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04 janeiro 2018

Um veto...

... que salva e envergonha o Parlamento.
Este é o título com que o autor,
o jornalista do "Público",
Manuel Carvalho
batizou o sua coluna "Memória futura"
no dia 2 de Janeiro.

Manuel Carvalho
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Há vetos políticos e vetos políticos. Há na memória momentos em que o Presidente da República exerceu as suas funções com reserva e contenção nas palavras. Mas também há episódios nos quais o fundamento de um veto é por si só todo um programa. Ontem aconteceu um desses momentos. O Presidente vetou as alterações à lei do financiamento dos partidos usando um argumento capaz de fazer corar de vergonha qualquer deputado digno da missão que o voto popular lhe outorgou. Disse Marcelo Rebelo de Sousa que o diploma que lhe havia sido enviado para promulgação pecava por "ausência de fundamentação publicamente escrutinável quanto à mudança introduzida no modo de financiamento dos partidos políticos". Descendo ao nível da linguagem corrente, o que o Presidente mandou dizer aos deputados que redigiram, assinaram e aprovaram aquela vergonha sob a forma de lei é que agiram como um qualquer bando tem por hábito agir: pela calada, sem dar nas vistas, poupando-se às justificações das suas escolhas, evitando assumir as suas posições, como se em causa estivesse uma operação clandestina e não a deliberação de um Parlamento democrático.

Ainda não conhecemos toda a fundamentação que Marcelo Rebelo de Sousa vai usar para justificar o seu veto ao diploma, mas o que sabemos é já suficiente para darmos conta de que a sua decisão tem o valor prático de suspender uma lei ignóbil (mais pelo método como foi confecionada, mas também pela sua substância) e de o fazer com uma enorme carga de pedagogia. O que o presidente diz nas entrelinhas da sua opção é que é inadmissível e inqualificável que um parlamento de uma democracia se arrogue no direito de decidir sobre matérias que dizem respeito às contas dos partidos sem que a opinião pública tenha condições para acompanhar os trabalhos. É inaceitável, está implícito no veto, que a cidadania não saiba que medida foi proposta por quem, que desconheça como todo o estrugido foi temperado até ser servido. Quem age assim devia usar óculo pretos, chapéu de feltro e gabardina comprida.
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(Isto é apenas um excerto de um artigo que vale a pena ser lido na íntegra.)

03 janeiro 2018

Setubalense - 1971 - Abril

05.04.1971
Oferta de Bibliotecas
A Sociedade Musical Capricho Setubalense, o Centro Social das Praias do Sado vão beneficiar de uma deliberação camarária, recebendo uma biblioteca, com vista à valorização dos seus associados.
10.04.1971
Os moradores do Bairro do Liceu e da Estrada de Algodeia confiam numa resolução´eficaz para a ligação da Avenida 22 de Dezembro, com duas faixas de rodagem, à Avenida Rodrigues Manito com uma só faixa e muito degradada…
14.04.1971
Futebol
Silvério Jones não aceita candidatar-se a presidente do Vitória.
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17.04.1971
Na Escola Técnica
Jaime Romão Gonçalves tomou posse como Chefe da Secretaria da Escola Industrial e Comercial de Setúbal.
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21.04.1971
Vitória FC
Silvério Jones concordou ser proposto para Presidente da Direcção.
26.04.1971
Exposição Bibliográfica “Ler para Crer”.
No Salão Nobre da Câmara Municipal e Setúbal, foi inaugurada no passado dia 23, uma exposição bibliográfica com obras de literatura infantil e juvenil.

Na sessão solene da inauguração estiveram presentes:
O Governador Civil, Dr. José Maria Cardoso Ferreira que era ladeado pelo Dr. Elmano Alves, presidente da Comissão Distrital da ANP, Dr. João José Matos, vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr.ª D. Ausenda Paulino Pereira, delegada distrital da MPF, Dr. Armindo Gonçalves, reitor do Liceu Nacional de Setúbal.
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26.04.1971
Um acidente
Uma família de Setúbal vítima de acidente na autoestrada. 
Ontem à noite, na autoestrada, a cerca de 8 Kms da Ponte Salazar, um automóvel que se dirigia para Setúbal, guiado pelo Sr. Dr. Fernando Martins Chambino, economista e professor universitário, que viajava em companhia da esposa, sr.ª D. Maria da Graça Chambino e as duas filhas do casal.
Maria da Graça de 13 anos e Maria Teresa de 11.
Apenas a filha Maria da Graça ficou internada em S.José.
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26.04.1971
Círculo de Cultura Musical
No dia 30 de Abril, actua no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, o grande pianista de renome internacional Leslie Wright.
28.04.1971
O Dr. Fernando dos Santos Ruivo deixou a chefia da Delegação Aduaneira de Setúbal por ter sido nomeado Reverificador da Alfândega de Lisboa.
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28.04.1971
Teve o seu bom sucesso no Hospital de S.Bernardo, a Srª D.Maria Manuela Gonçalves Cândido, esposa do Sr. José Alves Cândido.
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30.04.1971
Na cidade
Foi assinado entre o Município e a Santa Casa da Misericórdia, o acordo definitivo para o arranjo urbanístico da Travessa da Alfândega.

02 janeiro 2018

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Outubro/1959
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Estás cá há muito tempo?...

01 janeiro 2018

Hoje há pintura...

Sandro Botticelli
1445 - 1510
pintor italiano
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A Primavera

31 dezembro 2017

Não regues a raiz...

...num poema a que 
Miguel Torga
deu o nome de 
Bilhete.
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Miguel Torga
.
Bilhete
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Nada me dês nem peças.
E não meças
O que podias dar e receber.
Fecha a própria riqueza do teu ser.
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Um de nós era a mais
À lírica janela...
Olharam-se os zagais
Mas não houve novela.
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A vida assim o quis,
A vida sem amor.
Não regues a raiz
Do que não teve flor.
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Miguel Torga
em 16/09/1943

30 dezembro 2017

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Outubro/1959
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- Enfim!... Agora já posso engordar à vontade.

29 dezembro 2017

Professores de Liceu...

... no ano-lectivo de 1961/62
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Em 1ºplano: José Gomes Mateus, professor de Ciências Naturais; Antero Bernardino Torres, de Português e Latim; Cristóvão Silva, de Educação Física; Américo Vieira, de Canto Coral.
No 2ºplano: Domingos Pereira das Neves, de Inglês, João Francisco Duarte Cruz, de Filosofia; Carlos Alberto Leopoldo Batalha, de Desenho e Eurico Serra Pinto, de Educação Física.

28 dezembro 2017

Tudo menos o tédio...

é o Poema que escreveu
Fernando Pessoa
no dia 
6 de Setembro de 1934.
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Fernando Pessoa
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Tudo, menos o tédio, me faz tédio.
Quero, sem ter sossego, sossegar.
Tomar a vida todos os dias
Como um remédio.
Desses remédios que há para tomar.
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Tanto aspirei, tanto sonhei, que tanto
De tantos tantos me fez nada em mim.
Minhas mãos ficaram frias
Só de aguardar o encanto
Daquele amor que as aquecesse enfim

Frias, vazias, 
Assim.

27 dezembro 2017

26 dezembro 2017

Parabéns!... 26 de Dezembro

A Zezinha faz anos hoje
Um abraço tão grande e tão longo
como a nossa Amizade...
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Maria José Folgado Pereira

Passe pela Farmácia...

... é um conselho do jornalista
Alberto Gonçalves
in. "Observador"
23.12.17
Alberto Gonçalves
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Afirmo que o PS é um refúgio de trapaceiros sem paralelo no hemisfério Norte? Tomo Rennie e, juram-me, isso passa.
Opino que o “caso” do Montepio é uma golpada inscrita numa longa tradição de golpadas similares? Ingiro Kompensan que a coisa vai ao sítio.
Sugiro que ambos os candidatos à liderança do PSD representam a abdicação da alegada “direita” ao sistema que nos arruína e enxovalha? Dissolvo um Alka-Seltzer e curo-me.
Arrisco que a dona Catarina Martins (para quem, aliás, os resmungos da oposição representam a “azia da direita”), em décadas de relativa existência, nunca produziu a sombra de uma ideia sequer discutível? Atafulho-me de Gaviscon e tudo se resolve.
Por algum motivo, inúmeros portugueses convenceram-se de que mostrar cuidados com o refluxo gástrico dos restantes constitui uma maneira infalível de encerrar, e vencer, qualquer discussão."
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Vem isto a propósito de uma intervenção do "Deputado de a Nação", pelo PS, onde o senhor João Galamba nos mostra a sua enorme falta de cultura...

25 dezembro 2017

É Natal... é Natal.

... o Menino já nasceu
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... filho da Virgem Maria

24 dezembro 2017

23 dezembro 2017

Humor antigo...

in. "Almanaque"
Junho/1960
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- Se quer a minha opinião, até as pernas têm um ar culpado!

22 dezembro 2017

Vamo-nos perder no tempo...

É atribuído a Fernando Pessoa o texto que aqui reproduzo.


"Um dia a maioria de nós irá separar-se. Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhámos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim...do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje já não tenho tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...Aí, os dias vão passar, meses... anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo...

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
Quem são aquelas pessoas?
Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto!
- Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito.Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto...
reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.
E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos. Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo...
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


21 dezembro 2017

O almoço de Natal...

... do Liceu Nacional de Setúbal
           (actual Escola Secundária de Bocage)
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Humor antigo...

in. "Almanaque"
Outubro/1959
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- Aqueles que lidam mais com ele dizem que não é mau tipo.

20 dezembro 2017

O Almoço de Natal...

realizou-se ontem, dia 19 de Dezembro, no Liceu.
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A "clássica" fotografia no final do almoço-convívio.

19 dezembro 2017

Hoje há pintura...

Sandro Botticelli
1445 - 1519
Pintor italiano
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Jovem Cantor com Flauta

18 dezembro 2017

Os meus alunos...

... na Serra da Arrábida,
a caminho do Formosinho.
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Na 1ªfila: Ana Francisca Ventura, Maria Raquel Ventura. , Maria Leonor Cipriano de Matos, Beatriz Barbosa de Matos e Ana Paula Grandela
Na 2ªfila: Maria de Lurdes Martinho, Vitor Manuel Vieira Augusto, NN, Marina Zaida Almeida, NN, Graça Maria Agostinho António José Soares, Zita Fortuna e Maria Amélia Bailador