Páginas

17 julho 2014

A Helena Xavier está na mesma...

... o tempo passou-lhe ao lado!...
Foi minha aluna em 1983, num 10º ano que não posso esquecer... e agora, há poucos dias, "caiu-me" ao lado no restaurante do Horácio. Foi um encontro bonito com uma aluna que eu não via há muitos anos...
.
A Helena Maria Xavier Santos
no Liceu de Setúbal em 1983
.
Estudou ao mesmo tempo que tomava conta de um irmão mais novo por quem foi responsável, durante a ausência dos familiares mais chegados imigrados na Suiça.
E era na Suiça que eu a localizava agora... Puro engano meu. Fiquei agora a saber que a Helena Xavier reside na Alemanha, perto de Frankfurt (?) há muitos anos, após se ter tornado a Senhora Helena Santos-Kessler. Tem duas filhas.
Fraulein Helena Santos-Kessler
na Fonte Nova, em 19 de Julho de 2014
.
Houve umas fotografias que a Helena Kessler rubricou... com a promessa de me as enviar mal regressasse à Alemanha. Chegaram há dias e aqui deixo... metade de uma!
A "vedeta" deste post é apenas a Helena Xavier...

16 julho 2014

São quadras, meu bem... são quadras!...

.
Há um mar de mil milhões
das mais variadas flores
debroadas de emoções
nos abraços dos amores.
.
João Calceteiro

15 julho 2014

Com Carlos Pessoa...

em 19 de Junho de 1998, através do jornal "Público.

Numa coluna então denominada “Em Público”, o jornalista Carlos Pessoa dá o título de “A boa morte” ao seu apontamento, onde naquele dia, escreveu:
.
     “Há famílias assim. Marcadas pelo segredo da longevidade que parece desafiar uma lei incontornável: a de que tudo o que nasce tem de morrer. É como se a genética e a biologia dessem firmemente as mãos para adiar, até ao limite do impossível, esse momento final que permite o acerto de contas.
.
     Numa dessas famílias bem portuguesas, o decano viveu até aos 103 anos de idade sem problemas de maior (...) Contava um dos seus filhos que no dia em que o pai fez 100 anos (...) alguém lhe perguntou o que sentia num momento de consagração como aquele, uma espécie de reconhecimento social e de sangue de uma vida dedicada...a viver. A resposta, discreta e imensamente lúcida, foi surpreendente: uma grande fadiga.
.
    Viver muito também cansa. Sobretudo, permite constatar aquela reacção simples e imediata, quando há lucidez suficiente para perceber que é inevitável ter de se arcar com o peso das memórias e do passado. Tudo aquilo, afinal, que confere uma aparente espessura ao ofício de viver, mas pode também tornar-se num grande fardo que esmague a vivência plena do momento e do instante.
     Tendo em conta a difícil relação, cultural, existencial e ética, que a ocidente as sociedades contemporâneas têm com a morte, pode parecer chocante ou mesmo absurdo que alguém esteja possuído por essa lassidão da vida ao ponto de desejar um encontro rápido com os seus antepassados. E, de preferência, suave, indolor, sem agonia nem mágoa. Em suma, que a morte venha no momento em que tem de vir e nos encontre preparados para a passagem... Algo que os bascos traduzem por uma fórmula feliz: Quem viver bem também morrerá bem.
     O grande problema dos nossos dias é que raramente se vive bem. Ou seja, vive-se sem qualidade, sem exigência, sem valores, numa espécie de adormecimento que distrai do essencial e prende ao acessório...
.
Já lá vão 16 anos desde que, pela primeira vez, li este apontamento de Carlos Pessoa mas creio que não me sinto ainda muito cansado... 

14 julho 2014

Humor antigo...

...in "Mundo ri", nº 139
de Junho de 1965
.
- Disseste que casavas comigo? Então vem repetir isso
na frente do papá e da mamã.

13 julho 2014

Escrito na pedra...

No "Público"
3ªf 10.12.2013
.
“Podemos ser mais espertos do que qualquer outra pessoa, mas não de todas as outras.”
.
François, Duque de La Rochefoucauld
1613-1680
Escritor e novelista

12 julho 2014

Escrito no vento...

"A maturidade é a arte de viver em paz com o que é impossível mudar."
.
Autor desconhecido

11 julho 2014

Fotografias de Castelo Branco...

Foto obtida em 26 Out.2009
.
As "docas"... no antigo Largo da Devesa.

10 julho 2014

Recordações...

Setúbal, em 20 07 2002
A Gi e o sobrinho João IV, aos 6 meses.

09 julho 2014

Humor antigo...

...in "Mundo ri", nº 135
de Janeiro de 1965
.
- No meu tempo, as meninas não dormiam de janela aberta!...

08 julho 2014

Escrito na pedra...

No "Público"
em 6 de Julho de 2014
.
"Quem não tem vergonha não tem consciência".
.
Thomas Fuller
1654 - 1734
escritor inglês.

07 julho 2014

O Zé Joaquim morreu...

no sábado passado e faz hoje a sua última viagem...
Era Professor Catedrático jubilado, no Instituto Superior Técnico.
. 
Prof. José Joaquim Delgado Domingos

... tinha 79 anos, a minha idade, fomos colegas de turma desde os primeiros anos, no Liceu de Nun'Álvares, em Castelo Branco. Brincámos juntos na Quinta da Carapalha e "jogávamos à pedrada" com as primas Meiga e Isaura e com a Teresinha Domingos que, sendo mais velhas... teriam já boa idade para "terem mais juizo do que nós" naquela época... Estávamos em 1946 ou 47...
.
Participámos em algumas "visitas de estudo" em Abril de 1950... a Abrantes (a boina que usaste nesse dia, Zé Joaquim, fez "história"...), ao Santuário de Fátima e à Barragem do Castelo de Bode, ambas ainda em construção.
Num jardim em Abrantes30 de Abril de 1950
.
E o Carnaval passado no Algarve, no nosso 7ºAno (Fevereiro de 1953), quando o ministro da Educação da altura, Fernando Pires de Lima, proibiu as deslocações a Espanha para os "finalistas" dos liceus, também ficou gravado um pouco na nossa memória comum...
.
 Visitámos, então, Vila Viçosa
.
E as férias de Verão passadas na Figueira da Foz?...No Verão de 1952, nas últimas férias grandes sem preocupações de maior, antes de começarmos a encarar as responsabilidades inerentes ao 7ºano. Acho que também deves recordar o belo grupo que ali fomos encontrar...
.

Na Figueira da Foz, em 22 de Agosto de 1952
.
Não quiz deixar de recordar hoje alguns momentos saudosos da nossa vivência comum... E falei como se estivesses ainda aqui bem perto de nós. Poderíamos assim falar um pouco mais baixo... Sei que passaste há muito pouco tempo por um desgosto bem profundo... Também eu já tinha passado por uma situação igual e sei bem quanto isso te terá atormentado. Tens agora a possibilidade de um "reencontro"... Eu terei de esperar um pouco mais mas continuo a acreditar que também poderei ter em breve, o meu desejado "reencontro".
.
Descansa em Paz, José Joaquim.
Nós ficamos por cá a olhar para os que restam daquela turma de "Ciencias" que ambos partilhámos em 1952/53.
.

José Joaquim Delgado Domingos tinha um curriculo bastante extenso.
Deixo aqui um breve apontamento:  
.
 Prof. Delgado Domingos

Engenheiro Mecânico (Ins.Superior Técnico), licenciado com distinção em 1959.
Professor Catedrático do Instituto Superior Técnico desde 1965, mediante concurso e prestação de provas públicas. Jubilou-se em 2005.
A sua actividade científica, traduzida em publicações, comunicações a seminários, congressos e simpósios tanto a nível nacional como internacional, corresponde a mais de centena e meia, nos temas de Energia, Ambiente, Termodinâmica, Desenvolvimento Sustentável e Previsão Numérica do Tempo.
Exerceu inúmeras actividades de direcção e orientação de investigação e ensino.
- Presidiu ao Departamento de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico;
- Foi membro eleito da Assembleia e do Senado da Universidade Técnica de Lisboa;
- Foi deputado municipal na Câmara Municipal de Lisboa;
- Era membro fundador do International Center for Heat and Mass Transfer e actual membro do seu Conselho Científico;
- Foi Presidente da Assembleia de Representantes do Instituto Superior Técnico. Actualmente era investigador no IN+ (Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Politicas de Desenvolvimento da FCT) tendo sido Investigador no IDMEC (Instituto de Engenharia Mecânica) onde fundou e dirigiu a linha de Energia e Ambiente.
Fundou em 1999 e dirigia o grupo de Previsão Numérica do Tempo na Secção de Ambiente e Energia do IST a qual (desde 2001) efectua diariamente.
Desde Dezembro de 2007, presidia ao Conselho de Administração da Lisboa E-Nova - Agência Municipal de Energia e Ambiente, a qual elaborou a Estratégia Energético-Ambiental para Lisboa.

Actas da Câmara Municipal de Setúbal...

.
Sessão de 15 de Abril de 1970
Acta da reunião ordinária da Câmara Municipal de Setúbal, realizada em 15 de Abril de 1970:
Aos quinze dias do mês de Abril de mil novecentos e setenta, na Sala das Sessões dos Paços do Concelho de Setúbal, pelas vinte e uma horas e trinta minutos, realizou-se a reunião semanal da Câmara Municipal do mesmo Concelho sob a presidência do Excelentíssimo Senhor Doutor Manuel José Constantino de Goes e Senhor Doutor João José Mendes de Matos, estando presentes os vereadores Senhores Manuel Pacheco Calanane Wengorovius, José Maria da Silva Belo, Doutor José Caldeira Areias, Fernando Batalha Pedrosa e Afonso Henriques Rocha.
Não compareceu o vereador Senhor Carlos José Pinto cuja falta foi julgada
justificada.
Assistiu à reunião o Chefe da Secretaria, António Maria Rhodes Sérgio Callapez.
.                                                            
                                  Átrio da Câmara Municipal de Setúbal
.
 Aberta a reunião, disse o Senhor Presidente que sendo esta a primeira vez que o senhor Doutor João José Mendes de Matos tomava parte numa reunião da Câmara Municipal, na qualidade de seu Vice-Presidente, era com o maior prazer que lhe apresentava as suas saudações e renovava os cumprimentos que tivera ocasião de lhe dirigir na quarta feira transacta por ocasião do seu investimento no cargo para que Sua Excelência o Ministro do Interior se dignara nomeá-lo. Estava certo de que a acção do Senhor Doutor Matos iria ser muito útil na defesa dos interesses do Município e, nessa convicção, se felicitava pelo colaborador que, de futuro, o ia acompanhar.
Os Senhores Vereadores associaram-se às palavras do Senhor Presidente e apresentaram ao Senhor Vice-Presidente os seus cumprimentos.
.
Convento de São Francisco
Por proposta do Senhor Presidente, aprovada por unanimidade, foi deliberado solicitar a cedência, a esta Câmara Municipal, do Convento de São Francisco, desta cidade, atendendo a que o Ministério do Exército, a cujos serviços tem estado afecto, já não o utiliza e ter o edifício interesse para a instalação de uma escola do Ciclo Unificado.
.
Criação dos Serviços Sociais do Pessoal da Câmara Municipal de Setúbal.
O Senhor Presidente submeteu à apreciação da Câmara Municipal de Setúbal, uma proposta devidamente fundamentada, pela qual a Direcção do Centro de Alegria no Trabalho do Pessoal da Câmara Municipal de Setúbal, de harmonia com as deliberações que tomou (…), proposta aprovada em Assembleia Geral, pede a criação, em substituição do actual Centro de Alegria no Trabalho, de uma obra de carácter Social e Cultural, denominada “Serviços Sociais do Pessoal da Câmara Municipal de Setúbal", no âmbito desta Câmara Municipal e respectivos serviços Municipalizados sob a dependência desta Câmara.
O que se solicita não afectará nem os objectivos económico-sociais e culturais até agora atingidos, nem os associados quanto aos benefícios de que têm vindo a usufruir, muito antes pelo contrário, quer objectivos estatutários quer benefícios serão ampliados e, o que é factor essencial a fundamentar a proposta em causa, permitirá que a obra social que se pretende seja plena e exclusivamente dependente da Câmara Municipal.
(…) O Senhor Presidente propôs à Câmara a aprovação da criação da obra social em causa bem como dos respectivos Estatutos e do Regulamento do Fundo de Auxílio, que ficam arquivados depois de obtido o parecer do Concelho de Administração dos Serviços Municipalizados.
A Câmara Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta do Senhor Presidente, nos seus precisos termos, mais sendo deliberado que, para todos os efeitos legais, se considere criada a obra em referência, em substituição do Centro de Alegria no Trabalho e aprovados os respectivos Estatutos e regulamento citado.


06 julho 2014

Escrito no vento...

"Não haverá força capaz de deter quem sonha, quem ainda constrói sobre as cinzas, quem ama, quem espera de vida o momento mágico da desilusão, quem não esquece que o tempo passou; sim, mas não levou consigo o teu coração.
Portanto, sonha, constrói, ama, espera e...não permitas que te chamem velho!
.
Autor desconhecido

05 julho 2014

Simplificações...

...é o título do artigo de Opinião
assinado por
Vasco Pulido Valente
na sua coluna de hoje
no "Público"
.
Vasco Pulido Valente

" O Papa Francisco disse numa entrevista que “a pobreza (no sentido teológico da palavra) e a humildade estão no centro do Evangelho”. Isto não tem nada de novo, embora a tradição da Igreja não seja particularmente consoladora a esse respeito.
Mas, dias depois, Bergoglio entrou por terrenos mais perigosos. Ao jornal italiano Il Messagero resolveu declarar que Marx “não inventou nada” e que roubou ao cristianismo “a bandeira dos pobres” – o que só ajuda a confusão ideológica em que se agita o Ocidente desde o fim do século XX e sobretudo desde o colapso da URSS. O Papa não precisa de ser um perito em filosofia política, mas convém que não caia na espécie de populismo teoricamente confuso em que a esquerda agora se deleita e consola.
Marx não se preocupou em especial com a pobreza. O que o interessava era perceber as causas da pobreza e, como antes Rousseau, que sempre se esquece, acabou por a descobrir na propriedade privada. Uma ideia que o radicalismo adoptou durante quase 150 anos. Por razões longas de explicar, Marx julgava a sua “descoberta” científica, o que o separa sem apelo da Igreja Católica e fez com que ele passasse uma boa parte da sua vida a polemizar com os representantes do “socialismo utópico”, que ele cordialmente detestava. De facto, ao contrário do que o Papa imagina, inventou alguma coisa e não roubou “bandeira” nenhuma ao cristianismo. Mas quem não percebe as preocupações de Bergoglio, que passou pela ditadura militar argentina e viu o que viu?
Infelizmente, a pobreza exige uma explicação. E, privados de Marx, os contemporâneos voltaram às formas mais primitivas do jacobinismo. A “ganância” (incluindo a fraude) e o “egoísmo dos ricos” reapareceram como a razão última da pobreza. Ao menos, Robespierre e a sua gente ofereciam um remédio para estes males. Guilhotinavam ou assassinavam os “ricos”, ou que presumiam ricos, e fixavam os preços, segundo a vontade do povo soberano. Sucede que o sistema não deu o resultado que se esperava e a fome aumentou. De qualquer maneira, nem o Papa, nem a esquerda europeia podem hoje recorrer a métodos tão drásticos. De Roma, Francisco previne contra a “idolatria” do dinheiro, enquanto os governos que por aí andam – da direita ou da esquerda – o pedem com zelo.  A pobreza não acaba com simplificações."

Para a posteridade...

... quatro ex-alunos do
Liceu Nacional de Setúbal,
na década de 60
.
Os casais Sanchez AntunezCardoso Alves
em Março de 2014, junto do Marco Geodésico, no
Centro de Portugal.


04 julho 2014

Os "amigos" do Fb...

... são assim.
.
Ele tinha mais de 2000 amigos no Facebook.
Esperava uma afluência maior...

Estatísticas...

Na Semana que decorreu entre
26/06/2014 23:00 e 
03/07/2014 22:00
"Memória recente e antiga"
teve uma procura interessante...

Entrada
Visualizações 
Portugal
1105
Alemanha
963
China
440
Estados Unidos
213
Turquia
115
Brasil
81
França
41
Rússia
33
Ucrânia
23
Espanha
11



03 julho 2014

Sem nunca aprender...

Num poema da autoria de
Pedro Homem de Mello
intitulado "Simplicidade"
.
Pedro Homem de Mello
.
Simplicidade
.
Queria, queria
Ter a singeleza
Das vidas sem alma
E a lúcida calma
Da matéria presa.
.
Queria, queria
Ser igual ao peixe
Que livre nas águas
Se mexe;
.
Ser igual em som,
Ser igual em graça
Ao pássaro leve,
Que esvoaça...
.
Tudo isso eu queria!
(Ser fraco e ser forte).
Queria viver
E depois morrer
Sem nunca aprender
A gostar da morte.
.
Pedro Homem de Mello
in. "Estrela morta" - 1940

02 julho 2014

Parabéns!... 2 de Julho

A Madalena faz anos hoje.
Um excelente dia para "os dois"...
.
A Madalena e o Gonçalinho




01 julho 2014

As capas do Mundo ri...

O "Mundo ri", nº 138
de Abril de 1965
. 
"As conquistas do Homem"