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14 agosto 2008

Maria Paula Oliveira Salavisa Vicente

A Maria Paula faleceu no dia 3 de Agosto
Era professora do ensino secundário e vivia em
Vila Nova de Gaia. Nasceu em Castelo Branco.

Maria Paula Salavisa Vicente


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João dos Santos Salavisa Vicente

Meu caro "Janeca"
Apenas quero deixar-te um abraço grande... Só hoje tive conhecimento do sucedido mas, melhor do que ninguém, sei avaliar por experiência própria, o mau bocado porque estás a passar.
Não há dor maior...

Escrito na pedra...

No "Público"
de hoje
14.08.2008
.
"A morte não é o sono eterno. Mandai antes gravar:
a morte é o início da imortalidade!"
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Maximilien de Robespierre
(advogado e político francês)
1758- 1794

As minhas turmas... 6ºB - 1969/70

6ºAno - Turma B
em 1969/70
.
Fui professor desta Turma
em Ciências Naturais
(até 08 de Abril de 1970)

Ana Maria da Silva Lopes
Carlos Alberto Branco Chaves
Carlos Jorge Santana Monteiro Pereira
Eduardo Manuel Vieira Pereira Marques
Elvira Maria Proença da Fonseca Melo
Emília Santinhos de Sousa
Francisco Manuel Carrasco Lobo Soares
Helena Maria Nunes Mantas
Isabel Maria Carreira de Oliveira


João Manuel Furtado Rita Lagarto
José António Ançã Valentim Carreira
José Carlos dos Remédios Pereira Gonçalves
José Maria Barradas Cesteiro
Luis Filipe Dias Serra
Luis Jorge Almeida Duarte
Margarida Olivença Trindade dos Santos
Maria Afonso Martins Neves Sancho
Maria Carlota Vieira Covacich


Maria do Carmo Pereira Borrego
Maria Celeste da Silva do Carmo
Maria Clara
Maurício José Ferreira da Costa Abreu
Maria José Neves Heliodoro
Maria da Piedade Russo Arcanjo
Maria Susel Rodrigues Duarte
Nelson José Fonseca Matias
Tomé Manuel de Matos Lopes

Virgílio Alfredo Carvalho Martins
Maria Joaquina Coelho Soares

Gilberto Mota Saraiva

Só esta tarde soube da morte do Gilberto Saraiva, ao ler
no "Setubalense", a notícia da missa do 30ºdia.
Vivia em Setúbal há muitos anos, tendo trabalhado nos
Serviços Hidráulicos.
Faleceu em 17 de Julho de 2008.

Num Almoço de Antigos Alunos do Liceu de Castelo Branco
realizado na Granja (Carregado), em 23.05.1981, com o
Jaime Caio de Melo Cardoso

Numa Romagem de Saudade, em 11.06.1994, com o Eng. António da Silva Trigo

Três Amigos que já nos deixaram e que tinham em comum serem albicastrenses e terem vivido, durante muitos anos, nesta Cidade do Rio Azul.

13 agosto 2008

Um centenário 2






Maria Amália de Sampayo Torres Fevereiro
nasceu em 8 de Agosto de 1908

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Jantar no Hotel da Colina do Castelo
às 20 horas

.

Depois de uma tarde preenchida com uma "romagem de saudade" à Quinta da Polida agora completamente degradada e definitivamente abandonada, chegámos ao Hotel da Colina um pouco atrasados...



O meu irmão Olímpio "enquadrado" pela Maria Irene e pela Zezinha


...mas ainda muito a tempo de encontrar uma mesa onde apenas estava instalado o António Lopes Ferreira com a D.Maria Luisa, sua mulher. Com a permissão devida ali ficámos, fazendo companhia ao irmão da Lurdinhas Ferreira que, por motivos imperativos, não pode ali estar presente.

O casal Lopes Ferreira, o António Manuel e a Maria Luisa


Pouco depois, os antigos alunos faziam fila para cumprimentar a nossa primeira professora

A D.Maria Amália tratava ao meu irmão por "Príncipe de Gales". Só mais tarde pude aperceber-me que foi precisamente em 1936 que se desenrolou o caso da abdicação de Eduardo VIII, do Reino Unido, o que teria dado algum "alarido" por todo o mundo... Como o meu irmão tinha o cabelo aloirado, a D.Maria Amália "lembrou-se" de transferir para ele a simpatia que todas as jovens daquela altura nutriam pelo "affaire" daquele que foi Rei de Inglaterra, apenas por 11 meses... Anos mais tarde, quando nos encontrava, ainda se referia a ele, e o tratava, como... Príncipe de Gales.


A Maria José e a Maria Irene aguardam a sua vez.


Pouco tempo depois demos um "pequeno passeio" pela Salão de Jantar e encontrámos muitas caras conhecidas, algumas delas que nos pareceram, agora, "levemente" mais velhas... Os dois "fundadores" do Jardim-Escola João de Deus. À esquerda, o Tó Lopes Dias que foi o aluno nº1, acompanhado pelo aluno nº2, Vitor Feytor Pinto


A Maria Irene Crespo e o Olímpio Mendes de Matos



O "fotógrafo"António Ocaña com um primeiro plano constituído
pelo padre Lucílio Neves e pelo Manuel José Santos Almeida


A D.Maria Amália Fevereiro dava a sua direita ao Vitor Feytor Pinto


A meio da Sala de Jantar, uma mesa com a Família Feytor Pinto.
A qui o Pedro, o mais novo do "clã", com a irmã Manuela, a mais velha dos irmãos


A Fátima Feytor Pinto com o irmão Pedro


Não resisto à tentação de mostrar uma fotografia de 1941 onde figuram os dois irmãos. A D.Maria Amália está com eles...


A Fátima Feytor Pinto está na última fila, entre o João Maria Goulão e o Luís Salvado; o Pedro, na primeira fila, mesmo ao centro, entre a Maria de Fátima Cardoso e a Lurdinhas Lopes Ferreira. Lindos meninos!...


Muitos anos foram passados... A Teresa, filha da Lurdinhas Lopes Ferreira, à direita, é agora a Directora do Jardim-Escola. Teremos aqui uma nova D.Maria Amália?!...


A Lurdes Ferreira também “esteve presente” no jantar.
Através de um contacto com a filha Teresa, ela quis falar com a amiga de longa data
Eis o momento da conversa testemunhada pela filha, a actual Directora do Jardim-Escola e pelo irmão António Manuel Lopes Ferreira

.D.Manuela, a ex-Directora o Jardim-Escola que sucedeu à D.Maria Amália e a D. Maria Luisa Lopes Ferreira


Maria José Folgado Pereira, a Zezinha da Polida...


Vale a pena fazer agora uma nova recuperação no tempo...


Sob o olhar da D.Cremilde, um grupo de alunos com a Zezinha no "centro geométrico da foto". Lá atrás, encontramos o Carlos Góis, a Maria Júlia Peixoto, e o Leonardo; na fila do meio reconheço a Gica Salazar Antunes, à esquerda; na fila de baixo os gémeos Calrões e o Tó Caio.


Da Irene... não tenho fotos da miúda que foi...
Continuámos a ter os mesmos Professores quer no Liceu... quer na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Lembras-te deles Irene?...



O Senhor Presidente anda sempre com o telélé atrás.
A Maria Celeste e o Eduardo aguardam para retomar a conversa...
.


O lindo Bolo do Centenário


E, de um só fôlego, a D.Maria Amália apagou as velas!


... no que foi muito aplaudida!


O Padre Vitor e o Pedro Feytor Pinto acompanharam um brinde
de felicidades à sua primeira Professora.



Uma linda peça de prata que foi oferecida à D.Maria Amália


Após o jantar, foi realizado um pequeno espectáculo onde alguns dos antigos alunos do Jardim-Escola ali presentes, nos deliciaram com um recital de Poesia, lendo alguns textos que, "in illo tempore", eles próprios teriam recitado nas festas daquela instituição.


Foi o Padre Vitor Feytor Pinto quem iniciou esta fase cultural
da festa do 100º Aniversário.


Depois, entre outros, anotámos a presença da Maria João Capelo


. Do António Paiva Morão
.De uma assistência atenta e divertida


A assistência estava atenta às poesias e aos "artistas"...
Aqui, o Malé Pinto Cardoso parece interessado naquilo que ouve.

Num "escrito evocativo" ouvimos as palavras de Eduardo Marçal Grilo que em certa altura nos diziam:


................"Foi há sessenta anos
Era um encanto e um fascínio
O portão e a rampa
Os meninos e as criadas
O guarda-vento
A entrada e as alpergatas.
O armário dos sapatos.
A sala e as pinturas,
As tambores e as cornetas,
Os bibes às cores,
O viveiro e as classes, todos de mão dada.
As educadoras
E a Senhora Dona Maria Amália
.
As refeições
O refeitório e os azulejos,
Os bancos corridos.
O filtro d’água no corredor.
O almoço e o lanche,
A sopa de legumes,
O óleo de fígado de bacalhau,
O peixe frito aos bocadinhos
O pão com manteiga e o açúcar por cima,
O leite, o cacau e a geleia.
.
As festas e os teatros
Os ensaios,
Os três moinhos e a serenata
As histórias de encantar.
As músicas e o órgão de pedais
A linda falua que lá vem lá vem,
As canções e os espectáculos.
Os pais na assistência, e
O dia dos austríacos
.
E a Cartilha Maternal
Aberta na sala servia para aprender
A ler, e depois a escrever.
E com letra caligráfica que hoje
Já ninguém sabe fazer.
O a, e, i, o, u; e o ai, o ui, o eu e o ia,
O v era a primeira letra e
O Hino do Amor a última história.
Também se aprendiam as contas e
Se brincava com o barro
.
E o que era o mais importante?
Aprender aquilo que é mais difícil de ensinar,
Respeitar os outros, ser responsável,
Ter iniciativa, gostar de ler,
Saber estar, e saber ser.
.
Recordo assim com saudade aquele verso
Que cantámos tantas vezes
Por isso gostamos dela e nos pomos a dizer
- A nossa Escola é tão bela que até dá gosto aprender!
.


. (...palavras que foram ouvidas em silêncio e com alguma emoção, por nos recordarem, de uma maneira admirável, como se vivia, então, no Jardim-Escola...)


E para terminar uma palavra de simpatia para as minhas companheiras de jornada e para o meu irmão Olímpio.


A Maria Irene (da Polida) e o Olímpio...


O Olímpio e o Zezinha (da Polida)


...e o "fotógrafo", vítima do "ofício" que arranjou, fica sempre por de trás da cãmara! ... Nunca aparece nas fotos que tira... Mas vou mostrar-vos como eu era "naquele" tempo:


Sob o olhar amigo da nossa "professora das contas", D.Luisa Roberto Vaz, da Póvoa de Rio de Moinhos, eu sou a "figura" central da última fila onde se encontram também a Maria Filomena Marques Vicente, a Maria José Salavessa e o João Maria Serejo Goulão.
Na segunda fila, no penúltimo lugar, a Menicha Paiva Morão e, na fila mais próxima, o seu irmão José Eduardo Paiva Morão ocupa a segunda posição.


Quase 70 anos depois… apenas quatro dos presentes nesta fotografia de 1941 (que aqui apresento um pouco "retalhada"...) estiveram presentes nesta Homenagem à D.Maria Amália: a Maria de Fátima Feytor Pinto, a Maria José Folgado Pereira, o Pedro Feytor Pinto e este vosso Amigo que vos escreve…
João José Mendes de Matos

12 agosto 2008

As "garotas" de Über

Humor antigo
com o traço de
Uber
na revista "Anedota ilustrada", nº40
Março/1964
- Depois de deitar a âncora vai-te embora, Henriquinho!...

11 agosto 2008

Um centenário...

Maria Amália de Sampayo Torres Fevereiro
nasceu em 08 de Agosto de 1908
.
Missa na Sé Concatedral, em Castelo Branco
às 18 horas
A D. Maria Amália, na Sé de Castelo Branco
em 8 de Agosto de 2008
Alguns dos antigos alunos que estiveram presentes:

O meu irmão Olímpio, a Maria José Folgado Pereira (a Zezinha da Polida), a irmã Maria Irene e o Eduardo Marçal Grilo representam quatro anos diferentes, mas relativamente próximos, da História do Jardim Escola João de Deus. ( de 1936 a 1948 )
.

O Manuel Ordaz Pinto Cardoso (Malé)

Celebrou a Missa o Padre Vitor Feytor Pinto acolitado cónego José da Costa e pelo Padre Lucílio Neves, também eles antigos alunos do Jardim-Escola.
.

No Evangelho, ouvimos, com interesse rdobrado, a palavra do “antigo aluno", Victor Feytor Pinto:
Ao ver a multidão, Jesus subiu a um monte. Depois de se ter sentado, os discípulos aproximaram-se dele. Então tomou a palavra e começou a ensiná-los, dizendo:
Felizes os pobres de espírito,
porque deles é o Reino do Céu,
Felizes os que choram,
porque serão consolados.

Felizes os puros de coração,
porque verão a Deus

Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o género de calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim perseguiram os profetas que vos precederam,”
Palavra da Salvação.

O Padre Vitor Feytor Pinto, simpático e risonho, durante o Evangelho

Pouco depois, a palavra foi entregue a outros antigos alunos do Jardim-Escola, ali presentes e, na altura da Oração dos Fiéis, pudemos ouvir
.
a Maria Celeste Capelo
Pela Santa Igreja Católica, pelo Papa Bento XVI, pelos Bispos e por todo o Clero, em especial pelo Padre Vitor, pelo Padre Lucílio, pelo Padre José e por todos os que no mundo anunciam o amor de Cristo, para que o Senhor os ilumine na sua missão.”

Oremos ao Senhor

A Maria Celeste Capelo inicia o período dedicado à "Oração dos Fiéis"
.

A Sara Laborinho disse: "Pela Maria Amália que para nós é um exemplo de fé, da amor e de alegria, para que Deus a continui sempre a acompanhar e a iluminar ao longo da sua vida."

A Sara durante a leitura da sua oração.

O António Ocaña veio de França para "ver" os 100 Anos, da D.Maria Amália

o António Ocaña
Pela família de Maria Amália, para que nela reine o amor, a saúde, a harmonia e a paz.”
.

O António Lopes Dias faz a sua leitura

o António Manuel Lopes Dias:
“Por todos aqueles que sofrem a dor da guerra, da doença, da miséria, da solidão e da injustiça, para que Deus os acompanhe e ajude.”
Oremos ao Senhor
.

O Eduardo Marçal Grilo profere a sua Oração

o Eduardo Marçal Grilo
Por todos os alunos e amigos da Maria Amália que têm acompanhado as diferentes etapas da sua vida com dedicação e disponibilidade, para que continuem a contribuir para a sua felicidade.”
Oremos ao Senhor
.
Seguiu-se o João José Matos

jjmatos lê, interiormente emocionado,o texto que lhe calhou...

o João José Mendes de Matos
Por todos aqueles que nos são tão queridos e que Deus chamou para junto de si, e que tantas saudades nos deixam, que neste dia tão importante estejam no Céu a rezar connosco.
Oremos ao Senhor

(Tenho a certeza que a Maria Celeste guardou intencionalmente este texto para que fosse lido por mim… Agradeço-lhe profundamente comovido tal como agradeço e admiro, ter tido a força de me aguentar sem chorar, tal como o estou a fazer no momento em que escrevo estas linhas…)

Para terminar a Oração dos Fiéis, falou ainda a Natália Oliveira Dias


que disse: "Pela paz no coração de cada um de nós, pela paz em todas as famílias, pela paz no mundo inteiro".
Oremos ao senhor

Durante a Eucaristia de Acção de Graças

Após a Cerimónia, a D.Maria Amália "suportou heroicamente" a fase dos cumprimentos, dos beijinhos e dos parabéns.

A Maria Irene aguarda a sua vez na fila dos cumprimentos

Contou-nos mais tarde a Maria Irene Crespo Pereira que a D.Maria Amália teve alguma dificuldade em reconhecê-la pelo seu nome... mas quando lhe disse que era a "Irene da Polida", logo os olhos da D.Maria Amália se riram e lhe disse: "Dá cá um beijinho!...Agora já me lembro..."