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15 março 2019

Augusto Cid...

Faleceu um "cartoonista" de grande mérito.
Nascido na Cidade da Horta em 1941
faleceu em Lisboa em 2019
Tinha 77 anos.
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Augusto Cid
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"Um cartoon tanto pode demorar uma hora como cinco a ser feito e as pessoas pensam que é bem pago. Esquecem-se de todo o material que precisei de armazenar na cabeça, as revistas e jornais que tive de comprar, os programas que tive de ver… Agora estou virado para a escultura e a preparar um livro sobre a minha comissão militar em Angola”. ( numa entrevista ao Correio da Manhã/2012).

14 março 2019

Contágio...

… um pequeno poema que 
Miguel Torga
escreveu em Coimbra
num dia de 
Janeiro de 1955.
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Miguel Torga
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Contágio
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Os dias murcham, como flores abertas.
As horas passam, como passageiras
Dum comboio apressado.
E o espírito, cansado
Desse fluir do tempo, que não cessa,
Tenta parar ali, onde começa
O rio marginal do esquecimento.
Mas vem tal sugestão do movimento,
Que ele próprio fecha os olhos e atravessa.
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Miguel Torga
Coimbra, 15.01.1955

13 março 2019

Humor antigo...

com o traço de
Oziouls
in "Mundo Ri"
Abril-1961
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- Não tenhas "peneiras"... Se me sento nos teus joelhos 
é só porque o banco está molhado!...

11 março 2019

Escrito na pedra...

in "Publico"
08.03.2019
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Compara-se muitas vezes a crueldade do homem à das feras, mas isso é injuriar estas últimas
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Fiodor Dosttoievski
1821-1881
escritor 

10 março 2019

Recordações...

Em  Castelo Branco
com 7 anos
22.02.1970
               GI


09 março 2019

Hoje há pintura...

Sandro Botticelli
1445-1510
Pintor italiano
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O nascimento de Vénus (1484-86)
In. Galeria de Uffizi

08 março 2019

Safra...

… um poema que 
Miguel Torga 
escreveu em Maio de 1953,
na Costa Nova.

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Miguel Torga
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Safra
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Guardo os instantes, frutos varejados
(A vida é uma colheita a recolher);
Abro o velho panal dos meus cuidados,
E encho a tulha do tempo até caber.
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Nenhum deles tem beleza que me agrade
Ou velado sabor que me apeteça;
Mas são a minha triste novidade…
O futuro, depois, que os apodreça!
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Miguel Torga
20.Maio.1953
em Coimbra.

07 março 2019

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Entre o trevo nasce o trevo
Entre o trevo nasce a salsa
Antes uma feia firme
Do que uma bonita falsa.

06 março 2019

Humor antigo...

in "Anedota Ilustrada"
Jan.1962
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Sem palavras...

05 março 2019

Escrito na pedra...

in " Publico"
27.02.2019
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O que mais me interessa saber, não é se falhaste mas se soubeste aceitar o desaire

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Abraham Lincoln
1809-1865
estadista

04 março 2019

Parabéns!... 4 de Março

O Pedro Maria e faz hoje 25 anos.
Um abraço grande do Avô.

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Pedro Maria Matos de Oliveira Constantino

03 março 2019

Mas ele acha-se com razão...

No "Público" deste domingo,
Ana Sá Lopes 
comenta, no seu Editorial,
o sr. juiz que "lê a Bíblia"...
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Ana Sá Lopes 
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Senhor Neto de Moura. Não nos conhecemos, felizmente. Digo felizmente porque, embora o jornalismo me obrigue, de quando em vez, a contactar com as catacumbas da sociedade, prefiro, como dizia o famoso Bartleby do Herman Melville, não o fazer.

A verdade é que gostaria de o processar. Não tenho muita paciência para tribunais e os juízes metem-me algum horror, porque já vi em acção alguns exemplares como o senhor. Também não tenho muito tempo livre e a justiça é lenta. Depois, é verdade que não tenho muito dinheiro e, já se sabe, a justiça é cara.

Eu tenho um problema de saúde:
perante o asco, tenho vómitos. Às vezes também tonturas. As últimas decisões que tomou provocaram-me problemas de saúde. Talvez isso seja um motivo para o processar. Fico literalmente doente ao ver a sua, vá lá, doença com as mulheres. O prejuízo para a minha saúde dos seus acórdãos pode ser um motivo para um processo.

O meu problema com situações asquerosas é uma razão porque evitei, até este momento, escrever sobre o acórdão em que o senhor invocou a Bíblia e considerou exemplares – no sentido de lhe servirem de exemplo — as sociedades que apedrejam as mulheres adúlteras para “acentuar que o adultério da mulher é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente (e são as mulheres honestas as primeiras a estigmatizar as adúlteras)” e por isso a dita sociedade “vê com alguma compreensão a violência exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela mulher”. O senhor, vindo lá das cavernas de onde fala, está a infringir a Constituição, mas nem dá por isso – assim como os seus colegas que lhe aplicaram a advertência. Os senhores metem-me medo. E não há sociedade mais doente do que aquela que fica com medo da justiça.

Eu sinto-me humilhada, vexada pelo senhor e a sua repugnante ideia de “sociedade”, mulheres e adultério. Acho que o senhor não me respeita e ofende todas as mulheres deste país. O adultério não é crime, a não ser na sua cabeça que me abstenho de qualificar ainda mais. A questão é que o senhor é juiz e põe em causa a segurança das pessoas, desde que sejam mulheres. Isso ofende-me. A ideia de lhe dar um soco na cara até me pode passar, assim de repente, pela cabeça, mas não o farei. No meu quadro moral e seguindo os preceitos da lei e Constituição, acho que a violência física não é de todo desculpável – nem contra um juiz que a desculpa.

Ana Sá Lopes
in. Editorial do Público
3 de Março de 2019

02 março 2019

As poesias da prima Hermínia...

Nunca sabemos de tudo…
E só agora tive conhecimento 
que tinha uma poetisa na família…
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Hermínia Augusta Romão
(a prima Hermínia)

A Minha Cruz
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Eu sigo os caminhos desta vida,
Com aquela cruz, Senhor, que me impuseste!
É já longa a distancia percorrida
E grande o sofrimento que me deste.
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Sinto-me cansada e entristecida,
E nos meus lábios já não há sorrisos!
Sinto, na minha alma enternecida
Saudade, sonhos vagos e imprecisos.
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Ajudai-me, Senhor, a sofrer com alegria!
Avivai a minha fé, em cada dia,
P'ra que eu possa suportar este cansaço.
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E que, ao deixar estas vias peregrinas,
Possa beijar as Tuas mão Divinas
E descansar feliz, no teu regaço.

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Hermínia Augusta Romão
Oleiros, S. João de 1971.

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Ao lembrar-me mais uma vez das minhas primas de Oleiros,
não posso deixar de recordar a última vez que estive com
elas… com as restantes, que fui encontrar em Oleiros no dia
11 de Julho de 2000, numa rápida visita que lhes fiz.
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Num "apontamento" que escrevi naquele dia eu referi-me à D.Maria Luisa, esposa do Dr.Francisco Romão e cunhada das minhas primas de Oleiros.
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"Quando estava a sair do carro chegava também o Tó e a mulher... e, não sei porquê veio à minha memória a imagem da D.Maria Luisa Romão... Mas há uma diferença abissal entre a mulher do Tó e a mulher do primo Francisco!! Aquela vive no ano 2000... é toda prá-frentex porque todas as raparigas agora são prá-frentex... Bonitas, alegres, simpáticas, muito dadas... e estando-se nas tintas para as conveniências e para a moral dos outros!! Difícil... difícil... era mesmo ser-se tudo isto e viver-se em 1945!!!... E a Dona Maria Luisa era tudo isto e fazia tudo tão naturalmente que até nós, os miúdos de então, não achávamos nada mal as coisas que ela dizia ou fazia e que, eventualmente, poderiam pôr de rastos as normas éticas daquela família austera e muito conservadora!
A Dona Maria Luisa, a mãe da Belisa (miúda com 7 ou 8 anos que eu nunca mais vi desde então.), faleceu no Porto há pouco mais de um ano. Mas tenho na memória a imagem daquela bela mulher quando ela teria trinta e poucos anos! E ainda bem que a recordo assim... jovem, exuberante e divertida.
O mesmo não posso dizer das suas cunhadas, mulheres novas e bonitas... mulheres cheias de interesse... meninas prendadas, em 1945!... Aquilo que eu vi hoje quando entrei naquele casarão que encerra uma boa parte da minha memória não pode ser traduzido em emoções...
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Estive hoje na salinha de estar (onde, durante as férias, "éramos obrigados” a rezar o terço todas as noites, em grupo, com uma delas a “comandar”, de rosário nos dedos), com a Guiomar, a Hermínia e a Arminda. O Primo Francisco também lá estava.

Uma tristeza! A Guiomar, a mais nova e a mais bonita... a que, em 1974, foi Presidente da Câmara pelo CDS… está uma velhinha! Mais velhinha que as irmãs mais velhas... Achei-a agora muito parecida com a Mãe, a Prima Teresa...

A Hermínia está outra velhinha... mas continua igual à Hermínia de então! Franzina... a mesma voz... os mesmos olhos vivos. Os cabelos agora brancos e uma saudade dos tempos idos estampada em todas as suas palavras... Já nem lhe choraram os olhos quando pousaram nas fotografias antigas que lhes levei... Devem ter-se-lhe secado as lágrimas com tanto sofrimento passado nos últimos anos.
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Tento libertar-me "destas imagens" lembrando como eram na década de 40 em que todas elas eram um exemplo para a vila…
(…)
Dizem-me que a Arminda teve um qualquer AVC. Não parece nada! Para lá da idade que tem, quase noventa anos, foi a única que conversou comigo com mais “fio de conversa” e me contou um pouco daquela casa... tão alegre em tempos e agora tão soturna e tão triste... Recordámos, com ela a dar o mote, algumas patifarias que as primas nos faziam quando, no verão, passávamos por lá as férias... E foi ela a recordar, pela primeira vez que eu me lembre, da causa que levou ao arrefecimento das relações que todos tínhamos uns com os outros. Falou expressamente, sem papas na língua, mas com uma mágoa forte e uma ternura entrelaçadas, na imposição feita pelo tio cónego de não achar bem que dois rapazes frequentassem tão assiduamente aquela casa onde só havia raparigas... O “estupor” do velho padre!! Que viu maldade num convívio são de mulheres feitas, de mulheres sérias, de mulheres educadas e dois rapazolas o mais velho dos quais teria 16 anos!!
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Só à saída estive com a Celestina... Mais valia que a não tivesse visto! Lembrei-me da minha Mãe. Eram quase da mesma idade. A minha Mãe mais velha um ano... ou talvez dois... Mas que diferença! A minha Mãe viveu até ao fim!!... A Celestina já não vive há muitos anos…
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Despedi-me. Disseram coisas bonitas nas despedidas... Fiz força para conter as lágrimas... antes de sair daquela casa! Aquelas primas, se calhar, não mereciam este fim de vida...
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Depois, e sempre a pé, fui fazer uma romagem de saudade!

01 março 2019

Albi Sport Clube...

Com o título "Assim nasceu o Albi Sport Clube"
li com interesse o artigo assinado por Artur Jorge,
no jornal "Reconquista", referente à passagem do 
40ºAniversário daquela instituição.
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Ainda me lembro muito bem do "campo de ténis" situado logo à entrada dos Parque dos Loureiros, ali mesmo ao lado do enorme ecrã onde, nas noites de verão, nos deleitávamos com a passagem dos filmes naquela época tórrida que ia de Junho a Setembro… nos anos 40/50.
Ultrapassado no tempo, aquele campo de ténis tinha por vezes falta de "freguesia"...
As "pressões" sobre o melhoramento das suas instalações foram-se acumulando mas, só bastantes anos mais tarde tiveram algum sentido.
Uns anos depois, em 1979, num terreno situado na antiga quinta do Dr.Mota, e sob a bênção do Dr. Armindo Ramos, foram libertados 1,5 hectares, para um parque desportivo, área essa que foi concedida, por direito de superfície de 25 anos, ao Albi Sport.
"Tínhamos o terreno, era preciso construir. Mas não conseguíamos…" Foi o Presidente César Vila Franca quem fez avançar o projecto. "A Câmara, enquanto instituição pública não podia aceder a fundos específicos, só um clube. E lançou um repto: "Se o Albi liderasse o processo do pavilhão municipal, a autarquia fazia-lhe três courts." O Arq. Luís Grilo aceitou de imediato… E foi assim que começou o Albi. Desde logo orientado no sentido de servir a cidade.           
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Em 21 de Fevereiro de 1979, foi fundado a Albi Sport Clube tendo como os seus primeiros órgãos sociais:
na Direcção: Luís Infante Chasqueiro (presidente), Mário Pombo, Simão Ferreira, Fernando Patrício, Júlio Peixoto, Sebastião Louro, Jorge Santos Silva e António Roberto;
Na Assembleia-Geral, o Arq. Luís Marçal Grilo (presidente), Fernando Dias de Carvalho, Nelson Meruje e António Mateus.       
No Conselho-Fiscal: Francisco Garcia (presidente), Jorge Albuquerque, Matos Pereira e Fernando Brousse.                  
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Deixo a imagem do impulsionador dos actuais "courts" de ténis do Albi Sport Clube que foi também o seu primeiro Presidente da Assembleia Geral.
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Arq. Luís Marçal Grilo
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E mais deixo a sua opinião sobre a "ideia estapafúrdia", de um recente presidente do Albi Sport, ter substituído o emblema original, desta Instituição por um qualquer outro sem qualquer significado…
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Diz Artur Jorge, jornalista de "Reconquista":
"O associado número 1 do Albi garante que não voltará a entrar nas instalações do clube enquanto o emblema original não for reposto. Luís Marçal Grilo fala de uma alteração inaceitável: "Não conheço em nenhuma parte do mundo uma colectividade que tenha rasgado o emblema. Como é possível ter acontecido no Albi? É selvagem. O emblema nasceu com o clube. Fui lá, vi um emblema que não é o do clube. Vim-me embora. Aquilo é outra coisa qualquer. O logótipo que arranjaram é uma cópia descarada e má do Open dos Estados Unidos. Uma vergonha. Noutro país caíam-nos em cima!"
Marçal Grilo saiu com alguma esperança do jantar de aniversário. "O presidente do clube disse uma coisa que me descansou: quer voltar às origens. Acho muito bem. Eu não faço lá falta mas, enquanto isso não acontecer, não entro no Albi" reiterou.
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Cfr. Artur Jorge
"Reconquista"
28.Fev.2019

28 fevereiro 2019

Cansei-me rendo-me…

Corre na Net…
Um artigo de
Leonardo Haberkorn

cheio de actualidade.
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Leonardo Haberkorn
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Leonardo Haberkorn, jornalista e escritor, era professor numa universidade de Montevideo. Deixou o ensino, que antes o apaixonava, e explica porquê.
"Depois de muitos e muitos anos, hoje dei a última aula na Universidade.
Cansei-me de lutar contra os telemóveis, contra o whatsapp e contra o facebook. Ganharam-me. Rendo-me. Atiro a toalha ao chão.
Cansei-me de falar de assuntos que me apaixonam perante jovens que
não conseguem desviar a vista do telemóvel que não pára de receber selfies.
Claro que nem todos são assim.
Mas cada vez são mais.
Até há três ou quatro anos a
advertência para deixar o telemóvel de lado durante 90 minutos, ainda que fosse só para não serem mal-educados, ainda tinha algum efeito.
Agora não. Pode ser que seja eu, que me desgastei demasiado no combate. Ou que esteja a fazer algo mal.
Mas há algo certo: muitos desses jovens
não têm consciência do efeito ofensivo e doloroso do que fazem. Além disso, cada vez é mais difícil explicar como funciona o jornalismo a pessoas que o não consomem nem vêem sentido em estar informadas.
Esta semana foi tratado o tema Venezuela.
Só uma estudante entre 20 conseguiu explicar o básico do conflito. O muito básico. O resto não fazia a mais pequena ideia. Perguntei-lhes (...) o que se passa na Síria? Silêncio. Que partido é mais liberal ou que está mais à 'esquerda' nos Estados Unidos, os democratas ou os republicanos? Silêncio. Sabem quem é Vargas Llosa?
Alguém leu algum dos seus livros?
Não, ninguém! Lamento que os jovens não possam deixar o telemóvel, nem na aula. Levar pessoas tão desinformadas para o jornalismo é complicado.
É como
ensinar botânica a alguém que vem de um planeta onde não existem vegetais. Num exercício em que deviam sair para procurar uma notícia na rua, uma estudante regressou com a notícia de que se vendiam, ainda, jornais e revistas na rua.
Estes jovens,
que continuam a ter inteligência, simpatia e afabilidade, foram enganados, a culpa não é só deles. A incultura, o desinteresse e a alienação não nasceram com eles.
Foram-lhes matando a curiosidade e, cada professor
que deixou de lhes corrigir as faltas de ortografia, ensinou-lhes que tudo é mais ou menos o mesmo. Então, quando compreendemos que eles também são vítimas, quase sem darmos conta vamos baixando a guarda.
E
o mau é aprovado como medíocre e o medíocre passa por bom, e o bom, as poucas vezes que acontece, celebra-se como se fosse brilhante. Não quero fazer parte deste círculo perverso. Nunca fui assim e não serei assim.

O que faço sempre fiz questão de o fazer bem. O melhor possível. E não suporto o desinteresse face a cada pergunta que faço e para a qual a resposta é o silêncio. Silêncio. Silêncio. Silêncio. Eles queriam que a aula terminasse. Eu também." 
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NB - Uma atitude a ter em consideração...

27 fevereiro 2019

Quem se lembra deste "courts"?...

Foto obtida na 
"década de 70"...

Courts de ténis no Bonfim
com entrada pela Av.22 de Dezembro
(mesmo atrás dos CTT)

26 fevereiro 2019

São quadras, meu bem... são quadras!...

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O meu amor é um tolo
Quando pensa que o adoro.
Pensa que eu choro por ele
Mas só eu sei por quem choro.

25 fevereiro 2019

Parabéns!... 25 de Fevereiro

A Ana F faz anos hoje.
Beijinhos e um belo dia de anos...

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Ana Cristina Figueiredo

Romagens de Saudade...

08ª Romagem de Saudade
Fotografia tirada em 
1982.06.10
nas escadinhas
da Câmara Municipal de Castelo Branco
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Gilberto Saraiva, Martinho Candeias, Amado Ramos Estriga, 
Luís Marçal Grilo e Pereira Monteiro

24 fevereiro 2019

Uma "adenda"...

… ao "post" de ontem sobre
o "Educador da Classe Operária"
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Numa das "Cartas ao Director", hoje publicada no mesmo diário, e assinada por Ademar Costa, da Póvoa de Varzim, é também, de alguma forma, prestada homenagem ao "Arnaldo Matias de Matos":
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"Faleceu o fundador do PCTP/MRPP, partido de inspiração maoista. Arnaldo Matias de Matos defendeu, após o 25 de Abril, o "julgamento popular e a execução pública dos fascistas". O Luta Popular, órgão oficial do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado, passou de imprensa operária clandestina a uma máquina geradora de ódio. Quem não se lembra das agressões físicas a militantes e simpatizantes do PPD e do CDS, nas ruas de Lisboa e do Porto? Quem não se lembra do vergonhoso cerco ao Congresso do CDS, em 1975, no Palácio de Cristal, no Porto? Se o MRPP tivesse tomado o poder, teríamos tido uma nova PIDE muito mais sanguinária. Merecem nota positiva alguns murais artísticos na capital, antecessores da street art.
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Mas… "Não há nada como morrer para passar de besta a sábio, e este é um velho hábito português típico de um país que, não respeitando nada, está sempre pronto para o salamaleque fúnebre(…)"
       Pacheco Pereira dixit...

Hoje há pintura...

Eduard Manet
1832-1883
Pintor françês.
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Le déjeuner (1868)

O educador da classe operária...

Arnaldo de Matos, faleceu ontem
e foi a notícia da sua morte que levou o
José Pacheco Pereira
a dedicar-lhe no seu 
"Espaço Público"
algumas palavras de apreço.
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José Pacheco Pereira

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Com o título "Arnaldo de Matos encontra a Ceifeira", Pacheco Pereira começa por destacar que "A intransigência pública do MRPP não o impedia de ter capacidade para conversar e conspirar com organizações e grupos bem longe da extrema-esquerda."
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Não há nada como morrer para passar de besta a sábio, e este é um velho hábito português típico de um país que, não respeitando nada, está sempre pronto para o salamaleque fúnebre(…)
Arnaldo de Matos veria com ironia a sucessão de elogios fúnebres que está a receber.
(…) Mas deixemos as asneira, e tentemos falar do homem, do percurso e do tempo que começa agora a encerrar-se por obra da Ceifeira.
Arnaldo de Matos foi um activo militante do movimento estudantil que se destacou não só na sua escola, a Faculdade de Direito, mas no movimento federativo, particularmente nas chamadas "reuniões interculturais" e nos seminários de estudos associativos 
(...) Destacava-se pelas suas qualidades de orador e pela escrita. Mas, a breve prazo, deixou de poder ter "legalidade" e mergulhou na via clandestina.
(…) O MRPP foi a mais importante organização da segunda vaga da extrema-esquerda, que já não era moldada pela luta pela ortodoxia do marxismo-leninismo nos partidos comunistas que caracterizavam a ruptura sino-soviética, mas sim pela influência decisiva da Revolução Cultural.
(…) O MRPP foi capaz, durante quase uma década, de recrutar e mobilizar muitos estudantes e intelectuais, jornalistas e jovens operários radicalizados, principalmente em Lisboa e na cintura industrial.
Nos meios da cultura, do cinema, das revista culturais, nas organizações de jornalistas e em muitas redacções, o MRPP estava lá em força. Não surpreende, por isso, que tantas pessoas da elite intelectual e política tivessem a sua biografia a passagem pelo MRPP
(…) A agressividade política do MRP levou-o a ter um papel no incremento de acções de rua de confronto directo com a polícia antes do 25 de Abril e a começar a ter presos. Depois do 25 de Abril, entrou em choque com o MFA , tendo sido a única organização que foi sujeita a uma operação em massa por parte dos militares no poder
com a preciosa ajuda do PCP, que os considerava "contra-revolucionários" e agentes da CIA. Arnaldo de Matos foi igualmente preso e gerou um grande movimento exigindo a sua libertação.
(…)
Pacheco Pereira termina a sua "homenagem" a Arnaldo de Matos de maneira curiosa… sem nunca se declarar um "adversário" de peso à figura agora desaparecida. Diz ele, para finalizar:
"Contrariamente ao que se diz por aí, eu nunca fui membro do MRPP, uma daquelas falsidades que nunca morrem nas redes sociais, mas tinha relações cordiais com o      Arnaldo de Matos. Ainda há poucos meses encontrei-me com ele, na sede do MRPP para recolher documentação para o Arquivo Ephemera, que ele sempre ofereceu. Ele atacou-me do Twitter por causa da inexistente censura a Mapplethorpe em Serralves, mas estes ataques, fazem parte do lado para onde durmo melhor. Mas eu sei muito bem como tudo na história acaba por repousar, maldades e bondades. Eu não queria estar no Inferno quando chegar o camarada Espártaco. O Diabo que se cuide."
.
in. "Público"
23.02.2019
.


Arnaldo de Matos
Fundador do MRPP

(fotografia antiga)

23 fevereiro 2019

Hoje, no Diário de VPV...

Vasco Pulido Valente 
regressou, há algumas semanas, às páginas do 
"Público"...
numa Coluna semanal a que deu o nome de 
"Diário".

Vasco Pulido Valente
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em 16 de Fevereiro:
"As trapalhadas com o túmulo de Franco mostram bem a natureza politica do Governo Sanches. Dentro ou fora do túmulo, Franco divide a Espanha como em 1936. Já se ouvem nos comícios as palavras de ordem da guerra civil. Na direita, o "Arriba España" e, na esquerda, o "No passarán!".
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em 18 de Fevereiro:
"Como parar a berraria de João Galamba em prime time? Simples: metê-lo no Governo, porque, como se viu, ele não resiste ao carro, ao motorista e ao V.Exª. - e agora espalha em sossego as suas baboseiras pela paisagem.
O dr. António Costa, de cuja habilidade política nunca fui um crente, tem um dedo especial para o partido. Nesta remodelação despachou, com muita propaganda, dois ministros supranumerários para a "diletância política" de Bruxelas, e garantiu provisoriamente a unidade do partido, promovendo ao governo os chefes do radicalismo, Pedro Nuno Santos e Duarte Cordeiro. E, para nada faltar, não se esqueceu de guilhotinar em público o "centrismo", na melancólica pessoa de Francisco de Assis.
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em 19 de Fevereiro:
O resvaladiço Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, foi à televisão.
Conheço o género: é o general que no dia da derrota, perante os mortos e os feridos, vem dizer que sempre cumpriu o Regulamento da Disciplina Militar.
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em 22 de Fevereiro:
O Presidente da República já limpou as mãos do marido e da mulher, e do pai e da filha. Mas não há só isto, há também o "primo direito", João Cravinho (filho do João Cravinho) e dois amigos da casa, o ministro do Interior, Eduardo Cabrita, e o ministro da Economia, Siza Vieira. Isto, a mim, não me espanta. Não indica qualquer espécie de maldade, só demonstra o enorme abismo que separa, e (excepto por Soares) sempre separou, a direcção do PS do resto da sociedade portuguesa. Os socialistas, coitados, governam com quem conhecem, e não conhecem muita gente.
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NB - Vasco Pulido Valente continua a "não os poupar"...

Faleceu o Domingos Rijo...

… e disso só hoje tive conhecimento. 
Já ocorreu no dia 13 de Fevereiro mas só agora li a notícia, nas páginas do "Reconquista", hoje recebido.
Mais um bom Amigo que nos deixou…
Conheci-o nos tempos de Liceu, em Castelo Branco, nos últimos anos do Curso Liceal. Ele no 6º ou 7º anos, eu no 4º ou no 5º.
"Oficiais do mesmo ofício" era nas férias que ali nos encontrávamos e falávamos dos problemas que, por aquela altura, surgiam no ensino… Ele, vindo de Bragança, para onde foi "obrigado a desterrar-se" devido à carência de vagas nos quadros dos Liceus, eu ido de Setúbal, pelo Natal e pela Páscoa…

Dr. Domingos dos Santos  Rijo
.
"Domingos Rijo, professor aposentado do Instituto Politécnico de Castelo Branco e Grande Oficial da Instrução Pública, faleceu aos 87 anos, no passado dia 13, em Castelo Branco.
Foi um dos impulsionadores da criação das Escolas Superiores de Educação, em 1985 e de Tecnologia e Gestão, em 1991, sendo também o primeiro director da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Castelo Branco, localizada em Idanha-a-Nova. 
Professor de Matemática, foi também reitor o Liceu da Covilhã, no início da década de 70.
Quando deixou a Covilhã, rumo a Castelo Branco, Domingos Rijo tinha colocado  na cidade serrana as sementes para a abertura de ensino superior naquela região.
Quis o destino que o seu contributo viesse também a ser decisivo para a abertura de cursos superiores em Castelo Branco e em Idanha-a-Nova.
A sua competência foi também colocada ao serviço do concelho que o viu nascer, Idanha-a-Nova, onde foi vereador.
By João Carrega
Reconquista 
21.02.2019"
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Os Livros de Curso que os "finalistas" organizavam no final de cada Ano-Lectivo são "uma relíquia" de tempos que já não voltam… Num deles fui "descobrir" o Domingos Rijo!... numa página com uns versos assinados pelo Armando Salavessa e uma caricatura da autoria de António Seara, ambos seus colegas de turma. E muitos nomes que deixaram recordações na nossa Cidade ali permanecem junto do Domingos Rijo… O José Belo Videira, a Ricardina Alves da Silva, o Aureliano Felizardo, o Carlos Maricoto Monteiro, o Hermano Marques Pedro, o Hermenegildo Dias, o Isaac de Azevedo, o Joaquim Crisóstomo, o José Monteiro Grilo, o José Tavares, o Manuel Perdigoto, o Franco Dias, o Manuel "Bechareco" Silva, o Mário Godinho, o Rui Miguel e o Simão Malcata...    
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Domingos dos Santos Rijo

Os versos que acompanham a caricatura:

Limites que dão p'ra zero,
Teoremas, equações,
Fracções e somas algébricas, 
Infinitos, progressões.
.
Absorvem do Rijo, o espírito
Fazem-no o mundo esquecer!...
Cheia a cabeça de números
Não pode amar e sofrer.
.
Protegido com escudo
De números entrelaçados,
Qual glorioso guerreiro
De antigos tempos passados.
.
No seu coração não entra
A mais pequena fracção
De seta que o Deus Cupido
Atire com precaução.
.
Assim segue essa vida,
Sem espinhos nem desenganos,
Vivendo p'ra matemática,
Irá passando os seus anos.
.
Salavessa
.
"Descansa em paz, Amigo."

22 fevereiro 2019

Um aniversário...

… que hoje se comemorava.
A minha Mãe fazia anos hoje.
             22.02.1902

Maria Mendes de Matos