas de Manuel Bandeira circulavam por
baixo do balcão das boas livrarias de Lisboa - Portugal e Bertrand - e lembro
desde essa altura o poema “Vou-me embora pra Pasárgada” que eu achava uma
maravilha.
“Vou-me
embora pra Pasárgada”
“Vou-me
embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me
embora pra Pasárgada
Vou-me
embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconsequente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.”
24 março 2022
Povo que lavas no rio...
Povo que lavas no rio
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
Meu cravo branco na orelha!
Minha camélia vermelha!
Meu verde manjericão!
Ó natureza vadia!
Vejo uma fotografia…
Mas a tua vida, não!
Fui ter à mesa redonda,
Bebendo em malga que esconda
O beijo, de mão em mão…
Água pura, fruto agreste,
Fora o vinho que me deste,
Mas a tua vida, não!
Procissões de praia e monte
Areais, píncaros, passos
Atrás dos quais os meus vão!
Que é dos cântaros a fonte?
Guardo o jeito desses braços…
Mas a tua vida, não!
Aromas de urze e de lama!
Dormi com eles na cama…
Bruxas e lobas, estrelas!
Tive o dom de conhecê-las…
Mas a tua vida, não!
Subi às frias montanhas,
Pelas veredas estranhas
Onde os meus olhos estão
Rasguei certo corpo ao meio…
Vi certa curva em teu seio…
Mas a tua vida, não!
Só tu! Só tu és verdade!
Quando o remorso me invade
E me leva à confissão…
Povo! Povo! Eu te pertenço.
Deste-me alturas de incenso.
Mas a tua vida, não!
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar sadio,
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida, não!
22 março 2022
A pintura de Graça Lagrifa...
20 março 2022
Humor antigo...
17 março 2022
Memórias escritas...
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“A actriz que marca o teatro português das últimas décadas morreu
anteontem, dia 27 de Abril, em sua casa em Campo de Ourique. Não se considerava
uma pessoa excepcional e em jovem estranhava o seu rosto, que não correspondia
aos padrões da época.”
Glicínia Quartin
Creio que se teria
licenciado uns tempos depois já que fiquei, na altura, com a ideia que era "por
desporto" que ela frequentava aquela Escola… Se calhar engano meu…
Anos mais tarde tornou-se
uma Senhora do Teatro e, se bem me lembro, interpretou, quando eu estava no
Porto a terminar o Curso, no Ano do Delgado ou no ano anterior, em conjunto com
a Dalila Rocha, uma peça no Teatro Sá da Bandeira, integrada no Teatro Experimental do
Porto (TEP) dirigida ainda pelo António Pedro.
Conheci duas Glicínias. A
Quartim e a Maia. Ambas licenciadas em Biologia. Colega de uma e professor de outra.
15 março 2022
A pintura de Graça Lagrifa...
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