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09 janeiro 2017

Um destes dias...

... Marcelo acaba a falar sozinho
é o título escolhido por 
Vasco Pulido Valente
na sua crónica de 7 de Janeiro
no Observador
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Vasco Pulido Valente

Marcelo não é um produto político, é um produto da RTP e da TVI. 
Entra dia a dia pela nossa casa adentro, sempre com a mesma fita e futilidade. 
Um destes dias, o homem acaba a falar sozinho.
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Janeiro, 2017
Sempre gostava de saber quanto pagaram as Câmaras deste abençoado país, que se queixa como de costume de não ter dinheiro, pelos denominados “festejos natalícios”: iluminações, fogo de artifício, festivais, concertos, marchas, policiamento (porque certos prazeres não vão sem policiamento) e outras folias. Na Madeira parece que só o fogo de artifício custou um milhão e oitocentos mil euros e custou de certeza muito mais por Portugal inteiro. As pessoas precisam de se divertir, claro. Mas não estava ainda estabelecido que o Estado devesse fornecer felicidade e entretenimento à cidadania. Agora, ninguém escapa a essa dolorosa obrigação. Por causa do turismo? As receitas não chegam para as despesas; e nada mais melancólico do que o espectáculo de 100 ou 200 mil indivíduos no Terreiro do Paço, que precisam de se juntar para se sentirem um pouco menos tristes. Se o Estado confiscasse às Câmaras o dinheiro que gastaram nestas futilidades, não faltariam maneiras de o usar inteligentemente. O ano acabou mal.
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Quando o papel se tornou mais barato, por volta de 1860, apareceram por toda a parte milhares de jornais. Em Portugal também, e isso ao princípio foi um escândalo de grandes proporções. Em Lisboa e no Porto, havia dezenas. Mas cada distrito e quase cada concelho tinha um, ou por iniciativa local ou pago pelos partidos políticos. Pior ainda, para se atrair o público da pequena imprensa da província, os jornais de grande circulação passaram a contratar correspondentes nos mais remotos cantos do país. Milhares de pessoas enchiam diariamente toneladas de papel. De longe em longe, com boa prosa e notícias fiáveis; diariamente, com calúnias, impropérios e demagogia, em prosa de taberna. Como um todo, a imprensa era a versão primitiva de uma “rede social”. Ninguém se incomodava com isso, excepto os jornalistas que se davam excessiva importância. Num regime liberal (ou democrático), a necessidade de participar era geralmente reconhecida e até certo ponto respeitada. As “redes sociais” cobrem hoje muito mais gente. Ainda bem. O mal seria um público indiferente ou apático.
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Marcelo não é um produto político, é um produto da RTP e da TVI, mas não percebeu ainda uma das regras básicas da sua verdadeira profissão ou confundiu o papel de Presidente da República com o seu antigo papel de entertainer. As pessoas gostavam das conversas com Judite de Sousa porque queriam passar um bom bocado a ouvir dizer mal dos senhores que nos pastoreiam e que todos nós detestamos do fundo do coração. O dispensador de “afecto” (seja lá o que isso for), com os seus beijinhos, as suas selfies, os seus beberetes, a sua falsa naturalidade e o seu falso sorriso, também diverte e também não explica. E pior do que isso faz com que Marcelo entre dia a dia pela nossa casa adentro, sempre com a mesma fita e futilidade. Esta over-exposure, que o mais mesquinho cómico tenta evitar para não perder a graça, não incomoda Marcelo. Para ele, quanto mais melhor. Não calcula quanto tempo vai a populaça achar graça ao espectáculo, nem mede a dificuldade de mudar de pele, quando tiver de dizer à populaça: “Hoje, minhas senhoras e meus senhores, não estou aqui como o Marcelo do Afecto, estou aqui como Presidente da República. Ninguém acredita. Mas, fora isto, o quê? E é precisa uma solução porque a cidadania resolveu ignorar, e bem, o discurso de Ano Novo de Marcelo (?), do Presidente (?), de quem ao certo? Só 637.000 pessoas o ouviram, a mais baixa audiência de sempre, tirando as de Cavaco em 2013 e 2016, e longe das dele próprio na TVI (entre um milhão e meio e dois milhões). Um destes dias, o homem acaba a falar sozinho.
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Nota da Redação: O que precede já estava escrito e entregue quando foi conhecida a notícia da morte de Mário Soares. Vasco Pulido Valente tenciona escrever longamente sobre a pessoa e o papel de Mário Soares na próxima semana.


Parabéns... 9 de Janeiro

Luisa Todi faz anos hoje.
   9 de Janeiro de 1753
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Luisa Rosa de Aguiar Todi

08 janeiro 2017

Setubalense - 1970 - Abril

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01 Abril
Vitor Manuel dos Santos Raposeiro, 
furriel miliciano, partiu para o Ultramar em comissão de serviço, no dia 25 de Março, despede-se dos amigos.
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06 Abril
Falecimento
António Marques da Costa
Com 70 anos de idade, faleceu ontem em Lisboa, o considerado industrial setubalense António Marques da Costa.
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06 Abril
A Federação Portuguesa de Futebol constituiu o elenco directivo da Selecção Nacional que será formado por: José Gomes da Silva, seleccionador, Fernando Pedrosa, coordenador e José Maria Pedroto, treinador.
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08 Abril
Foi nomeada a nova Comissão de Festas de Setúbal.
Presidente – Eng. António Barroso
Vice-Presidente – Eng. João Rodrigues Aleixo
Secretário-Geral – José Cândido
Tesoureiro – João Augusto de Oliveira
Vogais:
António Maldonado Gonelha
José Eduardo Martins
José Marcelino de Sousa Fidalgo
Alberto dos Santos Silva
Rogério Miguens Gonçalves
Manuel Martins Caro Marquilhas
Adão Rodrigues e
Arlindo Fernandes Pinto
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08 Abril
Novo Vice Presidente da Câmara Municipal de Setúbal
À hora a que o nosso jornal começa a circular, está a realizar-se no Governo Civil, a posse do Sr. Dr. João José Mendes de Matos, no cargo de Vice-Presidente da Câmara Municipal de Setúbal.
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11 Abril
“Interessa sobremaneira dar uma oportunidade à juventude consciente da Nação”, afirmou o Vice-Presidente da Câmara de Setúbal, na cerimónia da sua posse.
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15 Abril
Exposição de Pintura
Uma exposição do Pintor Estêvão Soares, no Museu de Setúbal.
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18 Abril
Falecimento
Faleceu o Conde da Covilhã, Sr. Dr. Júlio Anahory de Quental Calheiros, 3ºConde da Covilhã, de 70 anos, natural de Oliveira do Hospital.
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18 Abril
Chegou a Setúbal o iate “Apollo”, de 3278 toneladas, com bandeira panamiana.
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18 Abril
Cultura
Estiveram há dias na Academia de Música e Belas Artes Luisa Todi, a Presidente da Academia de Santa Cecília, de Lisboa, Sr.ª D. Vera Franco Nogueira, acompanhada da Directora Artística D. Angeles Presutto da Gama, do Director da Secção Literária, Dr. Delfino Viseu e esposa, assim como os professores e concertistas Vasco Barbosa, Grazi Barbosa e Ema Lisboa.
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20 Abril
Cabral Adão escreve um artigo, com entrevista a “João Augusto Mendes – arrumador e poeta” (João Calceteiro)
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22 Abril
Até 1975, entrarão em serviço os lanços da auto-estrada Fogueteiro-Setúbal e o acesso ao novo aeroporto.
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29 Abril
Serões de arte em Setúbal
Ontem à noite, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Setúbal, o pianista Fahrad Badalbeily, laureado com o 1º prémio do concurso internacional Viana da Mota de 1968, brindou-nos com uma das mais extraordinárias execuções musicais a que, no género, ainda nos foi dado assistir.
Contrariamente ao que tem acontecido (…) o Salão Nobre da Câmara Municipal estava completamente cheio.
Estiveram presentes o Sr. Presidente da Câmara Municipal, Dr. Manuel José Constantino de Goes, acompanhado pela esposa, o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr.João José Mendes de Matos e o Vereador do pelouro da Cultura, Sr. Manuel Pacheco Wengoróvius.
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29 Abril
O Cora da Academia dos Amadores de Música, sob a direcção do grande maestro português Fernando Lopes Graça, actuou na Sociedade Capricho.

07 janeiro 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

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Fingiste não ter ouvido
Quando te vi... e chamei!...
Com o desejo contido
Olhaste em frente...e eu chorei!                           

Eles foram Professores do Liceu...


3. Manuel Neves Nunes de Almeida
Era professor do 5ºGrupo (Geografia)
Foi empossado pelo Director interino Francisco Cordeiro, no dia 18 de Setembro de 1902, passando e exercer, a partir desse dia, o cargo de Director da Escola Municipal Secundária. . Nada consta sobre Nunes de Almeida até ao início do ano lectivo de 1916/17.
Em 17 de Fevereiro de 1917, tomou posse como Reitor, após eleição, a qual lhe foi conferida pelo Reitor interino, António Luis Vaz.

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O Reitor Nunes de Almeida
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Como curiosidade, para os "mais novos", o Reitor Nunes de Almeida 
era bisavô do António José Alçada, aluno deste Liceu na Década de 70

06 janeiro 2017

Liceu Bocage 4

Liceu Bocage
Ano da Inauguração
1 9 4 9

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Liceu Nacional de Setúbal
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E surgem agora, ao fim da tarde do dia 30 de Abril de 1949, quando o Setubalense sai “fresco” da tipografia, as primeiras notícias da festa que decorre no novo edifício do Liceu, construido “fora de portas”, no “campo”, longe da cidade... quando havia espaços livres, apetecíveis e “quase ao pé da Praça de Bocage”... Na verdade, nem toda a gente estava contente...

A notícia tinha um título destacado.
“O Novo Liceu Nacional de Setúbal inaugurou-se esta tarde”.
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E a notícia desenvolvia-se, em seguida, com a importância que o título insinuava.
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“Iniciou-se há poucos momentos a Sessão Solene que comemora a inauguração do Novo Liceu. Regozijo extraordinário de todos os alunos, larga representação das famílias dos educandos, ambiente de grande festa.
Preside o Ilustre Governador Civil que representa o Ministério da Educação Nacional e que é rodeado das autoridades da Cidade. O professorado tem o seu lugar próprio e distinto. Os alunos dão alegria à sala. A festa prossegue à hora de o nosso jornal começar a circular pelas ruas."
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O jornal dava, em seguida, informação sobre o programa das festividades.
Sábado - 30 de Abril - às 16 horas:
Sessão Solene sob a presidência do Exmº Sr. Governador Civil que representará S. Exª o Ministro da Educação Nacional, com a assistência das Exmas. Autoridades, Corpo Docente e Discente e respectivas Famílias.
Durante a Sessão far-se-á a entrega do Prémio Nacional, conferido pelo Ministério da Educação Nacional, aos ex-alunos António Augusto Macedo e Manuel Francisco Ganhão Palma que concluíram, no ano lectivo anterior, o seu exame do Curso Geral (6ºAno) respectivamente com as classificações de 19 e 18 valores..
Inauguração do Estandarte do Liceu, adquirido por subscrição entre os actuais alunos e suas famílias e bordado graciosamente pela professora de Lavores, Exmª Srª D.Maria Adelaide de Jesus Fernandes.
A madrinha do estandarte, a pequenina Ana Maria de Noronha Gamito Beija, filha e neta de antigos alunos, colocará no estandarte a fita inicial. Outras fitas oferecidas por várias entidades serão impostas pelos oferentes.
Entrega simbólica, pelos actuais alunos, do novo estandarte aos antigos que, por sua vez, entregarão à guarda dos novos, o velho estandarte da extinta Tuna Académica que data da fundação do Liceu.

Os Orfeões do Liceu abrilhantarão a Sessão.

Entrada por convites”

05 janeiro 2017

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº8
de Maio de 1961
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-  E agora que já estamos apresentadas e tem o nosso cartão, apareça lá em casa na sexta feira... É o nosso dia de jogar a canasta!

04 janeiro 2017

Escrito na pedra...

In. “Público”
03.01.2017
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"A pátria não é a entidade pela qual valerá a pena morer, mas pela qual vale a pena viver - pelos, filhos, pelos netos, nossos e dos outros."
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Ramalho Eanes
1935- 
Antigo Presidente da República

03 janeiro 2017

Eles foram professores do Liceu...

2. José Joaquim Peixoto do Carmo, Revº

Foi professor do 1ºGrupo (Português e Latim), estando registada a sua primeira posse em 2 de Novembro de 1901, após nomeação em 29 de Outubro de 1901
Manteve-se ligado à escola até ao ano lectivo de 1925/26, sempre como professor provisório. No ano de 1903/04 leccionou a disciplina de Português na 1ªclasse, de História, na 2ªclasse e Português e Latim, na 3ªclasse; no ano lectivo de 1919/20 foi professor de disciplinas dos 2º, 4º e 5º grupos, respectivamente, Francês, História e Geografia.
No termo de posse efectuado pelo Padre Peixoto do Carmo no ano lectivo de 1918/19, (em 9 de Janeiro de 1919) mostra-se pela primeira vez a designação de “Liceu Nacional de Bocage”.

02 janeiro 2017

São quadras, meu bem... são quadras!...

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A Lua foge do Sol...
Só aparece ao sol posto.
Tem medo que o Sol lhe dê
Um beijo meigo no rosto...             

01 janeiro 2017

Eles foram Professores do Liceu...

1. Francisco Cordeiro

Com a data de 28 de Outubro de 1901, foi aberto ,  pelo professor Francisco Cordeiro, então o Director Interino da Escola Municipal Secundária, 
o Livro de Posses nº1, para professores e funcionários.

No ano seguinte, em 18 de Setembro de 1902, Francisco Cordeiro conferiu posse a Manuel Neves Nunes de Almeida que passou então a ocupar o cargo de Director desta escola. Ao mesmo Francisco Cordeiro, é conferida, em 18 de Outubro de 1906, posse como professor interino do 5ºGrupo (Geografia), que lhe é conferida pelo Director Nunes de Almeida.

Mantém a docência até 1914 e exerceu o cargo de Secretário desta escola entre 31 de Outubro de 1912 e 23 de Dezembro de 1913, competindo-lhe assinar todos os autos de posse processados na nossa escola durante esse período.

31 dezembro 2016

Adeus, 2016!...

...Um Ano Novo melhor do que o anterior é o que desejo a todos os Amigos.

30 dezembro 2016

Faíza Hatat dixit...

...num conto de Ano Novo.
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Anno Domini
Faíza Hayat
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Faíza Hayat
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Faíza Hayat
2008 01 06

No Público – Xis
“O pior do melhor”
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No último dia do ano sobressaltei-me ao descobrir no Público” quatro páginas dedicadas ao melhor e ao pior lado dos portugueses. A lista do pior lado ocupava, em grandes letras, as duas páginas por completo. A lista do melhor ocupava metade desse espaço. Na lista do melhor havia itens que fariam mais sentido na lista das desgraças. Compreendo, por exemplo, que o facto de os portugueses visitarem mais os médicos do que os restantes europeus possa ser um indicador de preocupação com a saúde. Mas também pode ser um indicador de hipocondria. Eu preferia passar os próximos cinquenta anos sem visitar médicos nem advogados. Na lista consta também que os portugueses reclamam muito enquanto consumidores. Isto pode significar que conhecemos os nossos direitos e lutamos por eles, o que realmente me parece positivo, mas também significa que não somos bem servidos.
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Outro item um tanto estranho na lista d´“o nosso melhor lado” tem a ver com a preferência nacional por casa com vistas para o mar. Provavelmente os húngaros, os austríacos, e os luxemburgueses também apreciam as casas com vista para o mar, embora naqueles países seja um pouco difícil conseguir vista para o mar. Eu cá gostaria de ter uma casa virada – já agora para o mar de Parati – e do lado de trás com uma imensa varanda com vista para o Grand Canyon. Melhor ainda seria ter uma casa com muitas janelas, cada uma com uma vista diferente.
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Por outro lado não consigo compreender o motivo porque a lista d’ “o nosso melhor lado” é tão breve. Eis outros itens que eu acrescentaria à tal lista, sem pensar muito, e sem necessidade de consultar relatórios, inquéritos ou sondagens: somos um dos países com mais horas de sol da Europa. Somos um dos países com maior número de caixas de multibanco. Somos um dos países europeus onde se come melhor, e por melhor preço. Temos os melhores pastéis de nata do mundo e o melhor Vinho do Porto. Eu acho que só pelos pastéis de nata já vale a pena ser portuguesa.
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Passo a maior parte do ano fora de Portugal. Os meus olhos já são um pouco estrangeiros. Talvez por isso veja mais facilmente o lado bom do que o lado mau dos portugueses. A dificuldade em ver o lado bom do que quer que seja é uma das marcas do caracter nacional – e aqui temos um item a juntar ao “nosso pior lado”.
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Segundo o Público, “O nosso pior lado” inclui excentricidades como não gostarmos de falar do cancro colorectal, e morrermos de medo de perder o emprego. A verdade é que o nosso pior lado nunca chega a ser realmente mau. Somos tão pequenos, tão acanhados, que nem em maldade conseguimos ser grandes. A Alemanha teve Hitler, e ainda hoje tem nazis. A França enfrenta gravíssimos problemas com a integração dos emigrantes. A Bélgica está à beira do fim. Espanha tem a ETA. Podia continuar assim até ao final desta página. Ao lado da maioria dos países europeus, e fiquemo-nos apenas pela Europa, Portugal é um oásis de minúscula felicidade. Só os portugueses não se apercebem disso.
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O início do ano é uma boa altura para coligir listas. Talvez mais vantajoso do que saber qual o nosso lado bom, e o nosso lado, digamos, menos apresentável, seja uma lista das melhores coisas que podemos fazer esta ano, e daquilo que seria excelente se conseguíssemos evitar. Eu, por exemplo, gostaria de conseguir evitar, além dos advogados e dos médicos, as multidões. A celulite, as longas filas, os imbecis e os maus filmes, não necessariamente por esta ordem. Já entre as melhores coisas que pretendo fazer este ano está uma viagem à Líbia para visitar Sabratha, concluir o doutoramento e casar-me com Caetano Veloso. Bem sei que Caetano já não é um menino, mas ao menos em palco ainda se move como um menino – eu vi o último espectáculo – e além disso está solteiro.

29 dezembro 2016

Fotografias de Setúbal...

Foto obtida em
  15 Nov 2015

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Águas tranquilas no rio Sado

28 dezembro 2016

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº8
de Maio de 1961

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- Pois sim, eu também era o último da classe, mas não era o meu pai quem fazia os meus trabalhos, percebeste?!

27 dezembro 2016

Hoje há pintura...

Carl Blechen
1798 - 1840
Pintor alemão
do período Romântico
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Im spiel der wellen
(O jogo das ondas - 1830/1832)

26 dezembro 2016

Parabéns!... 26 de Dezembro

A Zezinha faz anos hoje...
Parabens... e um bjnho muito grande!....

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Maria José Folgado Pereira

25 dezembro 2016

Hoje é dia de Natal...

...vai ser  um dia de paz.
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O menino está dormindo, numas palhinha deitado...

24 dezembro 2016

Está pra nascer o Menino...

É Natal... é Natal...
O menino já nasceu!...
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O menino está dormindo, nos braços da Virgem pura. 

23 dezembro 2016

Humor antigo...

in. "Anedota Ilustrada" nº8
de Maio de 1961.

num desenho de Kiraz
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- Tenho o espelho rectrovisor, tenho sim senhor!... Nunca mais deixei de o trazer comigo depois de ter partido a caixa de pó de arroz!