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31 maio 2017

Hoje há pintura...

Pablo Picasso
Pintor espanhol
1881 - 1973
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Jaqueline no Estúdio - 1956
in. Museu Picasso - Paris

30 maio 2017

Morrendo em espuma...

... num poema a que
António Gedeão
deu o título de
Lírio roxo.
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António Gedeão
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Lírio Roxo

Viajei por toda a Terra
desde o norte até ao sul;
em toda a parte do mundo
vi mar verde e céu azul.

Em toda a parte vi flores
romperem do pó do chão,
universais, como as dores
do mundo
que em toda a parte se dão.

Vi sempre estrelas serenas
e as ondas morrendo em espuma,
Todo o Sol um Sol apenas,
e a Lua sempre só uma.

Diferente de quanto existe
só a dor que me reparte.
Enquanto em mim morro triste,
nasço alegre em toda a parte.
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António Gedeão
in."Teatro do mundo"
1958

29 maio 2017

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº4
de Dezembro de 1960
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- Não tenho que me queixar, irmão! Fui completamente feliz durante 29 anos...

28 maio 2017

Há 7 anos era um escândalo...

in "Observador"
21 05 2017
16h:10m
-
Helena Matos
(...)
A gestão do monopólio da indignação está em Portugal naquela faixa em que se aglutinam o velho jacobinismo ao marxismo praticante ou transmigrado para o universos das causas. Da importância política desse monopólio temos sinais todas as semanas. Por exemplo, voltemos mais uma vez à vinda do Papa Francisco a Portugal. Comecemos pelo momento em que o Papa foi recebido pelo Presidente da República. Este recebe-o com vénia e beija-mão. O silêncio que caiu sobre esse gesto contrasta com o sururu que acompanhou outro aquando da vinda a Portugal de Bento XVI: Maria Cavaco Silva fez uma vénia ao então papa. Convém recordar que Maria Cavaco Silva não era Presidente da República, não tinha qualquer cargo oficial mas era tão só casada com o então Presidente da República. Mesmo assim esse seu gesto logo gerou indignação e artigos a criticá-la e também ao seu marido. Agora foi o próprio chefe de Estado quem na base aérea de Monte Real, no momento em que recebia outro chefe de Estado, fez uma vénia acompanhada de simbólico beija-mão. Alguém viu?

O que aconteceu entre 2010 e 2017 para que aquilo que teria sido um escândalo há sete anos fosse agora ignorado? Apenas que os monopolistas da indignação além de acharem que também os papas devem ser submetidos ao seu exame prévio, não viam, em 2010, o então Presidente como um aliado e agora vêem o seu sucessor como um parceiro. Parceiro instrumental e a prazo, mas por agora parceiro.

Mas o momento mais revelador desta espécie de bitola que desliza sobre a realidade tornando-a execrável ou aceitável consoante assim o decidem os monopolistas da indignação teve lugar quando, segundo o Público, António Costa “tomou mesmo conta dos filhos de João Miguel Tavares”. Independentemente do paradoxo subjacente ao facto de as escolas católicas funcionarem no dia da vinda do Papa enquanto as públicas encerram, aquilo a que nesse dia se assistiu em São Bento foi um daqueles momentos em que se percebe a mais valia do monopólio da indignação. Em primeiro lugar jamais um primeiro-ministro que não estivesse coordenado com esse sector arriscaria dizer que tomava conta dos filhos de um colunista que se sentisse prejudicado pela tolerância de ponto dada às escolas públicas pois de imediato dezenas de comissões de pais ameaçariam levar os seus rebentos para São Bento. Também não faltariam os psicólogos, sociólogos e especialistas em segurança infantil a dizer que São Bento não reúne as condições de segurança indispensáveis à guarda de crianças sejam elas três, quatro, dez ou vinte. Desde as escadas à necessidade da sesta tudo seria visto ao detalhe. Em seguida, viria a denúncia do óbvio: o primeiro-ministro só estaria por breves momentos em São Bento pois tinha compromissos inadiáveis de agenda, no caso receber o Papa, logo alguém – quem? Com que formação? Faz parte das suas competências? O que disseram os respectivos sindicatos? – teria de ficar com as crianças. Por fim, concluir-se-ia, com notória clarividência, que o primeiro-ministro era um demagogo que depois de ter querido comprar o voto dos funcionários públicos com a tolerância de ponto nem hesitava em recorrer ao populismo mais óbvio para conseguir os seus objectivos. As redes sociais não tardariam a tornar viral o lema "Com os meus filhos não!" desenhado sobre a cara do dito chefe de executivo cuja cabeça já seria pedida em altos gritos pela oposição e em sussurro pelos seus pares.

A gestão da indignação ou da ausência dela fazem parte da propaganda. Boa parte do que para aí anda de causas e causinhas são propaganda no velho sentido termo. E tal como nos velhos tempos o reverso da indignação são a bajulação e a omissão. Aparentemente espumas do tempo. Na prática factos seleccionados que nos distraem do essencial. É esse o vídeo da nossa vida e tem cenas mesmo chocantes.
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in "Observador"
21.05.2017

27 maio 2017

Eles foram meus alunos...

Numa visita de estudo a Évora 
em 10 de Março de 1967
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Maria Joaquina Bacalhau Preguiça e
Emília Santinhos de Sousa (Vaz Pereira)

26 maio 2017

Escrito na pedra...

In. “Público”
11.05.2017
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“A ciência sem a religião é coxa, religião sem a ciência é cega.”
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Albert Einstein
1879-1955
Físico 

25 maio 2017

Ouço cantar alguém...

No poema "Negrura" que
Miguel Torga
escreveu em
13 de Outubro de 1938,
em Coimbra.


Miguel Torga
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Negrura
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Neste dia sem luz que me anoitece,
Que me sepulta inteiro,
Até de mim a minha dor se esquece
Para que eu seja um morto verdadeiro.
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Chove tristeza fria no telhado
Do castelo do Sonho; nua, nua
A calçada que subo, já cansado
De tanto andar perdido nesta rua.
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Duma olaia caíu, morta, amarela,
Qualquer coisa que foi princípio e fim;
E bem olhada, bem pensada, é ela
Aquela folha que lutou por mim...
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Sozinho e morto ouço cantar alguém,
Mas é longe de mais a melodia...
E o ouvido que vai nunca mais vem
Trazer-me a luz que falta no meu dia. 

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Miguel Torga
in.Diário - 1ºvol

24 maio 2017

Parabéns!... 24 Maio

A Gabriela faz anos hoje!...
Muitos parabéns e um dia cheio de boas prendas.
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DrªMaria Gabriela Costa

Não passa de uma ficção...

Diário de
Vasco Pulido Valente
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Eles e Nós
Festival Eurovisão da Canção - 2

Vasco Pulido Valente

Só sexta-feira à noite percebi o que se estava a passar. O Presidente Marcelo, o primeiro-ministro, o presidente da Assembleia da República e a própria Assembleia enlouqueceram com Salvador Sobral. Não há a menor dúvida. E, para quem ainda duvide, basta ligar a televisão. Não me lembro de ver um espectáculo remotamente parecido (a Câmara dos Comuns, por exemplo, a aplaudir de pé Gardiner, Simon Rattle ou os Beatles). O populismo da classe dirigente portuguesa, toda ela, nunca desceu tão baixo. A pressa em roçar-se pela fama de um pobre cantor indefeso e desarmado mostra bem quem é esta gentinha da política, que Portugal inteiro despreza. Por um voto e um pouco de presuntiva simpatia, roubada ao próximo, vende unanimemente a sua dignidade e a dignidade das suas funções. O carácter, para ela, não passa de uma ficção. Agora sabemos quem nos governa.
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in "Observador"
21.05.2017

23 maio 2017

Morreu o actor Roger Moore...

Sir Roger George Moore nasceu em Londres, em 1927 e morreu hoje na Suissa. 
Tinha 89 anos.
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Roger Moore
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Roger Moore iniciou a sua carreira de actor em 1945. Encarnou o papel de "O Santo" numa série televisiva e substituiu Sean Connery no papel de James Bond, por sete vezes, no cinema.
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Deixou o seu nome ligado a muitos filmes, como "César e Cleópatra" (1945), "A última vez que vi Paris" (1954), "Melodia interrompida" (1955), "A maldição da pantera cor de rosa" (1983), "O rapto das sabinas" (1961) e "Fabricante de ilusões" (1968).
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Era, desde 1991, embaixador da UNICEF, tendo sido também condecorado, em 1999, como Cavaleiro do Império Britânico
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Mais uma figura da juventude que desaparece.
RIP

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Dizes – e eu creio – que Deus fez
As almas pares, aos casais.
Há, porém, casais de três
E, às vezes, até de mais.
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Antologia de poetas + ou – da Corda
Quadras à solta
(in. “O Mundo Ri” nº97
em Março de 1960)

22 maio 2017

Portugal está na moda...

Diário de
Vasco Pulido Valente
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Eles e Nós
Festival Eurovisão da Canção
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Vasco Pulido Valente
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… hopes expire of a low dishonest decade… (W. H. Auden)

Quando, no sábado passado, Salvador Sobral ganhou o Festival da Eurovisão, toda a gente começou a dizer que “nós tínhamos ganho”, que “nós éramos os melhores” e mesmo “os melhores dos melhores”. Nem o Presidente da República, nem o primeiro-ministro escaparam a esta absurda identificação. Pior ainda: indivíduos sem a mais leve autoridade na matéria não se coibiram de explicar publicamente a natureza e qualidades da música de Luísa Sobral que acharam “simples” (não é), “diferente” (de quê?) e com tanto “sentimento” que ia “directa ao coração” (um comentário idiota e nulo). Ora, como se sabe, “nós” como entidade colectiva não contribuímos coisíssima nenhuma para o sucesso de Salvador Sobral e da irmã, e nada nos permite usar esse sucesso como pretexto para uma nova sessão de gabarolice nacionalista, que só a consciência da nossa mediocridade e da nossa miséria justifica e provoca.

Os portugueses precisam de sinais de uma importância e de uma grandeza que a realidade lhes nega. E porque sofrem dia a dia com a realidade qualquer pequena distinção lhes serve para se evadirem dela: a selecção de futebol ganha o campeonato da Europa (nós somos formidáveis); Guterres, que falhou tristemente aqui, é eleito Secretário-Geral da ONU (nós somos superiores); Salvador e Luísa Sobral ficam em primeiro lugar no Festival da Canção (nós somos logicamente incomparáveis). Isto mata. Não quero dizer que não se deva retirar um certo orgulho e um certo consolo de proezas como a de Kiev. O que digo é que o patriotismo português não se manifesta senão por transferência para um ocasional herói ou grupo de heróis. Não se manifesta porque não pode pela satisfação com o sistema de justiça, ou com a estabilidade das finanças do Estado, ou com o crescimento da economia, ou com o exemplar ordenamento das cidades. Sem diminuir o mérito dos nossos heróis, que é deles e não nosso, era bom começar por pedir que nos déssemos a nós próprios o que nos falta e o que merecemos. A expressão “Portugal está na moda”, que o cavaquismo inventou, é um símbolo do nosso fracasso; a glória reflectida nunc
a ajudou ninguém.
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in "Observador"
21.05.2017

21 maio 2017

Humor antigo...

n. "CanCan" nº6
05 de Julho de 1959
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- Vamos, menina, diga-me um número... O seu número do telefone, por exemplo...

20 maio 2017

Escrito no vento...

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"É fácil trocar as palavras, 
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, 
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto, 
Difícil é chegar ao coração!..."
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Fernando Pessoa

19 maio 2017

Eles foram professores do Liceu...

Armando Gomes
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Surge pela primeira vez na História do Liceu, no ano lectivo de 1921/22, como professor contratado de Canto Coral.
Tomou posse no dia 8 de Janeiro de 1922. 

Em 2 de Novembro de 1928, Armando Gomes é nomeado Regente Efectivo.
Nos registos consultados, o seu nome figura ainda no ano lectivo de 1952/53, porquanto foi ele quem tomou posse, por procuração passada em seu nome, pelo novo professor  de Latim e Português,  Firmino de Deus Crespo, na data  de 9 de Abril de 1953.
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Anos mais tarde, em 4 de Janeiro de 1944, ocupa interinamente o cargo de Secretário do Liceu, segundo o auto então lavrado, e volta a surgir uma nomeação idêntica a partir de 10 de Setembro de 1951, o que nos leva a pensar que ele teria ocupado aquele cargo nos anos intermédios.

18 maio 2017

Porta da traição...

é o título de um poema que
António Gedeão
escreveu em 1958.
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António Gedeão
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Porta da traição
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Quero encontrar-me com vocês
no desregrado convívio,
na balbúrduia dos cafés.

No altos bancos dos bares,
nos transportes colectivos,
nos recintos populares.

Nos corredores dos cinemas,
nos inóspitos lugares
onde se mascam problemas.

Juventude, juventude!
Fogo de santelmo vivo
num mastaréu de virtude.

Braços meus, cálices brancos,
aguardam corolas rubras
no declive dos barrancos.

Vinde, vinde, ó flor mimosa, 
ó cavaleiro Galaaz
que em dentes cerrados traz
a promessa de uma rosa.
Vinde, ó fugaz claridade,
antes que a vida vos tome
e transforme a vossa fome
em "coisas da mocidade".
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António Gedeão
in."Teatro do mundo"
1958

17 maio 2017

Escrito na pedra...

In. “Público”
06.05.2015
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“A experiência ensina que são pouquíssimos os que são capazes de fixar o sentido das palavras que usam.”
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Jaime Balmes
1810-1848
Filósofo e teólogo espanhol

16 maio 2017

Hoje há pintura...

Francisco de Goya e Lucientes
Pintor espanhol
do romantismo
1745 - 1828
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Auto retrato (1815)
no Museu do Prado

15 maio 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Conhecem-se os frutos sãos
apalpando-os. Mas cuidado!
As brincadeiras de mãos
dão sempre maus resultados.
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"Antologia de poetas + ou – da Corda"
Quadras à solta
(in. “O Mundo Ri” nº97 – em Março de 1960

14 maio 2017

Humor antigo...

in. "CanCan" nº6
08 de Agosto de 1959
(com o traço de Dan Flowers)

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- Admito-a como secretária. O seu horário é a partir da meia-noite...