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08 dezembro 2014

Escrito no vento...

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"O pessimista reclama do vento, o optimista espera que ele mude, o realista ajusta as velas."
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provérbio chinês.

07 dezembro 2014

Eça de Queiroz

A História nunca diz adeus... diz "até já".
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Eça de Queiroz
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    Olhem o que dizia Eça, em 1872:

     "Nós estamos num estado comparável, correlativo à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesmo abaixamento dos caracteres, mesma ladroagem pública, mesma agiotagem, mesma decadência de espírito, mesma administração grotesca de desleixo e de confusão. Nos livros estrangeiros, nas revistas, quando se quer falar de um país católico e que pela sua decadência progressiva poderá vir a ser riscado do mapa – citam-se ao par a Grécia e Portugal. Somente nós não temos como a Grécia uma história gloriosa, a honra de ter criado uma religião, uma literatura de modelo universal e o museu humano da beleza da arte."
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in Eça de Queirós, Farpas (1872)

06 dezembro 2014

Escrito na pedra...

In. “Público”
22.10.2014
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A História nunca diz verdadeiramente adeus; a História diz ‘até já’.
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Eduardo Galeano
n.1940
Jornalista e escritor uruguaio

05 dezembro 2014

Um 5 de Dezembro em Castelo Branco...

...em 1977, o meu Pai fazia 78 anos
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Eu fiz esta fotografia 
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e o Olímpio fez esta outra. 
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mas também ficámos ambos numa terceira
de que a Gi se encarregou de tirar...
5 de Dezembro de 1977

04 dezembro 2014

Estarei perto de ti...

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"Não posso dar-te soluções para todos os problemas da vida. Não tenho respostas para as tuas dúvidas ou medos, mas posso ouvi-los e partilhá-los contigo. Não posso mudar o teu passado nem o teu futuro, no entanto, quando precisares estarei perto de ti ..."
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Jorge Luís Borges

NB - Pela ideia fico grato à Margarida Carriço e à Maria Luísa Grillo Duarte 

03 dezembro 2014

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Duas hora te esperei
Dois anos te esperaria.
Inda devo esperar mais?
Ou não vens porque inda é dia?

02 dezembro 2014

Castelo Branco...

... e Urban Sketchers
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Restaurante "A Muralha" em Castelo Branco
Um desenho de Margarida Ramos


01 dezembro 2014

Coco verde e melancia...

... um poema de
Vinícius de Moraes
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Vinícius de Moraes
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Melancia é fruta verde e dá botão
Coco verde é fruta dura e cai no chão
Menina, case comigo
Que eu sou bom trabalhador 
De dia durmo consigo
De noite morro de amor
Para consigo morar
Eu vou querer a enfeitar
Com os cardumes do céu 
Com as estrelas do mar
Menina venha comigo
Consigo eu juro que vou
Me siga para onde eu sigo 
Me siga para onde eu for
Para consigo morar
Eu vou querer lhe ofertar 
A minha vida no céu
A minha morte no mar
Menina, minha senhora 
É hora de se mudar 
A vida me faz voltar
Eu na sua companhia 
Sigo pr'onde for
Corpo cheio de vontade 
Coração em flor
Quero ser minha senhora 
Para meu senhor

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Coco verde e melancia
Para sempre amor


Vinícius de Moraes



30 novembro 2014

Escrito no vento...

"Nos olhos dos jovens vemos chamas, mas é nos olhos dos velhos onde vemos a luz".
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Vitor Hugo
Escritor Francês
1802 - 1885

29 novembro 2014

Fotografias de Setúbal...

Um lago na foz do Sado...
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A Arrábida, o Outão e a fábrica do cimento...
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28 novembro 2014

Escrito na pedra...

In. “Público”
23.10.2014
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Os exemplos dos tempos passados costumam ser as regras e documentos para os presentes e futuros.
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António Vieira
1608 – 1697
Padre e escritor português

27 novembro 2014

Os "aristocráticos" de esquerda...

Reproduzo um excerto do Editorial do jornal "i"
da autoria do seu director Luís Rosa
publicado ontem, dia 26 de Novembro
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Luís Rosa

"... Manda a prudência política que se afaste de Sócrates. Não deixa contudo de ser uma oportunidade de eliminar o socratismo como tendência e impedir qualquer condicionamento futuro do ex-lider socialista. Não ter socráticos na direcção nacional do PS, como o "i" noticiou ontem, é um primeiro passo nesse sentido. O que António José Seguro não conseguiu passou a ser um objectivo de António Costa.
A atitude do lider socialista contraria, contudo, a visão que a maioria dos comentadores de esquerda tem transmitido do processo Sócrates. Miguel Sousa Tavares e Clara Ferreira Alves, dois bons representantes da esquerda aristocrática que considera que uns cidadãos são mais iguais do que outros, têm dado um espectáculo deprimente ao porem a justiça no banco dos réus, seja pela forma como José Sócrates foi detido, seja pela medida de coação excessiva aplicada pelo juiz Carlos Alexandre. Os factos oficiais que se conhecem do processo, nomeadamente os crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais, são olimpicamente ignorados, como se não existíssem e Sócrates não tivesse de prestar contas à justiça. MST e CFA recusam-se a julgar Sócrates por não conhecerem os factos, mas condenam sem apelo nem agravo a justiça por fazer o seu trabalho e não conseguem perceber que os cidadãos querem uma justiça cega que não ligue ao poder político, económico ou social dos cidadãos. A aristocracia costuma ser assim: insensível ao sentir da comunidade!
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Também assisti ao show do Miguel ST e da Clara FA... 
Senti-me "agoniado"!

26 novembro 2014

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Entreguei-te o coração,
E que tratos tu lhe deste!
É talvez por estar estragado
Que ainda não mo devolveste...

25 novembro 2014

Escrito na pedra...

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"A hipótese de José Sócrates aderir ao Partido Livre é, neste momento, algo remota."
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Fernando Delgado
in. Fb - 23 11 2014

24 novembro 2014

Humor antigo...

in. "Cara Alegre", nº157
de 15 de Julho de 1957
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A Maria João: "No 'prego' dele faz favor não ponha mostarda."

23 novembro 2014

Gostei desta...

Isabel Stilwell dixit...
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"Mais mulheres em lugares de topo? Casem-nas com homens que ameaçam partir os cornos a quem diz mal delas. Com a ministra da Finanças resultou!"
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in "Coluna de Opiniões"
no Jornal "i" 
22.Nov.2014

22 novembro 2014

Subvenção vitalícia...

...por Vasco Pulido Valente
hoje, 22.11.2014,  no "Público"
no seu espaço de "Opinião"
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Vasco Pulido Valente
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De manhã nunca havia nada que fazer - nem de resto à tarde ou à noite. Os senhores deputados estavam nas comissões, onde também não se discutia ou decidia coisa nenhuma. Mas normalmente o dia começava com o almoço, num restaurante qualquer, de preferência perto, porque nessa altura, os da Assembleia da República (um para gente pobre, outro para gente rica) eram os dois tão maus, que só a esquerda e os pais de família os suportavam.
Quando se voltava, era costume, para quem sabia ler, passar por um quiosque ao lado da porta do chamado hemiciclo e comprar um grosso molho de jornais para passar o tempo. Lá dentro, havia sempre uma fila de advogados nervosos que queriam assinar depressa, o "livro de presenças", que garantia à Pátria a sua assiduidade, para depois se escapulirem para o seu autêntico trabalho.
Durante a sessão falavam algumas criaturas, por ordem da direcção do grupo parlamentar. Ninguém percebia do que tratava, porque ninguém estava informado nem da política do partido, nem dos propósitos dos notáveis que nos pastoreavam. As tropas, quando acabavam os jornais, iam passear para o corredor ou visitar amigos das bancadas da oposição, o que envolvia invariavelmente grandes festejos. Entretanto chegavam as cinco horas e no nosso lugar já se tinham acumulado alguns papéis sem justificação do seu fim ou indicação da sua origem. Um funcionário do partido vinha dizer aos representantes do povo como deviam votar ou não votar. A páginas tantas, veio mesmo um com um novo processo. Trazia uns papelinhos de cor que agrafava aos documentos que deviam fazer a felicidade da Pátria: encarnado significa não, verde sim e amarelo esperar.. Assim se poupavam explicações ao rebanho.
Na secretaria, os senhores deputados cumpriam zelosamente as formalidades de um funcionário público, que no fundo eram. Só na justificação das faltas se lhes reconhecia um privilégio: podiam indicar sem pormenores que a sua ausência, longa que fosse, se devia a "trabalho político". Muitos defensores da Pátria usavam alegremente essa desculpa. Excepto às sextas feiras  (ou às quintas, não me lembro bem), quando se despachava a votação  da semana a toque de caixa, para libertar os deputados da província que suspiravam de amor pela sua família. Um esforço destes, devemos reconhecer, merece a gratidão do país. Admito que não aguentei aquele deprimente sítio mais de três meses.Mas quem ficou merece com certeza uma enorme medalha e uma subvenção vitalícia.
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Sempre aquilino. Sempre certeiro...  

E agora, Zezinho?...

...ainda queres voltar à política?!!...
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Esta acção só peca por tardia... Nada que não se esperasse.
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Sócrates é um dos quatro suspeitos em investigação sobre fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção. É a primeira vez que um ex-primeiro-ministro é detido. Detenção ocorreu à chegada ao aeroporto de Lisboa.
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O ex-Primeiro
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O ex-primeiro-ministro José Sócrates foi detido na noite desta sexta-feira no âmbito de um processo em que se investigam crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, confirma uma nota da Procuradoria-Geral da República (PGR).

José Sócrates foi detido no aeroporto da Portela, em Lisboa, pelas 23h10, quando regressava de Paris. Foi fotografado a sair do Departamento Central de Investigação e Acção Penal às 01h19, faltando saber se terá passado a noite num estabelecimento prisional ou em casa. Deverá ser presente neste sábado ao juiz de instrução Carlos Alexandre.


"No âmbito de um inquérito, dirigido pelo Ministério Público e que corre termos no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), onde se investigam suspeitas dos crimes de fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, na sequência de diligências, desencadeadas nos últimos dias, foram efectuadas quatro detenções. Entre os detidos encontra-se José Sócrates", diz o comunicado da PGR.
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Parabéns à Procuradora!... 
Parabéns à Justiça em Portugal!...
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Com esta notícia quantos outros "artistas" teriam entrado hoje em "paranóia"??

O primeiro homem...

... é o título deste poema de
Sophia de Mello Breyner Andresen.
Sophia de Mello Breyner

O primeiro homem

Era como uma árvore da terra nascida
Confundindo com o ardor da terra a sua vida,
E no vasto cantar das marés cheias
Continuava o bater das suas veias.
 
Criados à medida dos elementos 
A alma e os sentimentos
Em si não eram tormentos
Mas graves, grandes, vagos,
Lagos
Reflectindo o mundo,
E o eco sem fundo
Da ascensão da terra nos espaços
Eram os impulsos do seu peito
Florindo num ritmo perfeito
Nos gestos dos seus braços.


Sophia de Mello Breyner Andresen
Obra Poética I
Caminho

21 novembro 2014

Ingrid Bergman dixit...

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 "Sucesso é teres o que queres, felicidade é quereres o que tens".
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in "Observador"
19.Nov.2014