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17 dezembro 2012

Setubalense - 1965 - Outubro


02 de  Outubro
Direcção Geral de Desportos
O Eng. Manuel José Lacasta Nascimento e Oliveira pediu a exoneração e é substituído pelo Dr.Estêvão Ferreira Moreira, no cargo de delegado da Direcção Geral de Desportos.
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02 de  Outubro
Notícias pessoais
No Hospital de Grândola, teve há dias o seu bom sucesso, a Sr.ª D. Maria Odete Guerreiro Runa, professora oficial. (acabava de nascer a minha futura aluna Guida Runa).
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02 de  Outubro
Notícias pessoais
Terminou no Instituto Industrial de Lisboa, o curso de Agente Técnico e Engenharia, na especialidade de Electricidade e Máquinas, o Sr. José Luís Rodrigues dos Santos. (filho do senhor Zé Azoia).
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09 de  Outubro
Uma oferta para a Casa Museu de Bocage
O Sr. Embaixador António de Séves, ligado a Setúbal por interesses que mais radicaram a viva simpatia que sempre sentiu por esta cidade… ofereceu, com destino à futura Casa Museu Bocage , três preciosos folhetos contendo produções de Elmano.
Epicédio na sentida morte de Illustríssimo e Excelentíssimo Senhor D. Pedro José de Noronha, Marquez de Angeja,  camarista de sua Alteza Real, etc… etc…”  Edição de 1804.
Idylios marítimos recitados na Academia de Bellas Artes de Lisboa, pelo sócio Manuel Maria Barbosa du Bocage” – Edição de 1882, e
A pavorosa illusão”, epistola sem data, mas de edição também antiga.
(Conheci o Sr. Embaixador António de Séves em 1960. Este nosso antigo embaixador no Cairo, foi o meu primeiro e único “senhorio” quando, por aquela altura me instalei em Setúbal, na Avenida Manito)
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09 de  Outubro
Deputado à Assembleia Nacional
Propõem-se como candidatos os Srs. Dr. Francisco Elmano Martins da Cruz Alves, João Mendes da Costa Amaral, Dr. José Guilherme de Mello e Castro e Dr. Rogério Peres Claro.
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16 de  Outubro
Novo Delegado da D.G. Desportos
Foi empossado ontem no lugar de Delegado da Direcção Geral dos Desportos, o Dr. Estêvão Ferreira Moreira. Foi-lhe conferida pelo Dr. Armando Rocha, Director Geral dos Desportos.
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16 de  Outubro
Casamento
No passado sábado, na Igreja de Jesus, realizou-se com assistência de elevado número de convidados e em ambiente de grande distinção, o casamento da Sr.ª D. Helena Maria Carqueijeiro Catalão Espiga… com o Sr. Dr. Carlos Manuel Correia da Maia Malta.
(O Carlos Maia Malta era nosso colega no Liceu onde leccionava as disciplinas de Inglês e Alemão)
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18 de  Outubro
O preço do arroz…
Agulha. . . . . . venda livre
Carolino. . . . .  8$40
Gigante . . . . .  7$30
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20 de  Outubro
Câmara Municipal
Os Serviços Municipalizados montaram mais um posto transformador que ficou situado no Edifício dos Paços do Concelho.
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25 de  Outubro
Prof. Galvão Teles
Foi entregue ao Prof. Galvão Teles a medalha que assinala as Comemorações Bocageanas.
Miguel Bastos, Governador Civil do Distrito de Setúbal, Constantino de Goes, Presidente da Câmara Municipal desta cidade e Rogério Peres Claro, Secretário Geral da Comissão das Comemorações Centenárias de Barbosa du Bocage foram recebidos, na sexta-feira (22 de Outubro), pelo Ministro da Educação Nacional, a quem entregaram aquela medalha.
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27 de  Outubro
Fotografia
Uma Exposição de Fernando Motrena, no clube de Campismo, vai inaugurar-se amanhã.
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27 de  Outubro
Novos Corpos Gerentes da Associação Central de Assistência
Assembleia-Geral
Presidente – Comandante Aguiar Bastos
Secretário – Rogério Perienes
Secretário – Carlos José Pinto
Direcção
Presidente – Dr. Manuel Joaquim Martins de Sousa
Secretário – Maria Fernanda Viena
Tesoureiro – Dr. Joaquim Pereira da Silva Advirta
Vogal – D. Lúcia Gago da Silva
Vogal – José de Melo Saião
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27 de  Outubro
Por distinção foi promovido a major um oficial setubalense.
Por acção de comando que exerceu em Angola, foi promovido por distinção a major de Cavalaria, o Sr. Capitão Ricardo Fernando Ferreira Durão, natural da nossa cidade, filho do Coronel Ricardo Malhou Durão
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30 de  Outubro
Nomeação
O Sr. Manuel Joaquim Baptista de Jesus Guerreiro Ataz foi nomeado Vice-Presidente da Câmara de Palmela. A posse será dentro de dias.
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30 de  Outubro
Orquestra Sinfónica Alemã, no Luisa Todi
Realiza-se no próximo sábado, um concerto, no qual actuará a Orquestra Sinfónica de Bamberg, composta por cento e sessenta executantes, sob a direcção do Maestro Heinz Wallberg.

16 dezembro 2012

Vasco Pulido Valente continua...


... a falar com acerto!... Gostei desta.
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No sua coluna "Opinião", no "Público" de hoje, domingo, podemos ler  mais uma "trancada" que dá em alguns "fazedores de opinião", impantes e convencidos, que por aí andam à solta a largar dislates.

Vasco Pulido Valente

Isabel Jonet

Na Quadratura do Círculo, António Costa, António Lobo Xavier e Pacheco Pereira, sob a moderação muda de um funcionário da SIC, resolveram discutir algumas declarações da dra. Isabel Jonet e o “Banco Alimentar”.
Pacheco Pereira, como sempre, serviu a peça do PS. Lobo Xavier tentou endireitar as coisas, com pouca convicção e quase sem informação. E António Costa deu, deliciado, uma no cravo e outra na ferradura. Claro que o nó do problema foi a diferença entre caridade e Estado Social.
Pacheco Pereira, por indignação ou ressentimento, voltou aos seus tempos de esquerdista, lá veio com a velha conversa de que na essência a caridade humilhava quem a recebia; e que o Estado, prestando um serviço, se limitava a responder a um direito legal do cidadão.
Ao que parece, Isabel Jonet, tinha cometido o imperdoável pecado capital de dizer numa entrevista que preferia a caridade ao Estado social e, sobre isto, já de si claramente subversivo e provocatório, de invocar S.Paulo. Se as luminárias da Quadratura, por uma questão de curiosidade, se houvessem dado ao excessivo trabalho de ir ao site do Banco Alimentar, descobririam logo que ele não aspira a ser senãouma resposta necessária mas provisória” a uma situação desesperada, porque o Estado deve garantir a qualquer pessoa “um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família, a saúde e o bem-estar , principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à Assistência médica” e ainda a toda a variedade de contribuições que se tornem necessárias. E, para que não restem dúvidas, o Banco Alimentar rejeita a “caridade condescendente” e define o seu trabalho como uma “opção de cidadania”, que, em última análise, se destina a contribuir para o advento de mais “justiça” social.

Isabel Jonet

Quanto à dra. Isabel Jonet, que o anticlericalismo indígena escolheu para bode expiatório da sua impotência, é uma mulher estimável que, de repente, se viu metida no meio de um jornalismo espertalhão. Não sendo nem moralista, nem teóloga, nem política, falava com a maior inocência sobre si e o seu papel no Banco Alimentar, não lhe ocorrendo que se podia meter num sarilho ou suscitar uma polémica a cada palavra atravessou este pequeno tumulto com dignidade e boa fé. E suspeito que ganhou apoios para o Banco Alimentar. A Quadratura do Círculo irritou muito boa gente, Confesso que me irritou a mim e que decidi logo ajudar com regularidade essa extraordinária empresa.
Mais do que isso, estou contente com a decisão. Primeiro, porque eles merecem. Segundo, porque Isabel Jonet mostrou que era uma senhora normal, honesta e francaexactamente o contrário dos políticos que lhe ladram aos pés.

15 dezembro 2012

Concerto de Natal...

... na Igreja de S. Paulo
Foi ontem à noite, dia 14 de Dezembro

Liceu Nacional de Setúbal (esb)
Concerto de Natal / 2012

A apresentação do Coral...

...com umas palavras do Maestro
Algumas delas um tanto fora do contexto e... do momento.
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"O menino está dormindo" - um Arranjo do maestro Raul Avelãs 

Uma coralista atenta, na primeira fila...

Agradecendo os aplausos de uma assistência que quase encheu a Igreja,
apesar da tempestade que desabou sobre a cidade durante todo o dia.

O Maestro Raul Avelãs recebe o tradicional ramo de flores que lhe é oferecido
pela DrªAlina Fernandes, Directora do Grupo Coral.

As "garotas" de Ward...

Humor antigo
com o traço de
W a r d

- Agora percebo porque é que foste à Caixa levantar aquele cheque de dez euros...

14 dezembro 2012

Parabéns!... 14 de Dezembro

O Rui Versos faz anos hoje...
Um grande abraço, muitas prendas e uma lareira bem acesa aí na Capinha...

Rui Simeão Versos

13 dezembro 2012

Onde é que eu já vi...

... esta cara?!!...

Já sei! Foi num anúncio que saiu no Público do dia 9 de Dezembro...
... só que a minha memória levou-me "um pouco" mais longe...

O Eng.Carlos Setra
(Como eu gosto de ver esses frascos que tens aí ao pé...)
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Carlos Setra é, actualmente, o Presidente do Conselho de Administração de um Laboratório de Produtos Farmacêuticos  mas, há uns anitos atrás, foi meu aluno no Liceu Nacional de Setúbal.
E continua, pelo que vejo, a sorrir da mesma maneira com que o fazia então... Querem ver?!...

O Carlos Setra em 1967 (?)
no final do  5ºAno do Liceu

 Numa memorável Visita de Estudo à Serra da Arrábida / Cabo Espichel / Praia do Meco, em Novembro/69, com a Graça Araújo, a Clotilde Dimas e o Paulo Bordeira

Enquadrado pela Helena Gonçalves, pelo Galhofas Marques e pelo João Miranda Duarte 
com o Prof.Telo Pacheco, da Faculdade de Ciências de Lisboa que fez o favor de nos acompanhar e o Luz Piedade a "testemunharem" o momento, o Carlos Setra ri como só ele sabe... 
Ora, digam-me lá se os sorrisos não são iguais?!...
Noto apenas uma diferença... O que é que fizeste do teu cabelo, rapaz?!!!... Quanto à idade... devo dizer que "não noto qualquer diferença"!!!...

12 dezembro 2012

Férias...

Hoje, no Facebook:

"Tenho um amigo que planeia tudo com muita antecedência. Já está a pensar nas férias de Verão de 2013. Anda preocupado, não poderá gastar muito. Mas já decidiu e, para evitar contratempos, reservou já dois bilhetes ida e volta Picoas/Baixa-Chiado. O resto logo se vê.”
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Adoro este tipo de humor. 
...e o Fernando Delgado é dos melhores neste "sector". 


Fernando Delgado

...e espero que não fique muito "mal humorado" com esta minha citação...

Só diz "bacoradas"...

... o sr. Bastonário da Ordem dos Médicos!
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... tem um ódio de morte aos farmacêuticos!!...
Será um "hobby"?... Ou haverá outras "causas"?!...

Na sequência de várias declarações públicas do bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, sobre a actual conjuntura que o sector farmacêutico atravessa, o farmacêutico José Manuel da Silva Furtado, director técnico da Farmácia Moderna, em Monchique, dirigiu uma carta aberta ao dirigente da OM


BERTA AO BASTONÁRIO DA ORDEM DOS MÉDICOS

Ex.mo Senhor Bastonário,

Disse um banqueiro, há dias, “Ai aguenta, aguenta”…
Eu não aguentei, já não aguentei mais. Por isso estou a escrever a V. Ex.ª. Já não consegui aguentar mais as suas “bocas”, que interferem comigo, com a minha profissão, com a minha ética e com a minha dignidade.

Sou farmacêutico de província, de uma vila rural que de rural já pouco tem, chamo-me José Manuel da Silva Furtado e tenho a carteira profissional nº 5062. Embora tenhamos nomes muito parecidos, parece que temos formas muito diferentes de ver as nossas profissões. Eu, por mim, sempre considerei e respeitei a classe médica e reconheço a sua imprescindibilidade para a saúde e bem-estar das populações…  E penso que sou considerado pelos médicos da minha zona.

A referida e recente frase do banqueiro sobre a capacidade de resistência do país repete o pensamento que V. Ex.ª há tempos expressou publicamente sobre a capacidade económica das farmácias, ao dizer, em franca ingerência, que a este sector podiam ser ainda mais reduzidas as margens de comercialização. A prova dos conhecimentos de V. Ex.ª sobre a matéria está à vista: as receitas já não cobrem as despesas fixas, levando ao previsível encerramento de cerca de 600 farmácias, a curto prazo.

Também V. Ex.ª, quando se opôs fervorosamente à prescrição por DCI, ao apresentar como defesa o impedimento da substituição de um medicamento de marca por um genérico de forma a evitar confusão nos doentes com a troca da cor das embalagens, esqueceu-se que era precisamente ao balcão das farmácias que muitas vezes era desfeita essa confusão, originada pelo médico prescritor ao alterar o laboratório da molécula que o doente costumava tomar (até genérico por genérico).

Agora, em declarações à TSF, vem V. Ex.ª advogar a criação de farmácias do Estado nos centros de saúde para disponibilizarem medicamentos “se calhar até mais baratos” do que nas farmácias (onde um comprimido para o colesterol custa muito menos que uma pastilha elástica). Pergunto eu, com que qualidade e disponibilidade? Com que acessibilidade? Pensa que os cidadãos sairiam beneficiados? E com que custos para o Estado? Ou pensa V. Ex.ª dispensar o pessoal farmacêutico da função para que está legal e devidamente habilitado?

Será que essa farmácia estatal que preconiza ficaria a funcionar e disponível 24 horas por dia, como acontece com as privadas existentes, para além do encerramento dos centros de saúde?

Se calhar V. Ex.ª não faz a mínima ideia do que é uma farmácia, do serviço público que presta às populações a vários níveis, da qualidade profissional que lhe é reconhecida e do prestígio que a farmácia portuguesa tem granjeado internacionalmente.

Insurge-se V. Ex.ª contra a hipótese de vir a ser criado um fee (uma taxa) por receita como forma de dar sustentabilidade às farmácias, para lhes evitar o encerramento que seria muito penalizador para as populações e para lhes permitir a independência necessária à sua actividade. Não me lembro de alguém ter defendido expressamente que sejam os utentes a pagar essa taxa, que é praticada em muitos países europeus, e acredito que poderá haver outras formas de o fazer. Fica muito bem a V. Ex.ª alertar para o facto de “estarem já os doentes no limite da capacidade de pagar os custos da sua saúde”, mas esqueci-me se, alguma vez, se opôs ao agravamento das taxas moderadoras ou se promoveu a criação de uma tabela de honorários médicos (preçário de consultas) na defesa dos interesses dos doentes. (Atente-se na procura dos consultórios médicos privados por falta de resposta dos serviços públicos.)

Permita-me V. Ex.ª uma última pergunta, que não quero que seja interpretada como ofensiva: se é legítimo um médico cobrar por uma consulta em que acaba por requisitar um conjunto de análises ou exames complementares de diagnóstico e volta a cobrar em consulta seguinte em que é feita interpretação dessas mesmas análises, no que o poderá ofender os farmacêuticos, que até hoje prestam informações técnico-profissionais gratuitamente, passarem a receber uma taxa por acto farmacêutico?

Esta animosidade que V. Ex.ª parece nutrir contra as farmácias, e por ventura pelos farmacêuticos, se não por preconceito, pode eventualmente ter origem em desconhecimento da realidade das farmácias. Se assim for, e se V. Ex.ª aceitar, disponibilizo-me para o acompanhar no dia-a-dia de uma farmácia de província e mostrar-lhe as respectivas contas. Pode V. Ex.ª contactar-me por correio electrónico para farmaciamoderna.mcq@gmail.com .

Receba os meus respeitosos cumprimentos.
José Manuel da Silva Furtado

Nota: Optei pela forma de carta aberta para que ela tenha divulgação pública, tal como as afirmações que a provocaram (e me incomodaram).
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Meu caro Dr.José Manuel Furtado
Merece um abraço e as maiores felicitações pelo que acaba de escrever sobre as "sentenças desmioladas" do outro José Manuel, da OM...
Não creio que o bastonário da OM perceba (ou queira perceber...) alguma coisa daquilo que acaba de escrever... O "mal" que o atinge é doentio pois não é a primeira nem a segunda vez que tenta ferir com os seus disparates, toda uma classe na qual toda a população confia... Se ele olhasse mais para os problemas criados pelos membros da classe a que ele próprio pertence... talvez começasse a ser mais comedido nos seus desmandos.

11 dezembro 2012

Escrito na pedra...

"Das obras grandes ou pequenas, das acções generosas ou vis, cada um trás na própria cabeça a verdadeira medida."
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António Vieira
1609-1697
Padre e escritor português

10 dezembro 2012

Recordações...

5 de Outubro de 2002
na Casa do Montado
A Gi e a Madalena

09 dezembro 2012

Parabéns!... 9 de Dezembro

A Irene faz anos hoje...
Beijinhos!... Muitas prendas...

Maria Irene Folgado Crespo

08 dezembro 2012

Velhas árvores...

Um poema de Olavo Bilac.
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Olavo Bilac

Velhas Árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas 
Do que as árvores novas, mais amigas: 
Tanto mais belas quanto mais antigas, 
Vencedoras da idade e das procelas... 

O homem, a fera, e o insecto, à sombra delas 
Vivem, livres de fomes e fadigas; 
E em seus galhos abrigam-se as cantigas 
E os amores das aves tagarelas. 

Não choremos, amigo, a mocidade! 
Envelheçamos rindo! envelheçamos 
Como as árvores fortes envelhecem: 

Na glória da alegria e da bondade, 
Agasalhando os pássaros nos ramos, 
Dando sombra e consolo aos que padecem! 

Olavo Bilac, in "Poesias"

07 dezembro 2012

O arquitecto do mundo...

Aqui fica uma bela homenagem a Oscar Niemeyer dois dias depois da sua morte...

Adoro este tipo de humor.
Gostei da auréola...em forma de Delta luminoso!
Será que o Padre Eterno também também pertence a uma Loja?!...
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in.Facebook
Cfr.Fernando Fidalgo 

As capas do "Mundo Ri"...

"O mundo ri " nº 81 que saíu em Abril de 1958
tinha na capa um desenho de Vilhena

- Sim, António, eu poderei viver perfeitamente com os 4.000$00 
que tu ganhas por mês.  Mas... tu do que é que viverás?

06 dezembro 2012

À esquina do BPA...

Foto obtida em 6 de Dezembro de 1977, junto do Banco que então ali existia.à entrada da Praça de Bocage. Faz hoje 35 anos...
Três personagens, três amigos... Já nenhum deles por cá anda.


O Manuel Marquilhas, o Dr.David Gomes e o António "Palmelão"
Um pouco mais atrás, meio encoberto, o Alberto Alves, ainda hoje conhecido por "Chefe" Alves. (Foi um excelente Chefe das Turmas por onde passou, no Liceu de Setúbal)

05 dezembro 2012

Memória antiga...

Nasceu em 5 de Dezembro de 1899
Faleceu em 26 de Agosto de 1978
Faria hoje 113 anos...

Na última Festa de Aniversário, em 5 de Dezembro de 1977
com os filhos e o neto. Foi a Gi quem fez esta fotografia...
Tantas saudades dos dois...

04 dezembro 2012

"As últimas vontades"...

...um poema de Pedro Homem de Melo


  .
Pedro Homem de Melo

Últimas Vontades

Na branca praia, hoje deserta e fria,
De que se gosta mais do que de gente,
Na branca praia, onde te vi um dia
para sonhar, já tarde, eternamente,
.
Achei (ia jurá-lo!) à nossa espera,
Intacto o rasto dos antigos passos,
Aquela praia, inamovível, era
Espelho de pés leves, depois lassos!
.
E doravante, imploro, em testamento,
Que, nesta areia, a espuma seja a tiara
Do meu cadáver, preso ao teu e ao vento...
.
- Vaivém sexual, que o mar lega aos defuntos? - 
Se em vida, agora, tudo nos separa
Ó meu amor, apodreçamos juntos!
.
in "Ecce homo" - 1974



03 dezembro 2012

A "imprensa" que nós temos...

A notícia é dada hoje na Radio Renascença on line, 
às 06:30 de 03 12 2012.
.

Um título em "letras bem destacadas":
"Banco alimentar recolheu quase três toneladas de alimentos"
.
Uma notícia que se lhe segue em "letras minúsculas":
"Em dois dias, o Banco Alimentar contra a Fome recolheu 2.914 toneladas de alimentos na campanha realizada nos supermercados. "Este é um resultado extraordinário, atendendo à altura de crise que afecta tantas famílias", disse Isabel Jonet, presidente da organização.
 .
A falta de cuidado do editor desta notícia merece o meu destaque de hoje!!!...
... e deixa-nos a pensar sobre a polémica desenvolvida na passada semana e no "ataque" que teve como alvo Isabel Jonet. 
Será que também este título tem algo as ver com essa polémica?!... Tudo se pode pensar...
.

O Padroeiro de Setúbal...

3 de Dezembro
Comemora-se hoje o dia de 
S.Francisco Xavier
o Padroeiro da Cidade de Setúbal
.
S.Francisco Xavier

02 dezembro 2012

Escrito na pedra...

"Cada nação é conhecida no estrangeiro, fundamentalmente, pelos seus defeitos."
.
Joseph Conrad
1857-1924
escritor britânico

01 dezembro 2012

Hoje era o Dia da Mocidade...

... mas acabaram com ele!

A Bandeira da Mocidade Portuguesa

Agora, já lá não vamos cantando e rindo!...
...mas continuamos a ser levados. Levados, sim!!...

Hino da Mocidade Portuguesa

Lá vamos, cantando e rindo
Levados, levados, sim
Pela voz de som tremendo
Das tubas, clangor sem fim.

Lá vamos, que o sonho é lindo!
Torres e torres erguendo.
Rasgões, clareiras, abrindo!

Alva da Luz imortal,
Roxas névoas despedaça
Doira o céu de Portugal!

Querer! Querer! E lá vamos!
Tronco em flor, estende os ramos
À Mocidade que passa.

30 novembro 2012

O nº 2...

...é o titulo do "artigo de opinião" que Vasco Pulido Valente
assinou hoje na sua habitual coluna do "Público".

Vasco Pulido Valente
.
Quarta-feira, numa entrevista à TVI, Pedro Passos Coelho disse que o ministro das Finanças era o nº2 do Governo, o que naturalmente equivale a dizer que Paulo Portas é o nº3
Pode ser que esta observação de Passos Coelho não passe de um lapso ou de uma inadvertência. Mas como ele não corrigiu logo com toda a clareza, custa a engolir que ele não acredite na declaração que fez (de resto com a maior espontaneidade) ou mesmo que , no fundo, ela não seja, como parece, uma declaração política para uso interno da maioria. De qualquer maneira, o primeiro-ministro não pode reduzir o presidente do CDS a uma personagem secundária, exaltando de caminho um técnico de contas escolhido e promovido por ele próprio. A JSD há muito tempo que já lá vai. A posição em que está hoje não lhe permite certos devaneios.
O Governo assenta numa coligação do PSD e do CDS. Foi no PSD e no CDS que os portugueses votaram. Não foi no prof. Vitor Gaspar que, evidentemente desconheciam. Paulo Portas representa um eleitorado. O prof. Vitor Gaspar, por admirável que o dr.Passos Coelho o ache, em rigor não representa ninguém; e nada impede que o ignorem ou despeçam, sem prejuízo formal para a continuidade e até para a estabilidade da situação vigente. Pelo contrário, a coligação depende dia a dia da vontade de Paulo Portas. Sem ele, não haveria maneira de evitar eleições. E é por isso que o cidadão comum presume (como agora se constata muito mal) que a política do Governo, principalmente a política financeira, resulta de um acordo entre o PSD e o CDS, em que o PSD pesa por força mais, mas que também reflecte  a influência do CDS. O que nenhum cidadão quer ou imagina é que o prof.Gaspar e um grupo anónimo de peritos determinem o seu destino, à revelia dos seus representantes.
As regras da democracia, embora frequentemente incómodas, têm de se aplicar em qualquer circunstância. Paulo Portas, como principal dirigente de um dos dois partidos da coligação , devia manifestamente ser vice primeiro-ministro, um cargo que não deixaria dúvidas sobre a sua importância e participação nas decisões fundamentais do Governo. A desenvoltura com que Passos Coelho e Vitor Gaspar o tratam e tratam o CDS levará, tarde ou cedo,  a um rompimento acrimonioso.
Na última aliança com o PSD (de Pedro Santana Lopes) Paulo Portas resolveu embarcar, em nome de uma falsa solidariedade, numa aventura sem sentido.
Esperemos que, desta vez,  não repita um erro tão óbvio.. Se o prof. Vitor Gaspar é de facto o nº2 da coligação, ele, ou Passos Coelho por ele, que arranjem os votos para a sustentar. Portas não tem de aceitar responsabilidades que não são suas.
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VPV continua lúcido como sempre... 
Pode ter sido por culpa minha, mas não vi, no dia seguinte à dita entrevista, qualquer referência à "tirada" de Passos Coelho onde referiu Vitor Gaspar como a segunda figura do Governo... Devo dizer que fiquei chocado com tal afirmação quando a ouvi em directo!...

Um almoço...

...no Clube Setubalense
Em 05 de Novembro de 1979
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José Maria da Silva Belo, António Manuel Alves, Hermínio Silva, Hugo Arôcha Quintans, jjmatos, Luís Filipe Fernandes, Eduardo Machado Pinto e Ricardo Mota.
São alguns dos presentes nos habituais almoços que se faziam com alguma regularidade (às quartas-feiras?) naquele "ponto de encontro diáriosituado na Avenida Luísa Todi

29 novembro 2012

As "garotas" de Wenzel...

Humor antigo
com o traço de
W e n z e l

- E estávamos nós a falar do "amor à primeira vista".Eles ainda nem tinham sido apresentados um ao outro!!!...

28 novembro 2012

Mais barato do que "pastilhas elásticas"...

... só nas Farmácias!!!
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Protesto

Farmácia contesta preços de medicamentos mais baixos que pastilhas elásticas


Uma farmácia de Guimarães encontrou uma forma original de contestar a baixa de preços dos medicamentos, enviando cartas às autoridades portuguesas e europeias onde demonstra que há comprimidos mais baratos do que pastilhas elásticas



"A embalagem de pastilhas elásticas que tem na sua mão custou 68 cêntimos, o que se produz num preço de venda ao público de 6,8 cêntimos por pastilha. A embalagem do popular medicamento para o colesterol que também recebeu custa 2,54 euros, o que se traduz num preço de 4,2 cêntimos por comprimido", assim começa a carta redigida por Fernando Monteiro, dono da Farmácia Barbosa.

Descontente com a descida dos medicamentos, e consequente quebra nas margens e falta de sustentabilidade das farmácias, o farmacêutico quis demonstrar às autoridades nacionais e internacionais como "o medicamento para o colesterol custa menos 38% que uma pastilha elástica".
Na carta, à qual juntou uma embalagem de 60 comprimidos de 'Sinvastatina Alter 20 mg' e uma de 10 pastilhas elásticas 'Trident' de morango, Fernando Monteiro lembra que "ao contrário das pastilhas elásticas, os medicamentos exigem longos anos de desenvolvimento, ensaios clínicos, ensaios de efeitos secundários" para além de "recursos humanos com formação superior" e ainda "farmácias de serviço permanente".
A ideia de comparar comprimidos com pastilhas elásticas resultou de uma "simples ida ao supermercado", relatou à Lusa o também sócio gerente da farmácia que actualmente trabalha com "margens negativas" e considera não ser viável suportar os custos daquele estabelecimento com os actuais preços dos medicamentos.
Trabalhando "com uma margem sobre os preços", as farmácias não estão a conseguir fazer face a uma "descida tão grande de preços" -- o 'Sinvastatina Alter' custava 28 euros há dois anos -- e "vão fechar", adiantou mesmo o farmacêutico que até já pondera mudar de ofício.
Também os grossistas "estão com dificuldades em pagar à indústria", razão pela qual os medicamentos começam a escassear, havendo mesmo alguns que "são muito baratos e não compensa fabricar", frisou.
Na missiva, o farmacêutico chama também a atenção para um problema suplementar, o da ruptura de stocks. Anexa, para tal, cópias recentes de duas facturas de grandes empresas grossistas de medicamentos. “Dos 95 medicamentos que pedi, só me foram fornecidos 20% [os restantes aparecem nas facturas como “esgotados” ou “em falta”]. Fantástico! Se fosse V. Exa. ou alguém que lhe seja próximo que necessitasse de um destes medicamentos em ruptura de stock, como é que se sentiria ao não encontrar o medicamento na sua farmácia?.
Para o também director técnico, as farmácias deviam "ser remuneradas por ato farmacêutico", à semelhança do que acontece "na Suíça e na Finlândia", a fim de não ficarem dependentes do preço dos medicamentos.
A rematar a carta, datada de 23 de Novembro e que hoje chegou à redacção da Lusa, Fernando Monteiro deixa duas perguntas em forma de "desafio" a serem respondidas pelos destinatários por e-mail ou fax: "A política do medicamento em Portugal está distorcida e insustentável?..." e "A política do medicamento em Portugal está no caminho certo?...".
Até ao momento, o farmacêutico não recebeu qualquer resposta. 
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Cfr. Lusa, Visão e Público
28 11 2012


National Gallery Washington...

Daniel na Cova dos Leões
Pieter Paul Rubens
1577 - 1640
Daniel na Cova dos Leões
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Numa carta de 1618, Rubens oferecia a Sir Dudley Carleton, embaixador inglês na Haia, um certo número das suas pinturas, em troca de uma colecção de escultura antiga. No manuscrito este quadro está assim descrito: "Daniel entre os leões, retrato do vivo (talvez o guarda do jardim zoológico de Antuérpia)[...] original e inteiramente da minha mão." Pode avaliar-se toda a importância desta afirmação se se considerar que a maior parte das telas provenientes do estúdio de Rubens sofreu intervenções mais ou menos importantes dos seus alunos e, por este motivo, os estudiosos tentam reconhecer as partes executadas pelo mestre na obra acabada. Esta tela pertencente em precedência a uma colecção inglesa, passou a fazer parte dos quadros reais de Carlos I, em seguida à colecção do duque de Hamilton e do conde de Cowdrey. Depois da Segunda Guerra Mundial, os seus proprietários decidiram desfazer-se dela, julgando-a uma cópia da época.
.
Cfr.Hereward Lester Cooke
in. "Grandes Museus do Mundo
Ed.Verbo - Setembro/1973

27 novembro 2012

Fotografias de Castelo Branco...

Em 27 de Outubro de 2009

Edifícios da rua de Nossa Senhora da Piedade
No mesmo local onde em tempos (antes de 1945) existiu a "Carreirinha".
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Se quiser saber o que era a Carrerinha, consulte o blogue: 
castelobrancocidade.blogspot.com/2007/03/carreirinha.html

... mas não ligue muito às datas ali mencionadas.

26 novembro 2012

Um poema de...

...Pedro Homem de Melo
denominado "A oração da malcasada"

 Pedro Homem de Melo
(retratado por Júlio Resende)

Escutai naquela cama
A oração da mal-casada!
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Dir-se-ia a última chama
Que ainda não foi apagada…
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Nem se move.
Nem respira.
Não vá a carne acordar!
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Amor?
- Já não há mentira…
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Noite?
- Já não há luar…
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E mais negra de hora a hora
(Negra ou branca, branca e fria?)
É em silêncio que chora
A sua monotonia…
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In.”Eu desci aos infernos” - 1972