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16 junho 2007

15 junho 2007

...os boys e as girls!


O Editorial no Público de hoje:
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"Educação, o seu ministério, os boys e as girls"

JMFernandes...

“No momento em que escrevemos a ministra da Educação ainda não demitiu a directora da Educação do Norte. É estranho…
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(…)
O tempo da ministra acabou: tem de dizer se concorda ou não com a queixa e tirar as devidas ilações. Não pode é esperar por entre as gotas de chuva sem se molhar, pois já está encharcada. Tão ou mais encharcada quanto o seu silêncio até ao momento idêntico ao que reservou para (não) se pronunciar sobre o afastamento da Associação de Professores de Matemática de uma comissão que integrava por esta se ter atrevido a criticá-la.

A DREN não é excepção, é sinal de um padrão de actuação política. E Margarida Moreira é apenas um rosto menor daquilo que há muito são as estruturas do seu ministério: o lugar dos boys e das girls que, na sua arrogância de vilões a quem puseram o pau na mão, têm levado a Educação do país ao estado em que ela está.”
José Manuel Fernandes
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Este é apenas um excerto do Editorial que apresenta em destaque o seguinte texto:
“Depois da entrevista da responsável da DREN e de se conhecer a base da acusação, o mistério é só um: por que não a demitiu ainda a ministra, ou por que não se demitiu ainda a ministra?”

Uma excursão do 4ºAno

Foi em 30 de Abril de 1950 que os alunos do 4ºAno do
Liceu de Castelo Branco fizeram um passeio que teve três "polos" importantes: Abrantes, Tomar e a Barragem do Castelo de Bode.

No jardim de Abrantes

Podemos ver
na 1ªfila:
a Maria Regina Bidarra, a Maria Alice Lalanda, a Milú, a Maria Rosa Ribeiro Ramos (Rosinha do Pombalinho), a Maria Emília Lopes Esteves ("inconquistável") e a Susana Vaz Oliveira

Na 2ªfila:
a D.Maria Clara Gouveia, professora de Canto Coral e a DrªMaria Augusta de Carvalho, professora de Físico-Químicas.

Na 3ªfila:
NN, a Maria Onémia Carmona Cardoso, Irene Silva Lopes, Raquel Alexandra de Moura, o Dr.Catana Diogo, professor de Geografia, a Noémia Sequeira Ribeiro, Maria Júlia Torres Peixoto, o José Amaral (meio encoberto), jjmatos, Armindo Marques Taborda, António Forte Salvado, José Castilho Monteiro, António Roque antunes e José Joaquim Delgado Domingos.

Em Tomar, no Convento de Cristo. O Sol estava a pino!
Na fila da frente, o António Belo, a Regina Bidarra, a Noémia Sequeira Ribeiro, o António Salvado, o Jorge Veríssimo e o António Tavares.

Lá mais no "miolo", descortinamos as caras do Dr.Catana Diogo, do Tó Zé Pires Antunes, da Raquel Alexandre de Moura, da Maria Alice, da Milú. Mais à direita, dá para ver que as professoras Maria Clara Gouveia e Maria Augusta de Carvalho já estão um pouco cansadas... E nem pensar que tivessem sido os alunos que... lhes "moeram o juízo"! Ai se fosse hoje... Não passavam de Abrantes...


Mas passámos! Ainda visitámos a Barragem do Castelo de Bode que estava ainda em fase de construção.

Depois da visita ao dique, em fase de acabamentos, a Onémia, a Maria Alice, a Maria Regina e uma outra colega descem em direcção ao autocarro.
Foi depois disso que o "fotógrafo" de serviço fez o "boneco" que se segue.

NN, a Noémia, a Regina, a Raquel, a Maria Alice, no 1º plano
e a Irene, a Onémia, a Emília Inconquistável, a Maria José Morão e a Júlia Peixoto, lá para trás, todas elas com as capas emprestadas,
posam para a posteridade... que surgiu agora, ao fim de 57 anos!
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Já 57 anos??!!!!!!!! Mas... parece que foi ontem!

14 junho 2007

Augusto Gil (1873- 1929)

Quando as andorinhas partiam

Boca talhada em milagrosas linhas,
A luz aumenta com o seu falar.

Esta manhã, um bando de andorinhas
Ia-se embora, atravessava o mar.

Chegou-lhes às alturas, pela aragem,
Um adeus suave que ela lhes dissera,

- E suspenderam todas a viagem,
Julgando que voltara a Primavera…

In “Luar de Janeiro


“…como artista, Augusto Gil foi um cultor helénico da forma e da beleza pura;
como poeta, um amoroso dos temas simples, naturais e humanos;

como homem, a personificação da modéstia e paradigma da bondade humilde e cristã…”
Ladislau Patrício.

12 junho 2007

Faz hoje 20 anos...

Foi exactamente neste momento!
São agora 21h 15m...

Organizado pelos moradores do Pinhal do O'Neill, em plena rua,
foi uma noite de Santo António que não esqueceu.

Meteu "sardinha" e "caracol"... e de entre os voluntários cozinheiros destacou-se o Vitor Hugo Delgado.

Vitor Hugo
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Era ainda muito de dia quando os "vizinhos" começaram a sair de casa.
Prepararam o "cenário", colocaram as mesas e as cadeiras...
aguardaram a chegada dos seus convidados.
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Um convidado e dois residentes:

O eng.Orlando Santos, o Dr.José Goes e o Dr.António Faria,
aguardam a chegada de outros covidados.
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Ainda de dia, o início das "actividades".

O sr.Franklim, do Montepio, o Eng.Orlando, o Eng.Minderico e o Dr.António Faria "tiram as medidas" ao caracol...
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Já em "su sítio",
o casal Franklim, o casal Orlando e Cininha e o sr.Martins (do Caseiro)
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Dois Vitor Hugos. De pé, o Delgado. Sentado, o Graça.
A Ana Maria Cunha observa, atenta, a conversa daqueles com o Eng.Orlando Santos.

O "reporter" jjmatos com o casal José Góis e Maria José, com o Orlando a sair da "jogada"...

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A Cininha, a Rosário Nascimento, a Conceição e o José Belo.

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Três "residentes": o Dr.José Goes, o Vitor Hugo e o sr.Neto

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O casal Franklim com a Cininha e o Orlando

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Também "assinaram o ponto", a Lili Leal e o Dr.Albertino que aqui vemos com o Vitor Hugo e um belo cão espantado com a noite que ali decorria, agora ameaçada pela chuva...

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.Noite de Santo António sem bailarico...não é noite nem é nada!
O Dr. Goes e a D.Maria José parece que vão desistir...
mas não foi isso que sucedeu.

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A Heidi fez a supervisão dos acontecimentos...com muito profissionalismo.

As "garotas" de Bosh Penalva

A revista "Can Can" nº5, saída em 20 de Julho de 1959
apresentava uma capa com esta "garota".


Desenho de Bosh Penalva

.Foi esta "miserável criatura" que colocaram ao lado da "boneca"
a largar-lhe a "boca" do copinho de água...

(Pela palmeira que se vê ao fundo, parece tratar-se
do Deserto do Pinhal Novo...

E, pelas feições, este miserável faz lembrar o Mário Lino quando andou perdido no deserto alentejano...)
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Ainda na 1ªpágina, uma piada relativa à curiosidade da TV recem-nascida...

(Este desenho é de Don Flowers)

Farmácia em Munique

Farmácia Orlando

Apotheca, em Eichenau, nos arredores de Munique

11 junho 2007

Saldanha Sanches

Em entrevista concedida ontem à RCP e ao “Publico”,
Saldanha Sanches, que foi uma referência do MRPP,
no período pós-revolucinário, afirma sem temores que:

Prof. José Luís Saldanha Sanches
(foto de Nuno Ferreira Santos)
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…” há um grosso de pessoas que militam nos partidos políticos que deveria estar na cadeia”.

…”os interesses instalados “, que “são muito difíceis” de demover, “impedem o combate à corrupção e o funcionamento da justiça”.

…” A justiça em Portugal está em mau estado porque não se estruturou em função dos interesses do cidadão, estruturou-se em função do interesse dos magistrados e isso quer dizer que as medidas não são tomadas quanto deveriam ser”.

E mais adiante, a propósito das próximas eleições à Câmara de Lisboa, afirmou:
“Maria José Nogueira Pinto, de quem tudo me separa politicamente – é uma pessoa de direita - , é uma pessoa séria, inteligente e uma excelente executiva e na política não há muita gente séria, inteligente e boa executiva”
…”pode prestar grandes serviços à cidade, idênticos aos que prestou à frente da Misericórdia de Lisboa ou da Maternidade Alfredo da Costa.”

O tempo que passou desde os “desvarios” do mrpp nos finais dos anos 70 modificou muito as pessoas… Mesmo muito!...
Saldanha Sanches tornou-se para mim um homem equilibrado, honesto, competente e… desassombrado!
E eu fui capaz de passar a ler, a ter fé e a acreditar no pensamento de Saldanha Sanches…

E tal como ele diz de Nogueira Pinto , apesar de “tudo o que nos separa politicamente…”

Museu do Prado

Albrecht Dürer
Nuremberg, 1471-1528

Auto-retrato
Este auto-retrato, pintado aos 26 anos de idade,
conforme a inscrição com a data de 1498,
pertenceu às colecções de Carlos I de Inglaterra,
tal como muitas outras obras que se encontram hoje no
Museu do Prado.
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in.Grandes Museus do Mundo,
Novembro/73 Ed.Verbo

Setubalense - 1951 - Outubro

01-10-1951
Beiras

"Pedaços da Beira Baixa – Um incêndio na Serra do Couce", título de um Artigo de José Martins Ferreira, sobre a zona do Pinhal. (menciona a Sr.ªda Conceição de Oleiros e os povos do Gavião, do Milrico, da Azinheira, da Sertã Velha, do Dão, etc.)
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01-10-1951
Assumiu o cargo de Comandante Militar desta cidade o sr.Coronel Augusto de Carvalho, chefe do Distrito de Recrutamento Militar nº11 e o de Comandante interino do Regimento de Infantaria nº11, o 2ºComandante sr.Ten.Cor.Cruz Pereira.

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01-10-1951
Liceu Bocage
A abertura do ano lectivo, no Liceu Nacional de Setúbal.
No Liceu Nacional de Setúbal procedeu-se esta tarde à abertura solene do ano escolar.

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Presidiu S.Exª o sr.Governador Civil que tinha ao seu lado os srs. Dr. Miguel Rodrigues Bastos Presidente da Câmara, Sr. Barreto Mendes, Director Escolar, Dr. Ponte Lopes, pela Liga dos Amigos do Liceu, Ten. Jorge Carlos Costa, Provedor da Misericórdia, o representante do Governo Militar, Dr. Santos Vítor, pela Magistratura, Eng. Medeiros pela E.I.C.Setúbal e Januário Dias, pelo Grémio do Comércio.
Viam-se ali, entre outras pessoas, famílias de alunos, muitas senhoras, etc., etc., os Srs. Dr. Luis Teixeira de Macedo e Castro, Dr. Carlos Patrício Paúl, Alferes Alves de G.N.R., Tenente Lobo da P.S.P., Major Perestrelo da Conceição, Ten. Rosa, etc.
Usou da palavra o ilustre Reitor do Liceu, Sr. Dr. Mendes Dordio.
Acabado o discurso procedeu-se à distribuição dos prémios.
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27-10-1951
Óbitos
José Bento Rocha

Morreu na tarde de quinta-feira, o sr. José Bento Rocha, considerado proprietário do Restaurante Naval Setubalense.

09 junho 2007

Liceu de Setúbal - 1970

No dia 1 de Abril
Alunos do 2ºturno, da turma C, do 6ºAno
de Trabalhos Práticos de Ciências Naturais

Reconhecemos muitos dos alunos aqui presentes.
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No primeiro plano, a Luisa Baltazar Coelho e a Vitória Miranda.
No segundo plano, a Ondina e a Maria Isabel Severino de Sousa.
No terceiro plano, a Maria Antónia Rabeta Ramos, a Cristina Madrugo, a Maria Odília Catalão e NN
No quarto plano, NN, Maria Stuart Matias Angelo e NN
No último plano, o Manuel Lucena Ferreira, a Maria Manuela Viegas Rodrigues e o Manuel Virgílio Guerreiro Murta.
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Três bons Amigos: O Carlos Manuel Tavares, o António Cândido Vinhas de Sousa e o Manuel Lucena Ferreira, no pátio norte do Liceu

08 junho 2007

Concertos Pro Arte

Notícia sobre a Delegação da "Pro Arte"

"Inauguração - Em 15 de Novembro de 1952
Concerto inaugural da Delegação da "Pro Arte", em Castelo Branco

A Comissão de Honra da Delegação de C.Branco ficou assim constituída:
Dr. José de Carvalho
Dr. Alberto Trindade
Dr. Augusto Duarte Beirão
Dr. Francisco Palmeiro
Dr. Frederico da Costa Conde
Dr. João Frade Correia
e Delegado da Pro Arte Eng.António Ribeiro Russinho.

Programa do Concerto
1ªSonata (piano e violino) -- Corelli
Concerto em lá (violino) -- Mozart
Improviso em si bemol (Piano) -- Schubert
Dança do Fogo -- Falla
Romance -- Luis Barbosa
Ao pé da fogueira -- Heifetz
Romanza andaluza -- Sarasate
Sapateado (violino) -- Sarasate

O concerto conta com a colaboração de Vasco e Grazi Barbosa e realiza-se pelas 21h30m prefixas no Salão da Biblioteca Municipal.

Os bilhetes avulso, com preços de 20$00 e 10$00 para estudantes, estão à venda durante o dia de hoje na sucursal da Papelaria Feijão e, a partir das 10 horas, na Biblioteca."

Eng. António Russinho

07 junho 2007

Onde estão os mortos do Holocausto?

Este é o título de um artigo que li ontem no meu jornal, onde se diz que "Dois milhões de pessoas foram incineradas nos fornos nazis - as outras quatro milhões foram enterradas em valas comuns. Há agora um projecto para descobrir estes desaparecidos... através do DNA".
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Deve haver alguma finalidade neste projecto... talvez para manter vivo o ódio!
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"Seis milhões de europeus foram deliberadamente mortos pelos nazis, durante a II Guerra Mundial. O objectivo declarado do regime nacional-socialista de Adolf Hitler era fazer desaparrecr da face da Terra os judeus, erradicar todo o seu património cultural e genético.
Não seria fabuloso que fosse possível recuperar grande parte desse DNA perdido no Holocausto? "
Esta é a pergunta que subsiste no artigo que Clara Barata nos deixou para meditarmos... "O Holocausto não está perdido"!
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Confesso que me pertuba tudo o que se relaciona com este tema! Principalmente com aquilo que eu próprio vi no Campo de Morte, em Dachau, próximo de Munique.
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Visitei em Setembro de 1987 o Campo de concentração de Dachau, agora transformado num Museu de Triste e Horrenda Recordação.

O Corpo Central dos Serviços, agora transformado em Museu, tem à sua frente uma escultura impressionante que faz lembrar uma amálgama de esqueletos humanos retorcidos...

E do que vi, ficou-me para sempre na memória uma frase, gravada na pedra de uma imensa lápide que dizia: "Nunca mais", em quatro línguas diferentes


Dachau, em 29.Set.1987

No vasto Campo, permanece apenas um único bloco de barracas de madeira, dos iniciais trinta e quatro existentes no final de 1945. O corpo central do edifício principal, foi transformado num Museu que tem por base fotografias obtidas na altura da Guerra. No lado oposto, ao fundo do campo, há uma Capela curiosa! Devia ter sido erguida posteriormente...

Dachau - A Capela do Campo da Morte

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Horrível!!... Horrivel... foi a visão das câmaras de gás e dos fornos crematórios! Passa-se uma vez e jura-se que "Nunca mais..."

Os fornos crematórios, contíguos às Câmaras de Gás

Estive ali, no mesmo sítio onde milhares de judeus foram exterminados... Num pequeno espaço ajardinado, meio encoberto, à saída dos fornos crematórios, está agora erguido um pequeno monumento dedicado ao "Judeu desconhecido".

Monumento ao Judeu desconhecido!

Quando terminei aquela visita, com o coração apertado e uma angústia indizível, repeti vezes sem conta:

Plus Jamais! Never Again! Nie Wieder!

"Não voltarei aqui!..."

06 junho 2007

Escrito na Pedra

"A total abstinência é mais fácil que a perfeita moderação."
Santo Agostinho (354 d.C. - 430d.C.)
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in "Público", 06.06.07

As minhas fotos preferidas

Ilha do Pessegueiro - 18. Fev.1987
Andrea Schmidt

05 junho 2007

Escrito na Pedra

"Não podemos pensar bem, amar bem, dormir bem, se não tivermos jantado bem."
Virgínia Woolf (1882-1941)
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in "Público"
05.06.07

Uma sentença curiosa

C Ó P I A

Uma sentença curiosa

Pelo seu pitoresco e originalidade, ousamos transcrever a seguinte sentença, pronunciada há mais de seis anos e que revela um excelente espírito humorístico a par de inegável espírito de justiça.



"António da Silva, casado, ferreiro, de 40 anos, natural da freguesia de S.Victor desta cidade de Braga e na mesma freguesia residente, é acusado pelo Ministério Público de autor de crime previsto pelo artigo 182 do Código Penal com referência ao nº181 do mesmo Código, porque, segundo a acusação diz, no dia trinta de Agosto p.p., no lugar da Areal de Cima, desta cidade, expeliu ruidosamente ar pelo anus diante dos soldados nº37 e 78 da Guarda Nacional Republicana, no propósito de lhes faltar ao respeito.
O réu diz que padece de flatulência e que o ruído a que a acusação faz referência não foi de menos respeito pelos guardas, mas de simples alívio dos seus males.
O caso tal qual a acusação o aponta e que, em iguais termos, tinha já sido exposto na participação a fls.3, a qual as testemunhas seguiram, exprimindo-se em corpo delito pelo mesmo imaginoso circunlóquio, não se poderia ter dado, pois o que por semelhante modo se expele, não é ar, corpo inodoro, mas outros gases produtos de fermentações.
E o ruído a que se refere não é resultado de emissão de ar, mas simplesmente aquilo que todos sabem o que é e o nome que tem.
Nem uma só testemunha atribui o facto a falta de respeito pelos guardas, antes todas declararam o réu incapaz de semelhante propósito e, visto o constante do atestado médico junto, certo deve ser que o réu sofre, como diz, de flatulência ou, mais tecnicamente, de acumulação de gases no intestino, donde é força deitá-los fora, sendo por vezes inadiável a expulsão e inevitável a concomitância do estrépito. Assim absolvo e mando em paz o réu.

Braga, 15 de Janeiro de 1935
a) José Joaquim Coimbra"
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Nota:

José Joaquim Coimbra é, actualmente, juiz do Tribunal da Relação do Porto e irmão do falecido Leonardo Coimbra.
Outubro de 1942

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(Este texto faz parte de um pequeno acervo que me foi facultado

pelo médico setubalense e nosso saudoso Amigo,

Dr. José do Soveral Rodrigues)

04 junho 2007

Beira Baixa - Notícias de 1952 - Setembro

20 de Setembro
Dr. Pedro Geraldes Cardoso
Na manhã de 2ªfeira passada foi atropelado em Lisboa, por uma camioneta, quando atravessava a Avenida Almirante Reis, em frente da Igreja dos Anjos, o distinto Sub Delegado de Saúde de Castelo Branco, sr. Dr. Pedro Geraldes Cardoso. Ficou internado no Hospital de S. José por ter vários ferimentos na cabeça, alguns de gravidade.


20 de Setembro
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Manuel Antunes Prior
Comunica aos seus clientes que o seu automóvel de aluguer - Dodge DD--13--86 - continua documentado para Espanha e França.
Está na Rua da Figueira, 49 --Castelo Branco
Tel. 366


20 de Setembro

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Adubos Sapec
para entrega imediata
No seu próprio interesse consulte
António de Jesus Pardal e Filhos, Ldª
tel. 24 -- Castelo Branco


20 de Setembro

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A Vidrália Espelhadora
de Marcial Martins
Fábrica: rua dos Ferreiros, 84-86 -- Sede: rua das Olarias, 43
telefone 157 Castelo Branco


20 de Setembro
Colégio de NªSª do Rosário
em Castelo Branco
dirigido pelas Irmãs Dominicanas Missionárias
A Superiora dá conhecimento da transferência da sua Sede na Av. de Nun'Álvares para a Av.28 de Maio, onde, no intuito de bem servir, continuarão ao dispor de todas as pessoas que as têm distinguido com a sua amizade e confiança.


27 de Setembro

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Maria Mendes de Matos
Modista
Comunica às suas estimadas clientes que já reabriu o seu atelier, com uma óptima colecção de figurinos para a próxima estação

03 junho 2007

Os Livros de Despedida - 1953 . 4º

O Livro de Curso de 1952/52
Quarto capítulo

A foto do Curso - Alunos e Professores

Fotografia do bloco à direita

Na 1ªfila:
O Paralta de Figueiredo, o José Serrano Raposo e o Ilídio da Mesquita Nunes
.
Na 2ªfila:
Conceição Faria, o Pires Simão e o Domingos Morgado Duarte (Avô)
.
Na 3ªfila:
a Célia Maltês, a Susana Vaz Oliveira, o José Aleixo, o Manuel Barroso, o Aristides Alpendre e o António Salvado
Na 4ªfila:
Jorge Veríssimo, o Vicente Pardal, o Silva Pinto, o João Correia Barata, o Matias Sequeira e o António Ramalho Eanes
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António Paralta de Figueiredo


Semelhando mosca leve que perpassa
Ou vento ligeiro que tudo incomoda
Demolindo a “malta” com ar de chalaça
Passa o Paralta, infantil e “soda”.

Mas quem seria a fada qu’ao fadá-lo
- Estrelinha branca, conto de encantar
Lhe pôs no sentir como a separá-lo
Menino no ser, homem no pensar…

…De Nisa nato, “ferrenho” caçador
Esguio e loiro, como um pé de milho
Coração afeito aos dramas d’amor
Sulcando-lhe a alma num profundo trilho.
.
José Serrano Raposo

Era uma vez um velho
Muito velho, já careca
Que, sem olhar p’rá marreca,
Imaginou-se menino,
Deitou ao ombro a sacola,
Matriculou-se na escola.

Como era principiante,
Não querendo desilusões,
Começou pelas sopeiras
Inda que fossem coirões.
Quer prestasse ou não prestasse
O que interessa é que aceitasse

.
Ilídio Alexandre da Mesquita Nunes


Alto, de óculos e sisudo
É pacato e bom rapaz
No banjo ele toca tudo
E nas guitarras um ás.

Já vos disse meus senhores
Quase tudo o que sabia
Só não vos falei de amores
Porque pouco vos diria.
.

Maria da Conceição Sequeira Faria de Sousa


Cabelos e olhos pretos
De estatura regular
Eis aqui a Conceição
Sempre pronta a falar.

Gosta imenso de dançar
Mas cantar ai…isso não
Quando se fala em desporto
Defende sempre o “Leão”


A Conceição Faria, em 20 de Maio de 1978

.

Joaquim Pires Simão


Este jovem é honesto e bom rapaz
Amigo da ciência e, para passar,
De fazer um sacrifício ele é capaz
Nem que muito tenha que estudar

.

Domingos Gomes Morgado Duarte

Pequeno,
Sereno
Nos gestos que faz:
Sempre caladinho
O nosso “avozinho”
É um bom rapaz.

Contudo, Avozinho
Tem esperanças. Eu acho
Com todo o ardor
Que ainda serás
Nobre regedor
Desse teu Retaxo

.

O Domingos "Avô", em 2 de Junho de 1973

.

Célia Carracha Maltês

Expansiva, entusiasta, barulhenta,
Alegre e sempre boa camarada,
Quem não conhece a Célia, na turma desatenta
Deste sétimo ano que ficará na história,
Dos anais do Liceu, o de boa memória,
Zero em comportamento e em estudo…quase nada?


A Célia, em 1 de Junho de 1973

.
Maria Susana Vaz Oliveira

Em tempos que já lá vão,
Na era “Antes de Cristo”
Houve um tal “Serapião”…
(a dizer mais não me arrisco!)

Dizer:”Adeus Medicina!”
Estou vê-la por esta andar
Pois disse-me estar disposta
No gozo continuar.


A Susana, em 24 de Junho de 1978

.

Manuel Barroso dos Santos

Pró Manel acho insensato,
Fazer a apresentação...


.

Aristides da Fonte Alpendre

Conheci num belo dia
Um traquina a valer
Que nasceu com a mania
De Ministro da Economia
Ainda chegar a ser

Resta-me agora lembrar
Já que vais p’ra aviação
Qu’os que andam pelo ar
Hão-de vir todos parar
Em bom estado ao meio do chão.


.
António Matias Mendes Sequeira


Em manhã de nevoeiro
Como D. Sebastião
Entre lágrimas e beijos
E xeliques femininos
O rapaz saiu de casa
Abandonou Alpalhão

Entretanto cá por fora
O rapaz lá foi crescendo
Sob todos os sentidos
Cresceu em estatura física
Mas também, quem tal diria!
Cresceu em velhacaria

.
Jorge da Silva Veríssimo


Só se pode conceber
Os livros que este homem leu
Partindo da hipotese
Que li quando nasceu

.
Vicente José Sanches Vaz Pardal

Seis livros debaixo do braço, dois em cada mão
É certo e sabido que só um é de amena leitura:
Os outros: um de Filosofia, três de Literatura
E o resto…o resto é escusado: livros de alemão.

O Vicente Pardal, em 2 de Junho de 1973

.
António Amilcar da Silva Pinto


Alto… Magro… Óculos…
Nariz arrebitado…
Cabelo de palmo e meio:
Eis o Essepinto pintado.

Sisudo, muito calado,
Mas “filósofo” profundo,
Bom amigo verdadeiro:
Eis Silva Pinto – no fundo.

.
João Correia Barata


Toque a banda do Retaxo
A melhor das redondezas,
Para vos falar depois:
Barata e suas proezas.

Joga bem o futebol
e fá-lo com tal genica,
Qu'inda um dia há-de jogar
Em Lisboa, no Benfica!
.
António Ramalho Eanes


Dizer da sua estatura
É um trabalho em vão,
Basta olhar para o retrato
E fazer a proporção

Ao futebol ele não liga
Aliás ele tem razão
Pois é logo de dez c’roas
O preço de um peão.

Também não vai ao cinema,
Nos cafés nunca entrou
E no amor – penso eu –
Que ele nunca namorou.


O António Ramalho Eanes, em 20 de Maio de 1978

.

O António Forte Salvado

zangou-se com a Comissão do LIvro e não quiz fazer caricatura. Nem deixou que o seu nome ali aparecesse! Coisas de Poetas que todos desculpámos...
Apesar de tudo o seu nome vai aparecendo, aqui e ali, pois muitos de nós lhe pedimos que nos fizesse os versos para acompanhar as caricaturas. Assinou-os com um "Anforsal", como ele gostava de assinar os seus poemas.

É por isso que ele vai acompanhar-nos neste breve apontamento! Porque faz falta aqui...

A António Salvado, em 2 de Junho de 1073


O António SAlvado e a D.Adelaide Salvado, em 9 de Junho de 1985
num jantar ao ar livre, junto à Muralha do Castelo.
Na Romagem de Saudade de 1985