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08 outubro 2018

Um soneto de Maia Mendes...

No Livro de Curso dos Finalistas
do ano 1944/45, do Liceu de Nun'Álvares,
António Guadalupe Maia Mendes
assinou um Soneto a que chamou
Certeza!...
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Maia Mendes

Certeza…
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O tempo foge, voa, em turbilhão que arrasta
As gentes e as coisas, as gentes e as vidas,
E, ao mesmo tempo, deixa imagens esculpidas
No aço d'alma impura, no ouro de alma casta.
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O tempo tudo lembra, tudo esquece e gasta;
Marmóreas colunas, por Ele destruídas,
Fazem-nos recordar lembranças esquecidas
Na poeira do tempo que veloz se afasta.
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Nada resiste ao tempo na voraz passagem…
Nada perdura após a branda aragem
Que tudo consome apenas em instantes…
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Tudo consome, não! Nós nunca esqueceremos,
Enquanto vida houver -- eu sei! -- recordaremos
O tempo do liceu, da capa de estudantes.
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Maia Mendes,
António Guadalupe de

06 outubro 2018

In "Revista autores"...

...datada de Julho/Setembro de 2008,
uma breve noticia apontava a morte de
Albano Martins 
com o título
"Poeta e tradutor premiado".

Albano Martins
(1930-2018)
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" O poeta e tradutor Albano Martins morreu no passado dia 6 de Junho, no Hospital Santos Silva, em Vila Nova de Gaia, aos 87 anos. Nascido em 1930, no Fundão, e licenciado em Filologia Clássica, era docente da Universidade Fernando Pessoa. A sua obra está publicada em duas dezenas de livros de poesia e em antologias e obras colectivas. Em 1998, recebeu o Grande Prémio de Tradução Literária, pela tradução de "Canto Geral", de Pablo Neruda e, em 2012, o Grande Prémio de Tradução literária da APT/SPA pela tradução da "Antologia da Poesia Grega Clássica"."
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Albano Martins foi aluno do Liceu Nacional de Castelo Branco, onde terminou o Curso Liceal em finais da década de 40.
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Em 7 de Julho de 1957, o semanário albicastrense "Beira-Baixa", publicava uma pequena nota onde se refere o nome de Albano Martins: 
" Licenciatura
Com alta classificação terminou o seu Curso de Filologia Clássica, o sr.Dr.Albano Dias Martins, filho do sr. Francisco Dias Rato e da srª D.Maria do Carmo Gonçalves Martins."
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Mais um Antigo Aluno do nosso Liceu que passou a ser "memória"...

05 outubro 2018

Fotografias de Castelo Branco...

Fotografia obtida em
23 de Abril de 2006
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O antigo Quartel de Cavalaria 8 em destaque,
com a actual Biblioteca Municipal ali atrás.

04 outubro 2018

E já passaram sete anos...

… que aconteceu esta fotografia.
Surgiu numa reunião de primeiro Curso, do 12ºAno,
de 1980/81, comemorando os 7 anos já passados…
Foi na Quinta do Perú, em 19 de Novembro de 2011.
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A Conceição Malhó e a Vitória Margarida
recordam aqueles "Tempos de Glória" que
já contam quase 40 anos... embora não pareça nada.

03 outubro 2018

Ainda vai a tempo?...

Descobri, agorinha mesmo, esta fotografia 
obtida em Outubro de 1968.
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Estão aqui alguns dos presentes no almoço do dia 29 de Setembro…
… só que tinham menos 50 anos! E cada vez o tempo passa mais depressa...

Mais um dia que não esquece...

Mais uma Reunião de Curso
dos Alunos Finalistas do 7ºAno
do Liceu Nacional de Setúbal - 1969/70 
ocorreu no último sábado, 
dia 29 de Setembro.
num Restaurante em Fernão Ferro.
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Fui encontrar muitos alunos que não perdem estas ocasiões para rever e confraternizar com colegas e amigos que já não se vêem há muito tempo.
Vi caras novas que não estiveram presentes nos três anos anteriores e um deles me chamou a atenção, pois já não o via há uns 50 anos!... Está na mesma!… Passe o exagero… 
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 José Filipe Peres Claro e José Flórido
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 João Luciano Miranda Duarte e esposa
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 A Júlia Alves da Silva e o José Flórido
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 Uma das mesas fotografadas pelo Flórido
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 idem, aspas...
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O Arnaldo Silva que já não via há 50 anos...
                                ..
 Maria da Graça Sobral e Maria Isabel Ruivo Gomes da Silva 
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Maria da Graça Sobral, Maria Isabel Ruivo Gomes da Silva 
e o primo Jorge Manuel Ruivo.
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Margarida Cordas, Emília Vaz Pereira e Júlio Carlos Silva
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Júlio Carlos Silva e Daniel Pires
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Francisco Osório Cunha e Constantino Teles
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Francisco Rocha, Miguel Santos e Pedro Alves da Silva
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 Paulo Bordeira e Maria da Graça Sobral
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O Jorge Ruivo com a Graça Sobral
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 Maria da Conceição Pires Silvestre de Brito
com a mais "querida fotógrafa do mundo" Maria Isabel Gomes da Silva
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 O Jucá Silva com o "organizador" Pedro Alves da Silva
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 A Camila de Seixas Matos Cardoso Ferreira 
e a Manuela Gamito Beija 
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 O Daniel Pires e o António Piedade

O José Flórido com a Aida

 Paulo Bordeira e Francisco Cunha
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 Um pequeno grupo onde destaco o Carlos Setra, o Paulo Bordeira
 e, sentado, à direita, o Miranda Duarte.
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 Ao centro, o Arnaldo Jorge de Assunção Silva,
o nº3, da turma C do 1ºAno, no ano lectivo de 1961/62
Já não o via desde uns anos depois...
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Miguel Santos com a Graça Sobral
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O Miranda Duarte com a esposa
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e, finalmente, o Flórido com o Jucá.
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Deveria terminar aqui esta série de fotografias… mas, para todos verem que ainda tenho de aprender muito, vou colocar a seguir algumas fotografias da autoria da "Catedrática" Maria Isabel Ruivo Gomes da Silva uma Artista que sabe "fotografar a alma" dos seus Amigos.
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Em primeiro lugar o primo Jorge Ruivo

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Este retrato do José Afonso de Carvalho é magnífico.

José Afonso de Carvalho
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No momento exacto, a Isabel disparou… e saiu  esta imagem fabulosa!

José Agostinho de Matos
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Também o José Flórido foi abrangido por esta vaga de Boa Fotografia

José Flórido de Castro e Silva
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Também a Conceição Brito e a Emília Vaz Pereira ficaram
com uma bela fotografia "rubricada" pela Isabel.
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E guardei a minha para o fim… 
Acho que está "mil vezes" melhor do que o "original".
A decisão que logo tomei de a colocar como foto de perfil
na minha  página do Facebook, substituindo a anterior que também era da Isabel, 
desencadeou uma "avalanche" de mensagens de agrado que chegaram às duas centenas… E é aí que emoção chega até nós.
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jjmatos
em 29.09.2018
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Mais uma vez, Obrigado, Isabel.

02 outubro 2018

Morreu Charles Aznavour...

O cantor francês Charles Aznavour morreu esta segunda-feira na sua residência no Sul de França. Tinha 94 anos e se "não morreu em palco … morreu entre concertos". (*)
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Charles Aznavour
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Com uma carreira que se estendeu por oito décadas, Aznavour estava confiante de que iria viver até aos 100 anos, mas não pensou é que continuasse a cantar à volta do mundo para lá dos 90 anos.
(…)
É da morte de um mito que se trata. Um homem que vendeu mais de 100 milhões de álbuns (180 milhões segundo a sua biografia oficial), em 80 países, escreveu mais de 1400 canções e, com as muitas de amor, arrebatou corações em todo o mundo…
(…)
Aie mourir pour toi (1957), Les comédiens (1962), La mamma (1963), Hier encore (1964), La Bohéme (1965) e Tous les visages de l'amour (1974) são canções de sua autoria que continuarão a fazer lembrar o seu nome.
Aznavour é sobretudo conhecido, no mundo anglófono, pela canção "She" que, 1974, esteve quatro semanas no topo das tabelas de vendas do Reino Unido e ganhou, mais tarde, uma segunda vida com o filme "Nothing Hill" interpretado por Julia Roberts.
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(*) Cfr. Diogo Vaz Pinto, in "i".

01 outubro 2018

Humor antigo...

com o traço de
Wenzel

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- Foi ela que insistiu em vir assim! 
Quer que toda a gente saiba que não tem nada a esconder… 

30 setembro 2018

Tenho medo...

... num soneto que
Federico Garcia Lorca
intitulou
Tenho Medo de Perder a Maravilha

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Federico Garcia Lorca

Tenho medo de perder a maravilha
de teus olhos de estátua e aquele acento
que de noite me imprime em plena face
de teu alento a solitária rosa.

Tenho pena de ser nesta ribeira
tronco sem ramos; e o que mais eu sinto
é não ter a flor, polpa, ou argila
para o gusano do meu sofrimento.

Se és o tesouro meu que oculto tenho
se és minha cruz e minha dor molhada,
se de teu senhorio sou o cão,

não me deixes perder o que ganhei
e as águas decora de teu rio
com as folhas do meu outono esquivo. 
. 
Federico García Lorca, 
in 'Poemas Esparsos'

28 setembro 2018

Quando você está feliz...

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"Os rios não bebem a sua própria água; as árvores não comem os seus próprios frutos. O Sol não brilha para si mesmo e as flores não espalham a sua fragância para si. Viver para os outros é uma regra da natureza. (…)
A vida é boa quando você está feliz; mas a vida é muito melhor quando os outros estão felizes por sua causa.
.
Papa Francisco

27 setembro 2018

São quadras, meu bem!... são quadras...

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Não me deem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

.
António Aleixo

25 setembro 2018

Fotografias antigas...

Corso de Carnaval
25 Fevereiro 1969
.
Mordoma de Ilhavo

24 setembro 2018

Fotografias antigas...

...Maio de 1945
no Liceu de Castelo Branco
.

Alunos do 7ºAno, finalistas do Liceu no ano de 1944/45 

23 setembro 2018

Humor antigo...

… com o traço de
Don Flowers
.
- Tens de escolher em definitivo, Biquinhas... Ou eu ou a televisão!
. - A televisão.

22 setembro 2018

Escrito na pedra...

no Público
em 14 09 2013
.
"A história é uma galeria de quadros onde há poucos originais e muitas cópias."
.
Alexis de  Tocqueville
1805 - 1859
historiador francês

21 setembro 2018

Hoje há pintura...

Francisco de Goya e Lucientes
1746 - 1828 
pintor espanhol
.
Pega de caras
1780

20 setembro 2018

Só terei paz...

É da autoria de 
Manuel Maria Barbosa du Bocage
este soneto dedicado a Luís de Camões
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Manuel Maria Barbosa du Bocage
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Camões, grande Camões, quão semelhante
Acho teu fado ao meu, quando os cotejo!
Igual causa nos fez, perdendo o Tejo,
Arrostar co sacrílego gigante.
.
Como tu, junto do Ganges sussurrante,
Da penúria cruel no horror me vejo;
Como tu, gostos vãos, que em vão desejo,
Também carpindo estou, saudoso amante.
.
Ludíbrio, como tu, da sorte dura,
Meu fim demando ao Céu, pela certeza
De que só terei paz na sepultura.
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Modelo meu tu és… Mas… oh! tristeza!...
Se te imito nos transes da ventura,
Não te imito nos dons da natureza!

19 setembro 2018

São quadras, meu bem!... são quadras...

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Portugal, se é conhecido
Nas estrangeiras nações,
É por ser a minha pátria
E a de Luís de Camões.
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de Eugénio de Castro

18 setembro 2018

Fotografias antigas...

Corso de Carnaval
25.Fevereiro.1969
.
Menina de Aveiro, com sombrinha.

17 setembro 2018

Escrito na pedra...

In “Público
07.09.2018
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O homem está sempre disposto a negar aquilo que não entende.
.
Luigi Pirandello
1857 – 1936
escritor e dramaturgo