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17 março 2019

Os Antigos alunos...

do 7ºAno, de 1960/61, no
Liceu Nacional de Setúbal.
continuam a "alinhar" nos almoços da amizade
nas "segundas quartas-feiras" da cada mês, na 
Pérola da Mourisca".
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Desta vez não foi ali!... Por gentileza do Armando Dâmaso, o almoço deste mês realizou-se em Santiago do Cacém, na sua Quintinha, da qual já tenho memórias que não vão apagar-se com o tempo…
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Eng. Armando Dâmaso
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O convite, feito há um mês, previa um almoço "de caça" e … seus "derivados" líquidos, brancos e tintos, de grande qualidade.
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Jorge Lemos Cabral
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Tal como tinha ficado combinado, o Jorge Lemos Cabral veio buscar-me a casa. Foi pontual… Pontualíssimo como não podia deixar de ser!... Depois fomos ter com o Luís Conceição, acabado de chegar às imediações do Estádio do Bonfim, vindo já de Sesimbra. Foi o outro "tripulante" no bólide do Jorge Cabral. 
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Luís Manuel Santos da Conceição
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Ali ao pé do Parque do Bonfim, também o Rui Farinho e o Miranda Andrade aguardavam a partida para Santiago.
E a viagem decorreu sob os melhores auspícios… se fizermos por esquecer um pequeno pormenor sem grande "importância"... Perdido na agradável conversa que decorria, o nosso "chauffeur" não deu conta de ter passado o desvio de saída para Santiago do Cacém… e andámos depois, "de bússola na mão", à procura do caminho que nos levaria à "Quintinha", quase durante uma hora!! (desculpem o exagero…)
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Já estavam quase todos ali quando chegámos à "Quintinha". O Dâmaso esperava-nos junto do portão e, já próximo do salão onde almoçámos, lá estavam todos os convivas, com excepção do "Algarvio da Moita" que vinha de Portimão e também teve dificuldades no acesso a Santiago. Já não via o Com.Júlio Almeida Marinho há umas boas dezenas de anos… 

Júlio Almeida Marinho
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Dos Amigos que já ali nos esperavam, vou dar a primazia àqueles com quem almoçamos nas segundas quartas feiras, todos os meses ou seja aos que comparecem assiduamente a estes encontros...os "habitués".
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Rui Torres Farinho 
(7ºB - 1960/61)
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Carlos Cardoso Alves 
(7ºA - 1960/61)
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António Herlander Chumbinho 
(7ºA - 1960/61)
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José Miranda de Andrade
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Deixo para o fim os que estiveram presentes nesta simpática reunião gastronómica pela primeira vez: 

António Maria Romano Barroso
(7ºA - 1960/61)
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José António Barbosa 
(7ºA - 1960/61)
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Orlando Anselmo Valadas
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...e também o "algarvio"

Júlio Almeida Marinho 
(7ºA - 1960/61)
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Após uma "sessão de aperitivos", onde os "queijinhos de Azeitão" deram que falar, ao lado de umas belas gambas de Sesimbra e de um "fatiado" de presunto muito saboroso, tudo isto acompanhado por uma prova de vinhos que alguns dos presentes se lembraram de levar, as conversas e as lembranças decorreram envoltas numa saudade sem fim…
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Um dos lados da mesa dos aperitivos.
Os queijinhos fresco… aquelas gambas...

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Já na parte final dos aperitivos,

o António Chumbinho, o Rui Farinho, o jjmatos,
o António Romano Barroso e o Anfitrião Armando Dâmaso.

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Na sala ao lado, seguiu-se depois o almoço variado de caça… que "cataloguei" como precioso! Para iniciar, uns tordos, seguidos de uma "cachola"; veio depois uma Canja de Pombo Bravo e, para finalizar, uma "massinha de pombo"...Tudo Bom!... Tudo Chicha!...
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Nesta sala já se serviram almoços que nos ficaram na memória!... Aliás, se esta sala pudesse falar, sobretudo de encontros ali efectuados a convite do Armando Dâmaso, não sairíamos dali tão cedo!

Permito-me mostrar o aspecto do recinto, ao ar livre, ali ao lado, onde em 18.08.1993, no dia dos seus 50 anos, o Dâmaso reuniu para cima de 200 Amigos que nunca mais esqueceriam aquele dia!... 
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… e, lá ao fundo, em segundo plano, podem notar-se 
outras tantas mesas!... (18.08.1993)

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Vinte anos depois, no dobrar dos 70, 
o Armando Dâmaso
"repetiu" a sua festa (18.08.2013)
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Mas regressemos, ao almoço da 4ªfeira passada, mostrando uma sequência de fotos durante o decorrer do repasto.


Um dos lados da mesa num momento em que a esplêndida (e única)
cozinheira, D.Madalena, servia a "canjinha de pombo bravo"
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No lado oposto da mesa, o Luís Conceição e o Dâmaso
estão alheios à conversa entre o Jorge LCabral
e o António Herlander Chumbinho (7ºB - 1961/62)
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Aqui o prof.jjmatos com o aluno
José António Barbosa (7ºB - 1961/62)
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Uma troca de impressões entre o Armando Dâmaso e o
Jorge Lemos Cabral… Deve ser sobre o menú, pois a D.Madalena
cozinheira está bastante atenta.
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O Luís Conceição conversa com o Armando Dâmaso
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O Rui Farinho, o António Romano Barroso e o Júlio Marinho.

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O Luís Conceição, o Jorge Lemos Cabral e o António Chumbinho.

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Aqui, o Armando Dâmaso também entra na conversa.

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A conversa do Jorge Lemos Cabral parece interessar
ao Júlio Marinho e ao Orlando Valadas.

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Sob o olhar do Anfitrião Armando Dâmaso, o Carlos Cardoso Alves
parece explicar qualquer coisa ao José António Barbosa
e ao Orlando Valadas.
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E, após uma tarde tão bem passada e divertida, não podíamos deixar passar um momento que fixasse esta reunião de um grupo de alunos que terminaram os seus estudos no Liceu Nacional de Setúbal… nos "idos de 1961..." Já lá vão 58 anos!!
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No 1ºPlano: Carlos Cardoso Alves, António Herlander Chumbinho, Jorge Lemos Cabral e Rui Torres Farinho.
No 2ºPlano: O Anfitrião Armando Pereira Dâmaso, José António Barbosa, António Romano Barroso, Orlando Anselmo Valadas, Luís Manuel Conceição, Júlio Almeida Marinho, José Miranda Andrade e jjmatos (que teria… "dado cabo da cabeça", a alguns deles, em 1961/62
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Pouco tempo depois, cada um regressava a sua casa. Havia tempo de sobra para chegar muito antes de o Sol se recolher…
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Fomos os últimos a sair, tendo o Armando Dâmaso a gentileza… (mais uma!...) de nos conduzir num passeio por Santiago… Fiquei a conhecer um "museu", cuja existência nem sequer me passava pela cabeça!... Os "tripulantes" que andaram perdidos antes de chegarem a Santiago do Cacém, terminaram o dia maravilhados com o que viram naquele "museu" que o Anfitrião nos quis mostrar. Obrigado, Armando Dâmaso!...
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Muitos anos de vida… muito bem merecidos, é o mínimo que te desejamos, Amigo Armando Dâmaso!... E, um grande abraço é o que te envia agora o "fotógrafo" destacado para "escrever" esta memória futura…

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jjmatos
o único professor presente
que "aturou" as Vossas Juventudes
no início da década de 60...

16 março 2019

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Quantas vezes o perigo
Surge de falsa amizade,
De quem temos por amigo
Mas que o não é de verdade.
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João Calceteiro
Setúbal-1989

15 março 2019

Augusto Cid...

Faleceu um "cartoonista" de grande mérito.
Nascido na Cidade da Horta em 1941
faleceu em Lisboa em 2019
Tinha 77 anos.
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Augusto Cid
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"Um cartoon tanto pode demorar uma hora como cinco a ser feito e as pessoas pensam que é bem pago. Esquecem-se de todo o material que precisei de armazenar na cabeça, as revistas e jornais que tive de comprar, os programas que tive de ver… Agora estou virado para a escultura e a preparar um livro sobre a minha comissão militar em Angola”. ( numa entrevista ao Correio da Manhã/2012).

14 março 2019

Contágio...

… um pequeno poema que 
Miguel Torga
escreveu em Coimbra
num dia de 
Janeiro de 1955.
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Miguel Torga
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Contágio
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Os dias murcham, como flores abertas.
As horas passam, como passageiras
Dum comboio apressado.
E o espírito, cansado
Desse fluir do tempo, que não cessa,
Tenta parar ali, onde começa
O rio marginal do esquecimento.
Mas vem tal sugestão do movimento,
Que ele próprio fecha os olhos e atravessa.
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Miguel Torga
Coimbra, 15.01.1955

13 março 2019

Humor antigo...

com o traço de
Oziouls
in "Mundo Ri"
Abril-1961
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- Não tenhas "peneiras"... Se me sento nos teus joelhos 
é só porque o banco está molhado!...

11 março 2019

Escrito na pedra...

in "Publico"
08.03.2019
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Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas
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Fiodor Dosttoievski
1821-1881
escritor 

10 março 2019

Recordações...

Em  Castelo Branco
com 7 anos
22.02.1970
               GI


09 março 2019

Hoje há pintura...

Sandro Botticelli
1445-1510
Pintor italiano
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O nascimento de Vénus (1484-86)
In. Galeria de Uffizi

08 março 2019

Safra...

… um poema que 
Miguel Torga 
escreveu em Maio de 1953,
na Costa Nova.

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Miguel Torga
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Safra
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Guardo os instantes, frutos varejados
(A vida é uma colheita a recolher);
Abro o velho panal dos meus cuidados,
E encho a tulha do tempo até caber.
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Nenhum deles tem beleza que me agrade
Ou velado sabor que me apeteça;
Mas são a minha triste novidade…
O futuro, depois, que os apodreça!
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Miguel Torga
20.Maio.1953
em Coimbra.

07 março 2019

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Entre o trevo nasce o trevo
Entre o trevo nasce a salsa
Antes uma feia firme
Do que uma bonita falsa.

06 março 2019

Humor antigo...

in "Anedota Ilustrada"
Jan.1962
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Sem palavras...

05 março 2019

Escrito na pedra...

in " Publico"
27.02.2019
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O que mais me interessa saber, não é se falhaste mas se soubeste aceitar o desaire

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Abraham Lincoln
1809-1865
estadista

04 março 2019

Parabéns!... 4 de Março

O Pedro Maria e faz hoje 25 anos.
Um abraço grande do Avô.

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Pedro Maria Matos de Oliveira Constantino

03 março 2019

Mas ele acha-se com razão...

No "Público" deste domingo,
Ana Sá Lopes 
comenta, no seu Editorial,
o sr. juiz que "lê a Bíblia"...
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Ana Sá Lopes 
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Senhor Neto de Moura. Não nos conhecemos, felizmente. Digo felizmente porque, embora o jornalismo me obrigue, de quando em vez, a contactar com as catacumbas da sociedade, prefiro, como dizia o famoso Bartleby do Herman Melville, não o fazer.

A verdade é que gostaria de o processar. Não tenho muita paciência para tribunais e os juízes metem-me algum horror, porque já vi em acção alguns exemplares como o senhor. Também não tenho muito tempo livre e a justiça é lenta. Depois, é verdade que não tenho muito dinheiro e, já se sabe, a justiça é cara.

Eu tenho um problema de saúde:
perante o asco, tenho vómitos. Às vezes também tonturas. As últimas decisões que tomou provocaram-me problemas de saúde. Talvez isso seja um motivo para o processar. Fico literalmente doente ao ver a sua, vá lá, doença com as mulheres. O prejuízo para a minha saúde dos seus acórdãos pode ser um motivo para um processo.

O meu problema com situações asquerosas é uma razão porque evitei, até este momento, escrever sobre o acórdão em que o senhor invocou a Bíblia e considerou exemplares – no sentido de lhe servirem de exemplo — as sociedades que apedrejam as mulheres adúlteras para “acentuar que o adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são as mulheres honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras)” e por isso a dita sociedade “vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher”. O senhor, vindo lá das cavernas de onde fala, está a infringir a Constituição, mas nem dá por isso – assim como os seus colegas que lhe aplicaram a advertência. Os senhores metem-me medo. E não há sociedade mais doente do que aquela que fica com medo da justiça.

Eu sinto-me humilhada, vexada pelo senhor e a sua repugnante ideia de “sociedade”, mulheres e adultério. Acho que o senhor não me respeita e ofende todas as mulheres deste país. O adultério não é crime, a não ser na sua cabeça que me abstenho de qualificar ainda mais. A questão é que o senhor é juiz e põe em causa a segurança das pessoas, desde que sejam mulheres. Isso ofende-me. A ideia de lhe dar um soco na cara até me pode passar, assim de repente, pela cabeça, mas não o farei. No meu quadro moral e seguindo os preceitos da lei e Constituição, acho que a violência física não é de todo desculpável – nem contra um juiz que a desculpa.

Ana Sá Lopes
in. Editorial do Público
3 de Março de 2019

02 março 2019

As poesias da prima Hermínia...

Nunca sabemos de tudo…
E só agora tive conhecimento 
que tinha uma poetisa na família…
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Hermínia Augusta Romão
(a prima Hermínia)

A Minha Cruz
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Eu sigo os caminhos desta vida,
Com aquela cruz, Senhor, que me impuseste!
É já longa a distancia percorrida
E grande o sofrimento que me deste.
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Sinto-me cansada e entristecida,
E nos meus lábios já não há sorrisos!
Sinto, na minha alma enternecida
Saudade, sonhos vagos e imprecisos.
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Ajudai-me, Senhor, a sofrer com alegria!
Avivai a minha fé, em cada dia,
P'ra que eu possa suportar este cansaço.
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E que, ao deixar estas vias peregrinas,
Possa beijar as Tuas mão Divinas
E descansar feliz, no teu regaço.

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Hermínia Augusta Romão
Oleiros, S. João de 1971.

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Ao lembrar-me mais uma vez das minhas primas de Oleiros,
não posso deixar de recordar a última vez que estive com
elas… com as restantes, que fui encontrar em Oleiros no dia
11 de Julho de 2000, numa rápida visita que lhes fiz.
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Num "apontamento" que escrevi naquele dia eu referi-me à D.Maria Luisa, esposa do Dr.Francisco Romão e cunhada das minhas primas de Oleiros.
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"Quando estava a sair do carro chegava também o Tó e a mulher... e, não sei porquê veio à minha memória a imagem da D.Maria Luisa Romão... Mas há uma diferença abissal entre a mulher do Tó e a mulher do primo Francisco!! Aquela vive no ano 2000... é toda prá-frentex porque todas as raparigas agora são prá-frentex... Bonitas, alegres, simpáticas, muito dadas... e estando-se nas tintas para as conveniências e para a moral dos outros!! Difícil... difícil... era mesmo ser-se tudo isto e viver-se em 1945!!!... E a Dona Maria Luisa era tudo isto e fazia tudo tão naturalmente que até nós, os miúdos de então, não achávamos nada mal as coisas que ela dizia ou fazia e que, eventualmente, poderiam pôr de rastos as normas éticas daquela família austera e muito conservadora!
A Dona Maria Luisa, a mãe da Belisa (miúda com 7 ou 8 anos que eu nunca mais vi desde então.), faleceu no Porto há pouco mais de um ano. Mas tenho na memória a imagem daquela bela mulher quando ela teria trinta e poucos anos! E ainda bem que a recordo assim... jovem, exuberante e divertida.
O mesmo não posso dizer das suas cunhadas, mulheres novas e bonitas... mulheres cheias de interesse... meninas prendadas, em 1945!... Aquilo que eu vi hoje quando entrei naquele casarão que encerra uma boa parte da minha memória não pode ser traduzido em emoções...
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Estive hoje na salinha de estar (onde, durante as férias, "éramos obrigados” a rezar o terço todas as noites, em grupo, com uma delas a “comandar”, de rosário nos dedos), com a Guiomar, a Hermínia e a Arminda. O Primo Francisco também lá estava.

Uma tristeza! A Guiomar, a mais nova e a mais bonita... a que, em 1974, foi Presidente da Câmara pelo CDS… está uma velhinha! Mais velhinha que as irmãs mais velhas... Achei-a agora muito parecida com a Mãe, a Prima Teresa...

A Hermínia está outra velhinha... mas continua igual à Hermínia de então! Franzina... a mesma voz... os mesmos olhos vivos. Os cabelos agora brancos e uma saudade dos tempos idos estampada em todas as suas palavras... Já nem lhe choraram os olhos quando pousaram nas fotografias antigas que lhes levei... Devem ter-se-lhe secado as lágrimas com tanto sofrimento passado nos últimos anos.
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Tento libertar-me "destas imagens" lembrando como eram na década de 40 em que todas elas eram um exemplo para a vila…
(…)
Dizem-me que a Arminda teve um qualquer AVC. Não parece nada! Para lá da idade que tem, quase noventa anos, foi a única que conversou comigo com mais “fio de conversa” e me contou um pouco daquela casa... tão alegre em tempos e agora tão soturna e tão triste... Recordámos, com ela a dar o mote, algumas patifarias que as primas nos faziam quando, no verão, passávamos por lá as férias... E foi ela a recordar, pela primeira vez que eu me lembre, da causa que levou ao arrefecimento das relações que todos tínhamos uns com os outros. Falou expressamente, sem papas na língua, mas com uma mágoa forte e uma ternura entrelaçadas, na imposição feita pelo tio cónego de não achar bem que dois rapazes frequentassem tão assiduamente aquela casa onde só havia raparigas... O “estupor” do velho padre!! Que viu maldade num convívio são de mulheres feitas, de mulheres sérias, de mulheres educadas e dois rapazolas o mais velho dos quais teria 16 anos!!
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Só à saída estive com a Celestina... Mais valia que a não tivesse visto! Lembrei-me da minha Mãe. Eram quase da mesma idade. A minha Mãe mais velha um ano... ou talvez dois... Mas que diferença! A minha Mãe viveu até ao fim!!... A Celestina já não vive há muitos anos…
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Despedi-me. Disseram coisas bonitas nas despedidas... Fiz força para conter as lágrimas... antes de sair daquela casa! Aquelas primas, se calhar, não mereciam este fim de vida...
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Depois, e sempre a pé, fui fazer uma romagem de saudade!

01 março 2019

Albi Sport Clube...

Com o título "Assim nasceu o Albi Sport Clube"
li com interesse o artigo assinado por Artur Jorge,
no jornal "Reconquista", referente à passagem do 
40ºAniversário daquela instituição.
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Ainda me lembro muito bem do "campo de ténis" situado logo à entrada dos Parque dos Loureiros, ali mesmo ao lado do enorme ecrã onde, nas noites de verão, nos deleitávamos com a passagem dos filmes naquela época tórrida que ia de Junho a Setembro… nos anos 40/50.
Ultrapassado no tempo, aquele campo de ténis tinha por vezes falta de "freguesia"...
As "pressões" sobre o melhoramento das suas instalações foram-se acumulando mas, só bastantes anos mais tarde tiveram algum sentido.
Uns anos depois, em 1979, num terreno situado na antiga quinta do Dr.Mota, e sob a bênção do Dr. Armindo Ramos, foram libertados 1,5 hectares, para um parque desportivo, área essa que foi concedida, por direito de superfície de 25 anos, ao Albi Sport.
"Tínhamos o terreno, era preciso construir. Mas não conseguíamos…" Foi o Presidente César Vila Franca quem fez avançar o projecto. "A Câmara, enquanto instituição pública não podia aceder a fundos específicos, só um clube. E lançou um repto: "Se o Albi liderasse o processo do pavilhão municipal, a autarquia fazia-lhe três courts." O Arq. Luís Grilo aceitou de imediato… E foi assim que começou o Albi. Desde logo orientado no sentido de servir a cidade.           
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Em 21 de Fevereiro de 1979, foi fundado a Albi Sport Clube tendo como os seus primeiros órgãos sociais:
na Direcção: Luís Infante Chasqueiro (presidente), Mário Pombo, Simão Ferreira, Fernando Patrício, Júlio Peixoto, Sebastião Louro, Jorge Santos Silva e António Roberto;
Na Assembleia-Geral, o Arq. Luís Marçal Grilo (presidente), Fernando Dias de Carvalho, Nelson Meruje e António Mateus.       
No Conselho-Fiscal: Francisco Garcia (presidente), Jorge Albuquerque, Matos Pereira e Fernando Brousse.                  
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Deixo a imagem do impulsionador dos actuais "courts" de ténis do Albi Sport Clube que foi também o seu primeiro Presidente da Assembleia Geral.
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Arq. Luís Marçal Grilo
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E mais deixo a sua opinião sobre a "ideia estapafúrdia", de um recente presidente do Albi Sport, ter substituído o emblema original, desta Instituição por um qualquer outro sem qualquer significado…
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Diz Artur Jorge, jornalista de "Reconquista":
"O associado número 1 do Albi garante que não voltará a entrar nas instalações do clube enquanto o emblema original não for reposto. Luís Marçal Grilo fala de uma alteração inaceitável: "Não conheço em nenhuma parte do mundo uma colectividade que tenha rasgado o emblema. Como é possível ter acontecido no Albi? É selvagem. O emblema nasceu com o clube. Fui lá, vi um emblema que não é o do clube. Vim-me embora. Aquilo é outra coisa qualquer. O logótipo que arranjaram é uma cópia descarada e má do Open dos Estados Unidos. Uma vergonha. Noutro país caíam-nos em cima!"
Marçal Grilo saiu com alguma esperança do jantar de aniversário. "O presidente do clube disse uma coisa que me descansou: quer voltar às origens. Acho muito bem. Eu não faço lá falta mas, enquanto isso não acontecer, não entro no Albi" reiterou.
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Cfr. Artur Jorge
"Reconquista"
28.Fev.2019

28 fevereiro 2019

Cansei-me rendo-me…

Corre na Net…
Um artigo de
Leonardo Haberkorn

cheio de actualidade.
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Leonardo Haberkorn
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Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor, era professor numa universidade de Montevideo. Deixou o ensino, que antes o apaixonava, e explica porquê.
"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.
Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.
Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que
não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies.
Claro que nem todos são assim.
Mas cada vez são mais.
Até há três ou quatro anos a
advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito.
Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal.
Mas há algo certo: muitos desses jovens
não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas.
Esta semana foi tratado o tema Venezuela.
Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa?
Alguém leu algum dos seus livros?
Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado.
É como
ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revistas na rua.
Estes jovens,
que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. A incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles.
Foram-lhes matando a curiosidade e, cada professor
que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, ensinou-lhes que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.
E
o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim.

O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também." 
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NB - Uma atitude a ter em consideração...

27 fevereiro 2019

Quem se lembra deste "courts"?...

Foto obtida na 
"década de 70"...

Courts de ténis no Bonfim
com entrada pela Av.22 de Dezembro
(mesmo atrás dos CTT)

26 fevereiro 2019

São quadras, meu bem... são quadras!...

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O meu amor é um tolo
Quando pensa que o adoro.
Pensa que eu choro por ele
Mas só eu sei por quem choro.

25 fevereiro 2019

Parabéns!... 25 de Fevereiro

A Ana F faz anos hoje.
Beijinhos e um belo dia de anos...

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Ana Cristina Figueiredo

Romagens de Saudade...

08ª Romagem de Saudade
Fotografia tirada em 
1982.06.10
nas escadinhas
da Câmara Municipal de Castelo Branco
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Gilberto Saraiva, Martinho Candeias, Amado Ramos Estriga, 
Luís Marçal Grilo e Pereira Monteiro

24 fevereiro 2019

Uma "adenda"...

… ao "post" de ontem sobre
o "Educador da Classe Operária"
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Numa das "Cartas ao Director", hoje publicada no mesmo diário, e assinada por Ademar Costa, da Póvoa de Varzim, é também, de alguma forma, prestada homenagem ao "Arnaldo Matias de Matos":
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"Faleceu o fundador do PCTP/MRPP, partido de inspiração maoista. Arnaldo Matias de Matos defendeu, após o 25 de Abril, o "julgamento popular e a execução pública dos fascistas". O Luta Popular, órgão oficial do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, passou de imprensa operária clandestina a uma máquina geradora de ódio. Quem não se lembra das agressões físicas a militantes e simpatizantes do PPD e do CDS, nas ruas de Lisboa e do Porto? Quem não se lembra do vergonhoso cerco ao Congresso do CDS, em 1975, no Palácio de Cristal, no Porto? Se o MRPP tivesse tomado o poder, teríamos tido uma nova PIDE muito mais sanguinária. Merecem nota positiva alguns murais artísticos na capital, antecessores da street art.
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Mas… "Não há nada como morrer para passar de besta a sábio, e este é um velho hábito português típico de um país que, não respeitando nada, está sempre pronto para o salamaleque fúnebre(…)"
       Pacheco Pereira dixit...

Hoje há pintura...

Eduard Manet
1832-1883
Pintor françês.
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Le déjeuner (1868)