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18 dezembro 2006

Aurora Boreal

É tão bonito este Poema do António Gedeão!...
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Aurora boreal

Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto.
Sem vidros nem bambinelas
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rolar.
Por esta entra a Via Láctea
como um vapor de algodão,
por aquela a luz dos homens,
pela outra a escuridão.
Pela maior entra o espanto,
pela menor a certeza,
pela da frente a beleza
que inunda de canto a canto.
Pela quadrada entra a esperança
de quatro lados iguais,
quatro arestas, quatro vértices,
quatro pontos cardeais.
Pela redonda entra o sonho,
que as vigias são redondas,
e o sonho afaga e embala
à semelhança das ondas.
Por além entra a tristeza,
por aquela entra a saudade,
e o desejo, e a humildade,
e o silêncio, e a surpresa,
e o amor dos homens, e o tédio,
e o medo, e a melancolia,
e essa fome sem remédio
a que se chama poesia,
e a inocência, e a bondade,
e a dor própria, e a dor alheia,
e a paixão que se incendeia,
e a viuvez, e a piedade,
e o grande pássaro branco,
e o grande pássaro negro
que se olham obliquamente,
arrepiados de medo,
todos os risos e choros,
todas as fomes e sedes,
tudo alonga a sua sombra
nas minhas quatro paredes.

Oh janelas do meu quarto,
quem vos pudesse rasgar!
Com tanta janela aberta
falta-me a luz e o ar.

Futebol Clube da Santa Sé...

Segundo notícia do "Sol", às 17 horas, a Santa Sé vai apresentar uma equipa de futebol!

"Futebol
Vaticano entre em campo
O Secretário da Santa Sé revelou a intenção do Vaticano formar uma equipa de futebol para competir ao mais alto nível

Na antevisão do Secretário da Santa Sé, Tarcisio Bertone, o Vaticano conseguirá construir «uma equipa magnífica», capaz de disputar ligas nacionais e internacionais.
O onze alinhará com as cores da bandeira do Vaticano – amarelo e branco ­­– e os jogadores serão seleccionados «das universidades pontifícias». Segundo o jornal italiano La Repubblica, Bertone já tem carta-branca para desenvolver o projecto, que está a ser estudado por cardeais.


Com a bênção do Papa, a equipa do Vaticano propõe-se disputar a Liga Italiana e defrontar as principais selecções do mundo, sobretudo da Europa. E contra os que duvidam das possibilidades do onze pontifício, Bertone recorda que no Mundial de 1990 «42 jogadores saíram de centros salesianos».

A propósito da ‘pontaria’ religiosa, o diário espanhol El País recorda que o cardeal português, José Saraiva Martins competiu com o brasileiro Garrinha. Tal como o próprio Bertone se destacou nas funções de guarda-redes e de comentador de jogos de Calcio. O jornal lembra ainda que o cardeal Fiorenzo Angelini, adepto do Roma, analisa as partidas da Liga italiana na televisão da conferência episcopal transalpina.

Paula Cardoso"

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Era só o que me faltava!... Ver o Papa Bento XVI no mesmo "sindicato" do Abramovitch, do Vieira e do Pinto da Costa...

Há pessoas com muita lata e descaramento.

Há poucos dias, com o título “Há pessoas com muita lata e descaramento”, circulou entre nós um “mail” que realçava os ordenados fabulosos auferidos pelo Governador e pelos outros membros do Conselho da Administração do Banco de Portugal.

Segundo aquele mail,
“O Governador Vítor Constâncio aufere anualmente 272.627€/ano
O Vice-Presidente António P. Marta aufere anualmente 244.174€/ano
O Vice-Presidente José M de Matos aufere anualmente 237.149€/ano”

É uma notícia que já nem nos admira e aceitamos com um encolher de ombros como quem diz: “Para quê ficar revoltado se isso nada altera o que foi decidido sobre os vencimentos destes Senhores?!”

Lemos, sorrimos e perguntamos como é possível…
Depois passamos à frente e, daqui a pouco, a gente já nem se lembra…

E a notícia seria de facto para esquecer, não fora o pormenor de um dos nomes visado me parecer conhecido e estar gravado na minha memória.
Na verdade, após um breve exercício, os poucos e “heróicos” neurónios que me restam, lembraram-se do Zé Matos que frequentou o nosso Liceu até 1970, onde fez o 7ºAno com notas soberbas, na alínea de Económicas, a alínea g).

Foi um bom aluno do Liceu Nacional de Setúbal.
Estudioso, aplicado, com ideias próprias, bastante modesto e muito íntegro, o Zé Matos preocupava-se já com as “assimetrias” sociais, económicas e culturais então vigentes nesta nossa área geográfica.


Pertenceu a um 7ºano cheio de interesse, com alunos que conheciam as dificuldades das gentes menos afortunadas aqui na região de Setúbal e que tentavam lutar contra a miséria e o infortúnio da maioria das gentes que viviam nos bairros mais problemáticos que então havia na Cidade.

Eram uns idealistas… a querer modificar o mundo!
Nós é que vamos ter força para mudar isto!...”, pensavam eles.

Um dia, em 12 de Outubro de 1970, o jornal “Setubalense” apresentou, com um título “gordo” a três colunas, uma “Carta Confidencial a uma Cidade que eu amo”, da autoria do Zé Matos.

Titulo no "Setubalense", da Carta do Zé Matos

Era a Carta de um jovem que fazia esforço para não parecer revoltado e que, sob uma capa de boas maneiras, fazia uma crítica áspera a alguns aspectos negativos que, à altura, imperavam na cidade.

No mesmo dia comecei a receber os parabéns por tão feliz artigo e coleccionei parabéns durante um dia ou dois… A semelhança dos nomes levou a estes enganos. Foi assim que “acumulei” uma série de felicitações dirigidas ao Zé Matos e resolvi entregar-lhas, todas, num outro artigo, esse sim escrito por mim, e que o Setubalense publicou uma semana depois.


Título da minha "Resposta" no "Setubalense"
.
Muito embora longe do ambiente que então se vivia em Setúbal, torna-se curioso, agora ao fim de 36 anos, ler estas duas Cartas e, principalmente relacionar o que nelas se escreveu com as notícias do mail que agora circula por todo o país…

Mas vou separar o trigo do joio!...
Os dois artigos que mencionei, o do Zé Matos e o meu, não os quero deixar ligados a esta notícia que circula agora na internet!
Vou deixá-los para daqui a uns dias
Só então, os Amigos que me lêem farão o favor de tirar as suas conclusões…

17 dezembro 2006

Faz hoje 100 anos...

Fernando Lopes-Graça nasceu em Tomar, em 17.Dezembro.1906.
O compositor faria hoje 100 anos se estivesse ainda entre nós.

Fernando Lopes-Graça

Ser livre!

É tão frágil a liberdade!
É tão rara a independência!
É tão comum os detentores do poder político tentarem
marcar limites à liberdade dos outros!
É tão frequente os governantes procurarem fixar as
regras para a liberdade de expressão dos cidadãos!

“Um passo dado no condicionamento da liberdade de expressão é sempre um passo a mais.”

António Barreto

Público
17.12.2006

A morte de Luciano Santos

Faleceu em Lisboa, no passado dia 12 de Dezembro,
o pintor Setubalense Luciano Santos
cujo nome está indelevelmente ligado à nossa Cidade.
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Luciano Santos - Auto retrato - Óleo - 1959
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O Tríptico de Luciano que preenche o topo sul do Salão Nobre dos Paços do Concelho de Setúbal é uma das suas obras de maior realce e dá àquela Sala uma Majestade sem confronto.
. O Tríptico dos Setubalenses Ilustres no Salão Nobre da CMS
.
Luciano Pereira dos Santos nasceu em Setúbal, a 25 de Março de 1911.
Tinha agora 95 anos.
Num texto escrito há mais de 50 anos, António Ferro, Director do Secretariado Nacional de Informação (SNI) pode ler-se sobre o pintor setubalense:
Há pintores que são modernos (moderno, para mim, significa a verdade que parece mentira…) por simples temperamento; alguns por fria razão intelectual; outros por moda ou snobismo; outros ainda por deficiência de recursos técnicos que não conseguem mascarar com o seu falso vanguardismo; certos, finalmente (às vezes nem sabem nem querem saber que são modernos), por motivos de ordem poética, porque os seres e as coisas, para eles, têm sempre um halo que as transfigura…Luciano pertence, a meu ver, a esta última categoria de pintores.”
Segundo umas Notas Biográficas e Críticas escritas em 1960, por Óscar Paxeco, “a vocação que desde muito novo evidenciou para as Artes Plásticas levou a Câmara Municipal da sua terra natal a enviá-lo., como seu bolseiro, para a Escola de Belas Artes de Lisboa, a fim de fazer o curso de Pintura.
Como aluno daquela Escola foi-lhe concedida a “Pensão Ventura Terra” e conquistou depois o “Prémio José Malhoa”. O trabalho com que alcançou este “prémio” encontra-se na Sociedade Nacional de Belas Artes.
Ainda estudante, viu adquirido um dos seus trabalhos para o Museu da Cidade.


Em 1940, recebeu em sessão pública e solene, das mãos do Chefe do Estado, Marechal Carmona, o “Prémio Nacional” da 3ªMissão Estética de Férias, atribuído pelo Ministério da Educação Nacional.

Exerceu o Ensino Técnico Profissional nas Escolas Industriais de João Vaz de Setúbal, Machado de Castro e Afonso Domingues de Lisboa..

Sobre Luciano, escreveu o Dr. Celestino Gomes:”A obra do pintor Luciano não precisa de explicação porque se explica a si própria: existe, colocada certa no tempo e no espaço.
Em finais da década de 50, dizia de Luciano o “brilhante crítico de arte Dr. Fernando de Pamplona”:“Na figura, abalança-se ao retrato – e fá-lo com vigor e simplicidade que surpreendem. Não procura a elegância, sequer a graça, mas tão somente a nitidez e a fria análise. Obtém, por vezes, efeitos impressionantes, apesar da intencional dureza do modelado e dos contrastes.
(…) “Luciano soube descobrir e captar o carácter racial das mulheres da Nazaré, corajosas, rijas, afeitas às durezas da vida, às suas feras batalhas. Estão neste caso “Nazarena ”
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Nazarena - Óleo - 1946
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Entre os mais recentes trabalhos de Luciano, figuram o “Painel do Baptistério” da Basílica da Estrela em Lisboa, os frescos da Escola Industrial de Setúbal, a decoração da Igreja Nova do Barrio (Alcobaça), o baixo-relevo policromado , em cerâmica para o Hotel Cibra do Estoril. São também da sua autoria os três vitrais enviados há pouco com destino a uma nova igreja de Macau.
De toda a obra de Luciano é de salientar o seu recente “Tríptico dos Setubalenses Ilustres”, solenemente inaugurado por Sua Excelência o Ministro da Educação Nacional, no Salão Nobre do Município de Setúbal” (Óscar Paxeco dixit) .
Uma Sessão solene, em 08.06.1971
O Ministro Veiga Simão com o Tríptico em fundo.
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Não conseguimos apurar em que dia foi feita
a inauguração do Tríptico,
no Salão Nobre da Câmara Muncipal de Setúbal,
mas um apontamento no jornal "Setubalense"
de 22 de Dezembro de 1952,
sobre Luciano dos Santos, diz sobre ele que:
“...tem agora integrada a sua alma de fina sensibilidade
e todo o talento da sua aprimorada vocação,
num tríptico que emoldurará uma das paredes
do Salão Nobre da Câmara Municipal.
Já terá iniciado a pintura, no seu estúdio de Alcobaça.”
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Avenida dos Aliados - Óleo - 1944
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Praça de Bocage - Óleo - 1952

Setubalense - 1951

Eis algumas das notícias no 1ºTrimestre de 1951

04-01-1951
Posse
Na Associação dos Socorros Mútuos Setubalense, tomaram ontem posse, os novos Corpos Gerentes. Usaram da palavra vários sócios, entre eles, os Srs. Capitão Luis Vila Verde, José Vagueiro, Dr. Galiano de Abreu, Faria Trindade, José Guilherme dos Santos, Marcelino Pais Cabral, José Tiago Leão, António Assis, Manuel Palmela e Américo de Abreu.

06-01-1951
Era Comandante do RI-11, o sr. Cor. Pompeu de Sousa.
Era 2ºComandante, o sr. Ten. Cor. Augusto Carvalho.

13-01-1951
Notícias Camarárias.
De conformidade com o nº 3º,do Artº58º, do Código Administrativo, foram distribuídos os respectivos pelouros, pelo Presidente e Vereadores, da seguinte maneira:
Presidente - Secretaria, Tesouraria e Serviços de Viação e Obras.
Vereadores:
Guilherme da Silva Faria - Serviços de Mercados e Lotas, Instrução, Biblioteca e Museu.

Januário J. Dias - Matadouro, Jardins e Arborização.
Joaquim António Carvalho e Oliveira – Freguesias de Azeitão
Dr. José Cardoso Ferreira - Turismo e Serviços de Aferição
Manuel Xavier dos Santos Jacob – Serviços de Higiene e Limpeza, Serviços de Água e Luz, Cemitério e Serviços de Incêndio.
Dr. Miguel Maria Greck Torres - Assistência, Cadeia e Serviços de Higienização do Leite.


22-01-1951
Posse
No Ateneu Setubalense foram eleitos os novos Corpos Gerentes.


Assembleia-Geral
Presidente - José Pacheco
V.Presiden - Manuel Teixeira Malheiros
1ºSecretár - Rui Valdez
2ºSecretár - Francisco Faria
Suplentes - Aníbal Salgado e António Tomás


Direcção
Presidente - Raul Quintas
V.Presiden - Edmundo Neto
Tesoureiro - Guilherme da Circuncisão
1ºSecretár - José Miguens
2ºSecretár - Nuno Pedroso
1ºVogal - Daniel Frixell
2ºVogal - António Peniche

Conselho Fiscal
Presidente - Hermínio Silva
Secretário - Carlos Machado
Relator - José Pena

29-01-1951
Junta Autónoma
Foram nomeados Presidente e Vice-presidente da Junta Autónoma do Porto de Setúbal, os Srs. Miguel Rodrigues Bastos e António Ahrens Novais.

03-02-1951
C.M.Setúbal
Está escolhido o Parque do Bonfim para construção do novo edifício da Escola do Ensino Técnico e, assim, os respectivos trabalhos começarão dentro em breve.
(título de 1ªpágina)

10-02-1951
C.M.Setúbal
Vai ser presente à Câmara o esboço de projecto da construção da Central Rodoviária, da Empresa J.C. Belo, Cª Lda.

19-02-1951
Liceu Bocage
Foi nomeado Vice-reitor do Liceu Nacional de Setúbal, o Professor do mesmo Estabelecimento de Ensino, sr. Dr. José de Mendonça e Costa.

21-02-1951
C.M.Setúbal
Na Reunião Ordinária da C.M.S., em 01.02.1951...
...Ficou definitivamente resolvido que o edifício da Escola Industrial e Comercial de Setúbal, será implantado no talhão do Parque do Bonfim, do lado Sul, compreendido entre a Estação dos C.T.T. e a Av. Alexandre Herculano, isto é, no talhão compreendido entre a Av. Alexandre Herculano, a nascente, o edifício dos C.T.T. a poente, Av. Mariano de Carvalho a Sul e Avenida compreendida entre a Avenida 22 de Dezembro e Avenida Alexandre Herculano... (Transcrição da acta)

03-03-1951
O Novo Secretário Nacional de Informação.
Foi empossado pelo sr. Dr. Oliveira Salazar, o sr. Dr. José Manuel da Costa.

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17-03-1951
Comissão Municipal de Turismo
A C. M. Turismo recentemente nomeada tem a seguinte constituição:
Presidente - Dr. José Cardoso Ferreira
Pelo SNI - Eng. Carlos Manito Torres
Delegado de Saúde - Dr. Domingos José de Carvalho
Pela Indústria Hoteleira - sr. Manuel Fernandes
Pelo Comércio - sr. José Veríssimo Abrantes
Pelos Proprietários - sr. Leonardo Pereira
Comandante .do Porto - sr. Com. Celestino da Costa

19-03-1951
Baptizado
Foi baptizado ontem, na Igreja da Anunciada, o filhinho do comerciante sr.João de Sousa Lança e de sua esposa D. Celeste Esguita Lança.
O neófito recebeu o nome de João Álvaro. (que foi meu aluno, anos mais tarde e é médico no Hospital de S.Bernardo)

26-03-1951
Delivrance
Deu à luz uma interessante menina, a Ex.ª Sr.ª D.Maria Adelaide Pedrosa Forte Silva Duarte, dedicada esposa do estimado médico Dr. Silva Duarte.

31-03-1951
Era Juiz do Tribunal do Trabalho, o sr. Dr. Henrique Justino Rocha Ferreira.
Era Chefe da Secretaria do Tribunal do Trabalho, o sr. Mário Ferreira Barreto.

31-03-1951
Cultura
A visita do Orfeão Académico de Coimbra a Setúbal revestiu-se de grande imponência. ...
Foi o Dr. João Cavalheiro, antigo universitário e advogado nesta cidade que, em recorte académico, fez a apresentação do Orfeão, tendo palavras de louvor para aquele punhado de rapazes que, cantando espalham o bem por toda a parte
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16 dezembro 2006

Os meus heróis da BD - 4

Asterix, o herói destas aventuras, pequeno guerreiro de espírito sagaz e inteligência viva, é aquele a quem sem qualquer hesitação todas as missões perigosas são confiadas..
Asterix deve a sua força sobre-humana à poção mágica do druida Panoramix
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Obelix é o amigo inseparável de Asterix, carregador de menires de profissão, grande apreciador de javalis e de belas cenas de pancadaria. Obelix está sempre disposto a largar tudo para acompanhar Asterix em novas aventuras. Tem por companheiro Ideiafix, o único cão ecologista de que há memória e que uiva de desespero sempre que uma árvore é abatida..

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Panoramix, o venerável druida da aldeia, colhe o visco e prepara poções mágicas. O seu maior êxito é a poção que confere uma força sobre-humana a quem a bebe. Mas Panoramix tem outras receitas na manga.

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Abraracourcix é o chefe da aldeia, majestoso, corajoso e susceptível. Este velho guerreiro é respeitado pelos seus homens e temido pelos seus inimigos. Abraracourcix só receia uma coisa: que o céu lhe caia em cima da cabeça mas, como ele próprio costuma dizer, “amanhã não será a véspera desse dia”

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Assurancetourix é o bardo. As opiniões sobre o seu talento divergem: ele considera-se um génio, mas na opinião dos outros é abominável. Pode, no entanto, dizer-se que, quando está calado, é um bom companheiro, apreciado por todos.

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Ocatarinetabelatchitchix o chefe corso

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A Córsega?!... Um Alentejo montanhoso...

Pendant de temps...

- Mon village est tout près"

- Il est de ton village, celui-là?"

- C'est Patologix, notre druide. Il est en train de cueillir le gui.

– Il s'y prend comme ça pour le cueillir ?

- Eh oui. Il attend qu'il tombe.
(Ocatarinetabellatchitchix et Astérix)

(Alentejanos autênticos...)

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A aldeia de Ocatarinetabelatchitchix

-Oh! Repara! Javalis domésticos!

-Não, estes são porcos selvagens...

Ao fundo, quatro "alentejanos" sentados...

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Falbala começou fazer a vibrar os corações de todos os machos da galofonia no álbum “Asterix Legionário” publicado pela Dargaud. Ela ama Tragicomix que lhe quer bem. Na verdade, todos os gauleses amam Falbala, especialmente Obélix

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René Goscinny desapareceu em 5 de Novembro de 1977, aos 51 ans de idade. Mas os seus heróis continuam hoje a fazer rir centenas de milhões de leitores.

15 dezembro 2006

A Explicação da D.Maria Celeste Dias

A D.Celeste Dias era de Cardigos.
Era solteira e vivia com a Mãe velhota numa casa próximo da Praça Velha, na rua dos Ferreiros, nº16 , num primeiro andar muito acanhado, ali mesmo pertinho da casa onde vivia o Dr.Cordeiro que era professor de Françês.
Devia ser uma rapariga ainda muito nova mas a nós parecia-nos já uma senhora "encalhada"... Creio que teria regressado a Cardigos passados uns anos e por lá teria feito um casamento que não a deixou feliz...
Era uma boa professora do Ensino primário particular e acompanhava também os alunos dos primeiros anos do Liceu.
Passaram por aquele primeiro andar muitos Amigos nossos que a recordam com muita saudade e ali fizeram a quarta classe muitos alunos que preparavam também o exame de admissão ao Liceu e por lá se mantinham depois enquanto frequentavam os primeiros anos do secundário.


A primeira fotografia dos alunos
da D. Celeste data de Maio de 1942

Que belo grupo!!

No 1º plano: o Pedro Paiva Pessoa, a Maria Branca Vidal e o Luís Marçal Grilo

No 2º plano: o Olímpio Mendes de Matos, o Malé Pinto Cardoso, o Vasco Almeida Esteves e o Tozé Cardoso

Na 3º plano: o Carlos Moura Pinheiro, a Lurdes Valente, a Lurdes Paisana, o Manuel Grilo e NN.

No mesmo dia, na pérgula do Parque.

O Pedro Pessoa, a Branca Vidal e o Luis Grilo sentados no chão; O Olímpio Matos, o Malé e o Vasco, com o Tozé Cardoso lá no alto...


Em Maio de 1944, um grupo heterogéneo com alunos ainda na primária e outros já no Liceu.

No primeiro plano: o Carlos Góis, o Jorge Calrão, o jjmatos e o Olímpio Matos.
No segundo plano: o Domingos dos Santos Barata, o Malé Pinto Cardoso e o Constantino Ribeiro Vaz.



Em Maio de 1945, no portão do Parque dos Loureiros.

Enquadrando a Noemia Sequeira Ribeiro, encontram-se o Toni Gamas e o jjmatos (sentados) e o NN e o Malé Pinto Cardoso (de pé)

Um grupo mais numeroso

No primeiro plano: jjmatos, João Salavisa Vicente, Joaquim Martins Batista, Carlos Augusto Quintela Guerreiro Góis e o Tó Caio.
No segundo plano: a Noémia Sequeira Ribeiro, o Toni Gamas, o Constantino Ribeiro Vaz, o Olímpio Mendes de Matos, o António Gonçalves Ribeiro, o António José Cardoso, o Martinho Sequeira (que era da terra da D.Celeste) e o João Correia Barata.
No último plano: NN, a irmã do Constantino, a Maria de Lurdes Paisana, a Maria da Luz Martns Batista, a Maria Carolina Roxo, a Maria José Salavessa, o João José Gamas, o Malé Pinto Cardoso, NN e, lá ao fundo, o António Lobato de Faria que não era da explicação da D.Celeste mas "alinhava" connosco.


Quantos anos já passaram ??!!... Quantos??!!...

14 dezembro 2006

Tomás Mateus

Tomás José Emídio Mateus fez o 7ºAno do Curso Liceal
no Liceu de Castelo Branco.
Colaborou nos primeiros Livros de Despedida realizados pelos "setimanistas" nos anos lectivos de 1935/36 e 1936/37, tendo ficado célebre a sua autocaricatura em 1937.

Tomás Mateus - 1937

30 anos mais tarde, Tomás Mateus era já um pintor notável, de grande nível.
Em 1969, creio que por intermédio do Eng.António Barroso, então Vice-Presidente do Municipio, a Câmara de Setúbal adquiriu uma obra de Tomás Mateus que, até à data da revolução de Abril se mostrava no Gabinete da Presidência.
Não sei onde pára agora. Não sei se permanece no mesmo sítio, se foi deslocada para algum Museu ou se lhe perderam o rasto...

O óleo de Tomás Mateus pertença da CMSetúbal
dimensões 511 x 801
fotografado em 01.11.1971

13 dezembro 2006

O Dr. António Martins Afonso

Nas "Efemérides" da Reconquista, de 7 de Dezembro pode ler-se um apontamento referente ao Dr. António Martins Afonso.

“ No dia 13 de Dezembro de 1902, nasceu no Juncal do Campo, António Martins Afonso, advogado e professor, bem como distinto escritor. Frequentou a Escola do Ensino Primário Elementar em Salgueiro do Campo, para onde se deslocava diariamente, a pé.
Foi Professor nos Liceus de Castelo Branco, Faro, Funchal e Camões, em Lisboa. Em 1940/41, foi Reitor do Liceu Nacional de Castelo Branco. Subsequentemente, desempenhou as funções de Inspector do Ensino Liceal. Deixou uma vasta obre literária publicada. Pelos valiosos serviços prestados à comunidade foi-lhe conferido o grau de Comendador da Ordem de Instrução Pública”

O Dr. Martins Afonso foi meu professor no Liceu de Castelo Branco. De Geografia e, mais tarde, de Organização Política e Administrativa da Nação.
Era por um livro de sua autoria que todos estudávamos esta última disciplina que era comum a todas as alíneas do antigo Curso Complementar… Nós e todos os alunos do 3ºCiclo Liceal…do Minho ao Algarve, estudávamos por aquele Compêndio de OPAN.

A propósito da sua actividade como autor de livros e compêndios escolares será interessante mencionar um diferendo, então surgido, com o autor (ou com a Editora?) do Compêndio de História que então era seguido nos Cursos Gerais do Ensino liceal, o célebre Matoso (António Gonçalves Matoso?) que fez gerações e gerações de alunos odiarem o estudo da História!
Estudar por este compêndio era de facto uma estopada de todo o tamanho!
Lembrou-se então o Dr. Martins Afonso de editar um resumo, bem mais apetecível, daquele compêndio e que grande parte dos alunos entendeu adquirir…
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A capa do livro "A História de Portugal resumida"
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Só que, ao Dr. Martins Afonso não era permitida a venda daquela “História de Portugal resumida” devido ao diferendo surgido com origem na Editora da História do Matoso!
O problema foi ultrapassado pelo autor do “Resumo” que continuou a vendê-lo “por baixo do balcão”… com uma “dedicatória” na página nº3 que dizia simplesmente…”Oferta do Autor”.
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A "Dedicatória"...na página 3
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É a única rubrica que tenho do Dr. Martins Afonso. Nem sequer tenho guardados os “Exercícios” de Geografia ou Organização Política (agora diz-se “testes”) que ele me corrigiu…
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Ah!... Também tenho uma fotografia do Dr. António Martins Afonso obtida na Romagem de Saudade de 1979, num Almoço no restaurante Piri-Piri, em Castelo Branco, realizado em 15 de Junho.
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O Dr. António Martins Afonso, de frente. à direita
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O Dr.António Martins Afonso faria hoje 104 anos, se ainda estivesse entre nós...


12 dezembro 2006

Jardim Escola João de Deus - 1955

Na Avenida Pedro Álvares Cabral em
Lisboa - 1955

Visita ao Jardim Escola promovido pela
Associação de Estudante da
Faculdade de Ciências de Lisboa e pela JUC

Toda a gente é conhecida... Os nomes é que não são mais!
Ainda assim, reconhecemos o Sousa Lopes, a Maria Bento, a Alice Mascarenhas, a Francisca Dionísio, a Gertrudes Bule da Silva, o Olímpio Matos, o jjmatos, o José Pinto de Figueiredo, o Luís de Matos Marcelino, o Eugénio Chambel, o Florêncio, o Nogueira Simões e a Inês, César Viana e o Pinto Correia.

11 dezembro 2006

Os livros de despedida

Livro de Despedida dos Cursos de 1936-1937

Em 1936-1937, os finalistas do Liceu Nun'Álvares publicaram o segundo Livro de Despedida com caricaturas de Tomás Mateus e versos de Manuel Romão Boavida, Carlos Barata e João Rocha Afonso.
Este livro distingue-se do anterior por uma acentuada perfeição nas caricaturas, género em que Tomás Mateus se evidenciou.
Apesar de aparecer ainda um ou outro retrato, contem este Livro algumas belas caricaturas como as do Alberto Rato, Rocha Afonso, Maria Sílvia Cerqueira e sobretudo a auto-caricatura do próprio Tomás Mateus. (in."Romagem de Saudade" ed.Comissão Central da Romagem 1946)



Auto caricatura de Tomás Mateus


Maria Sílvia Cerqueira


João da Rocha Afonso


Alberto Costa Rato

10 dezembro 2006

09 dezembro 2006

Hotel de Turismo - Castelo Branco

O Hotel de Turismo de Castelo Branco
Um ex-libris que desapareceu...

Se a Revolução de Abril tivesse chegado uns meses mais cedo...
talvez ainda tivéssemos esta preciosidade em Castelo Branco!

Ainda se lembra disto?...

No princípio dos anos 40.

O Passeio de Castelo Branco.

Com o Hotel de Turismo. Com a Câmara Municipal. Sem o prédio dos Valentes. Ainda com o muro da propriedade dos viscondes de Oleiros. Com um trânsito nulo. Com um belo automóvel. Ainda sem o quiosque do Zé do Sono. Com o Mercado antigo. Ainda sem o Palácio da Justiça. E ainda com as Bombas de Gasolina!... Ainda se lembra-se disto?!


08 dezembro 2006

O dia da Mãe

No dia de hoje, escolhi um Poema de Carlos Drummond de Andrade

Drummond de Andrade

Para sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Carlos Drummond de Andrade

07 dezembro 2006

As minhas fotos preferidas 2

Snipe no rio Sado

Em 10 de Abril de 1969

Um pouco de poesia...

O que é amar?

Amar é ver morrer a cada hora
Um sonho que o Amor crucificou
E vestir-se de luto a cada aurora
Um desejo febril que agonizou…

É lavar toda a dor, toda a amargura
Na fonte da piedade d’um olhar
E ver depois por uma noite escura
Que a dor é imensa e a fonte está a secar…

É ver nos olhos verdes que beijamos
Cair a cinza vã da vida morta…
E quando o tédio bate à nossa porta

Erguer nas mãos as d’essa que adoramos
E beijá-las pedindo-lhe perdão
De ter a alma morta e morto o coração…

António Patrício



António Patrício
António Patrício (1878-1930) nasceu no Porto e faleceu em Macau. Frequentou a Escola Naval, em Lisboa, formando-se depois em Medicina no Porto. Após a proclamação da república é nomeado cônsul na Corunha, Espanha. Exerceu depois funcões diplomáticas no Cantão, Manaus, Bremen, Atenas, Istambul, Caracas, Londres, etc. Faleceu a caminho de Pequim quando ia tomar posse como ministro. António Patrício sofreu influências do Simbolismo e do Decadentismo. Notabilizou-se no teatro, em especial nas obras de carácter histórico

06 dezembro 2006

Almas perfumadas

"Com uma música bonita e um português
que só os brasileiros sabem usar!"
Juca

“Almas perfumadas”

Tem gente que tem cheiro de passarinho
quando canta
De sol quando acorda
De flor que ri.

Ao lado delas,
a gente se sente no balanço de uma rede
que dança gostoso numa tarde grande,
sem relógio e sem agenda.

Ao lado delas,
a gente se sente comendo pipoca na praça,
Lambuzando o queixo de sorvete.
Melando os dedos no algodão doce
da cor mais doce que tem para escolher.

O tempo é outro
E a vida fica com a cara que ela tem de verdade
mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus
De banho de mar quando a água
é quente e o céu é azul

Ao lado delas,
a gente sabe que os anjos existem
e que alguns são invisíveis.

Ao lado delas,
a gente se sente chegando em casa
e trocando o salto pelo chinelo.
Sonhando a maior tolice do mundo com o
gozo de quem não liga pra isso.

Ao lado delas,
pode ser Abril, mas parece manhã de Natal
do tempo em que a gente acordava e
encontrava o presente de Papai Noel,

Tem gente que tem cheiro de estrelas
que Deus acendeu no céu e daquelas
que conseguimos acender na Terra.

Ao lado delas,
a gente não acha que o amor é possível
a gente tem certeza,

Ao lado delas,
a gente se sente visitando
um lugar feito de alegria.

Recebendo um buquê de carinhos.
Abraçando um filhote de urso panda.
Tocando com os olhos os olhos da paz.

Ao lado delas,
saboreamos a delícia do toque suave
que sua presença sopra no nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa.
Do brinquedo que a gente não largava.
Do acalanto que o silêncio canta
Do passeio no jardim.

Ao lado delas,a gente percebe que a sensualidade
é um perfume que vem de dentro
e que a atracção que realmente nos move
não passa só pelo corpo.
Corre em outras veias.
Pulsa em outro lugar.

Ao lado delas
a gente lembra que no instante
em que sorrimos Deus está connosco,
juntinho ao nosso lado.
E a gente ri grande que nem
menino arteiro.”

Carlos Bsb
21 de Janeiro de 2003

"À Juca Adão com os meus agradecimentos
por me enviar “coisas” bonitas como esta" .
jjmatos